Dissertações/Teses

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2017
Dissertações
1
  • CAMYLLA CAVALCANTE SOARES DE FREITAS
  • Conhecimento e habilidades de acadêmicos de enfermagem sobre a mensuração da pressão arterial.

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 21/02/2017
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  • A mensuração da pressão arterial é um procedimento rotineiro na prática dos enfermeiros e sua aprendizagem é uma preocupação para instituições de ensino, tendo em vista que as falhas podem ocorrer por déficit no conhecimento. Além disso, a falta de conhecimento culmina no comprometimento dos valores obtidos, interferindo na avaliação clínica do paciente. O estudo objetiva analisar o conhecimento e as habilidades de acadêmicos da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, matriculados do 5º ao 9º período do curso, quanto à mensuração da pressão arterial. Estudo analítico, transversal e quantitativo, realizado no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal/Rio Grande do Norte. A população corresponde a 204 acadêmicos, e a amostra foi dimensionada em 76 participantes com base em uma lista em ordem alfabética de todos os acadêmicos de cada período, onde foram elencados os de números ímpares para desenvolver a pesquisa. O estudo foi apreciado pela CEP/HUOL (CAAE nº 0002.0.294.000-10) com parecer favorável. A identificação do conhecimento ocorreu pela aplicação de questionário estruturado e validado, com questões objetivas divididas em: características sociodemográficas e a experiência profissional/laboral, e conhecimento acerca do procedimento. A verificação da habilidade ocorreu em laboratório simulado, com o julgamento em adequado ou inadequado dos itens que compõem a lista de verificação validada a respeito do procedimento. Houve um predomínio de mulheres (92,1%), jovens (85,5%), com renda de até 5 salários mínimos (68,4%), solteiras, viúvas ou divorciadas (84,2%), sem experiência em saúde anterior (82,9%) e na formação na área de enfermagem (86,8%), com apenas 6,6% terem trabalhado na área da saúde, dos quais 5,3% ainda trabalham. Nenhum aluno do sétimo período obteve conhecimento adequado (0,0%), com um total de 82,8% de inadequações entre os períodos, e um nível de acertos de 61,8% das questões. A técnica apresentou-se adequada em todos os períodos com um total de 89,5% e um nível de adequação de 60,5% nas etapas, adquirindo um julgamento para o conhecimento em “regular” e para a técnica em “bom”. Não se encontrou associação significativa para quantidade de acertos no conhecimento e porcentagens de acertos entre os períodos do curso, sendo o p-valor significativo apenas para o domínio conceitos sobre o conhecimento e períodos do curso (p = 0,05). A variável porcentagem de acerto do conhecimento (média 56,6 e DP 14,3) foi mais comprometida do que a porcentagem de adequação da técnica (média 78,6 e DP 8,1), havendo diferença significativa entre as variáveis (p = 0,00), assim como em todos os cinco períodos. Verificou-se que houve correlação entre quantidade de acerto do conhecimento e quantidade de adequação da técnica (r = 0,222; p = 0,05).

2
  • PATRICIA NAIARA DE OLIVEIRA MOREIRA
  • CONDUTA DOS ENFERMEIROS NA PREVENÇÃO DE QUEDA EM IDOSOS EM INSTITUIÇÕES HOSPITALARES

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 21/02/2017
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a conduta dos enfermeiros na prevenção de queda em idosos internados em instituições públicas hospitalares, do Distrito Sanitário Leste, no município de Natal-RN. Trata-se de um estudo do tipo descritivo e exploratório, realizado em Hospitais Públicos do Distrito Sanitário Leste, do município de Natal, através de uma amostra observacional descritiva com 130 enfermeiros assistenciais dos setores de clínica média e cirúrgica, nos meses de dezembro de 2016 a janeiro de 2017. A coleta de dados teve início após obtenção das cartas de anuência das instituições e aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sob o nº 1.850.668, seguida da testagem do instrumento. O tratamento dos dados ocorreu em planilha do EXCEL, versão 2010, para realização das tabelas descritivas e aplicação de testes estatísticos utilizou-se o software Statistica SPSS 20.0, versão livre temporária. Sobre os resultados, estes indicaram que a maioria dos participantes é do sexo feminino (87,6%), a maioria adulta jovem entre 31- 40 anos (49,2%), casadas (51,5%), admitidos há 4anos (46,9%), lotados no setor de clínica médica (76,1%), trabalhando no turno da manhã (49,2%), com apenas um vínculo (57,6) e exercendo cargo assistencial (96,9%). Com relação à ocorrência do evento queda de idosos internados, os resultados evidenciaram que (26,9%) dos enfermeiros sabem da ocorrência de queda em idosos na instituição, embora a maioria (73,0%), afirme não ter conhecimento do evento na instituição. Entre os principais fatores da instituição, capazes de aumentar a ocorrência de quedas destacaram-se: a ausência de acompanhante (70,77%), leitos sem grades (51,54%), banheiro sem barras de apoio e piso antiderrapante (41,54%), ausência de alarmes (39,23%), piso escorregadio (35,38%) e luminosidade diminuída (33,85%). Conforme análise comparativa, através de teste X 2 , algumas variáveis como: tipo de instituição (universitária, local de estudo), tempo de graduação, admissão na instituição, só um vínculo empregatício, além de maior qualificação profissional, apresentaram significância estatística, em relação ao uso ou adesão do protocolo de segurança para o evento quedas na instituição universitária. Observou-se que as afirmativas dos enfermeiros no uso do diagnóstico de enfermagem para nortear as intervenções de quedas, se comparada entre a faixa etária e a instituição, obteve diferença significativa (0,0014) e, ao tipo de instituição (0,000), pelo Teste de Fisher. Concluiu-se ao final, a importância da utilização dos instrumentos de notificação de eventos adversos pelas instituições e controle das ocorrências e para a elaboração de medidas preventivas realmente eficazes. Observa-se a necessidade do estimulo a cultura de segurança que permitirá discutir junto à equipe de enfermagem, estratégias de prevenção que assegurem a segurança do paciente nas instituições de saúde.

3
  • DANIELLE REZENDE FERREIRA
  • IDENTIFICAÇÃO DAS CARGAS DE TRABALHO DOS ENFERMEIROS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 22/02/2017
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  • A carga de trabalho está inserida no contexto laboral e no processo de trabalho, que interage entre si e com o corpo do trabalhador, o que pode causar mudanças no estado biopsíquico e, consequente, desgaste físico e psíquico. O presente estudo objetivou identificar as cargas de trabalho de enfermeiros (as) que atuam na Estratégia Saúde da Família em um Município de do Nordeste Brasileiro. A pesquisa é vinculada a um projeto maior intitulado “Inovação tecnológica não material em saúde: cargas de trabalho e satisfação”, do grupo de pesquisa Praxis – Núcleo de estudos sobre trabalho, cidadania, saúde e enfermagem, do Programa de Pós-graduação em enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de abordagem qualitativa do tipo pesquisa de campo orientada pelas teorias do materialismo histórico-dialético e das cargas de trabalho. A amostra foi composta por 14 enfermeiras da Estratégia Saúde da Família (ESF), distribuídas nos cinco distritos sanitários do município de Natal (Norte I, Norte II, Sul, Leste e Oeste). A coleta de dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas destinadas a cada enfermeiro atuante na ESF. A análise dos dados foi realizada com base na análise de conteúdo temática de Bardin. O projeto teve aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisas (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sob o parecer nº 1.880.221 e CAAE: 62021516.7.0000.5537. O estudo foi realizado com base nos princípios da ética, estabelecidos pela resolução 466/12. A população entrevistada é do sexo feminino (100%), com mais de 5 anos de experiência profissional (100%) e na ESF (100%), a maioria entre 50 e 59 anos, com especialização/residência (50%), efetivo/concursado, com jornada de trabalho de 40 horas (85,71%) e somente um emprego (85,71%). Dentre os fatores que aumentam as cargas de trabalho estão o excesso de demanda, as falhas na gestão, os problemas na resolutividade, a insegurança, responsabilizar-se pelo trabalho dos demais profissionais, o excesso de demanda, o déficit de materiais. Os fatores que ajudam a reduzir as cargas de trabalho são vínculo trabalho em equipe, apoio da gerência, gostar de trabalhar na ESF. A cargas de trabalho são influenciadas pela interrelação do trabalho com o profissional de saúde, essa relação dialética pode ocasionar no adoecimento do enfermeiro membro da ESF.

4
  • JESSIKA WANESSA SOARES COSTA
  • IMPACTOS DO ESTRESSE E SUA ASSOCIAÇÃO COM O COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GRADUANDOS EM ENFERMAGEM

  • Orientador : MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINO
  • Data: 21/06/2017
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  • Introdução: Com as oportunidades crescentes para ingressar no meio acadêmico, anualmente, milhares de pessoas cruzam as portas das universidades. Neste novo cenário, o estudante depara-se com inúmeros fatores estressores frente aos novos desafios. Objetivo: Analisar os níveis de estresse e sua associação com o comportamento alimentar dos discentes da graduação em Enfermagem de uma universidade pública. Método: Trata-se de um estudo transversal, observacional, com abordagem quantitativa, realizado com 280 estudantes do curso de graduação em Enfermagem. As informações foram coletadas de 20 de Fevereiro a 21 de Março de 2017, através de três questionários: Questionário para levantamento dos dados sociodemográficos, escala para Avaliação de Estresse em Estudantes de Enfermagem e o Questionário Holandês do Comportamento Alimentar. A aplicação dos instrumentos ocorreu em sala de aula simultaneamente, após o período de realização das primeiras provas avaliativas e mediante autorização da coordenação das disciplinas. Os horários para a coleta foram pré- estabelecidos pela coordenação das disciplinas, distribuídos nos turnos: matutino e vespertino. Todos os participantes foram orientados sobre os procedimentos para coleta de dados, com tempo de aplicação máxima de 15 minutos. Resultados: Com a realização das análises, foi possível estabelecer os níveis de estresse por domínio de acordo com o período do curso dos estudantes. Corroborando para o seguinte resultado considerando o mais elevado nível de estresse em relação a cada domínio: atividade prática e comunicação profissional maior nível no 4º período; gerenciamento de tempo, 9º período; ambiente e formação profissional, 5º período; e atividade teórica, no 7º período. Conclusão: Constatou-se mediante o delineamento dos resultados correlação significativa entre três dos seis domínios da escala de estresse e o comportamento alimentar dos discentes do curso de Enfermagem. As análises demonstraram correlação positiva entre os domínios comunicação profissional e gerenciamento do tempo versus comportamento alimentar, evidenciando que quanto maior o estresse maior a compulsão alimentar. O domínio formação profissional versus comportamento alimentar, apresentou correlação negativa quando relacionados, demonstrando que quanto maior o estresse menor a compulsão alimentar. Neste sentindo, faz-se relevante o desenvolvimento de pesquisas futuras na tentativa de desenvolver ações e estratégias que visem trabalhar a orientação destes discentes ao lidar com os estímulos estressores na tentativa de controlá-los, e, consequentemente, minimizar os impactos do estresse nas atividades de vida diária deste estudante universitário.

5
  • MICHELINE DA FONSECA SILVA
  • Cultura de segurança da equipe de enfermagem no serviço de urgência e emergência

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 26/06/2017
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  • A cultura de segurança do paciente se apresenta com uma temática de relevância, considerada como forte indicador e ferramenta importante de diagnóstico para a avaliação da qualidade dos serviços de saúde. Sua adesão representa um desafio na atualidade, visto que o processo de mudança de atitudes e condutas na assistência à saúde é lento, demanda tempo e trabalho, bem como exige conhecimento e participação de todos os profissionais que compõem um órgão de prestação de serviços dessa natureza, o que torna primordial a junção destes esforços para alcançar as metas propostas pelo Ministério da Saúde para garantir a Segurança do Paciente e, assim contribuir para a adesão de uma cultura de segurança efetiva e eficaz. Dessa forma, o objeto deste estudo é a cultura de segurança no serviço de urgência e emergência. Diante do exposto, questiona-se: Como os profissionais de enfermagem percebem a cultura de segurança? A fim de respondê-la, objetiva-se analisar a cultura de segurança de equipe de enfermagem no serviço de urgência e emergência. Trata-se de estudo do descritivo-analítico, desenvolvido no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho (PSCS). Os dados foram obtidos mediante o preenchimento do instrumento de “Pesquisa sobre Segurança do Paciente em Hospitais” (HSOPSC), composto por 42 itens que abordam questões objetivas e subjetivas e abrangem 12 dimensões que mensuram a cultura de segurança do paciente, esses itens são avaliados de acordo com a escala de Likert de cinco pontos referente ao grau de concordância. Outras questões presentes no instrumento estão relacionadas à atribuição de notas à segurança do paciente, relato do número de eventos notificados e perfil sociodemográficos. Os dados foram analisados descritivamente por meio de pacote estatístico, para determinação dos valores médios e percentuais referentes aos cálculos das dimensões da cultura de segurança. Os comentários a respeito da segurança do paciente, última questão do HSOPSC, foram processados e analisados com apoio do software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRAMUTEQ). O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e obteve aprovação mediante parecer consubstanciado de nº 1.847.136, sob Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 61201316.3.0000.5537. Constatou-se como dimensões mais propensas a melhorias o aprendizado organizacional – melhoria contínua (49,7%), expectativas sobre o seu supervisor/chefe, ações promotoras de segurança do paciente (47,5%) e trabalho em equipe dentro das unidades (45,5%); entretanto, respostas não punitivas aos erros (58,8%), frequência de relatos de eventos (51,5%) e adequação de profissionais (51,1%) foram as áreas consideradas críticas. Quanto à percepção dos profissionais sobre a segurança do paciente, os aspectos considerados primordiais para sua promoção no serviço de urgência e emergência são o ambiente seguro e propício para o cuidado efetivo e eficaz ao paciente, com o intuito de reduzir ou evitar possíveis danos; a disponibilidade de estrutura física e recursos humanos; trabalho em equipe; e o uso de protocolos. Logo, verificou-se a presença de uma cultura punitiva no cenário de pesquisa e a necessidade de ações por parte dos gestores, a fim de disseminar e fortalecer as boas práticas de segurança no ambiente de urgência e emergência e, assim apoiar os profissionais de saúde em seu processo de trabalho.

Teses
1
  • IELLEN DANTAS CAMPOS VERDES RODRIGUES
  • SIMULAÇÃO REALÍSTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DO RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 24/03/2017
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  • A sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) surge como metodologia para a organização do trabalho do enfermeiro, facilita o cuidado ao cliente e confere cientificidade à profissão, visto que requer a utilização de teorias. A Teoria das Necessidades Humanas Básicas, de Wanda de Aguiar Horta, consolidou o surgimento do Processo de Enfermagem (PE) no Brasil, instrumento fundamental para a realização da SAE, a qual confere aspectos formais ao cuidado de enfermagem. Atualmente, o PE é regulamentado pela Resolução 358/09, que dispõe sobre a SAE e sua implementação. Está organizado em cinco etapas interdependentes e recorrentes, a saber: coleta de dados, diagnóstico de enfermagem (DE), planejamento de enfermagem, implementação e avaliação. Os diagnósticos de enfermagem constituem a segunda etapa do processo, são constituídos por características e fatores que definem o quadro de saúde do paciente. Trata-se de um julgamento clínico face às necessidades do cliente, família e comunidade, o qual norteia o cuidado de enfermagem em direção à eficiência, eficácia e efetividade da assistência. A tarefa de diagnosticar exige do enfermeiro habilidades de pensamento crítico como conhecimento técnico-científico, análise, raciocínio lógico, experiência clínica, conhecimento do paciente, discernimento, dentre outras. Com intuito de facilitar e padronizar a linguagem utilizada na formulação dos DE surgem os Sistemas de Classificação para a Prática de Enfermagem, destacando-se a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) com reconhecimento internacional. No entanto, a utilização dos sistemas de classificação e a implementação do processo de enfermagem, em especial a construção dos diagnósticos de enfermagem, ainda se configuram como desafios a serem superados no século XXI. Observa-se uma carência dos profissionais quanto a habilidades de manuseio das taxonomias e raciocínio diagnóstico, indispensáveis para a realização dos DE. Tal fato implica em uma reformulação quanto aos métodos de ensino, de modo que o aprendizado ocorra de modo efetivo para o discente. Nesse contexto destacam-se as metodologias ativas para o ensino, com ênfase na simulação realística que permite aproximar teoria e prática, acarretando maior satisfação, aprendizagem, motivação, realismo, confiança, aperfeiçoamento de técnicas, pensamento reflexivo e transferências de competências entre diferentes realidades. O estudo tem por objetivo: avaliar a eficácia da simulação realística no processo de ensino-aprendizagem do raciocínio diagnóstico de enfermagem. Trata-se de um estudo experimental, do tipo ensaio clínico controlado e randomizado (ECCR). A pesquisa foi realizada no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Campus Natal. A população do estudo foi composta por enfermeiros na condição de especialistas para validação dos casos clínicos e diagnósticos de enfermagem utilizados nos cenários de simulação e graduandos de enfermagem da UFRN, cursando o 9º período do curso, após terem concluído as disciplinas de semiologia e semiotécnica em enfermagem, métodos e modelos assistenciais em enfermagem e atenção integral à saúde I e II. A seleção dos juízes foi realizada por meio de processo de amostragem proposital, em bola de neve e sequencial, dentre os membros do grupo de estudos do Centro CIPE® e de outros grupos de estudos de Universidades Federais que trabalham com a CIPE, não foi realizado cálculo amostral, sendo incluídos na pesquisa todos os especialistas que aceitaram participar do estudo, totalizando uma amostra de 6 especilaistas. A amostra de estudantes foi composta por 24 discentes, alocados em dois grupos de 12 (controle e intervenção) respeitando as variáveis de controle: idade, sexo, experiência clínica, ocupação, perfil do aluno e IRA. Os dados foram coletados no período de março de 2017, sendo composta pela etapa de validação dos casos clínicos e diagnósticos, na qual foram validados cinco diagnósticos prioritários: Processo do sistema imunológico prejudicado; Risco de Déficit Nutricional; Atitude em relação à condição de saúde Prejudicada; Atitude em relação ao manejo da medicação conflituosa; Continuidade do cuidado prejudicada. Em seguida houve a realização do curso “Julgamento Clínico e Pensamento Crítico-Reflexivo: competências para o aprendizado do raciocínio diagnóstico”, o qual foi desenvolvido em 5 etapas: aula teórica expositiva-dialogada, cenário de simulação 1, 2 e 3 e avaliação do curso. A eficácia da estratégia de simulação foi avaliada mediante os escores de acertos nos dois grupos após o pré e pós-testes, comparando-os com os diagnósticos validados pelos especialistas. Os dados foram organizados em tabelas e analisados com base em frequências absolutas, em medidas de tendência central e dispersão, e em testes de IVC e Kappa. Para avaliar a independência das variáveis do estudo foi utilizado o teste exato de Fisher (quando as frequências esperadas forem menores ou iguais a 5. Em todos os cálculos inferenciais será adotado o nível de significância de 5% (p<0,05). Como postura ética ao realizar pesquisas com seres humanos, o projeto do estudo, foi encaminhado ao Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para obtenção da autorização da referida instituição e após sua anuência foi enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). No que concerne aos sujeitos que aceitaram participar do estudo, foi empregado um termo de consentimento livre e esclarecido, respeitando a resolução 466/12, que garante aos sujeitos o anonimato e o direito de retirar-se da pesquisa quando assim for de seu interesse.

2
  • DIANA PAULA DE SOUZA REGO PINTO CARVALHO
  • O desenvolvimento do pensamento crítico na formação inicial de enfermeiros mediante uma intervenção de ensino.

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 20/04/2017
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  • Pensar criticamente requer utilizar todo o conhecimento produzido até o momento, bem como buscar por fontes que alimentem novos conhecimentos e saber direcioná-los para as situações de aplicação prática, com capacidade de avaliação única para cada caso. Isso caracteriza um grande desafio para os cursos que se propõem a desenvolver tais atributos, que direcionam para uma formação contínua, inclusive para a formação do enfermeiro. Espera-se que o enfermeiro seja capaz de desenvolver o pensamento crítico aplicado ao problema do momento, de forma que a assistência prestada ao paciente seja adequada, independente da situação que se apresenta e suas adversidades. Dessa forma vale questionar se uma estratégia de ensino por meio da elaboração de Mapas Conceituais associada a resolução de estudos de casos clínicos favorece o desenvolvimento do pensamento crítico em estudantes do curso de graduação em Enfermagem. Dessa forma, este estudo comparou o nível de pensamento crítico desenvolvido entre duas propostas distintas de formação superior em Enfermagem referente ao conteúdo específico de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia. Trata de um estudo experimental, randomizado, duplo-cego com delineamento antes-depois, realizado com estudantes dos cursos de graduação em Enfermagem de duas instituições públicas de ensino superior de distintas regiões brasileiras. O protocolo desta pesquisa foi aprovado em seus aspectos éticos e metodológicos pelo CEP/UFRN, conforme preconizado pela Resolução nº. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, sob parecer número 752.501 e CAAE número 33917214.9.0000.5537. A coleta de dados se deu por meio da aplicação de um instrumento validado e aplicado mundialmente, o California Critical Thinking Skills Test, complementada por um questionário com dados socioeconômicos. Como forma de alcançar o objetivo proposto e seguir o rigor metodológico do delineamento, foi elaborado um Curso de Extensão sobre Suporte Avançado de Vida em Cardiologia composto por aulas expositivas dialogadas e atividades práticas em laboratório de habilidades com duração de 60 horas. Os 77 participantes da pesquisa foram randomizados para o Grupo Controle (n=38) e Grupo Experimento (n=39) quando a intervenção do estudo consistiu na construção de quatro mapas conceituais por meio de uso do Software Cmap Tools®. Esse estudo obteve dados de revisões sistemáticas de literatura que sugerem a Prática Baseada em Evidências como a estratégia de ensino que mais favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, avaliado por diferentes instrumentos de mensuração, com destaque para os California Critical Thinking Skills Tests. Após a análise dos testes foi identificado no pré-teste uma média de pontuação de pensamento crítico geral para o grupo controle de 15 (+/-3,5) e para grupo experimento de 14,1 (+/-3,7), já no pós-teste foram 14,6 (+/-3,9) e 14,1 (+/-3,4), respectivamente. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa para um p-valor de 0,05, de acordo com o teste-t. O Grupo Experimento continha um estudante que apresentou o Pensamento Crítico geral como Não Manifestado, e após a intervenção o valor melhorou minimamente para fraco, além de apresentar uma concentração aumentada no PC geral Moderado e Forte. Quanto às habilidades de pensamento crítico, houve um aumento significativo (p=0,022) para o desenvolvimento da habilidade de Avaliação para os estudantes do grupo experimento. Ao comparar as instituições, a diferença entre as escolas se baseou no fato de não existir estudante com PC geral Não Manifestado na escola A. O estudo sugere que a estratégia de ensino por meio da elaboração de Mapa Conceitual seja útil no desenvolvimento  e aperfeiçoamento do pensamento crítico dos estudantes dos cursos de graduação em Enfermagem.

3
  • CLEA MARIA DA COSTA MORENO
  • Associação de anticorpos específicos contra o Mycobacterium leprae ao risco de desenvolvimento de incapacidades em hanseníase

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 26/06/2017
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  • Após vinte e seis anos de implantação do uso da poliquimioterapia para o tratamento da hanseníase no Brasil, ainda é encontrado um número significativo de casos nos serviços de saúde, condição que levou as autoridades sanitárias a assumi-la como uma doença negligenciada. As consequências dessa negligência são graves para as pessoas acometidas, uma vez que a demora na chegada dos doentes aos serviços frequentemente já apresentam comprometimento de nervos, inclusive com incapacidades e deformidades desenvolvidas. Este estudo objetiva associar os anticorpos específicos para o Mycobacterium leprae ao risco de desenvolvimento de incapacidades em hanseníase. Trata de um estudo de abordagem quantitativa, com delineamento seccional, descritivo e analítico, com verificação da existência de associação entre a presença dos anticorpos específicos da doença e a presença de incapacidades. Os sujeitos estudados foram arrolados no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015. O protocolo desta pesquisa foi submetido a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e aprovado em seus aspectos éticos e metodológico de acordo com registro do CAAE no. 0042.0.051.051-09 e Parecer 2080/2012. A coleta de sangue para análise dos anticorpos dos casos foi realizada nos pacientes registrados pelo Programa de Controle da Hanseníase dos setores de dermatologia do Hospital Universitário Onofre Lopes e do Hospital Estadual Giselda Trigueiro, ambos considerados referências no estado do Rio Grande do Norte para o tratamento da doença. Os resultados encontrados apontam que muitas ações precisam ser desenvolvidas para o controle da doença, que apresenta um número de casos novos cada vez mais crescente. Verificou-se que valores elevados na quantidade de anticorpos específicos para a doença estão fortemente associados ao risco de desenvolvimento de incapacidades, principalmente em pacientes do sexo masculino em idade mais avançada.

4
  • KISNA YASMIN ANDRADE ALVES
  • Comunicação escrita dos profissionais de saúde em hospitais públicos do Rio Grande do Norte

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 31/08/2017
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  • A comunicação escrita é uma ferramenta que contribui com a redução de danos ao paciente, uma vez que possibilita a unificação dos registros da equipe multidisciplinar e a continuidade da assistência. Diante disso, o estudo objetiva analisar a comunicação escrita dos profissionais de saúde em hospitais públicos do Rio Grande do Norte, Brasil. Trata de um estudo transversal, com modelo prospectivo e que se baseia nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, quanto a construção “Record review of currentin-patients”. Seguiram-se as etapas: 1) construção da Scoping review; 2) seleção e treinamento dos examinadores de registros; 3) testagem dos procedimentos de avaliação do registro (estudo piloto); e 4) desenvolvimento da revisão de registros. A coleta de dados nos prontuários ocorreu no período de outubro a dezembro de 2016, em três hospitais públicos de Natal, nas enfermarias de clínica médica e de clínica cirúrgica. Incluíram-se na amostra os pacientes internados há pelo menos 10 dias. Os dados foram organizados em pacote estatístico e analisados de forma descritiva, por meio de frequência absoluta e relativa e, Diagrama de Pareto. O estudo segue os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde. Os resultados destacam que o conteúdo da comunicação escrita compreende os elementos comuns aos registros – identificação do paciente e profissional, letras legíveis, uso de siglas e abreviaturas padronizadas, ausência de rasura e início dos escritos com data e hora – e elementos específicos a cada categoria profissional. A partir da revisão de prontuários evidenciou-se os principais dados em não conformidades: 1) identificação do paciente (cabeçalhos) - data de nascimento e filiação na identificação do paciente; 2) evoluções médicas - aspectos do exame físico, antecedentes pessoais e familiares, hábitos e condições de moradia do paciente, intercorrências, resultados laboratoriais e de imagem nas evoluções médicas; 3) anotações do técnico de enfermagem - hábitos de vida, presença de alergia, identificação do acompanhante, uso de medicamento quanto ao tipo, condições gerais acerca da atitude, humor, locomoção e coloração da pele, estado nutricional e orientações ao paciente/acompanhante nas anotações do técnico de enfermagem; 4) controles essenciais – unidade de medida após o sinal vital; 5) anotações do enfermeiro - identificação do acompanhante, coloração da pele, eliminações quanto à consistência, odor e coloração; orientação do paciente/acompanhante; aspectos sobre exame físico, hábitos de vida e presença de alergia; 6) elementos comuns da comunicação escrita – letras legíveis, início dos registros com hora e uso de abreviaturas; e 7) identificação profissional – categoria e número no conselho de classe. Conclui-se que a comunicação escrita dos profissionais de saúde, nos três hospitais analisados, apresenta não conformidades nos dados de identificação do paciente e profissional, nos registros admissional e diário tanto de médicos e como da equipe de enfermagem. Assim, ações para a melhoria da comunicação escrita dos profissionais nos hospitais analisados, como também contribuir com as discussões acerca dessa temática são recomendadas para se efetivar a comunicação e o cuidado seguro.

2016
Dissertações
1
  • KÉZIA KATIANE MEDEIROS DA SILVA
  • Avaliação do sono de enfermeiros nos diferentes turnos hospitalares

  • Orientador : MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINO
  • Data: 26/01/2016
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  • Objetivou-se analisar a características do padrão de sono e qualidade do sono de enfermeiros que trabalham nos turnos diurno e noturno. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, de corte transversal, descritivo. O estudo foi desenvolvido no Hospital Universitário do Rio Grande do Norte. Os dados foram coletados em sua totalidade no período de janeiro a setembro de 2015, mediante os instrumentos: Índice de qualidade de sono de Pittsburgh para avaliar o padrão de sono e o Diário de sono para avaliar o ciclo vigília-sono. Após serem codificados e tabulados, foram analisados por meio do programa SPSS versão 20.0. O Estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob parecer nº 751.567. Para a descrição das variáveis contínuas foram utilizadas medidas de posição (média e mediana), dispersão (desvio padrão), medidas de associação (teste qui-quadrado ou de exato de Fisher) e correlação (teste de Correlação de Spearmann), para um nível de significância de 0,05. O perfil sociodemográfico da amostra mostrou um total de  (n=104) participantes, distribuído no turno diurno 64 e no turno noturno 40,  caracterizada por (90,4%) serem do sexo feminino, com faixa etária entre 24 a 45 anos correspondendo a 73% da amostra. Verificou-se a presença de diferença estatisticamente significativa, para as variáveis: laborais e hábitos de vida (setor hospitalar e ambulatorial (p=0,003), possuir mais de um trabalho (p=0,002), usar bebida estimulante (p=0,021); Padrão de Sono: tempo de cochilo p=0,003, latência do sono p=0,013), tempo total de sono (p=0,001), como se sentiu ao acordar (p=0,017), qualidade do sono noturno (p=0,001) e qualidade do sono (p=0,007) quando comparados entre os turnos diurno e o turno noturno. Concluiu-se que o trabalho em turnos alterou o padrão e a qualidade do sono dos enfermeiros dos períodos diurno e noturno.

2
  • ISABELLE CHRISTINE MARINHO DE OLIVEIRA
  • Validação de protocolo assistencial de enfermagem para detecção precoce e prevenção de infecções hospitalares a pessoas vivendo com AIDS.

  • Orientador : ALEXSANDRA RODRIGUES FEIJAO
  • Data: 28/01/2016
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  • A Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) ainda consiste em um dos grandes problemas contemporâneos de saúde pública mundial devido ao elevado número de pessoas infectadas. A presença de comorbidades e a imunossupressão nas pessoas que vivem com a AIDS, quando internadas, acarreta em maior risco de infecção hospitalar grave, o que tem levado a altas taxas de morbimortalidade. Esse aspecto exige dos profissionais, principalmente os da enfermagem, cuidados complexos e tomadas de decisão imediatas pautadas em evidências científicas. Assim, esse estudo tem como objetivo validar o conteúdo do protocolo assistencial de enfermagem para detecção precoce e prevenção de infecções hospitalares a pessoas vivendo com AIDS. Trata-se de um estudo metodológico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado por meio de duas etapas. A primeira etapa do estudo refere-se ao desenvolvimento do protocolo fundamentado nas evidências extraídas de uma revisão integrativa da literatura e de medidas de prevenção de infecção da ANVISA. A segunda etapa, validação de conteúdo, resultou do julgamento de experts envolvidos na assistência, gerência e/ou docência. A amostra ocorreu por intencionalidade, selecionados pela analise do currículo lattes com a adaptação do sistema proposto por Fehring, totalizando 13 experts na assistência em enfermagem a pessoas com AIDS. A operacionalização ocorreu por meio de concordância entre as respostas obtidas pelo índice de validade de conteúdo (IVC) através da avaliação dos juízes em uma rodada. Os itens foram avaliados em “adequado”, “adequado com alterações” e “inadequado”, baseada em 10 requisitos: utilidade/ pertinência, consistência, clareza, objetividade, simplicidade, aplicabilidade, atual, vocabulário, precisão e sequência de instrução dos tópicos. Como resultados, a revisão mostrou os cuidados de enfermagem a pacientes com AIDS que foram abordados e agrupados nas categorias assistencial, educacional e gerencial. Quanto à validação, dos 13 juízes que avaliaram o instrumento, 84,61% são do sexo feminino, com idade média de 43 anos (±9,98), e tempo de experiência médio de 17,08 anos Na titulação profissional, 61,54% são doutores e 38,46% mestres. Na área de atuação, 69,23% são da docência, 38,46% são da assistência e 23,08% gerencial. Em relação ao protocolo, foram avaliados 20 itens, sendo 8 correspondentes ao histórico de enfermagem e 12 referentes as intervenções ao paciente com AIDS. Das 260 respostas, 58,08% foi avaliados como adequado, 41,15% adequada com alteração e apenas 0,77% das respostas foram inadequado. Dos 20 itens presentes, 18 obtiveram concordância total, (IVC =1,0) e os outros dois itens obteve IVC de 0,92. A avaliação global dos instrumentos obteve IVC de 0,99. As sugestões dos juízes foram relacionados à reformulação da redação quanto a adequação do vocabulário e informações repetidas, elaboração das frases com mais clareza, acréscimo de ações e intervenções, e inclusão de escalas para avaliação das condutas. Diante das sugestões dos juízes procurou-se reformular o buscando uma melhor compreensão e clareza dos itens que compunham o instrumento visando torná-lo aplicável. O conteúdo do protocolo foi validado, representando a base de consenso inicial para abordagem das pessoas com AIDS. O estudo obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CAAE de número 46209215.0.0000.5537.

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  • FRANKLIN LEARCTON BEZERRA DE OLIVEIRA
  • A atuação do enfermeiro no combate à dengue e a Febre Chikungunya: estudo comparativo nos municípios de Parnamirim e Santa Cruz/RN.

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 29/01/2016
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  • A dengue e o vírus da Febre do Chikungunya (CHIKV) são consideradas doenças de notificação compulsória transmitas por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti o principal vetor. Encontram-se amplamente distribuídas no Brasil, ocasionando um dos maiores problemas de saúde pública, devido as alterações epidemiológicas que vem ocorrendo nos últimos anos e por caracterizarem-se pela ampla distribuição em todas as regiões. O presente projeto tem como objetivo analisar a atuação dos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família (ESF) no controle da Dengue e Febre Chikungunya nos municípios de Parnamirim e Santa Cruz. Trata-se de pesquisa de cunho exploratório-descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, que fora desenvolvida com enfermeiros dos municípios de Parnamirim e Santa Cruz. A pesquisa obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE), n° 48378515.8.0000.5537. A coleta de dados foi realizada no mês de novembro e dezembro através de entrevista com questionários semiestruturados compostos por questões abertas e fechadas, organizados em três partes: o perfil dos entrevistados, o conhecimento sobre a doença e descrição das práticas realizadas. Os dados levantados foram categorizados e tabulados, utilizando o Microsoft Office Excel 2010. As tabulações do instrumento das perguntas fechadas passaram por análises, utilizando o Programa Estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS 22), e para as perguntas abertas utilizou a análise de conteúdo de Bardin. Como resultado, os enfermeiros foram questionados quanto ao agente transmissor da Dengue e Febre Chikungunya, cinco enfermeiros responderam que o agente transmissor da Dengue é o Aedes aegypti e somente um por ele e pelo Aedes albopictus; enquanto que para Febre Chikungunya, dois responderam que a doença é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus e os demais somente pelo Aedes aegypti. Versando relativamente os sorotipos virais, três enfermeiros responderam que são 4 sorotipos da Dengue, dois disseram que são cinco e somente um que são dois sorotipos. Para a febre Chikungunya, um não soube responder, dois responderam que também são cinco sorotipos, dois responderam que existe somente um sorotipo e um que são dois. Todos desconhecem quais os tipos de depósitos que mais são encontrados focos do mosquito em sua região, como também desconhecem o Programa Nacional de Controle da Dengue. Os profissionais de enfermagem sabem reconhecer um caso suspeito de Dengue, mas se confundem quando tentam explicar para a Febre Chikungunya, expondo os mesmos sintomas da Dengue. Nota-se que, apesar de todos terem participado de uma capacitação sobre Febre Chikungunya e Dengue, um conhecimento bastante limitado dos enfermeiros a respeito do manejo clínico. Outra abordagem dos profissionais é uso de medicamentos para os casos sintomáticos das doenças. Destarte, conclui-se o estudo com a ausência de referências devidas que a equipe de saúde deve se apropriar para planejar ações de prevenção e controle vetorial, como treinamentos mais específicos para estes profissionais. 

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  • ILISDAYNE THALLITA SOARES DA SILVA
  • Cartografia da implementação do teste rápido anti-HIV na Estratégia de Saúde da Família

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 29/01/2016
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  • Uma das estratégias do Ministério da Saúde para o controle da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida no Brasil foi à ampliação do acesso ao diagnóstico da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana por meio da oferta do teste rápido na Estratégia Saúde da Família. Esse teste deve ser realizado por profissionais de saúde devidamente capacitados, dentre eles o enfermeiro. Além disso, o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a competência legal desse profissional nas ações relacionadas à testagem rápida. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a implementação do teste rápido para diagnóstico do vírus da imunodeficiência humana na Estratégia de Saúde da Família na perspectiva de enfermeiros. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualitativa. Os sujeitos do estudo foram 13 enfermeiros das Unidades de Saúde da Família da zona rural e urbana dos municípios da Quarta Regional de Saúde do Estado da Paraíba. Os dados foram coletados por meio de um roteiro de entrevista semiestruturada no período de março a junho de 2015 e foram analisados pelo método da cartografia simbólica de Boaventura de Sousa Santos. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, obtendo-se aprovação com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 39639314.7.0000.5537. Os resultados revelaram que na dimensão da estrutura, identificaram-se deficiências na infraestrutura básica necessária para a implementação do teste na Estratégia Saúde da Família, especialmente aspectos relacionados à disponibilidade dos insumos de testagem. Além disso, as falas foram reveladoras quanto à qualidade da capacitação recebida pelos enfermeiros para a execução do teste, deixando lacunas no conhecimento desses profissionais. Na avaliação do processo, evidenciaram-se dificuldades vivenciadas pelos enfermeiros da região no desenvolvimento da testagem rápida, como a revelação do diagnóstico positivo para o vírus da imunodeficiência humana ao paciente e sobrecarga de atividades na Estratégia de Saúde da Família. No entanto, a inserção dos testes rápidos nas unidades de saúde da família pesquisadas apresentou como facilidades a rapidez no resultado do exame e a diminuição da resistência do paciente em fazer o teste. As falas dos entrevistados também mostraram que a oferta do teste rápido para o vírus da imunodeficiência humana é destinada prioritariamente às gestantes e para as demais clientelas apenas em eventos pontuais ou por demanda do paciente. Na etapa do aconselhamento, identificaram-se barreiras na abordagem de aspectos relacionados à sexualidade. Na região investigada, os testes são executados em dia específico conforme demanda programada. No encaminhamento de um paciente com resultado do teste positivo, observaram-se, a partir das falas dos entrevistados, diferentes fluxos e desconhecimento do serviço de referência para esse indivíduo. Concluiu-se que em relação à estrutura observou-se a necessidade de maior investimento no fornecimento dos insumos de testagem e na política de educação permanente dos enfermeiros inseridos nos serviços pesquisados. Além disso, há a necessidade de ampliação da oferta do teste para a população não gestante, interação entre as unidades e a rede de referência no estado, bem como a disponibilização do mesmo em todos os períodos de funcionamento do serviço.

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  • MAYARA MIRNA DO NASCIMENTO COSTA
  • ACURÁCIA DOS INDICADORES CLÍNICOS DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM FALTA DE ADESÃO EM PESSOAS VIVENDO COM AIDS.  

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 29/01/2016
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  • No início da década de 1990, um marco importante no tratamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida foi o desenvolvimento da terapia antirretroviral combinada de alta potência. O grande benefício gerado pelo uso dessa terapêutica foi o prolongamento da sobrevida das pessoas que adquiriram essa doença, uma vez que esta deixou de ser considerada fatal, tornando-se uma condição crônica. Apesar das melhorias geradas por esta terapêutica, restam ainda muitas dificuldades a serem superadas. Uma delas é a adesão do paciente ao seu tratamento, trazendo desafios aos serviços e aos profissionais de saúde. Daí advém à necessidade de se identificar precocemente o diagnóstico de enfermagem Falta de Adesão para que soluções sejam buscadas pelo enfermeiro junto ao paciente e sua família. Com essa problemática, soma-se a dificuldade do enfermeiro assistencial em inferir esse diagnóstico, especialmente na identificação de suas características definidoras. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a acurácia dos indicadores clínicos do diagnóstico de enfermagem Falta de adesão ao tratamento antirretroviral em pessoas vivendo com a Síndrome de imunodeficiência adquirida. A pesquisa ocorreu em duas etapas. A primeira composta pela avaliação dos indicadores do diagnóstico em estudo; e a segunda, pela inferência diagnóstica realizada por enfermeiros especialistas. A primeira etapa ocorreu em um Hospital de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas do Nordeste do Brasil, e os dados foram obtidos por meio de um instrumento para realização de anamnese e exame físico e analisado quanto à presença ou ausência dos indicadores do diagnóstico. Na segunda etapa, os dados foram encaminhados a especialistas, que julgaram a presença ou ausência do diagnóstico na clientela estudada. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, obtendo-se aprovação com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 46206215.3.0000.5537. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e inferencial. Utilizou-se o teste exato de Fisher, Teste qui-quadrado de Pearson e regressão logística. Já a acurácia dos indicadores clínicos foi mensurada por meio da especificidade, sensibilidade, valores preditivos, razões de verossimilhança. Como resultados, identificou-se a presença do diagnóstico Falta de adesão em 69% (n=78) dos pacientes do estudo. As características definidoras que apresentaram significância estatística na associação com o diagnóstico estudado foram: comportamento de falta de adesão, complicação relativa ao desenvolvimento, falta a compromissos agendados, falha em alcançar os resultados, e exacerbação de sintomas. A característica com maior sensibilidade foi comportamento de falta de adesão e a de maior especificidade foi exacerbação dos sintomas. A Regressão Logística demonstrou como fatores preditores para o diagnóstico faltam de adesão: comportamento de falta de adesão, falta a compromissos agendados, falha em alcançar os resultados, e exacerbação de sintomas. Foi possível concluir que a identificação de indicadores clínicos de forma acurada permitiu uma boa predição do diagnóstico de enfermagem Falta de adesão em pessoas vivendo com a Síndrome de imunodeficiência adquirida, contribuindo para que o enfermeiro desenvolva de forma precoce estratégias para a promoção da adesão ao uso dos antirretrovirais.

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  • ISADORA COSTA ANDRIOLA
  • Construção do diagnóstico de enfermagem Atraso no crescimento em adolescentes

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 08/08/2016
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  • Estudo do tipo análise de conceito, cujo objetivo foi construir o diagnóstico de enfermagem Atraso do crescimento em adolescentes, a partir da literatura. A análise de conceito ocorreu segundo o modelo proposto por Walker e Avant, o qual se compõe de oito etapas, a saber: seleção do conceito; determinação dos objetivos da análise conceitual; identificação dos possíveis usos do conceito; determinação dos atributos definidores; construção de um caso modelo; construção de casos adicionais; identificação dos antecedentes e consequentes; além dos referenciais empíricos. O conceito selecionado foi o atraso do crescimento em adolescentes e o objetivo da análise foi analisar o fenômeno atraso do crescimento em adolescentes, a fim de subsidiar a sua identificação na prática clínica por parte do profissional enfermeiro. A fim de operacionalizar a análise, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, segundo Whittermore e Knafl. A revisão ocorreu nas bases de dados: LILACS, PUBMED, CINAHL, SCOPUS, Web of Science, Science Direct, e no periódico Journal of Human Growth and Development. A partir da revisão, obteve-se uma amostra final de 29 estudos para análise. Esses estudos foram analisados através de leitura minuciosa, com vistas à identificação dos termos ou expressões que representassem a essência do conceito, seus atributos, antecedentes e consequentes. A proposta diagnóstica, a qual resultou da análise conceitual, apresentou a seguinte definição para o atraso do crescimento em adolescentes: crescimento abaixo do esperado para indivíduos dos 10 aos 19 anos de mesmo sexo: estatura inferior ao 3º percentil ou déficit em estatura acima de 2 desvios-padrão, que, associado à velocidade de crescimento diminuída, resulta na altura final inferior ao alvo genético. Fatores relacionados: alterações hormonais; desnutrição crônica; doenças crônicas; imunodeficiência/imunossupressão; estresse físico prolongado; desordens do sistema nervoso central; e distúrbios genéticos. Características definidoras: baixa estatura por idade; baixo peso por idade; maturação sexual retardada; atraso no surto de crescimento puberal; velocidade de crescimento abaixo do esperado; estatura final inferior ao alvo genético; e diminuição da massa óssea. Constatou-se que, a partir da identificação dos atributos, antecedentes e consequentes, foi possível uma melhor compreensão do conceito atraso do crescimento em adolescentes. O entendimento desse fenômeno contribui para o avanço no estado da arte da enfermagem, aperfeiçoando a identificação do atraso do crescimento nessa clientela e contribuindo para o estabelecimento de planos terapêutico mais eficazes, com intervenções voltadas às necessidades prementes dessa clientela.

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  • CLARISSA MARIA BANDEIRA BEZERRA
  • Estresse e síndrome de Burnout nos enfermeiros de um hospital universitário

  • Orientador : MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINO
  • Data: 29/09/2016
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  • Objetivou-se verificar o nível de estresse e a presença da síndrome de burnout em enfermeiros nos turnos diurno e noturno na área hospitalar. Trata-se de estudo descritivo, do tipo transversal observacional, com abordagem quantitativa em um Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A pesquisa foi realizada com a amostra de 108 enfermeiros atuantes nos turnos diurno e noturno. Consistiu na aplicação de questionários para a avaliação um Formulário verificador de dados sociodemográficos da amostra, a Escala de Bianchi modificada para quantificar o nível de estresse e o Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey), para identificar a presença da Síndrome de Burnout. A tabulação dos dados se deu em planilhas e depois em tabelas. As variáveis contínuas foram verificadas por medidas de posição (média e mediana), dispersão (desvio padrão). Para as comparações entre os turnos com relação aos escores dos instrumentos foi aplicado o teste t de Student e o teste não-paramétrico de Mann-Whitney.Foram aplicados teste de Correlação de Spearmann e de Pearson.Adotou-se nível de significância de 0,05. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o Parecer nº 1.313.575. Quanto aos resultados os dados mostraram que 88,88% dos participantes eram do sexo feminino, com faixa etária de 24-45 anos correspondendo a 84.25% dos trabalhadores, de maioria casados 47,22%. Em maior número encontram-se os que possuem outro emprego 55,56%. Média de tempo de serviço de 12,78 anos. 50% dos participantes referiram praticar atividade física e outros 50% não. O escore para o nível de estresse do turno diurno foi de 2,35 e do noturno 2,31, sendo classificados como médio. As dimensões do Burnout para o grupo do diurno mostrou exaustão 21,88; despersonalização 5,89; realização profissional 38,88. Para o noturno, exaustão 20,10; despersonalização 5,79 realização profissional 38,98. Foram considerados medianos. Os valores do estresse e do Burnout quanto ao turno de trabalho não foram estatisticamente significativos. Existiu correlação e valores de p estaticamente significativos quando comparados estresse e as dimensões da síndrome (p= < 0,0001), (p=0,0001) e (p=0,0003). Concluiu-se que o nível de estresse entre os enfermeiros foi avaliado como nível médio nos turnos diurno e noturno e das três dimensões do Burnout em ambos os turnos também, onde verificou-se ausência da síndrome. Houve correlação estatisticamente significativas entre estresse e os domínios do Burnout

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  • JESSICA NAIARA DE MEDEIROS ARAUJO
  • DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RISCO DE OLHO SECO EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

  • Orientador : ALLYNE FORTES VITOR
  • Data: 04/10/2016
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  • Objetivou-se avaliar o Diagnóstico de Enfermagem (DE) Risco de olho seco da NANDA-Internacional em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de um estudo transversal realizado na UTI de adultos do Hospital Universitário Onofre Lopes. A amostra final foi constituída de 206 pacientes. Para coleta de dados utilizou-se um instrumento composto por variáveis pertinentes aos dados sociodemográficos, clínicos e fatores de risco do DE em estudo. A inferência quanto à presença do diagnóstico nos pacientes avaliados foi realizada por um par de enfermeiros diagnosticadores com experiência em julgamento diagnóstico e em assistência de enfermagem em UTI. Todos os dados coletados foram organizados e armazenados em um banco de dados construído no programa Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 22.0 para teste. Para a análise descritiva, foram consideradas as frequências, medidas do centro da distribuição e suas variabilidades. Para comparar médias, aplicou-se o teste t de Student para amostras independentes. Em caso de assimetria, o teste de Mann-Whitney foi utilizado. Para medidas associativas, utilizou-se o teste Qui-quadrado de Pearson e quando as frequências esperadas foram menores que cinco, foi aplicado o teste de Fisher. A magnitude da associação foi verificada por meio da razão de prevalência. Este estudo obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, processo n° 444290/2014-1. Dos 206 pacientes, 52,4% eram do sexo masculino, idade média de 58,41 anos e 57,6% residiam no interior do Rio Grande do Norte. Em relação à escolaridade, a maioria (40,3%) tinha ensino fundamental incompleto e 43,3% eram aposentados. De acordo com o tipo de internação, 49% foram clínicas, 29,1% cirurgias de urgência/emergência e 21,8% cirurgias eletivas. Das comorbidades, 59,7% apresentavam hipertensão arterial sistêmica e 31,6% diabetes mellitus. 47,6% dos pacientes apresentaram o DE em estudo. Desta forma, 52,4% já apresentaram o diagnóstico clínico de ressecamento ocular. Na análise por olho, 56,8% apresentaram o DE, já o ressecamento ocular esteve presente em 43,2% dos olhos. Os fatores de risco mais prevalentes foram: fatores ambientais e regime de tratamento (100%), terapia com ventilação mecânica (52,4%), envelhecimento (51%), lesões neurológicas com perda sensorial reflexo motora (50%), sexo feminino (47,6%) e estilo de vida (36,4%). Apresentaram associação estatisticamente significante com a presença do DE estudado no olho direito (OD) a ausência das seguintes características clínicas: motivo de internação por distúrbio gastrointestinal, lagoftalmia no OD, lagoftalmia no olho esquerdo (OE), hiperemia do OE, secreção mucosa OD, edema palpebral OD, proptose OD e uso de anti-inflamatório. A presença da hiperemia no OD foi significativa para ausência do DE no OD. A diferença de médias do schirmer no OD e OE entre a presença e ausência do DE no OD também apresentaram significância. Em relação ao OE, existiu associação estatisticamente significante entre o reflexo córneo-palpebral do OD e DE risco de olho seco do OD com a presença do DE no OE. Além disso, as ausências de outras características clínicas apresentaram-se significativas com a presença do DE no OE: hiperemia OD e OE, edema palpebral OD e OE, secreção mucosa OE, uso de bloqueadores neuromusculares e ressecamento ocular no OD e OE. Ainda, o schirmer do OD e OE apresentaram diferenças de médias significativas entre a presença e ausência do DE no OE. Em relação à análise do ressecamento ocular no OD,
    a ausência de determinadas características clínicas foram estatisticamente significantes para a ausência do ressecamento no OD, a saber: motivo de internação por distúrbio gastrointestinal, lagoftalmia no OD e OE e ressecamento ocular no OE. A presença de hiperemia no OD apresentou significância com a presença no ressecamento no OD. Contudo, a ausência da hiperemia no OE mostrou associação com a ausência do ressecamento ocular no OD, assim como a secreção mucosa no OD, edema palpebral OD, proptose OD e uso de anti-inflamatório. A presença do DE no OD e OE demonstraram associação com a ausência do ressecamento ocular no OD. A diferença de médias do schirmer do OD apresentou relação significativa entre a presença e ausência do ressecamento ocular no OD, assim como a diferença de médias dos postos do schirmer do OE. No que concerne ao ressecamento ocular no OE, a presença do reflexo córneo-palpebral no OD e DE no OD e OE apresentaram relação estatisticamente significativa com a ausência do ressecamento ocular no OE. A hiperemia ocular presente no OD e o ressecamento do OE também demonstraram associação. No entanto, a ausência de hiperemia ocular no OE, secreção mucosa no OE, edema palpebral no OD e OE e o não uso de bloqueadores neuromusculares associaram-se significativamente com a ausência do ressecamento ocular no OE. Além do mais, como nos demais desfechos existiram diferenças de médias significativas do schirmer OD e OE entre quem apresenta ou não ressecamento ocular no OE. Destarte, o conhecimento obtido apresenta estimada relevância no sentido de garantir uma ação direcionada para a prevenção do ressecamento ocular em pacientes internados em UTI.

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  • MILLENA FREIRE DELGADO
  • CONSTRUÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 24/10/2016
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  • A adolescência constitui uma fase crítica do processo de desenvolvimento humano, marcada por transformações biossocial, cognitiva e psicossocial. Essas transformações são influenciadas pelos meios biológico e social. Assim, objetiva-se, neste estudo, construir o diagnóstico de enfermagem Atraso no desenvolvimento em adolescentes. Realizou-se uma análise de conceito, segundo o referencial de Walker e Avant, a qual foi operacionalizada por uma revisão integrativa. As bases de dados utilizadas foram: SCOPUS, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, National Library of Medicine and Nattional Institutes of Health, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Web of Science e Science Direct e o periódico Journal of Human Growth and Development. O cruzamento dos descritores Developmental Disabilities, Growth and Development e Adolescent e das palavras-chave Desenvolvimento cognitivo, Desenvolvimento físico, Maturação sexual, Atraso e Atraso na puberdade permitiu a obtenção de uma amostra inicial de 20.402 referências que passaram por três etapas de avaliação, a saber: leitura de título e resumo, consenso com o grupo de pesquisadores e leitura na íntegra das referências selecionadas. A amostra final resultou em um total de 51 referências, que foram minuciosamente analisadas para identificação dos atributos, antecedentes e consequentes do conceito Atraso no desenvolvimento em adolescentes. Os resultados mostram a identificação de quatro atributos; 15 antecedentes e 16 consequentes; este último distribuído nos domínios biossocial, cognitivo e psicossocial. A estrutura proposta para o diagnóstico de enfermagem é: título – Atraso no desenvolvimento em adolescente; domínio – 13; classe – 2; definição – Desenvolvimento abaixo do esperado para indivíduos entre 10 e 19 anos, ocasionado por atraso em uma ou mais das seguintes áreas: cognição, comportamento, social e puberal; Características definidoras - Domínio biossocial – Baixa autoestima; insatisfação com o corpo e maturação sexual atrasada; Domínio cognitivo – baixo desempenho escolar; atividade de vida diária prejudicada; comunicação verbal prejudicada; deficit de função executiva e hiperatividade; Domínio psicossocial – comportamento de externalização; comportamento de internalização; dificuldades de expressar emoções; enfrentamento passivo ou dependente; insegurança e transtornos alimentares; fatores relacionados - abuso de substâncias psicoativas, ambiente familiar estressante, condições obstétricas maternas e neonatais, desnutrição, distúrbios genéticos, doença crônica, dor crônica, efeitos adversos de medicamentos, exposição a substâncias tóxicas, infecções, lesão cerebral, marginalização social, não aceitação das transformações corporais da puberdade, obesidade, privação emocional e trauma físico. Dessa forma, conclui-se que o conceito Atraso no desenvolvimento em adolescentes é amplo e envolve aspectos relevantes que contribuem para a prática cínica dos enfermeiros. Acredita-se ainda que estudos dessa natureza é uma base importante para o crescimento do corpo científico da enfermagem, subsidiando o desenvolvimento de tecnologias próprias da área.

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  • BRUNO ARAÚJO DA SILVA DANTAS
  • ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS E DE SAÚDE ASSOCIADOS À QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 27/10/2016
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  • Introdução: o processo de envelhecimento populacional suscita diversos debates a respeito dos novos caminhos da política de saúde para os idosos. Todas as mudanças relacionadas ao envelhecimento, quando associadas aos hábitos de vida dos idosos, constituem fatores determinantes para a vulnerabilidade desses indivíduos, no que diz respeito aos riscos à sua saúde, bem como à sua Qualidade de Vida (QV). Verifica-se sua relação direta com os aspectos emocionais, cognitivos, psíquicos e funcionais. A Estratégia Saúde da Família (ESF) é a principal condutora da atenção básica, primeiro nível de complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), que se trata do sistema brasileiro hierarquizado de atenção à saúde. Objetivo: analisar a associação dos aspectos sociodemográficos e de na QV de idosos vinculados à ESF. Método: estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado nas comunidades de Igapó, na zona Norte do município de Natal, Rio Grande do Norte (RN), do DNER e da clínica de idosos, no município de Santa Cruz- RN, Brasil, entre dezembro de 2015 a março de 2016. Foram utilizados os instrumentos: o questionário dos dados demográficos e características da dor, o instrumento Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e a versão brasileira validada do questionário de qualidade de vida Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36). Resultados: a amostra foi composta por 120 idosos, adscritos à ESF. Dentre os critérios sociodemográficos, evidenciou-se predominância do sexo feminino (83,3%) e faixa etária entre 60 e 71 anos de idade (61,7%). Nos domínios da QV, ganhou destaque os aspectos emocionais, apresentando média em Natal de 78,3 (DP+39,2) e em Santa Cruz, 76,6 (DP+40,8). Observa-se ainda que esses valores, aproximam-se da média da amostra total no respectivo domínio: 77,5 (DP+ 39,9). Na faixa etária, destaca-se a associação significante entre os idosos mais jovens com os domínios funcional (M+67,2 e ρ-valor 0,032), emocional (M+82,0 e ρ-valor 0,040) e na dimensão física (M+51,4 e ρ-valor 0,042), todos estes em Santa Cruz. Considerando a amostra total, também houve significância entre o domínio funcional e os idosos mais jovens. Em relação ao estado civil os idosos com companhia associaram-se significantemente aos domínios funcional (M+69,7 e ρ-valor 0,037) e emocional (M+87,2 e ρ-valor 0,043), ambos em Santa Cruz. No que se refere à associação entre os aspectos de saúde e a QV dos idosos, nota-se significância entre a variável “dor na última semana”, considerando a ausência de dor aos domínios funcional (M+76,7 e ρ-valor 0,013) e emocional (M+96,1 e ρ-valor (0,019), ambos em Santa Cruz). O não uso de medicamentos (M+ 79,2) apresentou significante associação com o domínio funcional (ρ-valor 0,020) no município de Santa Cruz. Destaca-se que o domínio funcional apresentou significância com a maior parte das variáveis. Conclusão: a realização desta pesquisa evidenciou que os aspectos sociodemográficos e de saúde possuíam associação significante com a QV dos idosos. Destaca-se a necessidade do planejamento de intervenções direcionadas às variáveis alteradas.

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  • ANDREA TAYSE DE LIMA GOMES
  • Construção e validação de protocolo gráfico para avaliação do cuidado seguro ao paciente politraumatizado em situação de emergência

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 25/11/2016
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  • A partir da década de 1980 as causas externas sofreram considerável aumento, de modo a alterar o perfil epidemiológico brasileiro. Estas passaram a representar a segunda causa de morte no Brasil na perspectiva geral e a primeira na faixa etária entre cinco e 39 anos. Dessa forma, o atendimento ao paciente politraumatizado consiste em uma situação de emergência, visto que é um tipo de lesão cujo índice de mortalidade é elevado em virtude dos choques e hemorragias não controladas. Tal realidade requer a aplicação efetiva e eficaz de habilidades e conhecimentos dos profissionais, assim como a disponibilidade de estrutura adequada do serviço de emergência, a fim de proporcionar maior segurança ao paciente durante a assistência. Destarte, questiona-se: como deve ser um protocolo gráfico de avaliação do cuidado seguro ao paciente politraumatizado em situação de emergência? Para responder esta questão, objetivou-se propor protocolo gráfico, válido em seu conteúdo e aparência, para a avaliação do cuidado seguro ao paciente politraumatizado em situação de emergência. Para alcançar o objetivo, fez-se necessário: sumarizar as evidências científicas sobre o cuidado seguro ao paciente politraumatizado conforme a tríade proposta por Donabedian; construir protocolo gráfico para avaliação da estrutura, processo e resultado do cuidado seguro; e, validar o conteúdo e a aparência do protocolo gráfico para avaliação da estrutura, processo e resultado do cuidado seguro ao paciente politraumatizado em situação de emergência. Trata-se de estudo metodológico, com métodos mistos, composto por duas etapas, a saber: 1) scoping review e grupo focal e 2) construção, proposição e validação de conteúdo e aparência de protocolo gráfico. Para a realização do grupo focal, foi usada a técnica do sandplay e a pedagogia vivencial humanescente (montar-escrever-falar) e os sujeitos da pesquisa foram profissionais de enfermagem que atuam ou atuaram no setor de Politrauma de um Pronto-Socorro em Natal/RN. O tratamento e análise das falas se deu por intermédio do software Interface de R pour Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionneires e os dados socioprofissionais foram analisados descritivamente pelo SPSS 22.0. O estudo foi previamente submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o qual obteve aprovação com Parecer Consubstanciado de nº 1.053.690, de 24 de abril de 2015, sob Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 42951415.6.0000.5537. Para a validação de conteúdo e aparência do protocolo, foram arrolados 15 juízes localizados pelo currículo Lattes com base em critérios de busca previamente estabelecidos. Para tanto, empregou-se a técnica Delphi, a qual foi dividida em duas etapas (Delphi I e Delphi II), e o processo de avaliação se deu mediante a disponibilização do protocolo e dos itens de avaliação em formulário eletrônico do google docs. A relevância dos itens foi julgada mediante o resultado do índice de validação de conteúdo e do consenso de Delphi. Após análise dos dados, alcançou-se a validade do protocolo gráfico em sua aparência e conteúdo. 

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  • ARYELE RAYANA ANTUNES DE ARAÚJO
  • Análise dos fatores de risco do diagnóstico de enfermagem risco de infecção em pacientes com câncer hospitalizados

  • Orientador : ALEXSANDRA RODRIGUES FEIJAO
  • Data: 25/11/2016
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  • As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde representam uma grave problemática de saúde mundial. Relativo especificamente aos pacientes com câncer hospitalizados, estes possuem fatores relacionados à doença, ao tratamento e à internação que favorecem o desenvolvimento desses eventos. Assim, objetivou-se analisar os fatores de risco do Diagnóstico de Enfermagem Risco de Infecção em pacientes com câncer hospitalizados notificados com Infecção Relacionada à Assistência de Saúde e acordo com a North American Nursing Diagnosis-International. Trata-se de um estudo transversal desenvolvido em um hospital referência em oncologia para pacientes do Sistema Único de Saúde no estado do Rio Grande do Norte. Foram analisados prontuários de pacientes com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, entre os anos de 2013 e 2014, os quais apresentaram infecção associada à assistência de saúde durante o período de internação. Após aplicação do cálculo amostral para populações finitas, estimou-se 110 prontuários, com cinco perdas não repostas, portanto a amostra totalizou 105 prontuários. A coleta de dados se deu entre os meses de novembro de 2015 a abril de 2016 por meio de um instrumento composto por variáveis sociodemográficas e de saúde e os fatores de risco para infecção. Foram realizadas análises exploratórias amostrais por meio de distribuições de frequências e medidas descritivas. As diferenças entre as proporções serão verificadas mediante aplicação dos Testes Qui-quadrado de Pearson e o Teste Exato de Fisher e a Regressão Múltipla foi avaliada por meio do teste T de Student, todos com nível de significância de 5% (p valor ≤ 0,05). O estudo foi aprovado nos Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, nº do CAAE 48374815.3.3001.5293. Quanto à caracterização da amostra, verificou-se maioria de adultos (54,3%), com média de idade de 58,9 (±14,7), do sexo feminino (57,1%), com companheiro (51,4%), trabalhavam (34,3%), provenientes do interior do estado do Rio Grande do Norte (59,0%). Em relação às características clínicas, 64,8% dos pacientes estavam internados por uma clínica cirúrgica. As manifestações clínicas mais relatadas nos prontuários foram febre (43,8%), dor (33,3%) e constipação (26,7%). Referente aos fatores de risco do diagnóstico de enfermagem risco de infecção, os mais prevalentes foram, respectivamente, procedimento invasivo (100,0%), pele rompida (93,3%) e peristaltismo inadequado (63,8%). Observou-se uma associação estatisticamente significante entre os fatores de risco pele rompida característica cirúrgica do paciente; e hemoglobinemia aos pacientes de condição não-cirúrgica. Além disso, foi significativa a avaliação do tempo de internação e o paciente ser do sexo feminino, pertencentes a uma clínica não-cirúrgica e que realizaram cirurgia prévia.  O conhecimento sobre os fatores de risco do diagnóstico risco de infecção na população estudada pode direcionar os cuidados da equipe de enfermagem com vistas à prevenção da Infecção Relacionada à Assistência de Saúde e qualifica a assistência de enfermagem de modo a sistematiza-la e instrumentaliza-la de modo a sinalizar aos enfermeiros as necessidades específicas de cuidados para esta população, além de sugerir o desenvolvimento de novos estudos nessa área.

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  • BARBARA COELI OLIVEIRA DA SILVA
  • BANCO DE TERMOS DA LINGUAGEM ESPECIAL DE ENFERMAGEM PARA PESSOAS VIVENDO COM A SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 30/11/2016
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  • O banco de termos da linguagem especial de enfermagem permite detectar
    conceitos que auxiliam na construção de diagnósticos, resultados e intervenções
    de enfermagem. A utilização desse banco direcionado a pessoas vivendo com
    síndrome da imunodeficiência adquirida é um passo primordial na identificação
    de um vocabulário próprio, podendo ser empregado no cuidado de enfermagem,
    reforçando de modo sistemático, sua segurança e qualidade. Nesse contexto,
    objetivou-se construir um banco de termos da linguagem especial de
    enfermagem para pessoas vivendo com a síndrome da imunodeficiência
    adquirida, utilizando a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
    versão 2013. Trata-se de um estudo metodológico realizado em um hospital
    referência no tratamento de doenças infectocontagiosas do Nordeste do Brasil.
    A pesquisa foi desenvolvida em cinco etapas: 1) extração dos termos dos
    prontuários e eliminação das repetições; 2) normalização dos termos; 4)
    processo de mapeamento cruzado entre termos extraídos e os termos
    constantes na Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem versão
    2013; 5) refinamento dos termos. Obteve-se aprovação do Comitê de Ética em
    Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob o parecer nº
    1.177.410 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº
    47380915.2.0000.5537. Identificaram-se 640 termos, que foram submetidos ao
    processo de mapeamento cruzado, o que resultou em 315 constantes e 325 não
    constantes na Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem versão
    2013. Com a realização deste estudo, foi possível conhecer os termos utilizados
    pela equipe enfermagem na assistência a pessoas vivendo com a síndrome da
    imunodeficiência adquirida, o que possibilitará a utilização no desenvolvimento
    de afirmativas de diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem, bem
    como a unificação da linguagem profissional do enfermeiro.

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  • VINICIUS LINO DE SOUZA NETO
  • DIAGNÓSTICOS, RESULTADOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM DA CIPE® PARA PESSOAS VIVENDO COM AIDS.

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 30/11/2016
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  • A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida perfaz atualmente um dos grandes desafios à pesquisa, tratamento e intervenção clínica e social. Diante disto, o enfermeiro, enquanto membro da equipe de saúde pode fazer uso de novas tecnologias e realinhar sua prática, para que possa implementar ações e intervenções seguras e de qualidade às pessoas vivendo com essa doença. Desse modo, a Sistematização da Assistência de Enfermagem, utilizando uma linguagem profissional unificada, contribui para a organização do cuidado, direcionando as necessidades prioritárias das pessoas vivendo com Aids, e respeitando o sistema de valores e crenças morais do conhecimento técnico cientifico. Nesse sentido, o estudo teve como objetivos: identificar os focos da Prática de Enfermagem na avaliação à saúde de pessoas vivendo com Aids; elaborar os Diagnósticos, Resultados e Intervenções de Enfermagem com base na CIPE® versão 2013, direcionado pelos focos da prática; e validar diagnósticos, resultados e intervenções de Enfermagem da CIPE®, por enfermeiros especialistas. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa, desenvolvido em três etapas: 1ª: identificação dos focos da prática de enfermagem para pessoas vivendo com Aids; 2ª: elaboração  dos diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem; 3º: validação e análise estatística das afirmativas. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, obtendo-se aprovação com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) 47380915.2.0000.5537. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e inferencial Para analisar o grau de concordância dos enfermeiros especialistas adotou-se o Índice de Concordância (IC> 0.80), Índice de Validação de Concordância (IVC> 0.80) e o Teste Binominal (p<0,005). Como resultados, foram identificados 146 focos da prática de enfermagem para pessoas vivendo com Aids, elaborando-se 96 diagnósticos e resultados, sem sinonímia e 210 com grau de repetição. As afirmativas foram categorizadas conforme as necessidades humanas básicas, sendo 73 estavam ao eixo das necessidades psicobiológicas, porém 35 foram validados IC> 0.80 (68,75%), IVC > 0.80 (55,42%), p<0,005(51,66%). No âmbito das necessidades psicossociais elaborou-se 20 afirmativas e espirituais apenas três, porém 11 foram validadas IC> 0.80 (61,33%), IVC > 0.80 (59,37%), p<0,005(64,17%). Em relação às intervenções de enfermagem foram elaboradas 230 intervenções dos quais 191 obtiveram a validação pelos especialistas IC> 0.80 (50,17%), IVC > 0.80 (60,38%), p<0,005(49,35%). Conclui-se que a partir dos focos da prática foi possível elaborar os diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem da CIPE®.  Assim, acredita-se que tais afirmativas poderão contribuir para o cuidado as pessoas vivendo com Aids, possibilitando a utilização de uma linguagem especial de enfermagem para essa clientela. 

