Banca de DEFESA: CORINA DE SA LEITAO AMORIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CORINA DE SA LEITAO AMORIM
DATA: 16/03/2012
HORA: 14:00
LOCAL: CCHLA - Auditório C
TÍTULO:

O RITUAL SIMBÓLICO DO “Ctrl+C” (COPIAR) E “Ctrl+V” (COLAR) NO ENSINO MÉDIO


PALAVRAS-CHAVES:

O simbolismo do CTRL+V/CTRL+V. Produção de textos. Apropriação do texto do outro e subjetividade.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO:

Na contemporaneidade, a tecnologia mantém influência direta na relação que aluno e o professor mantêm com a linguagem. A internet é uma ferramenta poderosa no auxílio do trabalho com a linguagem e, através dela, o conhecimento chega ao aluno de forma fácil e intensa. Por outro lado, essa facilidade potencializou e deixou à vista o que se tem chamado, na Universidade, de a “geração do plágio”.  Esse trabalho parte do princípio de que essa geração apresenta, em seus textos escritos, movimentos simbólicos similares àqueles de “copiar e colar” recorrentes em trabalhos de pesquisa desenvolvidos por alunos do ensino médio.  Tomando essa questão como inicial, esta dissertação tem como objetivo analisar como alunos do 1º ano de uma escola do ensino médio da cidade de Natal (RN) enlaçam, em seus textos, o texto do “outro”, “copiado e colado” da internet. Nesse sentido, busca responder às seguintes questões: de que modo o aluno se apropria do texto-fonte quando copia e cola? Como esses alunos, mesmo se apropriando dos textos-fonte, deixam suas marcas, subjetivando o texto? Quais operações simbólicas e linguísticas podem ser identificadas no processo de apropriação e subjetivação? Que categorias de análise nos permitem olhar analítico e teoricamente para o ritual simbólico do “ctrl+c” (copiar) e “ctrl+v” (colar) no ensino médio?  As investigações mostraram que o texto do aluno é um “corpo híbrido”, cuja escritura é um desenho fiado pela presença do texto alheio, ipsis litteris, e pela presença de elementos linguísticos que parafraseiam o texto de origem. Essa corporeidade textual tem, subjacente a ela, certas operações, a saber: substituição, deslocamento, adição e exclusão de enunciados. Dada a especificidade dos dados e os objetivos do trabalho, esse estudo se alinha aos métodos da pesquisa qualitativa (SILVERMAN, 2009) e se insere na área de conhecimento da Linguística Aplicada que se caracteriza especialmente por investigar problemas, fenômenos em que a linguagem em uma situação real é tomada como central (BRUMFIT, 1995). Teoricamente, nosso trabalho segue a perspectiva dos estudos sobre a paráfrase (FUCHS, 1982, 1994a, 1994b; DAUNAY, 1997, 1999, 2002a, 2002b), dos estudos desenvolvidos no campo da Crítica Genética (GRÉSILLON, 1987, 1994, 1992, 2008) e aqueles desenvolvidos por Eduardo Calil (2004) sobre os “manuscritos escolares”.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDUARDO CALIL DE OLIVEIRA - UFAL
Presidente - 2226795 - MARIA HOZANETE ALVES DE LIMA
Interno - 1675404 - PAULO HENRIQUE DUQUE
Notícia cadastrada em: 13/02/2012 16:38
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