Banca de DEFESA: FRANCISCO HUMBERLAN ARRUDA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO HUMBERLAN ARRUDA DE OLIVEIRA
DATA : 22/08/2022
HORA: 14:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

LIMA BARRETO: O ESCRITOR DO NOMADISMO


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Arte. Conto. Lima Barreto. Gesto nômade. Nomadismo.


PÁGINAS: 153
RESUMO:

Esta tese de doutoramento tem como objeto de estudo os contos do escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto por meio de análise literária sob uma nova perspectiva teórica, o nomadismo. Por mais que os estudos acadêmicos tenham, na atualidade, a preferência pela produção contemporânea, é salutar que a escrita de Lima Barreto seja presente na academia, contudo, desde a segunda metade do século XX, é dispensada a ela um tratamento por meio de critérios mais sociológicos que literários, isto é, as pesquisas em torno das suas obras têm focalizado aspectos temáticos, em especial, os da contemporaneidade como a questão racial, social, cultural e de representatividade. Nesse sentido, o objetivo principal dessa tese é identificar, por meio do gênero textual conto, que não é possível entender a produção de Lima Barreto como engajada com temáticas específicas, mas como uma escrita em permanente trânsito, situada no entre-lugar, ou ainda, caracterizada por uma escrita nômade. No que se refere à problemática do nomadismo, usamos os preceitos conceituais de Flusser (2003, 2007); em relação à fortuna crítica e teórica sobre as obras de Lima Barreto se utilizou, como principais proposições discursivas, Barbosa (2002), Schwarcz (2017), Oakley (2011) e Figueiredo (2017); quanto à especificidade do gênero textual este trabalho tem como aporte teórico Gotlib (2006) e Cortázar (2006); Em relação à narrativa, o suporte teórico utiliza de Candido (2004) sobre a função da literatura e Adorno (2012) sobre o artista como representante. A pesquisa é de ordem qualitativa já que se detém na análise das categorias estéticas – como os tipos de discursos e linguagem empregada – e culturais, como a experiência da subjetividade e da função do escritor, que permeiam os textos selecionados. Os contos utilizados foram publicados entre 1915 e 1922, época de maior produção e participação de Lima Barretos em revistas, jornais e livros. Os contos foram produzidos sob o contexto político, social e cultural da belle époque carioca e apresentam leitmotiv de temas em que é possível compará-los para evidenciar em que medida há o engajamento com a arte – que seria próprio do gesto nômade – ou com as demandas sociais. A hipótese desta tese é de que a escrita de Lima Barreto se encontra em movimento, isto é, ela rompe com o habitual como forma de crítica, ao mesmo tempo que tenta fazer parte daquilo que é objeto de sua crítica. Esse movimento paradoxal se explica pelo nomadismo de Flusser (2003, 2007) que parte da premissa de que não há valores eternos na humanidade, mas sim funções mutáveis. E isso Barreto vai realizando ao longo da sua produção, seja para entrar na Academia Brasileira de Letras ou, ainda, para viver da glória das letras, como o escritor dizia. Porém, Lima Barreto faz isso de forma consciente e norteado pela idealização que fazia da função do escritor e da literatura, em que acreditava que só por intermédio da arte era possível superar as limitações impostas pelos diversos preconceitos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1543253 - KATIA AILY FRANCO DE CAMARGO
Interno - 3546280 - SAMUEL ANDERSON DE OLIVEIRA LIMA
Externo à Instituição - ALVARO SANTOS SIMÕES JUNIOR
Externo à Instituição - ARIVALDO SACRAMENTO DE SOUZA
Externo à Instituição - MANOEL FREIRE RODRIGUES - UERN
Notícia cadastrada em: 25/07/2022 14:54
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