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  • LAYS PINHEIRO DE MEDEIROS
  • NÍVEL DE ADAPTAÇÃO DA PESSOA ESTOMIZADA À LUZ DO MODELO DE ADAPTAÇÃO DE ROY: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO

  • Orientador : ISABELLE KATHERINNE FERNANDES COSTA ASSUNCAO
  • Data: 02/12/2016
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  • Estomia é uma abertura criada artificialmente a partir do trato gastrointestinal, ou trato urinário, para o abdômen, por onde ocorre o desvio e eliminação do fluxo de fezes e urina. Pode ser permanente ou temporária e subdivide-se em três tipos: ileostomia, colostomia e urostomia. A construção de estomia demanda diversas necessidades adaptativas que envolvem desde aspectos fisiológicos até demandas psicológicas e sociais. Nesse sentido, faz-se necessário a atuação da enfermagem voltada para a promoção da adaptação da pessoa com estomia. A fim de sistematizar o cuidado à pessoa estomizada, com vistas à adaptação eficaz e consequente melhoria da qualidade de vida, a enfermagem pode utilizar o Modelo de Adaptação de Roy (MAR), que é descrito em seis etapas do processo de enfermagem. As duas primeiras constituem a fase de coleta de dados de estímulos e comportamentos, os quais direcionarão as fases subsequentes. Nesse sentido, o objetivo desse estudo é construir e validar o conteúdo do instrumento intitulado “Escala do Nível de Adaptação do Estomizado” (ENAE). Trata-se de um estudo metodológico que será desenvolvido em duas etapas: a primeira consiste na construção dos itens do instrumento a partir das definições dos constructos, e a segunda será baseada na fase de validação pelos juízes. As definições constitutivas e operacionais foram feitas a partir da literatura e o processo de validação será analisado por meio do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Foram selecionados 116 juízes para a etapa de validação, dos quais seis responderam ao formulário, apresentando as seguintes características: 33,3% possuam título de mestre, 33,3 % nível de especialista, 83,3% tiveram formação em enfermagem em instituição pública, a média do tempo de formação foi 7,1 anos, 53,8% referiram não trabalhar na área de estomaterapia, o tempo médio de prestação de cuidados à pessoas estomizadas foi de 5,8 anos, 61,5% elencaram afinidade como motivo para trabalhar e/ou pesquisar assuntos referentes à estomias, 100% consideram importante que o enfermeiro conheça o processo adaptativo da pessoa com estomia, 69,2% sente-se preparado para assistir a pessoa estomizada, incluindo as necessidades adaptativas e 92,3% conheciam o MAR. Sobre a avaliação dos itens, 62,5% dos itens alocados no modo fisiológico, 76,47 do modo autoconceito, 100% do modo função de papel e 71,4 do modo interdependência apresentaram IVC>80, sendo os itens restantes submetidos à reformulação a partir das sugestões feitas pelos juízes da pesquisa. Este projeto foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, parecer de número 421.342, CAAE de número 19866413.3.0000.5537.  

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  • MARJORIE DANTAS MEDEIROS MELO
  • ACÚRACIA DAS CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS DO DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM BAIXA AUTOESTIMA SITUACIONAL PARA ESTOMIZADOS

  • Orientador : ISABELLE KATHERINNE FERNANDES COSTA ASSUNCAO
  • Data: 02/12/2016
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  • Pacientes estomizados têm sua perspectiva de vida alterada, principalmente pela imagem corporal negativa, devido à presença do estoma associado à bolsa coletora, aos padrões de eliminação alterados, as modificações nos hábitos alimentares e de higiene, resultando muitas vezes, em autoestima diminuída, sexualidade comprometida e até em isolamento social. Tendo em vista, as dificuldades e complicações apontadas, ainda que de forma sucinta, percebe-se que as pessoas com estomias necessitam prioritariamente serem estimuladas para o desenvolvimento da autoestima, e os profissionais de enfermagem por meio do processo de enfermagem e estabelecimento de diagnósticos acurados são essenciais para uma assistência integral. Estudo transversal, com abordagem exploratória e descritiva, com o objetivo de analisar a acurácia das características definidoras do diagnóstico de enfermagem “Baixa autoestima situacional” em pessoas estomizados cadastrados na AORN. A pesquisa obteve parecer favorável mediante o processo nº 421.342 CEP-HM. Realizou-se a coleta de dados entre os meses de janeiro a março de 2015, mediante a utilização de dois instrumentos: um deles composto por questões referentes a aspectos sociodemográficos e clínicos dos pacientes, características do estoma e do efluente e suas complicações e características sobre o autocuidado, e a Escala de autoestima Global de Rosenberg (RSES). O processo de amostragem foi determinado por conveniência resultando em um total de 90 estomizados. Os dados coletados foram organizados em banco de dados eletrônicos por meio de digitação em planilha do aplicativo Microsoft Excel. Em seguida, foram exportados e realizadas as análises descritivas e inferenciais. Na caracterização sociodemográfica houve predominância do sexo masculino 56 (62,2%), com faixa etária a partir de 50 anos 53 (58,9%), de cor parda 45 (50%), com companheiro 53(58,9%), aposentados 42 (46,7%), com escolaridade até o ensino fundamental 64 (71,1%), católicos 59 (65,6%) e com renda superior a um salário mínimo 60 (66,7%). Com relação aos aspectos clínicos e do estoma houve predomínio de estomizados sem comorbidades 49 (54,4%), colostomizados 72 (80%), com permanência definitiva 57 (63,3%) como principal causa da confecção do estoma a neoplasia 54 (60%), que fizeram tratamento quimioterápico 45 (50%), com 25 meses de estomia ou mais 48 (53,3%). As análises referentes ao autocuidado demonstraram que 69 (76,7%) dos estomizados tem capacidade total de realização do autocuidado. Com relação as variáveis sociodemográficas, observou-se significância estatística da autoestima com a escolaridade (p=0,007) e valor próximo ao significante da renda familiar com a autoestima (p=0,091). Posteriormente, Para a análise da acurácia das características definidoras do diagnóstico de enfermagem Baixa autoestima situacional, será construída uma planilha no Microsoft Office Excel, inserindo-se as variáveis dos instrumentos coletados e posteriormente analisadas no programa estatístico SPSS versão 2.0 com base nas medidas de sensibilidade, especificidade e probabilidades pós-teste (positiva e negativa) das características definidoras levantadas no estudo.

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  • YANNA GOMES DE SOUSA
  • Cargas de trabalho em profissionais de enfermagem inseridos nos Centros de Atenção Psicossocial - III

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 02/12/2016
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  • Objetivou-se analisar os fatores que contribuem para geração das cargas psíquicas de trabalho e sobrecarga ocupacional dos profissionais de enfermagem inseridos nos CAPS III. Trata-se de estudo exploratório e descritivo com abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu no período compreendido entre os meses de agosto a setembro de 2016, utilizando-se dois instrumentos específicos: (1) Roteiro de entrevista semiestruturada, gravada em dispositivo MP4 que objetivou identificar sentimentos de prazer e sofrimento vivenciados no ambiente de trabalho, as cargas psíquicas e as estratégias defensivas para enfrentamento do sofrimento no trabalho e (2) Escala de Avaliação do Impacto do Trabalho em Serviços de Saúde Mental - IMPACTO-BR com o intuito de avaliar a sobrecarga ocupacional. Entrevistou-se 46 profissionais de enfermagem atuantes nos CAPS III dos municípios de Campina Grande e João Pessoa. O tratamento e análise das falas foi realizado por intermédio do software Interface de R pour Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionneires (IRAMUTEQ)  que realiza a análise lexical por CDH. Nas linhas de comandos foram digitadas número dos participantes acrescido das seguintes variáveis: categoria profissional, sexo e tempo de serviço no CAPS III. O objetivo foi identificar se havia nível de significância entre as variáveis com as classes dos dendogramas. Já os dados da Escala IMPACTO-BR foram organizados e armazenados em um banco de dados construído no programa Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 20.0. Para a análise descritiva das sub-escalas do impacto BR foi realizado o teste de análise de variância (ANOVA) e para comparação entre as sub-escalas e as variáveis sociodemograficas dos participantes aplicou-se o Teste t de Student. Para todos os testes estatísticos utilizaram-se como nível de significância de 5%. Este estudo obteve licenciamento pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN de acordo com o CAAE: 57947916.4.0000.5537, parecer nº 1.675.537. Dos 46 entrevistados, 80,4% eram do sexo feminino, com faixa etária de 25-35 anos correspondendo a 39,1% dos trabalhadores, de maioria de 41,3% casados. Em relação a categoria profissional 58,7% corresponderam aos técnicos de enfermagem e 41,3% a categoria de enfermeiros. Quanto tempo de atuação nos CAPS III 67,3% atuam no período entre 1 e 5 anos e 54,3% apresentam regime de trabalho de 30 horas semanais. Da análise lexical por CDH do IRAMUTEQ foram desveladas quatro dendogramas com os seguintes temas: o prazer no ambiente de trabalho; o sofrimento no ambiente laboral; as cargas psíquicas e as estratégias defensivas utilizadas pelos profissionais de enfermagem. Os sentimentos de prazer foram identificados como:  atuar na área de enfermagem em saúde mental, o resultado do tratamento implementado, o significado do trabalho e ao cuidado de enfermagem. O sofrimento relacionou-se as condições de trabalho, a precariedade de recursos materiais e financeiros, a falta de recursos humanos, a fragilidade na rede de saúde mental e a própria natureza do trabalho. As cargas psíquicas estão relacionadas ao ritmo de trabalho, estrutura física, trabalho feminino, o trabalho com usuário em sofrimento mental, a falta de apoio da gestão, equipe multidisciplinar insuficiente e a falta de supervisão clínica. As estratégias defensivas utilizadas pelos profissionais de enfermagem foram: realizar atividades físicas, relacionamento interpessoal, realização de atividade de lazer, uso de psicofármacos, buscar apoio na religião e distanciamento crítico. Entretanto, o hábito de fazer uso de psicofármacos foi identificado como prejudicial à saúde dos profissionais. Da Escala IMPACTO-BR foi registrado escore médio global de 2,81 ± 0,67 o que resulta em moderado impacto para o trabalho. A sub-escala que contribuiu com o maior nível de impacto do trabalho foi a referente às repercussões emocionais do trabalho com 3,00 ± 0,77. Os dados obtidos demonstraram que o mais alto nível de impacto foi relacionado às repercussões emocionais do trabalho. A comparação das sub-escalas com as variáveis demográficas apresentaram evidência de diferença estatística entre as repercussões emocionais do trabalho 3,11 ± 0,67 e saúde física e mental 2,66 ± 0,77 com o sexo. O sexo feminino foi o que apresentou grau elevado de sobrecarga para o trabalho. Observou-se correlação negativa nos resultados de sobrecarga ocupacional, com isso conclui-se pela necessidade de realização de avaliações contínuas e regulares dos serviços pesquisados a fim de monitorar a sobrecarga de trabalho com intuito de promover qualidade de vida dos profissionais de enfermagem e um melhor atendimento aos usuários. Espera-se que os resultados encontrados nessa pesquisa contribuíam diretamente para produção cientifica para área de enfermagem e Saúde do Trabalhador.

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  • DEBORA FEITOSA DE FRANCA
  • EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS À TERAPIA VENTILATORIA EM RECÉM-NASCIDOS DE ALTO RISCO

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 06/12/2016
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  • Nas últimas décadas a assistência neonatal avançou devido o desenvolvimento de medidas mais efetivas para o controle da insuficiência respiratória. No entanto, os eventos adversos mais frequentes descritos na literatura são provenientes da terapia ventilatória, tais como: pneumonia associada à ventilação mecânica, extubação não planejada, pneumotórax e lesão de septo nasal. O presente estudo teve como objetivo analisar os incidentes relacionados à terapia respiratória em recém-nascidos de alto risco de uma unidade neonatal. Trata-se de um estudo observacional, longitudinal e prospectivo, realizado em uma maternidade, unidade de referencia no Estado do Rio Grande do Norte para gravidez e nascimento de alto risco. Os dados foram coletados no período de abril a setembro 2016, após aprovação do projeto no Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN com CAAE nº 51832415.0.0000.5537. A população-alvo foi composta por 82 recém-nascidos submetidos à terapia ventilatória nas modalidades: ventilação mecânica invasiva, ventilação mecânica não invasiva e pressão positiva contínua das vias aéreas por prong nasal. Os resultados apontam que a incidência dos eventos adversos foi de 48,8%, sendo o mais frequente a extubação não planejada (34%), seguida da lesão de septo nasal (13%), pneumonia associada à ventilação mecânica (7%) e o pneumotórax (6%). Com relação à gravidade do dano, a maioria ocasionou danos temporários com necessidade de intervenção ou prolongamento da internação. A probabilidade de ocorrência de um evento adverso em recém-nascido submetido à terapia ventilatória nos primeiros cinco dias de terapia ultrapassa os 40%. Existe associação entre a faixa de idade gestacional e a ocorrência de eventos adversos. Sendo os recém-nascidos com idade gestacional menor que 28 semanas os mais susceptíveis.  A razão de chance de um recém-nascido sofrer um evento adverso em gestacional extrema é 5,57 vezes maior do que um a termo. Os resultados da regressão logística apontam associação entre a malformação congênita e a ocorrência do evento adverso de uma forma geral e por tipo especificamente a extubação não planejada. Portanto conclui-se que os recém-nascidos prematuros e portadores de malformação congênita são vulneráveis a ocorrência de eventos adversos relacionados à terapia ventilatória. E como oportunidade de melhoria da assistência recomenda-se a construção e validação de protocolos de prevenção da extubação não planejada, que atenda as especificidades dos portadores de malformação congênita, além do protocolo de manuseio mínimo para prematuros extremos.  

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  • YOLE MATIAS SILVEIRA DE ASSIS
  • Construção e validação de protocolo gráfico para avaliação do cuidado seguro de enfermagem a pacientes em unidades de internação oncológica

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 07/12/2016
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  • Pela sua incidência crescente e elevado grau de complexidade, o câncer consiste em uma doença crônica que apresenta risco constante de agravos no decurso do tratamento, fato que favorece a ocorrência de incidentes durante a prestação dos cuidados e comprova a necessidade em se destinar uma maior atenção voltada à avaliação da qualidade da assistência nesta área. Portanto, esse estudo tem como objetivo propor o protocolo gráfico de avaliação do cuidado seguro de enfermagem a pacientes em unidades de internação oncológica. Trata de um estudo metodológico para construção e validação do conteúdo do protocolo gráfico de avaliação do cuidado seguro de enfermagem a pacientes em unidades de internação oncológica, desenvolvido em quatro etapas: 1) revisão da literatura, com busca dos níveis de evidências e identificação dos itens necessários para a elaboração do instrumento; 2) construção do protocolo de avaliação; 3) validação do conteúdo por especialistas - Técnica de Delphi; e 4) procedimentos analíticos. O protocolo gráfico de avaliação foi elaborado em consonância com os elementos “estrutura”, “processo” e “resultado” da tríade proposta por Donabedian, além das recomendações científicas e legais que embasam a segurança do paciente nas unidades oncológicas. Para sistematizar a validação do protocolo, fez-se uso da ferramenta googledocs. Quanto à seleção dos juízes que analisaram o instrumento na Técnica de Delphi, esta ocorreu de forma intencional, através da Plataforma Lattes de Currículos Lattes, a partir de critérios de inclusão e exclusão pré-determinados. Foram selecionados 37 juízes, os quais receberam a carta-convite; destes, apenas 13 retornaram com o TCLE assinado. Para obter o consenso na validação do protocolo, foram necessárias duas rodadas da Técnica de Delphi, em que no Delphi 1, 10 juízes responderam ao formulário, e no Delphi 2, oito. Após a aplicação da Técnica de Delphi, procedeu-se ao tratamento dos dados obtidos, com posterior análise quantitativa, a partir do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Ao final, foi possível obter o “Protocolo gráfico de avaliação do cuidado seguro de enfermagem a pacientes em unidades de internação oncológica”, validado em seu conteúdo. Cabe salientar que foram aplicados todos os princípios éticos, que envolvem pesquisa com seres humanos, com o projeto já aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o qual obteve parecer favorável com o CAAE nº 42951515.7.0000.5537.

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  • FÁBIO CLAUDINEY DA COSTA PEREIRA
  • Processo de trabalho do enfermeiro no atendimento a pessoa vivendo com HIV/Aids na Estratégia Saúde da Família

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 12/12/2016
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  • O cuidado a pessoa vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) (PVHA), se reveste de especificidades considerando ser um objeto de cuidado complexo/multifacetado que requer conhecimentos múltiplos, haja vista o envolvimento de questões que ultrapassam o saber clínico e avançam para as demandas sociais e afetivas. É um problema de saúde pública, com taxa de incidência em progressão tanto no Rio Grande do Norte quanto no município de Parnamirim. A partir dessa realidade o profissional enfermeiro deve exercer o cuidado desenvolvendo seu processo de trabalho nos diversos níveis de atenção a saúde. Este contexto promulga a necessidade de uma atuação efetiva do referido profissional ao público citado. Esse estudo tem como objetivo analisar o processo de trabalho do profissional enfermeiro no atendimento as pessoas vivendo com HIV/Aids na estratégia saúde da família no município de Parnamirim/RN. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso realizado na Estratégia da Saúde da Família do município de Parnamirim, onde foram entrevistados os enfermeiros que trabalham no referido serviço através de entrevista semiestruturada e analisado através da análise temática de Bardin. O projeto teve aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisas (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sob o parecer nº 1.442.712 e CAAE: 51842215.1.0000.5537. A análise se dará pelo método da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados apontaram que a população entrevistada na maioria é do sexo feminino, entre 20 e 40 anos, com tempo de formação entre 6 e 10 anos e com apenas um vínculo de trabalho.Com relação ao atendimento a PVHA, o cuidado está voltado para promoção, prevenção e diagnóstico do HIV, porém ainda há uma grande lacuna com relação ao cuidado dessas pessoas após o diagnóstico, haja vista que este o tratamento é realizado no Serviço de Atenção Especializada e apesar de ser na mesma cidade não há uma comunicação efetiva entre os serviços, prejudicando a integralidade da assistência na rede de atenção à saúde. As PVHA são ainda caracterizadas através dos grupos de risco, o que aumenta a estigmatização social. Concluiu-se que ainda existe uma grande dificuldade na formação da rede de atenção voltada para o cuidado da PVHA, mas que estudos nesse sentido precisam ser desenvolvidos para um atendimento integral a essas pessoas.

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  • ISABELLE CAMPOS DE AZEVEDO
  • PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E SOBREVIDA DOS TRANSPLANTADOS COM CELÚLAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 13/12/2016
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  • O Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH) tem sido utilizado como terapia alternativa e eficaz para pacientes com doenças oncológicas, hematológicas ou imunológicas, malignas ou não, herdadas ou adquiridas. O TCTH pode ocorrer por meio do transplante autólogo, no qual as Células Progenitoras Hematopoéticas (CPH) são coletadas de sangue periférico ou da medula óssea do próprio paciente; do alogênico, para o qual o doador será aparentado ou não, com Human Leukocyte Antigens (HLA) compatível e as CPH provenientes de sangue periférico, medula óssea, sangue de cordão umbilical ou placentário; ou do singênico, quando o doador for gêmeo idêntico. Objetivou-se caracterizar o perfil epidemiológico dos pacientes que realizaram TCTH em um serviço de referência no estado do Rio Grande do Norte e estimar a sobrevida global dos pacientes transplantados. Trata de um estudo do tipo coorte retrospectiva, com abordagem quantitativa, descritivo e analítico realizado mediante coleta de dados em prontuários de pacientes que realizaram TCTH em um serviço de referência no estado do Rio Grande do Norte (RN) entre janeiro de 2008 e dezembro de 2015.Os dados foram coletados entre os meses de março a setembro de 2016 no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME), e compreendeu a análise de prontuários registrados de 272 pacientes que se submeteram ao TCTH no serviço em questão. Foram excluídos da amostra 11 prontuários por não terem sido localizados. Para a coleta dos dados foi utilizado um instrumento que abordou os dados sociodemográficos e clínicos dos pacientes. Os dados coletados foram organizados em planilha do programa Microsoft Excel® 2010 para procedimentos de análises descritivas e inferenciais. Para análise descritiva dos dados foi utilizado o programa Epi Info 2002, versão 3.5.2. Para descrição da amostra, foram construídas tabelas que contêm as frequências absolutas e relativas por sexo e total, médias e desvios-padrão. Para cálculo da probabilidade de associação entre as características analisadas e o sexo foram utilizados os testes do qui-quadrado de tendência, de Fisher e o de Mann Whitney, de acordo com cada caso. Os cálculos de sobrevida foram realizados pelo método de Kaplan-Meier, quando foi considerado o marco inicial de entrada do paciente no estudo a data de realização do TCTH e final o último evento: óbito, abandono ou acompanhamento no momento da coleta de dados. Para comparação das sobrevidas por variáveis elencadas foi utilizado o método estatístico de Log Rank. Os cálculos de sobrevida foram realizados com uso do software SPSS (Statistic Package for Social Sciences) versão 22.0. O nível de significância adotado foi de 0,05. O Protocolo de Pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisas (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), de acordo com a Resolução nº. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde, a qual trata da pesquisa com seres humanos, para avaliação dos seus aspectos éticos e metodológicos. O mesmo foi aprovado em seus aspectos éticos e metodológicos em 01 de julho de 2015, sob o parecer 1.132.720 e CAAE: 46202715.7.0000.5537. A partir da análise dos dados foi possível observar que dos 272 pacientes, 53,3% eram do sexo masculino, 46,7% casados, com idade média de 38,7 anos, 78,3% residiam no RN e 15% eram estudantes. Em relação à situação junto ao serviço TCTH, 67,6% haviam finalizado o tratamento, o tempo médio de acompanhamento foi de sete meses, o tempo médio entre o início do acompanhamento até o TCTH foi de dois meses e a sobrevida global foi em média de quatro meses. Quanto ao diagnóstico que levou ao TCTH, 23,5% dos pacientes apresentou o Mieloma múltiplo e as terapias mais utilizadas foram antineoplásicos (100,0%), antibióticos (96,7%), antieméticos (97%), antifúngicos (94,8%), antimicrobianos (94,1%), inibidores da bomba de prótons/antiulcerosos (94,4%), antivirais (91,5%), aminoácidos (84,9%), analgésicos/antitérmicos (86,4%), anti-histamínicos (86,4%), corticosteroides (86%) e hemoterapia (84,5%). Entre as comorbidades/toxicidades que mais ocorreram estão as gastroenterológicas (93%), a hipertermia (68%), as cardiovasculares (53,7%), as hematológicas (48,1%) e as respiratórias (47,8%). No que concerne ao tipo de transplante, o alogênico foi realizado em 54,8% dos pacientes, a fonte de CPH mais utilizada foi o sangue periférico (77,9%) e dentre os transplantes alogênicos o aparentado foi realizado em 71,8% dos casos. Dentre todos os pacientes, 9,9% realizaram mais de um TCTH e 4% apresentaram a Doença do Enxerto Contra Hospedeiro (DECH). Com relação às causas de mortes o choque séptico foi constatado em 5,5% dos casos, seguido por sepse (4,8%), falência de múltiplos órgãos (4,8%) e infecção pulmonar (4%). Os dados apresentados demonstraram o perfil epidemiológico dos pacientes tratados com TCTH em uma instituição de referência do RN, que certamente servirão de subsídio para a tomada de decisão no tocante aos cuidados prestados no contexto do TCTH. Portanto, considera-se a importância da realização de outros estudos sobre a temática com o objetivo de traçar os diferentes perfis demográfico e epidemiológico das regiões brasileiras no que se refere ao TCTH como terapêutica.

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  • SAMARA ISABELA MAIA DE OLIVEIRA
  • Notificações de Sífilis em Gestante e Sífilis Congênita: uma análise epidemiológica

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 15/12/2016
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  • A sífilis é uma doença infecciosa que permanece como um dos principais agravos de notificação a ser enfrentado em âmbito global. No contexto materno-infantil, relaciona-se a efeitos deletérios a partir da transmissão vertical e expõe o binômio mãe e filho a riscos como o aborto e a morte perinatal. Ações efetivas para o controle da doença devem ser realizadas no pré-natal, em momento oportuno, para garantir a prevenção da forma congênita da doença. Neste sentido, este estudo objetivou analisar a notificação de sífilis em gestante e sífilis congênita e os fatores relacionados à transmissão vertical. Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo seccional, retrospectivo, documental de natureza descritiva e analítica, realizado no ano de 2016.  A população foi recrutada a partir dos critérios de elegibilidade e totalizou uma amostra de 129 notificações de sífilis em gestante e 132 notificações para sífilis congênita no período entre junho de 2011 a dezembro de 2015, no município de Natal/RN. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e inferencial. O teste Qui-quadrado, o teste T-student e Fisher foram utilizados para verificar as associações entre as variáveis de interesse. A pesquisa recebeu parecer favorável pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o número 1.449.134, e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética 53305315.3.0000.5537. No período investigado foi observado um incremento de casos notificados no ano de 2012. O perfil materno aponta para mulheres com idade média de 24,7 anos, pardas (75,8%), residentes da zona urbana (99,2%) do município de Natal. A análise de registros do pré-natal identificou predomínio do diagnóstico materno no terceiro trimestre gestacional (69%) e presença de testes não treponêmicos reagentes em (94,6%) das mulheres no momento do parto. No tocante ao tratamento materno, apenas (1,6%) destas foram registradas com esquema de tratamento adequado e (16,7%) dos parceiros foram tratados concomitantemente as gestantes. Nos desfechos às crianças, (78%) foram registradas como assintomáticas, contudo, essa variável apresentou significância estatística quando relacionada à titulação do teste não treponêmico materno e à realização de tratamento antes do parto. Na análise espacial por georreferenciamento foi identificado o predomínio de casos nos bairros Quintas e Felipe Camarão ambos pertencentes ao Distrito Sanitário Oeste do município investigado. Os resultados apontam, além disso, para lacunas importantes no preenchimento das notificações. Conclui-se que as perdas de oportunidade diagnóstica, bem como a inadequação do tratamento materno aliado à baixa adesão ao tratamento pelo parceiro foram fatores determinantes  à ocorrência da transmissão vertical da sífilis. A elaboração de estratégias para detecção precoce e adesão ao tratamento da doença devem ser adotadas, tendo em vista o fortalecimento da assistência e a quebra na cadeira da transmissão vertical da doença. Ressalta-se a necessidade de ampliação no fornecimento de informações à vigilância epidemiológica para continuidade da análise do agravo no contexto de saúde estudado.

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  • ANNE KAROLINE CANDIDO ARAÚJO
  • Análise de conceito do resultado de enfermagem Comportamento de Perda de Peso em adolescentes.

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 19/12/2016
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  • A obesidade é uma doença crônica de origem multifatorial definida como o acúmulo de gordura em excesso ou anormal prejudicial à saúde. Atualmente, é caracterizada como um problema de saúde pública a nível mundial e constitui-se como fator de risco para o desenvolvimento de doenças. Assim, destaca-se a enfermagem como profissão capaz de direcionar suas ações e elencar os cuidados direcionados a população com sobrepeso e obesidade. Objetiva-se neste estudo analisar o conceito Comportamento de perda de peso em adolescentes.  Estudo de análise de conceito, baseado no modelo Walker e Avant e operacionalizado através da revisão integrativa da literatura. As bases de dados pesquisadas forma: SCOPUS, CINAHL, PUBMED, LILACS, WEB OF SICENICE E SICENCE DIRECT com os descritores: Behavior; Weight Loss; Obesity and Adolescent. Os critérios de inclusão foram: artigos completos disponíveis nas bases de dados selecionadas; artigos disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol; artigos que retratem a temática relevante da revisão. Foram excluídos: revisões, resumos, editoriais, opiniões de especialistas e cartas ao editor. O levantamento dos artigos ocorreu nos meses de maio a julho de 2016. A amostra inicial foi de 427.783 artigos, sendo 2.129 na Cinahl, 184 na Lilacs, 229.911 na Scopus, 23.869 na Pubmed, 9.965 na Web of Science e 161.725 na Science Direct.  Os resultados mostram que o conceito elaborado para o comportamento para a perda de peso resulta de ações e intervenções elaboradas para controlar hábitos e alcançar metas traçadas pelos profissionais de saúde. Dessa forma, conclui-se que o conceito elaborado para o Comportamento para a perda de peso é abrangente e envolve ações individuais do adolescente com sua família e profissionais de saúde. Acredita-se que a pesquisa contribuiu para o aperfeiçoamento do resultado na população de adolescentes com sobrepeso e obesidade, além de ser conhecimento essencial para o corpo científico da ciência da enfermagem.

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  • GLAUBER WEDER DOS SANTOS SILVA
  • Existências dissidentes e apagamentos: fatores associados a Ideação Suicida em Pessoas Transgênero

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 19/12/2016
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  • No mundo, anualmente, ocorrem milhões de suicídios e parassuicídios, sendo temas reconhecidos como prioridade da Saúde Pública. Os fatores para esse tipo de morte incluem aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Travestis e transexuais, pessoas expostas a eventos estressores provocados pelo preconceito e violência, podem tornar-se mais propensas a desenvolver certo grau de isolamento social e psicológico, elementos que contribuem para o risco de ideação suicida. Neste sentindo, esta pesquisa objetivou analisar a associação entre ideação suicida e aspectos sociodemográficos, de saúde-doença, de depressão, de violência e parassuicídios em travestis e transexuais. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, transversal, do tipo analítico, desenvolvido junto a quatro Organizações Não Governamentais de Direitos de Pessoas Travestis e Transexuais no Rio Grande do Norte. A população foi constituída por 58 sujeitos. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2015 a junho de 2016, utilizando-se três instrumentos específicos: (1) Escala de Ideação Suicida de Beck; (2) Inventário de Depressão de Beck; e (3) Questionário de informações sociodemográficas, de saúde-doença, violência e parassuicídios. Os dados coletados foram organizados e armazenados em um banco de dados construído no software Microsoft Office Excel® 2016 e, posteriormente, importados para o Software R versão 3.3.1 para realização de testes. Para a análise descritiva, consideraram-se as frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e de dispersão. Para verificar a associação das variáveis, aplicou-se o teste Qui-quadrado de Pearson para independência e, quando os pré-requisitos para o teste não foram atendidos, aplicou-se o Teste Exato de Fisher. Adotou-se o nível de significância de 5%. Quanto às questões éticas, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob Parecer nº 1.314.559 de 09/11/2015. Em relação aos resultados, sobre as características sociodemográficas, prevaleceu a identidade de gênero transexual (62,1%); sujeitos jovens com faixa-etária de 18 a 29 anos (69%); solteiros (81%); de escolaridade menor ou igual a ensino médio (77,6%); raça negra ou parda (69%); em atividade de prostituição (29,3%) ou sem ocupação laboral (17,2%); e com renda mensal de até um salário mínimo (44,8%). De acordo com a avaliação de níveis depressivos, estes variaram entre mínimo (41,4%), leve (31%), moderado (25,9%) e grave (1,7%). Dos aspectos de saúde-doença, 44,8% afirmaram uso de silicone industrial líquido e estavam sob hormonoterapia sem acompanhamento profissional (67,2%). Na análise das experiências de processos de vitimização, evidenciou-se que 96,6% haviam sido vítimas de algum tipo de violência. Entre os aspectos de parassuicídios, destaca-se que 34,5% apresentaram, no mínimo, uma tentativa anterior de suicídio. Na verificação de presença de Ideação Suicida (IS), constatou-se que 41,4% apresentaram IS ativa e/ou passiva. Verificou-se associação estatisticamente significante com a presença de IS as seguintes variáveis: níveis de depressão (p=0,0029); violência escolar (p=0,0122) e expulsão do seio familiar em razão da identidade de gênero (p=0,0103); e fatores parassuicídios: tentativa prévia de suicídio (p=0,0080), e intensidade moderada ou forte da vontade de morrer na última tentativa de suicídio (p=0,0206). Não houve associação estatisticamente significante entre IS e aspectos sociodemográficos e de saúde-doença. Evidenciou-se que as pessoas travestis e transexuais participantes do estudo possuíam elevados escores de IS. Destarte, rejeita-se a hipótese nula (H0), e aceita-se a hipótese alternativa (H1) ao afirmar que há associação de IS com aspectos de depressão, violência e parassuicídios em um grupo de pessoas travestis e transexuais.

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  • MARCELA PAULINO MOREIRA DA SILVA
  • Enfermeiros hospitalares: um estudo sobre as características de trabalho, estresse e fatores de risco cardiovascular

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 19/12/2016
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  • As Doenças Cardiovasculares se destacam como as principais causas de morte em todo o mundo, representando o problema de saúde pública mais relevante na atualidade. Nas últimas décadas, várias pesquisas têm sido feitas no sentido de se identificar os fatores que aumentam o risco de ocorrência das doenças cardiovasculares, inclusive nos profissionais de saúde como os enfermeiros. O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre características de trabalho, nível de estresse e fatores de risco cardiovascular em enfermeiros hospitalares. Estudo transversal com abordagem quantitativa desenvolvido no Hospital Universitário Onofre Lopes. A população do estudo foi de 256 enfermeiros que atuavam na instituição. A amostra para população finita foi dimensionada em 148 participantes. A seleção dos participantes aconteceu por meio da amostragem aleatória simples. Para aplicação do estudo foi utilizado um questionário semi-estruturado para avaliação de variáveis sóciodemográficas, antecedentes familiares, fatores de risco cardiovascular, características de trabalho e risco cardiovascular, além da Escala de Bianchi de Estresse para avaliação do estresse no trabalho. A análise dos dados se deu a partir do estatístico no programa Statistical Package for Social Sciences 20.0 onde foram realizadas análises descritivas e bivariadas para associar as variáveis categóricas e contínuas. Os enfermeiros eram predominantemente do sexo feminino (85,1%); brancos (52%); com média de idade de 35,2% anos; tempo de formação entre 5 a 10 anos (42,6%). A maioria trabalhavam nas enfermarias (48,6%); no turno vespertino (36,5%); com carga horária de trabalho semanal de 36 horas (45,9%); possuia outro vinculo de trabalho (55,4%); com tempo de trabalho na instituição entre 1 a 3 anos (40,5%) e carga horária diária de trabalho média de 8 horas. O nível de estresse da maioria dos participantes do estudo foi moderado 50,7%. Quanto aos fatores de risco cardiovascular: 51,4% dos enfermeiros tinham sobrepeso; 89,2% relataram não tem hipertensão; 85,8% não tem diabetes; 77,7% não tem dislipidemia; 51,4% são sedentários.O risco cardiovascular pelo índice tornozelo-braquial foi estimado com média de 1,2. Os participantes com Escore de Bianchi de Estresse classificado como moderado apresentaram risco cardiovascular 3,27 vezes maior do que quem tem Escore de Bianchi de Estresse baixo.  Os enfermeiros que trabalhavam mais de 40 horas semanais obtiveram risco cardiovascular maiores que os demais. Além disso, rejeita-se a hipótese de que o risco cardiovascular dos enfermeiros são iguais em relação a o fator de risco de ter ser diabético. Conclui-se que existe associação entre estresse, avaliado pelo Escore de Bianchi de Estresse, e aumento do risco cardiovascular, como também das características de trabalho com o risco cardiovascular elevado. Sugerem-se estratégias de intervenção para o grupo estudado com intuito de reduzir o risco cardiovascular.

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  • ALINE DANNYELE SOUZA DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE PARA O TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 20/12/2016
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  • A capacidade para o trabalho compreende o bem-estar no desempenho das atividades laborais e está relacionado às demandas físicas, emocionais e mentais decorrentes do trabalho. Os enfermeiros, no desempenho de atividades no âmbito hospitalar, estão expostos ao comprometimento de sua capacidade laboral em virtude da complexidade e volume de atividades desenvolvidas em um ambiente insalubre tanto no sentido material como subjetivo. Neste sentido, este estudo coloca-se na temática de saúde do trabalhador, em particular na saúde da equipe de enfermagem da rede hospitalar e tem como objetivo avaliar a Capacidade para o Trabalho dos enfermeiros de um hospital universitário. Trata-se de um estudo descritivo, transversal com abordagem quantitativa, envolvendo 135 enfermeiros do Hospital Universitário Onofre Lopes, realizado mediante parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob o número 1.845.951/16, atendendo ao que rege a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde que regulamenta pesquisa com seres humanos. A coleta de dados ocorreu no mês de novembro de 2016, utilizando-se enquanto instrumento de coleta de dados um questionário contendo duas etapas, uma com dados gerais do entrevistado e outra na versão brasileira do índice de capacidade para o trabalho elaborado pelo Instituto de Saúde Ocupacional da Finlândia; traduzido e adaptado por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Carlos. O banco de dados foi construído em formato EXCEL, versão 2010. Para realização das tabelas descritivas e aplicações de testes estatísticos (Teste de Alpha Cronbach’s e teste quiquadradro) utilizou-se o software Statistica SPSS, versão 20.0. Dentre os achados observou-se que entre a população de enfermeiros que participaram da pesquisa predominou adultos com até 40 anos de idade (88,15%), do sexo feminino (81,48%), casado (47,41%), com pós graduação (93,33%). Foi encontrado um escore médio do ICT de 40,24. A maioria dos enfermeiros dessa pesquisa obtiveram um ICT adequado (81,48%), com classificação boa ou ótima e apenas 18,52% obtiveram um ICT inadequado (baixo ou moderado). Apenas uma variável independente apresentou evidência de diferença estatística que foi a satisfação com o salário, outras características mostram-se tendenciosas como idade, formação e tempo de vínculo. Por ter atingindo com êxito os objetivos propostos pelo estudo, acredita-se que o mesmo possa ter contribuído com o aprofundamento das discussões sobre o Índice de Capacidade para o Trabalho, às questões relacionadas à saúde do trabalhador e por fim, do aprimoramento da utilização do instrumento.

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  • LARISSA MENDONÇA TORRES ROSÁRIO
  • Vivências do homem companheiro diante da mulher submetida à mastectomia

  • Orientador : JOVANKA BITTENCOURT LEITE DE CARVALHO
  • Data: 22/12/2016
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  • O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente na população feminina do mundo, e é responsável por consequências físicas e emocionais à vida das mulheres acometidas e de seus companheiros. Objetivou-se com a pesquisa compreender a vivência dos companheiros de mulheres submetidas à mastectomia. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, desenvolvida junto a 12 homens companheiros de mulheres submetidas à mastectomia, no Hospital da Solidariedade e no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Conforme os critérios de inclusão, os participantes deveriam estar com idade igual ou superior a 18 anos; e conviver com sua companheira vítima de câncer de mama, submetida à mastectomia. A coleta de dados ocorreu nos meses de julho a outubro de 2016, por meio de entrevista semiestruturada. Antecedeu essa etapa a anuência dos hospitais referidos, a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com Certificado de Apresentação e Apreciação Ética nº 55191216.1.0000.5537 e parecer nº 1.618.233 como também assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos entrevistados. Os dados foram analisados por meio do método de Análise de Conteúdo, na modalidade de análise temática, proposta por Bardin. Desse processo emergiram três categorias: Conhecimento do câncer de mama e do procedimento de mastectomia da companheira, Sentimentos diante da companheira submetida à mastectomia e Apoio à mulher nos momentos difíceis, e sete subcategorias, as quais foram analisadas e discutidas com base na literatura sobre a vivência do homem companheiro diante da mulher submetida à mastectomia. Constatou-se que os entrevistados ao vivenciarem a mastectomia de suas mulheres inseriram-se em um contexto de compreensão da doença e liberação de sentimentos, sendo imprescindível o fornecimento de apoio à mulher. Assim, com base no estudo, considerou-se a necessidade da inserção dos companheiros de mulheres mastectomizadas no cuidado, pois este é personagem fundamental para auxiliar no tratamento da mulher. Diante disso faz-se relevante que a equipe de Enfermagem considere as situações diversas enfrentadas pelo homem durante a mastectomia de sua companheira, tendo como prioridade a inserção dele no processo de cuidar, minimizando suas consequências psicológicas e utilizando-o como instrumento para o cuidado da mulher.

Teses
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  • CLEONICE ANDREA ALVES CAVALCANTE
  • MAGNITUDE DA MORBIDADE RELACIONADA AO TRABALHO NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 28/01/2016
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  • As doenças e agravos relacionados ao trabalho configuram-se em importante problema de Saúde Pública no Brasil e no mundo. No entanto, a realidade desses agravos ainda se constitui em uma lacuna no que diz respeito à caracterização e situação epidemiológica das mesmas, especialmente no Brasil. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar a magnitude da morbidade relacionada ao trabalho no Estado do Rio Grande do Norte, no período de 2007 a 2014. Trata-se de um estudo ecológico, quantitativo de delineamento transversal, tendo como unidade de análise os municípios do estado do Rio Grande do Norte. Os dados foram coletados a partir da base estadual do Sistema de Informações de Agravos Notificáveis (SINAN) do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (CEREST) da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte. A coleta de dados ocorreu entre março e junho de 2015, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, através do Parecer N° 014/2014. A população foi representada pelo universo de casos de doenças e agravos relacionados ao trabalho que foram notificados e encerrados no sistema no período de 2007 a 2014. Os dados foram organizados em banco de dados eletrônicos do Microsoft Excel versão 2010 e exportados para o programa estatístico SPSS versão 20.0, analisados por meio da estatística descritiva e analítica, apresentados em forma de tabelas e gráficos. Para tanto, utilizou-se o Microsoft Excel 2007 e um software estatístico. Dos 10.161 casos de agravos relacionados ao trabalho notificados, destacaram-se os acidentes biológicos (52,84%) e de trabalho grave (37,49%). Quanto às doenças, destacaram-se as osteomusculares (4,82%), transtornos mentais (2,19%) e intoxicação exógena (1,97%). Houve predominância dos agravos entre homens nos acidentes graves (91,80%), transtornos mentais (70,00%) e intoxicações exógenas (52,84%). As mulheres foram mais acometidas por acidente biológico (77,50%) e doenças osteomusculares (64,10%). Entre os agravos predominou a cor parda, média de 35,86 anos de idade, baixa escolaridade e trabalhadores no mercado formal. Dentre os acidentes ocupacionais, destacaram os biológicos (n=5.369) que corresponderam a 52,84% com predomínio de casos entre os profissionais de enfermagem (48,31%). A exposição percutânea foi a mais frequente (73,05%) e as circunstâncias de ocorrência foi o descarte inadequado de perfurocortantes (45,28%), a agulha o agente mais comum (66,62%) e o material orgânico foi o sangue (72,99%). A maioria dos trabalhadores acidentados era vacinada contra HBV (68,13%), porém sem informação quanto à avaliação da resposta vacinal. A evolução dos casos predominou a situação ignorada com perda de acompanhamento do seguimento clínico. Houve ainda aumento na notificação de acidentes de trabalho grave com predominância: sexo masculino, trabalhadores entre25 a 44 anos e do acidente típico. A incapacidade temporária à evolução mais comum e a mão a parte mais atingida; a indústria extrativa e da construção civil teve o maior número de casos e o empregado registrado. Constatou-se um aumento expressivo na notificação dos agravos relacionados ao trabalho no período analisado, sobretudo os acidentes. Em relação às doenças, observou-se um aumento nos casos de doenças osteomusculares, transtornos mentais e intoxicação exógena. No entanto, o sistema de informação ainda carece de melhoria tanto na cobertura como na qualidade dos dados no sentido de demonstrar com maior fidedignidade a magnitude dos eventos para subsidiar o planejamento das ações em Saúde do Trabalhador no estado.  

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  • RENATA SILVA SANTOS
  • Autocuidado apoiado aos hipertensos: Construção de um protocolo. 

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 28/01/2016
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  • A hipertensão arterial é uma doença não transmissível que resulta em condições crônicas. Sua prevalência e complicação associam-se a fatores de risco como a obesidade, o sedentarismo, e a mudança de estilo de vida da população. Com isso, as ações integradas de prevenção e cuidado ocorrem prioritariamente na atenção primária à saúde, através da Estratégia de Saúde da Família. O autocuidado do indivíduo nesse processo de adoecer, precisa de apoio e orientação da equipe de saúde sobre a forma pela qual, deva realizar e/ou assumir sua própria condição de saúde. O objetivo deste estudo é propor um protocolo que norteie as ações dos profissionais da atenção primária à saúde no autocuidado apoiado aos hipertensos. Trata-se de um estudo metodológico, descritivo e quantitativo, realizado em Unidades de Saúde da Família no município de Natal, RN. Teve como população de referência hipertensos residentes em áreas adscritas dessas Unidades que caracterizaram a amostra aleatória de 287 alcançada sob fator de ajuste para população finita considerando a sua prevalência para o município de Natal, conforme dados do Vigitel. A coleta de dados, teve início após Parecer favorável  Comitê de Ética e Pesquisa sob nº 1.058.112/2015 e anuência da instituição, no período de junho e setembro de 2015, e incluiu uma fase inicial junto aos profissionais, e outra junto aos hipertensos. Foram visitadas as 41 Unidades de saúde da família e entrevistados 70 profissionais de saúde para descrever as ações realizadas junto aos hipertensos e os dados foram lançados no Excel 2010. Foi aplicado um formulário de elaboração própria junto aos hipertensos e os dados foram lançados e analisados no Software Statistical Package for Social Science, versão 20.0, A partir da realidade encontrada junto as unidades e aos hipertensos e dos aspectos teóricos discutidos no Modelo de Atenção às Crônicas e na Teoria de Enfermagem de Orem, foi construído um protocolo e este foi submetido a 31 juízes para realizar a validação de conteúdo, e foi aplicado o Índice Kappa, Índice de Verificação de Conteúdo (IVC) e a Escala de Likert. Os resultados evidenciaram que das 41 Unidades, 36 unidades realizam ações coletivas para toda a comunidade, embora essas ações não sigam diretrizes únicas e nem é rotina dos profissionais a visita domiciliar ocorrer para conhecer as condições de saúde para apoiar o autocuidado para usuários para realizar a vigilância à saúde.  26 fizeram referência a grupos de hipertensos, e 16 dessas unidades realizam reuniões sistemáticas mensais. Da caracterização dos hipertensos, 83,62% possuem mais de 49 anos, 87,11% não possuem plano de saúde, sendo acompanhamento na unidade de saúde; 81,5% recebem medicamentos da farmácia; no geral, os 287 hipertensos apresentam-se independentes em relação as atividades de vida diária, com somente 3% apresentando dependência; 80,8% não participam de atividades coletivas de educação em saúde  na unidade, e 201 hipertensos referem que procuram a unidade para renovar receita e para realizar consulta médica. Todas as etapas da avaliação do protocolo apresentaram avaliação superior a 0,83, de acordo com o IVC (máximo igual a 1), o que caracteriza que as áreas apresentadas são bastante relevantes. Dos 20 itens, 06 precisam ser adequados considerando as pontuações obtidas no Índice Kappa (menor que 0,41) e Likert (menor que 70 pontos). Estes tópicos foram revisados e adequados de acordo com a sugestão apresentada pelos validadores e a discussão literária. O protocolo foi validado em relação ao seu conteúdo, sendo assim aceito o pressuposto desta tese. Este protocolo poderá contribuir para o ordenamento das ações junto aos hipertensos na unidade e no apoio ao autocuidado que os mesmo possuem capacidade para realizá-lo em domicílio e com isso melhorar suas condições de saúde.

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  • LARISSA SOARES MARIZ VILAR DE MIRANDA
  • Significado atribuído por enfermeiros da atenção básica ao cuidado de crianças com obesidade.

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 20/05/2016
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  • A obesidade é um dos problemas de saúde de maior crescimento em todo o mundo. Em crianças, o cuidar de enfermagem na Atenção Básica de Saúde torna-se um desafio, uma vez essa atenção requer participação ativa de todos envolvidos. Nesse âmbito, o  enfermeiro é o profissional que está na posição ideal para prevenir, captar, avaliar, diagnosticar e tratar a obesidade.  O esclarecimento desse cuidar e o  investimento teórico são necessários para essa prática. O objetivo do estudo foi compreender o significado do cuidado de crianças com excesso de peso atribuído pelo enfermeiro que atua na atenção básica e construir um modelo teórico explicativo desse processo. Utilizou-se o método de Teoria Fundamentada nos Dados (TFD) e o referencial teórico/filosófico de Virginia Henderson. Realizou-se de Abril a Outubro, 2015, em Unidades Básicas, Unidades de Saúde da Família, e Serviços Especializados localizados em Campina Grande, Paraíba, Brasil. Contou-se com 24 participantes que agrupados de acordo com os princípios de saturação teórica formaram quatro grupos amostrais:  enfermeiros, pais e cuidadores de crianças obesas, profissionais da saúde e gestores de saúde. Dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada e analisados pelo método de comparação constante, na realização da codificação inicial, construção de diagramas e memorandos, codificação axial, codificação seletiva e reflexão sobre o paradigma e a teoria emergente. Como resultado, obteve-se a construção de sete categorias: Identificando processos que descontinuam o cuidado de enfermagem; Priorizando o atendimento em áreas específicas – condições causais; Encontrando os pais distantes da corresponsabilidade no cuidado junto à equipe de saúde – consequência; Interagindo com a equipe multiprofissional no cuidado – condição interveniente; Vislumbrando novas perspectivas para o cuidado de enfermagem e Atendendo a preocupação pela iniciação de processos do cuidado de enfermagem – ações/interações estratégicas; e Movendo-se nos cenários do cuidado de enfermagem à criança obesa – contexto.  Mediante as relações e interações das categorias, surgiu o modelo teórico explicativo: O enfermeiro participando da preocupação negligenciada no cuidado à criança obesa na Atenção Básica de Saúde.  O modelo teórico permite a compreensão do cuidado de enfermagem à criança obesa como uma rede de relações e interações complexas, permeada pela preocupação de sua importância, mas que não alcança a plenitude da ação. Esse cuidado perpassa a individualidade da assistência, necessitando de uma co-responsabilização entre enfermeiros, profissionais especializados, gestores e familiares. Como participante dessa preocupação negligenciada, o enfermeiro identifica a necessidade de prestar cuidado a uma população que não possui prioridade de atendimento em meio à precária organização física, material, humana, teórico e estrutural dos serviços. Como reflexo, os pais e cuidadores permanecem longe do entendimento da obesidade na infância e se distanciam da responsabilidade compartilhada. Conclui-se que o cuidado do enfermeiro à criança obesa reflete preocupações sobre o cuidado, condizentes com os princípios intrínsecos da enfermagem e concepções preestabelecidas do cuidar, mas que se configura por significados construídos a partir das experiências vivenciadas que interferem no cuidar. Em conjunto, esses significados direcionam a forma como o cuidado é dispensado, a maneira de agir e se comportar frente a crianças obesas, estabelecendo relações.

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  • SÂMARA SIRDÊNIA DUARTE DE ROSÁRIO BELMIRO
  • EVIDÊNCIA DE VALIDAÇÃO DO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE NECESSIDADES DE SAÚDE DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA, AUDITIVA E VISUAL

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 30/06/2016
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  • Pessoas com deficiência (PcD) ao longo de sua história vivenciaram situações de abandono, negação de direitos, estigma e preconceito. Isto pois, gera problemas referentes a assistência a saúde a este público, com dificuldades de acesso a serviços, profissionais de saúde, exames, remédios, enfrentamento de barreiras atitudinais e estruturais. Tais fatores geram necessidades de saúde não atendidas, o que acarreta problemas para sua qualidade de vida. Neste estudo, considera-se as necessidades como algo diferente das demandas biologicistas e técnicas que chegam aos serviços de saúde. Nesse contexto, justifica-se o estudo, pois na área da saúde se desconhece instrumento específico validado para avaliar as necessidades de saúde de PcD, constituindo-se como fator prejudicial à qualidade da atenção à saúde a este segmento populacional, considerando-se que a identificação destas necessidades tem como finalidade a intervenção resolutiva e de qualidade para mudar as condições de saúde das PcD. Objetiva-se, destarte, elaborar e buscar evidência de validade um instrumento para avaliação de necessidades em saúde de pessoas com deficiência física, auditiva e visual. Trata-se de um estudo metodológico para desenvolvimento e validação de conteúdo e de aparência de um instrumento avaliativo. Realizado com juízes, profissionais da área de saúde de todo o Brasil, e pessoas com deficiência física, auditiva e visual cadastradas em três associações de apoio a pessoa com deficiência na cidade de Mossoró/RN, no período de janeiro de 2015 a maio de 2016.  O processo de construção e validação segue os preceitos de Pasquali, seguindo as etapas do polo teórico, através de duas fases: 1) identificação das definições constitutivas e operacionais do constructo e elaboração dos itens que compuseram o instrumento denominado Instrumento de Avaliação de Necessidades de Saúde de Pessoas com Deficiência Física, auditiva e Visual (IANC-PcDFAV),  através de revisão integrativa da literatura, realizada no primeiro trimestre de 2015 nas bases de dados CINAHL, MEDLINE, LILACS e SCOPUS; experiência dos pesquisadores; e na Taxonomia das Necessidades de Saúde de Matsumoto e Cecílio 2) Análise teórica dos itens, etapa 1 - validade de conteúdo, através de técnica Delphi; etapa 2 - validação semântica e de aparência através de estudo piloto. Na primeira etapa, realizou-se busca por meio da plataforma Lattes, a fim de identificar profissionais da área da saúde com expertise que atuassem como juízes do instrumento. A amostra foi de 33 especialistas na fase Delphi 1 e 18 para a Delphi 2. Na segunda etapa a amostragem foi não-probabilística por conveniência com oito pessoas com deficiência física, auditiva e visual. Para a coleta de dados da primeira etapa submeteu-se, via online, o formulário aos especialistas. Realizou-se a análise adotando Índice de Validade de Conteúdo (IVC) > 0,80 e Alpha de Cronbach > 0,70. Utilizou-se o teste de Mann-Whitney para investigar as diferenças entre a fase Delphi 1 e 2.   Na etapa dois aplicou-se três instrumentos as pessoas com deficiência física, auditiva e visual: o IANS-PcDFAV, Questionário DISABKIDS® - Impressão geral, e  o Questionário DISABKIDS® - Impressões específicas. A análise deu-se por estatística descritiva. Considerou-se os princípios da Resolução 466/2012. No processo de validade do conteúdo, na primeira rodada Delphi verificou-se que cinco itens da dimensão dados sociodemográficos, e dois itens da dimensão condições de vida não alcançaram o índice da valide de conteúdo estabelecido. Nos demais itens ocorreu concordância, com IVC variando de 0,82 a 1. Na segunda rodada, depois de acatadas as sugestões dos especialistas, todos os itens avaliados atingiram índices excelentes. Apresentou-se diferenças significativas nas dimensões dados sociodemográficos, condições de vida e no domínio 1 (um) (p>0,05). No que diz respeito à média dos requisitos de avaliação, todos os itens obtiveram médias melhores na segunda avaliação, com significância estatística (p= 0,026) no requisito utilidade/pertinência e na avaliação geral do instrumento (p= 0,031). O alpha de Cronbach foi de 0,884 na fase Delphi 1 e 0,825 na fase Delphi 2. No que concerne à validação semântica e de aparência, o instrumento foi avaliado como importante e os itens do instrumento foram considerados fáceis de compreender. As respostas geraram modificações na construção dos itens do instrumento. O instrumento proposto apresenta valores satisfatórios de validade e consistência interna, servindo como guia para a avaliação das necessidades de saúde de pessoas com deficiência física, auditiva e visual.

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  • ANA BEATRIZ DE ALMEIDA MEDEIROS
  • Validação do diagnóstico de enfermagem Risco de úlcera por pressão

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 08/08/2016
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  • Este estudo objetivou validar o diagnóstico de enfermagem Risco de úlcera por pressão em pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Diante da gravidade, complexidade e grau de dependência dos pacientes críticos, surge a necessidade da enfermagem avaliar a presença desse diagnóstico para atuar na prevenção dos fatores de risco e na manutenção da qualidade nos serviços ofertados. Tratou-se de um estudo metodológico, desenvolvido em três etapas: análise de conceito, análise do conteúdo por especialistas e validação clínica. A primeira etapa foi baseada no modelo de Walker e Avant e operacionalizada através de revisão da literatura, que aconteceu nos meses de fevereiro e março de 2015. Utilizaram-se as bases de dados: Scopus, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, National Library of Medicine and Nattional Institutes of Health e Web of Science, e os descritores: úlcera por pressão, fatores de risco e unidades de terapia intensiva e suas respectivas sinonímias em inglês. Obteve-se uma amostra de 22 artigos. Após a análise do conceito, identificaram-se 42 antecedentes e os seguintes atributos essenciais: Pressão; Pressão em combinação com cisalhamento; e Isquemia tecidual. Na segunda etapa, foram solicitadas as opiniões dos especialistas com relação à análise de conceito, por meio de grupo focal, composto por sete enfermeiras, em quatro encontros, durante os meses de maio a julho de 2015. Após a discussão no grupo focal, resultou-se um total de 29 antecedentes e na seguinte definição conceitual para o diagnóstico estudado: Vulnerabilidade de rompimento da integridade da pele como resultado da isquemia tecidual ocasionada por pressão ou pressão em combinação com cisalhamento. Na terceira etapa, foi realizado um estudo de caso-controle, com intuito de avaliar, na prática clínica, a precisão dos fatores de risco do diagnóstico de enfermagem identificados e validados nas etapas anteriores. Esta etapa ocorreu na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário Onofre Lopes, através de um formulário. A amostra consistiu de 180 participantes, sendo 90 no grupo caso e 90 no grupo controle. O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do referido hospital, sob número de protocolo 848.997 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética 36883714.5.0000.5292. Os resultados mostram que, através da aplicação do modelo de regressão logística hierárquica, um conjunto de cinco fatores de risco e um aspecto clínico deve ser visto como um forte indicativo do aumento do risco para úlcera por pressão. Os fatores de risco foram: História de úlcera por pressão, Tempo prolongado de permanência na UTI; Fricção, Desidratação e Temperatura elevada. E o aspecto clínico foi: Tratamento das comorbidades. Conclui-se que existe um conjunto de variáveis que aumentam a chance da ocorrência do diagnóstico de enfermagem Risco de úlcera por pressão em pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Assim, acredita-se que o estudo contribuiu para o aperfeiçoamento da linguagem diagnóstica, com vistas a adoção de medidas preventivas, aplicação de intervenções mais eficazes, alcance de resultados positivos e melhoria da qualidade do cuidado prestado pelo enfermeiro. 

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  • CLAUDIA CRISTIANE FILGUEIRA MARTINS RODRIGUES
  • AMBIENTE HOSPITALAR: Clima Organizacional x Estresse na equipe de enfermagem

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 19/08/2016
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  • O estresse ocupacional está presente em diversos ambientes de trabalho em virtude das constantes mudanças tecnológicas, produtivas e sociais ocorridas nos últimos anos. Assim, estudos que fomentam a discussão da relação do trabalhador e de seu local de atuação, são relevantes, pois permitem a identificação de aspectos inerentes ao ambiente laboral e possibilitam um diagnóstico das principais necessidades organizacionais que podem levar ao estresse ocupacional. Neste sentido, o estudo em tela teve por objetivo analisar a relação entre o clima organizacional e o estresse da equipe de enfermagem de um Hospital Universitário. Foi uma pesquisa do tipo transversal com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2015. A amostra do estudo contou com 319 profissionais de enfermagem que estavam inseridos em setores de atendimento ao paciente internado, a saber: as Unidades de Clínica Médica e Clínica Cirúrgica, Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico e Diálise. Foram aplicados os seguintes instrumentos: um questionário sociodemográfico, o Inventário de Sinais e Sintomas de Lipp e a escala de avaliação do clima organizacional. As análises realizadas foram do tipo univariadas e bivariadas, com nível de significância de 5%. O estudo seguiu os princípios éticos e legais que regem a pesquisa científica em seres humanos, do Conselho Nacional de Saúde, aprovado por Comitê de Ética e Pesquisa, pelo Parecer 925.477, de 18 de dezembro de 2014, sob o número CAAE: 273.935.146.000.0553-7. Os resultados indicaram que o estresse esteve presente em 22,5% da amostra investigada, em que se destacaram as fases de resistência e de exaustão. As maiores frequências foram encontradas nos trabalhadores com até 30 anos, casados, com filhos e que atuavam nas enfermarias no turno da manhã. Com relação ao clima organizacional, foi possível evidenciar que o fator condições de trabalho foi avaliado como o de maior satisfação entre os profissionais do estudo; entretanto o fator processo decisório foi pontuado como o de maior insatisfação. Com relação a análise do clima organizacional total identificou-se que os profissionais de enfermagem que atuam há menos de um ano e que trabalham nos setores fechados tiveram uma percepção positiva do clima organizacional dessa instituição. No que se refere a relação entre o clima organizacional total e o estresse ocupacional da equipe de enfermagem evidenciou-se diferença estatisticamente significativa de modo que os profissionais que pontuaram menores escores do clima organizacional total apresentavam sintomatologia expressa do estresse ocupacional. Desse modo, é possível afirmar que o clima organizacional desse ambiente de trabalho influencia as respostas de estresse nos membros da equipe de enfermagem investigada. Assim, conclui-se que o ambiente hospitalar no contexto estudado conduz a reações de tensão e desgaste nos profissionais de enfermagem o que reflete no sinais e sintomas de estresse. 

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  • FRANCISCA PATRÍCIA BARRETO DE CARVALHO
  • Programa de Controle da Hanseníase no Rio  Grande do Norte: análise na perspectiva da promoção da saúde.

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 06/09/2016
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  • A hanseníase é considerada um importante problema de saúde pública devido ao seu alto poder incapacitante e comprometimento em indivíduos da faixa etária economicamente ativa. O Rio Grande do Norte apresenta uma alta incidência de hanseníase. A avaliação da qualidade da atenção do Programa de Controle da Hanseníase (PCH) foi considerada pelo Ministério da Saúde entre regular a precária, dado que revela a fragilidade das medidas de vigilância à saúde no estado. O contexto exposto justifica a necessidade de atuação mais efetiva no atendimento às pessoas com hanseníase, sequelas e reações na perspectiva de criar suporte para enfrentar as dificuldades cotidianas geradas pela doença. O estudo teve como objetivo analisar os aspectos que comprometem o bom desempenho do Programa de Controle de Hanseníase (PCH) no RN. Trata-se de um estudo analítico, de aspecto quanti-qualitativo o qual, utiliza métodos mistos no intuito de realizar uma análise abrangente do problema de pesquisa. Realizou-se nas cidades-polo de cada uma das oito regiões de saúde do Estado. Entrevistou-se os coordenadores dos PCH municipais dessas cidades, os coordenadores das URSAP e o coordenador estadual do programa, através de roteiros de entrevistas e de um questionário previamente estabelecido. O projeto de pesquisa foi aprovado sob número 1.011.888 e CAEE nº 42951615.6.0000.5537 pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN, respeitando todas as prescrições feitas pelo referido órgão e a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados foram avaliados através da análise do discurso e os resultados embasados na Promoção da Saúde como referencial teórico. Os resultados estão organizados em três manuscritos: 1) Avaliação em saúde:  uma revisão integrativa; 2) O Contexto da atenção do enfermeiro à pessoas com hanseníase na Estratégia Saúde da Família; 3) Análise do discurso dos gestores do PCH no RN. O primeiro artigo orientou a avaliação do PCH da qual esta tese faz parte e assinalou que avaliações de políticas e programas de saúde devem ser apreendidas a partir das seguintes observações: como um recorte temporal, sob determinado prisma e a partir de determinadas concepções de saúde.  Não como um fim em si mesmo e nem como verdade absoluta. O segundo artigo avaliou as camadas do contexto do trabalho do enfermeiro no PCH e como estas influenciam e são influenciadas por ele. O terceiro artigo analisou o discurso dos gestores do PCH que distinguiu a influência do modelo burocrático de gestão e pela concepção de atenção à saúde médico/centralizada além da forte influência do Modelo sanitarista/campanhista, apesar de o modelo vigente ser vigilância em saúde. Encontrou-se gestores com mais de uma coordenação sob sua responsabilidade, porém sem suporte técnico, científico e político (recursos humanos e econômicos para o exercício de suas atribuições); a minoria com pouco tempo de trabalho, mas a maioria está na função há anos e ainda não se apropriou de todas as ferramentas científicas e técnicas necessárias ao desenvolvimento de um trabalho que promova a saúde e que dê resultados eficientes e eficazes. Compreendeu-se que o PCH pode melhorar a partir de duas iniciativas: (1) profissionalização da gestão (2) ênfase na promoção da saúde e trabalho em equipe (inter/multidisciplinaridade). Não apenas o PCH, mas o SUS ainda não se efetivou de modo expressivo no sentido de modificar o modelo de atenção à saúde proposto.

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  • PETALA TUANI CANDIDO DE OLIVEIRA SALVADOR
  • Construção e validação de Objeto Virtual de Aprendizagem para apoio ao ensino da Sistematização da Assistência de Enfermagem aos técnicos em enfermagem

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 08/09/2016
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  • Objetivou-se construir e validar um Objeto Virtual de Aprendizagem para apoio ao ensino da Sistematização da Assistência de Enfermagem aos técnicos em enfermagem. Trata-se de pesquisa metodológica realizada por meio de uma abordagem mista, a partir da estratégia exploratório sequencial do tipo QUAL → QUAN. As etapas de construção do Objeto Virtual de Aprendizagem foram conduzidas de fevereiro de 2015 a março de 2016 e as de validação de conteúdo ocorreram de março a maio de 2016. A equipe foi composta por membros do grupo de pesquisa Laboratório de Investigação do Cuidado, Segurança, Tecnologias em Saúde e Enfermagem (LABTEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil, por docentes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), Portugal, e por profissionais da área de análise e desenvolvimento de sistemas. No âmbito do Design Instrucional, foi empregado o modelo Analysis, Design, Development, Implementation, Evaluation (ADDIE). Enquanto teoria pedagógica de aporte às concepções educacionais, o Objeto Virtual de Aprendizagem foi construído à luz da Teoria da Aprendizagem Significativa. O processo de construção e validação do Objeto Virtual de Aprendizagem foi delineado a partir de adaptações do método de Pasquali, conforme as etapas: 1) procedimentos teóricos, para identificar o quadro teórico e os conteúdos que compuseram o instrumento de ensino proposto; 2) procedimentos empíricos, quando o processo de validação de conteúdo do Objeto Virtual de Aprendizagem com experts da enfermagem foi delineada; e 3) procedimentos analíticos, quando a validação foi analisada, por meio da técnica Delphi e do Coeficiente de Validade de Conteúdo. Cada etapa seguiu procedimentos metodológicos adequados ao escopo a que pretendiam. Os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde, foram atendidos, de modo que a proposta do estudo foi apreciada e aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa, por meio do Parecer Consubstanciado nº 925.408, de 18/12/2014, CAAE nº 39640914.8.0000.5537. Obteve-se, assim, anuência dos participantes de cada etapa do estudo, preservando o caráter voluntário e o anonimato dos mesmos. Apresenta-se o Objeto Virtual de Aprendizagem válido em seu conteúdo. Espera-se disponibilizar o Objeto Virtual de Aprendizagem para apoio ao ensino da Sistematização da Assistência de Enfermagem aos técnicos de enfermagem para as diversas instituições de ensino de enfermagem, enquanto um subsídio para a efetivação desse importante campo de saber no âmbito das concepções da blended learning. O Objeto Virtual foi desenvolvido em sua essência para estudantes do curso técnico de enfermagem. Todavia, o aprendizado é sugerido e incentivado a discentes e profissionais de enfermagem, de qualquer nível acadêmico.

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  • MARIA CLEIA DE OLIVEIRA VIANA
  • Análise do padrão e qualidade do sono com a qualidade de vida dos enfermeiros nos turnos hospitalares.

