Banca de QUALIFICAÇÃO: YANE DE ANDRADE RAMALHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: YANE DE ANDRADE RAMALHO
DATA: 04/06/2013
HORA: 14:00
LOCAL: Setor II sala I 12, CCHLA, UFRN.
TÍTULO:

O exílio no romance "Primavera con una esquina rota" de Mario Benedetti


PALAVRAS-CHAVES:

Romance. Literatura. Exilio. Ironia. Ditadura.


PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO:

A presente dissertação analisa as vozes discursivas e as representações do exilio no romance Primavera con una esquina rota (1982) do escritor uruguaio Mario Benedetti (1920-2009). Na qual, pretendemos mostrar que a obra estudada, apresenta diálogo entre a sociedade uruguaia da época da ditadura militar no inicio dos anos 70, e da América Latina, com a sociedade atual, na qual discute a voz do exilado, forçado pela ditadura de direita. O contexto histórico no enredo do romance fortalece a sua verossimilhança, o que contribui para localizar o tempo e espaço da obra. E assim, verificar a predominância do exilio em toda a narrativa. Tema esse, que estará presente em outras obras do autor. Neste sentido, o objetivo da pesquisa foi o de analisarmos os discursos constituintes do romance. Para tanto, tratamos inicialmente da questão do percurso da literatura Uruguaia e de aspectos relevantes sobre esta que mostra características presentes na obra do autor. Em seguida, apresentamos as considerações biográficas de Mario Benedetti, como é o caso de sua trajetória de vida e de sua produção literária. E ainda, abordamos os aspectos do romance desde o seu surgimento até a sua concepção, como também das características dos romances de Mario Benedetti, focando-se o romance Primavera con una esquina rota. E por fim, analisamos a obra sobre um aspecto sociológico do romance, no qual se retratou o exilio como elemento de formação do romance com as ideias de Said (2003), de forma detalhada, sobre como os discursos opostos à ditadura militar da época, se formam através do dialogismo retratado por Bakthin (1988). Durante a análise, destacamos, além do exilio e do dialogismo, o tempo e o espaço, que mostram um diálogo com a geração de 45 da literatura Uruguaia, como também, com outros autores; Graciliano Ramos, García Márquez e Juan Carlos Onetti, com o intuito de verificarmos uma tradição da temática do exílio na América Latina.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1673669 - GERARDO ANDRES GODOY FAJARDO
Interno - 1718581 - EDUARDO ANIBAL PELLEJERO
Externo ao Programa - 1805318 - FRANCISCO ERNESTO ZARAGOZA ZALDIVAR
Notícia cadastrada em: 27/05/2013 14:49
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