Banca de QUALIFICAÇÃO: ALAN EUGÊNIO DANTAS FREIRE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALAN EUGÊNIO DANTAS FREIRE
DATA : 30/06/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

AXÉ INSTAGRAMÁVEL: DISCURSO E
DECOLONIALIDADE DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIRO
DE ASSÚ/RN NO INSTAGRAM


PALAVRAS-CHAVES:

Comunidades tradicionais de terreiro. Decolonialidade. Discurso. Instagramabilidade. Ressignificação.


PÁGINAS: 84
RESUMO:

No Brasil, os discursos produzidos em torno da fé nas redes sociais digitais chamam a
atenção para o entrave de crenças, construído sob a estigmatização de religiões não-cristãs.
No Instagram, as interações denunciam costumes da velha diáspora, a partir do estigma que
elabora práticas de racismo religioso no ciberespaço. No entanto, frente a esse movimento
estigmatizador, há um pulsar de decolonialidade. Percebe-se o levante de discursos que
sinalizam a afirmação dos povos de terreiro no reconhecimento e propagação das
identidades negras e indígenas fundantes no culto aos ancestrais, contrariando a ordem dos
condenados da terra. E dessa forma indagamos: como as materialidades discursivas de
comunidades tradicionais de terreiro de Assú/RN inscrevem decolonialidade nas
subjetividades produzidas em seus perfis no Instagram? O objetivo geral desta pesquisa
consiste em analisar como essas materialidades discursivas produzidas por comunidades
religiosas de Candomblé, Jurema, Umbanda e Quimbanda de Assú, no Rio Grande do
Norte, veiculadas no Instagram, inscrevem uma ordem de decolonialidade na produção de
subjetividades outras e na ressignificação da presença em contexto digital.

Metodologicamente, esta pesquisa está amparada pelo paradigma qualitativo-
interpretativista, inserido no âmbito dos Estudos da Linguagem, com foco em uma

Linguística Aplicada indisciplinar, por meio de um debate interseccional, ancorando-se
ainda na análise do discurso proposta por Foucault, na análise do discurso digital proposta
por Marie-Anne Paveau, bem como das discussões desenvolvidas pelos Estudos Culturais
na análise do fenômeno contemporâneo. Como objetos de investigação, selecionamos seis
perfis públicos de comunidades tradicionais de terreiro assuenses no Instagram. Como
materialidades discursivas para análise, elencamos a bio do perfil, as métricas do tráfego na
rede social (como número de seguidores, publicações e engajamento) postagens publicadas
no feed (abarcando reels, repostagens e carrossel de imagens), com imagem/ vídeo e
descrição, bem como os comentários lançados na rede. As análises sugerem um esforço
decolonial de tais comunidades ao produzirem subjetividades dissidentes em seus perfis,
utilizando-se do processo discursivo da ressignificação para o atendimento às
instagramabilidades necessárias, com vistas a se manterem na rede. A presença dos povos
de terreiro no Instagram revela um modo próprio de acontecimento do discurso, valendo-se
das estratégias instagramáveis para inscreverem a outridade de suas manifestações, a
despeito dos racismos algorítmico e religioso que compõem a dinâmica online de interação
no projeto colonial.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1476540 - CELLINA RODRIGUES MUNIZ
Presidente - ***.508.094-** - MARLUCE PEREIRA DA SILVA - UFPB
Externo à Instituição - TOBIAS ARRUDA QUEIROZ - UERN
Notícia cadastrada em: 20/06/2024 14:05
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