  • Orientador : MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINO
  • Data: 29/09/2016
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  • Objetivou-se analisar a qualidade de vida e o padrão e qualidade do sono dos enfermeiros nos turnos hospitalares. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, de corte transversal, descritivo. O estudo foi desenvolvido no Hospital Universitário do Rio Grande do Norte. Os dados foram coletados no período de janeiro a setembro de 2015, com utilização dos instrumentos: Questionário de Informações Pessoais e Profissionais, Índice de qualidade de sono de Pittsburgh, Formulário para avaliação do ciclo vigília-sono - Modificado por De Martino (1996), Questionário de Identificação de Indivíduos Matutinos e Vespertinos elaborado por Horne & Östberg (1976) e Questionário de Qualidade de Vida (WHOQOL-BREF). Foram pesquisados 104 enfermeiros nos seus turnos de trabalho. Após serem codificados e tabulados, os dados foram analisados por meio do programa SPSS versão 20.0. Para a descrição das variáveis nominais utilizou-se a distribuição em números relativos e absolutos em tabelas de contingências, e as variáveis contínuas foram utilizadas medidas de tendência central (média e mediana), dispersão (desvio padrão), teste de Mann-Whitney e Correlação de Spearmann, e adotado nível de significância p ≤ 0,05 e apresentados em tabelas, quadros e figuras. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o Parecer nº 751.567. Os resultados apontam um perfil sociodemográfico de 65,1% enfermeiros que atuavam no turno diurno e 38,5% no noturno; 90,4% sexo feminino, 73% na faixa etária entre 24 a 45 anos, 65,4% atuavam no âmbito hospitalar e 55,8% tinham um vínculo empregatício. Quanto ao cronotipo destacaram-se o Indiferente (44,2%) e Moderadamente Matutino (34,6%) entre os pesquisados, não tendo diferença significativa entre os turnos de trabalho (p=0,985). Quanto às características do padrão do sono dos enfermeiros em sete dias consecutivos, verificou-se melhores escores médios nos enfermeiros que atuavam no diurno em todos os parâmetros (Tempo de cochilo, Latência, Horas dormidas, Sensação ao acordar e Qualidade do sono) quando comparados com os trabalhadores noturnos, demonstrando diferenças significativas (p ≤ 0,05). Em todos os índices de qualidade do sono de Pittsburgh (Qualidade subjetiva, Latência, Duração, Eficiência, Distúrbios, Uso de medicação para dormir, Sonolência e distúrbios diurno e Pontuação global PSQI) foram melhores nos enfermeiros do diurno, e significativamente, na duração (p=0,031) e pontuação global (p=0,013), quando comparados aos trabalhadores do noturno. A qualidade de vida em todos os domínios (Funcional, Psicológico, Social e Ambiente) e no geral dos enfermeiros do diurno foi melhor do que o que trabalhavam no noturno, e significativamente, no domínio social (p=0,014) e pontuação geral (p=0,024). Concluiu-se que os enfermeiros que trabalham no diurno apresentaram padrão e qualidade sono e qualidade de vida melhores que os profissionais que atuavam no noturno, refurta-se a hipótese nula (H0) e aceita a alternativa (H1) ao afirmar que o padrão e qualidade do sono altera a qualidade de vida dos enfermeiros nos turnos hospitalares.

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  • KESSYA DANTAS DINIZ
  • PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA PACIENTES ATENDIDOS EM SERVIÇO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 01/12/2016
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  • O protocolo assistencial caracteriza-se por ser um conjunto de informações apresentada de forma dinamizada, que proporciona o cuidado sistematizado, e tem como intuito, avaliar de maneira uniformizada os fatores relacionados aos aspectos clínicos, epidemiológicos, assistências, corroborando para a qualidade de vida e segurança do paciente. Diante disso, a elaboração de um protocolo assistencial multiprofissional no âmbito do serviço de tomografia computadorizada contribuirá para uma avaliação clinica precisa. Assim, o estudo teve como objetivo, elaborar e validar um protocolo assistencial para pacientes atendidos no serviço de tomografia computadorizada. Trata-se de uma pesquisa metodológica com abordagem quantitativa, realizada em duas etapas: a primeira constou de uma revisão integrativa de literatura que subsidiou a construção do protocolo; a segunda caracterizou-se pela validação de conteúdo por meio de especialistas, utilizando-se a técnica Delphi. A pesquisa foi iniciada após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética CAAE nº. 41872215.7.0000.5537. A primeira etapa foi operacionalizada entre outubro e novembro de 2015, por meio da revisão da literatura nas bases de dados MEDLINE, SCOPUS, WEB OF SCIENCE e CINAHL, com o cruzamento dos descritores controlados: Diagnóstico por Imagem; Segurança do paciente e Tomografia Computadorizada. A amostra foi constituída por 24 artigos. Os resultados foram organizados em três categorias: otimização, monitoramento, qualidade e proteção em relação às doses de exposição à radiação; reações adversas e nefropatias relacionado ao uso do contraste; cuidados de enfermagem, gestão e casos específicos. Para a segunda etapa, os especialistas foram selecionados por meio da plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a fim de identificar profissionais de saúde do Brasil que atuassem como juízes do instrumento. A amostra foi de 54 enfermeiros especialistas tanto no Delphi 1 como para o Delphi 2. A análise estatística foi realizada utilizando-se índices de alfa Cronbach, Validade de Conteúdo (IVC) e o Índice Relativo (IRA). Na primeira etapa (Delphi 1) a media do alfa de Cronbach foi superior a 0,80,  o IVC e IRA foi de 0,924. Já em Delphi 2, o alfa de Cronbach chegou á 0,868, com IVC e IRA de 0,934. Realizou-se uma comparação entre os Delphi 1 e 2 e, percebeu que o Deplhi 1 apresentou resultado ligeiramente melhor em termos gerais do que o Delphi 2, porém em ambos a confiabilidade foi bastante satisfatória. Através do teste de Mann - Whitney, observou-se evidências de diferença estatística do Delphi 1 com o Delphi 2 na dimensão de utilidade/pertinência, consistência, clareza, atualização, precisão, sequência instrucional dos tópicos e na avaliação geral, onde obteve-se melhor avaliação na Delphi 2 nas variáveis descritas acima. Assim, alcançou-se a validade do protocolo em seu conteúdo.  

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  • CILENE NUNES DANTAS
  • Telenfermagem para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil a partir da Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem (CIPE®). 

  • Orientador : FRANCIS SOLANGE VIEIRA TOURINHO
  • Data: 05/12/2016
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  • Objetivou-se desenvolver um ambiente de telenfermagem aplicado à consulta de enfermagem para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil na Atenção Primária à Saúde, cujos objetivos específicos foram construir e validar o conteúdo de um instrumento de histórico de enfermagem para a primeira consulta e para a consulta subsequente; e propor um software (protótipo) para estas. Trata-se de um estudo metodológico, composto de duas etapas: 1. O processo de elaboração e validação do conteúdo dos instrumentos de histórico de enfermagem ocorreu entre os meses de fevereiro e julho de 2016 e foi delineado de acordo com as etapas a seguir: 1. Etapa de validação do conteúdo dos instrumentos de histórico de enfermagem: 1.1 Revisão da literatura; 1.2 Estruturação dos instrumentos para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil a partir da revisão de literatura; 1.3 Seleção dos juízes para participarem do estudo; 1.4 Processo de validação do conteúdo – adequação dos instrumentos pelos juízes para que o mesmo possa representar o conteúdo a ser mensurado; 1.5 Validação de conteúdo do Histórico de Enfermagem: Técnica de Delphi; e 1.6 Análise dos dados. A etapa 2: Desenvolvimento do ambiente do Telenfermagem (software-protótipo) para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil que ocorreu no período entre fevereiro e outubro de 2016. O estudo seguiu os preceitos éticos que regem a pesquisa científica com seres humanos do Conselho Nacional de Saúde, aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa, por meio do Parecer Consubstanciado nº 925.408, de 18/12/2014, sob o número CAAE 39640914.8.0000.5537. Para a validação de conteúdo do instrumento de histórico de enfermagem para a primeira consulta e subsequente para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil utilizou-se a etapa Delphi 1, na qual oito juízes avaliaram os instrumentos de histórico de enfermagem, e a etapa Delphi 2 e 3, seis. O histórico de enfermagem para primeira consulta e subsequente foram avaliados pelos juízes de acordo com o critério de concordância, considerou-se válido em seu conteúdo os instrumentos que obtiveram consenso de 80% entre os experts. No que se refere ao software proposto, o ambiente de telenfermagem, foi desenvolvido sobre plataforma web e apresenta os requisitos previamente estabelecidos que estão relacionados com os casos de uso do sistema, resultando em atividades que estão acessíveis para os usuários (administrador e enfermeiro usuário) cadastrados no sistema. Conclui-se que o ambiente de Telenfermagem poderá nortear a prática do enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família, e contribuir para a continuidade e melhoria da qualidade dos cuidados prestados à criança, em virtude de sua fundamentação teórica e pelo uso de uma linguagem classificada. Além de oportunizar uma comunicação mais efetiva, o empoderamento e maior autonomia do enfermeiro, através do uso desta tecnologia em seu fazer para identificar os principais marcos do desenvolvimento físico, neurológico e psicossocial, bem como detectar e intervir precocemente alterações na saúde da criança-família na Atenção Primária à Saúde.

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  • FABIANE ROCHA BOTARELI
  • VALIDAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RISCO DE OLHO SECO EM PACIENTES  ADULTOS INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

  • Orientador : ALLYNE FORTES VITOR
  • Data: 12/12/2016
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  • Objetivou-se validar o diagnóstico de enfermagem Risco de olho seco em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva. Trata de um estudo metodológico desenvolvido em duas etapas de validação de diagnósticos de enfermagem segundo Lopes, Silva e Araújo (2012): construção das definições constitutivas e operacionais dos fatores de risco do olho seco e validação clínica do diagnóstico de enfermagem Risco do olho seco. Para a primeira etapa utilizou-se o modelo de Walker e Avant (2011) operacionalizada através de revisão integrativa segundo Whittemore e Knalf (2005), por meio de busca manual e reversa das referências da Análise de conceito sobre olho seco de Fernandes (2015) e da taxonomia da NANDA-I para o diagnóstico em questão. A primeira etapa resultou nas definições constitutivas e operacionais de 15 fatores de risco para o olho seco e subsidiou a etapa de validação clínica. Esta segunda etapa foi realizada na UTI do Hospital Universitário Onofre Lopes operacionalizada por meio um estudo de coorte prospectiva com os seguintes passos: 1. Realização de treinamento da equipe de coleta dados e dos enfermeiros diagnosticadores; 2. Estudo-piloto com 30 pacientes; 3. Coleta de dados; 4. Inferência dos diagnosticadores. Definiu-se a amostra com tempo de coleta de 7 meses que ao final foi composta por 70 pacientes. Os critérios de inclusão foram: idade maior ou igual de 18 anos, sem ressecamento ocular na admissão na UTI, tempo de internamento maior que 24 horas. Critérios de exclusão: menores de 18 anos, doenças da superfície ocular, tratamento ocular tópico. O instrumento de coleta de dados constou de dados sociodemográficos e clínicos; fatores de risco para o diagnóstico em questão; avaliação ocular, neurológica, hemodinâmica, respiratória, hidroeletrolítica; dados laboratoriais; medicamentos em uso e resultado do teste de Schirmer. A avaliação aconteceu diariamente e com tempo de seguimento de até cinco dias. O desfecho de olho seco foi estabelecido por critérios clínicos e teste de Schirmer menor que 10 mm.  A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob parecer 918.510 e CAAE: 36079814.6.0000.5537 em concordância com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, e nela foram observados e respeitados os preceitos bioéticos regidos por este ditame. Os dados descritivos foram analisados por meio de frequências simples, média, mediana e desvio padrão. As medidas de associação entre as variáveis de desfecho e preditoras foram calculadas pelo teste qui-quadrado e teste exato de Fisher. Para as variáveis quantitativas, utilizou-se o teste t-Student para amostras simétricas e o teste Wilcoxon-Mann-Whitney. A simetria da amostra foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. O nível de significância adotado foi de 5%. A relação entre exposição e desfecho foi obtida pelo Risco Relativo. Os cálculos foram realizados pelo software SPSS (Statistic Package for Social Sciences) versão 22.0. Os resultados demonstraram que os fatores de risco fortemente associados ao olho seco em pacientes internados na UTI são: lagoftalmia, ventilação mecânica com PEEP elevada, quemose, alteração do reflexo de piscar e uso de medicamentos sistêmicos. Além disso, os critérios definidos para o desfecho (hiperemia conjuntival, teste de Schirmer menor que 10 mm e secreção mucosa) apresentaram significância estatística para o ressecamento ocular. Portanto, acredita-se que este estudo é inovador para o avanço do conhecimento na temática e para o aperfeiçoamento e validação do uso da taxonomia da NANDA-I por enfermeiros que atuam neste cenário, com vistas a proporcionar subsídio para avaliação ocular precisa, acurácia na inferência do diagnóstico em questão, predição de risco como adoção de medidas de prevenção e monitoramento de complicações.

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  • JOAO EVANGELISTA DA COSTA
  • ANTINOMIAS DO DOADOR DE SANGUE FIDELIZADO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS POLÊMICAS E TRANSVERSAIS DE UM CONCEITO EM CONSTRUÇÃO.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 12/12/2016
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  • INTRODUÇÃO: As Representações Sociais são sempre representação de um objeto ou de um sujeito, a partir dos conhecimentos construídos pelas relações do homem com o ambiente, na medida em que transforma algo desconhecido em conhecido e familiar. Esta transformação revela a interdependência da realidade psicossocial cujos elementos estruturais e estruturantes são característicos de seu aspecto conceitual e figurativo. Dados da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde mostram que a quantidade de doadores de sangue altruístas e fidelizados é insuficiente para suprir as necessidades atuais, colocando em risco vidas de pessoas que dependem dessa terapêutica. OBJETIVO PRIMÁRIO: analisar a cultura de doação de sangue, os estigmas, preconceitos e mitos na busca de fidelização de doadores e suas representações sociais. SECUNDÁRIOS: avaliar a doação de sangue de pessoas idosas em serviço de hemoterapia privado; analisar a anemia como fator de inaptidão provisória para doação de sangue; analisar o conceito “Doador de sangue fidelizado” e verificar à luz das representações sociais, se existe doadores de sangue fidelizados. MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório descritivo, de abordagem quanti-qualitativo com suporte da teoria das representações sociais. A pesquisa realizou-se no Serviço de Hemoterapia Ltda, HEMOVIDA, instituição particular, Natal, Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Os dados da inaptidão por anemia foram coletados no módulo Triagem Clínica, software especializado denominado Hemote Plus®, entre os anos de 2010 a 2015. O convite aos 86 idosos, para nova doação, realizou-se através da comunicação/marketing, após atenderam aos critérios de inclusão: ter idade entre 67 anos a 69 anos e que realizaram doações de sangue de novembro de 2012 a novembro de 2014. Para analisar o conceito “Doador de sangue fidelizado” utilizou-se de 15 artigos científicos concernentes ao tema e o método proposto por Walker e Avant e para verificar a existência de doadores fidelizados, utilizou-se de uma amostra (por conveniência) de 121 indivíduos. Os dados sociodemográficos e das entrevistas foram submetidos ao software Analyse Lexicale par Contexte d`um Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE) e analisados à luz da Teoria das Representações Sociais e da Teoria do Núcleo Central complementada pela análise de conteúdo de Bardin. RESULTADOS: A inaptidão por anemia se destaca com 51,47% entre as inaptidões mais prevalentes e está associada aos doadores do sexo feminino. Dos 86 idosos convocados, compareceram 20 doadores e, desses, apenas 8 tinham idade acima de 67 anos. O conceito doador de sangue fidelizado, além de incorporar qualidades positivas e reter variada apresentação de termos semelhantes, traduz uma carga semântica que provoca reações confortáveis e práticas em sua utilização. Representação social do doador de sangue fidelizado originou quatro categorias a partir das quatro classes geradas pelo software: Sociedade: gente e outras pessoas (Classe 4); Ajudar o próximo vs. Vida da pessoa (Classe 2); Ajudar o próximo versus vida da pessoa (Classe 3; Tenho oportunidade, mas falta tempo para doar (Classe 1). Respectivamente em termos de representações sociais apresenta as funções de: orientação, saber, identitária e justificadora. CONCLUSÃO: Comprovou-se a inaptidão por anemia nas mulheres por essas apresentarem as perdas sanguíneas mensais (menstruação), gravidez e amamentação. Observa-se um baixo retorno dos doadores idosos para realizar nova doação de sangue, podendo-se atribuir esse fato à desinformação quanto à atual idade máxima para doação e pelas comorbidades, prevalentes nessa faixa etária enquanto fatores de inaptidões para doação de sangue. O conceito de “doador de sangue fidelizado” requer mais estudos para sua cristalização, tornando-o familiar, além de garantir sua presença na reposição dos estoques de sangue e hemoderivados. Refutada a hipótese alternativa, não há representações sociais do doador de sangue fidelizado, o que se se remete ao conceito. Conclui-se que o não doador de sangue fidelizado apresenta as três dimensões das representações sociais: atitude, informações e o campo representacional, enquanto são propagandeadas, publicadas e não difundidas no grupo investigado, caracterizando-se como representações sociais polêmicas.

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  • CAROLINE EVELIN NASCIMENTO KLUCZYNIK VIEIRA
  • Desenvolvimento de um programa para assistência de enfermagem na prevenção e controle de

    sobrepeso e obesidade em adolescentes


  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 16/12/2016
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  • Sobrepeso e obesidade constituem um problema de saúde pública mundial,com prevalência crescente nos adolescentes. No Brasil, o Ministério da Saúde direciona a prevenção e o controle deste problema para a Atenção Primária à Saúde. Entretanto, desconhecem-se instrumentos ou programas específicosque norteiem a prática do enfermeiro com essa população no ambiente escolar. Objetivou-se construir um programa para assistência de enfermagem na Atenção Primária à Saúde direcionada à prevenção e controle de sobrepeso e obesidade em adolescentes. Estudo metodológico, desenvolvido em quatro escolas estaduais e quatro Unidades Básicas de Saúde do Município de Natal/RN. Participaram quatro enfermeiras, representantes das zonas geográficas do município (norte, sul, leste e oeste), 114 adolescentes, e 40 professores das escolas. O método utilizado para construção do programa foi o Protocolo para Mapeamento de Intervenção de Bartholomew que compreende seis etapas: avaliação das necessidades, construção de matrizes dos objetivos de mudança, delineamento de métodos baseados em teorias e estratégias práticas, desenvolvimento do programa, planejamento da adoção e implementação, e planejamento da avaliação. A identificação das necessidades foi realizada por meio de uma revisão integrativa, grupos focais com os adolescentes e professores, e entrevistas semiestruturadas com as enfermeiras. Os dados foram sintetizados utilizando o discurso do sujeito coletivo. Um total de 41(36%) adolescentes foram identificados com sobrepeso ou obesidade, e as principais necessidades identificadas foram: abordagem ao bullying, reeducação alimentar e disponibilidade de exerícios físicos na escola. A partir das necessidades, criaram-se matrizes dos objetivos de desempenho, dos determinantes e dos objetivos de mudança. Estes foram discutidos e modificados com as enfermeiras. Selecionaram-se teorias e métodos para embasar as ações da intervenção. As estratégias emergiram da revisão integrativa sobre intervenções de enfermagem direcionadas ao adolescente com sobrepeso e obesidade e da intervenção “Assistência para reduzir o peso (1280)”, contida na Classificação de Intervenções de Enfermagem. Como resultado elaborou-se o “Programa de enfermagem mais saúde na escola” contendo diversas estratégias. Os implementadores e usuários testaram e avaliaramas estratégias práticas por meio de sua implementação, o que resultou na necessidade de redução da carga horária semanal de exercícios físicos, de 60 para 45 minutos por hora-aula. Por fim, criou-se um plano de avaliação bimestral do Programa a ser posteriomente implementado. Conclui-se que uma intervenção em forma de programa que contemple a participação da comunidade, criação de vínculo, utilização de teorias, previsão de continuidade da assistência, e potencialização de recursos existentes na comunidade, tem potencial paraa melhoria da prática de enfermagem na Atençao Primária à Saúde. Como intervenção para prevenção e controle de sobrepeso em adolescentes, o Programa elaborado guia intervenções direcionadas às necessidades de saúde da população nas escolas públicas e constitui uma tecnologia que contribui para o avanço de conhecimentode enfermagem nateoria de promoção da saúde. 

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  • TAYSSA SUELEN CORDEIRO PAULINO
  • Classificação Internacional da Prática em enfermagem (CIPE®): uma pesquisa-ação na Atenção Primária à Saúde


  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 20/12/2016
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  • A enfermagem tem buscado a unificação da linguagem por meio de várias iniciativas para o desenvolvimento de classificações para a sua prática profissional. A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) representa o marco unificador de todos os sistemas de classificação de elementos da prática de enfermagem (diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem) disponíveis na área em âmbito profissional que surge em resposta às necessidades reconhecidas pela profissão. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi implementar a Classificação Internacional das Práticas em Enfermagem em Unidades de Saúde da Família,  analisando seu o impacto. Foi realizada uma pesquisa-ação com os enfermeiros da Estratégia Saúde da Família das Rocas. Segundo Thiollent a pesquisa-ação agrega diversas técnicas de pesquisa social possibilitando a construção coletiva e ativa de todos os sujeitos envolvidos no problema ao oferecer um suporte maior na atividade diária do profissional. A princípio foi elaborado um diagnóstico situacional da realidade, que contribuiu para implementação das ações, nesta etapa foi evidenciado a falta de conhecimento das enfermeiras acerca da CIPE® e das contribuições que esta traz para a práxi profissional. Deste modo, as ações planejadas e executadas foram: aproximação com a realidade e exposição da mesma; rodas de conversas sobre a aplicabilidade e funcionalidade da consulta de enfermagem através de exposição-dialogada; rodas de conversa sobre a importância da utilização da CIPE® durante a consulta de enfermagem por meio de dinâmica de grupo e exposição-dialogada. Assim sendo, pode-se inferir que a estratégia da pesquisa-ação para consolidação e aplicabilidade da CIPE®  nos serviços de saúde constitui-se como um marco unificador da práxi em enfermagem, tornando a consulta de enfermagem o eixo central para consolidação de um faz eficiente e eficaz, contribuindo assim para o crescimento da categoria profissional.

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  • ANA MICHELE DE FARIAS CABRAL
  • Avaliação da Autoestima e Qualidade de Vida dos Filhos Separados pela Hanseníase no Estado do Rio Grande do Norte

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 22/12/2016
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  • A Hanseníase é apresentada como uma das doenças mais antigas da história da humanidade, de grande significado para a vida das pessoas e da coletividade. Secularmente considerada uma doença contagiosa e mutilante, foi marcada profundamente pelo estigma, preconceito e exclusão social, caracterizada por atitudes de rejeição ao doente e seus familiares. No passado, o isolamento compulsório de seus portadores causou sérios problemas sociais e psicológicos, resultando no afastamento e na ruptura totalou parcial do vínculo familiar. Os filhos privados desse convívio, retirados muitas vezes de modo desumano, foram confinados e criados em preventórios/educandários. A pesquisa traçou como objetivo avaliar a autoestima e a qualidade de vida dos filhos separados pela hanseníase no Estado do Rio Grande do Norte. Integrando variáveis sócio demográficas, sexo, idade, estado civil, ocupação, escolaridade, crença religiosa, tipo de moradia, renda familiar e número de filhos. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa para tratamento e análise. Realizou-se a coleta de dados com 60 sujeitos, localizados a partir do cadastro do MORHAN (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) Potiguar, utilizando questionário sócio demográfico, Escala deautoestima de Rozemberg e Instrumento SF-36. Aplicaram-se os seguintes critérios de inclusão: maiores de 18 anos; residentes no RN; filhos separados de pais com hanseníase; cadastrado no MORHAN potiguar. O projeto de pesquisa foi aprovado sob o número1.047.792 e CAEE nº 42951715.6.0000.5537 pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN, respeitando todas as prescrições feitas pelo referido órgão e a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados obtidos foram tabulados em programapara análise estatística, além de avaliação da consistência interna das escalas através do coeficiente de Croanbach. Os resultados estão organizados em dois manuscritos: 1) Estigma e Autoestima: análise de conceito em estudos sobre hanseníase; 2) Qualidade de Vida dos Filhos Separados pela Hanseníase do Rio Grande do Norte. O primeiro artigo objetivou analisar a relação conceitual do estigma e autoestima em estudos sobre hanseníase publicados em periódicos de enfermagem. Capturou-se 142 artigos catalogados no BDENF, 14 relacionavam-se, quer no título, quer no corpus do manuscrito, os termos “hanseníase” e “estigma” de 1994 a 2014. A análise do conceito de estigma e autoestima em estudos sobre hanseníase permitiu observar que os conceitos estão interrelacionados e que apresentam natureza punitiva, encontra-se presente na atualidade, doença permeada como uma referência e um atributo depreciativo, fraqueza ou desvantagem. A análise de conceito desta pesquisa baseou-se na proposta por Walker e Avant, respeitando-se as oito etapas necessárias à análise. O segundo artigo analisou a qualidade de vida dos filhos separados pela hanseníase no Estado do Rio Grande do Norte, frente às condições precárias de desenvolvimento emocional, afetivo e social dentre outros aspectos, os filhos separados podem apresentar baixa qualidade de vida. Constatou-se um ligeiro predomínio do sexo feminino (51,67%) em detrimento do masculino (48,33%). A faixa etária variou de até 45 anos (25,42%), seguido de 46 - 60 anos (37,29%) e acima 60 anos (37,29%). Quanto ao grau de escolaridade, ensino fundamental completo se constituiu em maioria (60,00%), seguido de ensino médio (31,67%) e ensino superior (8,33%). A maioria apresenta-se casado (51,66%), seguido de solteiros (26,67%), divorciados (16,67%) e viúvos (5,00%). 40,35% recebe até hum salário mínimo, 49,12% recebem de 1 a 3 salários mínimos e 10,53% recebem mais que 3 salários mínimos. 86,67% residem em casa própria. Ao serem separados de suas famílias passando a viver nos preventórios, os participantes do estudo vivenciaram uma situação potencialmente traumática, que corresponde a circunstâncias impactantes e que geram perdas significativas, exigindo (re)arranjos vivenciais. Contrapondo-se a estes resultados, o desempenho da vitalidade aumentou com a idade e influenciou positivamente a saúde mental no sentido de que quanto maior a vitalidade maior a saúde mental. A amostra apresentou baixos índices socioeconômicos e padrões satisfatórios de qualidade de vida autoavaliada, com destaque para os domínios sociais, Saúde mental e Capacidade Funcional. Houve associações estatísticas contraditórias entre os domínios avaliados o que se explicou pelo conceito de resiliência aplicado a diferentes áreas da vida humana. A vitalidade está estatisticamente associada com saúde mental. As mulheres apresentaram melhor estado geral que os homens. Em virtude da fonte dos entrevistados serem de um movimento de pessoas com o mesmo interesse, o que gera empatia e pode interferir positivamente nos escores, pode ter ocorrido um viés de seleção influenciando em aspectos do bem-estar especificamente, o que impede a generalização dos achados. Destaca-se ainda a possível dificuldade de compreensão do instrumento SF-36 por parte dos entrevistados apesar dos esforços empreendidos durante a coleta e do fato de ser um instrumento validado e amplamente utilizado. A validade externa é limitada devido à fonte única.

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  • FLAVIA ANDREIA PEREIRA SOARES DOS SANTOS
  • Autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 22/12/2016
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  • O novo modelo de atenção de saúde no Brasil ressalta a importância do enfermeiro obstetra na melhoria da qualidade da atenção à mulher no ciclo gravídico-puerperal. Contudo, consolidar a presença deste profissional na cena do parto das instituições do Sistema Único de Saúde, constitui um desafio devido às crenças e valores, e às condições estruturais e organizacionais dos locais de trabalho que modelam o poder-saber das relações profissionais. As tensões e os conflitos resultantes da construção da autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto precisam ser explicados para conhecer as condições que favorecem ou dificultam a autonomia do enfermeiro obstetra nesse processo. O objetivo deste estudo foi construir uma abordagem teórica explicativa da autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual no âmbito da cultura hospitalar. Estudo qualitativo, com delineamento teórico-metodológico da Etnografia segundo Spradley, desenvolvido em três maternidades públicas no estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Participaram três gestores e 23 enfermeiros obstetras. A coleta de dados ocorreu de julho a outubro de 2016 após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, conforme pareceres n° 1.535.089 e n°1.713.075 (emenda). Informações sobre a atuação do enfermeiro foram coletadas por observação participante, registradas em diário de campo, e complementadas pelas entrevistas semiestruturadas e de grupo focal. A coleta cessou quando não havia novos dados a explorar. Utilizou-se o Atlas.ti software e os preceitos de Spradley para a análise dos dados, realizada simultaneamente à coleta. Quatro termos cobertos emergiram: Vivência do enfermeiro obstetra em diferentes contextos de atuação hospitalar; Relações sociais e de poder presentes no âmbito institucional da assistência ao parto de risco habitual; Aspectos profissionais e institucionais relacionados à autonomia do enfermeiro obstetra; Autonomia profissional sob a ótica dos enfermeiros obstetras. Os temas foram conceptualizados com base em Foucault sobre o poder na construção da autonomia. Os conceitos e as suas relações compreendem uma explicação teórica da autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual no âmbito da cultura hospitalar. Nesse espaço, as condições estruturais, práticas organizativas, e o ambiente cultural contribuem para a dependência ou a autonomia do enfermeiro. As instituições e os profissionais desencadeiam relações sociais e de poder que reproduzem o conceito de autonomia vinculado ao paradigma dominante de individualismo e de relações de domínio e submissão. Conclui-se que o modelo construído desvela a enfermeira obstetra do Rio Grande do Norte em sua vivência de diferentes contextos culturais que influenciam seu poder decisório na assistência ao parto. Vislumbra a autonomia construída por um saber-poder que amplia e respalda a atuação do enfermeiro por meio de um valor ético que enaltece o trabalho multiprofissional em que soluções aos desafios e impasses são dialogadas, não impostas. Diante dessas considerações pode-se afirmar que a autonomia não é dada, e sim conquistada por aqueles que têm consciência do seu papel na transformação da sua práxis a partir das relações de poder que estabelecem com o outro na perspectiva do crescimento conjunto. 

2015
Dissertações
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  • EDILENE CASTRO DOS SANTOS
  • Validação de protocolo assistencial de enfermagem para o paciente em processo de terminalidade.

  • Orientador : ALEXSANDRA RODRIGUES FEIJAO
  • Data: 30/01/2015
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  • O contexto da terminalidade configura um assunto geralmente evitado embora todos tenham ciência de sua inevitabilidade. Sobretudo, não se caracteriza como uma tarefa de fácil discussão diante da sociedade, pois se vivencia com angústia os momentos da finitude. O estudo visou elaborar e validar um protocolo assistencial de enfermagem para os pacientes em terminalidade internados em Unidades de Terapia Intensiva no município de Natal-RN. Trata-se de um estudo transversal, descritivo do tipo metodológico, onde realizou-se primeiramente uma revisão integrativa da literatura. A validação resultou do julgamento de experts envolvidos na assistência e/ou docência. A amostra ocorreu por intencionalidade e os colaboradores foram selecionados através de análise de Currículo Lattes com a adaptação do sistema de pontuação proposto por Fehring num total de 11 enfermeiros mediante aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os critérios de inclusão foram enfermeiros experts em terminalidade atuantes como assistencialistas e/ou docentes das disciplinas de tanatologia, bioética ou afins. A operacionalização ocorreu por meio da concordância entre as respostas obtida pelo Índice de Validade de Conteúdo através da avaliação dos juízes em uma rodada. Como resultados, a revisão mostrou os seguintes elementos da assistência de enfermagem:  o alívio da dor, promoção de conforto, higiene, afeto, reavaliação de suporte ventilatório, hidratação, aplicação de compressas, posicionamento do paciente, toque e uso de musicoterapia; apoio psicológico e espiritual de paciente e família elencados por domínios de cuidado. Os aspectos bioéticos trataram o respeito à autonomia e dignidade dos pacientes, além da comunicação com os familiares ser deficitária. Avaliou-se 15 itens, sendo 9 correspondentes ao histórico de enfermagem e 6 referentes as intervenções de enfermagem durante o processo de enfermagem na terminalidade, onde apresentou-se favorável para 0,9 de IVC. Das 165 respostas, 67,27% mostrou-se adequado; 30,91% adequado com alterações e somente 1,82% consideração inadequado, o que atesta a validade de conteúdo em 67% das respostas elaboradas pelos juízes. Diante das sugestões dos juízes procurou-se reformular o protocolo em sua maioria buscando uma melhor compreensão e clareza dos itens que compunha o instrumento tendo em vistas a torná-lo exequível. A importância do estudo para a enfermagem de cuidados paliativos destaca-se pela uniformidade das ações no fim de vida assegurando uma assistência mais humana e de qualidade.

2
  • ROMANNINY HEVILLYN SILVA COSTA
  • Sistematização da Assistência de Enfermagem em Pacientes com AIDS. 

  • Orientador : RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
  • Data: 30/01/2015
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  • Estudo transversal com os objetivos de: identificar os diagnósticos de enfermagem (DE), características definidoras (CD), fatores relacionados (FR) e de risco em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) por meio da NANDA Internacional; verificar a associação entre os DE, o perfil clínico-epidemiológico, características definidoras, fatores relacionados e de risco; e propor um plano de cuidados a essa clientela, fundamentado na Sistematização da Assistência de Enfermagem e seus Sistemas de Classificação. Pesquisa realizada com 113 pacientes internados em um Hospital de Referência no tratamento de doenças infectocontagiosas no município de Natal/RN. Para a coleta de dados utilizou-se instrumentos para realização de anamnese e exame físico, no período de março a setembro de 2014. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP/UFRN) sob o parecer CAAE: 23008113.8.0000.5537/2014. A análise dos dados iniciou-se por meio do julgamento clínico e raciocínio diagnóstico. Utilizou-se frequências absoluta e relativa e testes Qui-quadradro de Pearson e Exato de Fisher para verificar as associações dos DE com as CD, FR e características sociodemográficas e clínicas a um nível de significância de 5%. Realizou-se também regressão logística para identificar os fatores preditivos dos DE mais prevalentes. Identificou-se nos participantes do estudo 57 DE estando cinco presentes em mais de 50% dos pacientes, a saber: risco de infecção (n=113/100%), conhecimento deficiente (n=91/80,5%), falta de adesão (n=78/69%), proteção ineficaz (n=68/60%) e disfunção sexual (n=61/54%). Observou-se as seguintes associações significativas entre: o DE conhecimento deficiente e local de moradia, renda familiar, tipo de exposição ao vírus da imunodeficiência adquirida, comportamentos impróprios, seguimento inadequado de instruções, verbalização do problema,  falta de interesse em aprender, interpretação errônea de informações, limitação cognitiva, falta de capacidade de recordar e de familiaridade com os recursos de informação; o diagnóstico de enfermagem falta de adesão e comportamento indicativo de falta de aderência, evidências de desenvolvimento de complicações, esquecimento, habilidade relevante para o comportamento do regime de tratamento e sistema de valores do indivíduo; o DE proteção ineficaz e deficiência da imunidade, fadiga, alteração da coagulação, distúrbios imunológicos e perfis sanguíneos anormais; o DE disfunção sexual  e déficit percebido de desejo sexual,limitações percebidas impostas pela doença e função corporal alterada. Com relação aos fatores preditivos para os DE mais prevalentes identificou-se: para o DE conhecimento deficiente - comportamentos impróprios, seguimento inadequado de instruções e verbalização do problema; para o DE falta de adesão - nível de escolaridade, participação no tratamento, habilidade relevante para o comportamento do regime de tratamento e esquecimento; para o DE proteção ineficaz – infecção oportunista atual, motivo de abandono de tratamento, deficiência da imunidade, fadiga, alteração da coagulação, distúrbios imunológicos e perfis sanguíneos anormais; para o DE disfunção sexual - renda familiar, frequência diminuída da prática sexual, uso de preservativo, déficit percebido de desejo sexual, limitações percebidas impostas pela doença e função corporal alterada. O plano de cuidados de enfermagem construído teve o caráter coletivo e enfatizou os resultados e intervenções de enfermagem para os DE mais prevalentes. Identificou-se que a ligação entre os diagnósticos, resultados e a intervenções de enfermagem favorecem a aplicação do raciocínio diagnóstico e norteiam a tomada de decisão por parte do enfermeiro, ao indicar critérios explícitos na seleção de opções de cuidado ao paciente. Conclui-se que o processo de assistir a pessoa com AIDS pode ser realizado utilizando-se os sistemas de classificação de enfermagem, com a finalidade de promover autonomia da profissão, bem como, uma assistência de qualidade a essa clientela.

3
  • ANA PAULA NUNES DE LIMA FERNANDES
  • GRAVIDADE DO OLHO SECO EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ANÁLISE DE CONCEITO E CONSTRUÇÃO DE DEFINIÇÕES

  • Orientador : ALLYNE FORTES VITOR
  • Data: 15/10/2015
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  • A Síndrome do Olho Seco é uma doença multifatorial do filme lacrimal, é resultado da instabilidade da unidade funcional que produz alteração de volume, composição, ou distribuição da lágrima. Em pacientes internados em terapia intensiva, a vulnerabilidade ao olho seco pode ser potencializada por fatores de risco como ventilação mecânica, sedação, lagoftalmia  e  baixas temperaturas. O estudo tem por objeto a construção de um instrumento de avaliação da Gravidade do Olho Seco em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com base no Sistema de Classificação Nursing Outcomes Classification. O objetivo geral deste estudo é construir um instrumento de avaliação da Gravidade do Olho Seco em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva. Como objetivos específicos: Analisar o contexto da enfermagem na ocorrência do evento adverso do Olho seco em pacientes internados em UTI; Analisar o conceito de Olho seco em pacientes internados em UTI; Construir definições constitutivas, definições operacionais e magnitudes operacionais para o resultado de enfermagem Gravidade do Olho Seco em pacientes internados em UTI. Trata-se de um estudo metodológico realizado em três etapas, a saber: análise de contexto, análise de conceito, construção das definições do resultado de enfermagem. Para a primeira etapa utilizou-se o referencial metodológico de Hinds, Chaves e Cypress (1992). Para a segunda etapa foi empregado o modelo de Walker e Avant e uma revisão integrativa segundo Whitemore, Knalf (2005). Esta etapa possibilitou a identificação dos atributos do conceito, os antecedentes e os consequentes, e fundamentou a construção das definições para o resultado de enfermagem Gravidade do Olho Seco. Para a construção das definições e magnitudes operacionais, foi utilizada a Psicometria proposta por Pasquali (1999). Como resultado da análise de contexto, visualizou-se que o assunto deve ser discutido e que a enfermagem necessita atentar para a problemática das lesões oculares no intuito de criar estratégias de minimização deste evento de elevada prevalência. Mediante a revisão integrativa, foram localizados 19.853 títulos,  selecionados 215 e, a partir dos resumos, 96 artigos foram lidos na íntegra. A partir da leitura, dez foram excluídos e portanto, a amostra constitui-se de 86 artigos, utilizados para analisar o conceito e construção das definições. Os artigos selecionados foram encontrados em maior número na base de dados Scopus (55,82%), realizados nos Estados Unidos da América(39,53%), e publicados em sua maioria nos últimos 5 anos(48,82). Em relação a análise de conceito foram identificados como antecedentes:idade, lagoftalmia, fatores ambientais, uso de medicamentos, doenças sistêmicas, ventilação mecânica e cirurgias oftálmicas. Como atributos específicos: TBUT< 10segundos, teste de Schimer I <5mm, teste de Schimer II < 10mm, osmolaridade diminuída. Como consequentes: dano à superfície ocular, desconforto ocular, instabilidade visual. As definições foram construídas e acrescidos indicadores: acuidade visual reduzida, mecanismo de piscar diminuído e fadiga ocular.

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  • GIOVANNA KARINNY PEREIRA CRUZ
  • TRANSPLANTES DE CÓRNEAS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICOS

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 15/10/2015
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  • Objetivou-se caracterizar clínica e epidemiologicamente os pacientes em fila de espera e os transplantados com tecido corneano em um serviço de referência para transplantes de córnea no estado do Rio Grande do Norte. Trata de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, de corte transversal, descritivo e analítico que incluiu todos os pacientes em fila de espera (população A) e os transplantados com tecido corneano em um serviço de referência (população B). Na população A foi realizado o censo das pessoas em lista de espera para o transplante de córnea (N=62 pacientes). Na população B a amostragem foi não probabilística e correspondeu a todos os transplantes de córnea realizados no serviço no período de 2010 a 2014 (n= 258 transplantes).  Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob CAAE nº 37533014.8.0000.5537. Os dados foram coletados em sua totalidade no período de janeiro a abril de 2015, mediante dois instrumentos construídos para sistematizar a coleta dos dados necessários. Após serem codificados e tabulados, foram analisados por meio do programa SPSS versão 20.0. A descrição das variáveis e seus padrões de distribuição foram apresentados por frequências e medidas de tendência central, enquanto que para análise multivariada foram aplicadas medidas de magnitude de efeito (razão de prevalência) e medidas de associação (teste qui-quadrado ou de exato de Fisher), para um nível de significância de 0,05. Os resultados constituíram três artigos científicos, um de revisão integrativa de literatura e dois derivados da pesquisa de campo. Verificou-se que o perfil epidemiológico dos pacientes em fila de espera (N=62) apresenta prevalência de indivíduos com idade superior a 50 anos, sexo feminino (54,84%) e residentes da mesorregião do Leste Potiguar (66,13%). O perfil clínico dos pacientes submetidos ao transplante de córnea (n=258) foi caracterizado por (51,16%) serem do sexo masculino, com idade média de 49,33 anos e 57,75% provenientes do Leste Potiguar. O tempo médio em fila de espera foi 172,63 e 9,03 dias em transplantes eletivos e de urgência, respectivamente. A principal condição indicadora para realização do transplante foi o ceratocone. O tipo de distúrbio da córnea apresentou associação estatisticamente significativa com relação às variáveis sexo e idade, em ambos os grupos; cirurgia prévia, falência do enxerto anterior, classificação do olho e glaucoma na amostra B. Conclui-se que mediante a caracterização do perfil epidemiológico e clínico dos transplantes de córnea, torna-se possível problematizar a realidade, pontuar sobre o cuidado que deve ser ofertado e desenvolver intervenções comprometidas com as necessidades coletivas e individuais intrínsecas aos pacientes que necessitam do transplante de córnea como opção terapêutica.

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  • SIMONE REGINA DE CARVALHO
  • Efeito do topiramato sobre o craving em usuários de crack.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 16/11/2015
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  • O estudo tem por objetivo analisar o efeito do topiramato sobre o craving em usuários de crack. Trata-se de um ensaio clínico aberto tipo crossover envolvendo usuários do Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas (CAPSad) do município de Parnamirim/RN, aprovado pelo CEP CAAE: 38710614.1.0000.5537, respeitada a Resolução Nº 466/2012/CNS. O estudo resultou em dois artigos científicos, um ensaio teórico e uma revisão integrativa. No ensaio teórico de Hinds, Chaves e Cypress, os contextos enfocam desde a problemática do uso individual às políticas de enfrentamento deste consumo no Brasil, ressaltando que a situação de complexidade do fenômeno requerendo estratégias de enfrentamento a partir da atenção integral ao usuário, família e sociedade. A revisão integrativa captura, dentre os 902 registros trilingui recuperados, oito estudos apresentaram esquemas terapêuticos com efeitos positivos para o craving da cocaína, a partir do uso de nove drogas diferentes. Não houveram resultados para o craving do crack. Os resultados da amostra do presente estudo foi composta predominantemente por usuários do sexo masculino, adultos e solteiros, totalizando 30 sujeitos que atenderam aos critérios de inclusão: adultos, idade a partir de 18 anos, diagnóstico do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) para cocaína/crack; capacidade cognitiva preservada; assiduidade ao serviço, participar de, no mínimo, três consultas nos 12 meses anteriores à coleta dos dados; e aceitar o acompanhamento ao tratamento proposto. Os dados foram coletados no período de dezembro de 2014 a julho de 2015 e analisados por meio de estatística descritiva com o suporte do Statistical Package for Social Science (SPSS), através dos instrumentos: 1) Alcoohol, Smoking, and Substance Involvement Screening Test (ASSIST), aponta, entre outros resultados, que apenas 14% fizeram uso do crack/cocaína semanalmente durante o tratamento, enquanto 83% passaram a fazer uso diariamente ou semanalmente após o período de washout; 2) Escala de Impulsividade de Barratt, com uma média de 80,23 e 77,47 com e sem o tratamento medicamentoso, respectivamente. Uma análise a partir do teste t de Student mostram que não há diferença significativa na impulsividade com ou sem o uso do medicamento; e 3) Cocaine Craving Questionnaire-Brief (CCQ-Brief), indicando que o número de usuários com nível de intensidade do craving é expressivamente maior sem o tratamento medicamentoso (86%) do que com o tratamento (33%). A análise entre o craving e a grau de impulsividade mostram que há uma baixa correlação (Pearson) entre essas duas variáveis com medicamento (0,282986) e sem (0,154614), demonstrando que a impulsividade tem baixa
    influência sobre o resultado do tratamento medicamentoso. Conclui-se que o topiramato produz efeito positivo para redução do craving em usuários de crack e que o seu uso constitui estratégia relevante para a eficácia no tratamento de usuários de crack.

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  • CECILIA OLIVIA PARAGUAI DE OLIVEIRA SARAIVA
  • Segurança do paciente em terapia intensiva neonatal: identificação dos incidentes e eventos adversos. 

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 20/11/2015
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  • A Segurança do Paciente (SP) representa motivo de grande preocupação nos serviços de saúde por sua dimensão global. A fragilidade dos processos assistenciais predispõe a ocorrência de incidentes de segurança e eventos adversos (EAs), que na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) são considerados graves e colocam em risco a vida dos recém-nascidos. O presente estudo objetivou a Identificação da ocorrência de eventos adversos nos recém-nascidos internados numa UTIN de um hospital escola. Trata-se de um estudo transversal, exploratório, de natureza descritiva, e abordagem quantitativa realizado no ano de 2015. A amostragem ocorreu de forma não probabilística envolvendo 117 RNs que atenderam aos critérios de elegibilidade. A coleta dos dados foi realizada por meio da utilização de um instrumento especifico do tipo “gatilho”, composto por eventos sentinela na UTIN, adaptado do modelo americano utilizado pela Rede Vermont-Oxford. O projeto recebeu parecer favorável pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP/UFRN) com Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE): 43894515.6.0000.5537. Foram identificados pelo menos um tipo de incidente ou EA em todos os 117 RN. Prevaleceram RNs pré-termos, com baixo peso ao nascer, filhos de mãe com DHEG. Dentre os eventos identificados destacaram-se: o controle de termorregulação inadequado (61%), distúrbios metabólicos (26%), infecções relacionadas à assistência à saúde (8%) e terapia respiratória de risco ao RN (5%). O percentual dos eventos foi diretamente proporcional à gravidade do RN e ao tempo de internação hospitalar. Assim, conclui-se, que a elevada taxa de incidentes e eventos adversos identificada na UTIN reforça a necessidade de elaboração de estratégias preventivas específicas para esse ambiente de risco.

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  • JULIANA RAQUEL SILVA SOUZA
  • AVALIAÇÃO DA IMAGEM CORPORAL DE MULHERES SUBMETIDAS À CIRURGIA ONCOLÓGICA MAMÁRIA

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 20/11/2015
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  • Uma das questões mais relevantes na área de saúde da mulher é o Câncer de Mama, que de acordo com as estimativas nacionais, é o segundo tipo de neoplasia que mais acomete mulheres em idade reprodutiva no Brasil. Em se tratando de conduta terapêutica, os métodos comumente utilizados são: cirurgia conservadora, que retira uma parte da glândula mamária que contém o tumor; e a mastectomia, técnica cirúrgica caracterizada pela ressecção da peça anatômica da mama. O estudo tem como objetivo geral avaliar a imagem corporal de mulheres submetidas à cirurgia oncológica mamária. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, transversal, com enfoque quantitativo, realizado no âmbito de uma instituição filantrópica de referência nacional em câncer. A população do estudo é composta por mulheres oncocirurgiadas de mama em tratamento na instituição. A amostra foi calculada com base na fórmula para população finita com representação de 124 sujeitos. Os dados foram coletados no período de março a maio de 2015. A mensuração da imagem corporal se deu através da escala Body Imagem After Breast Cancer Questionnaire – BIBCQ, do tipo Likert de cinco pontos, validada, traduzida para o português, e composta por 44 questões, que estão dispostas em seis escalas com domínio da autoimagem (Escala de vulnerabilidade, Escala de estigma corporal, Escala de limitações, Escala de preocupações com o corpo, Escala de transparência, Escala de preocupações com o braço). O perfil socieconômico da amostra revela a faixa etária predominante entre 40 a 59 anos (58,8%), casadas ou em união estável (59,7%), cirurgia realizada há mais de um ano (61,3%), em apenas uma mama (87,1%), do tipo mastectomia sem reconstrução (41,9%). Após mensuração da imagem corporal, o domínio “vulnerabilidade” destaca-se com maior escore de concordância na variável “preocupo-me com pequenas dores” e o domínio “preocupação com o corpo” apresenta o menor escore de discordância na questão “Estou satisfeita com a aparência do meu quadril”. A investigação possibilitou inferir que os sujeitos do estudo acentuam questões ligadas à patologia em detrimento da imagem ligada à estrutura física. Esse fato caracteriza associação com o perfil da amostra, sobretudo com o tempo de realização da cirurgia, idade e mama afetada. O estudo contribui para a apreensão das peculiaridades das mulheres oncocirurgiadas de mama e sua trajetória de reinserção, tão essencial para a práxis em Enfermagem.

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  • ROSANE SOUSA DE ANDRADE
  • Qualidade de vida de pessoas com estomias intestinais.

  • Orientador : ISABELLE KATHERINNE FERNANDES COSTA ASSUNCAO
  • Data: 23/11/2015
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  • Estomia é uma abertura de origem cirúrgica, quando há necessidade de desviar, temporária ou permanentemente, o trânsito normal da alimentação e/ou eliminações. O paciente com estomia de eliminação se vê diante de modificações em sua fisiologia, surgindo também à necessidade de cuidados com a bolsa coletora. Neste estudo, objetivou-se analisar a Qualidade de Vida (QV) de pessoas vivendo com Estomias Intestinais (EI), atendidos no Centro de Reabilitação Infantil e Adulto do Rio Grande do Norte (CRI/CRA-RN).  Trata-se de um estudo analítico, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizado com 89 pessoas que apresentaram EI. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP/UFRN), CAAE: 19866413.3.0000.5537. Realizou-se a coleta de dados no período de janeiro a março de 2015 e se utilizou dois instrumentos: um questionário geral adaptado abrangendo aspectos sociodemográficos, clínicos e de autocuidado e um instrumento específico de avaliação de QV de pessoas com estoma intitulado como City of Hope Quality of Life – Ostomy Questionnaire (COH-QOL-OQ), validado e adaptado para o português em 2010, composto de quatro domínios, a saber: Bem Estar Físico (BEF), Bem Estar Psicológico (BEP), Bem Estar Social (BES) e Bem Estar Espiritual (BEE). Os dados coletados foram inseridos num banco de dados na planilha do aplicativo Microsoft Excel 2007 e processados em software informatizado para as análises descritivas e inferenciais. Os resultados mostraram que 83,1% possuíam colostomia e 16,9% ileostomia. Na caracterização sociodemográfica predominaram pessoas do sexo masculino (57,3%), acima de 50 anos (57,3%), de cor parda (46,1%), com presença de companheiro/a (57,3%), aposentados/beneficiários (50,5%), renda mensal acima de um salário mínimo (68,5%) e que estudaram até o ensino fundamental (67,4%). Quanto aos aspectos clínicos, observou-se que a maior causa que culminou com a confecção do estoma foi à neoplasia (59,6%) seguida de trauma (21,3%). A amostra apresentou pessoas com estoma há mais de 6 meses (79,8%), de caráter definitivo (57,3%), em uso de equipamento peça única drenável (68,5%) de base plana (82,0%). Com relação ao autocuidado, 93,3% esvaziavam e lavavam a bolsa sozinhos (cuidados relacionados à higiene), mas apenas 75,3% fixava a nova bolsa na pele, durante a troca (cuidados relacionados à bolsa). A média dos escores de QV dos pesquisados foi de 296,2 (68,90%) para QV Geral; 74,8 (68,03%) para o BEF; 88,8 (68,38%) para o BEP; 79,7 (66,46%) para o BES e 52,7 (75,41%) para o BEE. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que se tratou de uma amostra predominantemente adulta/idosa (entre 50 e 70 anos), com baixa escolaridade e como causa motivadora do estoma, as neoplasias. Entretanto, tais achados não repercutiram em baixos índices percentuais acerca da capacidade de realização de autocuidado nem em baixos escores de QV.

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  • JESSICA DANTAS DE SA TINOCO
  • Validação clínica do diagnóstico de enfermagem Proteção Ineficaz em pacientes submetidos à hemodiálise

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 24/11/2015
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  • Estudo transversal de acurácia diagnóstica, com o objetivo de validar clinicamente o diagnóstico de enfermagem Proteção Ineficaz em pacientes submetidos à hemodiálise. A coleta ocorreu com 200 pacientes submetidos à hemodiálise em uma clínica no nordeste do Brasil, selecionados por conveniência, de forma consecutiva, durante os meses de março e abril de 2015. Na coleta de dados, utilizou-se um instrumento estruturado de entrevista e exame físico e o prontuário. A análise da acurácia dos indicadores clínicos do diagnóstico Proteção Ineficaz ocorreu por meio da formação de duas classes latentes de efeitos randômicos, permitindo a identificação da prevalência do diagnóstico, bem como dos valores de sensibilidade e especificidade de cada indicador clínico investigado, com os respectivos intervalos de confiança de 95%. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa, com parecer sob o número 387.837 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética: 18486413.0.0000.5537. Os resultados indicam a prevalência de 60,2% do diagnóstico Proteção Ineficaz na clientela investigada. As características definidoras sensíveis ao diagnóstico Proteção Ineficaz foram: Fadiga, Resposta mal adaptada ao estresse e Alteração na coagulação. As específicas foram: Fadiga, Fraqueza, Disfunção do acesso vascular, Aumento do número de hospitalizações, acesso vascular infeccionado e Febre. Conclui-se que a identificação das características definidoras acuradas, por meio dos valores de sensibilidade e especificidade, permite a predição fidedigna do diagnóstico de enfermagem Proteção Ineficaz aos pacientes submetidos à hemodiálise, tornando-o válido clinicamente para a clientela estudada. Destaca-se a característica Fadiga como a que melhor prediz o diagnóstico investigado. Ademais, os achados contribuem para a prática clínica do enfermeiro, auxiliando no processo de inferência diagnóstica e no plano de intervenções de enfermagem precisas e direcionadas à realidade do paciente em hemodiálise.

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  • MARIA DAS GRAÇAS MARIANO NUNES DE PAIVA
  • Análise de conteúdo e validação clínica do diagnóstico de enfermagem Autocontrole Ineficaz da Saúde

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 24/11/2015
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  • O objetivo do estudo é analisar o conteúdo e as medidas de acurácia do diagnóstico de enfermagem Autocontrole Ineficaz da Saúde em pacientes submetidos à hemodiálise. Estudo do tipo metodológico, desenvolvido em duas etapas, a saber: análise de conteúdo por juízes e acurácia dos indicadores clínicos. Na primeira etapa, 22 juízes avaliaram a definição e localização do diagnóstico, indicadores clínicos e fatores etiológicos e suas definições conceituais e empíricas. Utilizou-se o teste binomial para avaliar a concordância entre os juízes. Na segunda etapa, utilizou-se o modelo de classe latente para a inferência diagnóstica. Pesquisa aprovada pelo Comitê de ética, sob o Parecer no 387.837 e CAAE 18486413.0.0000.5537. Os resultados mostram que os juízes avaliaram como pertinentes 12 indicadores clínicos e 22 fatores etiológicos. Propuseram alteração da nomenclatura de cinco indicadores clínicos e seis fatores etiológicos e a transposição de um indicador clínico para fator etiológico e três fatores etiológicos para indicadores clínicos. Nas definições conceituais e empíricas, os juízes julgaram como não pertinentes as definições conceitual e empírica de um indicador clínico e definições conceituais de dois fatores etiológicos e definições empíricas de quatro fatores etiológicos. Ainda, foram sugeridas alterações nas definições conceitual e empírica de dois indicadores clínicos, nas definições conceituais de 12 fatores etiológicos e em definições empíricas de 11 fatores etiológicos. Os indicadores clínicos analisados na primeira etapa foram validados clinicamente em pacientes submetidos à hemodiálise. Os indicadores clínicos mais frequentes foram Alterações de exames laboratoriais (100%) e Escolhas de vida diária ineficazes para atingir metas de saúde (81%) e, três fatores etiológicos apresentaram maior frequência, são eles: Fatores sociodemográficos desfavoráveis (94,5%), Crenças (79%) e Comorbidades (77,5%). A partir do Modelo de Classe Latente, foi estimada a prevalência do diagnóstico em 66,28%. Os indicadores clínicos que apresentaram as melhores medidas de acurácia para a sensibilidade do diagnóstico de enfermagem Autocontrole Ineficaz da Saúde foram: Escolhas de vida diária ineficazes para atingir metas de saúde e Expressão de dificuldade com os regimes prescritos. Por sua vez, os indicadores clínicos Uso inadequado de medicamentos, Não Expressão de desejo de controlar a doença, Comparecimento irregular às sessões de diálise e Infecção foram mais específicos quanto ao referido diagnóstico. Não adesão ao tratamento foi o único indicador que apresentou intervalos de confiança com significância para sensibilidade e especificidade. Deste modo, o indicador clínico Não adesão ao tratamento é mais preciso e fidedigno quanto à inferência do diagnóstico de enfermagem Autocontrole Ineficaz da Saúde na clientela hemodialítica. Assim, acredita-se que o aprimoramento dos componentes do diagnóstico de enfermagem em questão, irá contribuir para a elaboração de intervenções de enfermagem mais fidedignas ao estado de saúde do indivíduo em hemodiálise, proporcionando um cuidado mais qualificado cientificamente.

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  • KARILENA KARLLA DE AMORIM PEDROSA
  • PROTOCOLO PARA ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO AO PACIENTE SÉPTICO EM TERAPIA INTENSIVA: desenvolvimento e validação de conteúdo

  • Orientador : REGIMAR CARLA MACHADO
  • Data: 04/12/2015
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  • Tratar-se-á de um estudo metodológico, com abordagem quantitativa; baseado no referencial metodológico da técnica Delphi, com objetivo de construir e validar um protocolo clínico para assistência do enfermeiro ao paciente séptico na Unidade de Terapia Intensiva. A proposta metodológica seguiu duas etapas: elaboração do instrumento por meio da revisão integrativa da literatura e validação de conteúdo do protocolo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, mediante o Parecer CAAE 41873314.5.0000.5537. O universo amostral foi composto por profissionais enfermeiros, considerados peritos, doutores ou mestres na área da saúde, com experiência em alta complexidade e/ ou estudos de validação de instrumento/protocolo, selecionados por meio da Plataforma Lattes. Referente à primeira etapa elaborou-se um instrumento composto pela caracterização profissional dos peritos; e baseado em evidência científica e nas diretrizes do Surviving Sepsis Campaign, contemplando três tópicos assistenciais ao paciente com sepse, a saber: Triagem para Sepse- Reconhecimento das Manifestações Clínicas; Pacote de Ressuscitação Inicial (Controle das Primeiras 6 Horas); Tratamento de Suporte. A segunda etapa caracterizou-se na validação de conteúdo do instrumento para elaboração final do protocolo, utilizando à técnica Delphi, em duas fases. No que concernem as variáveis referentes ao estudo, na 1ª fase de Delphi, 34 peritos avaliaram o instrumento composto por 18 itens, no período de maio a julho de 2015, e os dados foram analisados pela estatística descritiva (frequência, média, mediana e desvio padrão) e pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC), demonstrando um IVC extremamente satisfatório para 15 itens, com total de 0,79, obtendo assim, a reformulação e refinamento do conteúdo do instrumento. Na segunda fase de Delphi, entre julho e agosto de 2015, participaram 26 peritos, e utilizou-se o percentual de concordância acima de 75% para as variáveis consideradas pertinentes ao protocolo de cuidados ao paciente séptico em UTI, obtendo nesta fase, o percentual de concordância de 95%. O protocolo foi concluído com 15 itens, sendo respaldado e modificado, baseado em evidência científica, nas diretrizes internacionais e nas sugestões dos peritos. A utilização do protocolo proposto poderá contribuir para a prática clínica do enfermeiro ao paciente séptico na Unidade de Terapia Intensiva.

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  • GLEYCE ANY FREIRE DE LIMA
  • Assistência em cuidados paliativos à pessoa idosa na atenção primária a saúde

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 08/12/2015
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  • Este estudo tem o objetivo de compreender o significado dos cuidados paliativos a pessoa idosa para profissionais de saúde que atuam na atenção primária. Estudo descritivo e de abordagem qualitativa, com base no processo de codificação e comparação constante da Teoria Fundamentada nos Dados (TFD). Realizado em um Núcleo de apoio à Saúde da Família, e mais três Unidades de Saúde da Família do bairro de Felipe Camarão, Distrito sanitário oeste, município de Natal. Dos 25 participantes, 19 são profissionais da Estratégia Saúde da Família, e 6 do Núcleo de Apoio a Saúde da Família, sendo 21 homens e 4 mulheres com experiência mínimade um ano na atenção primária à saúde.O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob CAAE nº43895815.4.0000.5537. As entrevistas individuais, realizadas entre julho a setembro de 2015. Os resultados coletados foram gravados em MP4 e transcritos para linguagem escrita, e analisados através do processo de codificação aberta, meio no qual, os conceitos foram identificados e posteriormente seguiu-se a codificação axial, onde as categorias foram desenvolvidas sistematicamente e relacionadas. Após estes procedimentos, emergiram três categorias: comportamento dos profissionais de saúde frente à assistência em cuidados paliativos na Atenção Primária, valorização da percepção subjetiva dos profissionais de saúde no cuidado a pessoa em processo de finitude e o significado desarticulado frente aos cuidados paliativos na atenção primária vivenciado entre os profissionais de saúde. Na seqüência, as categorias foram interpretadas e analisadas, mediante o referencial teórico da fenomenologia social de Alfred Schutz. Diante do comportamento dos profissionais, identificaram-se a descoberta e a profundidade das pressuposições através da estruturação e do significado em um sentido comum. Em relação à valorização da percepção subjetiva dos profissionais, percebe-se a questão da complexidade das múltiplas relações através de diversos aspectos de sua tarefa central: concentrar uma filosofia da realidade do mundo, ou seja, uma fenomenologia da atitude natural; ante o significado da desarticulação entre os profissionais de saúde e a gestão, compreende-se a realidade eminente representada pela individualidade de interesses especiais da experiência. Conclui-se que a interpretação do significado da assistência em cuidados paliativos ao idoso na atenção primária de saúde, urge inserir um novo olhar diante da atuação dos profissionais de saúde e da gestão, no que se refere às interações sociais e experiências futuras, voltadas para populações mais velhas e em situações crônicas de saúde, impingindo a necessidade de uma interação maior da equipe de saúde na atenção primária, e consequente melhoria da assistência em cuidados paliativos. 

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  • GRACIMARY ALVES TEIXEIRA
  • Perfil de mães e o desfecho do nascimento prematuro ou termo

  • Orientador : JOVANKA BITTENCOURT LEITE DE CARVALHO
  • Data: 10/12/2015
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  • O nascimento ou parto prematuro, com menos de 37 semanas de gestação, é considerado um problema de saúde pública mundial, pois é tido como um dos principais fatores de risco para morbidade e mortalidade neonatal, principalmente na primeira semana de vida. O estudo teve por objetivo analisar o perfil das mães de bebês prematuros e a termo e o desfecho do nascimento. Trata-se de um estudo analítico-descritivo, seccional, com amostra de 109 mães de todos os bebês prematuros e 135 mães de bebês a termo selecionados de forma aleatória, por sorteio, ocorridos no período de abril a setembro de 2015, em uma maternidade pública. Os dados foram tabulados no Software Excel 2013 tendo sido realizado o teste do Ki-quadrado. Antes de iniciar a coleta de dados o projeto foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com parecer favorável de nº 1.047.431. Esse estudo possibilitou identificar que o perfil socioeconômico de mães de bebês prematuros e a termo apresentaram em ambos: baixo nível de escolaridade, baixa renda. Além disso, os dados apontam nos dois grupos alta prevalência de sedentarismo antes e durante a gravidez; sobrepeso a obesidade antes da gravidez em 42,22% das mães de bebês prematuros e 48,62% mães de bebês a termo; com pressão alta durante a gestação em 32,11% das mães de bebês prematuros e 17,04% das mães de bebês a termo. Outrossim, a gravidez só foi planejada em 33,33% e além disso indesejada por 21,1%  das mães de bebês prematuros, enquanto as mães de bebês a termo 40,37% planejaram a gravidez e 17,78% tiveram gravidez indesejada. No que diz respeito ao fator agravante - drogas ilícitas, houve aumento no consumo pelas mães de bebês prematuros de 3,70% antes da gravidez para 8,26% durante a gravidez; já as mães de bebês a termo, apesar de ter-se reduzido a prevalência em 6,0% entre o período antes e durante a gestação, ainda apresentou-se 3,70% do consumo durante a gestação. As intercorrências mais frequentes foram o sangramento vaginal em 43,12% das mães de bebês prematuros e 20% das mães de bebês a termo; infecção urinária em 44,95% das mães de bebês prematuros e 40% das mães de bebês a termo; gravidez estressante em 62,96% das mães de bebês prematuros e 47,41% das mães de bebês a termo. Logo, os bebês nasceram com problemas de saúde em 58,10% dos prematuros e nascimento saudável em 96,30% dos bebês a termos. Portanto, o perfil de mães com gravidez indesejada, usuária de drogas ilícitas durante a gestação, gravidez estressante, sangramento vaginal podem associar-se ao nascimento do bebê prematuro como evento desfavorável e de risco à saúde da criança.

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  • DEYLA MOURA RAMOS ISOLDI
  • TRAJETÓRIA DE PESSOAS COM AIDS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: À LUZ DA HISTÓRIA ORAL DE VIDA

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 16/12/2015
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  • A epidemia causada pelo HIV representa fenômeno global, dinâmico e instável, cuja forma de ocorrência depende, dentre outros fatores, do comportamento humano individual e coletivo. Apesar dos benefícios alcançados em relação ao controle da doença, vivemos muitos dos “resquícios” deixados pela época de pavor que caracterizou o início da epidemia, conferindo a esta enfermidade repercussões singulares ainda nos dias de hoje. Objetivou-se narrar a trajetória de vida de portadores da Aids com vulnerabilidade inscritos na Secretaria Municipal de Assistência Social de Parnamirim/RN e sugerir a inserção das pessoas com Aids no Cadastro Único. Utilizou-se o método exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa, tendo como referencial metodológico a História Oral de Vida. A colônia foi composta por 13 colaboradores inscritos na SEMAS em Parnamirim/RN. O instrumento da entrevista semi-estruturada contou com duas etapas, a primeira corresponde às informações que caracterizaram o colaborador e a segunda as questões norteadoras, sobre a trajetória dos entrevistados: 1. Há quanto tempo você sabe que é portador(a) do HIV? 2. Como era sua vida antes do diagnóstico positivo para o HIV? 3. O que significa ser soropositivo hoje inscrito na SEMAS? 4. O que você espera do futuro? Nas entrevistas, utilizou-se gravadores de áudio e com relação às demais informações que não puderam ser gravadas, foram registradas no diário de campo. Após aprovação pelo CEP CAAE: 30408114.5.0000.5537, respeitada a Resolução N0 466/2012/CNS, os dados foram coletados entre agosto a setembro de 2014. Os colaboradores assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e a Carta de Cessão. As entrevistas foram analisadas através da técnica de análise de conteúdo temática, de acordo com Bardin e dispostas em categorias. O estudo resultou em dois artigos científicos, um ensaio teórico e um artigo original. No ensaio teórico de Hinds, Chaves e Cypress obteve-se: Contexto Imediato - O cuidado de enfermagem; Contexto específico - A formação do enfermeiro e o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids (SAE); Contexto geral - O cuidado em saúde e enfermagem ao portador de HIV/Aids e o Metacontexto - Processo de evolução da assistência de enfermagem. O segundo artigo mostra que em princípio, a maioria dos idosos (61,6%) afirmaram não saber o que é a Aids, mas, esta realidade logo se transformou após a realização de uma aula expositiva dialogada como instrumento de educação em saúde. Houve diferença estatisticamente significativa. Um outro artigo, ainda em construção, se baseia na análise dos relatos dos colaboradores, cujas falas emergiram de três eixos temáticos: Preconceito e discriminação no conviver com Aids; Reação frente ao diagnóstico e o processo de adesão ao tratamento antirretroviral e Enfrentamento religioso em pessoas com Aids. Concluímos, neste estudo, que a descoberta do diagnóstico positivo para Aids repercutiu drasticamente na vida dos colaboradores, mas que a aceitação da condição patológica é o ponto inicial para diminuir/amenizar o sofrimento vivenciado.

