Banca de DEFESA: MIKAELA SILVA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MIKAELA SILVA DE OLIVEIRA
DATA : 19/10/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

TODA DISTOPIA COMEÇA COM UMA FAÍSCA: AS CENTELHAS DISCURSIVAS NA CONSTRUÇÃO DA HEROÍNA DISTÓPICA NA TRILOGIA JOGOS VORAZES

 
 
 

PALAVRAS-CHAVES:

distopia - gêneros - distópica


PÁGINAS: 50
RESUMO:

 

Resumo: A distopia é um gênero literário que apresenta uma sociedade opressiva e oposta ao ideal utópico. Sua história remonta ao século XVII, com obras como Utopia, de Thomas More, que apresenta uma sociedade imaginária baseada na igualdade e justiça. No século XX, com o advento de regimes totalitários e guerras mundiais, a distopia se popularizou como forma de alerta sobre os perigos da opressão e do controle do Estado sobre a sociedade, representado por obras como 1984, de George Orwell, que retrata sociedades controladas pelo Estado, onde a individualidade e a liberdade são suprimidas em nome da estabilidade e da segurança. Nos anos 2000, a distopia ganhou ainda mais popularidade, principalmente entre os jovens, com obras como a trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, apresentada como uma distopia juvenil que se passa em uma sociedade opressiva chamada Panem, onde jovens são selecionados para lutar até a morte nos Jogos Vorazes. A protagonista, Katniss Everdeen, se destaca como uma personagem feminina forte e subversiva que desafia os estereótipos de gênero e lidera uma revolução contra o governo opressivo de Panem. A importância de protagonistas femininas em livros de distopia é discutida nessa pesquisa, bem como o papel da literatura na construção de representações de gênero e juventude na sociedade. A pesquisa utiliza-se das discussões do Círculo de Bakhtin sobre linguagem e gênero discursivo para analisar como a subversão da personagem feminina na trilogia Jogos Vorazes é construída através do diálogo entre diferentes vozes na obra e como as obras contemporâneas renovam o gênero distopia. Para tratar dos conceitos de distopia e herói, a dissertação utiliza-se dos conceitos de Tom Moylan (2016) e a Jornada do Herói, de Campbell (2007), em um cotejamento com a representante clássica distópica 1984, para analisar a personagem Katniss Everdeen e destacar a importância da representação de heroínas e de temáticas atuais em livros de distopia. Essa interseção de áreas é facilitada pela inserção dessa pesquisa na área de Linguística Aplicada, interdisciplinar e híbrida, que abre caminhos para esta análise ancorar-se também nos estudos de gênero e sexualidade de Heleieth Saffioti e Michele Perrot, e de cultura e atualidade de Byung-Chul Han. Através, também, da perspectiva qualitativo-interpretativista e do paradigma indiciário de Carlo Ginzburg (1989), esta pesquisa aponta a subversão da caracterização e da jornada heroica de protagonistas distópicos na atualidade em relação as distopias clássicas, trazendo elementos convergente que as qualificam como distópica, mas divergindo, positivamente, ao elencar sinais de esperança, feminismo juventude ativa nas distopias juvenis com a protagonista Katniss.


 

MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GABRIELLE LEITE DOS SANTOS - UFERSA
Externo à Instituição - JOAQUIM ADELINO DANTAS DE OLIVEIRA - CENR
Presidente - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Notícia cadastrada em: 09/10/2023 15:27
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