Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCOS VINÍCIUS FERNANDES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCOS VINÍCIUS FERNANDES
DATA : 27/02/2018
HORA: 09:30
LOCAL: Auditório B do CCHLA
TÍTULO:

Punhal, Capote e Sombreiro: recepção e ressignificação do mito de Don Juan na poética de Castro Alves


PALAVRAS-CHAVES:

Castro Alves, Don Juan, recepção literária, gótico, fantástico


PÁGINAS: 181
RESUMO:

O presente trabalho tem por disposição estudar a feição assumida do mito literário de Don Juan em seis composições da poética de Castro Alves. Ordenados em sequência cronológica e por uma dominante esquecida da apreciação da crítica-literária, a saber, o culto do fantástico e do gótico, propusemos analisar, entre trabalhos consagrados do poeta baiano, textos sobre os quais ainda não atraiu a atenção dos estudos castroalvinos e que mantém um nítido diálogo com o donjuanismo na literatura dos oitocentos romântico brasileiro. Entre poemas líricos, peças dramáticas e, as poucas e improváveis narrativas em conto e crônica que perfazem a poética do escritor, todos afinados com o tema de Don Juan, ressaltamos para este trabalho a análise das composições “Pesadelo” (1863), “Crônica Jornalística” (1864), “Os três amores” (1866), “A volta da primavera” (1869), “Don Juan ou a prole dos saturnos” (1869) e “Os Anjos da Meia-Noite” (1870). Intentando o estudo comparativo da célebre narrativa do sedutor espanhol com o nosso corpus delimitado, procedemos à apresentação da evolução do mito desde o seu nascedouro na oralidade espanhola até o estabelecimento definitivo do mito literário em Tirso de Molina, seguido de perto pelas recriações de Molière e Mozart nos séculos XVII e XVIII. O cotejo textual com modelos de donjuanismo praticado entre os acadêmicos de São Paulo e Recife é contemplado aqui também em nosso trabalho que não pode prescindir da pesquisa histórica a periódicos e impressos do século XIX nos quais a inspiração de Castro Alves se manifesta indireta ou mais explícita. Relativizando o papel que ocupam os intertextos na assimilação do mito de Don Juan em Castro Alves, rediscutimos a forma dos empréstimos literários que, muitas vezes, apresentam-se de forma tácita nas releituras que o poeta baiano empreendeu do mito literário, em oposição às aclaradas epígrafes do poeta, ponto pacífico entre os críticos do escritor, mas cujas proporções da solicitação literária não refletem, muitas vezes, a motivação e inspiração maiores em suas recriações artísticas. Ancorados nos resultados de nossa pesquisa de documentação história, assim como no trabalho de consulta e revisão da obra do escritor baiano, enfatizamos a natureza fragmentária e difusa do mito de Don Juan nos escritos do poeta, mas que, ainda assim, conseguiu captar um sentido de maturação do velho motivo literário, iniciado em sua pena pelo signo do byronismo ultrarromântico até o entendimento mais fundo do personagem trágico sevilhano em dramas e poemas de sua lavra produzidos nos últimos anos de sua vida e inspirados em Gautier e Alfred de Musset.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 021.087.164-40 - KARINA CHIANCA VENÂNCIO - UFPB
Interno - 1513790 - ANDREY PEREIRA DE OLIVEIRA
Interno - 1423480 - WIEBKE ROBEN DE ALENCAR XAVIER
Notícia cadastrada em: 27/02/2018 09:29
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