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  • MÉRCIO GABRIEL DE ARAÚJO
  • Vivência do adolescente e adulto jovem no puerpério da companheira

  • Orientador : JOVANKA BITTENCOURT LEITE DE CARVALHO
  • Data: 18/12/2015
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  • Tornar-se pai faz parte de um processo de inter-relações estabelecidas entre o homem e o recém-nascido. Durante essa construção, transformações e mudanças são vivenciadas e o homem necessariamente busca uma nova identidade para exercer um novo papel social, o de pai. Contudo, quando a paternidade ocorre durante a adolescência ou juventude, ela pode caracterizar-se como fator de vulnerabilidade, pois a carga de responsabilidade é capaz de desencadear problemas de ordem fisiológica e emocional. O estudo objetiva descrever a vivência do adolescente e adulto jovem sobre o período puerperal da companheira na estratégia saúde da família. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva com abordagem qualitativa realizada no município de Caicó, Rio Grande do Norte. Os participantes do estudo foram 15 homens adolescentes e adultos jovens, com idade de 10 a 24 anos. A coleta de dados ocorreu nos meses de julho a setembro de 2015 por meio de entrevista semiestruturada. Realizou-se análise de conteúdo na modalidade temática, sendo analisadas a partir da literatura pertinente. Assim, emergiram as seguintes categorias: participação do adolescente e adulto jovem no cuidado à companheira durante o pós-parto; sentimentos vivenciados pelo homem adulto jovem e adolescente no pós-parto; presença da família ampliada: (re)arranjos no contexto do pós-parto. Essa investigação revelou que os depoentes estabeleceram interações no pós-parto ao realizar o cuidado com a companheira e o recém-nascido a partir de atividades domésticas, no auxílio na rotina de cuidados com filho e ao vivenciar sentimentos ambivalentes como felicidade, anseio, dentre outros. Também, observou-se que os adolescentes e adultos jovens receberam apoio familiar, ao instituir uma relação de aproximação com os entes, diante das necessidades que emergem no período puerperal e da chegada do novo membro familiar. Diante disso, sugere-se que a estratégia saúde da família desenvolva um programa baseado na fase puerperal para este grupo populacional, de modo a receber apoio, incentivo e orientações para lidar com as novas interações presentes no período.

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  • XÊNIA ALVES FREIRE
  • CAPACIDADE PARA TRABALHO DE ENFERMEIROS A NÍVEL DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 18/12/2015
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  • A capacidade para o trabalho é o princípio do bem-estar laboral, podendo ser entendido como a capacidade física e mental, apresentada pelo profissional para execução de suas atividades no trabalho. Na perspectiva da saúde do trabalhador, a capacidade para o trabalho decorre da inter-relação do ambiente laboral e do estilo de vida, sendo influenciada por diversos fatores, incluindo as características sócio-demográficas, estilo de vida e os aspectos intrínsecos da atividade exercida. A atualidade do presente estudo justificou-se por sua relevância cientifica e social, ao enfocar a Capacidade para o Trabalho de enfermeiros do serviço de atenção primária a saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade para o trabalho de enfermeiros inseridos na Estratégia Saúde da Família dos município pertencentes à sétima região de saúde do estado do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa. Na coleta de dados foi utilizado um questionário validado denominado de Índice de Capacidade para o Trabalho. Os dados coletados foram implantados em um banco de dados eletrônico e analisados estatístisticamente, e apresentados por meio de tabelas. O projeto de pesquisa foi apreciado pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, com CAAE: 43896315.7.0000.5537, respeitando-se a normatização da Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, referente aos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. Os sujeitos foram convidados a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Os resultados revelaram que os enfermeiros apresentaram capacidade para o trabalho baixa em 1,58%, moderada em 32,11%, boa em 44,21% e ótima em 22,10%. A análise múltipla, ajustada por idade, sexo, educação, idade que começou a trabalhar, tempo de serviço, capacidade atual e total de doenças, evidenciou que as variáveis que melhor explicaram a variação do ICT foram a idade, capacidade atual para o trabalho e total de doenças. A pesquisa demonstrou que o número médio do Índice de capacidade para o trabalho dos enfermeiros é de 38,76 com desvio padrão de 5,37. Foi constatado que 2,11% dos enfermeiros apresentaram baixa capacidade para o trabalho em relação a exigências físicas, 24,21% moderadamente e 43,68% boa, e 30% muito boa. De acordo com as recomendações do Instituto Finlandês de saúde Ocupacional- FIOH, para os trabalhadores que apresentarem esses escores, devem ser implementadas medidas cujo objetivo restaurar a capacidade para o trabalho que se encontre baixa, melhorar a capacidade para o trabalho moderada, apoiar a capacidade para o trabalho boa e manter a capacidade para o trabalho ótima. Portanto, recomenda-se que o ICT seja aplicado nos demais níveis de atenção à saúde, na perspectiva da realização de um diagnóstico real da situação de todos os trabalhadores do setor saúde, possibilitando a aplicação das referidas medidas tão necessárias à recuperação e promoção da saúde dos enfermeiros.

Teses
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  • CECILIA MARIA FARIAS DE QUEIROZ FRAZAO
  • Validação do conteúdo do diagnóstico de enfermagem Proteção ineficaz para pacientes submetidos à hemodiálise. 

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 29/01/2015
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  • Estudo do tipo metodológico, com objetivo de validar o conteúdo do diagnóstico de enfermagem Proteção ineficaz em pacientes submetidos à hemodiálise. A pesquisa ocorreu em duas etapas, a saber: análise de conceito e de conteúdo por especialistas. A primeira foi operacionalizada através da revisão integrativa nas bases de dados LILACS, CINHL, PUBMED, SCOPUS e COCHRANE, com o cruzamento das palavras proteção e hemodiálise. Encontrou-se 32 artigos, nos quais foram identificados os atributos, antecedentes e consequentes. Na segunda etapa, elaborou-se um instrumento com os componentes do diagnóstico em estudo. Esse instrumento foi analisado por 22 especialistas em nefrologia e na terminologia da NANDA Internacional. O teste binomial foi utilizado para avaliar a proporção de especialistas que classificaram cada item como adequado, considerando-se o nível de significância de 5%. Elaborou-se, assim, a seguinte proposta para o diagnóstico de enfermagem proteção ineficaz em pacientes submetidos à hemodiálise: definição: a mesma apresentada na Taxonomia II da NANDA Internacional, localização: domínio segurança/proteção e classe lesão física. Os fatores relacionados são: Ausência das vacinas de rotina; Não adesão aos cuidados relacionados aos acessos vasculares; Não adesão às medidas de controle de infecção; Não adesão à dieta prescrita; Não adesão à terapia medicamentosa; Presença de comorbidades; Abuso de drogas; Distúrbios imunológicos; Extremos de idade; Perfis sanguíneos anormais; Medicamentos que reduzem a imunidade; e Efeitos colaterais e adversos relacionados ao tratamento. E características definidoras: Presença de invasores na corrente sanguínea; Distúrbios nutricionais; Aumento do número de hospitalizações; Peso seco descontrolado; Acesso vascular infeccionado; Acesso vascular inadequado; Aumento da pressão arterial sistêmica; Febre; Alteração da coagulação; Deficiência da imunidade; Fadiga; Fraqueza; Prurido; e Resposta mal adaptada ao estresse. Conclui-se, assim, que a identificação dos atributos definidores, antecedentes e consequentes aumentou a riqueza do vocabulário, possibilitando a construção de definições teóricas e empíricas para uma compreensão mais ampliada do conceito proteção. Outrossim, o estudo contribuiu para o enriquecimento do corpo de conhecimento específico da enfermagem, assim como no direcionamento da assistência do enfermeiro aos pacientes em hemodiálise.

2
  • EDILMA DE OLIVEIRA COSTA
  • A fiscalização do exercício profissional no Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte: um debate ético.

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 30/01/2015
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  • A presente investigação teve como objeto de estudo a história da fiscalização do exercício profissional, no Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN). Parte do pressuposto de que a fiscalização exercida pelo Conselho constitui uma ferramenta importante para a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem. Teve com objetivo analisar a história da fiscalização do exercício profissional da enfermagem, no Rio Grande do Norte, no período 1993-2013. Pautou-se no aporte ético-filosófico de Fourez e Vázquez. Trata-se de um estudo de natureza histórico-social, descritiva e analítica, com abordagem qualitativa, utilizando os métodos de pesquisa documental e a técnica da história oral temática. Teve como lócus da pesquisa empírica o Coren-RN, contando com sua documentação e a participação de fiscais e presidentes. A história da fiscalização foi sendo construída com base nos documentos e nas entrevistas com quem vivenciou essa trajetória.  O projeto obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, da UFRN, conforme Parecer 562.400/2014 (CAAE: 25452113.7.0000.5537). Os resultados indicam que o Coren-RN, durante esses vinte anos, enfrentou inúmeras dificuldades, como a escassez de fiscais, a realidade precária da maioria dos serviços de saúde, a falta de qualificação dos profissionais, a ilegalidade do exercício profissional e a deficiência estrutural da instituição. Apesar disso, há que se reconhecer que o processo de fiscalização, exercido pelo Conselho, vem evoluindo ao longo desses anos. Essa evolução se expressa na ampliação do número de fiscais, na aquisição de uma nova sede e de três veículos, na criação das subseções nos municípios de Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros, no encaminhamento dos processos éticos, entre outras conquistas. Ademais, registra-se uma maior credibilidade dos profissionais de enfermagem e de outros órgãos fiscalizadores. Em síntese, a fiscalização, como atividade-fim do Conselho, vem passando por um processo de transformação, com vistas a realizar a interlocução entre a concepção disciplinar e a pedagógica, em defesa da qualidade da assistência de enfermagem. Enfim, é um processo inacabado, em contínua construção.

3
  • ERIK CRISTÓVÃO ARAÚJO DE MELO
  • CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM BASEADO NA NANDA INTERNATIONAL, NOC, NIC E CIPE®

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 30/01/2015
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  • Este estudo objetivou construir um ambiente virtual de aprendizagem para aplicação do Processo de Enfermagem baseado na NANDA-I, NOC, NIC e CIPE®. Diante de problemas relacionados à aprendizagem do processo de enfermagem e das classificações, urge a necessidade da construção de recursos pedagógicos inovadores que modifiquem a relação entre alunos e professores. A metodologia utilizada fundamentou-se nas etapas concepção, elaboração, construção e transição, do processo de desenvolvimento de software Rational Unifield Process. A equipe envolvida no desenvolvimento deste ambiente foi composta por pesquisadores e estudantes do Grupo de Práticas Assistenciais e Epidemiológicas em Saúde e Enfermagem e do curso de Engenharia de Software da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com a participação das Escolas Superiores de Enfermagem de Lisboa e do Porto, Portugal. Na concepção, ocorreu a comunicação entre os pesquisadores para definição das funções, recursos e ferramentas para o processo de construção. Na elaboração, refinou-se o planejamento e ocorreu a modelagem, que resultou na criação de um diagrama e de desenhos de arquitetura que especificaram as características e as funcionalidades do software. Já na construção, realizou-se o desenvolvimento, testes unitários e integrados dos componentes das interfaces dos módulos e áreas (administrador, docente, discente e construção do PE). Em seguida foi realizada a etapa de transição, que mostrou o sistema completo e em funcionamento. Após o treinamento e utilização pelos pesquisadores nesta etapa foi possível o seu emprego na prática. Com isso, será realizada posteriormente uma avaliação do desempenho funcional, que possibilitará o incremento do software, que promoverá uma realimentação, com a correção de defeitos e mudanças necessárias. Conclui-se que este estudo possibilitou o planejamento e a construção de uma tecnologia educacional, e espera-se que a sua implementação desencadeie uma mudança substancial no aprendizado do processo de enfermagem e das classificações, com o aluno sendo agente ativo do processo de aprendizagem. Acredita-se que com o incremento do software após as avaliações, esta ferramenta cresça cada ainda mais e ajude a inserir esta metodologia e linguagem de vez no âmbito das instituições de ensino e de saúde, promovendo a mudança paradigmática tão almejada pela enfermagem.

4
  • FLAVIO CESAR BEZERRA DA SILVA
  • Construção e validação de instrumento de coleta de dados do casal grávido no âmbito da atenção básica.

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 03/07/2015
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  • A pesquisa teve como objetivo construir e validar um instrumento de coleta de dados do casal grávido no âmbito da atenção básica. Considerou-se a hipótese de que o nível de concordância a partir de 70% entre as(os) participantes do painel de especialistas o validaria. O documento foi construído com base na Teoria das Necessidades Humanas de Horta ajustada por Garcia e Cubas. Trata-se de um estudo do tipo metodológico desenvolvido em quatro etapas: identificação dos indicadores empíricos relativos à gestante por meio de revisão integrativa da literatura; avaliação dos indicadores empíricos e sua relação com as necessidades humanas por grupo focal; estruturação da segunda versão do instrumento conforme a categorização dos indicadores e validação de aparência e conteúdo da terceira versão do instrumento por juízes, mediante uso da técnica Delphi. A coleta de dados da primeira etapa ocorreu de agosto a outubro de 2014 no periódico Journal of Midwifery and Women’s Health e nas bases de dados Scopus, Pubmed, Lilacs, Cinahl, Cochrane. As demais etapas foram realizadas entre os meses de novembro de 2014 a fevereiro de 2015. Para o grupo focal, contou-se com a participação de seis especialistas por meio de dois encontros. Quanto aos juízes, obteve-se uma população de 63 enfermeiras(os) e amostra final de 51 distribuídas(os) em 46 Unidades Básicas de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Natal/RN, Brasil. A seleção das Unidades se deu de forma aleatória. A escolha das especialistas para o grupo focal e dos juízes participantes da técnica Delphi atendeu aos seguintes critérios de inclusão: ser enfermeira(o) com no mínimo dois anos de experiência na assistência pré-natal e lotada(o) em Unidades Básicas de Saúde do Município de Natal/RN, Brasil. A consulta a estes profissionais se deu pessoalmente nos seus locais de trabalho e ao aceitarem participar da pesquisa assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A pesquisa obteve aprovação pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o Protocolo nº 876.200 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 36085514.7.0000.5537.  Para análise dos dados da primeira etapa utilizou-se a estatística descritiva e os resultados estão apresentados em forma de tabelas. Nesta etapa identificaram-se 162 indicadores empíricos e, quando relacionados com as necessidades humanas, 64 encontravam-se nas necessidades psicobiológicas, 97 nas psicossociais e um (1) nas psicoespirituais. Com relação à segunda e terceira etapas, os dados passaram por um processo de  categorização e análise pelo Índice de Validade de Conteúdo. Os indicadores obtiveram um índice de validação de 100%. Na fase de validação de aparência e conteúdo do instrumento os itens não validados foram excluídos. Os demais itens obtiveram índice acima de 70%, sendo, portanto o instrumento validado. Com a conclusão do estudo, a(o) enfermeira(o) disporá de um instrumento para coleta de dados do casal grávido na atenção básica. Além disso, o documento servirá como ferramenta para o ensino e a pesquisa em enfermagem obstétrica.

5
  • THEO DUARTE DA COSTA
  • . Avaliação do Cuidado de Enfermagem e da Segurança do Paciente em Unidades de Terapia Intensiva. 

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 16/10/2015
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  • A evolução tecnológica combinada à assistência em saúde proporciona o aumento nos riscos relacionados à segurança do paciente, que torna as instituições de saúde ambientes passíveis e prováveis de prejuízos no cuidado ofertado. Os setores de alta complexidade, como as Unidades de Terapia Intensiva, possuem tais características destacadas, pois esses espaços têm por objetivo cuidar de pacientes em condições clínicas graves quando o uso de aparatos tecnológicos avançados torna-se uma necessidade. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar o cuidado de enfermagem na perspectiva da segurança do paciente em Unidades de Terapia Intensiva. Trata-se de uma pesquisa avaliativa, quanti-qualitativa, que combina formas diferentes de coleta de dados, a saber: observação, aplicação de instrumento de avaliação e entrevista semiestruturada com pacientes, familiares e profissionais, avaliando, assim, a tríade estrutura-processo-resultado do cuidado em enfermagem nas Unidades de Terapia Intensiva. A coleta de dados ocorreu entre abril e julho de 2014, em Unidades de Terapia Intensiva. Para a parte quantitativa (estrutura e processos) foi utilizado a análise estatística da medida de concordância interobservador denominada Kappa (K), e para a parte qualitativa (entrevistas) a técnica de interpretação dos dados deu-se com auxílio do software Interface de R pour Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionneires (IRAMUTEQ). Os resultados da análise da “estrutura” e “processos” demonstrou que a maioria dos achados se encontrava fora dos padrões de adequação, o que aponta condições precárias nas estruturas e, processos incipientes nos serviços de saúde. Os “resultados” indicam que as Unidades de Terapia Intensiva são locais seguros, contudo urgem por mudanças, principalmente na estrutura física e na disponibilidade de materiais. Portanto, aponta-se que o cuidado de Enfermagem desenvolvido nas unidades de terapia intensiva avaliadas contém falhas preocupantes com relação à segurança do paciente, o que evidencia um quadro de insegurança na assistência ofertada e a necessidade de intervenções urgentes no sentido de corrigir as não adequações apontadas, proporcionando estruturas apropriadas e implantação de protocolos e diretrizes de cuidado, para que se consolide um ambiente propicio a segurança do paciente.

6
  • FERNANDO DE SOUZA SILVA
  • Trajetória de vida de doadores renais: as histórias não ouvidas

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 15/12/2015
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  • O número de pessoas acometidas pela Doença Renal Crônica (DRC) aumenta a cada ano. Dentre as opções terapêuticas, o transplante renal constitui-se a escolha que promove melhor qualidade de vida aos pacientes. O transplante intervivos é uma estratégia muito utilizada, entretanto, não está totalmente esclarecida a repercussão da uninefrectomia na vida dos doadores vivos. Neste estudo buscou-se analisar, mediante a apreensão das narrativas, experiências que marcam a trajetória de vida dos doadores renais, que se submeteram a uninefrectomia com a finalidade de transplante, com o intuito de identificar eventuais interferências da doação na vida dos doadores. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa. Utilizou-se a história oral de vida como método e técnica de apreensão e preparo analítico dos relatos. Foram entrevistados 12 doadores renais por meio da gravação de áudio dos relatos em mídia digital, no qual os colaboradores responderam às seguintes questões norteadoras: Como era sua vida antes da doação renal. Como é sua vida após a doação renal. Realizou-se a análise dos relatos por meio da análise de conteúdo de Bardin, em que os eixos temáticos nortearam as discussões. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes-UFRN, através da Plataforma Brasil, com CAAE 34804214.1.0000.5292. Foram respeitadas as normas preconizadas pela Resolução Nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, referente aos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. Emergiram dos relatos os seguintes eixos temáticos: As motivações para a doação renal, a repercussão da doação renal na vida do doador e a presença divina nos desfechos terapêuticos. Concluimos que os colaboradores não reconhecem a presença de interferências negativas em seu cotidiano após o transplante, ao passo que as repercussões positivas estão latentes nos discursos, principalmente as melhorias na qualidade de vida do doador. Este fato se deve, essencialmente, devido o reconhecimento social da nobreza do ato da doação renal. O círculo de convívio social passa a ver o colaborador como uma pessoa especial, imputando-lhe capacidade inestimável de amar ao próximo.

2014
Dissertações
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  • MARIA ISABEL DA CONCEICAO DIAS FERNANDES
  • Acurácia dos indicadores clínicos do diagnóstico de enfermagem Volume de líquidos excessivo em pacientes submetidos à hemodiálise.

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 27/01/2014
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  • Estudo transversal, com o objetivo de avaliar a acurácia dos indicadores clínicos do diagnóstico de enfermagem Volume de líquidos excessivo em pacientes submetidos à hemodiálise. Ocorreu em duas etapas, sendo a primeira composta pela avaliação dos indicadores do diagnóstico em estudo; e a segunda, a inferência diagnóstica por enfermeiros diagnosticadores. A primeira ocorreu entre os meses de dezembro de 2012 a abril de 2013, no Hospital Universitário Onofre Lopes e na Clínica de Doenças Renais, com uma amostra de 100 pacientes renais crônicos em hemodiálise. Obtiveram-se os dados mediante formulário de entrevista e exame físico, os quais foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados quanto à presença ou ausência dos indicadores do diagnóstico Volume de líquidos excessivo. Na segunda etapa, as planilhas criadas anteriormente foram encaminhadas a três diagnosticadores, que julgaram a presença ou ausência do diagnóstico na clientela pesquisada. Essa etapa desenvolveu-se entre os meses de julho a setembro de 2013. Para a análise, utilizou-se a estatística descritiva e inferencial por meio do IBM SPSS Statistic versão 19.0 for Windows. Na análise descritiva, utilizaram-se medidas de tendência central e de dispersão. Na análise inferencial, utilizaram-se os teste de Qui-quadrado e Fisher, sendo calculadas as razões de prevalência. Posteriormente, mensurou-se a acurácia dos indicadores clínicos do referido diagnóstico por meio da especificidade, da sensibilidade, dos valores preditivos, das razões de verossimilhança e da Odds Ratio Diagnóstica. Os resultados foram organizados em tabelas e discutidos com literatura pertinente. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o protocolo nº 148.428 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 08696212.7.0000.5537. Os resultados revelaram que o diagnóstico de enfermagem estudado esteve presente em 82% dos pacientes. Dentre as características com prevalência acima de 50% destacaram-se: azotemia, hematócrito diminuído, eletrólitos alterados, ingestão maior que o débito, ansiedade, edema, hemoglobina diminuída, oligúria e mudança na pressão arterial. Entretanto, oito apresentaram associação estatisticamente significante ao diagnóstico de enfermagem investigado: congestão pulmonar, ingesta maior que o débito, eletrólitos alterados, distensão da jugular, edema, ganho de peso, agitação e ruídos adventícios. Dentre essas, as que apresentaram maiores razões de prevalência, foram: edema e ganho de peso. As características com maior sensibilidade foram edema, eletrólitos alterados e ingesta maior que o débito e as com maior especificidade sobressaíram-se a anasarca, o ganho de peso, mudança no padrão respiratório, ruídos adventícios, congestão pulmonar, agitação e distensão da jugular. Os indicadores distensão da jugular, eletrólitos alterados, ingesta maior que o débito, pressão venosa central aumentada e edema, em conjunto foram identificados no modelo da regressão logística como os fatores preditores mais significantes. Conclui-se que a acurácia dos indicadores clínicos do diagnóstico de enfermagem Volume de líquidos excessivo em pacientes submetidos à hemodiálise auxiliará no processo de inferência do enfermeiro, principalmente no controle da volemia. Outrossim, os resultados desse estudo contribuirão também para o planejamento de estratégias para a abordagem terapêutica nesses pacientes.

2
  • ALLYNE KARLLA CUNHA GURGEL
  • Percepção de cuidadores de crianças acerca da prevenção de acidentes domésticos infantis: análise à luz do Modelo de Crenças em Saúde

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 30/01/2014
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  • Esta pesquisa objetivou analisar a percepção de cuidadores domiciliares de crianças de zero a cinco anos sobre acidentes domésticos infantis e sua influência na prevenção desses eventos. Estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, realizado junto a 20 cuidadores atendidos na Unidade de Saúde da Família do bairro de Cidade Nova, em Natal/Rio Grande do Norte, Brasil. Os participantes deveriam atender aos seguintes critérios de inclusão: ter idade igual ou superior a 18 anos, ser cuidador(a) domiciliar de pelo menos uma criança com até cinco anos e residir na área adscrita da Unidade de Saúde da Família do bairro de Cidade Nova. A coleta de dados ocorreu entre março e abril de 2013, sendo utilizado um roteiro de entrevista semiestruturado. Esta etapa foi precedida pelas anuências da diretora da instituição de saúde onde se desenvolveu a investigação; da Secretaria de Saúde do Município de Natal, bem como do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o CAAE nº 12236013.7.0000.5537. Salienta-se que se solicitou aos entrevistados autorização formal por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram tratados conforme a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo e analisados com base em três dimensões do Modelo de Crenças em Saúde, referente às percepções de susceptibilidade aos acidentes domésticos infantis; de autoeficácia para evitar acidentes domésticos infantis e de indícios para a ação de prevenir acidentes domésticos na infância. Os resultados revelaram que todas as entrevistadas eram mulheres, as quais, em sua maioria, declararam-se mães das crianças cuidadas, com faixa etária predominante entre 18 e 30 anos, vivendo em união consensual, com ensino médio completo e desempregadas. Concernente à percepção de susceptibilidade, desvelou-se compreensão das depoentes sobre diversos tipos de acidentes, sendo estes considerados evitáveis. Para tanto, destacou-se ser essencial a vigilância constante da criança, tendo-se em vista seu alto grau de curiosidade e imaturidade. Sobre a percepção de autoeficácia, as participantes informaram adotar medidas preventivas, entretanto, relataram a vivência de quedas, queimaduras, choques elétricos e mordedura canina. Relativo ao significado atribuído aos acidentes vivenciados, realçaram-se os sentimentos de culpa e desespero, sobretudo diante dos casos interpretados como graves. Quanto à última dimensão analisada, relacionada aos indícios para a ação, a televisão sobressaiu como principal fonte de informações sobre acidentes domésticos e suas respectivas formas de prevenção, contudo, os profissionais de saúde foram citados poucas vezes como emissores de tais saberes. Conclui-se a existência de uma ampla percepção das mulheres sobre a prevenção de acidentes domésticos, porém, distribuída de modo desigual, fato que pode ter contribuído para a vivência desses episódios. A fragilidade na visualização dos profissionais de saúde, dentre eles os enfermeiros, como disseminadores dessas informações, sugere o reforço os diálogos sobre o tema e o incentivo da participação dos cuidadores como sujeitos ativos na prevenção dos acidentes domésticos infantis.

3
  • DIANA PAULA DE SOUZA REGO PINTO CARVALHO
  • A formação de conceitos no ensino de graduação em enfermagem à luz da teoria da aprendizagem significativa

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 06/02/2014
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  • A Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS) descrita por David Paul Ausubel oferece uma proposta para que as estratégias de ensino proporcionem ao estudante um aprendizado mais ativo, de forma mais eficaz. A projeção prática da TAS é demonstrada por meio da técnica de elaboração de mapas conceituais (MC), criada por Joseph Donald Novak, que os apresenta como estratégia, método ou recurso esquemático, que constitui um indicador para identificar a organização cognitiva do conhecimento adquirido pelos estudantes. A pesquisa foi realizada à luz da TAS em relação à aprendizagem de conceitos que envolveu estudantes do curso de graduação em Enfermagem de uma Universidade pública do estado do Rio Grande do Norte. Dessa forma, o estudo objetivou comparar a aprendizagem de conceitos dos estudantes do curso de graduação em Enfermagem, quando submetidos a formas distintas de ensino, de modo que aponta abordagens que promovam resultados mais efetivos e significativos. Trata-se de um estudo quase experimental, com análise qualitativa, realizado com estudantes do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN, com Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) no. 11706412.3.0000.5537. O estudo ocorreu em dois momentos distintos e envolveu conteúdos sobre complicações de pós-operatório mediato da ferida cirúrgica, de uma mesma disciplina, com estudantes que cursavam o 5o semestre letivo do curso de graduação em Enfermagem. Para viabilização da coleta de dados, ocorrida no segundo semestre de 2013, utilizou-se à técnica de MC, para representarem o conceito de complicações de pós-operatório mediato da ferida cirúrgica, abordado em sala de aula. Os MC foram construídos em um horário diferente do horário da disciplina, com o apoio de monitores e precedido por uma breve explanação acerca da descrição e forma de elaboração e aplicação deles. Foram sujeitos deste estudo 31 alunos do curso de graduação em enfermagem, matriculados na disciplina de Atenção Integral à saúde I. Na primeira etapa, participaram da pesquisa 18 alunos, estes tiveram a intervenção de ensino baseadas na TAS, e na segunda etapa, participaram todos os estudantes, na qual ocorreu a aula prevista curricularmente com a docente responsável da disciplina, sobre o mesmo assunto. Ao final de cada encontro, os estudantes elaboraram os mapas conceituais com auxílio do SoftwareCmap Tools®. A análise dos dados foi realizada mediante a técnica de análise de conteúdos, subsidiada por um mapa conceitual “espelho”, previamente desenvolvido pelos pesquisadores, e auxílio na elaboração das categorias em que os conceitos encontrados foram classificados. O estudo descobriu que a intervenção de ensino baseada na TAS com auxílio dos MC conseguiu desenvolver nos alunos um processo de ensino aprendizagem mais expressivo do que apenas a aula curricular com o método tradicional de ensino, e ainda a associação da intervenção de ensino proposta com o método tradicional e o uso da técnica de MC estimula no aluno a capacidade de articular os diversos conhecimentos aprendidos assim como aplicá-los em situações reais.

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  • KISNA YASMIN ANDRADE ALVES
  • Protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e segurança do paciente em Unidades de Terapia Intensiva.

  • Orientador : MARIA TERESA CICERO LAGANA
  • Data: 07/02/2014
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  • Os relatos sobre eventos adversos datam desde 1990, contemporizando-se até os dias atuais. Conceitualmente, os eventos adversos são injúrias não intencionais e sem relação com a doença de base, provocando lesões mensuráveis em pacientes, prolongamento do período de internação ou óbito. São temáticas que demandam discussões, no tocante à segurança do paciente, melhorias na qualidade do serviço e na prevenção de erros no atendimento ao paciente. Na Unidade de Terapia Intensiva, essa preocupação é ampliada, pois são setores de cuidados intensivos aos indivíduos com alterações hemodinâmicas e iminente risco de morte. Esse aspecto exige dos profissionais, principalmente os da enfermagem, cuidados complexos e tomadas de decisões imediatas. Assim, é fundamental a realização de processos avaliativos para investigar os aspectos de qualidade do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente nesses espaços. Diante disso, objetivou-se validar o conteúdo do “Protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente nas Unidades de Terapia Intensiva”. Para alcançá-lo, fez-se necessário: 1) analisar a evolução do conceito “segurança do paciente” empregado nas produções científicas, sob a visão evolucionária de Rodgers; 2) identificar os itens necessários para compor o protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente na Unidade de Terapia Intensiva, a partir das evidências da literatura; 3) construir um instrumento para validação de conteúdo do protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente na Unidade de Terapia Intensiva; e 4) descrever o conteúdo indispensável para um protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente na Unidade de Terapia Intensiva. Trata de um estudo metodológico, para validação de conteúdo do protocolo supracitado. Para atender os três primeiros objetivos específicos, utilizou-se a revisão integrativa da literatura no Banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e no portal do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente. O quarto objetivo específico foi concretizado pela participação de juízes na temática, localizados através dos currículos Lattes, no processo de validação de conteúdo desenvolvido em duas etapas: Delphi 1 e Delphi 2. Como instrumento, utilizou-se o formulário eletrônico do google docs. As respostas provenientes dos instrumentos de avaliação são apresentadas, mediante índice de concordância interobservador denominada Kappa (K), em tabelas e gráficos. Os resultados foram sintetizados nos artigos intitulados “A análise do conceito “segurança do paciente: a visão Evolucionária de Rodgers”, “Evidências científicas acerca da segurança do paciente na Unidade de Terapia Intensiva”; “Dispositivo tecnológico para processo de validação de conteúdo: relato de experiência”; e “Protocolo de avaliação do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente nas Unidades de Terapia Intensiva”. Cabe destacar que o estudo foi aprovado pelo Parecer Consubstanciado do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nº 461.246, sob CAAE nº 19586813.2.0000.5537. Conclui-se que o protocolo, válido em seu conteúdo, constitui uma importante ferramenta de avaliação da qualidade do cuidado de enfermagem e da segurança do paciente em Unidades de Terapia Intensiva.

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  • CAMILA AUGUSTA DA SILVA
  • O cuidado compartilhado entre mães e educadoras de um centro municipal de educação infantil: uma pesquisa-ação.

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 20/02/2014
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  • O cuidado à criança envolve a identificação e o atendimento às necessidades de modo a oferecer-lhe atenção como pessoa em contínuo processo de crescimento e desenvolvimento. Contudo, o cuidado oferecido à criança que convive em instituição escolar está permeado por conflitos que fragilizam a relação família-escola, não sendo estimulada a articulação desses atores no que refere ao cuidar da criança. Diante dessa problemática, objetivou-se analisar a construção de um pacto do cuidar entre mães e educadoras de crianças que frequentam um Centro Municipal de Educação Infantil. Trata-se de um estudo qualitativo, tendo como método a pesquisa-ação. Envolveu doze mães e oito educadoras de uma instituição de educação infantil de Cidade Nova, no município de Natal, no período de abril a novembro de 2013. Os dados foram coletados através de entrevista grupo focal, observação participante, seminários e diário de campo. Os resultados foram analisados seguindo o direcionamento da análise temática freireana. Na etapa do diagnóstico situacional, que investigou a realidade vivenciada pelas participantes do estudo, percebeu-se que as educadoras não se sentem preparadas para lidar com aspectos de saúde-doença da criança e recusam as ações de cuidado como desempenho de suas funções, interpretada como uma atitude que ultrapassa sua competência profissional. Os pais, por sua vez, apresentaram dificuldade de entendimento e clareza da sua função e relação com a instituição e executam as ações de saúde sem associá-lo à promoção e prevenção, além de realizarem com conhecimento empírico. Vista a necessidade de mudança das ações de saúde prestadas à criança, decidiu-se conjuntamente, através de uma roda de conversa, realizar capacitações sobre higiene e limpeza, medidas caseiras no cuidado à criança e primeiros socorros. Na etapa de implementação da ação coletiva as participantes consideraram as atividades úteis no cuidado prestado à criança e perceberam a importância do cuidado compartilhado para o desenvolvimento infantil. Com o desenvolvimento das capacitações, as participantes sentiram a necessidade de sistematizar as atividades prestadas à criança nos problemas de saúde e, para tanto, foram construídos, conjuntamente, protocolos e procedimentos operacionais padrão para a formalizar as ações. Na etapa de avaliação dos encontros, constatou-se que há expectativas positivas para a continuidade do cuidado em comunhão entre pais e educadores, pois foram construídas novas percepções em relação ao cuidado da criança. Percebeu-se mudança considerável nas mães assíduas ao estudo quanto ao cuidado e interesse, no entanto tornaram-se evidentes as fragilidades no processo de trabalho do CMEI, pois emergiram a dificuldade existente nos membros que compõe a instituição de educação infantil de articular o cuidado à educação. Como principal dificuldade, elenca-se o alto índice de mães faltosas e a dificuldade de articular com outros profissionais de saúde para as atividades. Considera-se que o pacto de cuidar não foi implantado integralmente, pois partilhar cuidados sugere o encontro de pais e educadores que podem ter aspectos divergentes sobre necessidades infantis e desenvolvimento, o que requer constante negociação entre as partes. Nesse sentido, constitui-se em um processo contínuo de aperfeiçoamento entre família e instituição de educação infantil.

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  • FERNANDA CARLA MAGALHÃES
  • Práticas populares de cuidado à criança: o saber/fazer de cuidadoras.
  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 26/02/2014
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  • As práticas populares correspondem aos recursos utilizados pelas famílias, pessoas leigas e terapeutas populares, cuja apreensão do saber se constrói no cotidiano. Nesse contexto, a criança doente pode se tornar vulnerável por estar na dependência de um cuidador familiar, o qual, muitas vezes decide empregar práticas populares. Assim, o cuidado à criança deveria ser compartilhado entre cuidador e profissional de saúde. Entretanto, estes pouco sabem sobre os recursos que a família emprega ao perceber algum agravo no infante. Diante disso, a pesquisa em apreço objetivou analisar o uso de práticas populares por cuidadoras de crianças com zero a cinco anos de idade. Realizou-se um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, junto a 15 cuidadoras de crianças, que eram atendidas na Unidade Mista de Felipe Camarão, localizada no município de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Para escolha das participantes, estas deveriam ter idade igual ou superior a 18 anos; ser cuidadora de criança(s) com até cinco anos de idade; e, residir na área adscrita da Unidade Mista de Felipe Camarão. A coleta de dados ocorreu entre os meses de setembro e outubro de 2013, por meio da entrevista em profundidade. Esta etapa foi antecedida pela anuência da Secretaria de Saúde do município de Natal; da direção da Unidade Mista de Felipe Camarão; bem como, do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com Certificado de Apresentação e Apreciação Ética, n° 15467013.8.0000.5537. Além disso, as entrevistadas autorizaram formalmente a participação na pesquisa, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram tratados conforme a técnica de Análise de Conteúdo na modalidade de análise temática, segundo Bardin. Deste processo, emergiram quatro categorias: “Tipos de práticas populares utilizadas nos cuidados com a criança”; “Fonte de informações das práticas populares”; “Resultados obtidos com as práticas populares”; “Fatores que dificultam a adoção de práticas populares”. Os resultados revelaram a utilização de práticas populares pelas cuidadoras, nos casos de adoecimento da criança, a exemplo: das preparações caseiras com plantas medicinais e da rezadeira. O ambiente familiar foi referenciado como principal espaço de aprendizado e propagação das práticas populares, as quais são influenciadas pelas relações culturais presentes nesse contexto. Quanto aos resultados obtidos com os recursos populares, as cuidadoras afirmaram ser satisfatórios, e isto desencadeia um sentimento de confiança e aceitabilidade de tais medidas. Conclui-se, que o uso de práticas populares no cuidado à criança persiste no cotidiano da maioria das famílias estudadas, apesar da hegemonia da terapia alopática. As cuidadoras afirmaram que tais práticas são eficazes e de fácil obtenção, estando asseguradas no seu contexto pela cultura popular. Além disso, os profissionais de saúde, sobretudo os enfermeiros, foram pouco citados pelas cuidadoras quanto às informações referentes aos recursos populares utilizados por elas, o que sugere a fragilidade no processo dialógico e de negociação de práticas entre ambos.
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  • LUCELIA MARIA CARLA PAULO DA SILVA DUARTE
  • HANSENÍASE: a implicação da educação em saúde para o autocuidado

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 27/02/2014
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  • A hanseníase é um problema de saúde em nível mundial devido principalmente ao seu potencial incapacitante. A estratégia de combate à doença adotada pelo Ministério de Saúde é o diagnóstico e tratamento precoces, prevenção e tratamento de incapacidades físicas e vigilância dos contatos domiciliares. Tudo isso fundamentado na educação em saúde como sustentáculo para compreensão do processo de adoecimento, da doença em si, sua aceitação e, principalmente, das ações de autocuidado para prevenção de sequelas. Nesse contexto, questiona-se: Qual a implicação da assistência de enfermagem focada na educação em saúde para o autocuidado em portadores de hanseníase? O objetivo geral desse estudo é avaliar os conhecimentos adquiridos pelos portadores de hanseníase sobre a doença, o tratamento e autocuidado abordados durante a consulta de enfermagem. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa, realizado no Hospital Universitário Onofre Lopes. Respeitou a resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovado pelo comitê de ética sob nº 387.769 e CAAE 17468213.0.0000.5537. Envolveu 14 portadores de hanseníase em tratamento no ambulatório de dermatologia do HUOL. Os dados foram coletados no período de 23 de setembro a 04 de novembro de 2013 por meio de entrevista semi-estruturada; e analisados a partir da analise de conteúdo de Bardin. Como resultado, as entrevistas originaram três eixos temáticos: as complicações/sequelas da hanseníase conhecidas pelos portadores da doença; as ações de autocuidado adotadas pelos portadores de hanseníase; as possíveis contribuições de um grupo de autocuidado para os portadores de hanseníase. Por fim, verificou-se a aparente superficialidade no conhecimento dos pacientes sobre as complicações da hanseníase, como também, das ações de autocuidado realizadas por eles.

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  • THAYSE MINOSA DOS SANTOS SILVA
  • Trajetória de profissionais da saúde de um Hospital Colônia, à luz da História Oral.

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 27/02/2014
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  • A hanseníase, como problema de saúde pública, ainda persiste há bastante tempo, mesmo com tratamento há décadas. Seu processo saúde-doença é marcado por um cenário histórico de estigma, preconceito, exclusão social e por tomada de condutas autoritárias, com o intuito de extinguir a doença do meio social sob o regime do enclausuramento obrigatório do doente. Nessa perspectiva, a saúde pública brasileira do século XX adotou políticas de isolamento compulsório, que fez com que, todos aqueles que recebessem diagnóstico de hanseníase fossem isolados da sociedade e de seus familiares em hospitais colônias. Objetiva-se, com o estudo, resgatar a trajetória dos profissionais de saúde no Hospital Colônia São Francisco de Assis, em Natal/RN; Identificar como era percebida a política de asilamento compulsório imposta ao portador de hanseníase pelos profissionais de saúde; Descrever as condutas profissionais adotadas no Hospital Colônia; Recuperar informações quanto à existência, funcionamento e rotinas do Hospital e Contribuir com o projeto acervo do MORHAN. Foi utilizado o método exploratório-descritivo, com uma abordagem qualitativa, tendo como referencial metodológico a história oral temática. Obteve-se aprovação pelo CEP da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob Protocolo N. 461.403 e CAAE 19476913.9.0000.5537. Entrevistaram-se, durante o período de novembro e dezembro de 2013, cinco profissionais de saúde que atuaram no hospital colônia, utilizando-se gravador de áudio e imagens para captação e registro dos depoimentos. As entrevistas foram transcritas, textualizadas, transcriadas e enviadas aos colaboradores para a etapa de conferência dos relatos. Posteriormente, A análise das histórias foi realizada a partir da proposta de análise de conteúdo de Bardin. Os resultados e a discussão estão apresentados em forma de artigo: Opinião de profissionais da enfermagem que atuaram em um hospital colônia de hanseníase, que objetivou: identificar a opinião dos profissionais de enfermagem, que atuaram em hospital colônia, sobre a vida dos doentes. Nesse artigo, três eixos temáticos foram evidenciados e discutidos a partir dos relatos dos colaboradoes: I – O processo de socialização dos internos; II – O preconceito, o estigma e a discriminação; III – A exclusão social versus inclusão social. Conclui-se que, no contexto do hospital colônia, a atuação dos profissionais de saúde contribuíram de forma significativa para que o estigma, o preconceito e a exclusão social fossem minimizados e para que a vivência dos asilados na colônia não fosse encarada de forma mais traumática.

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  • ALINE GALUCIO DE OLIVEIRA RODRIGUES
  • Estágio supervisionado em enfermagem: visão de preceptores.

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 13/03/2014
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  • O presente estudo teve como objetivo analisar a visão de preceptores de um hospital universitário acerca do estágio supervisionado em enfermagem. Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, desenvolvida no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), localizado em Natal-RN. A população foi composta por onze enfermeiros assistenciais que exercem a função de preceptoria de estudantes do curso de graduação em enfermagem, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para a pesquisa empírica, realizada no período de setembro a novembro de 2013, foi utilizada a entrevista a semiestruturada, envolvendo questões direcionadas ao estágio, conforme preconizam as diretrizes curriculares nacionais, no que se refere a esse componente curricular. Contou com a anuência da instituição onde se desenvolveu o estudo e a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN, com CAAE n° 17800613.9.0000.5537, além da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes. A análise foi realizada através da análise de conteúdo,  segundo Bardin, na modalidade temática. Desse modo,  foram definidas, a priori, quatro categorias, assim nominadas: O estágio supervisionado na visão de enfermeiros; Ser preceptor; O estágio em questão: contribuições e dificuldades; Os agentes institucionais se comunicam? Os resultados apontam que na visão dos preceptores o estágio supervisionado é uma condição sine qua non para a formação do enfermeiro, visto que prepara para a vida profissional, além de ser um momento propício para o exercício da gerência e de uma maior aproximação entre teoria e prática; estimula o preceptor a se atualizar para melhor exercer a função e, ainda, proporciona uma troca de saberes entre alunos e preceptores, contribuindo, assim, para otimizar o serviço. Apesar disso, os entrevistados assinalam a existência de um distanciamento e pouca comunicação com a instituição acadêmica. Em síntese, percebe-se que os enfermeiros compreendem a importância de sua função de preceptores e do estágio supervisionado para a formação profissional. Faz-se necessário, porém, refletir sobre os caminhos a serem trilhados no enfrentamento das dificuldades nesse processo, sobretudo, no que diz respeito à relação ensino/serviço, que, mantendo-se distanciada, fortalece a dicotomia existente entre teoria e prática.

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  • LUCIDIO CLEBESON DE OLIVEIRA
  • Assistência de enfermagem às urgências e emergências psiquiátricas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Mossoró-RN

  • Orientador : JACILEIDE GUIMARAES
  • Data: 21/03/2014
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  • O presente estudo tem como objetivo conhecer as concepções dos profissionais da equipe de enfermagem sobre a assistência em urgências e emergências psiquiátricas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Mossoró/RN, identificar as dificuldades existentes na implementação de uma assistência de emergência ao usuário em sofrimento psiquiátrico neste serviço e apontar as estratégias na busca de uma consolidação e ampliação de uma assistência integral a esse público. Trata-se de pesquisa do tipo descritiva com abordagem qualitativa e de caráter exploratório. Os sujeitos foram trabalhadores da equipe de enfermagem do SAMU do referido município. Emprega-se a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. Contou com a anuência da instituição onde se desenvolveu o estudo e a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN, com CAAE n° 17326513.0.0000.5537, além da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes. A análise de dados se fez por meio da Análise Temática proposta por Bardin. Desta forma, como resultado da pesquisa elaborou-se as seguintes categorias: prática mecanicista; desumanização da assistência; necessidade de qualificação, entraves para uma assistência em urgência e emergência psiquiátrica e estratégias na busca da assistência integral, o que procedeu na elaboração de dois artigos intitulados “Assistência de enfermagem às urgências e emergências psiquiátricas no serviço de atendimento móvel de urgência” e “Entraves para o atendimento às urgências e emergências psiquiátricas no serviço de atendimento móvel de urgência”. Na realidade estudada identificou-se que a assistência de enfermagem ofertada aos usuários em situação de urgência e Emergência psiquiátrica é realizada baseada principalmente na utilização de contenções químicas e físicas, assim como no transporte para o hospital geral, constantemente utilizando o acionamento de força policial, o que vai de encontro as diretrizes da Reforma Psiquiátrica e assim comprometendo a oferta de uma assistência efetiva e humanizada. Esse cenário agrava-se pela falta de um rede de serviços em saúde mental organizada, onde após o atendimento o usuário é levado a um hospital geral, tendo em vista que não existe um pronto socorro psiquiátrico ou serviço apropriado, como um Centro de Atendimento Psicossocial – CAPs III para referenciá-lo, impossibilitando assim a realização de um atendimento resolutivo e integral. Dessa forma, conclui-se que a assistência de enfermagem baseia-se no modelo biologicista e medicalocêntrico, defendido pela psiquiatria clássica e que apesar de todos os avanços da reforma psiquiátrica, ainda norteia a assistência em saúde mental, assim a falta de rede de atendimento em saúde mental organizada e hierarquizada, onde o usuário em situação de urgência e emergência psiquiátrica possa ser assistido de forma integral e as diretrizes da Reforma Psiquiátrica possam ser concretizadas na prática. 

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  • HELOÍSA CRISTINA FERREIRA DE LIMA
  • O Ensino de Enfermagem Gerontológica na formação do  enfermeiro.

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 31/03/2014
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  • No atual momento das mudanças demográficas populacionais no mundo, observa-se que o setor saúde necessita de uma reestruturação de suas práticas no atendimento à pessoa idosa, de maneira a possibilitar um cuidado integral e humanizado. Nesse sentido, identifica-se a necessidade de profissionais qualificados para assistirem a pessoa idosa e, para isso, é importante que os currículos de formação do enfermeiro estejam adequados a esta realidade. O estudo tem como objetivo geral, analisar como se desenvolve o ensino do componente enfermagem gerontológica em cursos de graduação de enfermagem. Tratou-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, realizado em duas instituições de ensino superior no Município de Natal/RN, sendo uma instituição pública e outra. A população envolvida correspondeu aos coordenadores do curso de graduação em enfermagem e professores que lecionam conteúdos de atenção à saúde do idoso, totalizando sete participantes. O instrumento de coleta de dados utilizado foi um questionário contendo questões relacionadas à caracterização sociodemográfica e profissional e ao ensino da gerontologia nos cursos de graduação em enfermagem. Os resultados foram apresentados de forma descritiva em quadros, e analisados a partir de eixos temáticos oriundos das principais questões nominados em: conhecendo os participantes da pesquisa, conhecendo o ensino do componente enfermagem gerontológica e, conhecendo os projetos pedagógicos. A análise descritiva foi do tipo comparativa, em função dos resultados incluir duas instituições de ensino, com base na Resolução n°. 03, de 7/11/2001, que dispõe sobre as diretrizes mínimas para o curso de enfermagem e nos projetos pedagógicos de ambas as instituições de ensino. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes (cinco) eram do sexo feminino, quase todos possuem pós-graduação embora, nenhum deles declarou qualificação na área do envelhecimento ou saúde do idoso; a organização dos conteúdos do componente na matriz curricular, a carga horária teórico-prática e as estratégias metodológicas de ensino apresentaram-se de forma heterogênea e, algumas vezes divergentes em uma mesma instituição; Sobre a definição do componente  enfermagem gerontológica, identificou-se que não está bem definido ao longo do projeto pedagógico das instituições de ensino pesquisadas. Concluiu-se que, no contexto deste estudo, o ensino de enfermagem gerontológica está presente no curso de formação do enfermeiro, mas há necessidades de reavaliação e atualização com vistas a um ensino de maior abrangência e aproximado das práticas em saúde.

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  • LIVA GURGEL GUERRA FERNANDES
  • Cultura e clima de segurança do paciente em uma maternidade escola: percepção dos profissionais de enfermagem em terapia intensiva. 

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 04/04/2014
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  • A partir da publicação do relatório “Errar é Humano” pelo Institute of Medicine (IOM), o qual estimou que entre 44.000 a 98.000 americanos morrem anualmente em decorrência de erros da assistência à saúde, a segurança do paciente passou ganhar destaque, surgindo estudos que avaliam a cultura de segurança através da mensuração do clima de segurança. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi identificar a cultura de segurança percebido pelos profissionais de enfermagem que atuam nas unidades de terapia intensiva de uma maternidade escola em Natal/RN através do Questionário Atitudes de Segurança (SAQ). Tratou-se de um estudo do tipo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa realizado nas Unidades de Terapia Intensiva Materna e Neonatal de uma maternidade escola na cidade de Natal/RN. O projeto foi submetido à Plataforma Brasil e aprovado pelo CEP/UFRN sob o número 309.540 e CAAE 16489713.7.0000.5537. Utilizou-se para a coleta de dados dois instrumentos: um questionário com a finalidade de coletar dados sócio demográficos dos sujeitos e o Questionário Atitudes de Segurança, uma adaptação transcultural para a língua portuguesa do instrumento da Organização Mundial da Saúde intitulado Safety Attitudes Questionnaire - (SAQ) Short Form 2006. Os dados coletados foram analisados quantitativamente através da organização em banco de dados eletrônicos no Microsoft Excel 2010 e exportados para planilha do SPSS (StatisticalPackage for the social sciences) versão 2.0 para serem codificados, tabulados, e analisados mediante estatística descritiva. Participaram do estudo um total de 50 profissionais de enfermagem, sendo 31 da UTI Neonatal e 19 da UTI Materna, predominantemente do sexo feminino, com idade média de 35 anos, tempo de formação médio de 10 anos e que trabalhavam na maternidade, em sua maioria, há menos de 05 anos.Como resultado, foram produzidos dois artigos. O primeiro refere-se aos dois primeiros domínios do instrumento intitulados “Clima de trabalho em equipe” e “Clima de segurança”. Os escores dos dois domínios foram ligeiramente mais elevados na UTI Materna se comparada à UTI Neonatal, porém nenhum setor atingiu o escore mínimo ideal de 75: no primeiro domínio a UTI Materna obteve média de 74,77, com medianas de 75 e 100, enquanto a UTI Neonatal atingiu média de 69,61 com medianas também de 75 e 100; enquanto no segundo domínio as médias foram de 69,35 e 66,01 para as UTIs Materna e Neonatal respectivamente, com mediana de 100 nos dois setores. O segundo artigo diz respeito ao domínio “Percepção da Gerência da Unidade e do Hospital”, que avaliou a percepção da gerência das unidades e da maternidade por parte dos profissionais. Em geral, os itens do domínio em questão também obtiveram escores aquém do mínimo ideal: 63,68 para a UTI materna e 51,02 para a neonatal, caracterizando um evidente distanciamento entre a gestão e os profissionais que atuam na assistência direta. Tais achados indicam um sinal de alerta para a instituição e apontam para a necessidade de implementar ações que visem a segurança do paciente.

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  • KALINA SIQUEIRA DE MOURA
  • Ser cuidador de paciente com acidente vascular cerebral: histórias que não sao contadas

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 09/06/2014
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    O presente estudo objetivou compreender a vivência de ser um cuidador familiar de paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A relevância do estudo deve-se a existência comprovada de um elevado número de cuidadores de pacientes incapacitados, em decorrência do AVC, e que não vêm sendo objeto de investigação no âmbito acadêmico, conforme refere à literatura. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo fio condutor se pautou na história oral de vida, conforme a fundamentação teórica e operacional de Meihy. Assim sendo, foram evidenciadas as seguintes etapas: a comunidade de destino, composta por todos os cuidadores familiares de pacientes com AVC; a colônia, formada por cuidadores familiares de pacientes com AVC e que foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) do Hospital José Pedro Bezerra (HJPB), na cidade do Natal/RN; a rede foi constituída por seis cuidadores que atendiam os critérios de inclusão, e como ponto zero o primeiro voluntário do grupo. A população foi composta por todos os cuidadores familiares atendidos pelo SAD, do HJPB tendo sido abordados através de entrevistas. Para a realização da pesquisa empírica contou com a anuência dessa instituição e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte conforme CAAE nº 24569413.0.0000.5537 e, sobretudo, com a aquiescência dos colaboradores em participar da investigação, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Do material empírico foram identificadas cinco categorias de análise: O sentido de ser cuidador; O que mudou na vida do cuidador; Os sentimentos emergem na relação do cuidar; O distanciamento de familiares e amigos; Dificuldades enfrentadas pelo cuidador. Os resultados evidenciam que a vida do cuidador passa por profundas transformações no âmbito da família bem como, em todas as esferas da vida. Para os cuidadores, assumir o cuidado de um familiar com AVC significa renúncia e doação, comprometendo, algumas vezes, os projetos individuais e da família como um todo. Além disso, ressaltam o enfrentamento de dificuldades no âmbito da assistência e humanização na saúde, informação, sobrecarga física e emocional, além de problemas de ordem financeira. Apesar de todas as adversidades que comprometem a vida do cuidador foi possível identificar atitudes de resiliência entre os cuidadores, tornando o seu fazer cotidiano menos árduo e com mais leveza. Espera-se, portanto, que essa pesquisa possa contribuir para uma melhor orientação dos profissionais junto aos cuidadores.

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  • JOANA DARC DANTAS SOARES
  • Vivências do pai/ acompanhante no processo da hospitalização do filho

  • Orientador : JOVANKA BITTENCOURT LEITE DE CARVALHO
  • Data: 22/07/2014
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  • A presença do homem junto ao filho  hospitalizado ainda é inexpressiva  e as relações estabelecidas no âmbito hospitalar culminam em situações diversas que podem influenciar a sua vivência. O estudo objetivou analisar as vivências do pai/acompanhante do filho enfermo. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva em abordagem qualitativa, desenvolvida junto a 11 pais que acompanhavam o filho enfermo em um Hospital Pediátrico, situado na Grande Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Conforme os critérios de inclusão os participantes deveriam estar com idade igual ou superior a 18 anos; ter condições emocionais favoráveis para responder o questionamento, ser acompanhante do filho na faixa etária de um a cinco anos e internados em enfermarias clínicas ou cirúrgicas da referida instituição. A coleta de dados ocorreu nos meses de março e abril de 2014, por meio de entrevista semiestruturada. Antecedeu essa etapa a anuência da Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte, aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com CAAE nº 22821513.1.0000.5537, como também assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos entrevistados. O tratamento dos dados ocorreu à luz da Técnica de Análise de Conteúdo na modalidade de categorias temáticas proposta por Bardin. Das falas emergiram as categorias: “Priorizando a presença na hospitalização do filho” e “Vivenciando dificuldades durante a hospitalização do filho”, as quais foram analisadas e discutidas com base na literatura sobre a criança no âmbito da “Família no contexto da hospitalização da criança” e as “Considerações sobre os cuidados  com a criança”. Constatou-se que os entrevistados ao vivenciaram a hospitalização do filho inseriram-se em um contexto de participação ativa de tarefas e compartilhamento de responsabilidades. Assim, com base no estudo considerou-se a necessidade da efetivação dos direitos do pai enquanto ente familiar na prática dos cuidados com os filhos em detrimento à questões sociais e de gênero ainda presente na sociedade contemporânea. Nesse sentido faz-se relevante que a equipe de Enfermagem considere as situações diversas enfrentadas pelo pai durante o período de internação infantil tendo como premissa à aproximação deste do processo do cuidar do infante minimizando as seqüelas advindas do afastamento da criança no âmbito familiar.

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  • AMANDA JÉSSICA GOMES DE SOUZA
  • Associação da autoestima com a qualidade de vida de pessoas com úlcera venosa atendidas na atenção primária

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 23/07/2014
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  • A úlcera venosa (UV) é uma lesão crônica dos membros inferiores e devido sua elevada incidência e recorrência, implica em tratamentos longos e complexos, prejudicando a qualidade de vida(QV)  e autoestima(AE) dos paciente.  Nesse sentido, objetivou-se neste estudo analisar a associação da autoestima com a qualidade de vida de pessoas com úlcera venosa atendidas na atenção primária.  Estudo transversal, analítico, com abordagem quantitativa realizado com 44 pessoas com UV atendidas em 13 Unidades de Saúde da Família e 2 Unidades Mistas de Natal/RN. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), CAAE: 07556312.0.0000.5537. Realizou-se a coleta de dados de fevereiro a abril de 2014 e utilizou-se três instrumentos: um formulário estruturado abrangendo as variáveis sociodemográficas, assistenciais e clínicas, a Escala de Autoestima de Rosenberg e o SF-36. Os dados coletados foram inseridos num banco de dados e processados em software informatizado para as análises descritivas e inferenciais. Os resultados mostraram predominância de pessoas com UV do sexo feminino (65,9%), com mais de 60 anos (59,1%), casados ou em união estável (52,3%), baixa escolaridade (86,4%), sem ocupação (68,2%) e com renda inferior a um salário mínimo (81,8%). Quanto às características assistenciais observou-se que a maioria dos pacientes realizava o curativo com material adequado (72,7%), com profissional ou cuidador treinado (61,4%), não fazia uso de terapia compressiva (81,8%), tratando a lesão há mais de 6 meses(77,3%), ausência de orientações para o uso de terapia compressiva, elevação de membros inferiores e exercícios regulares (77,3%) e  consulta ao angiologista no último ano (52,3%). Quanto aos aspectos clínicos da lesão verificou-se que a maioria das lesões são recidivantes (77,3%), com mais de um ano de lesão atual (52,3%), lesões médias a grandes (54,8%), sem sinais de infecção (61,3%) e com presença de dor (79,5%). A média da AE dos pesquisados foi de 9,3 (± 5,1). A análise das relações entre a AE e as variáveis sociodemográficas, de saúde, assistenciais e clínicas mostraram que os indivíduos sem companheiro(a) (p=0,01), que não usavam terapia compressiva (p=0,04), com mais de 6 meses de tratamento (p=0,01) e com lesões maiores (p= 0,01) apresentaram AE mais baixa. As médias dos domínios e a dimensões do SF-36 foram baixos destacando-se a capacidade funcional 36,5 (± 27,6) e os aspectos físicos 15,3 (± 30,6). Verificou-se correlações significativas entre AE das pessoas com UV e os domínios e dimensões do SF-36: capacidade funcional (r= -0,432), estado geral de saúde (r= -0,415), vitalidade (r= -0,573), aspectos sociais (r= -0,517), saúde mental (r= -0,612) e dimensões saúde mental (r= -0,612) e saúde física (r= -0,473). Conclui-se que o estado civil, uso de terapia compressiva, tempo de lesão e de tratamento, tamanho do úlcera e sinais de infecção estão associados a AE de pessoas com UV e verificou-se correlação entre a AE e a QV das pessoas com UV.

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  • ROSEMARY ALVARES DE MEDEIROS
  • O conforto do idoso em pós-operatório na perspectiva do enfermeiro.

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 31/07/2014
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  • Objetivou-se identificar o cuidado realizado pelo enfermeiro para o conforto de pacientes idosos em pós-operatório. Especificamente objetivou-se: 1) Identificar a perspectiva dos enfermeiros sobre os desconfortos nos contextos físico, psicoespiritual, ambiental e sociocultural evidenciados em idosos no pós-operatório; 2) Verificar as características definidoras e os fatores relacionados inseridos ao diagnóstico de enfermagem conforto prejudicado, identificados pelos enfermeiros no idoso em pós-operatório; 3) Identificar as intervenções de enfermagem para promoção do conforto ao idoso em pós-operatório realizadas pelos enfermeiros no seu cuidar. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, de abordagem quantitativa, desenvolvida em um hospital universitário do Município de Natal/RN, Brasil. A população foi constituída pelos 30 enfermeiros que trabalhavam em unidades de internação cirúrgica e terapia intensiva e que prestavam atendimento à pacientes idosos em pós-operatório. Consideraram-se critérios de inclusão: ter tempo mínimo de seis meses de atividade no setor e fazer parte da escala de serviço no período da coleta dos dados. Como critérios de exclusão: estar de licença ou férias no momento da coleta de dados. Toda população formou o grupo de sujeitos do estudo. A coleta de dados foi concretizada em maio e junho de 2014 utilizando um questionário autoexplicativo, composto por quatro partes: I - Caracterização dos enfermeiros; II - Necessidades de conforto do idoso no pós-operatório; III - Diagnóstico de Enfermagem; IV - Intervenções de enfermagem. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob CAAE25976613.7.0000.5537. Os dados foram tabulados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 20.0 e apresentados utilizando-se frequências, percentuais e medidas de tendência central. Os resultados mostram que 96,7% dos enfermeiros conceituaram conforto como sinônimo de bem-estar. Houve maior frequência do desconforto dor (100%), ruídos excessivos (56,7%), sensação de deslocamento do ambiente residencial (76,7%) e ansiedade (93,3%). Os enfermeiros evidenciaram como sinais e sintomas que caracterizam o desconforto do idoso após cirurgia, principalmente: dor (75,9%), inquietação (58,6%), sinais vitais (41,4%) e ansiedade (34,5%). O principal fator relacionado foi o efeito secundário relacionado ao tratamento (88%). As principais intervenções realizadas foram: ouvir atentamente (100%) e controle da dor (100%). Estas foram igualmente analisadas como prioritárias para esta ação de cuidado, na porcentagem de 76,7% e 66,7%, respectivamente. Conclui-se que os enfermeiros identificam os desconfortos que afetam os idosos no pós-operatório na diversidade dos contextos estudados, com uma ênfase maior aos desconfortos físicos e em especial, a dor. Além disso, possuem uma percepção ampliada sobre os possíveis sinais e sintomas apresentados pelos idosos em pós-operatório quando estão desconfortáveis, uma vez que evidenciam outras 12 características não previstas no Diagnóstico de Enfermagem Conforto prejudicado e também identificam os fatores relacionados a estes desconfortos. Entretanto, apesar de afirmarem que realizam intervenções para amenizá-los e as registrarem, estes dados não podem ser afirmados que se trata de um padrão da prática destes profissionais, uma vez que não foi realizado a observação do cuidado prestado a esta clientela nem avaliação dos prontuários.

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  • SAMILLY MÁRJORE DANTAS LIBERATO
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     Análise da adesão ao tratamento e da qualidade de vida de pessoas com úlcera venosa.

     

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 01/08/2014
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    A adesão terapêutica ainda é um grande problema entre pessoas com úlceras venosas (UV), pois o tratamento é longo, dispendioso e demanda alterações no estilo de vida. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo geral analisar a adesão ao tratamento e a qualidade de vida (QV) das pessoas com UV atendidas na atenção primária à saúde. Trata-se de um estudo analítico, transversal com abordagem quantitativa de tratamento e análise de dados. O estudo teve como cenário 13 Unidades de Saúde da Família e 02 Unidades Mistas da cidade de Natal. A população alvo foi composta por 44 pessoas com UV indicadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família entre fevereiro e abril de 2014. Foram utilizados três instrumentos: um instrumento de caracterização dos aspectos sociodemográficos, de saúde e da assistência, a Escala Multidimensional de Adesão Terapêutica composta pelas dimensões: estilo de vida saudável, terapia compressiva e vigilância neurovascular e o Charing Cross Venous Ulcer Questionnaire (CCVUQ) que avalia QV em pessoas com UV, composto pelos domínios: Escore Total, Interação Social, Atividades Domésticas, Estética e Estado Emocional. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CAAE: 07556312.0.0000.5537. Os dados referentes à caracterização sociodemográfica demonstram que houve predominância do sexo feminino (65,9%), faixa etária a partir de 60 anos (59,1%) e renda de até 1 salário mínimo (81,8%). Com a caracterização de saúde, evidenciou-se que a maioria das pessoas relataram doenças crônicas associadas (63,6%), sono maior que 6 horas (81,8%), dor presente (81,8%), negando etilismo (86,4%) e tabagismo (77,3%) e apresentaram número de recidivas maior ou igual a 1 (77,3%). Relativo à adesão terapêutica verificou-se que na dimensão terapia compressiva há pior adesão. Não foram encontradas associações entre os domínios da adesão e as variáveis sociodemográficas e de saúde. Observou-se, no entanto, melhor adesão entre os indivíduos sem dor e com maior escolaridade. Quando analisadas as médias das dimensões da adesão terapêutica com as características da assistência observou-se significância estatística entre: adesão à terapia compressiva e orientação para uso de terapia compressiva (p-valor = 0,002) e orientação para exercícios regulares (p-valor = 0,026). Considerando a média do escore total do CCVUQ (média 51,47 e DP 18,33) observa-se que a QV geral dos pesquisados tem valor aproximado ao da mediana da escala (50). As médias dos domínios Interação Social (média 44,23 e DP 21,38) e Atividades Domésticas (média 45,70 e DP 23,21) foram os que revelaram melhor QV. Verificaram-se correlações fracas, porém significativas entre adesão à dimensão estilo de vida saudável e os domínios Escore Total (p-valor = 0,012), Interação Social (p-valor = 0,048), Estética (p-valor = 0,025) e Estado Emocional (0,017) do CCVUQ. A partir da análise dos dados conclui-se que entre as pessoas com UV a pior adesão refere-se à dimensão terapia compressiva. Além disso, não foi constatada significância estatística na associação entre a adesão ao tratamento e as características sociodemográficas e de saúde. Acrescenta-se que houve correlação apenas entre a dimensão estilo de vida saudável e os domínios do CCVUQ.

     

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  • QUINIDIA LUCIA DUARTE DE ALMEIDA QUITHE DE VASCONCELOS
  • Atuação e o conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto a morte encefálica e manuntenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplantes.

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 14/08/2014
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  • Ao longo dos anos, o transplante de órgãos e tecidos tornou-se uma importante alternativa para o tratamento de algumas doenças consideradas em estágio terminal. Assim, para a efetivação do processo de transplante, torna-se necessário fornecer um tratamento adequado ao potencial doador de órgãos e tecidos com o intuito de prevenir disfunções orgânicas e manter o padrão hemodinâmico durante o processo de doação de órgãos e tecidos. Nesse sentido, objetivou-se analisar a atuação dos profissionais de saúde na manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplante. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, longitudinal, prospectivo e quantitativo de tratamento e análise dos dados, sendo parte integrante da tese intitulada “Fatores determinantes da qualidade do processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes no Estado do Rio Grande do Norte”. Foi desenvolvido na Central de Captação, Notificação e Doação de Órgãos para transplantes, Organização de Procura de Órgãos e em seis unidades hospitalares credenciadas para captação e transplante de órgãos e tecidos, em Natal-RN, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, mediante aprovação do projeto de pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa, CAAE 007.0.294.000-10. A amostra probabilística sem reposição foi composta por 65 potenciais doadores. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um roteiro estruturado de observação não participante do tipo checklist. Os dados coletados foram exportados para o Microsoft Excel 2007, organizados, tabulados e transferidos para o Programa Estatístico SPSS versão 20.0, sendo analisados por meio da estatística descritiva e apresentados em forma de tabelas, quadro e gráficos. Predominou o sexo feminino, média de idade de 41 anos, ensino fundamental incompleto, exercendo uma atividade profissional, renda familiar de 1 a 3 salários mínimos, católicos e solteiros. Os potenciais doadores estavam internados em Unidades de Terapia Intensiva com diagnóstico de acidente vascular encefálico. Os órgãos mais doados foram o rim e o fígado. 89,2% realizaram a tipagem sanguínea, 80,0% testes hematológicos e verificação dos eletrólitos, cada. Quanto às funções, 70,8% realizaram exames para a verificação da função pulmonar, 80,0% para a função renal. Das alterações detectadas, 69,2% apresentaram hiperóxia, 66,2% leucocitose, 47,7% hipernatremia, 43,1% elevação na creatina fosfoquinase, 10,0% com sorologia positiva. Exames importantes não foram realizados. É fundamental avaliar potenciais doadores para detectar e tratar alterações, garantindo a qualidade dos órgãos e realização do transplante.

