EFEITOS DO TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE E DO TREINAMENTO CONTÍNUO DE INTENSIDADE MODERADA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL AMBULATORIAL E OS DESFECHOS CARDIOVASCULARES EM IDOSOS COM HIPERTENSÃO (ESTUDO HEXA): UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Envelhecimento, Doenças Cardiovasculares, Exercício Físico, Treinamento Aeróbico, Aptidão Cardiorrespiratória.
Este estudo investigou os efeitos do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) e do treinamento contínuo de intensidade moderada (MICT) na pressão arterial ambulatorial (PAA) de 24 horas e em desfechos cardiovasculares em idosos hipertensos. Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado de três braços paralelos (1:1:1), conduzido com avaliadores e estatísticos cegos. Sessenta e cinco idosos inativos (60-80 anos) com hipertensão foram randomizados para HIIT, MICT ou um programa de educação em saúde. As intervenções consistiram em caminhada moderada, caminhada rápida e/ou corrida, guiadas pela percepção subjetiva de esforço, ao longo de três meses. O desfecho primário foi a PAA de 24 horas, e os desfechos secundários incluíram a pressão arterial em repouso e o consumo máximo de oxigênio (VO₂). Na análise principal, não foram observadas alterações significativas na PAA. No entanto, tanto o HIIT quanto o MICT melhoraram significativamente o VO₂ (p<0,05), enquanto apenas o HIIT reduziu a pressão arterial sistólica em repouso (-5 mmHg; p<0,05). Em uma análise secundária restrita a participantes com pressão arterial sistólica basal de 24 horas <115 mmHg, o HIIT reduziu a pressão arterial sistólica noturna (-5 mmHg). Em conclusão, nem o HIIT nem o MICT reduziram significativamente a pressão arterial ambulatorial de 24 horas em idosos com hipertensão. No entanto, o HIIT demonstrou efeitos benéficos sobre a pressão arterial em repouso, e ambos os protocolos de treinamento melhoraram o condicionamento cardiorrespiratório.