Banca de DEFESA: THIAGO LEITE DE BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THIAGO LEITE DE BARROS
DATA : 26/07/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório C do CCHLA
TÍTULO:

Mãe e Meretriz: Empatia e Denúncia da Dominação Masculina na Poesia de Augusto dos Anjos


PALAVRAS-CHAVES:

mãe; meretriz; dominação masculina; estudos de gêneros; Augusto dos Anjos.


PÁGINAS: 40
RESUMO:

A poesia de Augusto dos Anjos é marcada por contrastes, definidos pelo poeta como oposições complementares. As figuras da Mãe e da Meretriz, presentes em sua obra, são facetas antagônicas que representam o feminino. O caráter subversivo da poesia de Augusto dos Anjos e seu tom de crítica social, através dos temas da solidariedade e da empatia, nos levam a ver na Mãe e na Meretriz imagens com as quais o eu-lírico se identifica. Por um lado, a Mãe representa o tema da reprodução assexuada; por outro, a Meretriz carrega a ideia da rejeição da sexualidade. O estudo das imagens da Mãe nos poemas “Mater”, “Mater Originalis”, “A Ideia” e no “Soneto” ao Filho nos leva a entender que a rejeição da reprodução sexuada se relaciona à revolta contra o controle masculino sobre o aspecto reprodutor do corpo feminino (Beauvoir, 2009). A imagem da Meretriz no soneto “Depois da Orgia”, na parte VI do poema longo “Os Doentes” e no inacabado “A Meretriz”, traz à tona a questão da dominação sexual do corpo feminino pelo poder masculino (Bourdieu, 2002). As figuras masculinas do Pai (no soneto “A Árvore da Serra”) e do Sátiro (versos 91-144 de “Monólogo de uma Sombra”), em oposição à Mãe e à Meretriz, condensam o simbolismo do controle do Patriarcado sobre os corpos femininos em seus aspectos reprodutor e sexual, respectivamente. Estabelecem-se pontes entre as diversas imagens analisadas, em conjunção com os símbolos que com elas se articulam, e uma narrativa das representações do feminino no Ocidente, desde as deusas telúrico-lunares da Antiguidade (Badinter, 1986; Sicuteri, 1998), passando pelas bruxas do medievo europeu (Michelet, 2003) até chegar à femme fatale do fin-de-siècle (Dottin-Orsini, 1996), sempre pensado a evolução do simbolismo feminino em sua relação com os símbolos masculinos. Concluímos considerando que a poesia de Augusto dos Anjos traz uma compreensão sobre a posição subalterna das mulheres na hierarquia dominada pelo androcentrismo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1675070 - JOSE LUIZ FERREIRA
Interno - 1299003 - DERIVALDO DOS SANTOS
Externo à Instituição - WELLINGTON MEDEIROS DE ARAUJO - UERN
Notícia cadastrada em: 11/07/2017 09:50
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