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  • JULIA GOMES FERNANDES COSTA DE SANT ANNA
  • A psicodinâmica do trabalho de professores de ensino superior de Enfermagem de Natal/RN

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 29/08/2014
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  • Esta pesquisa teve como objetivo analisar os fatores geradores de prazer e sofrimento no trabalho do professor de Ensino Superior de Enfermagem.  Trata-se de um estudo do tipo analítico, com abordagem qualitativa. Ocorreu no período de 14 a 22 de novembro de 2013 em uma instituição de ensino superior do município de Natal/RN com sete professores da graduação de enfermagem selecionados a partir dos critérios de inclusão: docentes do curso de enfermagem, enfermeiros, professores de aula teórica. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN (CAAE nº 20727613.9.0000.5537). A coleta de dados foi realizada através da aplicação de entrevistas individuais com roteiro semi-estruturado contendo questões norteadoras relativas à organização do trabalho, reconhecimento, liberdade, desgaste e insegurança. Para a análise dos dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo a qual pretende superar o conteúdo manifesto da mensagem para, através da inferência, atingir uma interpretação mais profunda. Os resultados desse estudo conduziram à interpretação de duas categorias analíticas: o sofrimento e o prazer no trabalho do enfermeiro docente e suas subcategorias correspondentes. Os sujeitos identificaram como barreiras no trabalho: insuficiência de tempo remunerado, necessidade de qualificação, necessidade de dedicar-se a outras tarefas, carência de recursos humanos, carência de recursos materiais, burocracia, quantidade de alunos em sala de aula e nivelamento dos alunos.  Constatou-se por meio da análise da Psicodinâmica do Trabalho e dos resultados apresentados que o sofrimento pode emergir entre o ser humano e a organização do trabalho quando não são possíveis a negociação e a liberdade de invenções do trabalhador sobre seu labor na tentativa de adaptá-lo às suas necessidades. Quando são estreitas as margens para a adaptação desejada, é possível o surgimento do sofrimento mental, tornando o individuo fragilizado e mais susceptível ao adoecimento. Diante disso, torna-se evidente que não apenas o sofrimento, mas também o prazer origina-se de uma dinâmica interna de situações e da organização do trabalho. Situações que num dado momento aquilo que o faz sofrer pode se transformar como fonte de prazer. Assim, o prazer-sofrimento não são excludentes, confirmando o aspecto dialético do arcabouço apresentado na teoria, ainda que para a organização de trabalho seja significativo que haja o predomínio do prazer em relação ao sofrimento. Entender a influência da organização na qualidade de vida, na saúde mental e na geração de sofrimento psíquico dos trabalhadores é de suma importância para a superação e transformação das organizações de trabalho.

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  • RAFAELE CARLA DE ARAÚJO MAIA
  • O atendimento do enfermeiro aos acidentados de trânsito terrestre.

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 30/09/2014
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  • Considerada a doença do século XX, o trauma continua sendo a principal causa de mortalidade na faixa etária de um a quarenta e quatro anos no Brasil e, dentre as várias etiologias possíveis, o acidente de trânsito terrestre tem forte impacto nestas estatísticas. A essencialidade operacional do enfermeiro na organização e integração deste cenário de atendimento aos acidentados de trânsito terrestre e o reconhecimento que os instantes que sucedem o trauma são decisivos no prognóstico da vítima motivaram este estudo Assim, buscou-se avaliar o atendimento do enfermeiro aos acidentados de trânsito terrestre neste processo crucial em hospital público de referência em urgência e emergência. Trata-se de estudo avaliativo normativo com abordagem qualitativa realizado no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, localizado no município de Natal/RN. A coleta de dados decorreu no mês de maio/2014 com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 27971114.9.0000.5537). A população alvo do estudo foram os enfermeiros que atuam no setor de Politrauma, atendendo aos critérios de inclusão: concordar em fazer parte do estudo voluntariamente e atuar no setor mencionado e como exclusão: profissionais alocados em outros setores (eventualmente atuando no setor) e profissionais de férias e/ou licença médica. Realizou-se entrevista semiestruturada e observação não participante para a obtenção dos dados submetidos posteriormente à técnica de Análise de Conteúdo à luz de Bardin. Identificou-se a falta de capacitação específica para o atendimento ao trauma cuja gravidade pode ser atenuada com assistência adequada e hábil. Evidenciou-se, portanto, a premência do treinamento dos enfermeiros visando à qualificação dos atendimentos às vítimas de acidentes de trânsito terrestre.

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  • RHAYSSA DE OLIVEIRA E ARAUJO
  • Autoeficácia e qualidade de vida de pessoas com úlcera venosa atendidas na atenção primária à saúde

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 23/10/2014
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  • As úlceras venosas (UV) são resultado da insuficiência ou obstrução venosa profunda, que levam à hipertensão venosa nos membros inferiores e surgimento de lesões. Autoeficácia é a crença na habilidade de desempenhar com sucesso determinada tarefa ou de apresentar um comportamento que leve a um resultado desejável. A enfermagem necessita conhecer a relação entre autoeficácia e qualidade de vida (QV) na ocorrência das UVs, na busca de exercer o cuidado holístico. Dessa maneira, este estudo objetivou analisar a relação da autoeficácia para controle da dor e para funcionalidade com a QV de pessoas com UV na atenção primária à saúde. Trata-se de um estudo transversal, analítico, quantitativo, realizado com pessoas com UV em unidades de estratégia de saúde da família e unidades mistas de saúde em Natal/RN. Como instrumentos foram utilizados questionário de caracterização sociodemográfica e de saúde, os domínios autoeficácia para dor e autoeficácia para funcionalidade do de uma escala de autoeficácia para dor crônica e o Charing Cross Venous Ulcer Questionnaire (CCVUQ). A amostra totalizou 101 pessoas na escala de autoeficácia para funcionalidade e 89 na autoeficácia para dor, pois doze indivíduos relataram não sentir dor no momento da coleta, e por isso, foram excluídos da aplicação da escala de autoeficácia para dor. O projeto obteve parecer favorável do comitê de ética do Hospital Universitário Onofre Lopes (CAAE nº 07556312.0.0000.5537), atendendo a resolução 466/12. Houve predomínio de mulheres (66,3%), idosos (61,4%), casados ou em união estável (63,4%), baixa renda (90,1%) e escolaridade (85,1%), inativos (75,2%), doenças crônicas associadas (60,4%), mais de seis horas de sono/dia (82,2%), não etilistas/tabagistas (80,2%), lesão crônica (73,3%) e dor moderada à intensa (76,2%). A autoeficácia para dor (média 67,3 e DP 26,6) esteve menos comprometida que a autoeficácia para funcionalidade (média 59,4 DP 25,9), apresentando significância estatística (p-valor=0,011). Não foram encontradas associações significativas entre autoeficácia para controle da dor e para funcionalidade com as características sociodemográficas e de saúde. Ao se considerar a média total do CCVUQ (média 52,1 e DP 16,6), a QV dos pesquisados apresentou tendência de piora, sendo o domínio estética o mais comprometido (média 57,6 e DP 24,0), seguido de estado emocional (média 57,0 e DP 25,7), interação social (média 48,4 e DP 21,4) e atividades domésticas (média 43,6 e DP 23,3).Verificaram-se correlações negativas e significativas entre a autoeficácia para dor e o escore total do CCVUQ (r = -0,345; p = 0,001), o domínio interação social (r = -0,339; p = 0,001), atividades domésticas (r = -0,314; p = 0,003) e estado emocional (r = -0,219; p = 0,039). Da mesma maneira, entre autoeficácia para funcionalidade e o escore total do CCVUQ (r = -0,565; p < 0,001), o domínio interação social (r = -0,604; p < 0,001), atividades domésticas (r = -0,647; p < 0,001) e estado emocional (r = -0,260; p = 0,009). O domínio estética apresentou correlação negativa, porém fraca e não significativa com a autoeficácia para dor (r = -0,135; p = 0,206) e para funcionalidade (r = -0, 183; p = 0,068). O estudo evidenciou um comprometimento da autoeficácia para controle da dor e para funcionalidade e da QV em pessoas com UV, indicando a necessidade de atuação da enfermagem em estratégias para melhorar esses aspectos, contribuindo na cicatrização das lesões.

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  • FERNANDA BEATRIZ BATISTA LIMA E SILVA
  • Análise de conceito do diagnóstico de enfermagem autocontrole ineficaz da saúde em pacientes submetidos à hemodiálise.

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 07/11/2014
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  • O processo de validação contribui para o aumento da confiabilidade dos dados quanto processo de inferência diagnóstica na prática clínica do enfermeiro. Assim, o objetivo do trabalho foi analisar o conceito do diagnóstico de enfermagem autocontrole ineficaz da saúde em pacientes submetidos à hemodiálise. Estudo de análise de conceito, baseado no modelo Walker e Avant e operacionalizado através da revisão integrativa da literatura. As bases de dados pesquisadas foram: SCOPUS, CINAHL, PUBMED, LILACS e COCHRANE, com os descritores: Self-management, Adherence e Hemodialysis. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos publicados nos últimos 5 anos, artigos completos disponíveis gratuitamente nas bases de dados selecionadas; artigos disponíveis nos idiomas Português, Inglês ou Espanhol; e artigos que abordam o conceito autocontrole da saúde, os antecedentes e os consequentes. E os de exclusão: editoriais, cartas ao editor, teses e dissertações. O levantamento dos artigos ocorreu nos meses de janeiro a março de 2014. A amostra inicial foi de 16785 artigos, sendo 11748 na PUBMED, 4767 na Scopus,174 na CINAHL, 70 na Cochrane e 26 na LILACS. Após a aplicação dos critérios, foram selecionados 76 artigos, sendo 19 na CINAHL, 18 na PUBMED, 30 na Scopus e 9 na LILACS. Na análise dos dados, tendo em vista que o conceito buscado na literatura foi autocontrole da saúde, realizou-se a interpretação para o diagnostico autocontrole ineficaz da saúde, através da transposição para a negação dos atributos, antecedentes e consequentes identificados. Ressalta-se que termos identificados na literatura como características definidoras e fatores relacionados do diagnóstico em estudo foram acrescentados à pesquisa, mesmo não sendo possível a transposição para o termo oposto. Os resultados mostram que o conceito elaborado para o diagnóstico autocontrole ineficaz da saúde foi: Inabilidade do paciente para controlar hábitos e alcançar as metas terapêuticas acordadas com os profissionais, resultando em complicações à saúde. Foram identificados 33 antecedentes, relacionados a aspectos sociais, psicológicos e da terapêutica e 16 consequentes, envolvendo aspectos fisiológicos, sociais, psicológicos e da terapêutica. Dessa forma, percebe-se que o conceito autocontrole ineficaz da saúde é amplo, envolvendo aspectos individuais do paciente, da terapêutica e da relação entre o paciente e os profissionais. Acredita-se que esta análise de conceito contribuiu para o aprimoramento desse diagnóstico e de seus componentes. Diante disso, será possível a proposição de intervenções direcionadas à essa população especificamente. Estudos dessa natureza são base importante para o crescimento corpo científico da enfermagem, caracterizando a base teórica do conhecimento. Assim representam elementos fundamentais para subsidiar o desenvolvimento das tecnologias em enfermagem.

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  • DÉBORAH RAQUEL CARVALHO DE OLIVEIRA
  • A prática do enfermeiro da Atenção Primária à Saúde nas consultas ao paciente com tuberculose.

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 11/11/2014
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  • Este estudo objetivou avaliar o desenvolvimento do processo de enfermagem nas consultas de enfermagem ao paciente com tuberculose. Especificamente, identificou as ações do enfermeiro na consulta de enfermagem a pessoas com tuberculose nas unidades de atenção primária à saúde; avaliou a consulta de enfermagem ao paciente com tuberculose quanto ao desenvolvimento do processo de enfermagem; e identificou a percepção dos enfermeiros quanto à viabilização do processo de enfermagem na consulta de enfermagem ao paciente com tuberculose no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo do tipo descritivo com abordagem quantitativa. Foi desenvolvido com 60 enfermeiros das unidades de atenção primária à saúde do município de Natal, RN. O projeto foi encaminhado para apreciação ética, por meio do envio eletrônico à Plataforma Brasil, em respeito à normatização da Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, referente aos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos e foi aceito pelo Comitê de Ética em Enfermagem, com CAAE nº 31266314.9.0000.5537. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado, desenvolvido a partir do item “Consulta de Enfermagem”, do Protocolo de Enfermagem para o Tratamento Diretamente Observado da Tuberculose na Atenção Básica, do Ministério da Saúde, disponível para acesso livre. O instrumento foi submetido a pré-teste e continha questões referentes aos elementos que o enfermeiro utilizava durante a consulta ao paciente com tuberculose e uma questão aberta sobre a viabilidade de implantação do Processo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde. A coleta de dados foi realizada no período de setembro à outubro de 2014, nas unidades de saúde de trabalho de cada participante da pesquisa Os dados foram analisados por meio de recursos estatísticos, através do Programa IBM SPSS 20.0, de versão livre para uso. Para identificação das ações desenvolvidas pelo enfermeiro na consulta ao paciente com tuberculose, foi utilizada a estatística descritiva e análise referenciada em protocolos do Ministério da Saúde e conceitos teóricos de Enfermagem para o desenvolvimento da consulta de enfermagem. Observou-se um desmembramento do processo de enfermagem, uma vez que apenas alguns elementos são desenvolvidos, dentre eles, elementos da coleta de dados (anamnese e exame físico). Na anamnese o foco das ações constitui queixas (100% sempre investigam) e sintomatologia da doença (93,3% sempre investigam). Aspectos sociais e culturais são menos abordados. O exame físico do paciente é realizado de forma fragmentada, com foco sobre a mensuração do peso do paciente (96,8% realizam). O levantamento de diagnósticos de enfermagem, planejamento, implementação e avaliação do plano terapêutico não são realizados completamente no que corresponde ao processo de enfermagem. Os enfermeiros avaliaram o processo de enfermagem como uma metodologia apta a ser implementada na Atenção Primária à Saúde, uma vez ser potencial na melhoria da qualidade da assistência ofertada ao paciente com tuberculose. Os resultados encontrados permitem a reflexão de como vem se dando a prática do enfermeiro na atenção primária à saúde em suas consultas ao paciente com tuberculose. Foi possível estabelecer a não inserção do processo de enfermagem como um todo na consulta de enfermagem ao paciente com tuberculose, contrariando o que preconiza o Ministério da Saúde, além das resoluções que envolvem o direcionamento da prática da enfermagem pelos órgãos conselheiros. 

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  • DANDARA NAYARA AZEVEDO DANTAS
  • Aplicabilidade clínica do instrumento para consulta de enfermagem na visita domiciliar as pessoas com lesão medular. 

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 12/11/2014
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  • Os instrumentos e tecnologias são importantes para a articulação e intervenção sobre os objetos, auxiliam e asseguram a realização da assistência de enfermagem de maneira sistemática e de forma que possa atender as reais necessidades da clientela. No tocante a consulta de enfermagem às pessoas com lesão medular no âmbito do domicílio, verifica-se que esta não está sendo subsidiada por nenhum instrumento válido. Dessa forma objetiva-se com o presente estudo analisar a aplicabilidade clínica do instrumento para consulta de enfermagem na visita domiciliar as pessoas com lesão medular. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvida entre dezembro de 2013 e junho de 2014 nas unidades de saúde do município de Natal/RN, Brasil. A população do estudo foi constituída por enfermeiros atuantes nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família de Natal. Foram incluídos os profissionais que tivesse usuário com lesão medular residente em área territorial segura para realização da visita domiciliária no período de coleta de dados, que tenham recebido capacitação para utilizar o instrumento em estudo e que concordaram com a gravação em vídeo da consulta de enfermagem na visita domiciliar à pessoa com LM utilizando o instrumento do estudo. Foram excluídos os enfermeiros que estavam em licença ou afastados de suas atividades assistenciais. Foram utilizados quatro instrumentos estruturados para realização da coleta de dados. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com o parecer nº 019/2013 e CAAE 0248.0.051.000-11. Os dados foram analisados através de estatística descritiva. Os enfermeiros eram predominantemente do sexo feminino (90,9%), brancos (63,6%), casados (45,5%), católicos (72,7%), e apresentavam em média 46,86 anos (mín.29; máx.60; ± 7,4). Quase a totalidade (95,5%) tiveram uma percepção positiva da experiência de aplicar o instrumento na prática clínica. Destes, 54,5% acharam a experiência boa ou ótima; 22,5% válida ou proveitosa ou interessante ou importante ou inovadora; 9,1% positiva e 9,1% norteadora. Um enfermeiro (4,5%) achou a experiência complicada. Quanto à viabilidade de utilização do INCEVDOP-LM na prática clínica, 63,6%dos participantes afirmaram ser viável o uso do instrumento em sua prática clínica, 27,3% asseguraram o uso apenas se for realizado alguns ajustes no instrumento e 9,1% não utilizariam esta ferramenta de investigação. Conclui-se que o instrumento norteia a consulta de enfermagem na visita domiciliar às pessoas com lesão medular e contribui para uma avaliação detalhada do indivíduo. Da forma como está descrito causou confusão em alguns profissionais quanto à alternativa que deveria assinalar. Dessa forma, acredita-se que o instrumento é passível de ser utilizado na prática clínica dos enfermeiros caso sejam realizados algumas alterações que o torne mais prático, claro, objetivo e direto e facilite a utilização por esses profissionais. Além disso, sugere-se que outros estudos sejam desenvolvidos para que possa validar clinicamente este instrumento.

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  • ISAIANE DA SILVA CARVALHO
  • Avaliação da qualidade da assistência à mulher e ao filho durante o parto normal.

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 14/11/2014
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  • O estudo objetivou avaliar a qualidade da assistência prestada à mãe e ao filho durante o parto normal em maternidades públicas de Natal-RN, Brasil. Para tanto, desenvolveu-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, em duas maternidades públicas municipais que prestam assistência às parturientes de risco habitual (maternidades A e B). Participaram do estudo puérperas, cujo filho nasceu vivo, pela via transpélvica, com idade gestacional entre 37 e 42 semanas, início de trabalho de parto espontâneo ou induzido, e que apresentaram condições físicas e emocionais para responder aos questionamentos propostos. A amostra constituiu-se por 314 puérperas atendidas no período de abril a julho de 2014. O instrumento de coleta de dados foi construído com base nas recomendações da World Health Organization para a assistência ao parto normal e validado por juízes avaliadores, tendo a versão final obtido concordância ótima (k=0,96; IVC=0,99). Associado a tais recomendações, utilizou-se três indicadores para avaliar a qualidade da assistência ao parto normal: porcentagem de mulheres com trabalho de parto induzido ou submetidas à cesariana eletiva (Indicador A); porcentagem de mulheres atendidas por um profissional de saúde qualificado em trabalho de parto e parto (Indicador B); e Índice de Bologna (Indicador C). A pesquisa iniciou-se após recebimento de parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob nº 562.313 e CAAE: 25958513.0.0000.5537. Para análise das categorias relacionadas às recomendações da World Health Organization utilizou-se frequência absoluta e relativa e os testes Qui-quadradro de Pearson e Exato de Fisher compararam as diferenças observadas entre as duas maternidades. Ademais, calculou-se a porcentagem dos indicadores A e B e por meio dos resultados obtidos pelo Indicador C a qualidade foi avaliada da seguinte maneira: quanto mais próximo de 5 melhor a qualidade e quanto mais próximo de 0 pior a qualidade, sendo a mediana (2,5) utilizada para classificar a assistência em adequada ou inadequada e o teste U de Mann-Whitney para comparar as diferenças de médias obtidas. Considerou-se em todos os testes estatísticos nível de significância de 5%. Para as categorias da World Health Organization as diferenças entre as maternidades foram identificadas quanto ao oferecimento de líquidos por via oral (p=0,018), estímulo a posições não supinas (p=0,002), existência de partograma (p=0,001), apoio ou acolhimento pelos profissionais de saúde (p=0,047), infusão intravenosa (p<0,001), posição supina (<0,001), uso de ocitocina (<0,001), restrição hídrica e alimentar (p=0,002), e o fato do toque ser realizado por mais de 01 examinador (p=0,011), com piores resultados, em geral, para a maternidade B. Os indicadores A e B apresentaram percentuais de 13,09% e 100,00%, respectivamente. A média geral do Índicador C foi igual 2,07 (±0,74). Houve diferença estatisticamente significativa entre as médias das maternidades (p<0,001). Faz-se necessário a implementação de melhorias e readequação do modelo obstétrico vigente, especialmente para a maternidade B, visto nessa instituição ser evidenciada inadequação em diversos aspectos avaliados.

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  • RAPHAEL RANIERE DE OLIVEIRA COSTA
  • A SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO APRENDIZAGEM EM ENFERMAGEM

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 14/11/2014
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  • O estudo tem por objetivo geral analisar a metodologia da simulação realística como instrumento facilitador do processo de ensino aprendizagem em enfermagem, e como objetivos específicos implantar a metodologia da simulação realística na matriz curricular da disciplina Atenção Integral a Saúde II; conhecer a percepção dos discentes da graduação em enfermagem sobre a metodologia da simulação; elencar os pontos negativos e positivos dos cenários construídos e executados na disciplina de Atenção Integral a Saúde II; e avaliar a expectativa e satisfação discente a partir do uso da simulação no contexto do componente curricular de Atenção Integral a Saúde II. Este estudo justifica-se pela possibilidade de inserir e analisar modalidades metodológicas que são utilizadas nos espaços formativos em saúde e enfermagem. Propor e averiguar conduções que vislumbrem melhorias no processo de formação é de suma relevância na perspectiva de mensurar os impactos atribuídos a novas estratégias de ensino e aprendizagem. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quanti-qualitativa, do tipo pesquisa-ação, que teve como foco de investigação a simulação realística no contexto da formação em saúde e enfermagem a partir da sua implantação em uma disciplina da graduação em enfermagem em uma Instituição de Ensino Superior (IES) Pública. A pesquisa foi desenvolvida na disciplina de Atenção Integral a Saúde II do Curso de Bacharelado em Enfermagem. Esta disciplina é ofertada no terceiro ano do curso objeto desse estudo, e tem a finalidade de preparar o acadêmico de enfermagem para os diversos cenários de Atenção Primária em Saúde. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN (CAAE nº 25928714.8.0000.5537), atendendo a resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A população do estudo foi composta por 40 sujeitos: 37 discentes e 3 docentes da disciplina. A coleta de dados aconteceu no período de fevereiro a maio de 2014 e deu-se por meio de questionários e entrevistas semiestruturados. Para tanto, seguiu-se a seguinte sequencia: identificação do uso da simulação na disciplina alvo da intervenção; consulta a docentes sobre a possibilidade de execução da pesquisa; averiguação da ementa da disciplina, objetivos, competência e habilidades; elaboração do esquema de execução da intervenção; elaboração do checklist para treinamento de habilidades; construção e execução dos cenários de simulação e avaliação dos cenários. Os dados quantitativos foram analisados a partir da estatística descritiva simples, percentual, e os qualitativos através do Discurso do Sujeito Coletivo. A simulação de alta fidelidade foi inserida no componente curricular da disciplina objeto da pesquisa, a partir do uso de paciente-padrão. Foram criados e executados 3 casos. Na visão discente, a simulação contribuiu para a síntese dos conteúdos trabalhados durante a disciplina de atenção integral a saúde II (100%), atribuindo notas entre 8 e 10 (100%) aos cenários executados. Além disso, a simulação gerou um percentual considerável de grandes expectativas para as atividades da disciplina (70,27%) e também se mostrou como uma estratégia geradora de satisfação discente (97,30%). Dos 97,30% que sinalizaram estarem bastante satisfeitos com as atividades acadêmicas proposta pela disciplina de Atenção Integral a Saúde II, 94,59% da amostra apontou a simulação como um  fator determinante para a atribuição dessa satisfação. No tocante a percepção discente sobre a estratégia da simulação, a categoria mais destacada foi à possibilidade de vivência prévia da prática (23,91%). O nervosismo foi um dos pontos negativos mais citados a partir da vivência nos cenários simulados (50,0%). O ponto positivo mais representativo (63,89%) perpassa a ideia de aproximação com a realidade da Atenção Básica. Além disso, os docentes da disciplina, no total de 3, foram capacitados na metodologia da simulação. O estudo ressaltou a contribuição da simulação realística no contexto do ensino e aprendizagem em Enfermagem e evidenciou esta estratégia enquanto mecanismo gerador de expectativa e satisfação entre discente da graduação em Enfermagem.

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  • PATRICIA CABRAL FERREIRA
  • Nursing Activities Score: avaliação da carga de trabalho de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva Adulto. 

  • Orientador : FRANCIS SOLANGE VIEIRA TOURINHO
  • Data: 28/11/2014
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  • O dimensionamento de recursos humanos em enfermagem é uma ferramenta gerencial essencial para suprir as necessidades da clientela e da Instituição. Quando se trata de Unidade de Terapia Intensiva, em função da gravidade dos pacientes atendidos e da tecnologia empregada que demandam um elevado quantitativo de recursos humanos especializados, existe a necessidade da utilização de instrumentos específicos para medir a carga de trabalho de enfermagem. O Nursing Activities Score é um instrumento validado para mensurar a carga de trabalho de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva que tem demonstrando efetividade. Trata-se de um estudo transversal, com o objetivo de avaliar a carga de trabalho de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva adulto por meio da aplicação do Nursing Activities Score. O estudo foi realizado em um hospital privado, referência em oncologia, localizado no Município de Natal/RN, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob Parecer sob Parecer nº 558.799 e CAAE 24966013.7.0000.5293. Para a coleta de dados foram aplicados uma ficha de caracterização sociodemográfica do paciente; o Nursing Activities Score para identificar a carga de trabalho de enfermagem; e o instrumento de classificação de pacientes de Perroca, fornecendo dados sobre o grau de dependência dos pacientes em relação aos cuidados de enfermagem. Os dados obtidos foram analisados com o auxílio de um pacote estatístico. As variáveis categóricas foram descritas por frequência absoluta e relativa, ao passo que as numéricas por meio de mediana e intervalo interquartil. Na abordagem inferencial foram utilizados os testes Sperman, Qui-quadrado de Wald, Kruskal Wallis e Mann-Whitney, considerando-se as variáveis estatisticamente significativas aquelas com valores p< 0,05. A avaliação das médias gerais de NAS, considerando os primeiros 15 dias de internação, foi realizada por meio da análise de Estimativa de Equações Generalizadas (GEE) com ajustamento pela variável tempo de internação. A amostra constituiu-se por 40 pacientes, no período de junho a agosto de 2014. Os resultados demonstraram uma média de idade foi de 62,1 (±23,4) com predominância do sexo feminino (57,5%). O mais freqüente tipo de tratamento foi clínico (60,0%), observando-se uma média de permanência de 6,9 dias (±6,5). Em relação à procedência, a maioria dos pacientes (35%) advieram do Centro Cirúrgico. Observou-se uma mortalidade de 27,5%. Foram realizadas 277 medidas do escore NAS e de Perroca, sendo as médias de 69,8% (±24,1) e 22,7% (±4,2), respectivamente. Verificou-se a associação entre o desfecho clínico e valor do Nursing Activities Score nas 24 horas (rp 0,653, p<0,001), assim como entre o grau de depência dos pacientes e a carga de trabalho de enfermagem (rp 0,646, p<0,001). A carga de trabalho de enfermagem encontrada apresentou-se elevada no período analisado, demonstrando que os pacientes internados exigiram uma alta demanda de cuidados. Esses achados geram subsídios para o dimensionamento de pessoal e alocação de recursos humanos no setor, tendo em vista a busca por maior segurança e satisfação do paciente como resultado da assistência intensiva, bem como um ambiente de trabalho favorável à qualidade de vida dos profissionais.

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  • LAISLA ALVES MOURA
  • Risco de quedas em idosos internados em ambiente hospitalar

  • Orientador : ALLYNE FORTES VITOR
  • Data: 05/12/2014
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  • As quedas, quando ocorrem em ambiente hospitalar, representam um evento adverso e ganham notória importância devido a sua maior prevalência entre idosos e às complicações geradas à evolução clínica desses pacientes. Assim, ações de promoção à saúde e prevenção de agravos tornam-se fundamentais no sentido de oferecer uma hospitalização segura a esses indivíduos. Por isso, objetivou-se caracterizar os fatores de risco de quedas e o comportamento de prevenção de quedas em idosos internados em ambiente hospitalar. Trata-se de uma pesquisa transversal com abordagem quantitativa, realizada com idosos internados nas unidades clínicas de um hospital universitário de Natal/RN/Brasil. A amostra foi delimitada estatisticamente, ao considerar as possíveis perdas e os idosos incluídos na coleta piloto, em 99 participantes, selecionados por meio de uma amostragem consecutiva e por conveniência.  Antecipadamente, este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética na Pesquisa, sob o parecer consubstanciado 121.028 e CAAE 07614812.6.0000.5537. A coleta foi realizada por duas enfermeiras e seis estudantes de graduação em enfermagem devidamente treinados e previamente avaliados, e ocorreu entre os meses de junho e setembro de 2013. Para tanto, utilizou-se instrumentos de anamnese e exame físico, escala de Tinetti, o Mini Mental State Examination e a escala da Nursing Outcomes Classification para avaliação do Comportamento de Prevenção de Quedas. Na análise estatística, utilizou-se os testes de Qui-quadrado, teste U de Mann-Whitney e o Coeficiente de Correlação de Pearson e considerou-se uma significância de 0,05. Conforme verificado, a fadiga (p=0,026) e uso de anticoagulantes (p=0,051) apresentaram associação com a queda nos últimos seis meses. As variáveis Hipertensão Arterial Sistêmica (0,027), deambular com ajuda (p=0,00), limitação para andar (p=0,00), limitação para tomar banho (p=0,005) e limitação para subir escada (p=0,04) apresentaram significância para o desfecho dificuldade para andar. Além desses, a dor (p=0,057), mobilidade prejudicada (p=0,00), marcha segundo Tinetti (0,04) e uso de insulina (p=0,03) também se mostraram significantes para esse desfecho. Quanto ao Comportamento de Prevenção de Quedas, conforme observado, os indicadores solicita auxílio físico para si (p=0,016), controla inquietação (p=0,001) e utiliza ações seguras durante a transferência (p=0,03) apresentaram associação com o risco de queda. Observou-se correlação forte entre marcha e equilíbrio de acordo com a escala de Tinetti (0,874) e correlação moderada entre a marcha a avaliação total do risco de quedas de Tinetti (0,806). Portanto, torna-se fundamental que a equipe de enfermagem e demais profissionais de saúde estejam atentos aos fatores de risco, em especial, aos descritos neste estudo, bem como às medidas de segurança e ao incentivo para a promoção de um comportamento seguro por parte dos pacientes. Este estudo possui cunho descritivo, sem possibilidade de constituir relação causa-efeito. Por isto, recomenda-se pesquisas longitudinais sobre o risco de quedas em idosos com intuito de estabelecer associação dos fatores de risco preditivos para o seu desenvolvimento. Percebe-se ainda a necessidade de sintetizar, comparar e implementar ações preventivas, baseadas em fortes evidências científicas para proporcionar aos idosos uma hospitalização efetivamente segura e livre de incidentes.

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  • ADRIANA GONÇALVES DE BARROS
  • O processo de cuidar em enfermagem de um centro de tratamento oncológico.

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 08/12/2014
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  • Objetivou-se compreender o processo de cuidar em enfermagem de uma unidade de tratamento oncológico a partir da ótica dos profissionais de enfermagem e dos pacientes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo exploratória e descritiva, realizada em um centro de tratamento oncológico em Natal/RN/Brasil. A coleta de dados ocorreu entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014, sendo efetuada por meio de duas técnicas: registro fotográfico e, entrevista semi-estruturada com profissionais de enfermagem e pacientes. A população foi composta por dez profissionais de enfermagem e dez pacientes na clínica cirúrgica da referida instituição. Os critérios utilizados para inclusão dos profissionais foram: ser profissional da área de enfermagem, ser funcionário do hospital, estar inserido na escala de profissionais de enfermagem da instituição no momento da coleta de dados. Quanto aos pacientes, foram incluídos aqueles que possuíam suas capacidades cognitivas preservadas e que estavam internados e em qualquer fase do tratamento. Utilizou-se a Análise de Conteúdo, modalidade temática proposta por Bardin, para a análise do material coletado durante a entrevista semiestruturada. A pesquisa seguiu os princípios éticos e legais que regem a pesquisa científica com seres humanos, sendo realizada mediante aprovação do projeto no comitê de ética e pesquisa da Liga Norte Riograndense contra o Câncer com parecer 295.673 e CAAE 16104313.0.0000.5293. Referente aos profissionais de enfermagem, estes demonstraram visões diversas sobre o cuidado, as quais despontavam desde uma abordagem integral, acolhedora e multiprofissional, bem como tecnicista atrelado à realização de procedimentos e atendimento às prescrições. Ademais, esses sujeitos, também, apontaram que o cuidado se desvela por meio das ações de gerenciamento, na realização dos registros, no atendimento das necessidades do paciente, na humanização da assistência, na ambiência e no desenvolvimento de medidas de conforto e alívio da dor. Frente aos pacientes, destaca-se que, para eles, o cuidado acontece por meio de atitudes de carinho e aproximação do profissional, e através da realização de procedimentos, sendo mencionados como fatores de descuidado a falta de estrutura da instituição e o desconforto gerado por essa condição. Evidenciou-se, ainda, que os atores envolvidos no cuidado, na percepção de profissionais e pacientes, são representados pela equipe de enfermagem, médicos, psicólogos, nutricionistas, bem como auxiliares de cozinha e de limpeza; além do acompanhante, do próprio indivíduo enquanto responsável pelo seu cuidado e do cuidador voluntário. Nesse ensejo, conclui-se que a compreensão do cuidado na ótica dos profissionais de enfermagem e dos pacientes envolvem questões amplas que vão desde percepções de um cuidado dinâmico que abarca elementos complexos e atitudes imbuídas de significados, no qual os sujeitos envolvidos podem assumir tanto o papel de cuidadores como de seres cuidados, até um cuidado atrelado às rotinas prescritas e realização de procedimentos. Assim, os achados descritos remetem a reflexões acerca do cuidado prestado ao paciente oncológico e se este, de fato, traduz os preceitos de uma prática humanizada.

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  • CAMILA FERNANDES DA SILVA CARVALHO
  • Concepções de mulheres com deficiência física sobre a maternidade.

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 08/12/2014
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  • O estudo objetivou compreender a concepção de mulheres com deficiência física sobre sua capacidade de gestar, parir ou cuidar de um filho. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva com abordagem qualitativa desenvolvida em três organizações não-governamentais de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. A coleta de dados ocorreu no período de abril a junho de 2014, por meio de entrevista semiestruturada, utilizando-se roteiro constituído por questões sociodemográficas e uma norteadora. Obteve-se a priori anuência dos diretores das associações, aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CAAE nº27442814.7.0000.5537 e parecer n° 618.045, assim como a autorização formal das participantes mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Participaram do estudo 12 mulheres selecionadas conforme os seguintes critérios de inclusão: ter deficiência física, estar na faixa etária de 18 a 49 anos e afirmar a existência de características limitantes desde a primeira infância (0 a 3 anos). As informações obtidas nas entrevistas foram submetidas aos preceitos da análise de conteúdo segundo Bardin, de acordo com a técnica de análise temática. Desse processo, emergiram três categorias: Concebendo a maternidade diante da deficiência física; Concebendo a capacidade de ser mãe com deficiência; e Concebendo o apoio durante o ciclo gravídico-puerperal. Como referencial teórico adotou-se os princípios do Interacionismo Simbólico proposto por Blumer. A discussão foi respaldada por meio de achados literários sobre a assistência a saúde da mulher no contexto da reprodução. As entrevistadas concebem a maternidade como uma realização e acreditam na sua capacidade em gestar, parir e cuidar de um filho. Porém, o desejo pelo papel materno tende a ser influenciado por sentimentos adversos e limitações suscitadas pela deficiência, barreiras sociais e preconceitos. Referiram também a importância do suporte do companheiro, familiares e profissionais de saúde nos cuidados ao filho. Mediante esses achados, compreende-se que embora haja entraves para a realização do seu desejo, não foram suficientes para fazê-las desistir em tornar-se mãe. Portanto, se faz necessário que os profissionais da saúde, em destaque o enfermeiro, sejam capacitados para o atendimento a mulher com deficiência no âmbito da atenção à saúde reprodutiva de modo a ofertar assistência adequada às suas necessidades. 

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  • KÁLYA YASMINE NUNES DE LIMA
  • Processo de cuidar de crianças hospitalizadas com câncer.

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 08/12/2014
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  • Objetivou-se compreender o processo de cuidar na percepção da criança com câncer hospitalizada. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados entre os meses de outubro de 2013 e janeiro de 2014, através de registros fotográficos, realizados pela criança, e entrevista semiestruturada, constituída por questões referentes à identificação da idade, sexo, diagnóstico e tempo de internação e um roteiro de perguntas relacionado às fotografias reveladas. Foram incluídas oito crianças com idade entre seis e doze anos internadas na instituição hospitalar Policlínica, localizada no município de Natal/RN. Os critérios utilizados para inclusão na amostra corresponderam a: estar internada para tratamento do câncer; apresentar condições físicas favoráveis para realização da coleta de dados; aceitar participar da pesquisa e obtiver autorização do responsável através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para o tratamento do material coletado, utilizou-se a Análise de Conteúdo, modalidade temática proposta por Bardin. A pesquisa seguiu os princípios éticos e legais que regem a pesquisa científica com seres humanos e realizou-se mediante aprovação do projeto no comitê de ética e pesquisa da Liga Norte Riograndense contra o Câncer com parecer 329.015 e CAAE 16097613.9.0000.5293. Para a criança, o cuidar acontece através de atividades técnicas, como a realização de procedimentos e o uso de equipamentos de proteção individual, como também, por meio do relacionamento dialógico, que favorece o estabelecimento da confiança no cuidar profissional. O cuidar, também, significa desenvolver atividades que promovam o bem estar, a diversão e o seu desenvolvimento social e cognitivo, destacando-se, assim, o lúdico durante a hospitalização, como uma ferramenta auxiliar no processo de cuidar.  Durante a internação, a criança identifica dois sujeitos responsáveis por seu cuidado, o familiar acompanhante e o profissional, sendo os profissionais de enfermagem os mais citados nos momentos de cuidado. Destaca-se, ainda, a promoção do cuidado, na percepção da criança, relacionada à infraestrutura da instituição, a limpeza do ambiente, a higiene corporal, a medicalização e a alimentação. Conclui-se que o cuidado compreendido pela criança, apesar de ainda manter relações com o modelo biomédico, aponta para uma nova perspectiva em que se devem considerar os aspectos biológicos, sociais e psicológicos do adoecer de câncer, sem desvinculá-los das etapas do desenvolvimento infantil. E, que a criança, enquanto ator social ativo desse processo, precisar ser ouvida e atendida em suas necessidades.

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  • FRANCISCO RAFAEL RIBEIRO SOARES
  • Representações sociais de familiares sobre o atendimento das emergências psiquiátricas. 

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 09/12/2014
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  • Os movimentos reformistas no campo da saúde mental apontaram bandeiras de luta, entre as quais se destacam a priorização da produção de cuidado em saúde mental fora do ambiente manicomial, objetivando a redução dos leitos psiquiátricos, maior controle sobre a internação, coparticipação da família e o resgate da cidadania dos atores sociais envolvidos. Com a diminuição progressiva dos leitos manicomiais associada a uma série de problemas estruturais nos serviços de saúde, tem sido cada vez mais frequente a ocorrência de crises fora do ambiente hospitalar, dando à família importante papel terapêutico. Diante deste cenário, urge a necessidade de compreender a construção social do atendimento às emergências psiquiátricas, identificando os significados atribuídos pelos familiares aos aspectos constitutivos destas. O presente estudo busca responder à seguinte questão de pesquisa: quais as representações sociais de familiares sobre o atendimento das emergências psiquiátricas no município de Mossoró, Rio Grande do Norte? Objetiva-se analisar as representações sociais dos familiares acerca do atendimento das emergências psiquiátricas no município de Mossoró, Rio Grande do Norte. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem mista, utilizando-se de multimétodos: para coleta, a entrevista semiestruturada e a Técnica de Associação Livre de Palavras; para a análise dos dados utilizou-se a Análise temática de Bardin e suas etapas com o suporte informacional dos softwares ALCESTE (Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte) e Iramuteq (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires) e do suporte teórico das representações sociais. Os sujeitos participantes do estudo, em número de 72, foram selecionados a partir dos seguintes critérios: maiores de 18 anos com grau de parentesco com usuários que sofram de algum transtorno mental e comportamental e que já tenham presenciado alguma situação de crise, resgatado pelo SAMU ou outro meio e conduzido ao hospital psiquiátrico ou pronto-socorro geral. Resultados preliminares apontam: 1. Nota prévia do projeto de pesquisa com o objetivo divulgá-lo no meio científico e garantir a propriedade intelectual do trabalho 2. A análise contextual do atendimento às emergências no locus do estudo. A reflexão sobre o fenômeno denomina o atendimento às emergências psiquiátricas como contexto imediato; os aspectos técnicos e operacionais que influenciam no atendimento, como contexto específico/geral; e as políticas de saúde mental no Brasil são identificadas como metacontexto; 3. A revisão sistemática a partir de ensaios clínicos randomizados nas bases de dados PubMed, Cochrane, Lilacs, Scielo e SCIRUS, sendo utilizados os descritores: Restrição física, Serviços de emergência psiquiátrica, Restraint, Physical e Emergency Services, Psychiatric. Somente um trabalho atendeu aos critérios do protocolo de busca: um ensaio de curta duração que registra resultados limitados sobre a proporção de pessoas que estão em restrição e isolamento. Não apresenta resultados estatisticamente significativos em relação a indicações, contraindicações e riscos da utilização da restrição física; 4. As representações sociais do atendimento às emergências psiquiátricas. Os resultados do estudo apontam a presença de cinco categorias temáticas: 1. sentimento diante da crise/atendimento; 2. pensamento e perspectivas sobre a crise/atendimento; 3. centralidade do atendimento no tripé médico-medicação-internação; 4. o pensar/agir diante do uso da restrição física e força policial; 5. periodicidade das crises. O núcleo central da representação se encontra na primeira categoria, enquanto os elementos periféricos na terceira e quinta categorias. A zona de contraste na segunda e quarta categorias. A tristeza é o elemento de maior destaque da estrutura. As representações sociais sobre o atendimento às crises psiquiátricas se encontram em um momento de transição entre os modelos hegemônico e reformista, sendo os aspectos tradicionais ainda predominantes, mas já apresentando elementos periféricos e de contraste que apontam para uma possível mudança no campo representacional.

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  • CLARA TAVARES RANGEL
  • Perfil, opinião e atuação dos profissionais de nível médio de enfermagem dos centros de atenção psicossocial e a política de saúde mental.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 10/12/2014
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  • Objetivo: Caracterizar o perfil e as atividades desenvolvidas pelos profissionais de nível médio de enfermagem que prestam assistência aos usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da rede de atenção à saúde mental no Estado do Rio Grande do Norte (RN). Método: Estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa e qualitativa realizado no período de junho a setembro de 2014 nos 38 CAPS distribuídos pelo estado. Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP/UFRN) sob parecer n° 508.430 CAAE: 25851913.7.0000.5537 em 20 de dezembro de 2013 os dados foram coletados a partir de um questionário estruturado com questões fechadas e semi-abertas. A população correspondia a 75 profissionais de nível médio de enfermagem. Com os critérios de inclusão: lotação no serviço por no mínimo três meses e estar em exercício no período de coleta, a amostra resultou em 48 profissionais. A perda de 36% dos sujeitos deu-se por não responder ao questionário, afastamento, recém-lotação no serviço, férias e licença-maternidade que corresponderam aos critérios de exclusão. Os dados quantitativos foram tabulados e analisados pela estatística descritiva com o auxílio do software Statistical Package for the Social Scienses (SPSS) versão 20.0, aplicando-se o teste Qui-Quadrado e Exato de Fisher de acordo com as variáveis selecionadas para o estudo. Os dados qualitativos serão preparados e tratados para a criação de um corpus e analisados com o auxílio do suporte informacional do software Análise Lexical por Contexto de um Conjunto de Segmentos de Texto (ALCESTE)associado a análise de conteúdo de Bardin.  Resultados e Discussão:  O primeiro artigo intitulado “Perfil e atuação dos profissionais de nível médio de enfermagem dos centros de atenção psicossocial: estudo descritivo” compreende o perfil e atividades desenvolvidas pelos profissionais de nível médio que atuam nos CAPS do Estado do RN. Neste foi possível elencar diferenças significativas em relação aos dois locais de coleta (capital/interior), sugerindo explicações e alertando para a exclusão desses profissionais na elaboração do Projeto Terapêutico Singular de cada usuário. O segundo denominado “Política, prática e formação em saúde mental: a voz dos profissionais do nível médio de enfermagem” traz a opinião dos profissionais de nível médio de enfermagem sobre a política, prática e formação em saúde mental. Esses dados qualitativos originaram cinco categorias: Papéis e funções dos profissionais de nível médio de enfermagem; O “eu” na prática profissional; Necessidades acadêmicas e profissionais; A rotina nos CAPS; Insatisfação entre o dito e o feito no espaço da atuação. Conclusão: Os participantes da pesquisa são predominantemente do sexo feminino com média de 37 anos de idade, ganham até 999 reais e trabalham acima de 30h/semanais no serviço pesquisado. Realizam atendimento individual, familiar e em grupo. Diferenças estatisticamente significantes foram identificadas entre os profissionais da capital e do interior. Suas opiniões revelaram que apesar dos avanços obtidos com a reforma psiquiátrica ainda existem desafios para a sua concretização principalmente em relação aos recursos humanos. 

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  • FERNANDA APARECIDA SOARES MALVEIRA
  • Acompanhamento de crescimento e desenvolvimento da criança: uma estratégia de acessibilidade.

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 11/12/2014
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  • O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento consiste no eixo estruturante da assistência à criança no âmbito da atenção primária à saúde, visando contribuir para a redução da morbidade e mortalidade infantil, bem como promover um desenvolvimento saudável. Apesar de sua importância, a unidade saúde da família localizada na zona rural do município de Parazinho vivencia o problema das faltas frequentes das crianças às consultas do acompanhamento. Dessa forma, este estudo tem por objetivo analisar a participação das mães na consulta do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa, tendo como método a pesquisa-ação, desenvolvido com as mães que fazem parte do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança da área rural do município de Parazinho/RN no período de maio a outubro de 2014. A coleta de dados foi realizada utilizando as técnicas de grupo focal, observação participante e entrevista individual. Os dados foram analisados por meio da análise temática de categorização. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o parecer consubstanciado 617.559 e CAAE 28598014.7.0000.5537. Na etapa do diagnóstico situacional, foram realizados dois grupos focais, onde participaram ao todo 14 mães de distintas localidades rurais. A partir das falas, percebe-se que elas possuem o entendimento suficiente a respeito do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, referindo como um momento de aprendizagem. A enfermeira foi mencionada como profissional chave dessa ação. O principal motivo que leva as mães a abandonarem as consultas é o acesso ao serviço de saúde, devido à distância de suas residências até a unidade básica, baixa renda familiar e a escassez de transporte público para o deslocamento dos usuários. Como estratégia para solucionar esse problema, com a sugestão das próprias mães, foi criado o Acompanhamento do CD Itinerante, em que a equipe da ESF se deslocava para as localidades rurais, realizando atividades voltadas para a saúde da criança. As mães que participaram da ação aprovaram a iniciativa, apesar de apontarem como pontos negativos a pouca estrutura e privacidade nas consultas. Portanto, conclui-se que, apesar das dificuldades encontradas muitas vezes por falta de apoio da gestão e envolvimento de alguns profissionais, o acompanhamento do CD itinerante mostrou-se como uma importante ferramenta na resolução do problema do acesso aos serviços voltados para a saúde da criança, além de funcionar como um espaço para a realização da educação em saúde, passando a ser, desde então, uma atividade inerente a programação da equipe de saúde da família.

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  • POLYANNA KEITTE FERNANDES GURGEL
  • Acompanhamento coletivo do Crescimento e Desenvolvimento infantil: participação de mães/cuidadores.

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 11/12/2014
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  • Objetivou-se analisar a participação de mães/cuidadores sob a ótica do paradigma de saúde que direciona o acompanhamento coletivo de crescimento e desenvolvimento da criança. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, realizada em duas Unidades de Saúde da Família localizadas no município de Natal/RN. Os dados foram coletados nos meses de agosto a setembro de 2014, por meio da técnica da observação participante e entrevista semiestruturada, com mães de crianças atendidas nas consultas de acompanhamento coletivo do crescimento e desenvolvimento infantil. Sendo incluído um total de 13 mães. Como critérios de inclusão foram estabelecidos: ser mãe/cuidador responsável pelo cuidado às crianças que tenha frequentado uma ou mais reunião de acompanhamento coletivo de crescimento e desenvolvimento infantil e demostrem interesse em assinar o Termo de Autorização para Gravação de Voz e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a inclusão de seu discurso nesta pesquisa. Como critérios de exclusão estabelece-se: usuários não pertencentes à área de abrangência da Unidade de Saúde da Família e que não utilizavam o Sistema Único de Saúde como principal serviço de atendimento em saúde. Para o tratamento do material coletado, foi utilizada a Análise de Conteúdo, modalidade temática proposta por Bardin. A pesquisa seguiu os princípios éticos e legais que regem a pesquisa científica com seres humanos preconizados pela resolução Nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde e sua realização se ocorreumediante aprovação do projeto no comitê de ética e pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que obteve aprovação pelo Parecer Consubstanciado nº 719.949, de 27 de junho de 2014, e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 32510514.7.0000.5537. Apesar de não conceituarem teoricamente, as mães demonstram que as consultas coletivas de crescimento e desenvolvimento infantil são ações direcionadas ao modelo de vigilância à saúde, uma vez que a grande maioria aponta o acompanhamento do seu filho à ações que podem ser mensuráveis. Mesmo com isso, é possível constatar a existência de ações de promoção da saúde através do relato da troca de experiência e protagonismo dos sujeitos na ação coletiva, fator facilitado pelo vínculo estabelecido entre usuários e profissionais e usuários. Nessa ação, há a indução de uma relação horizontalizada, onde busca-se aliar o saber popular ao conhecimento científico de modo a favorecer o cuidar integral da criança. No entanto, ainda é possível encontrar profissionais que direciona sua assistência apenas aos processos patológicos e deixam de criar alternativas de cuidado que englobem o todo. Além disso, ainda há um desfalque nas equipes multiprofissionais que deveriam prestar o cuidado à população infantil. Tal fator pode estar relacionado à própria formação profissional, sendo desta maneira uma questão que pode perdurar por alguns anos. Conclui-se que é necessário incorporar alternativas e modelos de atenção que subsidiem a superação das limitações e que favoreçam a saúde da população, envolvendo-a na perspectiva de uma melhor qualidade de vida e consequentemente saúde.

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  • GRACIELA MARIA CARNEIRO MACIEL
  • AVALIAÇÃO DA FRAGILIDADE E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM INDICADAS PARA IDOSOS COM RISCO DE FRAGILIDADE. 

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 12/12/2014
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  • Objetivou-se avaliar a fragilidade e indicar intervenções de enfermagem para idosos com risco de fragilidade. Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa e delineamento transversal, realizada em duas Unidades de Saúde da Família no bairro de Felipe Camarão, distrito sanitário oeste, município de Natal. A amostra foi composta por 203 idosos que utilizaram os serviços das Unidades durante os meses de abril a julho de 2014. Os dados foram coletados, no primeiro momento, através do instrumento contendo informações sociodemográficas e de saúde. Em seguida foi aplicada a Escala de Fragilidade de Edmonton para identificar o grau de fragilidade nos idosos. Os dados obtidos foram analisados em um programa estatístico. As variáveis categóricas descritas por frequência absoluta e relativa. Na abordagem inferencial foram utilizados os testes Qui-quadrado e Fisher, considerando-se as variáveis estatisticamente significativas aquelas com valores p< 0,05. As intervenções de enfermagem foram indicadas a partir da necessidade de cada domínio da escala e de um protocolo composto por 26 intervenções, com base na Classificação das Intervenções de Enfermagem. O estudo seguiu os princípios  legais que regem a pesquisa científica com seres humanos, sendo realizada mediante aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pelo n° 562.327 e CAAE: 25573313.9.0000.5537, conforme a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. A maior prevalência foi do sexo feminino (73,40%), faixa etária de 60 a 69 anos (60,59%), estado conjugal casado (46,80%), renda de até um salário mínino (60,10%), aposentados (77,34%), hipertensão (67%), hábitos tabagistas (53,20%), obesidade (47,29%). Em relação ao nível de fragilidade obteve-se como resultado: não apresenta fragilidade (40,89%), aparentemente vulnerável ou em risco (22,17%), fragilidade leve (22,17%), fragilidade moderada (9,85%) e fragilidade severa (4,93%). A fragilidade foi associada ao estado conjugal (0,008), problemas no coração (0,016), diabetes mellitus (0,043), osteoporose (<0,001), problemas respiratório (0,011), infecção urinária (0,012), depressão (<0,001) e queda (0,010). As intervenções indicadas foram em relação à cognição e o estado geral de saúde como: o treinamento de memória, estimulação cognitiva e educação para saúde. Assim, a fragilidade pode está associada com problemas de saúde, levando as incapacidades, perda da autonomia e dependência funcional. Acredita-se que as intervenções de enfermagem podem prevenir e promover a saúde de modo a retardar o aparecimento da fragilidade.  

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  • ILANA BARROS GOMES MEDEIROS
  • Acompanhamento coletivo do crescimento e desenvolvimento infantil: uma análise da prática e expansão no município de Natal/RN

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 12/12/2014
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  • O acompanhamento coletivo do Crescimento e Desenvolvimento (CD) da criança desponta como reorientação do modelo assistencial biomédico, de modo a incentivar o uso de tecnologias leves e melhorar a qualidade de vida e a satisfação dos usuários. Esta forma de cuidado constitui uma ação em construção e expansão para outras Unidades, o que a torna vulnerável a um fazer aleatório, já que não há garantia de sistematização que assegure sua legitimação. Além disso, o próprio trabalho com grupo, na rede básica, de modo geral, corre o risco de centralizar suas ações na doença, como reflexo ainda do modelo biomédico vigente. Esta realidade chama a atenção para o fato de que o acompanhamento coletivo pode estar vulnerável a estes problemas, o que demanda a necessidade de conhecer melhor a sua operacionalização. Objetivou-se analisar a prática e a expansão do acompanhamento coletivo do CD da criança em Estratégias de Saúde da Família (ESF) do município de Natal/RN, junto aos enfermeiros. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, tendo como método a pesquisa-ação. Envolveu onze enfermeiras de quatro ESF do município de Natal, no período de abril a outubro de 2014. Os dados foram coletados através de entrevista grupo focal e observação participante, e analisados de acordo com o direcionamento da análise temática de Paulo Freire. Na etapa do diagnóstico situacional, que investigou a operacionalização do acompanhamento coletivo do CD da criança pelas enfermeiras, percebeu-se que estas buscam realizá-lo com base na organização e planejamento prévios, de forma a ser o mais qualitativo possível. Compreendem a importância desta atividade, bem como os seus benefícios, sobretudo no tocante ao emponderamento que fornece aos usuários. Entretanto, identificou-se a falta de sistematização deste acompanhamento, visto que algumas enfermeiras o realizam de modos distintos. Além disso, percebeu-se a ausência do apoio da equipe de saúde, ficando as enfermeiras responsáveis por todo o processo de trabalho do fazer coletivo, o que acaba por gerar insatisfação nas mesmas. Visto a necessidade de mudança desta realidade, decidiu-se, conjuntamente, a construção de um instrumento que norteasse e sistematizasse as ações, bem como a realização de capacitações para sensibilizar o apoio por parte das equipes. Na etapa de implementação, as enfermeiras demonstraram grande interesse pelo check-list construído através de roda de conversa, entretanto, em relação às capacitações, a pesquisadora não conseguiu implementá-las de maneira satisfatória, pois interagiu com dificuldades. Constatou-se que as enfermeiras avaliaram positivamente sua participação na pesquisa, a qual favoreceu a troca de experiências e a mudança nos pontos negativos, além de ter instigado a parceria entre os cuidadores e os profissionais. Como sugestões para o futuro, as enfermeiras elencaram o incentivo à realização de mais pesquisas nesse campo, o constante apoio da UFRN na implementação do CD coletivo para que todos os profissionais de enfermagem despertem para esta atividade e o fornecimento de uma especialização em saúde da criança. Como principais dificuldades, elenca-se o alto índice de enfermeiras faltosas nos grupos focais, o que atrasou o andamento da pesquisa; a pouca motivação de algumas participantes, bem como da diretoria de algumas ESF e a falta de participação da equipe de saúde na ação de capacitação. Assim, constata-se que pesquisas nesta área devem ser constantemente incentivadas para o seu maior aperfeiçoamento. 

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  • MARCELLY SANTOS COSSI
  • A saúde do trabalhador na atenção básica: concepções e práticas dos enfermeiros.

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 12/12/2014
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  • O estudo tem por objetivo geral analisar as concepções e as práticas desenvolvidas pelos enfermeiros em Saúde do Trabalhador na Atenção Básica, e como objetivos específicos identificar as concepções dos enfermeiros sobre a temática da Saúde do Trabalhador; descrever as experiências vivenciadas, além de discutir as dificuldades e potencialidades dos enfermeiros na atenção à Saúde do Trabalhador na Atenção Básica. Este estudo justifica-se pela necessidade de ampliação do conhecimento sobre o desenvolvimento das atribuições dos enfermeiros da rede básica de saúde em Saúde do Trabalhador, será relevante também para a produção científica sobre essa área, além de despertar no serviço de saúde a discussão de políticas para atenção à Saúde do Trabalhador, permitindo modificar o cuidado voltado a essa classe. Trata-se de um estudo analítico de abordagem qualitativa, que visa discorrer acerca das práticas dos enfermeiros no desenvolvimento das ações voltadas aos trabalhadores e suas concepções sobre esse campo de atuação. A pesquisa foi realizada nas unidades de saúde da atenção básica dos distritos sanitários da cidade de Natal-RN: Distrito Norte I, Distrito Norte II, Distrito Oeste, Distrito Leste e Distrito Sul. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN (CAAE nº 31265914.8.0000.5537), atendendo a resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A população do estudo foi composta por 25 sujeitos, enfermeiras das unidades de saúde da Atenção Primária do município de Natal-RN. A coleta de dados aconteceu no período de agosto a outubro de 2014 e deu-se por meio de entrevistas semiestruturadas. Para tanto, seguiu-se a seguinte sequência: seleção dos entrevistados; obtenção do acordo em participar da pesquisa através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); realização das entrevistas, que foram gravadas utilizando-se um gravador de voz, de acordo com o consentimento do entrevistado por meio da assinatura do Termo de Autorização para Gravação de Voz; transcrição das entrevistas; conferência de fidelidade da transcrição e análise. As informações obtidas foram analisadas à luz da Hermenêutica-dialética, uma abordagem que propõe uma síntese dos processos compreensivos e críticos do pensamento. Sobre as concepções das enfermeiras em relação ao conceito de Saúde do Trabalhador percebem-se ideias que corroboram a mudança do modelo de atenção à saúde. Existe um olhar voltado para a promoção da saúde e prevenção do adoecimento do trabalhador.  Entretanto, uma minoria deu maior destaque à assistência que deve ser dada ao trabalhador doente ou em processo de adoecimento decorrente do trabalho, visão esta que não deixa de fazer parte do conceito de ST, que engloba não somente ações de promoção da saúde, prevenção de agravos decorrentes do trabalho, como também ações de recuperação, reabilitação e assistência ao trabalhador vitimado, contudo guarda uma discreta aproximação com a Saúde Ocupacional e a Medicina do Trabalho. Vale destacar que, no geral, predominou entre os sujeitos uma visão de uma atuação incipiente, inexistente, deficiente, restrita, limitada ou falha das enfermeiras da Atenção Básica sobre a Saúde do Trabalhador. Três entrevistadas apresentaram uma visão diferenciada em relação aos demais sujeitos, relatando a atuação do enfermeiro da AB sobre a ST como fundamental. Quando questionadas sobre as ações realizadas na unidade em que trabalham, grande parte das enfermeiras apresentou significativa dificuldade em especificá-las, relatando que na unidade não existem ações voltadas para o trabalhador. Outras especificaram algumas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, assim como ações assistenciais. O estudo demonstrou que os conhecimentos e práticas dos enfermeiros sobre a Saúde do Trabalhador ainda se encontram bastante restritos, devido a diversos mecanismos colaboradores, como falta de capacitação ou de abordagem do assunto durante a vida acadêmica que, consequentemente, refletem em um olhar limitado sob essa considerável parcela da sociedade.

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  • MÔNICA GISELE COSTA PINHEIRO
  • História Oral Temática de familiares atingidos pelo tratamento asilar da hanseníase

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 12/12/2014
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  • A história da hanseníase é marcada por preconceito, exclusão social, estigma, abandono e medo, por ter sido conhecida durante muito tempo como incurável e contagiosa. Além dos agravos inerentes às alterações dermatoneurológicas e consequentes incapacidades físicas, são ressaltadas as repercussão emocionais, alterações nos hábitos cotidianos e mudanças na configuração familiar. Atualmente a hanseníase é conhecida como doença negligenciada, com alta incidência e prevalência, considerada como um problema de saúde alvo de incentivos e mobilizações das políticas públicas. Ao estudar a história da hanseníase, parte-se do pressuposto de que pouco se sabe sobre as repercussões da doença do passado na vida dos familiares de ex-doentes tratados em regime asilar, assim como a visão e os sentimentos dos mesmos familiares diante da hanseníase na atualidade. Portanto, objetivou-se narrar a história de familiares de ex-doentes de hanseníase que foram tratados em hospital colônia. Os objetivos específicos são: Identificar se familiares de pacientes com hanseníase tratados em hospitais colônia eram atingidos pelo preconceito, estigma e exclusão que permeava a vida dos portadores da doença; Verificar se o tratamento de ex-doentes de hanseníase em hospitais colônia alterou a efetivação de laços familiares tais indivíduos e os membros de sua família; Averiguar qual a compreensão que familiares de ex-doentes de hanseníase tratados em hospitais colônia têm sobre a hanseníase; Promover, junto aos participantes da pesquisa, atividade de promoção da saúde sobre hanseníase. Adotou-se o estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa com suporte na História Oral de Temática como técnica e referencial metodológico. Os 52 familiares de ex-doentes de lepra que foram segregados no Hospital Colônia São Francisco de Assis, cadastrados no MORHAN-Potiguar, constituíram a colônia. A partir do ponto zero houve o recrutamento dos participantes que compuseram a rede, totalizando 10 colaboradores, de ambos os sexos e idade de 44 a 76 anos. Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa - UFRN, sob o protocolo 650.654/2014 e CAAE 25922214.3.0000.5537, realizou-se a coleta de dados por meio de entrevista, utilizando instrumento de identificação da rede e questões abertas. As entrevistas foram gravadas, transcritas, conferidas pelos colaboradores e posteriormente transcriadas. Tratou-se as histórias, narradas pela técnica de Análise Temática de Conteúdo, segundo Bardin, emergindo três eixos temáticos: Impacto nas relações sociais (Estigma e preconceito; Exclusão social); Impacto nas relações familiares (Desagregação familiar; Restrições para visita; Compartilhamento e construção de uma nova família; Consequências familiar geradas pelo isolamento; Reconstrução do vínculo familiar); e Pensamentos frente a lepra e a hanseníase (A história no passado; A história no presente). O fato de ter um familiar doente de hanseníase segregado em hospital colônia gerou empecilhos nas relações sociais vivenciadas pelos colaboradores do estudo, que embora não tivessem a doença, foram vitimados pela exclusão social, estigma e preconceito. O internamento compulsório também gerou modificações na estrutura familiar, com distanciamento, alteração no vínculo e tentativa de reestruturação familiar. Os colaboradores também refletiram sobre política de controle da lepra no passado, assim como a adotada no presente frente à hanseníase.

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  • RAFAEL TAVARES SILVEIRA SILVA
  •  Estratégias de enfrentamento de pessoas vivendo com AIDS frente à situação da doença. 

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 16/12/2014
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    A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), considerada na atualidade uma doença de caráter crônico devido ao advento do tratamento com antirretrovirais (TARV), traz aos indivíduos que vivem com essa doença, dificuldades relacionadas à convivência social e à adaptação a nova condição clínica e as rotinas impostas pelo tratamento. Essa realidade causa forte impacto na vida dessas pessoas que no intuito da superar tais obstáculos utilizam estratégias de enfrentamento, o Coping. Nesse contexto, objetivou-se neste estudo caracterizar o perfil epidemiológico, clínico e de hábitos de vida de pessoas vivendo com AIDS e analisar as estratégias de enfretamento utilizadas frente à situação da doença, segundo variáveis sociodemográficas, clínicas e hábitos de vida. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 331 pessoas cadastradas no ambulatório do Hospital Giselda Trigueiro (HGT), situado em Natal/RN, que possuíam agendamento para consulta médica ambulatorial no período de janeiro a agosto de 2014. A pesquisa obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE), nº 16578613.0.0000.5537. A coleta de dados foi realizada através de entrevista estruturada e do Inventário de Estratégias de Enfrentamento de Folkman e Lazarus (IEEFL). Os dados da caracterização social demonstraram a predominância de pessoas do sexo masculino (52%), com faixa etária entre 20 e 30 anos (42%), procedentes da capital (58%), com ensino fundamental incompleto (49%), de cor parda (53%), com estado civil solteiro e sem companheiro (56%), heterossexuais (79%), com renda de até um salário mínimo (68%), de religião católica (64%) e com ocupação em instituição privada (50%). Em relação aos aspectos clínicos verificou-se que a maioria realizou o primeiro exame anti-HIV há menos de cinco anos (60%), referiu como motivo para realização do exame anti-HIV os sinais e sintomas da AIDS (90%), no momento do diagnóstico apresentou co-infecção (90%), prevalecendo a Tuberculose (50%), foram internados (90%), apresentaram contagem das células CD4 abaixo de 200 células/mm3 (85%) e carga viral acima de 10.000 cópias/mL (80%). No momento da coleta dos dados da pesquisa a contagem de CD4 ficou entre 200 e 500 células/mm3 (85%), a carga viral foi modificada para não detectável (97%). Quanto ao tratamento atual, mais da metade dos usuários iniciaram o TARV há menos de cinco anos (52%), não apresentaram reações adversas e modificações no esquema inicial (62%) e não abandonaram o tratamento (70%). Em relação aos que abandonaram o tratamento, identificou-se como principal motivo as reações adversas (75%).

    No que diz respeito aos dias de atraso para retirada dos medicamentos, constatou-se que 70% relataram que atrasaram em média 29 dias, porém quando verificado os registros na farmácia foi observado um período maior de atraso entre 29 e 74 dias (50%). Relativamente aos hábitos de vida, evidenciou-se que o maior número não consumiam bebidas alcoólicas (71%), não fumavam (88%) e não usavam drogas ilícitas (92%). Sobre o usou preservativo antes do diagnóstico positivo para o HIV, 62% nunca o utilizaram e atualmente apenas 58% aderiram ao uso. No que se refere ao Coping destacaram-se escores médios maiores para os fatores de reavaliação positiva, resolução de problemas e fuga-esquiva. As mulheres e as pessoas com religião apresentaram escores médios elevados para todos os fatores. As pessoas com maior escolaridade apresentaram maiores escores médios para autocontrole, suporte social, fuga-esquiva, resolução de problemas e reavaliação positiva. Para os que referiram trabalhar, constaram-se escores médios mais elevados para autocontrole, suporte social, resolução de problemas e reavaliação positiva; para os que nunca abandonaram o tratamento, os maiores escores foram para o autocontrole, suporte social, aceitação de responsabilidades, fuga-esquiva, resolução de problemas e reavaliação positiva. O perfil da população estudada confere com as características nacionais, sugerindo feminilização, interiorização, pauperização, heterossexualização, aumento da contagem de células CD4 e redução da carga viral durante o tratamento e a manutenção de hábitos de vida saudáveis. A identificação das estratégias de enfrentamento das pessoas que vivem com AIDS, podem facilitar o planejamento da assistência, favorecendo a adaptação dessas pessoas aos estressores frente à situação da doença.

