Banca de DEFESA: RAMON DIEGO CÂMARA ROCHA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAMON DIEGO CÂMARA ROCHA
DATA : 15/02/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Google meet
TÍTULO:

OS LABIRINTOS DISCURSIVOS DA MODERNIDADE NOS CRONOTOPOS FICCIONAIS DE JORGE LUIS BORGES


PALAVRAS-CHAVES:

Cronotopo. Modernidade. Jorge Luis Borges. Literatura fantástica.


PÁGINAS: 172
RESUMO:

Não dá para falar sobre Jorge Luis Borges sem mencionar três palavras: tempo, espelhos e labirintos, isso porque o escritor não só trabalha esses elementos em suas obras, por meio de uma forma fantástica, como incorpora as discussões que esses elementos trazem para leitura de sua época, a partir de um jogo com o espaço-tempo no cerne de seus contos. Nessa articulação entre forma, material e conteúdo trazido do contexto histórico no qual se insere, a expansão do real duplica as referências geográficas e expande-as, em busca de uma compreensão de seu próprio tempo. O objetivo geral desta tese é, portanto, investigar os labirintos discursivos da modernidade nos cronotopos ficcionais das narrativas borgeanas, para compreender como esses procedimentos e intercâmbios, entre o real e o ficcional, são realizados e, de como estes se articulam, por vezes, com os discursos sobre o processo de representação dos sujeitos argentinos em meio à modernização na América Latina. Para isso, toma-se como metodologia as discussões trazidas por Mikhail Bakhtin acerca dos estudos sobre estética e literatura, com foco nos textos “O problema do conteúdo, do material e da forma”, em seu livro Questões de literatura e de estética (2014) e, nas suas reflexões sobre espaço-tempo na obra literária As formas do tempo e do cronotopo (2018). Nesse caminho de investigação, que alia visão estética e histórica da produção, dialogou-se com as discussões sobre o contexto do séc. XX, na América Latina, a partir de Octavio Paz (2014), Erik Hobsbawn (2018) e Marshall Berman (2007), além dos debates sobre as formas fantásticas a partir de Tzvetan Todorov (1981), Roger Caillois (1966) e Ana Luiza Silva Camarani (2014), e do arcabouço teórico sobre a obra borgeana, através de Daniel Balderston (1993), María Barrenechea (1984), Emir Rodriguez Monegal (1980), Júlio Pimentel Pinto (1998) e Beatriz Sarlo (1995). O intuito, ao trazer tal bibliografia, foi de compreender a composição dos cronotopos ficcionais a partir de três contos basilares para a composição do livro Ficciones (1944), sendo eles: “Tlön, Uqbar, Orbius tertius”, “Pierre Menard, autor del Quijote” e “Funes, el memorioso”, compreendendo, também, desse modo, como a refração de determinados discursos, na criação dos cronotopos ficcionais borgeanos, trazem reflexões sobre a memória cultural argentina e sobre a ambivalência discursiva presente nos sujeitos da/na modernidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1803529 - REGINA SIMON DA SILVA
Interno - 1000286 - ORISON MARDEN BANDEIRA DE MELO JUNIOR
Externa à Instituição - CÉLIA NAVARRO FLORES - UFS
Externa à Instituição - CLÁUDIA HELOISA IMPELLIZIERI LUNA FERREIRA DA SILVA - UFRJ
Externo à Instituição - FÁBIO MARQUES DE SOUZA - UEPB
Notícia cadastrada em: 16/01/2023 08:45
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