Banca de DEFESA: JENNIFER SARAH COOPER

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JENNIFER SARAH COOPER
DATA: 14/12/2012
HORA: 14:30
LOCAL: CCHLA - Auditório "D"
TÍTULO:

O macrogênero “drama norte-riograndense”: uma análise de gênero e de discurso pela perspectiva sistêmico-funcional


PALAVRAS-CHAVES:

Drama norte-riograndense, Linguística Sistêmico-Funcional, Gênero discursivo, Avaliatividade, Negociação.


PÁGINAS: 230
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
RESUMO:

O fenômeno que denominamos “dramas norte-riograndenses”, objeto desta pesquisa quali-quantitativa, compreende textos em versos curtos, da tradição oral, cantados e apresentados em palco por mulheres em comunidades no litoral do Rio Grande do Norte, uma produção que remonta ao romance da península ibérica medieval (CAMARA CASCUDO, 2001; GURGEL, 1999; GALVÃO, 1993; MAGALHÃES, 1973; ROMERO,1977). A pesquisa objetiva caracterizar este gênero discursivo, investigar as relações interpessoais, avaliações feitas pelas mulheres nos textos e as negociações de poder nestes textos/contextos. A teoria de Gênero e de Registro de Martin e Rose (2008), que tem como base a Linguística Sistêmico-Funcional de Halliday e Matthiessen (2004), Eggins (1994) dentre outros, fornece o arcabouço teórico para a caracterização do gênero pela identificação de estágios e fases configurando sua tipologia — a estrutura esquemática individual — e sua topologia — a sua relação com os demais fenômenos da tradição oral. Ademais, outros agrupamentos foram feitos do ‘macrogênero’ a partir do modelo de Martin e Rose (2008), num contínuo entre dois eixos: os polos de circulação oral x escrita e declamado/individual x encenado/coletivo, bem como um mapeamento dos exemplares a respeito de poder utilizando o mesmo modelo com os polos de voz individual x voz coletiva num eixo entre poder acentuado e poder  reduzido no outro. Onze textos de dramas do tipo narrativo  e uma anedota  foram selecionados para a análise das atitudes e negociações de poder. Pela quantificação de recursos semântico-discursivos nos sistemas discursivos de Avaliatividade (MARTIN; WHITE, 2005) e de Negociação  (MARTIN;  ROSE, 2007), bem como  reflexões sobre o humor  (EGGINS;  SLADE, 1997), identificamos as atitudes e as negociações de papeis interpessoais. A quantificação está embasada nas teorias da Linguística de Corpus (BERBER-SARDINHA, 2010), utilizando a ferramenta computacional  WordSmith Tools 5.0 (SCOTT, 2010). Como resultados, caracterizamos o “drama norte-riograndense” como um macrogênero na Comunidade de Estórias Orais, na Família de Brincadeiras/Teatro da Rua, composto por cinco tipos de gêneros: narrativo, elogio, reclamação, anedota, exemplo. O macrogênero caracteriza-se pela circulação oral, encenação coletiva, e os textos analisados  configuram-se em graus de poder variados. Sintetizamos que, pelo viés do humor, o drama norte-riograndense funciona como um espaço que permite a voz feminina dizer, comentar, julgar e orientar sobre problemas sociais nas comunidades em que são encenados, tais como alcoolismo, violência doméstica, desigualdades perante a lei, etc., além de circularem apreciações positivas da cultura rural/litoral e julgamentos sobre comportamentos dos membros da comunidade de fala, o papel das mulheres sendo o de estabelecer e reforçar normas. Antecipamos possíveis benefícios da inserção do gênero analisado em projetos de letramento nas escolas do Rio Grande do Norte.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDERSON ALVES DE SOUZA - UFPB
Externo à Instituição - GISELE DE CARVALHO - UFF
Interno - 6350771 - MARCOS ANTONIO COSTA
Interno - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Presidente - 1555334 - ORLANDO VIAN JUNIOR
Notícia cadastrada em: 08/11/2012 14:42
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