     

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  • ANNA LIVIA DE MEDEIROS DANTAS
  • Estudo do Domínio segunça/proteção em pacientes de unidade de Terapia Intensiva

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 17/12/2014
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  • O estudo objetivou analisar os diagnósticos de enfermagem do domínio segurança e proteção da NANDA Internacional presentes nos pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva. Trata-se de um estudo transversal, realizado no complexo de terapia intensiva de um hospital universitário no Nordeste do Brasil. A pesquisa ocorreu em duas etapas. A primeira etapa consistiu na coleta de dados, por meio deum formulário de entrevista e de exame físico, com 86 pacientes internados, durante os meses de dezembro de 2013 a maio de 2014. Planilhas foram construídas no Software Microsoft Office Excel 2010, nas quais foram assinaladas pela pesquisadora deste estudo presença ou ausência das características definidoras, fatores relacionados e fatores de risco dos 31 diagnósticos estudados. Na segunda etapa, realizada entre julho e agosto de 2014,as planilhas foram enviadas a três diagnosticadores, previamente treinados, para a realização da inferência diagnóstica. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, com auxílio do IBM SPSS Statistic versão 20.0 for Windows. O projeto recebeu parecer favorável no 440/414 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética no22955113.2.0000.5292.  Os resultados apontaram a presença de 29 diagnósticos de enfermagem do domínio segurança/proteção na clientela internada em Unidade de Terapia Intensiva, dentre os quais cinco estiveram presentes em 100% dos pacientes, a saber: risco de contaminação, risco de lesão, risco de quedas, risco de resposta alérgica e risco de trauma. Os diagnósticos que apresentaram frequência superior a 50% foram: risco de infecção, risco de olho seco, risco de envenenamento, risco de trauma vascular, integridade da pele prejudicada, dentição prejudicada, risco de sangramento, risco de desequilíbrio na temperatura corporal, risco de lesão por posicionamento perioperatório, integridade tissular prejudicada, risco de disfunção neurovascular periférica, risco de resposta adversa ao meio de contraste com iodo, risco de choque e risco de aspiração. Para estes diagnósticos, foram identificados 35 fatores de risco, 11 características definidoras e 3 fatores relacionados que apresentaram associação estatística significativa com os diagnósticos estudados.  Para os diagnósticos risco de contaminação, risco de lesão, risco de quedas, risco de resposta alérgica, risco de trauma, risco de infecção, risco de olho seco e risco de envenenamento não houve associação com nenhuma de suas características. Conclui-se que a maioria dos diagnósticos de enfermagem do domínio segurança/proteção apresentam-se prevalentes nos pacientes críticos, com atenção especial para os diagnósticos de risco. Ocorreu associação significativa entre esses diagnósticos e seus componentes. Destaca-se, assim, que o levantamento desse perfil contribui com pistas relevantes para a inferência dos diagnósticos de enfermagem prioritários do domínio segurança/proteção na população estudada, auxiliando a práxis da enfermagem e estimulando o conhecimento a respeito do assunto.

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  • BHEATRIZ GONDIM LAMBERT MOREIRA
  • História oral de vida de pessoas com úlcera venosa nos serviços de atenção primária à saúde.

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 17/12/2014
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  • A Insuficiência Venosa Crônica (IVC) caracteriza-se como um conjunto de alterações físicas que incluem como complicação a úlcera venosa (UV), caracterizada pela perda irregular e progressiva da continuidade da pele; com maior incidência nas proeminências ósseas dos maléolos mediais de membros inferiores e de caráter recidivante, o que provoca sofrimento e ansiedade para o portador e seus familiares. A existência da UV gera dependência dos serviços de saúde, constituindo um importante problema de saúde pública, e contribui significantemente para o comprometimento da qualidade de vida, afetando os aspectos físicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais. O portador de UV convive com um tratamento de longa duração, não estadiável, que provoca limitações e alterações de grande impacto que repercutem na sua vida. Este estudo objetivou narrar o fenômeno de possuir uma úlcera venosa crônica, no cenário dos serviços de Atenção Básica/Estratégia de Saúde da Família no município de Natal/RN, partindo das experiências de vida de seus portadores. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, exploratório-descritivo, tendo a História Oral de Vida como referencial metodológico. A partir do ponto zero houve o recrutamento dos participantes que compuseram a rede, totalizando 06 colaboradores, de ambos os sexos, e idade entre 57 e 79 anos. Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa - UFRN, sob o protocolo 653.788/2014 e CAAE 30408014.0.0000.5537, realizou-se a coleta de dados por meio de entrevista, utilizando instrumento de identificação de coleta de dados e perguntas abertas. As entrevistas foram gravadas, transcritas, transcriadas e retornadas aos colaboradores para conferência. As narrativas foram submetidas à técnica de Análise Temática de Conteúdo, segundo Bardin, possibilitando a construção de três eixos temáticos que englobam categorias, a saber: Eixo I – Impacto da ferida nas relações humanas (Impacto nas relações sociais; Impacto nas relações familiares); Eixo II - Marcas no corpo e na alma: trajetória do ser ferido (Itinerário terapêutico nos serviços de saúde; Perdas, limitações e incapacidades), e Eixo III - Mecanismos de enfrentamento (Ressignificação do corpo ferido; Resiliência e superação). O impacto de ter UV provoca repercussões físicas, psicológicas e sociais para seus portadores. Como aspectos relacionados às mudanças ocorridas após o aparecimento da UV, os participantes da pesquisa relataram a presença de dor, limitações físicas, sofrimento psíquico, isolamento social e afetivo, incapacidade laboral, desconforto estético e dependência dos serviços de saúde; a família foi o aspecto que não apresentou modificação considerável após a ocorrência da úlcera para a maioria dos participantes, sendo uma aliada no processo terapêutico; a ressignificação do corpo e da ferida constituem o principal mecanismo de enfretamento da condição crônica. Os serviços que compões a Rede de Atenção Básica têm papel fundamental na reabilitação dos portadores, embora exista dificuldades de acesso ao tratamento adequado e necessidade de ampliação dos serviços, com capacitação permanente dos profissionais e disponibilização pelos gestores de recursos para o fortalecimento do cuidado integral da pessoa com UV nos serviços de atenção básica e de Estratégia de Saúde da Família.

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  • ERIDA MARIA DINIZ LEITE
  • Diagnósticos de enfermagem do domínio nutrição em pacientes submetidos à hemodiálise. 

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 17/12/2014
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  • O estudo objetivou analisar os diagnósticos de enfermagem do domínio nutrição da NANDA Internacional em pacientes submetidos à hemodiálise. Trata-se de uma pesquisa transversal, realizada em um hospital universitário de Natal, Rio Grande do Norte com 50 pacientes submetidos à hemodiálise. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi composto por um formulário de entrevista e um de exame físico, em formato digital, aplicados entre os meses de dezembro de 2013 a maio de 2014. A análise dos dados foi dividida em duas etapas. Na primeira etapa, as características definidoras, os fatores relacionados e de risco foram julgados quanto a sua presença pela pesquisadora, de acordo com os dados coletados. Na segunda etapa, foi realizado o julgamento diagnostico, por especialistas, sobre a presença dos diagnósticos por meio da inferência diagnóstica, baseado nos dados da primeira etapa. Os resultados foram organizados em tabelas e analisados segundo estatística descritiva e inferencial para os diagnósticos que apresentaram frequências maiores que 50%. Para as características definidoras, fatores de risco e relacionados foram analisados os que apresentaram associação estatística significante e/ou frequências maiores que 50%. O projeto foi aprovado sob o protocolo número 392.535 e com Certificado de Apresentação para Apreciação Ética número 18710613.4.00005537. Os resultados indicam uma mediana de 7 (± 1,51) diagnósticos de enfermagem do domínio nutrição por paciente. Foram identificados seis diagnósticos com frequências maiores que 50%, a saber: Risco de desequilíbrio eletrolítico, Risco de Glicemia instável, Volume de líquidos excessivo, Disposição para equilíbrio de líquidos melhorado, Disposição para Nutrição melhorada e Risco de volume de líquidos deficiente. As características definidoras, fatores de risco e relacionados apresentaram média de 34,78 (± 6,86), 15,50 (± 3,40) e mediana de 4 (± 1,93), respectivamente. Dentre as características, fatores relacionados e de risco, os que apresentaram associação estatística significante com os diagnósticos em análise foram: Ruídos respiratórios adventícios, Edema e Congestão pulmonar com o diagnóstico Volume de líquidos excessivo; Expressa desejo de aumentar o equilíbrio de líquidos com o diagnóstico de enfermagem Disposição para equilíbrio de líquidos melhorado; Alimenta-se regularmente, Atitude em relação à comida coerente com as metas de saúde, Consome alimentos adequados, Expressa conhecimento sobre escolhas alimentares saudáveis, Expressa desejo de melhorar a nutrição, Expressa conhecimento sobre escolhas saudáveis de líquidos e Segue padrão apropriado de alimentação com Disposição para nutrição melhorada. Conclui-se que os diagnósticos do domínio nutrição são prevalentes na clientela submetida à hemodiálise. Desse modo, a identificação desse resultado pode trazer reais mudanças no quadro clínico, principalmente a nível hidroeletrolítico, contribuindo na melhoria da qualidade de vida do paciente, além do avanço na prática do cuidado e possível influência nos índices de morbimortalidade. Portanto, este estudo propiciará o direcionamento dos cuidados de enfermagem às condições de saúde desses pacientes.  

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  • RHUAMA KARENINA COSTA E SILVA
  • Avaliação do ganho de peso de bebês prematuros em relação ao leite materno e do banco de leite humano.

  • Orientador : NILBA LIMA DE SOUZA
  • Data: 17/12/2014
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  • Este estudo objetivou avaliar o ganho de peso de recém-nascidos prematuros alimentados com leite materno de sua genitora com aqueles alimentados com o fornecido pelo banco de leite humano. Trata-se de uma pesquisa do tipo quantitativa, descritiva e observacional. Realizada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Alojamento Conjunto da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), unidade de referência para gravidez e nascimento de risco no Rio Grande do Norte. Foram envolvidos recém-nascidos prematuros que atenderam aos seguintes critérios de inclusão: idade gestacional entre 26 a 37 semanas, internados inicialmente na UTIN, com dieta oral, por gavagem, copo e/ou sucção. Foram excluídos do estudo prematuros com dieta zero maior do que sete dias ou complicações que interferissem na avaliação do ganho de peso. A amostra foi selecionada por conveniência e constou de todos os recémnascidos hospitalizados na UTIN no período de maio a junho de 2014, com seguimento até a alta hospitalar, finalizada em agosto de 2014 e que atenderam aos critérios de inclusão do estudo. Foram admitidos 60 recémnascidos prematuros no período correspondente a coleta de dados, e destes, 40 compuseram a amostra. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN, sob CAAE nº 0699.0.000.294-11. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Os resultados indicaram que os envolvidos no estudo nasceram de mães com média de idade 25,42 anos, com menos de nove anos de estudo 21 (52,5%), possuíam renda familiar menor que um salário mínimo 25 (62,5%). Predominou o sexo feminino 21 (52,5%), parto cesária 26 (65%), prematuridade moderada 29 (72,5%), baixo peso ao nascer 20 (50,0%). A média de peso ao nascer foi de 1.583,28g. O total de dietas foi 10.042, e média de 250,85 para cada recém-nascido, no período de 31,47 dias de hospitalização. O predomínio de oferta das dietas (50,16%) foi do Banco de Leite Humano, no entanto 52,5% dos recém-nascidos receberam dieta com maior quantidade de leite materno ordenhado. Detectouse que 37,5% dos neonatos receberam, em algum momento, leite artificial. A média de ganho de peso diário de todos os recém-nascidos foi de 1,47g, sendo que 35% teve uma média acima de 10g/dia. Do grupo de neonatos (n=25) que apresentaram ganho de peso apenas 9 (36,0%) receberam predominantemente Leite Materno Ordenhado de suas próprias mães. Conclui-se que a maioria dos recém-nascidos apresentou ganho de peso com predomínio de dietas fornecida pelo Banco de Leite Humano, mostrando a necessidade de um maior incentivo ao aleitamento materno exclusivo.

Teses
1
  • RAIONARA CRISTINA DE ARAUJO SANTOS
  • Papéis e funções dos profissionais dos serviços e política de saúde mental em Natal (RN).

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 31/01/2014
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  • A assistência psiquiátrica e as políticas de atenção à saúde mental passaram por diversas transformações, marcadas ora por avanços, ora por retrocessos centrados no estigma, desinteresse e preconceito que ainda permeiam a sociedade e o senso comum. Este estudo objetivou analisar o processo de reforma psiquiátrica e a política de saúde mental do município de Natal (RN) a partir dos papeis e funções dos profissionais de nível superior dos serviços substitutivos em saúde mental. Trata-se de uma pesquisa analítica, transversal, com dados quantitativos e qualitativos, realizada nos sete serviços substitutivos de saúde mental de Natal (RN), entre os meses de março a agosto de 2013, após aprovação do estudo pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, parecer nº 217.808, CAAE: 10650612.8.1001.5537, em 01 de março de 2013.  A amostra de conveniência compôs-se por 65 profissionais de nível superior das equipes de saúde mental, definida a partir dos critérios de inclusão e de exclusão dos participantes. Utilizou-se um questionário com questões fechadas e semi abertas sobre o perfil socioeconômico, as políticas, as práticas e o tipo de formação dos profissionais para a atuação nos serviços de saúde mental. Tabularam-se e submeteram-se as respostas das questões fechadas do questionário no programa estatístico SPSS versão 20.0, analisando-os por meio de estatística descritiva, com a formulação de gráficos e tabelas. Para verificar o nível de significância, adotando-se p-valor<0,05, optou-se pela aplicação do teste exato de Fisher. Submeteram-se os dados das questões semi abertas ao software ALCESTE e à luz da análise de conteúdo de Bardin. O perfil dos participantes caracterizou-se por maioria do sexo feminino (78,5%), faixa etária de 36 a 55 anos (52,3%), média de 42 anos, carga horária de 40 horas semanais (61,5%), tempo de conclusão da graduação de 6 a 15 anos (57%), trabalhavam na área de saúde mental há menos de 10 anos (72%) e na instituição pesquisada há 5 anos ou menos (52%). Da amostra estudada, 86% atendiam grupos de usuários, 97% realizavam algum atendimento individual, 94% observavam o comportamento do paciente, 92% realizavam atendimento familiar, utilizando, principalmente, a abordagem cognitiva (28%). Os dados qualitativos originaram cinco categorias denominadas: Formação acadêmica e atuação em saúde mental; Ausência de capacitação e supervisão em saúde mental; Dificuldades da prática profissional nos serviços substitutivos de saúde mental; Trabalho em equipe: entre acertos e conflitos; Política Nacional de Saúde Mental: uma realidade ainda distante. Detectou-se adequabilidade dos papeis e funções dos profissionais quanto ao tempo de trabalho na área da saúde mental e na instituição pesquisada; nos atendimentos e atividades individuais (observação e registro do comportamento do paciente e das condutas terapêuticas no prontuário); na promoção de ações visando à autonomia do paciente; no atendimento em grupo de pacientes; e, em parte, à família/familiar dos portadores de transtorno mental, havendo inadequação quanto ao atendimento aos grupos de familiares. A formação especializada em saúde mental e as condições de trabalho nos serviços substitutivos apresentaram inadequação, interferindo nos papeis e funções desenvolvidos pelos profissionais nos referidos serviços. Evidenciou-se adequação nos papeis e nas funções desenvolvidas pelos profissionais nos serviços substitutivos em saúde mental, embora convivendo em seu cotidiano com inúmeras dificuldades encontradas no desenvolvimento de suas práticas profissionais frente às condições de trabalho.

2
  • DANIELE VIEIRA DANTAS
  • EVIDÊNCIAS DE VALIDAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA ASSISTÊNCIA ÀS PESSOAS COM ÚLCERAS VENOSAS EM SERVIÇOS DE ALTA COMPLEXIDADE


  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 06/06/2014
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  • As úlceras venosas são lesões resultantes da insuficiência venosa crônica, anomalias valvulares venosas e trombose venosa. Sua ocorrência vem crescendo com o aumento da expectativa de vida da população mundial. Consideram-se aspectos fundamentais na abordagem à pessoa com úlcera venosa a assistência com atuação interdisciplinar, adoção de protocolo, conhecimento específico, habilidade técnica, articulação entre os níveis de complexidade assistencial do Sistema Único de Saúde e participação ativa dos pacientes e seus familiares, em uma perspectiva holística. A construção de um protocolo assistencial para pessoas com úlcera venosa pode auxiliar os profissionais dos serviços de alta complexidade na avaliação do paciente e no estabelecimento de uma assistência de qualidade, de forma sistematizada e focada nos fatores que interferem na cicatrização da lesão. Assim, este estudo objetivou desenvolver e validar um protocolo assistencial para pessoas com úlceras venosas atendidas em serviços de alta complexidade. Trata-se de um estudo metodológico, com abordagem quantitativa, desenvolvido em três etapas: revisão da literatura, validação de conteúdo e validação clínica. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), CAAE: 07556312.0.0000.5537. A revisão da literatura foi realizada de agosto e setembro de 2012, tornando-se a base para a construção do protocolo. Em seguida, foi realizada a validação de conteúdo, que incluiu 53 juízes (especialistas) selecionados por meio da plataforma Lattes, para avaliar os itens do protocolo. Os juízes foram contatados por e-mail e avaliaram o protocolo via Google Docs <docs.google.com>. Após a análise dos índices obtidos nesta etapa e as sugestões dos juízes, o protocolo foi ajustado e submetido à validação clínica, no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em Natal/RN. A validação clínica envolveu 4 juízes, que atuaram em duplas (pareados), avaliando 32 pacientes com úlceras venosas no contexto clínico de alta complexidade. Nas duas etapas, utilizou-se o índice Kappa e Índice de Validade de Conteúdo (IVC) para analisar as respostas dos juízes. Os parâmetros estabelecidos como aceitáveis para estes índices foram: Kappa ≥0,61 e IVC>0,80. Tanto na validação de conteúdo, como na validação clínica, os itens do protocolo que não atingiram índices Kappa e IVC estabelecidos foram excluídos e alguns itens foram modificados ou incluídos após sugestões. Os processos de validação de conteúdo e validação clínica permitiram o aprimoramento do protocolo para o cuidado à pessoa com úlcera venosa, proposto inicialmente. A versão inicial do protocolo, construído a partir da literatura, continha 15 categorias e 126 itens; após a validação de conteúdo, mantiveram-se as 15 categorias com redução para 91 itens; a versão final, validada clinicamente, é composta das mesmas 15 categorias, sendo 76 itens. O protocolo foi validado em seu conteúdo e no aspecto clínico, sendo assim aceitou-se a hipótese alternativa no estudo. Esse protocolo poderá contribuir para a sistematização da assistência, permitindo adequar condutas e promover maior resolutividade no tratamento da pessoa com úlcera venosa em serviços de saúde de alta complexidade. 

3
  • GABRIELA DE SOUSA MARTINS MELO
  • Conhecimentos e habilidades de acadêmicos sobre procedimentos em semiologia e semiotécnica da enfermagem

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 21/07/2014
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  • A Disciplina de Semiologia e Semiotécnica proporciona o desenvolvimento de habilidades necessárias à prática da enfermagem e ao estudo de procedimentos teórico-práticos. Na avaliação da disciplina, torna-se fundamental observar como o estudante trabalha o conhecimento adquirido, aproveita o aprendizado, como o aplica e o progresso no uso de instrumentos e recursos, bem como sua capacidade julgamento crítico; favorecendo a concretização de uma assistência, proveniente do processo educativo eficiente. Assim, o estudo tem como objetivo geral analisar conhecimentos e habilidades de procedimentos de semiologia e semiotécnica da enfermagem (higienização simples das mãos-HSM, mensuração da pressão arterial-PA, punção venosa periférica com cateter agulhado-PVP e sondagem vesical de demora masculina-SVD) de alunos da graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Estudo analítico com abordagem quantitativa, realizado no Departamento de Enfermagem da UFRN, em Natal/RN. A população foi composta por dois públicos alvos em diferentes etapas, sendo a primeira etapa composta por 27 juízes docentes (UFRN, UERN e UnP) responsáveis por avaliar os instrumentos de coleta de dados para validação de conteúdo dos instrumentos e, na segunda, 186 alunos da graduação em enfermagem da UFRN, matriculados do 5° ao 9° período do curso. O estudo obteve parecer favorável do CEP/HUOL (CAAE nº 0002.0.294.000-10).  A coleta de dados ocorreu em duas etapas: verificação dos conhecimentos por meio de questionários estruturados validados, com 12 questões objetivas cada; e observação da execução dos procedimentos com preenchimento das listas de verificação validadas, em laboratório de simulação. Os resultados foram analisados no programa SPSS 20.0 por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando-se os testes ANOVA, Wilcoxon e Friedman, adotando nível de significância estatística de p-valor < 0,05. Dos 186 alunos pesquisados, 89,8% eram do sexo feminino, com idade entre 18 a 26 anos (88,2%), solteiro/divorciado (86,6%), renda de 1 a 5 salários mínimos (74,2%). Quanto à experiência laboral, 18,3% tiveram experiência em saúde anterior a graduação; 15,6% tinham formação como técnico de enfermagem; e 10,2% trabalharam na área da saúde. Atualmente, 14,0% trabalham. A média de acertos do conhecimento nos quatro procedimentos variou de 6,2 a 8,8, sendo maior em HSM (8,6), seguida por SVD (7,8), PVP (7,4) e PA (6,7); o 6º período apresentou as piores médias sdem três dos quatro procedimentos (HSM, PA e SVD). Quanto às habilidades, o procedimento de PVP apresentou melhor média de acerto geral (21,2 ± 2,6), e a SVD masculina a média mais baixa e maior variação (27,2 ±4,4), sendo a diferença entre períodos significante (p=0,041). Verificou-se que existem diferenças significativas entre os conhecimentos e habilidades dos quatro procedimentos nos diferentes períodos da graduação em enfermagem (p<0,001, para cada procedimento). O estudo acarretará repercussão na área da saúde, colaborando na formação dos enfermeiros, melhoria do ensino e expansão das reflexões acerca do ensino de enfermagem em semiologia e semiotécnica.

4
  • KALYANE KELLY DUARTE DE OLIVEIRA
  • Atuação dos profissionais no atendimento as famílias nos Centros De Atenção Psicososial do Rio Grande do Norte

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 10/12/2014
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  • Este estudo objetivou avaliar a atuação dos profissionais no atendimento as famílias nos Centros de Atenção Psicosocial (CAPS) do Rio Grande do Norte (RN), a partir dos papéis e funções desempenhados pelos profissionais nestes serviços. Para isso, apontou-se como objetivos específicos: Descrever o perfil e as atividades desenvolvidas pelas equipes de saúde mental nos CAPS do RN; Conhecer a opinião dos profissionais das equipes de saúde mental quanto à política, às práticas e à formação em saúde mental; Verificar a adequabilidade dos papeis e funções dos profissionais que atuam nos CAPS do RN em relação ao atendimento as famílias. Trata-se de um estudo analítico, transversal, de abordagem quantitativa e qualitativa. Coletaram-se os dados por meio de questionário, em 33 CAPS do RN, entre março e outubro de 2014, após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFRN, parecer nº217.808, CAAE: 10650612.8.1001.5537, em 1 de março de 2013. Adotou-se a amostra, definida através de critérios de inclusão e exclusão, compondo-se de 183 profissionais.  A preparação do banco de dados seguiu dois passos: 1. Preparo e tratamento dos dados das questões fechadas do instrumento de pesquisa relativas à caracterização e práticas em saúde mental dos sujeitos da pesquisa por meio do recurso informacional do Statistical Package for the Social Scienses (SPSS) Statistics versão 20.0; 2. Para verificar o nível de significância optou-se pela aplicação do teste Qui-quadrado e o Kruskal Wallis Test. Preparo e tratamento do corpus formado pelas respostas às questões abertas relativas às políticas, práticas e formação na psiquiatria por meio do software Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE) e categorizados conjuntamente pela técnica de Análise de Conteúdo. A análise de dados apoia-se na literatura pertinente. Explicitaram-se os resultados através de três artigos que enceram os seguintes resultados: O primeiro artigo, perfil dos participantes, caracterizou-se por predominância do sexo feminino (76,5%), na faixa etária de 40 a 58 anos (61,7%). Trabalham entre 30 e 40 horas semanais (63,5%), com atuação na saúde mental há mais de 10 anos (98,4%). A amostra estudada direciona o atendimento a grupos familiares (65,7%), predominando o atendimento em equipe entre os assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais. O médico realiza os atendimentos sem interação com a equipe (48,6%). Sobre as dificuldades encontradas nos serviços ordenam-se em: materiais e insumos (75,1%), financeiras (78,5%) e estruturais (66,9%). O segundo artigo encerra dados qualitativos organizados em cinco categorias: Promoção da reabilitação dos usuários dos CAPS; Necessidades de capacitações; Conflitos e satisfações do trabalho em equipe; Práticas desenvolvidas nos CAPS; Dificuldades de efetivação da Política de Saúde Mental. O terceiro artigo evidencia a inadequabilidade do atendimento destinado as famílias (93,4%) e comparando-se os atendimentos as famílias e aos grupos nos CAPS os dois tipos mostram-se inadequados: família (92,63%), grupos (92,60%). Os principais dados obtidos revelam a necessidade urgente de transformação na atenção psicossocial. Evidencia-se ainda, a importância de investimentos em insumos, estrutura física e na capacitação de recursos humanos para os CAPS.

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  • FRANCISCO DE SALES CLEMENTINO
  • AVALIAÇÃO DE ESTRUTURA, PROCESSOS DE GESTÃO E ACOLHIMENTO DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE, PARAÍBA.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 11/12/2014
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  • No Brasil, a Reforma Psiquiátrica organiza-se com base nos pressupostos da Reforma Sanitária e da Psiquiatria Democrática Italiana com vistas a eliminar o modelo hospitalocêntrico. Objetivo: Avaliar a estrutura e o processo de trabalho desenvolvido nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), englobando a satisfação, o perfil, as condições e a sobrecarga de trabalho dos profissionais. Aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), protocolo nº 719.435, de 30/05/2014. Métodos: Estudo descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em cinco Centros de Atenção Psicossocial, a saber: 02 CAPS I, 01 CAPS II, 01 CAPS III e 01 CAPSAD, de Campina Grande-PB. A população do estudo constitui-se de todos os coordenadores dos cinco CAPS, incluindo 42 profissionais de nível superior, 71 de nível médio (técnicos e auxiliares de enfermagem, e cuidadores), e os prontuários referentes a 2.297 usuários atendidos. Para assegurar a representatividade das informações, calculou-se uma amostra aleatória estratificada com partilha proporcional, considerando-se os seguintes parâmetros: erro α de 5%, nível de confiança de 95%, poder do estudo de 80%, estimativa de proporção de 10% e o índice de proporcionalidade específico para os profissionais de nível (superior e médio) e os  prontuários. Coletou-se os dados através de questionários validados, elaborados para o estudo CAPSUL (Avaliação dos CAPS da Região Sul do Brasil), entre julho e outubro de 2014. Os questionários foram duplamente digitados e submetidos à validação no sub-programa Validate do Epi Info 3.5.4, utilizado juntamente com o SPSS, 17.0 para o processamento das análises estatísticas. Resultados: A partir da análise dos prontuários dos usuários atendidos nos CAPS, observou-se um predomínio de mulheres na faixa etária adulta. Destacou-se como psicopatologia mais frequente, à esquizofrenia. Quanto às internações antes e após o ingresso nos CAPS, registrou-se para o hospital geral 14 internações (3,5%) antes e sete (1,7%) depois, diferença não significante (p=0,612). Ressalta-se que, em hospitais psiquiátricos, após o ingresso, houve redução para o máximo de três internações. O número total reduziu de 117 (29,1%) para apenas 11 (2,7%); redução estatisticamente significante (p=0,002). Quanto às formas de contração dos profissionais de saúde, os resultados evidenciam a existência de contrato temporário. A maior proporção de insatisfação com todos os parâmetros avaliados deu-se naqueles profissionais que se consideram sobrecarregados no trabalho. Entretanto, a única diferença estatisticamente significante estava relacionada com o “grau de responsabilidade” (90,9%; p=0,04). Observou-se forte associação da insatisfação dos profissionais de saúde com fatores relacionados ao conteúdo e às condições de trabalho no CAPS, relativa às medidas de segurança, conforto e aparência dos CAPS, contato entre as equipes e usuários, e tratamento das famílias por parte das equipes. Chama à atenção que estes aspectos são aqueles que não dependem diretamente da atuação dos profissionais. Conclui-se que o fortalecimento dos CAPS requer e exige um compromisso intersetorial, a partir do nível governamental, em garantir os recursos para a operacionalização de suas ações e assegurar aos usuários e à sua família a oferta e o acesso aos serviços de saúde. 

6
  • JOAO MARIO PESSOA JUNIOR
  • PERFIS E PRÁTICAS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL NOS HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 11/12/2014
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  • No campo de atuação da rede de atenção psicossocial brasileira, os profissionais de saúde são considerados atores importantes no processo de transformação das politicas e práticas nos diversos serviços de saúde mental, inclusive no hospital psiquiátrico. O estudo objetiva analisar o processo de reforma psiquiátrica e a política de saúde mental no Estado do Rio Grande do Norte (RN) a partir dos perfis e práticas dos profissionais de nível superior em hospitais psiquiátricos. Trata-se de uma pesquisa transversal e descritiva, com dados quantitativos e qualitativos, realizada em dois hospitais psiquiátricos do RN. A princípio foi considerada população alvo de 95 profissionais entre os dois serviços, entretanto, considerando-se a margem de erro de 8%, taxa de não resposta e critérios de inclusão, chegou-se a um total de 60 participantes de nível superior que responderam a um questionário de questões fechadas e semiabertas sobre o perfil socioeconômico, as políticas, as práticas e a formação em saúde mental. Após tabulados, os dados obtidos através das respostas das questões fechadas do questionário foram submetidos a um software estatístico. Utilizou-se a análise estatística simples e bivariada, do tipo qui-quadrado, adotando-se o nível de significância valor p<0,05. Submeteram-se as respostas das questões semiabertas ao software ALCESTE e à análise de conteúdo de Bardin. Em respeito aos preceitos éticos de pesquisa, o projeto obteve parecer favorável pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o nº 508.430, CAAE: 25851913.7.0000.5537. O perfil dos profissionais revelou a maioria do sexo feminino (89,7%), enfermeiras (36,7%), faixa etária de 50-59 anos (42,9%), carga horária de 40 horas semanais (52,4%), com renda de 4 a 5 salários mínimos (28,1%), tempo de conclusão da graduação de 6 a 15 anos (57%), trabalhavam na área de saúde mental de 15 a 24 anos (37,5%), 53,4% tem outro emprego, e 21,4% mencionaram ter especialização em saúde mental. Sobre as práticas desenvolvidas, 61% realizam atendimento individual sozinhos e com outro profissional, predominando-se nesse momento cuidados de anotação (71,9%), observação (70,2%), esclarecimento sobre medicação, adesão ao tratamento e família (68,4%), e, consulta em situação de crise (64,9%); no atendimento familiar, 72,2% realizam sozinhos e com outro profissional, predominando-se cuidados de anotação (61,2%), consulta em situação de crise (51%) e esclarecimento sobre medicação, adesão ao tratamento e família (68%); e, no atendimento em grupos 50,9% realizam sozinhos e com outro profissional predominando-se cuidados de observação (64,3%), anotação (59,5%), esclarecimento sobre medicação, adesão ao tratamento e família (57,1%), conforto (52,4%). Os dados qualitativos originaram quatro grandes eixos temáticos: Atuação profissional em saúde mental; Formação em saúde mental; Cenários da reforma psiquiátrica e o hospital psiquiátrico; Políticas e práticas em saúde mental: desafios para profissionais no hospital. Apesar de mudanças identificadas nos perfis e práticas dos profissionais de nível superior nos serviços de atenção à saúde mental, com a implementação de novas políticas públicas para a área, os achados do presente estudo sugerem a confluência de assimetrias e divergências na atuação das equipes nos hospitais psiquiátricos. Os cenários evidenciados circunscrevem, em parte, o descompasso político e ideológico atual do processo de reforma psiquiátrica nacional, que nega o papel da assistência realizada no ambiente hospitalar, embora não tenha avançando o suficiente com a criação e qualificação de serviços que justifiquem a extinção total dessa instituição.      

7
  • ELIANE SANTOS CAVALCANTE
  • Trajetória de vida dos pescadores vítimas de lesão medular no litoral do Rio Grande do Norte/RN.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 12/12/2014
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  • A lesão medular ocasiona manifestações incapacitantes permanentes, afetando a integridade anatômica, mudanças corporais e limitações funcionais pertinentes ao estado de deficiência. Objetivou-se analisar a trajetória de vida dos pescadores com lesão medular vítimas de acidente por mergulho nas praias do litoral Norte/RN. Trata-se de estudo exploratório-descritivo, com dados quantitativos, qualitativos e representacional, desenvolvido em colônias de pescadores de nove praias do litoral Norte/RN, entre outubro de 2013 a agosto de 2014, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN, parecer nº 431.891/2013, CAAE 20818913.0.0000.5537. A amostra compôs-se por pescadores acometidos por lesão medular, definida a partir dos critérios de inclusão e de exclusão dos participantes. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada. Analisaram-se os dados quantitativos por meio da estatística descritiva, apresentando-os em forma de tabelas, quadros e gráficos, utilizando o Microsolft Excel. Submeteram-se os dados das entrevistas ao software Analyse Lexicale par Contexte d`um Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE) e à luz da análise da Teoria das Representações Sociais e Teoria do Núcleo Central. Esclarece-se e apresentam-se os resultados da pesquisa a partir de quatro artigos, seguindo recomendações normativas dos periódicos: 1. Caracterização dos pescadores artesanais atendidos em hospital naval vítimas de doença descompressiva, em análise documental. Dos 28 pescadores artesanais estudados, todos eram do sexo masculino, faixa etária de 31 a 40 anos (53,6%) e casados (35,7%). A doença descompressiva ocorreu prevalentemente no baixo verão (75,0%), litoral Norte (96,4%), tendo como principais agravos a parestesia e dor nos membros superiores (67,9%), seguido de lesão medular (57,1%) e óbitos de 25,0%. 2. Estresse e ansiedade em pescadores artesanais vítimas de lesão medular. Estudo descritivo: Dos 44 participantes, todos eram do sexo masculino, média de idades de 49,6 anos, ensino fundamental (68,2%), casados (77,3%); com sequela de paraplegia (50,0%). A maioria apresentava estresse (75,0%), encontrando-se na fase de quase exaustão (33,3%), com sintomas prevalentes de insônia (95,5%) nas últimas horas; hipertensão (97,7%) na última semana e dificuldades sexuais (95,5%) no último mês. 3. Experiências, memórias, scripts, representações sociais sobre lesão medular para pescadores vítimas de acidentes por mergulho: A análise de 10 entrevistas permitiu a construção de três categorias: Incapacidade na coordenação sensório-motora da deambulação; Ressignificação da deficiência e o sentido da dependência e Autonomia e adaptação limitante. 4. Representações sociais de pescadores artesanais vítimas de lesão medular: repercussões na trajetória de vida. A análise de 31 entrevistas sob a ótica da compreensão das Representações Sociais da lesão medular permitiu a construção de sete categorias: Tratamento: limitações e expectativas; Lesão Medular: antes e depois; Aposentadoria: uma realidade ainda distante; Deficiência: dependência, incapacidade e vulnerabilidade; Superação e autonomia; Sentimentos do eu: perdas físicas e recomeço; Vida e trabalho: impedimentos, planos e mudanças. Conclui-se esse estudo com o alcance dos objetivos, cuja temática é relevante para a saúde pública de homens pescadores. Sugere-se medidas de prevenção, promoção e recuperação da saúde do homem pescador, além das condições seguras, saudáveis e dignas como compromisso das políticas de saúde.

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  • RAFAELLA LEITE FERNANDES
  • Conhecimento dos gestores da saúde mental sobre a política assistencial e assistência individual dos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial do Rio Grande do Norte

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 12/12/2014
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  • Este estudo emergiu do intuito de conhecer a realidade assistencial da saúde mental do Rio Grande do Norte diante dos avanços e desafios na pactuação de caminhos intersetoriais e da consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Estado. Definiu-se como problemática desse projeto a seguinte inquietações: 1- Qual o conhecimento dos gestores da saúde mental sobre a Política Nacional de Saúde Mental?  Nesse sentido, objetivou-se: Identificar o conhecimento dos gestores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do RN a respeito da Política de Saúde Mental. Trata-se de um estudo de natureza analítica e descritiva e abordagem quanti-qualitativa, realizado nos CAPS do interior do RN, totalizando 33 serviços, onde 183 profissionais responderam a um questionário estruturado com questões abertas e fechadas a respeito do trabalho que desenvolvem diariamente nos serviços em que atuam; 20 coordenadores de saúde mental dos municípios e o coordenador estadual da RAPS foram entrevistados a respeito do seu conhecimento sobre a Política de Saúde Mental e a realidade enfrentada pela saúde mental do município que é responsável. Após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP/UFRN), sob o parecer nº 508.430 CAAE: 25851913.7.0000.5537 em 20 de dezembro de 2013, os dados foram coletados de agosto a outubro de 2014 nos 26 municípios do interior do Estado que dispõem de CAPS. Os dados quantitativos foram tabulados e analisados pela estatística descritiva com o auxílio do software Statistical Package for the Social Scienses (SPSS) versão 20.0, enquanto os dados qualitativos foram preparados em um corpus e analisados com o auxílio do suporte informacional do software Analyse Lexicale par Contexte d’um Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE) que permite fazer análises estatísticas textuais e categorização das falas dos sujeitos, que serão submetidos a análise de conteúdo de Bardin. A análise léxica das falas dos gestores dos serviços gerou 7 classes no ALCESTE, que após sucessivas leituras de aproximação de sentido formaram 5 categorias com enfoques no conhecimento dos gestores, denominadas: De volta à sociedade: protagonismo e autonomia dos usuários; Hiância entre política e prática; Entraves que afetam o serviço; Estruturação da Rede de Atenção Psicossocial; Equipe multiprofissional: atribuições e atividades. A análise das categorias revelou que o conhecimento dos gestores foi direcionado principalmente para a realidade vivenciada pelos mesmos no seu cotidiano sendo evidenciada pouca profundidade de conceitos e diretrizes políticas da assistência em saúde mental, primordial para o desenvolvimento de atividades efetivas e eficazes nos serviços.

2013
Dissertações
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  • ANA BEATRIZ DE ALMEIDA MEDEIROS
  • INTEGRIDADE TISSULAR DE PACIENTES COM ÚLCERAS VENOSAS: um estudo baseado na Classificação dos Resultados de Enfermagem.

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 01/02/2013
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  • A úlcera venosa é um problema epidemiológico de alta prevalência, que provoca incapacidade e dependência. Avaliar o nível de comprometimento tissular de pacientes com lesões venosas, dentro de um referencial próprio da Enfermagem, é relevante. Destarte, o objetivo deste trabalho é caracterizar o estado de saúde referente à integridade da pele dos membros inferiores de pacientes com úlcera venosa, de acordo com os indicadores do resultado Integridade tissular da Classificação dos Resultados de Enfermagem. Estudo quantitativo, transversal e descritivo, realizado em um hospital universitário de Natal-RN. A amostra foi composta por 50 participantes, selecionados através de amostragem por conveniência do tipo consecutiva. A coleta dos dados aconteceu através de um formulário de entrevista e exame físico e de um instrumento de definições operacionais para indicadores do resultado de enfermagem Integridade Tissular direcionado aos pacientes com úlcera venosa, aplicados nos meses de fevereiro a junho de 2012. A análise dos dados se deu por meio de estatística descritiva e testes não-paramétricos (teste de Spearman, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob protocolo CEP/HUOL 608/11 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 0038.0.294.000-11. Os resultados revelam que os indicadores apresentam grau de comprometimento moderado, leve e não comprometido, quanto à mediana. Os entrevistados tinham uma média de 59,72 anos, 66% do sexo feminino, 50% aposentados e 60% com companheiro, 44% apresentavam hipertensão arterial, 26% alergias, 20% Diabetes Mellitus, 4% realizava alguma atividade física, 6% eram fumantes e 14% consumiam bebidas alcoólicas. Houve associação entre idade e hidratação (ρ=0,032) e descamação cutânea (ρ=0,026); anos de estudo e descamação cutânea (ρ=0,034); renda familiar e necrose (ρ=0,012); Índice Tornozelo/Braquial e perfusão tissular (ρ=0,044); Diabetes Mellitus e textura (ρ=0,015) e perfusão tissular (ρ=0,026); alergia e textura (ρ=0,034); atividade física e hidratação (ρ=0,034); tabagismo e espessura (ρ=0,018); e etilismo e exsudato (ρ=0,045). Conclui-se que a maioria dos indicadores avaliados nos pacientes entrevistados apresentou comprometimento, variando de leve a moderado. Os resultados deste estudo corroboram com o perfil socioeconômico, clínico e de fatores de risco da população acometida por úlceras venosas, atendida nas instituições públicas de saúde. Conclui-se que a avaliação do comprometimento tissular utilizando um sistema próprio da enfermagem e a relação deste com fatores socioeconômicos, clínicos e de risco, são ferramentas singulares no planejamento da assistência e no processo de cicatrização tecidual.
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  • GRAYCE LOUYSE TINOCO DE CASTRO
  • ESPECIFICIDADES DO SUPORTE AVANÇADO DE VIDA NO ATENDIMENTO
    PRÉ-HOSPITALAR: MAPEANDO RISCOS, PREVENINDO ERROS 

    ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL: MAPEANDO RISCOS, PREVENINDO ERROS

     
  • Orientador : FRANCIS SOLANGE VIEIRA TOURINHO
  • Data: 07/02/2013
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  • O cuidado com a segurança dos pacientes é importante na qualidade da assistência de enfermagem e dos cuidados de saúde. No atendimento pré-Hospitalar, estes cuidados são essenciais no local com propósito de minimizar possíveis consequências ao indivíduo, garantindo um atendimento precoce e adequado, com melhoria da morbidade e diminuição da mortalidade. Estes atendimentos igualmente associam-se a riscos significativos de even­tos adversos e erros graves, que podem ser diminuídos com a conscientização dos profissionais, organização e qualidade da gestão. Trata-se de estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, com o objetivo de identificar os riscos para a segurança do paciente no atendimento pré-hospitalar móvel sob a ótica dos enfermeiros, em uma cidade do Nordeste Brasileiro. A amostra da pesquisa foi formada por 23 enfermeiros. Os critérios de inclusão: ter no mínimo dois anos de experiência e aceitarem participar da pesquisa. A coleta de dados foi realizada em duas etapas, primeiramente coleta de fotos, através do método adaptado de análise fotográfica, e a segunda com a aplicação de questionário, dividido em duas partes:dados sócio-profissional e instrumento de pontuação de fotografia digital sobre a segurança do paciente. Encontrou-se a predominância de enfermeiros com tempo médio de trabalho no atendimento pré-hospitalar móvel de seis anos e seis meses, na faixa etária de 38 a 53 anos (69,56%) e com especialização Lato sensu (73,91%), sendo (29,41%) urgência e emergência e (29,41%) em terapia intensiva. Possuem o advanced cardicologic life suport (ACLS) (74%) e o pre hospital trauma life suport (PHTLS) (100%); conhecem a temática segurança do paciente (91,30%). Nas fotos observou-se uma maior variabilidade de categorias (riscos) onde 44% de variância emergiu na foto 01 do estudo. As fotografias 4 e 9 com médias abaixo de 5 foram classificadas como muito inseguras, enquanto que as fotos 7 e 3 com médias acima de 7, muito seguras. Dos resultados de riscos observados para a segurança do paciente no atendimento pré-hospitalar móvel emergiram cinco categorias: Organização e acondicionamento de equipamentos e materiais, rotinas e especificidades no atendimento pré-hospitalar móvel, riscos para a administração de medicamentos, para traumas e para infecção. Partindo da análise desses riscos propôs-se dez passos para a segurança do paciente no atendimento pré-hospitalar móvel: 1- Identificar o paciente; 2- Segurança relacionada à prevenção de infecção; 3- Segurança na administração de medicamentos; 4- Segurança e padronização do acondicionamento de equipamentos e materiais; 5- Atenção para as especificidades do atendimento pré-hospitalar móvel; 6- Incentivar e valorizar a participação do paciente e família; 7- Promover a comunicação com a central de regulação; 8- Prevenção de traumas e quedas; 9- Proteger a pele de lesões adicionais; 10- Compreender o benefício de todos os equipamentos da ambulância. Os múltiplos riscos e suas combinações emergidas no estudo indicam a multifatoriedade de ações a serem desenvolvidas e estimuladas, como a utilização de passos para a segurança do paciente no atendimento pré-hospitalar móvel que contribui como subsídio no gerenciamento de riscos, diminuição de erros, incapacidades e morte.

     
3
  • JOAO EVANGELISTA DA COSTA
  • TRAJETÓRIA DE VIDA DE PORTADORES DE DOENÇAS
    ONCOLÓGICAS EM USO DE TRANSFUSÕES SANGUÍNEAS NA CIDADE DE 
    NATAL/RN

    Trajetos no labirinto: História de vida dos portadores de doenças oncológicas em uso de transfusões sanguíneas na cidade de Natal/RN.

     
  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 18/02/2013
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  • Sendo utilizado pelo homem há muito tempo e de várias formas, o sangue foi
    considerado um elemento mítico em várias culturas. Desde a antiguidade
    atribuíam a ele poderes, pois comungava do preceito geral da vida, passando a
    fazer parte do patrimônio do inconsciente coletivo humano. Atualmente, sua
    utilização não deixou de ter tanta importância, uma vez que possibilita seu uso
    em numerosas situações clínicas e cirúrgicas sendo, seu papel, determinante à
    manutenção da vida e na resposta a procedimentos terapêuticos. Nesse uso,
    cada vez mais importante do sangue e seus hemocomponentes, desperta
    atenção as transfusões que não são isentas de complicações, devendo-se
    considerar a real necessidade de sua aplicação, avaliando-se os riscos e os
    benefícios aí decorrentes. As reações transfusionais são riscos que, na maior
    parte das vezes, por ser eventos indesejados, podem ser evitadas ou
    prevenidas, por trazerem o medo e o desconforto, piorando o quadro clínico e
    provocando até mesmo a morte do usuário. Este estudo tem como objetivo
    narrar as trajetórias de vida de portadores de doenças oncológicas,
    transfundidos com componentes sanguíneos, e o impacto causado pelas
    transfusões no seu cotidiano. Utilizaremos como procedimento metodológico a
    história oral de vida (Meihy, 2011) desses portadores, realizada a partir de
    entrevistas e outras fontes documentais de natureza pessoal. A história oral,
    por ser um recurso moderno de apreensão de princípios da subjetividade,
    deixando-se entrever um sentido maior, coletivo, é destinada a colher
    testemunhos para elaboração de documentos, com finalidade de se estudar a
    sociedade. Será utilizado, para isso, um roteiro de entrevista não-estruturada a
    qual se apresenta dividida em três etapas: a pré-entrevista, a entrevista em si e
    a pós-entrevista. Na análise das histórias de vidas narradas pelos
    colaboradores utilizar-se-á a técnica de análise de conteúdo temático. O
    espaço de investigação da pesquisa será realizado no Núcleo de Hematologia
    e Hemoterapia (NHH) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
    localizado na cidade de Natal-RN. A comunidade de destino será formada por
    usuários de saúde com doenças oncológicas em uso de transfusão de
    componentes sanguíneos. A colônia será formada por usuários de saúde com
    doenças oncológicas que se submeteram há pelo menos três transfusões de
    componentes sanguíneos ambulatorialmente, e a rede será formada por 12
    colaboradores com pelo menos três transfusões sanguíneas e que queiram
    participar da pesquisa. Desse modo, espera-se fazer um retrato ou perfil
    desses usuários para, com este fim, levar respostas tanto à sociedade acerca
    do papel da enfermagem, como aos próprios usuários, tornando-os
    conhecedores dos processos aí envolvidos, para que desmistifiquem os usos
    do sangue e, assim, possam atrair resultados mais positivos à hemoterapia. 

    O estudo “Trajetos no Labirinto: história de vida de portadores de doenças oncológicas em uso de transfusão sanguínea na cidade de Natal” tem a hemoterapia como procedimento primordial para se repensar a relação entre usuários de saúde oncológicos e os desdobramentos decorrentes. A hemoterapia busca suprir carências orgânicas através da hemotransfusão, que adquire função vital aos portadores de câncer por poder restabelecer o funcionamento do organismo através do aumento de componentes sanguíneos. O impacto sobre a transfusão afeta emocional e fisicamente a vida desses usuários. Objetivando refletir acerca desse impacto, o presente estudo procurou, através das narrativas de vida, resgatar suas vivências desde o diagnóstico da doença até os instantes de uso da transfusão sanguínea. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, em que a abordagem qualitativa utiliza o referencial teórico-metodológico da história oral de vida (MEIHY, 2011) para analisar uma colônia formada por cinco usuários de saúde com diagnóstico de câncer, com realização mínima de três transfusões sanguíneas, no ambulatório do Núcleo de Hematologia e Hemoterapia - UFRN, na cidade de Natal-RN. A rede, por sua vez, foi composta por colaboradores de ambos os sexos, sem limite de idade, que concordaram voluntariamente em participar do estudo. A coleta de dados, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, sob parecer 001/001/2012, ocorreu por meio de entrevistas semi-estruturadas, gravadas individualmente, em contexto domiciliar, local previamente escolhido pelos colaboradores. O procedimento metodológico se deu com a transcrição das entrevistas e suas transcriações, e a análise dos relatos por meio da análise de conteúdo temático (BARDIN, 2011). Na orientação de leitura e interpretação dos relatos dos colaboradores, discutem-se três categorias de análise: o impacto no psicológico; o impacto na socialização e no grupo de pertença; o impacto do ambiente e da transfusão sanguínea no tratamento. Com base nas narrativas das histórias de vida dos colaboradores, conclui-se que as vivências e os sentimentos, a esperança e a tristeza, a dor e a fé, mesmo em face de uma doença como o câncer, trazem muito de ensinamento e aprendizagem ao profissional da saúde que deposita na humanização e na hemoterapia formas de restabelecer quadros clínicos críticos.

     
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  • ANA MICHELE DE FARIAS CABRAL
  • História oral de vida dos filhos do Preventório/Educandário no Rio Grande do Norte: vivências a compartilhar.  

     
  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 19/02/2013
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  • Várias doenças marcaram a vida das pessoas e coletividades, sendo um dos principais exemplos a hanseníase, doença infecto-contagiosa, marcada pelo estigma, preconceito e exclusão social. No passado, o isolamento compulsório dos pacientes portadores de hanseníase evitou a propagação da doença causando sérios problemas sociais e psicológicos resultando no afastamento e na ruptura total ou parcial do vínculo familiar. Os filhos privados deste convívio, retirados muitas vezes de forma desumana foram confinados e criados em preventórios/educandários. Qual a história de vida dos filhos do preventório/educandário e suas inquietações? Frente ao questionamento, traçou-se como objetivo: resgatar a história de vida dos filhos de portadores de hanseníase que foram internos no preventório/educandário Osvaldo Cruz, Natal, Rio Grande do Norte. Pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa. Utilizou-se o enfoque da história oral de vida como referencial metodológico. Foram entrevistados 10 egressos do preventório/educandário Osvaldo Cruz em Natal/RN, filhos de ex-doentes comprovadamente, residentes na capital potiguar, de ambos os sexos; maior de idade; com condições cognitivas, intelectuais e emocionais preservadas. A análise das histórias obtidas a partir das entrevistas foi realizada à luz da Análise de Conteúdo, pela qual estabeleceu-se três eixos temáticos: 1. Perdas e danos: desintegração e reintegração familiar e a infância negada; 2. Inesquecível: coisas marcantes que não se esquece; 3. Expectativa em viver o novo: em busca de outros caminhos e destinos. Considera-se que a problemática vivenciada pelos filhos separados marcou profundamente as suas características afetivas e psicossociais. No entanto, eles demonstraram resiliência, buscando se reinventar e construírem novos caminhos e destinos.

     
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  • MARIANA PEREIRA DA SILVA
  • Relações Interpessoais da equipe de enfermagem: uma ação comunicativa.

     
  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 20/02/2013
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  • O presente estudo pretendeu abordar as relações interpessoais da equipe de enfermagem sob a ótica da ação comunicativa, contribuindo para o processo de trabalho em saúde. Teve como objetivo analisar as relações interpessoais da equipe de enfermagem em seu ambiente de trabalho. Tratou-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa.  A coleta das informações ocorreu a partir de entrevistas individuais guiadas por um roteiro com questões abertas e semi-estruturadas. O estudo foi realizado em um hospital estadual no município de Natal/RN. Os sujeitos da pesquisa foram constituídos pelos trabalhadores da equipe de enfermagem, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, totalizando 16 sujeitos. A captação das informações ocorreu no mês de Abril de 2012. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob protocolo CEP/UFRN 262/11 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 0289.0.051.000-11. A análise foi realizada a partir das categorias que emergiram da pesquisa através de um diálogo com os autores estudados no referencial teórico da teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas, como também as transformações do mundo do trabalho de Ricardo Antunes, e a caracterização de equipe de Marina Peduzzi. Os resultados apontam que o  relacionamento interpessoal da equipe de enfermagem é bastante conflituoso, não havendo interação entre os sujeitos envolvidos neste processo, entre si e com os demais profissionais da saúde. Elaborou-se um conceito próprio de equipe, composto por três elementos essenciais: multiplicidade de indivíduos, objetivo comum e heterogeneidade. No ambiente estudado percebeu-se a formação de equipes agrupamentos. O relacionamento interpessoal da enfermagem pode ser um fator facilitador ou conturbador do ambiente laboral, de tal forma que cause consequências positivas ou negativas tanto nos trabalhadores da saúde quanto nos doentes. Neste contexto, as entrevistadas intensificaram suas observações em relação às fragilidades que permeiam as relações da enfermagem, por se tornarem mais constantes em relação às fortalezas. As condições de trabalho sinalizaram para uma precarização evidenciada pelo constante processo de improvisação diante da falta de recursos humanos e materiais, baixa remuneração salarial, déficit no reconhecimento do trabalhador de enfermagem, desgaste físico e emocional, gerando um esgotamento do profissional. A valorização do trabalhador tornou-se também um fator marcante para esse estudo por se caracterizar um motivo de insatisfação profissional, por falta de políticas de valorização elaboradas pela instituição ou até mesmo desconhecidas pelo próprio trabalhador. A participação do trabalhador na elaboração dessas políticas despontou como relevante. As condições precárias de trabalho levam o trabalhador a um processo de insatisfação e desmotivação profissional, ocasionando o sentimento de desvalorização em seu ambiente de trabalho. Com isso, constatou-se na presente pesquisa que a ausência da comunicação conduz a situações de relacionamentos interpessoais inadequadas, criadores de um ambiente impróprio ao trabalho da equipe de enfermagem.

     
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  • LIVIA SEMELE CAMARA BALDUINO
  • Validação de instrumentos para avaliação do conhecimento e da habilidade acerca da sondagem vesical de demora.

     
  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 21/02/2013
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  • Este estudo teve como objetivo validar instrumentos para avaliação da habilidade e do conhecimento acerca sondagem vesical de demora (SVD). Estudo transversal, descritivo, quantitativo e metodológico realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e em uma universidade privada do Rio Grande do Norte. Amostra composta por 27 juízes selecionados a partir dos critérios de inclusão: enfermeiros, docentes da disciplina de semiologia e/ou semiotécnica, com mínimo de um ano de experiência nas disciplinas, ser da UFRN, UERN ou de uma universidade privada do estado e aceitar participar voluntariamente com a assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: construção de dois instrumentos com base na literatura científica, resultando em um roteiro de observação estruturado tipo checklist composto por 36 itens e um questionário do conhecimento com 12 questões; submissão dos instrumentos aos juízes, no período de junho a setembro de 2012, os quais deveriam avaliar cada item em “adequado”, “adequado com alterações” e “inadequado”, além de fazer uma avaliação geral de cada instrumento baseada em 10 requisitos; e validação com a verificação do nível de concordância entre os juízes, através da aplicação do Índice Kappa (K) e do Índice de Validade de conteúdo (IVC). Utilizou-se o nível de consenso maior que 0,60 (bom) para o índice Kappa e maior que 0,70 para o IVC. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/HUOL. Após serem codificados e tabulados, os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Dos 27 juízes que avaliaram o instrumento, 77,8% são do sexo feminino, com média de idade de 36,6 (± 9,0) anos, 63,0% atuavam na UFRN, 74,1% possuíam mestrado acadêmico e 63,0% atuavam exclusivamente na docência. A média de tempo de experiência na docência foi de 7,9 (± 8,0) anos e nas disciplinas de semiologia e/ou semiotécnica da enfermagem foi de 5,5 (± 6,7) anos. No julgamento do checklist e questionário do conhecimento, nenhuma etapa/questão foi considerada inadequada, uma vez que todas obtiveram nível de concordância dentro dos índices estabelecidos. Todas as etapas do checklist obtiveram K de bom a excelente (entre 0,60 e 1,00). Dos 36 itens, 25 tiveram K excelente (0,75 ≤ K < 1,00) e K total excelente (K = 0,83). Em relação ao IVC, todas as etapas atingiram níveis acima de 0,70 (entre 0,74 e 1,00) e o IVC total foi de 0,90. Todas as questões do questionário avaliadas separadamente (K de 0,60 a 0,93 e IVC de 0,74 a 0,96) e de forma geral (K de 0,79 a 1,00 e IVC de 0,89 a 1,00) obtiveram níveis de avaliação da validade de conteúdo dentro dos valores estabelecidos. Os instrumentos foram reformulados baseando-se nos níveis de concordância entre os juízes e em diretrizes internacionais, dissertações e artigos científicos. Os dois instrumentos mostraram-se válidos quanto ao seu conteúdo, permitindo avaliação objetiva e clara dos conhecimentos e habilidades acerca SVD, seja dos graduandos de enfermagem como também de outros estudantes e profissionais da saúde, uma vez que a utilização de medidas válidas busca a redução do risco de distorção dos resultados.

     
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  • MANUELA PINTO TIBURCIO
  • Validação de instrumentos para avaliação da habilidade e do conhecimento acerca da medida da pressão arterial.

     
  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 21/02/2013
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  • Este estudo teve como objetivo validar instrumentos para avaliação da habilidade e do conhecimento acerca da medida da pressão arterial (PA) entre os graduandos de enfermagem. Estudo transversal, descritivo, quantitativo e metodológico realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN e em uma universidade privada do estado. A amostra composta por 27 juízes da pesquisa selecionados a partir dos critérios de inclusão: enfermeiros, docentes da disciplina de semiologia e/ou semiotécnica, mínimo de um ano de experiência nas disciplinas, ser da UFRN, UERN ou de uma universidade privada do Rio Grande do Norte e aceitar participar voluntariamente com a assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: construção de dois instrumentos com base na literatura científica, resultando em um roteiro de observação estruturado composto por 28 itens e um questionário do conhecimento com 12 questões; submissão dos instrumentos aos juízes, no período de junho a setembro de 2012, os quais deveriam avaliar cada item em “adequado”, “adequado com alterações” e “inadequado”, além de fazer uma avaliação geral de cada instrumento baseada em 10 requisitos; e validação com a verificação do nível de concordância entre os juízes, através da aplicação do índice Kappa e do Índice de Validade de conteúdo (IVC). Utilizou-se o nível de consenso maior que 0,61 (bom) para o índice Kappa e maior que 0,75 para o IVC. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/HUOL. Após serem codificados e tabulados, os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Dos 27 juízes que avaliaram o instrumento, 77,8% são do sexo feminino, com média de idade de 36,6 (± 9,0) anos, 63,0% atuavam na UFRN, 74,1% possuíam mestrado acadêmico e 63,0% atuavam exclusivamente na docência. A média de tempo de experiência na docência foi de 7,9 (± 8,0) anos e nas disciplinas de semiologia e/ou semiotécnica da enfermagem foi de 5,5 (± 6,7) anos. No julgamento do roteiro de observação estruturado e do questionário do conhecimento acerca da medida da PA nenhum item/questão foi considerado inadequado, uma vez que todos obtiveram nível de concordância dentro dos índices estabelecidos (IVC > a 0,75 E Kappa > 0,61). Em relação ao roteiro estruturado, dos 28 itens presentes, 9 apresentaram índice de concordância perfeito (IVC=1,00; Kappa= 1,00) e outros 19 foram considerados adequados com alterações, principalmente no que diz respeito à clareza e vocabulário. No questionário do conhecimento, dentre as 12 questões que o compunham, 7 apresentaram índice de concordância perfeito e as demais foram consideradas adequadas com alterações quanto requisitos clareza, vocabulário, exequível e sequência instrucional dos tópicos. Em se tratando da avaliação geral dos instrumentos, o roteiro estruturado obteve IVC de 0,94 e Kappa de 0,89 e o questionário do conhecimento, IVC de 0,97 e Kappa de 0,94. Os dois instrumentos mostraram-se válidos quanto ao seu conteúdo, configurando-se como ferramentas objetivas e claras de avaliação dos conhecimentos e habilidades acerca da pressão arterial, seja dos graduandos de enfermagem como também de outros estudantes e profissionais da saúde, uma vez que a utilização de medidas válidas busca a redução do risco de distorção dos resultados.

     

     
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  • ELIZABETH VASCONCELOS TRIGUEIRO
  • ENSINO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM: SIGNIFICADOS E PERCEPÇÕES DOCENTES NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 27/02/2013
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  • A execução do processo de enfermagem por parte dos enfermeiros deve ser desenvolvida a partir da vivência acadêmica, especialmente nos cursos de graduação de enfermagem ao longo de sua formação teórico–filosófica e prática. A partir da observação da reduzida utilização do PE para planejamento da assistência durante a graduação, provavelmente, devido a um descompasso no processo de formação dos futuros enfermeiros e da inexistência de um estudo que retratasse essa situação em Natal/RN, chegou-se às seguintes questões: Qual o significado do ensino do PE para o docente enfermeiro? E, será que os docentes enfermeiros implementam o ensino do PE com estratégias e métodos que favorecem o desenvolvimento do pensamento crítico? Surgiu, então, o objetivo do estudo: Analisar o ensino do processo de enfermagem no curso de graduação de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de pesquisa qualitativa com delineamento descritivo que utilizará o Interacionismo Simbólico como referencial teórico e a Análise do Conteúdo Temática como referencial metodológico. O estudo teve como cenário a UFRN, situada no município de Natal/RN, na qual é oferecido o curso de graduação em Enfermagem. Participaram do estudo trinta enfermeiros docentes que lecionam disciplinas específicas da Enfermagem. Para a coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos, sendo um questionário contendo três partes com itens que visavam: Parte 1) Caracterização sociodemográfica, educacional e de trabalho; Parte 2) Informações sobre atuação docente; Parte 3) Informações sobre ensino da assistência de enfermagem. O segundo instrumento constou de um roteiro norteador de entrevista composto por cinco questões subjetivas no qual os participantes foram encorajados a falar livremente acerca do seu entendimento e percepção sobre o processo de enfermagem, sua utilização e ensino desse método no curso de graduação; quais as estratégias utilizadas para lecionar a assistência de enfermagem; sugestões quanto a métodos didáticos a serem utilizados na aprendizagem para que o processo de enfermagem integre os conteúdos acadêmicos, e comentários que o docente desejasse fazer acerca do ensino do processo de enfermagem durante o curso de graduação de Enfermagem. Da análise dos dados obtidos na entrevista emergiram três temas - Visão docente sobre o Processo de Enfermagem; Percepções docentes acerca do ensino do Processo de Enfermagem; Abordagem do Processo de Enfermagem na formação do enfermeiro - e seis categorias - Norteador das ações de cuidado do enfermeiro; Raciocínio clínico mental; Utilização nas ações de cuidado; Relevância do ensino; Barreiras para o ensino; Estratégias de ensino com foco nas habilidades e competências do raciocínio clínico. Desse modo, obteve-se que os participantes compreendem a relevância do processo de enfermagem como um instrumento de trabalho do enfermeiro e que a abordagem desse método durante a formação do enfermeiro proporciona o desenvolvimento de habilidades e competências para o pensamento crítico necessário às ações de cuidado. Identificaram-se as estratégias de ensino que estimulam as habilidades e competências para o desenvolvimento do raciocínio clínico, contudo todo o corpo docente deve usar códigos dotados de sentido, orientação e influência para que os discentes interajam e sejam suscitados a utilizar o processo de enfermagem.

     
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  • JOSÉ EDISON RODRIGUES JUNIOR
  • Desistência ao tratamento de usuários de crack no Centro de Atenção Psicossocial em Campina Grande/PB.

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 27/02/2013
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  • O presente estudo teve como objetivo geral analisar o fenômeno de desistência do acompanhamento/tratamento de usuários de crack em um CAPS AD no município de Campina Grande-PB. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e de abordagem qualitativa, cujo marco teórico foi o enfoque histórico-dialético das políticas públicas de atenção em álcool e drogas. A coleta das informações foi realizada empregando-se a técnica de entrevista semi-estruturada, aliada ao levantamento de prontuários dos usuários de crack cadastrados no CAPS AD de Campina Grande-PB no período de 2007 a 2011. O material colhido em campo foi submetido ao método de análise temática, obtendo-se a extração das seguintes categorias e subcategorias de análise: CATEGORIA 1: Fatores de desistência do tratamento/acompanhamento no CAPS AD de Campina Grande-PB com as subcategorias 1.1. Desistências “por conta própria”, 1.2. Para assumir trabalho/emprego, 1.3. Em busca de “tratamento mais intensivo”, 1.4. Devido a recaída;  CATEGORIA 2: O tratamento/acompanhamento no CAPS AD com a subcategoria 2.1 A dependência do crack e o apoio da família como motivos que levavam a frequentar o CAPS AD; CATEGORIA 3:  Convívio com a dependência de crack sem tratamento / acompanhamento especializado com a subcategoria 3.1. Religiosidade como instrumento terapêutico. Os resultados evidenciaram uma distância entre a referência de prioridade para o tratamento comunitário e a realidade onde ainda há desinformação sobre esse tipo de tratamento e a busca da internação como solução. Os discursivos acerca do abandono do tratamento de usuários de crack fazem larga referência a importância do apoio familiar, a influência de amigos para o fenômeno da recaída e o apego à concepções religiosas. Embora os sujeitos reconheçam a qualificação do CAPS AD no tratamento, tentam por iniciativa própria ou por influência da família, dispositivos de internação. Isso nos leva a concluir que se faz necessário a reflexão e avaliação do processo de trabalho do CAPS AD à luz das transformações dinâmicas e da necessidade de respostas que o fenômeno exige.

     
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  • SAMARA KEYLLA DANTAS BRASIL
  • ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 27/02/2013
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  • A assistência do enfermeiro no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança tem se caracterizado, em sua maioria, num atendimento baseado na dimensão biológica do adoecer, quando na realidade, as ações deveriam estar conjugadas na reorientação de modelo assistencial da ESF. O estudo teve como objetivo geral analisar a atuação do enfermeiro no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança e, mais especificamente, descrever a prática do enfermeiro nesta ação programática de saúde e, identificar aspectos que interferem à assistência deste profissional no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, em uma abordagem qualitativa. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob parecer de nº 191/2012. A coleta de dados desenvolveu-se nas Unidades de Saúde da Família do município de Natal-RN e os participantes da pesquisa foram às enfermeiras que atuam na ESF por no mínimo dois anos, e que realizam o acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento da criança na unidade selecionada. Os dados foram obtidos mediante uma entrevista em profundidade. O material apreendido dos discursos foi tratado conforme o método de análise de conteúdo na modalidade de análise temática segundo Bardin. Desse processo emergiram três categorias temáticas, as quais foram analisadas à luz dos Modelos Assistenciais, do Processo de Trabalho em Saúde e de Enfermagem e dos achados literários. Os resultados elucidaram que as enfermeiras consideram a sua atuação satisfatória, pois tem favorecido na adequada adesão das mães dos menores de um ano às consultas de enfermagem, o que tem contribuído para a redução da morbidade e mortalidade infantil por doenças prevalentes, bem como o estabelecimento de vínculo entre as profissionais e genitoras. Foi evidenciado, que apesar de realizarem ações de promoção e prevenção com a utilização de tecnologias leves, as enfermeiras ainda enfatizam o cuidado nas queixas das mães e sinais e sintomas das crianças, seguido dos encaminhamentos aos profissionais da unidade ou a outros setores. Além disso, constatou que o processo de trabalho das enfermeiras enfrenta desafios quanto à estrutura organizacional dos serviços e da conjuntura social da família. Diante destas colocações, observa-se que apesar da forte interferência do modelo de saúde hegemônico na atuação das enfermeiras, é verificado que estas profissionais vêm investindo em ações de promoção e prevenção aos agravos no cuidado às crianças, com o foco no contexto familiar. Assim, as enfermeiras estão enveredando o fazer na reorientação do modelo assistencial de saúde, mediante a utilização das tecnologias relacionais, o que tem contribuído para a resolutividade do cuidado integral a população infantil.


