Banca de QUALIFICAÇÃO: TAYNAH NERI CORREIA CAMPOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TAYNAH NERI CORREIA CAMPOS
DATA : 26/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Meet
TÍTULO:

Efeitos de idade, período e coorte na mortalidade por HIV/AIDS no Brasil, 1980–2019.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Mortalidade; Mensuração das Desigualdades em Saúde; Estudo observacional.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Introdução: A mortalidade por HIV/AIDS é um desfecho útil para avaliar a efetividade
das respostas em saúde, pois pode refletir falhas na vinculação ao cuidado, continuidade
do acompanhamento, uso sustentado da terapia antirretroviral e retenção nos serviços.
Análises por macrorregião e Unidade da Federação evitam interpretações baseadas
apenas em médias nacionais e permitem identificar transições temporais e desigualdades
territoriais.
Método: Estudo ecológico, de base nacional, com análises nos níveis nacional,
macrorregional e estadual. O tempo foi agrupado em quinquênios. Os dados de
mortalidade foram obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério
da Saúde e os denominadores populacionais foram harmonizados por UF/macrorregião,
sexo, faixas etárias e quinquênios. O desfecho foi óbito por HIV/AIDS por causa básica
(CID-9 279.1; CID-10 B20–B24). Estimaram-se taxas quinquenais por 100.000 e taxa de
mortalidade padronizada por idade por padronização direta em ≥15 anos (15–19 a 80+).
A desigualdade entre unidades federativas foi quantificada pelo índice de Gini e pela
razão P90/P10
Resultados: Entre 1980–2019, registraram-se 342.514 óbitos, concentrados no Sudeste
(57,68%) e Sul (17,81%). A taxa quinquenal de mortalidade aumentou acentuadamente
até 1995–1999 e, após queda no início dos anos 2000, estabilizou em torno de 30/100.000,
com elevação no período final. A taxa de mortalidade padronizada por idade nacional
aumentou de 7,54/100.000 (1985–1989) para 56,02/100.000 (1995–1999) e reduziu para
34,28/100.000 (2015–2019). Houve reordenamento regional, com queda acentuada no
Sudeste e aumento no Norte e Nordeste entre 1995–1999 e 2015–2019. A desigualdade
por UF diminuiu (queda do Gini), enquanto a P90/P10 reduziu e estabilizou nos
quinquênios mais recentes. Observou-se transição etária, com maior participação de
óbitos em idades mais avançadas e crescimento acima de 50 anos ao longo da série.

Conclusão: A mortalidade por HIV/AIDS no Brasil exibiu fases temporais e
heterogeneidade territorial, com redução nacional após o pico de 1995–1999, mas com
trajetórias regionais divergentes e persistência de diferenças entre extremos estaduais. A
transição etária para ≥50/≥60 anos reforça a necessidade de monitoramento subnacional
e de abordagens capazes de captar inflexões temporais.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1299781 - ALEXSANDRA RODRIGUES FEIJAO
Externo à Instituição - GLAUBER WEDER DOS SANTOS SILVA
Interno - 2379141 - RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 03/03/2026 13:41
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