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  • RAYSSA HORACIO LOPES
  • A pessoa com tuberculose e o cuidado de si.

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 26/03/2013
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  • A tuberculose é uma doença grave,com incidência e prevalência elevadas, sendo em
    muitos países um problema de saúde pública prioritário, persistindo com alta
    importância epidemiológica. Várias ações foram desenvolvidas para o seu controle ao
    longo do tempo e, dentre estas, recomenda-se à estratégia do tratamento supervisionado
    como medida efetiva, capaz de assegurar a adesão do paciente e reduzir o abandono
    ainda marcante. Ao vislumbrar a pessoa com tuberculose é importante observar o seu
    cuidado de si, bem como as dificuldades imbricadas neste processo, visto que o mesmo
    pode estar repercutindo diretamente no processo saúde/doença. O objetivo deste estudo
    é analisar o cuidado de si da pessoa com tuberculose. Estudo do tipo descritivo e
    abordagem qualitativa, realizado no Distrito Sanitário Oeste do município de Natal, RN.
    A coleta ocorreu por meio de uma entrevista semi-estruturada orientada por questões
    relativas aos aspectos sociodemográficos e sobre a doença, tratamento, e o cuidado de
    si. A coleta das informações ocorreu entre os meses de julho a setembro de 2012 e
    atendeu aos preceitos éticos recomendados pela Resolução 196/96, sendo apreciado e
    recebendo aprovação ética pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal
    do Rio Grande do Norte. Para a análise dos resultados utilizou-se a técnica de análise de
    conteúdo temática de Laurence Bardin, sob o prisma do referencial teórico-filosófico do
    cuidado de si proposto por Michel Foucault. A partir dos três eixos temáticos e dos
    dados empíricos emergiram as seguintes categorias: Cuidado de si como execução de
    prescrições; Cuidado de si como satisfação de necessidades básicas; Dificuldades para o
    cuidado de si com a alimentação; Dificuldades para o cuidado de si relativas ao
    descanso e lazer; Dificuldades para o cuidado de si relativas aos serviços de saúde;
    Dificuldades para o cuidado de si relativas a hábitos e dependências; Tuberculose como
    tristeza e infelicidade; Tuberculose como algo normal e Mudanças no cuidar de si frente
    à tuberculose.Os resultados ressaltam que cuidado de si das pessoas com tuberculose,
    nesse estudo, são relativas em grande parte, ao seguimento de prescrições e ao domínio
    da dietética. Sobre as dificuldades relacionadas a prática do cuidado de si, observa-se
    que estas estão atreladas a alimentação adequada, tempo adequado para o descanso,
    morosidade dos serviços de saúde para agendamento de consultas e exames, bem como,
    ligadas aos hábitos e dependências na vida destas pessoas os quais não são fáceis
    abandonar. Cuidar-se com tuberculose representa para alguns, como algo deveras triste,
    causando sofrimentos psicológicos, entretanto a outros surge como normalidade. As
    principais mudanças no cuidado de si ante a tuberculose são voltadas para a
    alimentação, os lugares que frequentam, os hábitos e dependências, e sobre a
    convivência com outras pessoas. Este estudo contribuiu para uma reflexão dos usuários
    com tuberculose sobre o cuidado de si, revelando aspectos que os profissionais de saúde
    devem atentar ao assistir a estas pessoas, sendo possível visualizar na correria cotidiana,
    a necessidade de um espaço e tempo para si mesmo.

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  • DANYELLA AUGUSTO ROSENDO DA SILVA COSTA
  • Estratégias de intervenção utilizadas por enfermeiros da ESF do município de Natal/RN no controle do câncer do colo de útero.

  • Orientador : REJANE MARIE BARBOSA DAVIM
  • Data: 21/06/2013
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  • O câncer do colo do útero (CCU) é a segunda neoplasia mais prevalente entre as mulheres brasileiras. Os elevados índices de CCU no Brasil justificam a implementação de estratégias efetivas para o controle deste, que incluem ações de promoção à saúde; prevenção primária; detecção precoce e rastreamento; tratamento e cuidados paliativos. Apesar da existência do Programa Nacional de Controle do CCU não houve redução na incidência e mortalidade dessa doença no Brasil. A Estratégia Saúde da Família (ESF) apresenta potencialidades para promover esse controle e, neste contexto, deve-se considerar que os enfermeiros têm papel central. O estudo teve por objetivo geral conhecer as estratégias de intervenções utilizadas por enfermeiros da ESF do município de Natal/RN no controle do CCU, e como específicos: analisar o conhecimento desses enfermeiros sobre o CCU, descrever as ações desenvolvidas na ESF para o controle do CCU e identificar as dificuldades enfrentadas pelos mesmos para realizá-la. Trata-se de um estudo descritivo exploratório quantitativo desenvolvido por meio de um roteiro de entrevista estruturado com 106 enfermeiros que têm experiência com o controle do CCU nas equipes de ESF de Natal/RN. A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva. Os resultados apontaram como ações desenvolvidas na ESF para o controle do CCU, coleta do exame citopatológico, atividades de educação em saúde, consulta de enfermagem, encaminhamento de casos suspeitos para o acompanhamento médico e busca ativa de mulheres com o resultado do exame alterado. Ações como formação de grupos de prevenção e promoção à saúde; ampliação da cobertura dos exames e do horário de atendimento das consultas; estabelecimento de alternativas para acabar com a demanda reprimida nas Unidades de Saúde; participação no tratamento ou processo de reabilitação de usuárias com o CCU; intervenções para o manejo da dor; alianças e parcerias com escolas, indústrias e utilização de protocolos de atendimento não foram citadas pelos enfermeiros. Com este estudo pode-se perceber que os enfermeiros praticam parcialmente ações para o CCU no município de Natal/RN. Os participantes deste estudo, quando questionados sobre o CCU, especificamente quanto aos sinais e sintomas da doença e os fatores de risco, de forma geral apresentaram lacunas importantes. Dificuldades, como a falta de material para coleta do exame preventivo; espaço físico inadequado nas Unidades de Saúde; demanda reprimida no serviço; atraso na chegada do resultado dos exames; entraves nas ações de referência e contra-referência e fatores culturais fazem com que o controle do CCU seja comprometido. Acredita-se com essa investigação ter contribuído para uma reflexão sobre a importância do papel dos enfermeiros da ESF no desenvolvimento das ações de controle do CCU, apontando os fatores que interferem nestas. É importante o envolvimento de todos os enfermeiros que compõem a ESF como conhecedores dos fatores de risco, sinais e sintomas e dos instrumentos existentes para a detecção precoce do CCU; e na busca da melhoria da qualidade das ações de promoção à saúde da mulher, contribuindo no planejamento de intervenção futuras que possam reduzir a mortalidade causada por esta doença no município de Natal/RN. 

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  • VIRGINIA SIMONATO AGUIAR
  • O cuidador familiar de pessoa com Doença de Alzheimer: história oral de vida

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 26/06/2013
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  • O presente estudo teve por objetivo compreender os sentimentos e as dificuldades enfrentadas pelo cuidador familiar no cuidado à pessoa acometida pela Doença de Alzheimer. Como procedimento metodológico, utilizou-se a história oral de vida, proposto por Bom Meihy, seguindo, portanto, uma abordagem qualitativa. Os colaboradores desta pesquisa consistiram de cinco cuidadores familiares de pessoas acometidas pela Doença de Alzheimer, integrantes do Grupo “Cuidando de quem Cuida” existente na Unidade de Saúde de Candelária situada em Natal-RN. Após cada entrevista, realizou-se a transcrição das falas e, posteriormente, os dados transcritos foram mostrados aos entrevistados para que eles conferissem o conteúdo, o que possibilitou a realização da transcriação. A análise foi pautada nas narrativas dos colaboradores em interlocução com estudos desenvolvidos e publicados sobre o tema em questão. As falas foram organizadas em torno de cinco tópicos: a incorporação do papel de cuidador familiar; a vida antes e após assumir o papel de cuidador; sentimentos e posicionamentos do cuidador após assumir o cuidado; dificuldades no cuidado; participação do grupo como alicerce para os cuidadores. As histórias mostraram muitas dificuldades na rotina diária dos cuidadores, e também que suas participações no Grupo “Cuidando de quem Cuida” ajudam na manutenção da qualidade de suas vidas. Esse resultado abre possibilidades para a construção de novas formas de abordagem e cuidado às pessoas que desempenham o papel de cuidador familiar contribuindo para fortalecimento de subsídios que os auxiliem no melhor enfrentamento das dificuldades diárias. Com este estudo, conclui-se que ser cuidador familiar de uma pessoa acometida pela DA é uma condição sofrida, desgastante e estressante envolvendo muitas renúncias em sua vida. Considera-se a situação vivenciada pelos cuidadores familiares e as próprias pessoas acometidas pela DA uma questão de saúde pública. Dessa forma, necessita de medidas urgentes de investimentos em políticas sociais e programas de atenção e promoção da saúde das pessoas acometidas pela DA e também de seus cuidadores familiares.

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  • PETALA TUANI CANDIDO DE OLIVEIRA SALVADOR
  • Compreensão do típico ideal de técnicos de enfermagem acerca da sistematização da assistência de enfermagem.

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 16/08/2013
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  • Objetivou-se compreender o típico ideal do técnico de enfermagem acerca da sistematização da assistência de enfermagem, à luz do referencial teórico de Alfred Schutz. Trata-se de uma investigação fenomenológica compreensiva, utilizando o referencial teórico de Alfred Schutz. Para o desvelamento do fenômeno (o típico ideal do técnico de enfermagem acerca da sistematização da assistência de Enfermagem), o processo de pesquisa configurou-se a partir da proposta de princípios orientadores de uma metodologia de pesquisa com base na própria obra de Schutz, realizada por Zeferino (2010), em seu doutoramento. Para coleta de dados, utilizou-se a técnica do grupo focal, contando-se com a colaboração de treze técnicos de enfermagem atuantes em um hospital universitário norte-riograndense, que responderam positivamente ao critério de inclusão: atuar no hospital de estudo, realizando cuidados assistenciais diretos aos pacientes. Quarenta e quatro sujeitos demonstraram interesse em participar, sendo realizado um sorteio para seleção da amostra da pesquisa, composta por 14 profissionais, dos quais um não compareceu ao encontro de coleta de dados. O grupo focal, intitulado “O que eu penso acerca da sistematização da assistência de enfermagem”, aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2013, totalizando 101 minutos. Foi realizado de acordo com a Pedagogia Vivencial Humanescente, utilizando a construção de cartazes como técnica projetiva, a partir da questão chave: “O que é sistematização da assistência de enfermagem para você?”. A fim de compreender um pouco da situação biográfica dos participantes, foi aplicado um questionário aos participantes do estudo. A partir da concordância dos sujeitos, o grupo focal foi gravado e fotografado, contando com a cooperação de um relator e de dois outros colaboradores. Foi utilizado o Microsoft Word 2010 para a realização da transcrição do encontro e o Microsoft Excel 2010 para sintetização dos resultados por meio de uma planilha. O estudo seguiu os princípios éticos e legais que regem a pesquisa científica em seres humanos, preconizados na Resolução n° 19696, sendo aprovado pelo Parecer Consubstanciado do Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN, nº 98.424, de 31 de agosto de 2012, CAAE nº 05906912.0.0000.5537. A análise das falas dos técnicos de enfermagem, juntamente com a contemplação de seus cartazes e de suas descrições escritas, permitiu a partir dos princípios orientadores de Zeferino (2010), à luz do referencial de Alfred Schutz, desvelar o típico ideal dos técnicos de enfermagem acerca da sistematização da assistência de enfermagem, perpassando quatro eixos temáticos: tipificação do conceito da sistematização da assistência de enfermagem; benefícios, que se traduziram nos motivos-para acreditar na positividade dessa ferramenta de trabalho; problemas vivenciados, reveladores do mundo vida cotidiano dos profissionais de enfermagem; e possibilidades de melhoria. Concluiu-se que os técnicos de enfermagem desconhecem a sistematização da assistência de enfermagem. Contudo, tipificam uma percepção muito positiva acerca da mesma, em especial, com relação às melhorias que essa pode promover no cuidado.

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  • MARIA DAS GRACAS PEREGRINO DE SOUSA SANTOS
  • Cuidado de enfermagem ao potencial doador de órgãos em morte encefálica: uma reflexão sobre a prática. 

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 30/08/2013
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  • Apesar dos avanços tecnológicos que favorecem o processo de transplante, existem problemas de eficácia do cuidado necessário para a manutenção dos órgãos dos potenciais doadores em morte encefálica, que contribuem para a não efetivação dos transplantes com órgãos e tecidos desses pacientes. Pressupõe-se que os problemas estariam relacionados às percepções e compreensões que os profissionais das unidades de internação possuem acerca dos cuidados exigidos mediante o diagnóstico de morte encefálica. O objetivo deste estudo foi identificar o significado do cuidado de enfermagem ao potencial doador de órgãos em morte encefálica para a equipe de enfermagem. Pesquisa qualitativa norteada pela teoria Ciência Ação e a metodologia da investigação crítica-reflexiva realizada com cinco enfermeiros e 19 técnicos de enfermagem do Centro de Reabilitação Operatório de um hospital público de Natal/RN. Dados foram coletados por meio da entrevista semiestruturada com reflexão individual sobre os cuidados e por meio de entrevista de grupo. A análise foi realizada de forma temática conforme Bardin. Durante a reunião de grupo os participantes foram conduzidos em uma discussão sobre a necessidade de mudanças e como proceder para realizá-las. Os resultados indicam que as ações dos profissionais são condizentes com as requeridas para manutenção do potencial doador de órgãos, ainda que os recursos materiais e humanos não sejam adequados. Essa situação conduz os profissionais a elaborar um significado do cuidado como de um labor a mais, exigindo mais do que eles podem dar. Expressam crenças e sentimentos que dizem respeito à esperança de que seu cuidar traz um bem maior, o de salvar vidas. A reflexão para uma possível mudança de ação foi difícil de realizar devido aos profissionais não conseguir se auto avaliar, o que os leva a direcionar suas sugestões de mudanças para os outros membros da equipe. Conclui-se que o cuidado realizado com estes pacientes é um cuidado difícil, evidenciado pelo sofrimento tanto pela situação de morte do ser cuidado e a dor de seus familiares, quanto pelas condições de trabalho desumanizantes, contribuindo para que eles mesmos se distanciem dos pacientes para não sofrerem tanto. Os conhecimentos imbuídos no seu agir, são de tipo científico, ético, estético e pessoal, com predominância do científico, seguido do pessoal. O estudo se mostrou relevante para a prática da enfermagem na manutenção ao potencial doador, na medida em que permitiu a identificação dos conhecimentos utilizados pela enfermagem em sua prática assistencial e a compreensão do significado dos profissionais sobre o cuidado realizado, como uma ação boa que traz satisfação quando o transplante é efetivado. Sugere-se outras experiências com a metodologia de investigação critico reflexiva e da prática reflexiva, tanto na pesquisa como no ensino de enfermagem.

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  • MARTA BATISTA DA SILVA
  • Trajetória de vida de mulheres mastectomizadas a luz da História Oral.

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 08/11/2013
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  • Introdução: Uma questão de grande relevância para a saúde pública refere-se ao câncer de mama, considerado o responsável pela maior causa de morte na população feminina no mundo, inclusive no Brasil. O câncer de mama, dentre as neoplasias malignas, tem sido o responsável pelos maiores índices de mortalidade tornando-se uma das grandes preocupações no que diz respeito à saúde da mulher. Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico, se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença, ainda seja diagnosticada em estágios avançados. Diante deste contexto, questiona-se: Quais as mudanças ocorridas na vida cotidiana, da mulher após diagnostico de câncer de mama? Objetivo: narrar a trajetória de mulheres mastectomizadas a luz da história oral. Métodos e Técnicas: Utilizou-se do enfoque de história oral de vida como referencial metodológico. Participaram como colaboradoras 20 mulheres integrantes do Grupo “Despertar” vinculado à Liga Norte Rio-Grandense Contra o Câncer, Natal/RN. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer, Protocolo n. 150/2011. Resultados: Discute-se a problemática em forma de manuscritos, inicialmente, a partir da compreensão de “Mulheres com câncer de mama submetidas à quimioterapia: assistência de enfermagem através de uma análise contextual”; seguido dos “Sentimentos e expectativas de mulheres com diagnóstico de câncer de mama: uma reflexão”; e finalmente, da “Trajetória de vida de mulheres mastectomizadas a luz do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC)” e suas etapas: expressões-chaves, ideias centrais, discurso do sujeito coletivo. Emergiram três eixos temáticos, sustentado por suas respectivas ideias centrais, cada um referente, ao antes, durante e o depois da mastectomia: "encarar a vida de frente” - "vida normal", “separação", "mudança", "trabalho" e "filhos"; "falei com Deus" - “prevenção/cuidados”, “diagnóstico/tratamento”, “sentimentos/emoções” e “mudanças”; "reorganização com mais objetividade e experiência” - "crença”, “mudança” e “sentimentos/emoções”. Considerações Finais: Reconhecem-se o alcance do objetivo proposto e das lacunas do trabalho, embora, não o torna menos relevante do ponto de vista científico e da oralidade expressão pelas colaboradoras do estudo, além do sentido atribuído a vida depois da mastectomia. Ressalta-se a necessidade, de estudos sobre grupos de auto-ajuda voltados para as mulheres mastectomizadas e maior divulgação dos resultados, para subsidiar políticas públicas, ou simplesmente, capacitar os profissionais da saúde para um atendimento humanizado e incentivar novos grupos.

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  • ADRIANA KARLA DE OLIVEIRA FERREIRA
  • CONCEPÇÕES DE POLICIAIS MILITARES SOBRE CUIDADOS COM SUA SAÚDE

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 19/11/2013
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  • A ausência de cuidados do homem com a saúde representa fenômeno significativo,
    pois contribui para o aumento da morbidade e mortalidade masculina por causas
    evitáveis. Esta realidade torna-se mais relevante quando se trata do policial militar
    devido às peculiaridades do seu processo de trabalho. Visto isso, considera-se que
    os cuidados de saúde adotados por policiais militares atrelam-se ao entendimento
    que possuem sobre os agravos a saúde, o qual perpassa por concepções de gênero
    e a profissão. Isto levou ao questionamento: Como o policial militar concebe os
    cuidados com sua saúde. Objetivou-se analisar concepções de policiais militares
    sobre cuidados com sua saúde. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo em
    abordagem qualitativa desenvolvido junto a um Batalhão Militar do Comando de
    Policiamento de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. A coleta de dados foi realizada
    no período de junho a julho de 2013. Antecedeu esta etapa a anuência do
    Comandante Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, sob aprovação nº
    CAAE 15449713.7.0000.5537 do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
    Federal do Rio Grande do Norte e autorização formal dos entrevistados com
    assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, atendendo as exigências
    da Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde no que se refere à
    pesquisa com seres humanos. Participaram do estudo 21 policiais militares, do sexo
    masculino, que trabalhavam no policiamento ostensivo, não estavam de licença
    médica e apresentaram condições psicológicas e/ou físicas favoráveis para
    responder aos questionamentos. Os dados foram coletados por meio de entrevista
    semiestruturada mediante um roteiro constituído de duas partes: a primeira contendo
    questões sócio-demográficas com vistas à caracterização dos participantes da
    pesquisa e a segunda com duas questões norteadoras relativas ao objeto de estudo.
    Os depoimentos foram tratados conforme o método de análise de conteúdo na
    modalidade de análise temática segundo Bardin. Desse processo emergiram três
    categorias: hábitos de vida de policiais militares, repercussão do trabalho na saúde
    de policiais militares e atitudes de policiais militares frente aos problemas de saúde.
    A análise dos dados foi subsidiada pelo referencial teórico do Modelo de Crenças em
    Saúde-Health Belief Model de acordo com as variáveis vulnerabilidade e barreiras.
    Para respaldar a discussão dos resultados buscou-se na literatura conhecimentos
    acerca da saúde do homem e do policial militar. Os resultados apontaram que os
    entrevistados procuram cuidar da sua saúde com práticas de exercícios físicos,
    alimentos saudáveis e preservação do sono. No entanto, vivenciam dores de coluna,
    ganho de peso, dificuldades para dormir, estresse e sofrimento psicológico. Diante
    disto, eles buscam apoio quando acometidos por agravos a saúde e reconhecem a
    necessidade de medidas de segurança durante o serviço. Portanto, percebem a sua
    condição de vulnerabilidade em decorrência de seu ofício, entretanto enfrentam
    dificuldades na adoção de práticas preventivas de agravos a saúde. Mediante os
    resultados, faz-se necessário que o enfermeiro atuante junto a este público elabore,
    implemente e acompanhe estratégias de atenção a saúde de policiais militares.

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  • LORENA MARA NOBREGA DE AZEVEDO
  • Enfermeiros pós-graduados: continuidades e rupturas no cotidiano profissional de hospitais universitários.

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 28/11/2013
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  • A presente pesquisa teve como objetivo analisar as transformações do cotidiano profissional do enfermeiro do hospital universitário após a realização do curso de mestrado. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, realizado no Complexo Hospitalar Universitário da UFRN, composto pelo Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Maternidade Escola Januário Cicco (MEJEC), e Hospital de Pediatria Professor Heriberto Ferreira Bezerra (HOSPED) localizados em Natal-RN; e pelo Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) situado em Santa Cruz-RN. A população foi composta por vinte e dois enfermeiros, com título de mestre em enfermagem, que trabalham nessas instituições. Após encaminhamento e aprovação pelo Comitê de Ética em pesquisa, conforme Parecer nº 268.498 e CAAE: 13922713.1.0000.5537, as entrevistas foram iniciadas, utilizando-se um roteiro semiestruturado, organizado em questões orientadas em conformidade com os objetivos do estudo. Do material empírico, emergiram as categorias que foram trabalhadas com base na análise de conteúdo temática, tendo como aporte teórico os estudos de Agnes Heller acerca do cotidiano e os de Paulo Freire sobre educação e mudanças, buscando a possível interlocução entre esses autores. Os resultados demonstram que o cotidiano dos enfermeiros nos hospitais universitários, após cursarem o mestrado, modifica-se a partir da própria motivação em cursá-lo e do apoio institucional recebido. As continuidades e rupturas apontadas estão distribuídas nas categorias: a inércia da cotidianidade, na qual os enfermeiros relatam a dificuldade em mudar seu cotidiano devido à rotina exaustiva e à falta de apoio; reconhecem mudanças particulares, compreendendo a formação de um olhar crítico/reflexivo/analítico, e a qualificação para o ensino e pesquisa; e as rupturas do cotidiano, que se referem às mudanças ocorridas no serviço, como a melhoria da assistência, pela implantação de resultados; e uma prática diferenciada por ter um profissional qualificado. Portanto, considera-se que a realização do mestrado contribuiu para o crescimento intelectual e profissional do enfermeiro e, consequentemente, para o serviço, no cotidiano do Complexo Hospitalar Universitário, sendo reconhecido pelos enfermeiros o compromisso com uma maior responsabilidade social. Porém, ainda são necessárias reflexões sobre maneiras de minimizar as dificuldades apontadas, como forma de incentivar essa qualificação.

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  • ROSANA KELLY DA SILVA MEDEIROS
  • Validação de conteúdo de instrumentos sobre conhecimento e habilidade em sondagem nasogástrica.

  • Orientador : MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR
  • Data: 28/11/2013
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  • Este estudo teve como objetivo verificar a validade de instrumentos sobre conhecimento e habilidade em sondagem nasogástrica. Trata-se de um estudo metodológico realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A amostra foi composta por 23 juízes da pesquisa, selecionados a partir dos critérios de inclusão: serem enfermeiros, docentes nas disciplinas de Semiologia e/ou Semiotécnica de Enfermagem, ter no mínimo um ano de experiência nestas disciplinas e ser das instituições selecionadas para o estudo. A pesquisa se desenvolveu em três etapas: (A) construção de dois instrumentos com base na revisão da literatura que resultou em um roteiro de observação da habilidade estruturado composto por 28 itens e um questionário sobre o conhecimento com 12 questões; (B) submissão dos instrumentos aos juízes, no período de junho a setembro de 2012, os quais deveriam julgar cada item como “adequado”, “adequado com alterações” ou “inadequado”, além de fazer uma avaliação geral de cada instrumento baseada em 10 requisitos adaptados do referencial teórico de Pasquali; e (C) validação com a verificação do nível de concordância entre os juízes, por meio da aplicação do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e do Índice Kappa. Utilizou-se o nível de consenso maior que 0,75 para o IVC e maior que 0,61 (bom) para o Índice Kappa. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes (CEP/HUOL), sob CAAE nº 0002.0.294.000-10. Após serem codificados e tabulados, os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Dos 23 juízes, 87% eram do sexo feminino, com média de idade de 36,5 anos, 73,9% atuavam na UFRN, 78,3% possuíam mestrado acadêmico e 69,6% atuavam exclusivamente na docência. A média de tempo de experiência na docência foi de 7,9 anos e nas disciplinas de Semiologia e/ou Semiotécnica de Enfermagem foi de 5,6 anos. No julgamento do roteiro de observação estruturado e do questionário sobre o conhecimento, nenhum item/questão considerou-se inadequado, uma vez que todos obtiveram nível de concordância dentro dos índices estabelecidos (IVC > a 0,75 e Kappa > 0,61). Em relação ao roteiro estruturado para avaliar habilidade, dos 28 itens presentes, 13 apresentaram índice de concordância perfeito (IVC=1,00; Kappa= 1,00) e outros 15 foram considerados adequados com alterações, principalmente no que diz respeito à sequência instrucional dos tópicos, clareza e vocabulário. No questionário sobre o conhecimento, dentre as 12 questões que o compunham, 03 apresentaram índice de concordância perfeito e as demais adequadas com alterações quanto aos requisitos vocabulário, clareza, atualização e precisão. Em relação à avaliação geral dos instrumentos, o roteiro estruturado de habilidade obteve IVC de 0,95 e Kappa de 0,91 e o questionário do conhecimento, IVC de 0,94 e Kappa de 0,88. Os dois instrumentos mostraram-se válidos quanto ao seu conteúdo, e constituem ferramentas para observar a qualidade da assistência de enfermagem em relação à habilidade e conhecimento em sondagem nasogástrica. 

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  • STEPHANIE BARBOSA DE MEDEIROS
  • Automedicação e guarda de medicamentos por universitários das áreas da saúde e da tecnologia.

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 28/11/2013
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  • O estudo teve como objetivo caracterizar nos estudantes universitáriosda área da saúde e da área tecnológica a prática da automedicação e do abastecimento doméstico de medicamentos. Trata-se de um estudo descritivo, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, desenvolvido em uma Universidade Pública Federal do município de Natal, Rio Grande do Norte, durante os meses de agosto de 2011 a agosto de 2012. A amostra constituiu-se de 300 universitários do terceiro ano dos cursos de graduação do Centro de Ciências da Saúde e do Centro de Tecnologia, selecionados por meio de uma amostra aleatória simples. Para a análise dos dados, foi realizada a estatística descritiva e análises bivariadas aplicando o teste de Fisher e Qui-quadrado com nível adotado de significância α=5% e 10%. As variáveis que se correlacionaram com o uso da automedicação (p <0,05) foram posteriormente calculadas as razões de chance e intervalos de confiança. A prevalência dos universitários que realizaram a automedicação nos últimos 15 dias antecedentes a coleta correspondeu a 33,66% e, ao analisar cada área de conhecimento, verificou-se uma maior prevalência da automedicação nos estudantes pertencentes à área tecnológica (37,33%). A associação entre os aspectos sociodemográficos dos participantes com esta prática revelou associação significativa apenas entre as variáveis renda e automedicação (p=0,005). Os analgésicos e antipiréticos gerais (N02) se configuraram como o grupo terapêutico mais usado na automedicação (57,42%), destacando-se o acetaminofeno (28,7%), e as principais situações de saúde que motivaram esta prática relacionaram-se com a dor, principalmente as cefaleias/dores de cabeça (48,51%). Quanto à indicação dos medicamentos utilizados, a maioria dos universitários automedicou-se por conta própria. Em relação ao abastecimento domiciliar de medicamentos, a grande maioria dos participantes possuía uma farmácia caseira (88%). Ao analisar as características socioeconômicas, as variáveis “serviço médico” e “farmácia domiciliar” apresentaram associação significativa (p=0,002946). Os analgésicos e antipiréticos gerais constituíram a especialidade farmacêutica mais presente nas farmácias domiciliares, destacando-se o acetaminofeno. O principal cômodo utilizado para a armazenagem dos medicamentos foi a cozinha (36,36%), a maioria dos universitários guardava estes produtos em caixas de diferentes materiais (38,63%) e os medicamentos estocados nos domicílios da maioria dos participantes não eram de acesso fácil para crianças (75%). Esta investigação apresentou evidências que podem auxiliar significativamente futuras pesquisas, contribuindo para o conhecimento da temática e discussão sobre um importante problema de saúde pública mundial. Além de proporcionar avanços à área da enfermagem, diante da carência de estudos realizados por enfermeiros/ estudantes de enfermagem no país frente à questão.

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  • CAMILA DANNYELLE FERNANDES DUTRA PEREIRA
  • Segurança do Paciente no sistema de medicação: análise de enfermeiros de um hospital de ensino.

  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 29/11/2013
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  • O estudo objetivou avaliar a Segurança do Paciente no sistema de medicação na visão dos enfermeiros de um hospital de ensino a partir de fotografias digitais. Tratou-se de um estudo descritivo e quantitativo, em um hospital de ensino no Rio Grande do Norte. A população foi composta por 42 enfermeiros das unidades de internação, dos quais 34 compuseram a amostra. Como critério de inclusão definiu-se os enfermeiros servidores públicos; e critério de exclusão os enfermeiros contratados temporariamente. A coleta dos dados utilizou o método fotográfico, através da Técnica de Análise Fotográfica de Patrícia Marck (Canadá), desenvolvida em três momentos: inicialmente foi realizada a captura aleatória das fotografias do sistema de medicação, resultando em 282 imagens; o segundo momento consistiu na seleção/tratamento das fotografias, as quais foram reduzidas a 10 imagens no Microsoft Excel 2010 (aleatórioentre); no terceiro momento, os enfermeiros responderam ao questionário dividido em perfil sócio profissional e Digital Photography Scoring Tool (composto de duas questões – “a” e “b”). Para análise da questão “a” utilizou-se a técnica de análise de conteúdo para categorização dos dados e da questão fechada “b”, o Statistical Package for the Social Scienses (20.0 - acesso livre). A Resolução nº 196/1996 do Conselho Nacional de Saúde, revisadas pela Resolução nº 466/2012, foi legalmente cumprida, respeitando os aspectos éticos das pesquisas com seres humanos (0098.0.051.294-11). O perfil sócio profissional caracterizou-se pelo predomínio: do sexo feminino; da faixa etária 34-43 anos; de profissionais com especialização; destacando-se o período de 10 a 18 anos de tempo de serviço; e enfermeiros sem outros vínculos empregatícios. Acerca do conhecimento sobre Segurança do Paciente, quase todos afirmaram conhecer este tema. Da avaliação da segurança das 10 fotografias, adaptando os escores (1 a 10) a Escala de Likert, identificou-se uma classificação distribuída em três Totalmente Inseguras (Grau 1), três Inseguras (Grau 2), três Seguras Parcialmente (Grau 3), uma Segura (Grau 4), não havendo fotografia considerada Segura Totalmente. Tratando-se da área fotografada em relação à segurança do paciente no sistema de medicação, os recortes realizados para facilitar a compreensão dos dados resultaram em categorias específicas para cada etapa considerada. Da dispensação, identificou-se: “Conferência adequada”; “Conferência inadequada”; “Identificação correta”; “Dispensação em dose unitária” e “Ambiente impróprio”, com predominância desta última categoria. Enquanto que do armazenamento: “Armazenamento adequado”; “Armazenamento inadequado”; “Risco de troca/desaparecimento” e “Higiene precária”, com destaque para o armazenamento inadequado. No preparo: “Risco de troca de medicamento/paciente”; “Espaço físico inapropriado” e “Preparo inadequado de medicamentos de uso controlado”; destacando-se a primeira categoria. Na administração dos medicamentos: “Ausência de EPI”; “Uso de EPI”; “Técnica incorreta de administração”; “Técnica correta de administração”; “Identificação correta do medicamento”; “Identificação incorreta do medicamento” e “Acesso venoso periférico sem identificação”. Através da classificação de Likert identificou-se o predomínio da insegurança no sistema de medicação na opinião dos enfermeiros. Ainda, possibilitou compreender que, apesar dos enfermeiros perceberem aspectos seguros, as categorias de maior prevalência caracterizam uma avaliação insegura. A enfermagem precisa refletir acerca da prática, identificando falhas no sistema de medicação para alcançar um cuidado adequado e seguro.

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  • CAROLINE EVELIN NASCIMENTO KLUCZYNIK VIEIRA
  • Enfermagem na Atenção Primária em Saúde no screening de adolescentes com excesso de peso

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 29/11/2013
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  • Uma das atividades do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde é a assistência ao adolescente, através de atividades como o acompanhamento do crescimento, identificação e prevenção do excesso de peso. Definiu-se como objetivo desse estudo analisar o excesso de peso em adolescentes escolares e a percepção do enfermeiro das Unidades Básicas de Saúde (UBS) a essa clientela. Estudo transversal, realizado em escolas estaduais do município de Natal-RN e nas UBS responsáveis pelas escolas. A população de alunos das escolas municipais foi 27.377. Com base em procedimento estatístico para cálculo de amostras, definiu-se uma amostra estratificada de acordo com a população de alunos nos quatro distritos sanitários: 112 na Norte, 74 na Oeste, 108 na Leste e 78 na Sul, o que totalizou 372 adolescentes. Na seleção de alunos, sorteou-se oito escolas, duas por distrito, e as turmas participantes, de forma aleatória, até totalizar o tamanho das subamostras por distrito. Das oito escolas apenas quatro faziam parte de território coberto por UBS, o que definiu o número de enfermeiros a participar de uma entrevista semi-estruturada e gravada. Coletaram-se dados antropométricos e de saúde dos adolescentes por meio de um formulário e analisou-se pelo IBM SPSS 19.0. Sobre as entrevistas com os enfermeiros, as falas foram transcritas e analisadas quanto ao conteúdo. Dentre os adolescentes, identificou-se 50 com o Diagnóstico de Enfermagem (DE) excesso de peso e formaram o primeiro grupo, os demais 322 formaram o outro grupo sem o DE. Os dois grupos afirmaram praticar atividade física satisfatoriamente, entretanto apresentaram baixo consumo de alimentos saudáveis. Verificou-se associação com o consumo de alimentos de risco cardiovascular, os indivíduos com o DE tinham 4,42 vezes mais chance de consumir insatisfatoriamente embutidos, 2,13 frituras e 1,18 macarrão. Verificou-se associação com história familiar de doenças, o grupo com o DE apresentou 1,89 mais chance de possuir familiar com diabetes, 2,14 para hipertensão, 2,3 para obesidade e 1,72 para doença nos rins. Sobre à percepção das enfermeiras, elas julgaram fundamental a assistência aos adolescentes com excesso de peso, mas apontaram dificuldades, primeiramente devido a pouca procura dessa clientela pelos serviços de saúde, especialmente na APS; segundo, pelo excesso de tarefas do enfermeiro nas UBS; e por fim a baixa articulação com as escolas. Elas reconhecem o problema, mas se isentaram de condutas de maior impacto, atribuindo a outros profissionais a responsabilidade. Conclui-se que DE excesso de peso é um desvio nutricional relevante em adolescentes de escolas estaduais de Natal/RN, com frequência de 13,5%; e está relacionado ao consumo de alimentos de risco cardiovascular e história familiar de doenças.  Além disso, segundo a percepção das enfermeiras, o excesso de peso é um importante problema de saúde pública, que necessita de assistência de enfermagem, mas que elas não visualizam uma maneira de manter vínculo com o adolescente e estratégias para promover assistência de enfermagem resolutiva diante desse DE.

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  • ANA CLAUDIA CARDOZO CHAVES
  • Processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família: potencialidades e fragilidades da atuação do enfermeiro.

     
  • Orientador : SORAYA MARIA DE MEDEIROS
  • Data: 12/12/2013
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  • O presente estudo tem como objetivo analisar o processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família, enfocando a atuação do enfermeiro e identificando aspectos que possam configurar potencialidades e fragilidades no seu desenvolvimento. Trata-se de um estudo de caso analítico e exploratório, com abordagem qualitativa e marco teórico-metodológico na Hermenêutica Dialética. Os campos empíricos selecionados para a pesquisa são as Unidades de Saúde da Família do município de Natal, RN, Brasil e como sujeitos do estudo os enfermeiros que atuam nessa Estratégia. Realizou-se a coleta de informações através de entrevista individual semiestruturada aliada à observação de campo, após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, conforme diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos (resolução 466/12), assegurando os devidos preceitos éticos. Projeto aprovado pelo parecer de número 398.929, CAAE 19588813.7.0000.5537. Dos 9 enfermeiros entrevistados, 8 do sexo feminino e 1 masculino, com média de idade de 52 anos, média de tempo de graduação de 27 anos e tempo médio de permanência num mesmo território da ESF de 7 anos. Verificou-se que cabe ao profissional enfermeiro na Saúde da Família o importante papel de cuidar do ser humano em seus contextos de vida, família e comunidade, produzindo condições à satisfação de suas necessidades através do agir terapêutico em saúde, utilizando para tanto instrumentos materiais (equipamentos e insumos) e imateriais (tecnologias). A potência no trabalho do enfermeiro na ESF evidencia-se na sua centralidade na equipe multiprofissional, nas ações de vigilância e na humanização em saúde, através de posturas acolhedoras e articuladoras. Também se mostram potencialidades, a cooperação no trabalho em equipe e a relativa autonomia presente no trabalho do enfermeiro. No município em questão, a vinculação profissional na ESF por concurso em regime estatutário e a adesão a programas federais que viabilizam melhorias nas condições de trabalho são aspectos considerados positivos para o trabalho. Constitui uma fragilidade no trabalho do enfermeiro na ESF a concentração de atividades, gerando sobrecarga e tornando a jornada de trabalho insuficiente para realiza-lo em plenitude. Os transtornos que ocorrem no processo de trabalho também o fragilizam, exigindo adaptações frequentes, desencadeando cansaço e estresse no trabalhador. Outros aspectos frágeis são a baixa cobertura da ESF neste município e, de maneira geral, a vulnerabilidade da ESF diante da dinâmica política nas três esferas de gestão. Considera-se necessário compreender os dilemas vivenciados no cotidiano dos enfermeiros da ESF, como parte de equipes multiprofissionais, tendo em vista a conquista real de mudanças nos processos de trabalho. Em consonância, é preciso promover a desprecarização das condições de trabalho na saúde e o bem estar dos protagonistas do trabalho no SUS.

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  • HILDERJANE CARLA DA SILVA
  • Trauma em idosos atendidos pelo serviço pré-hospitalar móvel. 

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 12/12/2013
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  • O objetivo deste estudo foi caracterizar a ocorrência de traumas na população idosa atendida pelo serviço pré-hospitalar móvel, no município de Natal, Rio Grande do Norte. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa e delineamento transversal, cuja população foi constituída por 2.080 vítimas de trauma. A amostra, do tipo aleatória sistemática, consistiu em 400 pessoas idosas, com idade a partir de 60 anos, assistidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Natal/RN, entre janeiro de 2011 a dezembro de 2012. A coleta de dados teve início após consentimento da instituição e parecer favorável de um Comitê de Ética em Pesquisa sob o nº 309.505. Procedeu-se à análise documental retrospectiva das fichas de atendimento do serviço através de um formulário de elaboração própria, validado por juízes especialistas, considerado como confiável (α>0,75) e válido (IVC=0,97) em sua clareza e relevância. Os dados foram tabulados pelo software Statistical Package for Social Science, versão 20.0. Os resultados obtidos evidenciam que as vítimas idosas possuem idade média de 74,19 anos (dp±10,25), com prevalência do sexo feminino (52,25%), acometimento por doenças crônicas, especialmente a hipertensão arterial (11%), uso médio de 2,2 medicamentos rotineiros (dp±1,53), com sinais vitais dentro dos padrões de normalidade. Os traumas prevaleceram no período diurno, na residência das vítimas, zona norte da cidade e nos fins de semana. Entre os mecanismos de trauma destacaram-se as quedas, os acidentes de trânsito e as agressões físicas, cujo tipo de trauma mais comum foi o cranioencefálico (18,75%) e principais consequências os ferimentos passivos de sutura (31%) e as fraturas fechadas (24,5%). As Unidades de Suporte Básico estiveram como as mais acionadas para o atendimento pré-hospitalar (87,8%) e o principal local de destino consistiu no hospital de referência em urgência do Estado (57,5%). Entre os procedimentos mais realizados pela equipe de enfermagem destacaram-se a imobilização com prancha rígida e colar cervical (34,5%), bem como a punção venosa periférica (19,3%), tendo como principal componente utilizado para reposição volêmica a solução fisiológica (8,3%). Houve relação significativa entre os óbitos e o mecanismo de trauma (p=0,001); mecanismo de trauma e procedimentos realizados (p≤0,001), exceto administração de medicamentos; procedimentos realizados, exceto de imobilização, e unidade destinada ao atendimento (p<0,001). Ressaltam-se os índices de pessoas idosas vítimas de trauma, o seguimento deficiente do protocolo Pre-Hospital Trauma Life Suport, a incipiência dos registros e procedimentos de enfermagem realizados. Há necessidade de um protocolo de atendimento ao trauma específico às vítimas idosas e estratégias de educação para a prevenção de eventos desta natureza.

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  • TAYSSA SUELEN CORDEIRO PAULINO
  • CONQUISTAS E DESAFIOS DO PROCESSO DE TRABALHO DE ENFERMAGEM: o caso dos CAPS em Natal/RN.

  • Orientador : ALLYNE FORTES VITOR
  • Data: 12/12/2013
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  • A desinstitucionalização em saúde mental preconiza a partir de diretrizes a diminuição da oferta de leitos hospitalares e consequentemente, a criação de serviços substitutivos de atenção psicossocial, principalmente, no que tange às práticas terapêuticas emancipadoras. A partir desse cenário o presente estudo tem como objetivo investigar a atualidade e os desafios do processo de trabalho da enfermagem nos CAPS III no município de Natal/RN. Trata-se de pesquisa do tipo descritiva com abordagem qualitativa e de caráter exploratório. Os sujeitos são trabalhadores da equipe de enfermagem do CAPS III Leste de Natal/RN. Este serviço possui ações voltadas para a atenção psicossocial dos sujeitos atendidos, com atendimento diário pela assistência multiprofissional, comportando a extensão de atividades de tratamento e acompanhamento, atividades laborais e culturais. Emprega-se a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. A análise de dados se fez por meio da Análise Temática proposta por Bardin. Assim, o presente buscou trazer à discussão de como esse processo se consolida no cotidiano do serviço. Desta forma, como resultado da pesquisa foram identificados as seguintes categorias: trabalho coletivo em saúde, trabalho da enfermagem, controle social, desprecarização do trabalho e inexistência do apoio matricial o que procedeu na elaboração de dois artigos intitulados “O processo de trabalho da enfermagem em saúde mental pós-reforma psiquiátrica: o caso dos CAPSIII” e “O território do centro de atenção psicossocial: fronteiras e possibilidades do agir em saúde mental”. Diante as categorias que emergiram do discurso dos sujeitos, percebe-se que as diretrizes propostas pela Reforma Psiquiátrica Brasileira, estão aquém de serem concretizadas neste serviço. Contudo, há várias possibilidades para consolidação da mesma, como o efetivo trabalho em grupo e a utilização das redes de atenção em saúde, o apoio matricial, para que assim haja um processo de trabalho de trabalho que privilegie o sujeito e o que ele tem de constitutivo.

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  • AMINNA KELLY ALMEIDA DE OLIVEIRA
  • Validação de instrumentos para avaliação do conhecimento e da habilidade acerca da punção venosa periférica com cateter agulhado

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 13/12/2013
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  • Este estudo teve como objetivo validar instrumentos para avaliação da habilidade e do conhecimento acerca da punção venosa periférica com cateter agulhado. Estudo metodológico realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN. A amostra composta por 24 juízes da pesquisa selecionados a partir dos critérios de inclusão: enfermeiros, docentes das disciplinas de Semiologia e/ou Semiotécnica, mínimo de um ano de experiência nas disciplinas, ser da UFRN ou UERN. A pesquisa realizou-se em três etapas: construção de dois instrumentos com base na revisão da literatura científica, resultando em um roteiro de observação estruturado composto por 26 itens e um questionário sobre o conhecimento com 12 questões; submissão dos instrumentos aos juízes, no período de junho a setembro de 2012, os quais deveriam avaliar cada item em “adequado”, “adequado com alterações” e “inadequado”, além de fazer uma avaliação geral de cada instrumento baseada em 10 requisitos; e validação com a verificação do nível de concordância entre os juízes, através da aplicação do índice Kappa e do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Utilizou-se o nível de consenso maior que 0,61 (bom) para o índice Kappa e maior que 0,75 para o IVC. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa/HUOL (CAAE nº 0002.0.294.000-10). Após serem codificados e tabulados, os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Dos 24 juízes, 83,3% eram do sexo feminino, com média de idade de 36,6 (± 9,3) anos, 70,8% possuíam mestrado acadêmico e 75,0% atuavam exclusivamente na docência. A média de tempo de experiência na docência ficou em 7,9 (± 8,0) anos e nas disciplinas de semiologia e/ou semiotécnica da enfermagem foi de 5,5 (± 6,7) anos. No julgamento do roteiro de observação estruturado e do questionário sobre o conhecimento não houve necessidade de retirar nenhum item/questão. Em relação a lista de verificação, apenas dois, dos 26 itens do instrumento não obtiveram índice Kappa e IVC dentro dos parâmetros estabelecidos para a validade de conteúdo. Destes, sete itens apresentaram índice de concordância perfeito, dez obtiveram concordância ótima e sete tiveram índice considerado bom. Realizou-se alterações em nove itens. No questionário sobre o conhecimento, dentre as 12 questões que o compunham, todas obtiveram índice Kappa e IVC dentro dos parâmetros estabelecidos para a validade de conteúdo. Dentre elas, 11 apresentaram índice de concordância ótimo e 1 questão obteve índice de concordância bom, sendo que em 04 questões houve a necessidade de realizar alterações. Em se tratando da avaliação geral dos instrumentos, a lista de verificação obteve IVC de 0,91 e Kappa de 0,85 e o questionário do conhecimento, IVC de 0,94 e Kappa de 0,89. Os dois instrumentos mostraram-se válidos quanto ao seu conteúdo, configurando-se como ferramentas objetivas e claras de avaliação dos conhecimentos e habilidades acerca da punção venosa periférica com cateter agulhado, uma vez que a utilização de medidas válidas busca a redução do risco de distorção dos resultados.

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  • DANYELLE LEONETTE ARAUJO DOS SANTOS
  • Trajetória de mulheres e a participação masculina no processo do aborto provocado.

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 13/12/2013
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  • O aborto voluntário é um fenômeno complexo devido ao estigma social imposto a este ato e às mulheres que o realizam. Por ser a gestação um evento próprio do corpo feminino, este público apresenta-se como único responsável pelas questões reprodutivas, bem como pela interrupção da gravidez, sendo a corresponsabilidade masculina excluída deste contexto. Assim, a pesquisa em apreço objetivou analisar a participação do homem no processo de decisão do aborto provocado e seu significado para a mulher. Deste modo, realizou-se uma pesquisa interpretativa, com abordagem qualitativa, junto a 19 mulheres em situação de aborto, internadas na Maternidade Escola Januário Cicco. Para seleção das participantes, estas deveriam ter idade igual ou superior a 18 anos; admitirem, livremente, a indução do aborto; apresentarem condições emocionais e/ou físicas favoráveis para responder aos questionamentos, ou seja, conscientes, sem efeitos de drogas anestésicas, ausência de sangramento abundante e dores. A coleta de dados ocorreu no período de março a agosto de 2013, por meio de entrevista em profundidade. Antecedeu esta etapa a anuência da instituição onde se desenvolveu o estudo, aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com Certificado de Apresentação e Apreciação Ética nº 10332312.9.0000.5537. Ademais, solicitou-se às entrevistadas a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A análise dos dados ocorreu de acordo com a Teoria Fundamentada nos Dados e o Interacionismo Simbólico. Seguindo as etapas desses referenciais, elaborou-se três categorias, a saber: “Decidindo sobre a interrupção da gravidez”; “Envolvendo o parceiro no processo decisório do aborto provocado” e “Concretizando a prática abortiva”. A análise das propriedades e dimensões de tais categorias possibilitou a construção da categoria central “Vivenciando a trajetória abortiva”. Deste modo, evidenciou-se que os homens participaram do itinerário do aborto. Porém, seu envolvimento aconteceu de forma mais ativa quando havia estabilidade no relacionamento amoroso. Nestes casos, eles envolveram-se buscando informações sobre o referido ato e adquirindo o método abortivo. Em todas as etapas desta trajetória, as mulheres interagiram consigo mesma, o parceiro, a gravidez, o feto e os valores presentes no contexto sociocultural em que vivem. Portanto, conclui-se que os homens participaram da decisão feminina de abortar, mesmo quando se excluíram do processo. Pois, as atitudes deles frente a uma gravidez não planejada e indesejada levaram as participantes a refletirem sobre as dificuldades de criar um filho sem o apoio financeiro e parental do parceiro. Diante disso, entende-se ser relevante que os profissionais de saúde atuantes nos serviços de planejamento familiar, em especial o enfermeiro, ofereçam maior atenção ao público masculino, na tentativa de promover reflexões capazes de conduzi-lo a comportamentos de coparticipação junto à mulher nas questões conceptivas e contraceptivas. 

Teses
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  • ISABELLE KATHERINNE FERNANDES COSTA ASSUNCAO
  •  VALIDAÇÃO DE PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA PESSOAS COM ÚLCERA VENOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 05/02/2013
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  • O estudo teve como objetivo construir e validar um protocolo para assistir pessoas com úlcera venosa na atenção primária. Trata-se de um estudo longitudinal, analítico, quantitativo, do tipo metodológico realizado em três etapas: primeira etapa referente ao levantamento da literatura para subsidiar a construção do protocolo; em seguida, esses aspectos foram organizados e propostos aos juízes do estudo através de um formulário online na página do Google docs; e a terceira etapa do estudo consistiu em resubmeter o protocolo aos juízes (técnica Delphi). O estudo foi iniciado após aprovação do comitê de Ética em Pesquisa. A primeira etapa foi realizada nas bases de dados e nas páginas das secretarias de saúde e nas etapas subsequentes foi realizada uma busca ativa por meio da plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a fim de identificar profissionais de saúde do Brasil que atuassem como juízes do instrumento e em seguida, via online, o formulário foi submetido aos juízes. A amostra de juízes da pesquisa para segunda etapa foi de 50 juízes e para a terceira etapa foram 35 juízes. A análise foi feita com índice Kappa ≥0,81 e Índice de Validade de Conteúdo (IVC)>0,80. Na primeira submissão aos juízes, as categorias que tiveram itens que não atingiram os índices Kappa e IVC estabelecidos foram: solicitação/ realização/ resultados de exames, dados sociodemográficos, anamnese, fatores de risco, verificação de dor/ sinais vitais/ pulso/ sinais de infecção/ localização da lesão/ edema e tratamento da dor. Após a remoção dos itens que não obtiveram os índices Kappa ou IVC estabelecidos, verificou-se aumento dos níveis das categorias, alcançando índices ótimos. Na etapa seguinte houve a ressubmissão do protocolo aos juízes por meio da técnica Delphi em que se verificou que das 15 categorias do protocolo 12 apresentaram melhores escores na fase Delphi 2 e as outras três categorias mantiveram os mesmos índices Kappa e IVC da fase anterior o que indica a validade e reprodutibilidade do instrumento. Quanto a média dos requisitos de avaliação do protocolo verificou-se que as notas atribuídas pelos juízes na segunda fase foram maiores em nove dos 10 itens, permanecendo a mesma em apenas um dos itens indicando  validade do instrumento perante o consenso dos juízes. Assim, aceitamos a hipótese alternativa no estudo a medida que foram obtidos na fase Delphi 2 índices de validade maiores ou iguais os da fase Delphi1, indicando a reprodutibilidade do protocolo. A formulação deste protocolo de assistência válido e reprodutível possibilitará uma reorganização e replanejamento da assistência, com padronização das ações e a continuidade da assistência às pessoas com úlcera venosa na atenção primária.

     
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  • ALEXSANDRO SILVA COURA
  • Validação de conteúdo do instrumento para consulta de enfermagem na visita domiciliar às pessoas com lesão medular: um enfoque no autocuidado.


     
  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 06/02/2013
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  • Objetivou-se validar o conteúdo de um Instrumento para Consulta de Enfermagem na Visita Domiciliar às Pessoas com Lesão Medular (INCEVDOP-LM), baseado no modelo conceitual da Teoria do Déficit de Autocuidado. Estudo quantitativo e de desenvolvimento metodológico, realizado com as pessoas com LM adscritas nas Unidades de Saúde da Família (USF) de Natal e com os enfermeiros dessas instituições, no período de janeiro de 2012 a janeiro 2013. O estudo foi desenvolvido em duas fases: a primeira para identificar as necessidades de autocuidado das pessoas com LM, e a segunda para desenvolver e validar o INCEVDOP-LM. Na primeira fase foi realizado o censo de pessoas com LM residentes em Natal/RN. Na segunda fase a amostragem foi não-probabilística por conveniência. Foram formados dois grupos: Primeira fase - G1: 73 pessoas com LM diagnosticadas por especialista, com paraplegia ou tetraplegia, adultas, função cognitiva preservada e adscritas a alguma USF; Segunda fase - G2: seis juizes enfermeiros, com titulação de doutor, produção científica na área de desenvolvimento de tecnologias ou assistência às pessoas com LM e publicação com qualis A2. Para coleta de dados, na primeira fase, foram realizadas visitas domiciliares as pessoas com LM e aplicados três instrumentos: Questionário I - variáveis demográficas e socioeconômicas, Escala de Avaliação da Competência para o Autocuidado (ASA) e Índice de Barthel - avaliação da capacidade funcional. Na segunda fase, a pesquisa foi desenvolvida em duas etapas: I. Construção do INCEVDOP-LM; II. Validação do INCEVDOP-LM. O instrumento foi encaminhado, juntamente com um formulário de avaliação, para apreciação dos juízes, sendo a concordância entre eles analisada por meio do teste Kappa, aceitando-se valores >0,75. Os critérios avaliados foram: organização, clareza, simplicidade, facilidade de leitura, adequação do vocabulário, objetividade, precisão, credibilidade e adequação. Considerou-se como frequência excelente de respostas positivas valores ≥90%. Utilizou-se o teste Qui-quadrado para investigar as diferenças entre as proporções observadas. Os dados foram processados no programa SPSS e apresentados por meio de tabelas e figuras com frequências absolutas, relativas e os valores dos testes. Foram considerados os princípios da Resolução 196/96. Os resultados foram apresentados por meio de 4 artigos científicos derivados da pesquisa. Verificou-se que os itens diagnósticos, intervenções e avaliação de enfermagem das facetas dos domínios Nutrição, Higiene, Eliminação, Físico, Social e Psicológico e a faceta Capacidade para realizar atividades laborais apresentaram discordância entre os juízes (k=0,02). Nos demais itens ocorreu concordância, com kappa variando de 0,72 a 1. Após a supressão dos itens com discordância entre os juízes, todos os critérios atingiram índices excelentes e não ocorreram diferenças significativas entre as proporções das respostas da avaliação dos juízes (p>0,05). Conclui-se que o instrumento apresenta validade para servir como guia para os enfermeiros na realizaçao da consulta sistematizada de enfermagem na visita domiciliar às pessoas com lesão medular, com enfoque no autocuidado, devendo passar por outros níveis de validação quando aplicado no âmbito clínico. Acredita-se que o enfermeiro com competência teórico-prática-práxis, pode contribuir para o processo educativo-integrador e de inclusão social das pessoas com LM, orientando-as para o autocuidado no atendimento das suas necessidades bio-psico-socio-espirituais.


     
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  • CECILIA NOGUEIRA VALENCA
  • Análise dos marcos teóricos e estruturais do currículo de graduação em enfermagem no Rio Grande do Norte.

     
  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 26/04/2013
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  • Esta pesquisa teve como questão norteadora: Quais os marcos teóricos e estruturais do currículo de graduação em enfermagem das universidades públicas no estado do Rio Grande do Norte? Assim, foram objetivos deste estudo: Analisar os marcos teóricos e estruturais do currículo de graduação em enfermagem das universidades públicas no estado do Rio Grande do Norte; Identificar os marcos teóricos e os modelos de formação que orientam os marcos estruturais dos currículos dos cursos de enfermagem das universidades públicas estudadas; Analisar as concepções de formação dos currículos a partir das vozes dos coordenadores de cursos. Trata-se de um estudo qualitativo, analítico, comportando as discussões da pesquisa documental e empírica. Participaram dez docentes que atuam como coordenadores dos cursos de graduação em enfermagem ou orientadores acadêmicos, na UFRN – Campus Central em Natal e Faculdade de Ciências da Saúde (Facisa), em Santa Cruz – e na UERN – Campi Caicó, Mossoró e Pau dos Ferros. As informações coletadas por entrevista foram analisadas através da sociologia cartográfica ou cartografia simbólica de Boaventura de Sousa Santos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UERN, mediante o CAAE: 03610912.7.0000.5294. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os resultados e discussão foram apresentados em quatro artigos científicos. O primeiro artigo, intitulado A análise de projetos pedagógicos em enfermagem à luz da cartografia simbólica, apresenta a utilização do método cartográfico nas pesquisas e no estudo dos currículos de enfermagem. No artigo Análise dos marcos teórico-filosófico, estrutural e referencial nos currículos de enfermagem, esses marcos são conceituados nos currículos da UERN e da UFRN. Os principais desafios enfrentados na realização do estágio curricular supervisionado em enfermagem estabelecem uma reflexão sobre as dificuldades que os supervisores de estágio apresentam, principalmente, no tocante à relação ensino/serviço e à articulação teoria/prática. No último artigo são discutidas as Mudanças na formação em enfermagem a partir do perfil do egresso, que ganharam um impulso a partir das reformulações curriculares propostas pelas diretrizes curriculares nacionais. O estudo concluiu, pela análise dos marcos teóricos e estruturais dos currículos dos cursos de enfermagem das universidades públicas do Rio Grande do Norte, que existe uma intenção explícita em formar enfermeiros voltados para o sistema único de saúde e uma busca em elaborar inovadores projetos pedagógicos de curso conforme as diretrizes curriculares nacionais para a área de enfermagem. A tese defendida nesta investigação foi que os currículos das instituições públicas de ensino superior de enfermagem no estado do Rio Grande do Norte avançaram de uma formação centrada no modelo biologicista, de orientação flexneriana, para o ensino capaz de articular a saúde com as questões sociais, políticas e culturais.

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  • IZAURA LUZIA SILVERIO FREIRE
  • Fatores associados à efetividade da doação de órgãos e tecidos para transplantes.

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 09/09/2013
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  • O transplante apresenta-se como importante opção terapêutica, tanto do ponto de vista médico, quanto social ou econômico. Assim, a identificação das variáveis que podem interferir na efetividade da doação de órgãos e tecidos para transplante precisa ser investigada de maneira adequada, pois se está diante de crescente índice de doenças crônicas e degenerativas na população, que faz com que a lista de espera para transplante cresça desproporcionalmente e muitos pacientes cheguem ao óbito sem a oportunidade de realização do tratamento devido à carência de doadores. Nesse contexto, definiu-se como objetivo desse estudo avaliar os fatores associados à efetividade da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Trata-se de pesquisa avaliativa, quantitativa, com delineamento longitudinal, desenvolvida na Central de Captação, Notificação e Doação de Órgãos para transplantes, Organização de Procura de Órgãos e em seis unidades hospitalares credenciadas para captação e transplante de órgãos e tecidos, em Natal-RN, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, sob o nº 414/10 e CAAE 007.0.294.000-10. A amostra probabilística com reposição foi composta de 65 potenciais doadores. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um roteiro estruturado de observação não participante do tipo check list. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e apresentados em forma de tabelas, quadros, gráficos e figuras. Para tanto, utilizou-se o Microsoft Excel 2007 e um software estatístico. Para verificar o nível de significância optou-se pela aplicação dos testes Qui-quadrado (χ2) e Mann Whitney e para as caselas inferiores a cinco, considerou-se o teste exato de Fisher. Adotou-se como nível de significância p < 0,05. Calculou-se também a Razão de Chance (RC) entre a efetividade ou não da doação. Entre os pesquisados observou predominância de indivíduos do sexo masculino (50,8%), faixa etária até 45 anos (53,8%), média de idade de 42,3 anos, mínimo de 5 e máximo de 73 anos (± 17,32 anos). Solteiros/viúvos/divorciados (56,9%), com até o ensino fundamental (60,0%), em exercício de atividade profissional (86,2%), católicos (83,1%) e residentes na região metropolitana de Natal (52,3%). Obteve-se efetividade de doação de 27,7%. Não ocorreu significância estatística entre estrutura e a efetividade da doação, porém observaram-se inadequações nos recursos físicos (36,9%), materiais (30,8%), estrutura organizacional (29,2%) e recursos humanos (18,5%). No processo, as fases de manutenção (p= 0,004; RC=1,6), diagnóstico de morte encefálica (p= 0,032; RC=1,4), entrevista familiar (p ≤ 0,001; RC=1,9) e documentação (p= 0,001; RC=11,5) apresentaram significância estatística com a efetividade. Assim, se aceita a hipótese alternativa do estudo, na qual se evidencia que a adequação dos fatores relacionados à estrutura e processo está associada à efetividade da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Espera-se que esses dados forneçam subsídios para o planejamento das ações relativas à doação de órgãos e tecidos e contribua para a diminuição do tempo e do sofrimento daqueles que aguardam um órgão ou tecido na fila de transplante no Brasil.

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  • MARIA HELENA SOARES DA NOBREGA MAZZO
  • Elaboração e Validação de instrumento para consulta de enfermagem à puérpera no âmbito da atenção básica. 

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 12/12/2013
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  • A pesquisa teve como objetivo elaborar e validar um instrumento para sistematizar a assistência de enfermagem à puérpera no âmbito da atenção básica. O documento foi construído com base na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Horta, na Padronização de um Conjunto Internacional de Dados Essenciais em Enfermagem e na Nomenclatura de diagnósticos e intervenções de enfermagem desenvolvida a partir dos resultados da Classificação Internacional para as Práticas de Enfermagem. Trata-se de um estudo do tipo metodológico desenvolvido em cinco etapas: identificação dos indicadores empíricos relativos à puérpera mediante revisão integrativa da literatura; avaliação dos indicadores empíricos e sua relação com as necessidades humanas básicas por grupo focal com cinco enfermeiras especialistas; estruturação do instrumento mediante a categorização dos indicadores; validação de forma e conteúdo do instrumento pelos especialistas, por meio da técnica Delphi; e aplicação e desenvolvimento das afirmativas de diagnóstico e intervenções de enfermagem. A coleta de dados da primeira etapa ocorreu nos meses de janeiro a março de 2013 nas bases de dados Scopus, Cinahl, Pubmed, Cochrane, e no periódico Journal of Midwifery and Women’s Health. A segunda, terceira e quarta etapas se realizaram nos meses de maio a outubro de 2013. Participaram doze e sete especialistas na primeira e segunda rodada de avaliação respectivamente. A seleção dos juízes/especialistas ocorreu pela Plataforma Lattes mediante os seguintes critérios de inclusão: ser enfermeiro (a) docente e especialista em enfermagem obstétrica. A consulta a estes profissionais se deu via email e ao aceitarem participar da pesquisa assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A pesquisa obteve aprovação pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o protocolo nº 184.241 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 11674112.3.0000.5537.  Para análise dos dados da primeira etapa utilizou-se a estatística descritiva e os resultados apresentados em forma de tabelas. Nesta etapa identificou-se 97 indicadores empíricos e quando relacionados com as necessidades humanas básicas, 46 desses encontravam-se nas necessidades psicobiológicas, 51 nas psicossociais e 01 nas necessidades psicoespirituais. Com relação á segunda e terceira etapas os dados passaram por um processo de  categorização e análise pelo Índice de Validade de Conteúdo. Os indicadores obtiveram um índice de validação de 100%. Na parte de avaliação da puérpera os itens não validados foram excluídos do instrumento. Os demais itens obtiveram índice acima de 70% sendo, portanto o instrumento validado.  Com a conclusão do estudo, o enfermeiro disporá de um instrumento para sistematização da assistência à puérpera na atenção básica. Além disso, o documento servirá como ferramenta para o ensino e a pesquisa em enfermagem obstétrica.

2012
Dissertações
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  • IZABELLA BEZERRA DE LIMA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA HANSENÍASE: EM FOCO O ESTIGMA NO CONTEXTO DA SAÚDE MENTAL

  • Orientador : CLELIA ALBINO SIMPSON
  • Data: 16/02/2012
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  • A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, que tem preferência pelos nervos periféricos. Por isso, possui um grande potencial para provocar incapacidades físicas que podem, inclusive, evoluir para deformidades. A hanseníase também é conhecida como “lepra”, termo carregado de uma concepção que caracterizava a doença como deformante e incurável, ligada ao estigma e ao preconceito. Nesse contexto, este estudo objetiva apreender as representações sociais da hanseníase que interferem modificando as relações interpessoais do portador da hanseníase no que diz respeito ao estigma e preconceito. E como objetivos específicos: descrever as mudanças ocorridas nas atividades da vida diária do portador e família, aplicar a escala SALSA (Screening of Activity Limitation and Safety Awareness) para identificar significados; identificar o grau de participação do doente de hanseníase junto ao grupo de pertença. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, exploratório-descritivo, tendo a Teoria da Representação Social como referencial metodológico. O número de sujeitos da pesquisa foi de 22, que se encontravam em tratamento com poliquimioterapia, atendidos no ambulatório de doenças infectocontagiosas do Hospital Giselda Trigueiro, localizado na cidade de Natal-RN. Os usuários foram de ambos os sexos, entre 16 a 79 anos de idade, com diagnóstico de hanseníase paucibacilar ou multibacilar, e que aceitaram participar espontaneamente do estudo. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário Onofre Lopes, protocolo nº 147/08, em 04 de julho de 2008, teve como instrumento de coleta de dados, um roteiro para a identificação do colaborador, a escala SALSA e a escala de Participação e uma entrevista semi-estruturada, gravada individualmente, por meio de dispositivo eletrônico, em ambiente apropriado e que não teve interferência de terceiros. A análise dos resultados obtidos a partir do questionário de Identificação, da Escala SALSA e da Escala de Participação ocorreu através da construção de tabelas e gráficos, com a utilização do Microsoft Excel Start 2010. O material gravado, transcrito e preparado, foi submetido à Análise lexical do Software Analyse Lexical par contexte d’um Ensemble de Segments de Texte (Alceste) e posteriormente á Análise de Conteúdo de Bardin. Os sujeitos da pesquisa eram em sua maioria formados por homens (14), com idade inferior a 60 anos (91%), com ensino Fundamental Incompleto (41%), em união estável ou casado (68%), e com diagnóstico de hanseníase dimorfa (41%) e tuberculoide (32%). Aplicação das escalas SALSA e de Participação mostraram baixa influencia do diagnóstico de hanseníase na vida diária dos sujeitos, assim como nas suas relações de participação na sociedade. No entanto, na análise das entrevistas, foi observado a construção de duas categorias, a primeira referente a aceitação da doenças como processo de adoecimento comum a vida humana e a segunda, como processo de adoecimento permeado por sentimento negativos, no qual o doente sente a necessidade de negar para a sociedade e muitas vezes para si, que está com hanseníase. A partir da população observada, chegou-se a identificar que a Representação Social da Hanseníase está em processo de transição, no qual, as ações de educação em saúde tem surtido efeito positivo no combate ao estigma e preconceito, mas ainda os usuários tem vivenciado esse processo de adoecimento com grande medo do preconceito, e se vê obrigado a negar a existência da doença e do tratamento.

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  • SAMIA VALERIA OZORIO DUTRA
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    Avaliação dos Fatores que Interferem na Atenção à Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família no Município de Parnamirim/Rn

  • Orientador : FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
  • Data: 27/02/2012
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    RESUMO

    O panorama geral dos transtornos mentais e comportamentais sobre a Saúde no Mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde (2001) ressalta o despertar da consciência crítica-reflexiva para a problemática levando em conta o real ônus e seus custos em termos humanos, sociais e econômicos. Nesta perspectiva, o presente estudo é caracterizado como uma pesquisa operacional, ou Investigação em Sistemas de Saúde (ISS), com desenho transversal de caráter descritivo quanti-qualitativo, desenvolvida em quatro etapas distintas no Município de Parnamirim/RN. Tem como objetivo geral analisar os fatores que interferem na atenção à saúde mental no contexto da estratégia saúde da família. e, específicos para cada etapa definida: descrever a estrutura organizacional da SMS e realizar o levantamento do número de casos domiciliares de transtornos mentais e comportamentais; analisar o grau de conhecimento sobre transtornos mentais e comportamentais dos membros da ESF; investigar as dificuldades apresentadas pelos os agentes comunitários de saúde com relação ao desenvolvimento de habilidades e competências no que diz respeito a percepção de possíveis transtornos mentais e comportamentais na área de abrangência e, realizar treinamento piloto para os agentes comunitários de saúde; e, recomendar propostas e sugestões de mudanças para implantação da atenção à saúde mental pela ESF. A população de estudo compõe-se dos profissionais da estratégia saúde da família integrantes das quarentas equipes do PSF do referido município, acrescido de 20% do total de pessoas com transtornos mentais e comportamentais e igual número de cuidadores familiar a partir do levantamento do total de casos atendidos pelas quarenta equipes da estratégia saúde da família, respeitado os parâmetros éticos da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados coletados através de entrevistas e questionários serão submetidos a dois softwares: o Epi-info 6.004d para a análise dos dados quantitativos e o ALCESTE para os dados qualitativos.

     

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  • TATIANA MARIA NOBREGA ELIAS
  • Carga de trabalho de enfermagem e infecções relacionadas à assistência à saúde em unidade de terapia intensiva.

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 29/02/2012
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  • Nas últimas décadas, a busca pela qualidade assistencial vem sendo amplamente discutida pelas instituições e profissionais de saúde. Nesse contexto, compete ao enfermeiro a coordenação do processo de provimento de pessoal de enfermagem, refletindo o compromisso com a qualidade da assistência . Nesse processo, considera-se o aparecimento das Infecções Relacionadas à assistência à saúde e suas possíveis associações com a carga de trabalho em enfermagem como um valioso indicador da qualidade da assistência. Assim, a realização desta pesquisa contribui com os estudos realizados para caracterizar a demanda de trabalho de enfermagem  que favoreça uma prática assistencial segura. Este estudo objetivou identificar a associação da carga de trabalho de enfermagem com o número de casos de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica, Infecção do trato urinário e Infecção de cateter Venoso Central na Unidade de Terapia Intensiva. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, descritiva, transversal e prospectiva, realizada no Hospital Unimed, em Natal-RN. A população foi constituída por todos os pacientes submetidos a tratamento nas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital por um período de 90 dias consecutivos em 2011. A amostra por conveniência foi compostapelos pacientes admitidos nas UTIs no período da coleta de dados, totalizando amostra de 286 pacientes. Para realização da análise dos dados, foram utilizado os softwares: Statistica 6.0, SPPS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 17.0 (2004) e Excel 2007. Na análise descritiva, utilizaram-se Medidas de Tendência Central e Medidas de Dispersão ou Variabilidade e a utilização de testes não paramétricos. Dos 286 pacientes, 88 eram da UTI II e 198 da UTI II. Predominou o gênero masculino na UTI I (51,1%) e o feminino na UTI II (57,6%), Os pacientes da UTI I encontravam-se na faixa etária entre 61 a 80 anos (39,8%) seguido de maior do que 80 anos (39,8%). Já na UTI II, a maioria dos pacientes encontrava-se com idade entre 61 a 80 anos (38,9%) e, em seguida, os entre 41 a 60 anos (24,2%). Em relação à classe do TISS de admissão predominou a classe II nas duas UTIs (59,1%), seguido da classe III também nas duas unidades (34,6%). A maioria dos pacientes (70,6%) sai das UTIs pertencendo à classe II do TISS. Na UTI I, o número médio de formulários do TISS 28 foi de 6, já na UTI II esse valor cai para 3,2 formulários preenchidos. A média geral do TISS foi de 19,9 pontos nos pacientes da UTI I e de 17 pontos na UTI II.Sobre a média de horas necessárias para prestar a assistência de enfermagem adequada aos pacientes da UTI I, verificou-se que é de 10,7 horas; e na UTI II de 9,2 horas. Constatou-se que as horas disponibilizadas pela equipe de enfermagem foram maiores na UTI II, com valor médio de 19 horas disponíveis pela enfermagem desse setor. Na UTI I, que apresentou superior necessidade de carga horária disponibilizada, verificou-se que o valor médio foi de 12,7 horas disponíveis. Verificou-se que apenas 2,4% dos pacientes dessas unidades apresentaram Pneumonia Associada à Ventilação; 1,0% foram com infecção de cateter venoso central e de 1,4% dos pacientes apresentaram infecção do trato urinário. A infecção associada à assistência a saúde ocorre, em média, no décimo dia de internação. Na UTI II, esse valor médio se estende até o décimo segundo dia com um excesso de 2,7 horas de assistência de enfermagem, enquanto que na UTI I o valor decai para o nono dia de internação com uma deficiência de 12 horas de assistência. Conclui-se que os pacientes, em geral, apresentaram uma classificação de necessidade de cuidado semi intensivo e tem sido atendidos em sua necessidade de carga horária. Quanto a sua associação com as Infecções Relacionadas á assistência a Saúde essa análise não foi possível de ser realizada em virtude do pequeno número de notificações neste período. Sugere-se outros estudos mais aprofundados quantos aos fatores relacionados às infecções me um período maior de análise.

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  • FERNANDA DE MEDEIROS FERNANDES
  • Atenção à saúde da pessoa idosa na Estratégia Saúde da Família no município de Santo Antônio/RN: um estudo de caso.

     

  • Orientador : REJANE MARIA PAIVA DE MENEZES
  • Data: 30/03/2012
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  • Segundo as estimativas demográficas, até o ano de 2025 o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Por essa razão, é função das políticas públicas contribuir para que as pessoas alcancem idades avançadas com melhor saúde. O atual modelo assistencial de vigilância à saúde através da Estratégia Saúde da Família (ESF) configura-se como a porta de entrada no atendimento da pessoa idosa no Sistema Único de Saúde (SUS), como também num espaço de desenvolvimento de práticas de promoção a saúde, prevenção e controle das doenças crônicas não degenerativas, a fim de evitar ou prevenir a instalação de incapacidades nessa população e melhorar sua qualidade de vida. Objetivou-se neste estudo analisar a atenção à saúde da pessoa idosa prestada pelos profissionais da ESF com vistas ao alcance de um atendimento integral. O estudo é descritivo do tipo estudo de caso com abordagem quantitativa, realizado no município de Santo Antônio/RN. A população incluiu todos os profissionais de saúde integrantes da ESF do município que aceitaram participar da pesquisa, totalizando 80 profissionais. Os dados foram coletados através de um questionário estruturado com questões abertas e fechadas sobre informações sócio demográficas, de formação profissional e as ações desenvolvidas pelos profissionais no atendimento a pessoa idosa na atenção básica de saúde. Os resultados foram analisados a partir de um banco de dados tabulados em planilha Excel, discutidos de acordo com a estatística descritiva simples, apresentados em tabelas, gráficos e quadros através de frequências, mediana e valores de tendência central. Obteve-se predomínio de profissionais de nível médio, do sexo feminino, com idade entre 30 a 34 anos, com formação profissional concluída nos últimos 10 anos, sem pós- graduação na área de geriatria ou gerontologia e maioria sem capacitação em gerontologia. Os familiares e cuidadores, considerados membros da tríade do cuidado ao idoso, na atenção primária de saúde, são os componentes da rede social de apoio mais identificados pelos profissionais (66,3%). O acesso da pessoa idosa à Unidade Básica de Saúde da Família foi considerado por 83,8% dos profissionais como o fator que mais interfere nas ações de saúde junto ao idoso. Quanto à inserção da família no cuidado, 98,8% dos profissionais consideram a família como um dos objetivos da assistência, porém 82,5% auxiliam a família a conhecer sua função e participar do cuidado junto ao idoso, embora se observe que, nenhum profissional faz uso de instrumentos de avaliação da funcionalidade  da família. Quanto às ações realizadas junto ao idoso, 91,25% realizam visita domiciliar ao idoso; 88,75% realizam o acolhimento; 77,5% conhecem os hábitos de vida, valores culturais, éticos e religiosos dos idosos, suas famílias e da comunidade; 51,25% complementam as ações através da intersetorialidade; 50% participam de grupos de vivência de idosos; 33,75% mantem a caderneta de saúde da pessoa idosa atualizados; 11,25% dos profissionais realizam o Planejamento Terapêutico Singular (PTS) e poucos realizam ações de promoção à saúde de acordo com o PTS. Identifica-se um déficit em algumas categorias profissionais na identificação de idosos frágeis e o acompanhamento dos mesmos em domicílio. Conclui-se, que a atenção à saúde da pessoa idosa desenvolvida pelos profissionais da ESF no contexto desse estudo, diverge entre as categorias profissionais; verificam-se fragilidades quanto à promoção do envelhecimento ativo e saudável e no estabelecimento de uma atenção integral e integrada a pessoa idosa. Recomenda-se a adoção de atividades de educação permanente por parte da Gestão Municipal, a priori para os profissionais da ESF na perspectiva das diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa e posteriormente para os demais profissionais que integram a rede de atenção a saúde da pessoa idosa em todos os níveis de atenção no município para a elaboração de estratégias e práticas que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa, impactando resultados efetivos e concretos em termos de produção de saúde na realidade brasileira.

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  • MAYANA CAMILA BARBOSA GALVAO
  • VIVÊNCIA DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE CÁRCERE PENITENCIÁRIO DURANTE O PERÍODO GESTACIONAL.

     

  • Orientador : REJANE MARIE BARBOSA DAVIM
  • Data: 13/04/2012
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  • O aumento gradativo da violência na sociedade brasileira vem resultando no crescimento da população carcerária ao longo dos últimos anos, bem como a proporção de mulheres em relação aos homens. A participação da mulher no crime e o papel que esta assume no seio familiar fazem com que este fenômeno represente crescente problema social. Na maioria, as detentas são jovens, em idade reprodutiva, tornando a gravidez uma situação recorrente no período em que estão cumprindo pena. Os estudos que tratam a criminalidade feminina são escassos e pouco esclarecedores quanto sua real dimensão, especialmente se direcionados as mulheres que vivenciaram a gestação nesse ambiente. Diante destas considerações, esta pesquisa teve como objetivos: identificar as características sociodemográficas e obstétricas de mulheres em situação de cárcere penitenciário que vivenciaram a gestação no Complexo Penal Dr. João Chaves na cidade de Natal no Estado do Rio Grande do Norte e descrever a vivência dessas mulheres durante o período gestacional. Trata-se de uma pesquisa descritiva de natureza qualitativa. Os dados foram obtidos por meio de entrevista estruturada junto a nove mulheres durante os meses de agosto e setembro de 2011 que atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos previamente e organizados conforme os preceitos de análise temática segundo Bardin. Desse processo de codificação e categorização emergiu uma temática central: vivência da mulher grávida dentro de um presídio, originando três categorias: sentimentos que permeiam a mulher grávida presa; assistência a saúde a gestante encarcerada e as relações interpessoais da gestante dentro do presídio. Os dados foram analisados de acordo com a literatura disponível e o estudo revelou que as mulheres ao vivenciarem a gravidez dentro do presídio estão mais propícias a experimentarem sentimentos negativos devido a falta de estrutura do sistema para atender suas necessidades, distanciamento das relações familiares e convivência com pessoas estranhas. A assistência à saúde destinada a essas mulheres é deficitária e em muitas vezes não ocorre, colocando em risco a vida do bebê e da própria mãe, sendo esta uma realidade preocupante na saúde pública brasileira. No que diz respeito às relações interpessoais, estas foram marcadas pelo distanciamento dos familiares, principalmente devido ao fator socioeconômico, sendo uma dificuldade para o enfrentamento da gestação no presídio e registro de abuso de poder por parte de profissionais que trabalham na instituição. Por fim, espera-se que o estudo possa dar visibilidade ao tema pouco discutido na literatura e contribuir para a construção de políticas públicas específicas para tal realidade, como forma de minimizar os efeitos do encarceramento durante o período gestacional.

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  • SIMONE KARINE DA COSTA MESQUITA
  • Abordagens pedagógicas na formação de enfermeiros: perspectivas de docentes de enfermagem.

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 20/04/2012
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  • No mundo hodierno são notórias as mudanças nos aspectos social, ético, econômico e político da sociedade, as quais atingem de modo incisivo, o ensino superior, exigindo uma série de modificações e uma nova visão na formação de enfermeiros, a fim de atender as demandas do Sistema Único de Saúde. Diante disso, as instituições formadoras e os docentes são convidados a enfrentar os novos desafios e refletir sobre suas práticas, a fim de favorecer uma maior flexibilidade e capacidade de articulação, utilizando abordagens pedagógicas e metodologias inovadoras, para fazer frente às exigências de uma sociedade globalizada. O presente estudo tem como objetivo analisar a perspectiva do docente no que concernem as abordagens pedagógicas utilizadas na formação de enfermeiros e identificar as abordagens pedagógicas empregadas por docentes na formação de enfermeiros. Trata-se de uma pesquisa de campo do tipo exploratória, de abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, sediada na cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte. A população desta pesquisa foi composta por cinquenta e três docentes. Desta população de docentes, foi selecionada uma amostra de vinte docentes que atuam na referida Instituição. A coleta de dados ocorreu no período de agosto de 2011, através da técnica de entrevista semi-estruturada e da utilização de um questionário. Para apreensão do material empírico resultante da entrevista, será utilizada a gravação em MP3. Os dados obtidos serão analisados individualmente, em dois momentos: No primeiro momento, a análise quantitativa referente aos dados obtidos por meio da técnica de entrevista, os quais foram submetidos aos procedimentos metodológicos da análise de conteúdo proposta por Bardin. No segundo momento, análise quantitativa dos dados quantitativos coletados resultantes dos questionários aplicados aos docentes e dos dados de identificação dos participantes, os quais foram transferidos para uma planilha eletrônica do Microsoft Excel XP.Vale salientar, que foram respeitados os aspectos presentes na Resolução CNS 196/96, a qual refere os aspectos éticos e legais da pesquisa envolvendo seres humanos. Os resultados mostram que 90% dos docentes participantes da pesquisa apresentam uma compreensão adequada das abordagens pedagógicas não críticas, apenas 10% tinham um entendimento inadequado. Com relação às pedagogias críticas, 80% dos participantes da pesquisa referiram uma compreensão adequada. Porém, 70% dos docentes, apesar de terem uma compreensão adequada, relataram dificuldades durante a tentativa de implementação destas pedagogias. A maioria dos docentes, como representabilidade de 80%, consideram as pedagogias não críticas relevantes na formação do enfermeiro, como também as pedagogias críticas, sendo representada por 95% dos docentes. Com relação às características dos participantes da pesquisa, 20% eram representantes do sexo masculino; com grau de titulação de 55% com doutorado; referente ao tempo de serviço houve uma maior representatividade entre 15 a 45 anos, com 45%. Com vista a identificar as abordagens pedagógicas que norteiam suas práticas docentes na formação de enfermeiros da UFRN, revelou que as pedagogias críticas e as pedagogias não críticas estão presentes na prática de docentes da graduação em enfermagem. Isso reflete um momento de transição, visto que a presença das novas formas de ensinar já faz parte deste contexto educativo. Por fim, cabe ressaltar, a importância compreender sobre modelos educacionais que valorizam os aspectos científicos, éticos, pessoais no processo educativo. A pesquisa tem a pretensão de proporcionar aos docentes a contribuição de novas possibilidades de ação no sentido de modificar ou não seu contexto de atuação, com competências pedagógicas necessárias para conduzir o processo de ensino, em consonância com o novo paradigma pedagógico do ensino superior.

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  • CLAUDIA CRISTIANE FILGUEIRA MARTINS RODRIGUES
  • NO CALEIDOSCÓPIO O ESTRESSE DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA UTI DO HUOL

  • Orientador : VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
  • Data: 03/08/2012
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  • O presente estudo teve como objetivo analisar o estresse na equipe de enfermagem da terapia intensiva do Hospital Universitário Onofre Lopes. A população analisada foi constituída por trinta e oito (38) profissionais de enfermagem, entre técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam na UTI do referido hospital. Os dados foram coletados no período de setembro a novembro de 2011 em duas etapas distintas. A primeira, a aplicação do inventário de sinais e sintomas do estresse de Lipp (ISSL), permitiu a mensuração da fase do estresse em que cada membro da equipe se encontrava. Após isso, os dados foram tabulados em planilhas do Microsoft Excel 2010 e analisados conforme as diretrizes do inventário propostas por Lipp, 2000. Seguido essa análise, foi possível realizar a segunda etapa da pesquisa, sendo esta constituída por uma entrevista semiestruturada destinada àqueles trabalhadores que se encontravam na segunda fase do estresse, a de resistência. A análise das entrevistas foi baseada na proposta de análise do conteúdo de Bardin2004, a qual permite a criação de categorias a partir do agrupamento de ideias presentes nas falas dos entrevistados. Como resultado, obteve-se que a população estudada é de maioria feminina (78,9%), na faixa etária entre 30 e 39 anos (50%),casadas (52,3%) e com duplo vínculo empregatício (65,7%). A fase de maior predominância, segundo o inventário de Lipp, foi a de resistência ao estresse, presente em 44,7% da equipe e tendo com sintoma físico de maior predominância a sensação de desgaste físico constante, percebido em 16,8% dos participantes, e o psicológico, a irritabilidade excessiva e a sensibilidade emotiva de escores iguais a 26,3%. Quanto aos dados qualitativos, foi possível delinear três categorias e quatro subcategorias, sendo as seguintes categorias: a organização do cuidado na terapia intensiva; o excesso de trabalho dos profissionais de enfermagem e o relacionamento interpessoal da equipe de enfermagem na UTI. E como subcategorias: a organização do trabalho como fonte de pressões e cobranças; o trabalho noturno e suas consequências para a saúde desses profissionais; o corpo traduzindo os sinais e sintomas do estresse; e a comunicação deficitária entre os membros dessa equipe de trabalho. Assim, a concretização desse estudo permitiu visualizar o fenômeno do estresse na equipe de enfermagem do HUOL como um caleidoscópio de reflexões, sensações e experiências percebidas por esses profissionais em diferentes áreas de sua vida. Constatou-se, ainda, que o fortalecimento da temática estresse dos profissionais de enfermagem precisa ser instrumentalizada e estimulada em diversos espaços de discussão da enfermagem para que esses trabalhadores sejam incitados a cuidar melhor de si para, assim, cuidar da saúde do outro.

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  • CECILIA MARIA FARIAS DE QUEIROZ FRAZAO
  • Diagnósticos de enfermagem em pacientes em tratamento hemodialítico: relacionado a Teoria de Roy e a NANDA Internacional.

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 26/10/2012
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  • O enfermeiro no setor de nefrologia tem um importante papel na monitoração, apoio, avaliação e educação, identificando as necessidades individuais de cada cliente e proporcionando meios de prestação de serviço que visem uma melhor adaptação ao tratamento. Desta forma, torna-se fundamental a implantação do processo de enfermagem, sob o contexto de um referencial teórico. Dentre esses, destaca-se a teoria de adaptação de Roy. Destarte, objetivou-se estabelecer uma relação conceitual entre os diagnósticos de enfermagem da NANDA-Internacional e os problemas de adaptação de Roy em pacientes renais crônicos em hemodiálise. Estudo do tipo descritivo e transversal, realizado em um centro de diálise, localizado no município de Natal, Rio Grande do Norte. A população foi composta por 330 pacientes em hemodiálise, sendo a amostra de 80 pacientes, selecionados aleatoriamente, durante os meses de outubro de 2011 a fevereiro de 2012. Os critérios de inclusão foram: ser portador da doença renal crônica; estar cadastrado e submetido à hemodiálise na clínica em questão; e ser adulto (20 a 65 anos). Os instrumentos de coleta de dados foram: roteiros de entrevista e de exame físico. A análise dos dados ocorreu inicialmente através do raciocínio clínico e do julgamento diagnóstico. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (protocolo nº 115/11), Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (no 0139.0.051.000-111), com financiamento do Edital Universal MCT/CNPq 14/2010. Os resultados mostram que a maioria dos pacientes era do sexo masculino (55%), casados (63,7%) e residentes na região metropolitana do Natal (58,3%). A idade média foi 46,6 anos, com uma média de 8,7 anos de estudos escolares. Em relação aos diagnósticos de enfermagem, obteve-se uma média de 6,65 diagnósticos, com destaque para: Risco de Infecção (100%); Volume de líquidos excessivo (73,75%); Hipotermia (62,5%); Fadiga (51,25%). Por outro lado, a média dos problemas adaptativos foi 6,5 e os principais foram: Retenção de líquido intracelular (70%); Hipercalemia (70%); Hipotermia (63,75%) e Intolerância à atividade (50%). As relações estabelecidas entre os DE da NANDA-Internacional e os problemas adaptativos propostos por Roy foram: risco de quedas/risco de lesão e potencial para lesão; mobilidade física prejudicada e mobilidade andar e /ou coordenação restritos; déficit no autocuidado para banho e vestir-se e perda de habilidade ao autocuidado; hipotermia e hipotermia; integridade da pele prejudicada e integridade da pele prejudicada; volume de líquidos excessivo e retenção de líquido intracelular/hipercalemia/hipocalcemia/edema; nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais; constipação e constipação; dor aguda e dor aguda; dor crônica e dor crônica; Percepção sensorial perturbada: visual, auditiva e tátil e deficiência de um sentido primário: visão, audição e tátil; insônia e privação do sono; fadiga e intolerância à atividade; autocontrole ineficaz da saúde e falha no papel; disfunção sexual e disfunção sexual; baixa autoestima situacional e baixa autoestima. Conclui-se que existe uma forte semelhança entre os diagnósticos da NANDA-Internacional e os problemas adaptativos de Roy. Ademais, acredita-se que a implantação do processo de enfermagem, através da teoria de Roy e da NANDA-Internacional em pacientes renais crônicos em hemodiálise se faz necessária para subsidiar o direcionamento do planejamento da assistência, contribuindo para o fortalecimento científico da enfermagem.

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  • GABRIELA DE SOUSA MARTINS MELO
  • Validação de instrumentos para avaliação do conhecimento e da habilidade acerca da higienização simples das mãos

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 26/10/2012
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  • Objetivo: apresentar a construção e validação de instrumentos para avaliação do conhecimento e habilidade acerca da higienização simples das mãos. Métodos: estudo, transversal, quantitativo desenvolvido com 18 enfermeiros docentes que foram juízes da pesquisa. Desenvolvida em duas etapas: levantamento de literatura especializada para construção do check list da técnica e o questionário do conhecimento e identificação, seleção e submissão dos instrumentos para avaliação dos juízes. Realizada a validação de conteúdo com aplicação do Índice Kappa (K) para verificação do nível de concordância e nível de consistência uti­lizando como ponto de corte o índice > 0,8. O obteve parecer favorável da Comissão de Ética em Pesquisa/UFRN (CAAE nº 0002.0.294.000-10). Resultados: todos os indicadores foram aprovados, apenas o item enxágua as mãos retirando os resíduos e evita contato direto das mãos ensaboadas com a torneira (técnica) e a alternativa que corresponde ao termo higienização das mãos (conhecimento) obtiveram nível de concordância de 0,7 cada, sendo modificados de acordo com as sugestões.  Através da análise das informações fornecidas pelos juízes, verificou-se sugestões em 7 itens da técnica e 9 do conhecimento. Os comentários e sugestões foram acatados e permaneceram 14 itens de verificação da técnica da higienização das mãos e 12 da avaliação do conhecimento. Conclusão: os instrumentos elaborados podem ser considerados satisfatórios, adequados e úteis na mensuração da habilidade técnica e do conhecimento sobre a higienização simples das mãos. Demonstrando a importância de se realizar validação prévia de instrumentos de avaliação.

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  • ISABEL CRISTINA ARAUJO BRANDAO
  • A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ESTRATÉGIA DE ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA

  • Orientador : AKEMI IWATA MONTEIRO
  • Data: 29/11/2012
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  • A estratégia de Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância, desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância foi criada em 1994 e primeiramente introduzida nos países africanos e asiáticos. Em 1996 o Ministério da Saúde deu inicio a sua implantação no Brasil, priorizando as regiões Norte e Nordeste, onde estão localizados os maiores índices de mortalidade infantil do país. A principal meta da AIDPI é promover uma rápida e significativa redução da mortalidade na infância em decorrência de causas evitáveis, particularmente as doenças prevalentes na infância. A referida estratégia foi criada para ser desenvolvida por profissionais médicos e enfermeiros devidamente treinados. Considerando que o grupo materno infantil responde por parcela significativa da procura nos serviços de saúde, em sua maioria crianças menores de cinco, e sendo o enfermeiro o profissional de saúde que vem assumindo grande parcela da atenção prestada a esse público, convém tecer a seguinte questão de pesquisa: Como vem se dando a atuação dos enfermeiros na operacionalização da Estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI)? Nesse sentido a presente pesquisa se propôs a: Analisar a atuação do enfermeiro na estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância no município de Natal, Rio Grande do Norte, e mais especificamente: Descrever as ações que as enfermeiras prioriza no seu atendimento a criança na USF; Averiguar o entendimento das enfermeiras acerca da AIDPI; e Identificar os fatores que influenciam a atuação das enfermeiras em AIDPI. Trata-se de um estudo qualitativo com abordagem descritiva. A pesquisa empírica foi desenvolvida no município de Natal no período de março a maio de 2012. O universo foi constituído por enfermeiros da Estratégia Saúde da Família e a amostra conta com 16 sujeitos. Para a realização dessa pesquisa o projeto foi submetido à aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em concordância com a Resolução Nº. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, obtendo Parecer nº 187/2012. Os dados foram obtidos através de um questionário, para levantamento do perfil de formação das enfermeiras e de uma entrevista guiada por roteiro semi-estruturado. Os dados foram tratados à luz da análise categorial temática de Bardin e analisados através da estruturante do SUS particularmente, aquelas voltadas para atenção à saúde da criança; da literatura existente relacionada a temática AIDPI, bem como das discussões acerca dos modelos assistenciais. Os resultados permitiram identificar como temática central estudo ‘O enfermeiro no contexto da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância’,a qual resultou no surgimento de duas categoria de análises: ‘Atuação do enfermeiro na atenção à criança’ e ‘Posição do enfermeiro em relação ao AIDPI’, seguidas de suas respectivas subcategorias. Observa-se que as enfermeiras consideram a AIDPI util, eficaz e importante para acompanhar crianças doentes dentro da lógica curativista, entretanto desconsideram o carater de promoção da saúde e prevenção de doenças da mesma. Constatou-se que as enfermeiras ainda realizam o atendimento das crinaças dentro do modelo biomédico e que essas mesmas profissionais são submetidas a condições de trabalho precarizadas e insalubres em virtude da falta de recursos humanos e materiais. Verificou-se que as profissionais não seguem os protocolos da estratégia em virtude de entraves relacionados a prescrição de medicamentos pelo enfermeiro, o ato médico, a falta de incentivo, capacitação e fiscalização por parte da gestão municipal de saúde e do Conselho Regional de Enfermagem. Por fim, foi possivel verificar que o comportamento das mães mediante a situação de saúde de seus filhos tem mudado, uma vez que elas estão mais preocupadas e engajadas em acompanharem o crescimento e desenvolvimento saudáveis de suas crianças, dentro da lógica do modelo promocional de saúde.

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  • RENATA DE LIMA PESSOA PEREIRA
  • O ESTUDO DA MORTE NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO: percepção de estudantes

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 07/12/2012
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  • O presente estudo tem como objetivo compreender a percepção de estudantes de enfermagem acerca do estudo da morte no processo de formação acadêmica, desvelando sentimentos e significados gerados ao estudar essa temática. Para sua realização, o projeto foi aprovado pelo comitê de ética da UFRN, conforme Parecer nº 234/2012. Utiliza uma abordagem qualitativa, com enfoque fenomenológico, apoiando-se nas ideias do filósofo alemão Martin Heidegger. Foram entrevistados dez estudantes que responderam às seguintes questões norteadoras: em que momento de sua formação a temática morte e morrer é estudada? A que sentimentos esse tema remete? Qual o significado de estudar esse tema na formação do enfermeiro? A análise das falas mostra que a temática morte e morrer é abordada de maneira muito pontual em disciplinas diferentes, inexistindo um diálogo entre elas. Revelam o medo e angústia como sentimentos presentes ao estudar o tema; reconhecem o estudo desta temática como um momento importante de reflexão para compreender que a morte não é um fracasso da ação de cuidar, sendo uma oportunidade para entendê-la como fenômeno natural. Nessa perspectiva, podemos concluir que o discente precisa ser conduzido em seu processo de formação não o separando do seu existir no mundo-com-os-outros, mas interligando seus conceitos, entendendo seus sentimentos enquanto ser, e, dessa forma, respeitar e cuidar do homem como um ser-para-a-morte. Portanto, o grande desafio para a educação em enfermagem é criar espaços de discussão acerca da morte, entre professores e estudantes, particularmente, nas disciplinas que abordam o tema.

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  • ANA ANGELICA REGO DE QUEIROZ
  • O CONHECIMENTO E AS ATITUDES DAS FAMÍLIAS DE PACIENTES EM TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 14/12/2012
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  • O Brasil vive no século XXI uma situação de saúde paradoxal, em que apesar de sua projeção econômica no cenário internacional, ainda remanescem doenças emblemáticas da pobreza, como a Tuberculose, o que atesta a hipótese de que nem sempre o desenvolvimento econômico anda pari-passu ao desenvolvimento social. A dimensão social ganha expressão importante quando se intenta investigar os desafios neste século para a redução da TB. Nesse sentido, a família vem sendo cada vez mais valorizada para a consecução deste objetivo, pelas suas responsabilidades e funções dentro de um sistema de proteção social. Desse modo, na presente investigação buscou-se analisar o conhecimento sobre TB e as atitudes das famílias de pacientes em tratamento da doença na Atenção Primária à Saúde em Natal/RN. Para tal, empreendeu-se um estudo de corte transversal, através da aplicação de questionário junto às famílias de pacientes diagnosticados de TB e em seguimento pela APS de Natal. O instrumento foi validado em uma população similar a do estudo. Os sujeitos da pesquisa foram recrutados de forma não probabilística, por conveniência, contemplando uma amostra de 50 familiares. Dentre os critérios utilizados para a inclusão dos sujeitos, foram considerados: idade acima de 18 anos, residir com o doente de TB e em Natal e disponibilidade de participação da pesquisa. A coleta de dados foi realizada pela pesquisadora e uma assistente. Procedeu-se a dupla digitação independente dos dados. Na etapa analítica, inicialmente foi conduzida a fase exploratória e univariada dos dados, com descrição das medidas de posição (média, mediana, moda) e dispersão (intervalo de confiança e desvio-padrão). Na análise bivariada, os autores efetuaram o cruzamento das variáveis dependentes e dicotômicas − conhecimento (0-Sim; 1-Não) e mudanças atitudes (0-Não; 1-Sim), com cada uma das variáveis independentes, por meio de tabelas de contingência, sendo aplicado o teste qui-quadrado e, quando necessário, o teste exato de Fisher. Nas tabelas 2x2, computou-se o odds ratio (OR) com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%). Da amostra selecionada, 43 (86%) sujeitos eram do sexo feminino, com idade média e mediana respectivamente de 46,64 e 46,50 anos; 25 (50%) possuíam o ensino fundamental. O conhecimento expresso pelos familiares sobre a TB foi considerado satisfatório. Entretanto, a falta de interesse dos familiares (54%) em procurar informações sobre a tuberculose; a forma incorreta da resposta em relação ao microrganismo causador da doença (64%); a indicação de água (62%) e alimentos contaminados (54%) como meios de disseminação da TB foi uma fragilidade identificada na investigação. Em relação ao tempo de transmissão da doença, 90% dos entrevistados indicaram não saber ou responderam errado. Das variáveis independentes investigadas, apenas duas apresentaram associação com o não conhecimento de TB, sendo elas não possuir religião (OR: 0,146; IC95% : 0,027-0,800) e renda abaixo de 1,7 salários mínimos (OR : 0,155; IC95%: 0,029-0,813), parecendo elas exercerem um efeito protetor sobre este desfecho. Quanto às mudanças de atitude, a maioria das variáveis consideradas não teve associação com significância estatística, exceto o não acesso à internet (OR: 0,212; IC95%:0,048-0,935). A maioria das atitudes foi positiva em relação ao doente de TB. Os resultados demonstram fragilidades na atenção à TB, que tem assumido um caráter mais assistencialista e individual. Os dados não somente expressam os resultados sanitários produzidos pelos serviços de saúde, mas a conjuntura política e social das famílias que são acometidas pela TB.

2011
Dissertações
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  • ISABELLE KATHERINNE FERNANDES COSTA ASSUNCAO
  • QUALIDADE DE VIDA DE PESSOA COM ÚLCERA VENOSA: associação dos aspectos sociodemográficos, de saúde, assistência e clínicos da lesão

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 28/02/2011
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  • A Úlcera venosa (UV) é uma lesão dos membros inferiores resultante do inadequado retorno de sangue venoso nos pés ou pernas. Comuns na população adulta, causa significante impacto social e econômico devido a sua recorrência e o longo tempo decorrido entre sua abertura e cicatrização. Embora não fatais tais feridas crônicas comprometem seriamente a qualidade de vida (QV) dos doentes trazendo mudanças por vezes drásticas no âmbito familiar, social, econômico e psicológico. Nesse sentido, são diversos os aspectos que podem estar associados, influenciando a QV da pessoa com úlcera venosa. O estudo objetivou analisar a associação dos aspectos sociodemográficos e de saúde, de assistência à saúde e clínicos da lesão na QV dos portadores de UV. Estudo analítico, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, que busca estudar a complexidade dos fatores envolvidos na alteração da QV dos portadores de UV. A coleta de dados realizou-se no ambulatório de angiologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), no período de 3 meses. A amostra foi de 60 portadores de UV atendidos por angiologistas no ambulatório de Clínica Cirúrgica do HUOL. O projeto obteve parecer favorável do Comitê de Ética do HUOL (n.279/09). Os resultados foram analisados no programa SPSS 15.0 através de estatística descritiva e inferencial, em seguida foram codificados, tabulados e apresentados na forma de tabelas, quadros e gráficos, com as respectivas distribuições percentuais e resultados dos testes estatísticos. Identificamos usuários com UV predominantemente do sexo feminino, idade média de 61,4 anos, baixo nível de escolaridade e de renda familiar, com profissões que exigem longos períodos em pé ou sentados, mas a maioria aposentada, desempregada ou afastada do trabalho devido à doença e com doenças crônicas associadas, em uso de produtos inadequados, curativos realizados por profissional ou cuidador sem treinamento, ausência de terapia compressiva e orientações adequadas, sem realizar elevação de membros inferiores e exercícios regulares, com tempo de lesão maior ou igual seis meses, falta de exames laboratoriais específicos, menos de 4 consultas com o angiologista por ano, sem registro no prontuário, com referência, lesões recidivantes, área de média a grande, leito da lesão com fibrina e/ou necrose, exsudato com quantidade de média a grande, sem odor e sinais de infecção, perda tecidual entre grau I e II, sem coleta de Swab ou biopsia e com presença de dor. Em geral, a QV dos pesquisados foi considerada baixa, pontuação máxima de 69 pontos. Sendo os domínios que mais influenciaram nos escores totais da QV a capacidade funcional (0,021), aspecto emocional (0,000) e aspecto social (0,080). Dos 60 pesquisados, 53,3% tiveram pontuação entre 40 a 69 pontos no SF-36, e apresentaram os escores melhores nas variáveis sociodemográficas e de saúde (ρ=0,049). Quanto às características da assistência e da lesão, os pacientes que apresentaram pontuação entre 40 e 69 pontos no SF-36 apresentaram escores melhores em tais características. Ao unir as variáveis sociodemográficas, saúde, características da assistência e da lesão verificamos que houve uma diferença significante (ρ=0,032) ao relacioná-las com o escore total da QV. Analisando separadamente os domínios do SF-36 com os escores obtidos na qualidade de vida, verificamos que os domínios que apresentaram significância estatística foram capacidade funcional (ρ= 0,035), aspecto físico (ρ= 0,019), aspecto emocional (ρ= 0,000) e saúde mental (ρ= 0,050). Dentre as características sociodemográficas estudadas, sexo e estado civil contribuíram mais para a redução da QV e entre as variáveis da assistência e da lesão, destacam-se as variáveis orientações, referencia e área da UV. Ao analisarmos o conjunto dessas cinco variáveis de acordo com o escore geral obtido na qualidade de vida, verificamos correlação significativa (ρ= 0,002), sendo 6,23 vezes maior a chance de os pacientes apresentarem melhor QV na presença desses cinco fatores positivos. Ao realizarmos o Teste de Mann Whitney U entre o conjunto das cinco variáveis sociodemográficas, saúde, clínica e assistencial, verificamos que tal conjunto também demonstrou ser significativo (ρ=0,006).  Portanto, os pacientes que apresentam essas cinco variáveis positivas tendem a ter uma melhor qualidade de vida. Diante dos resultados obtidos, rejeitamos a hipótese nula (H0) e aceitamos a hipótese alternativa (H1) proposta no estudo, pois evidenciamos que a qualidade de vida dos portadores de UV está associada aos aspectos sociodemográficos e de saúde, de assistência à saúde e dos aspectos clínicos da lesão.

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  • CECILIA NOGUEIRA VALENCA
  • Corações e mentes desvendam o sistema
    único de saúde: visões e vivências de estudantes de enfermagem

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 14/03/2011
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  • Uma das tentativas do ministério da saúde de contribuir para tornar a saúde
    coletiva mais atraente para o estudante da área de saúde/enfermagem se trata
    do projeto de Vivências e Estágios na Realidade do SUS (VER-SUS). Portanto,
    estudar a visão de discentes sobre o ensino de enfermagem a partir de suas
    vivências no VER-SUS constitui o objeto desta investigação. Seu objetivo é
    analisar as visões e vivências de estudantes de enfermagem sobre a
    contribuição do VER-SUS na sua formação profissional. Trata-se de um estudo
    do tipo descritivo/exploratório, com abordagem qualitativa. Participaram 18
    estudantes da graduação em enfermagem da Universidade Federal do Rio
    Grande do Norte (UFRN), egressos do VER-SUS, no período de 2006/2009.
    Para a coleta de informações, foram utilizadas as técnicas de grupo focal
    orientado por um roteiro de questões, e entrevista semiestruturada, com
    questões abertas e fechadas. As informações coletadas foram analisadas
    através da técnica de análise de conteúdo, na modalidade de análise temática.
    O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN pelo
    parecer nº. 223/2010. A vivência e o estágio do VER-SUS contribuíram de
    forma significativa para a formação em saúde, pois ajudaram a perceber o
    papel da universidade e da formação em saúde/enfermagem em meio ao
    modelo hegemônico de formação. Nas visões e vivências dos estudantes de
    enfermagem participantes do projeto sobre o SUS foi de suma importância a
    utilização de metodologias ativas para o processo ensino/aprendizagem e os
    facilitadores atuaram como condutores da aproximação com o SUS. O estudo
    concluiu que o VER-SUS contribuiu para a formação em saúde/enfermagem,
    aproximando os estudantes da realidade da comunidade.

3
  • EDUALEIDE JEANE PEREIRA BULHOES DA NOBREGA
  • AÇÕES DE PROFISSIONAIS RELATIVAS À DISTRIBUIÇÃO DE LEITE HUMANO PASTEURIZADO: uma perspectiva de mudança

  • Orientador : ROSINEIDE SANTANA DE BRITO
  • Data: 28/03/2011
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  • A presente pesquisa tem como objetivo: Analisar as ações de profissionais médicos e equipe de enfermagem frente à necessidade do leite humano pasteurizado para o recém-nascido.É um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, tendo como método a pesquisa-ação. A investigação será desenvolvida numa instituição hospitalar federal, situada na capital do estado do Rio Grande do Norte, referência em atendimento a gestante, parto e puerpério de alto risco. Conta com vários setores como urgência, ginecologia, centro cirúrgico, sala de parto, enfermarias para gestantes de alto risco, puerpério de alto e baixo risco, UTI neonatal, dentre outros. A capacidade de leitos dessa maternidade para puerpério de baixo risco é de 56 leitos e para UTI neonatal 10 leitos.Farão parte do estudo, profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que atuam na UTI neonatal e alojamento conjunto. Os critérios de inclusão adotados nesse estudo são: ser médico pediatra e/ou neonatologista, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Como critérios de exclusão: não ser profissionais das categorias já citadas, e não atuar em alojamento conjunto e UTI neonatal, como também demonstrar desinteresse pelo objeto de investigação ou qualquer outra condição que inviabilize sua participação.

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  • JOSE EUGENIO LOPES LEITE
  • VIABILIDADE DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO HOSPITALAR: perspectiva gerencial

  • Orientador : BERTHA CRUZ ENDERS
  • Data: 30/03/2011
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  • O Processo de Enfermagem (PE) é considerado como a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas visando à assistência do ser humano. No entanto, percebemos a falta de uso do PE nos serviços e observamos que a dificuldade de implantação do PE está relacionada à própria valorização do PE pelos enfermeiros e questões institucionais que envolvem recursos humanos e materiais. Acreditamos que o gerente, como representante de toda a assistência prestada pela enfermagem da instituição, é um personagem importante para efetivação de políticas de interesse da enfermagem, como a implantação do PE, no serviço. No entanto, a literatura é escassa quanto ao PE na perspectiva do gerente de enfermagem. O objetivo geral deste estudo é analisar a viabilidade do Processo de enfermagem no contexto hospitalar a partir das atitudes dos gerentes de enfermagem das instituições acerca desse instrumento. Realizamos uma pesquisa descritivo-exploratória, de abordagem quantitativa, com uma população de 45 gerentes de enfermagem de hospitais  atuando na rede pública estadual de Natal-RN e nas unidades hospitalares da UFRN. Foram utilizados dois instrumentos para a coleta de dados, um questionário sobre o PE, desenvolvido para propósitos deste estudo e a escala para medição de atitudes, Posições sobre o Processo de Enfermagem. A população é predominante feminina (91,0%) e relativamente experiente na prática da enfermagem (Média = 17,6 anos). No entanto, possuem pouca experiência na área gerencial (Média = 8,6 anos). Expressam ter pouco conhecimento dos termos relacionados ao PE.e pouca experiência com o PE. Possuem uma atitude favorável ao PE (Média Geral = 110,9); são favoráveis a seu desenvolvimento no serviço (88,9%) e sugeririam a sua implantação (86,7%);  48,9% indicaram pouca possibilidade de implantação no serviço e 37,8% muita possibilidade. O teste de Spearman entre a Atitude sobre o PE e a Possibilidade de implantação no serviço mostrou uma associação negativa fraca, tanto na atitude geral (-,316), quanto nos 20 itens do instrumento, com coeficientes variando entre - 0,014 a - 0,464.  A análise fatorial da escala realizada neste estudo identificou três fatores subjacentes às atitudes dos gerentes neste estudo: “relevância”, “operacionalização” e “colaboração”, com Coeficiene Alfa Cronbach de 0,955; 0,844 e 0,807, respectivamente e de 0,956 para todos os itens em conjunto, demonstrando que a escala geral e as fatoriais possuem coerência interna para uso nessa população.  Concluímos que há uma tendência, embora leve, dos profissionais com atitude favorável ter percepção negativa sobre  a possibilidade de implantação do PE no serviço. A posição favorável ao PE parece não ser suficiente para a viabilidade de implantação dessa metodologia no serviço hospitalar, sendo esse resultado desconfortável para a enfermagem.  Essa situação sugere que as dificuldades de implantação do PE estão vinculadas à outras questões, como as organizacionais. A implantação do PE em uma instituição onde não é conhecido, nem praticado, constitui a introdução de uma inovação tecnológica e de trabalho que envolve múltiplos requisitos, entre eles a adesão das pessoas à inovação proposta. Isso demanda não só tempo, mas um processo com estratégias especificas para a difusão do conhecimento acerca do método, bem como os ajustes institucionais e de recursos humanos necessários. Nesse processo o envolvimento de todos os profissionais da instituição é necessário. Essa situação retoma as discussões de autonomia profissional, limites e perspectivas da ação e influência do enfermeiro no contexto hospitalar, (re) definição de papeis, delimitação (ou consenso) do objeto de estudo ou do(s) processo(s) de trabalho, entre outras.

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  • MARIA DA GUIA FELICIANO DA SILVA
  • Registro de enfermagem no prontuário em um Hospital Universitário: Uma busca pela humanização do cuidado

  • Orientador : RAIMUNDA MEDEIROS GERMANO
  • Data: 31/03/2011
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  • O objetivo do presente estudo é analisar a visão de enfermeiros acerca dos registros de enfermagem no prontuário, na perspectiva do registro do cuidado humanizado. Trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa. Para sua realização foi solicitada e concedida autorização da direção do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), bem como do Comitê de Ética em Pesquisa, da UFRN, conforme Parecer 422/10. Durante a coleta de dados foram feitas entrevistas com 20 enfermeiros da Instituição. A análise do material coletado foi realizada a partir do referencial teórico de Minayo para análise temática do conteúdo, ancorada em autores que trabalham com os temas, registros de enfermagem e humanização da assistência. A partir do material empírico foi construída uma grelha de análise, sendo identificadas  quatro categorias, assim nominadas: “Lendo e aprendendo com o que se registra”; “os registros de enfermagem e a qualidade da assistência”; “a essência dos registros de enfermagem” e a “intenção e gesto sobre o registro dos aspectos subjetivos do paciente”. Os resultados apontam  que os registros são incipientes, mesmo em se tratando dos procedimentos realizados com o paciente; comumente não informam acerca dos aspectos que tratam das subjetividades que o envolvem; e admitem que os registros não representam um parâmetro para avaliar a qualidade da assistência, pelo menos naquela instituição. Em síntese, os participantes da pesquisa reconhecem a importância da valorização da subjetividade do paciente em seu tratamento, no entanto, confessam negligenciar este aspecto tão significativo para uma assistência integral, humanizada e de qualidade.

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  • MARIA GORETE PEREIRA DE ARAUJO
  • PERFIL DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA REDE BÁSICA DE SAÚDE FRENTE À GESTANTE COM INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO.

  • Orientador : REJANE MARIE BARBOSA DAVIM
  • Data: 30/05/2011
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  • A infecção do trato urinário (ITU) constitui uma das principais causas de consulta médica, perdendo apenas para as infecções respiratórias.  Sua  importância na gravidez  se deve  em função da  morbimortalidade materno-infantil, representando a segunda causa de morbidade obstétrica e a terceira intercorrência clínica mais comum na gestação acometendo de 10 a 12% das gestantes. Também está associada ao aborto, trabalho de parto prematuro (TPP) e infecção ovular. O objetivo desta pesquisa é identificar a atuação do enfermeiro na rede básica de saúde frente à gestante com infecção do trato urinário. Estudo descritivo exploratório, com abordagem quantitativa. Os dados serão coletados por meio de um formulário de entrevista. A população a ser estudada será enfermeiros que atuam nas Unidades de Saúde da Família que pertencem aos Distritos Leste e Oeste de Natal, capital do Rio Grande do Norte(RN), estando constituídos por 24 unidades. A importância da pesquisa se deve a alta incidência de ITU em gestantes admitidas em uma maternidade pública de referência para o Rio Grande do Norte. Os resultados serão tratados por meio de estatística descritiva, computados, ordenados e apresentados sob a forma de tabelas, figuras e quadros, sendo discutidos e analisados, levando-se em consideração o levantamento da literatura acerca do assunto.

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  • SILVIA XIMENES OLIVEIRA
  • Qualidade de vida em gestantes no contexto da Estratégia Saúde da Família.

  • Orientador : REJANE MARIE BARBOSA DAVIM
  • Data: 31/05/2011
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  • A gravidez como processo na vida da mulher determina intensas transformações biológicas, psíquicas, relacionais e socioculturais para preparação da maternidade. Por sua capacidade modificadora e, em detrimento destes fatores, observa-se que as alterações físicas, sociais e emocionais vividas pelas mulheres durante a gestação podem influenciar na sua qualidade de vida, especialmente relacionada à saúde. Teve-se como objetivos desta pesquisa verificar a qualidade de vida de gestantes no contexto da Estratégia Saúde da Família de um município da Paraíba, com vista à: caracterizar os aspectos sociodemográficos, hábitos de vida, obstétricos e assistenciais das gestantes e caracterizar os domínios da qualidade de vida das mulheres grávidas segundo o questionário WHOQOL-bref. Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal exploratório e descritivo com abordagem quantitativa. A população foi composta por 120 gestantes atendidas na atenção básica do município de Sousa-PB. A coleta de dados ocorreu num período de dois meses pela própria mestranda e dois acadêmicos de enfermagem aplicando-se um formulário referente às características sociodemográficas, assistenciais e obstétricas e do instrumento WHOQOL-bref. Os dados coletados foram organizados em um banco de dados eletrônico do aplicativo Microsoft Excel, codificados, tabulados e apresentados em forma de tabelas, quadros e figuras com suas respectivas distribuições percentuais. Das pesquisadas, predominou a faixa etária de 20 a 25 anos, católicas, com companheiro fixo, baixa escolaridade, sem vínculo empregatício, renda salarial de 01 salário mínimo. Quanto aos dados obstétricos e assistenciais, quase a totalidade, nunca havia abortado e referiram à assistência recebida como ótima. As queixas mais frequentes foram: dor nas costas em baixo ventre. Quanto à qualidade de vida segundo o WHOQOL-bref, as insatisfações que predominaram nos domínios foram: no domínio físico, dor e desconforto, sono, repouso, energia e fadiga. No domínio psicológico: imagem corporal e aparência, memória, concentração e sentimentos negativos. No domínio relações sociais, a atividade sexual e no domínio meio ambiente, as facetas com maior insatisfação pontuaram: recursos financeiros, oportunidade de lazer e transporte. Conclui-se que a qualidade de vida das usuárias entrevistadas foi considerada insatisfatória para estas facetas, denotando que a assistência a este público alvo deve ser realizada de forma integral e holística, de forma a contemplar as facetas afetadas para uma melhoria da qualidade de vida das gestantes assistidas na atenção básica.  

     

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  • JOCELLY DE ARAUJO FERREIRA
  • Comunicação dos enfermeiros com usuários do gênero masculino: um estudo representacional.

  • Orientador : REJANE MILLIONS VIANA MENESES
  • Data: 02/08/2011
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  • A comunicação é vista como função vital. Por meio dela, os indivíduos e organizações se relacionam entre si, com o meio ambiente e com as próprias partes do seu grupo, influenciando-se mutuamente ao transformar fatos em informações. O usuário do gênero masculino faz parte de um grupo de pacientes cuja política de saúde ainda está em desenvolvimento. Tal fato pode gerar insegurança no enfermeiro em estabelecer um processo que promova a prevenção da doença, promoção e/ou recuperação da saúde desse usuário. Visando a essa elucidação, a presente pesquisa teve o objetivo geral de analisar as representações sociais da comunicação entre os enfermeiros e os usuários do gênero masculino, na atenção básica de saúde. A fim de alcançar o objetivo suscitado, este estudo foi de cunho descritivo, exploratório e com abordagem qualitativa. Baseou-se no referencial teórico-metodológico das representações sociais de Serge Moscovici e Denise Jodelet. O projeto obteve, mediante o Parecer nº. 649/10, aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa do HULW. Durante a coleta de dados, utilizou-se um roteiro semiestruturado e um diário de campo nas entrevistas com os 24 enfermeiros das unidades básicas de saúde do bairro de Mangabeira- Distrito Sanitário III, no município de João Pessoa (PB). Os resultados foram analisados por meio da técnica de Análise de Conteúdo, segundo Bardin (2007).Classificaram-se os sujeitos da pesquisa e identificaram-se três categorias e cinco núcleos das ideias centrais. As categorias identificadas: o apreender das RS da comunicação dos enfermeiros com os usuários do gênero masculino, a identificação dos fatores que influem na efetivação da comunicação dos enfermeiros com os usuários do gênero masculino e a investigação sobre as estratégias utilizadas pelos enfermeiros para a elucidação da comunicação com os usuários do gênero masculino. Os núcleos das ideias centrais encontrados: as representações sociais da comunicação dos enfermeiros com os usuários do gênero masculino são exteriorizadas como difícil, diferente, árdua, sem técnica (conhecimento) específica, apresentando um sentido dúbio em relação a sua ação terapêutica; os fatores apreciados como positivos nessa comunicação estavam pautados no vínculo entre profissional e usuário, no olhar detalhista e não mecanicista, nas ações preventivas, na dinamicidade do atendimento, acessibilidade, cuidados participativos, humanização e qualificação no atendimento. Já os fatores atendidos como negativos durante a referida comunicação, firmaram-se nas diferenças comportamentais dos homens, na feminização dos enfermeiros, na falta de capacitação para os profissionais em relação ao tema, condutas prescritivas e nos preconceitos (inquietações) socioculturais. Outro núcleo coligado consolidou-se nas estratégias empregadas para a ocorrência dessa comunicação. Diante desses resultados, percebeu-se a importância das representações sociais para a consagração de uma linguagem única, no entendimento consensual da realidade sobre a comunicação do enfermeiro com o usuário do gênero masculino e na determinação de mudanças no comportamento do enfermeiro e do usuário, para o estabelecimento de estratégias mais eficazes para a obtenção de uma comunicação terapêutica, entre eles.

     

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  • LUCIANA EDUARDO FERNANDES SARAIVA
  • Qualidade de vida do servidor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em condição crônica de saúde.

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 30/09/2011
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  • Estudo descritivo, transversal, com dados prospectivos e abordagem quantitativa que objetivou avaliar a qualidade de vida (QV) dos servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em condições crônicas de saúde (CCS). A coleta de dados realizou-se no ambulatório do Departamento de Assistência ao Servidor (DAS) da Pró-Reitoria de Recursos Humanos, após aprovação pelo comitê de ética do HUOL (CAAE nº 0046.0.294.000.10) com duração de três meses, através de aplicação de formulário de caracterização sociodemográfico, saúde, ambiental e laboral, questionário Medical Outcome Study 36-Item Short Form (SF-36). A amostra foi composta por acessibilidade, totalizando 215 servidores, sendo 153 ativos e 62 inativos em condição crônica de saúde, usuários do DAS. Os resultados foram analisados no programa SPSS 15.0 através da estatística descritiva e inferencial, apresentados em forma de tabela, quadros e figuras. Identificamos servidores predominantemente do sexo masculino, menores que 60 anos, casados ou em união estável, católicos, cor parda, da capital e residente em moradia própria. Quanto aos aspectos laborais, predominou servidores ativos, com cargos de nível intermediário e médio, pequena proporção de docentes. A CCS mais freqüência foi a doença crônica não transmissível - DCNT (95,8%), cujo principal diagnóstico foi \a hipertensão arterial, a depressão correspondeu ao diagnóstico mais presentes no transtorno mental persistente - TMP. A QV dos servidores foi considerada boa com pontuação média 72,5 no escore total, sendo os domínios mais afetados aspectos físicos (59,1), estado geral de saúde (66,2), dor no corpo (66,3) e aspecto funcional (72,0). A dimensão saúde mental (76,5) apresentou melhores média do que a dimensão saúde física (68,0). Verificamos que a diminuição dos escores de QV esta estatisticamente significante relacionada ao maior número de CCS (ρ<0,001), não havendo significância estatística com relação a situação funcional (p=0,259). Os técnicos administrativos de nível elementar, básico, médio e docente apresentaram piores escores de QV. Ao analisarmos a correlação das CCS, com os domínios e dimensões do SF-36 verificamos significância estatística, correlação fraca e negativa nos domínios aspecto funcional (ρ=0,002; r=-0,207), aspectos físicos (ρ=0,007; r=-0,183), vitalidade (ρ=0,002; r=-0,213), função social (ρ=0,000; r=-0,313), aspectos emocionais (ρ=0,000; r=-0,293), saúde mental (ρ=0,000; r=-0,238), dimensão saúde física (ρ=0,002; r=-0,210) e dimensão saúde mental (ρ=0,000; r=-0,298). A presença do TMP, isolado ou em conjunto, contribuiu para os menores escores SF-36, sendo a variação das médias dos domínios significante exceto para dor no corpo, aspecto geral de saúde e aspectos físicos. Ao correlacionarmos as categorias de CCS, com a QV, identificamos correlação fraca (r≤-0,376), e significante (ρ≤0,011), relacionada principalmente as DCNT, TMP e DCNT+TMP, afetando os domínios saúde mental, função social, aspectos emocionais, vitalidade, aspecto funcional.Diante dos resultados obtidos concluímos, que as a qualidade de vida dos servidores é influência pelas sua CCS. Destarte inferimos que presença da CCS repercute negativamente na qualidade de vida, conduzindo os servidores ativos e inativos ao comprometimento geral de suas atividades diária de vida e trabalho ao longo dos anos em decorrência da morbidade acometida principalmente relacionada com DCNT e TMP.

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  • RANE CRISTINA PEREIRA ANGELICO
  • Qualidade da assistência e o conhecimento sobre o direito a saúde das pessoas com úlcera venosa crônica

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 30/09/2011
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  • O estudo teve como objetivo analisar a qualidade da assistência e o conhecimento do direito à saúde dos usuários com úlcera venosa (UV) crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo descritivo transversal, com abordagem quantitativa, realizado no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), especificamente no ambulatório da Clínica Cirúrgica. O estudo obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa do HUOL (CAAE nº 0148.0.051.000-10). A amostra por acessibilidade foi composta por 30 pessoas com UV atendidas no ambulatório de Clínica Cirúrgica do HUOL. Para coleta de dados foi utilizado um questionário estruturado composto de duas partes: características sociodemográficas, de saúde, da assistência e da evolução clínica da UV; e conhecimento dos usuários acerca dos direitos à saúde. Os resultados foram processados no programa SPSS 15.0 e analisados por estatística descritiva. Diante das caracterizações sociodemográficas e de saúde apresentadas, identificamos uma clientela de usuários com UV predominantemente feminina (76,7%), com faixa etária a partir de 60 anos (66,7%), casado/união estável (60,0%), baixo nível de escolaridade (83,3%), renda familiar (73,3%), desempregados e com doenças crônicas associadas (53,3%), sono maior ou igual a 6 horas (76,7%) e não eram etilistas ou tabagistas (93,3%). Em relação às condições clínicas, foram evidenciadas presença de uma ou mais recidivas (73,3%), predomínio de granulação / epitelização no leito da UV (60,0%), exsudato serossanguinolento (43,3%), em quantidade média / grande (60,0%), sem predomínio de presença ou ausência de odor (50,0%), totalidade dos pacientes com perda tecidual em grau III/grau IV, ausência de sinais de infecção (73,3%) e presença de dor intensa (50,0%). Nos últimos 30 dias o principal local de realização do curativo foi o HUOL (100 %), a principal terapia compressiva utilizada era a bota de unna (60%) e na impossibilidade de se realizar os curativos na unidade eram os próprios pacientes que fazia a troca em domicílio (40,0%). A maioria dos pesquisados considerou como boa a qualidade da assistência (56,7%), mostrou-se satisfeita com o atendimento do SUS (76,7%), afirmou ter conhecimento sobre seus direitos (70,0%), mas ao mesmo tempo desconheciam o significado da sigla SUS (90,0%) e classificaram o seu nível de obtenção de informações como inadequado (70,0%). Percebemos que os usuários designaram como boa a qualidade da assistência e demonstraram conhecimento inadequado sobre seus direitos à saúde nos SUS, porém mostraram interesse em adquirir mais informações. Os direitos básicos ao ingresso no SUS encontram-se constitucionalmente garantidos e necessitam ser divulgados de modo a torná-los conhecidos da população, para que assim possa ser implementada e garantida uma assistência de maior resolutividade no tratamento deste tipo de lesão.

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  • THEO DUARTE DA COSTA
  • O PROCESSO DE CUIDAR EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

  • Orientador : GILSON DE VASCONCELOS TORRES
  • Data: 10/10/2011
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  • O ambiente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é referido comumente como um local onde o cuidar está intrinsecamente ligado à alta tecnologia. O cuidar na UTI transforma o paciente em um sujeito passivo, sendo sua complexidade deixada à parte e, por vezes, compreendida em uma perspectiva reducionista. Com isso, fazemse necessários estudos voltados para o processo cuidar a partir de um resgate histórico, trazendo a perspectiva de uma assistência mais centralizada no ser humano. Desta forma, este estudo teve como objetivo analisar o processo de cuidar em Enfermagem de uma unidade de terapia intensiva a partir da ótica do profissional, do familiar e dos pacientes. O estudo caracteriza-se a partir de uma abordagem metodológica qualitativa do tipo descritivo-exploratória. Os atores participantes foram os profissionais de Enfermagem, os pacientes e os familiares de uma unidade de terapia intensiva de Mossoró/RN. Os dados foram obtidos através de entrevistas e observação das atividades realizadas pelos profissionais da Enfermagem, bem como seus registros no prontuário. A análise dos dados foi dividida em tópicos e subtópicos representativos das fases e formas que delinearam a coleta. A análise e a discussão das entrevistas basearam-se na proposta de Bardin, em que criamos categorias a partir de um processo de classificação e agrupamento segundo critérios devidamente definidos. A observação dos registros de Enfermagem teve como ênfase observar o que é descrito nessas anotações, bem como sua coerência com sua prática e a resolução 358/2009 do COFEN. A análise demonstrou que a equipe de Enfermagem ainda realiza um trabalho centrado em atividades mecanizadas e técnico-burocráticas da instituição que parecem se sobrepor às necessidades dos pacientes. Em uma visão geral, o cuidado realizado pelos profissionais ocorre de forma fragmentada ou insipiente, porém existe uma assistência que envolve outros aspectos além do fazer técnico-curativo, considerando importante a atenção que é fornecida à família e ao paciente, focalizada na preocupação da Enfermagem em não direcionar suas ações somente à realização de procedimentos. Contudo, o processo de humanizar nem sempre se finaliza com um envolvimento entre profissional e paciente, o que descaracteriza o verdadeiro sentido do cuidar humano. Os registros também evidenciaram uma tendência em focar o cuidar em uma linha positivista, em que, na maioria das vezes, os fatores da doença e a obrigação de atender à produtividade se sobrepuseram aos demais aspectos relevantes para uma compreensão holística de cuidar. Em relação à resolução COFEN nº 358/2009, que norteia uma sistematização da assistência de Enfermagem, confirma-se uma visão tecnicista, fragmentada e superficial do paciente, bem como uma fragilidade da assistência, causada pelo desconhecimento e despreparo de toda a equipe. A visão do cuidar que acontece nesse espaço demonstra uma realidade com uma dialética entre o que se propõe em uma Enfermagem humanizada e o que acontece nesse espaço de atuação. Além disso, mostrou-se um cotidiano repleto de considerações importantes, que se apresentam na prática do profissional, em suas concepções e também naquelas pessoas que foram partícipes do processo.

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  • ELISANDRA DE ARAUJO SALDANHA
  • Diagnósticos de enfermagem em pacientes no pós-operatório imediato de prostatectomia de um hospital universitário de Natal-RN

  • Orientador : ANA LUISA BRANDAO DE CARVALHO LIRA
  • Data: 04/11/2011
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  • O estabelecimento dos diagnósticos de enfermagem em pacientes prostatectomizados é um instrumento de extrema importância, pois proporciona uma linguagem própria da profissão, facilitando a comunicação entre os profissionais e o paciente. Objetivou-se nesse estudo analisar a distribuição dos diagnósticos de enfermagem presentes em pacientes no pós-operatório imediato de prostatectomia. Estudo do tipo transversal, de caráter exploratório e descritivo, realizado na clínica cirúrgica do Hospital Universitário Onofre Lopes, localizado no município de Natal-RN. A amostra do estudo foi composta por 50 pacientes, que atenderam aos seguintes critérios de inclusão, a saber: ter diagnóstico médico de hiperplasia prostática benigna ou neoplasia prostática; ter realizado cirurgia de próstata no serviço; encontrar-se no pós-operatório imediato no momento da coleta de dados. Os critérios de exclusão foram: não estar em condições físicas e mentais adequadas para participar da pesquisa; doença vascular encefálica, pulmonar, hepática avançada, cardiopatia, coronariopatia ou doença periférica extensa. Os instrumentos de coleta de dados foram: o roteiro de entrevista e o de exame físico. O período de coleta deu-se entre os períodos de novembro de 2010 a abril de 2011. Os dados foram organizados em duas etapas: o processo diagnóstico e a construção do banco. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os resultados mostraram que a maioria dos homens eram provenientes do interior do estado, viviam com suas companheiras, tinham uma média de 67,78 anos, eram aposentados, com baixa escolaridade, católicos e não realizavam exames de prevenção da próstata. Os pacientes apresentaram uma média de 9,82 diagnósticos de enfermagem, 23,88 características definidoras e 21,28 fatores relacionados por paciente. Foram identificados 32 diagnósticos de enfermagem, dos quais 8 encontravam-se acima do percentil 75, são eles: Risco de quedas, Deambulação prejudicada, Risco de infecção, Déficit no autocuidado para banho, higiene íntima e vestir-se, Risco de volume de líquidos deficiente e Dor aguda. Os seis primeiros DE presentes nos pacientes entrevistados estavam presentes em todos os prostatectomizados, não sendo possível aplicar nenhum teste estatístico. Os demais apresentaram associação com suas respectivas características definidoras e fatores relacionados ou de risco. Conclui-se que os diagnósticos identificados nesse estudo contribuem para o delineamento da assistência de enfermagem aos pacientes prostatectomizados no pós-operatório, permitindo a implementações de ações de enfermagem eficazes para a resolução dos problemas identificados.

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  • RAIMUNDO VALDOCI DE MELO JUNIOR
  • Redução de Danos e o saber-fazer de profissionais de um CAPS ad em Natal-RN.

  • Orientador : JACILEIDE GUIMARAES
  • Data: 14/11/2011
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  • O presente estudo teve como objetivo geral analisar como os profissionais de um CAPS ad do município de Natal-RN concebem o saber-fazer no que se refere à Política de Redução de Danos (PRD) em álcool e outras drogas. Para o seu alcance, pretendeu-se: 1) Verificar as possibilidades e limites da implementação da PRD em um CAPS ad do município de Natal-RN; 2) Relacionar o conhecimento dos profissionais de um CAPS ad de Natal quanto à Política de Redução de Danos; 3) Enumerar as ações programáticas à PRD na referida instituição. A pesquisa configurou-se como exploratória, descritiva e de abordagem qualitativa, norteada pelos conceitos de biopoder e do cuidado de si propostos por Michel Foucault. A coleta dos dados foi realizada entre os meses de junho e julho de 2011 empregando-se a técnica do grupo focal. Em seguida, o material recolhido em campo foi analisado utilizando-se como método a análise de conteúdo de Minayo. Os resultados evidenciaram uma aproximação conceitual e prática entre a estratégia da redução de danos e o saber-fazer dos profissionais do CAPS ad. Os modelos discursivos acerca do uso de drogas, com destaque para o modelo jurídico-moral, ainda possui espaço significativo no cotidiano desses profissionais sendo amplificado pela natureza de algumas demandas que chegam até esses ou pelo próprio discurso instituído. Os sujeitos reconhecem a necessidade de práticas menos proibitivas e mais socializadoras, identificando-as com a lógica da Redução de Danos (RD) sendo perceptível uma compreensão coerente e fundamentada pela maioria dos profissionais acerca da RD. Visões distorcidas e reducionistas acerca da RD pelos profissionais, como considerar apenas a função instrumentalizadora dessa estratégia (distribuição de insumos), configuram-se como uma das maiores barreiras a sua implementação.  Há um número reduzido de atividades programáticas no interior desse CAPS ad que guardam relação com a estratégia da RD o que dificulta uma apropriação mais efetiva por parte da equipe de trabalho. Os processos de trabalho e as posturas adotadas pelos profissionais do CAPS ad nos últimos tempos demonstram que muitas de suas práticas e concepções foram modificadas em detrimento das novas necessidades que as demandas atendidas lhes trouxeram. Por consequência, a noção do cuidado de si descortina-se, fazendo-se necessária a valorização do papel desempenhado por esses agentes do cuidado, a sua contribuição individual e coletiva.

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  • MAGNA MARIA PEREIRA DA SILVA
  • CONTROLE DA NEOPLASIA MALIGNA DO COLO DE ÚTERO: A RESOLUTIVIDADE NA ATENÇÃO BÁSICA.

  • Orientador : MARIA TERESA CICERO LAGANA
  • Data: 18/11/2011
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  • Estudo quantitativo realizado por meio de pesquisa descritiva, transversal e retrospectiva, utilizando procedimentos técnicos de consulta documental a fontes secundárias e inquérito domiciliar com aplicação de formulário de entrevistas face a face, após parecer favorável nº 039/2011 do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O objetivo dessa pesquisa foi analisar ar a resolutividade do controle da neoplasia maligna do colo de útero na área 47 da Unidade de Saúde da Família Nova Natal II. A neoplasia maligna do colo de útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no mundo. No Brasil o rastreamento para detecção e tratamento precoces da doença tem sido efetuado precariamente e o seguimento, para reduzir a mortalidade, não tem sido execut