Banca de DEFESA: SÉRGIO BALBINO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SÉRGIO BALBINO DA SILVA
DATA : 26/09/2025
HORA: 14:00
LOCAL: GOOGLE MEET
TÍTULO:

Avaliação das Medidas de Controle da Tuberculose na Região Metropolitana de Natal.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Tuberculose. Prisões. Controle de infecção. Controle de Doença Transmissível. Avaliação em saúde.

 


PÁGINAS: 51
RESUMO:

Aproximadamente, todos os anos, 10 milhões pessoas desenvolvem Tuberculose, mundialmente. A incidência da doença, entre as Pessoas Privadas de Liberdade é 26 vezes maior do que a população em geral. Tal fato é impulsionado por uma série de fatores como, por exemplo, a ausência de triagem sistemática, superlotação e locais apropriada para alocação de indivíduos doentes. Dessa forma, a avaliação das medidas de controle da doença no sistema prisional, baseadas em evidências científicas, podem contribuir para o controle da enfermidade nesse contexto. Objetivo: Avaliar as medidas de controle da tuberculose nas Unidades Prisionais da Região Metropolitana de Natal. Método: Trata-se de uma pesquisa avaliativa proposta por Hartz e Silva (2005),
com abordagem quantitativa e qualitativa. O referencial utilizado como subsídio para abordagem quantitativa foi ancorado por Avis Donabediam na perspectiva da avaliação normativa no que tange as ações de controle da Tuberculose no contexto por meio da Estrutura e Processo. O local da investigação foram as Unidades Prisionais da Região Metropolitana de Natal que compreendem as cidades de Natal, Parnamirim, Nisia
Floresta e Ceara-Mirim. A população do estudo foram os profissionais das Equipes de Saúde Prisional e os gestores da área de vigilância em saúde de cada cidade em questão. Para a coleta de dados foi utilizado o questionário elaborado por pesquisadores e técnicos que atuam na área de tuberculose, do qual teve como referencial o Manual de Controle da Tuberculose no Brasil que proporciona elementos para a construção de
indicadores. Os dados quantitativos foram organizados e processados no software Statistical Package for Social Sciences SPSS Statistics® versão 22.0 e foram apresentados por meio da estatística descritiva e inferencial tanto através da média dos dados como pelo grau de implantação das ações de controle da doença nas unidades
prisionais. Para identificação do grau de implantação das ações elencou-se 46 critérios e o percentual de respostas foram distribuídos em quatro classificações: Não implantado (de 0% a 25%); Incipiente (de 26% a 50%); parcialmente implantado (de 51% a 75%); Implantado (de 76% a 100%). Além disso, construiu-se um modelo de regressão logística para identificar os fatores associados ao grau de implantação e sua influência no contexto. Enquanto nos dados descritivos, foram utilizadas entrevistas que receberam processamento informacional lexicográfico no software Interface de R pourles Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires e, posteriormente, utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin. O estudo foi aprovado pelo
comitê de ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob parecer de nº 7.612.481. Além disso, os preceitos éticos foram respeitados conforme as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa, que constam na Resolução nº. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde. Resultados: O modelo lógico subsidiou o processo de avaliação e a compressão das ações de controle da doença nas Unidades Prisionais, a partir da díade (Estrutura-Processo). Dos 60 profissionais selecionados, 48 fizeram parte da amostra final. Observa-se que a maior parte dos participantes está vinculada à Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato (25,0%,), Ceará-Mirim e à Penitenciária Estadual de Alcaçuz (22,92%), Nísia Floresta, seguidos pela Penitenciária Estadual de Parnamirim (18,75%) e pelo Complexo Penal Doutor João Chaves (12,50%) em Natal. Em menor proporção, encontram-se profissionais atuando no Centro de Detenção Provisório de Parnamirim (8,33%). O grau de implantação das ações relacionadas ações de controle de infecção da tuberculose nas Unidades Prisionais, foram classificadas como parcialmente implantada (53,1%) em sua totalidade. As dimensões relacionadas à Estrutura e Processo foram classificadas em parcialmente implantada (52,25%) e (55,06%), respectivamente. Na dimensão Estrutura, observa que subdminesão das medidas administrativas encontram parcialmente implantadas (71,9%), as medidas de controle ambiental (8,33%) não implantadas e as medidas de proteção respiratória (65,9%) como parcialmente implantada. Na dimensão Processo a subdimensão medidas administrativas (70,42) foram parcialmente implantadas. Os fatores associados ao grau de implantação identificados a partir do modelo de regressão logística foram: utilização do Livro de Registro do Sintomático Respiratório, horário de atendimento diferencial de casos suspeitos e a presença de um plano de controle sobre a doença no contexto Conclusão: A elaboração do modelo lógico das ações de controle da tuberculose permitiu identificar tanto potencialidades quanto fragilidades no enfrentamento da doença no contexto das Unidades Prisionais, sobretudo nas dimensões Estrutura e Processo. O grau de implantação dessas dimensões foi classificado como parcialmente implantado, evidenciando avanços restritos e lacunas significativas. Na dimensão Estrutura, observou-se que as medidas administrativas e de proteção respiratória encontram-se apenas parcialmente implantadas, enquanto as medidas de controle ambiental permanecem não implantadas. Já na dimensão Processo, a subdimensão medidas administrativas também se mostrou parcialmente implantada. Esse cenário revela a necessidade de fortalecimento das ações, especialmente no que se refere à adoção de medidas de controle da doença, em sua totalidade, de modo a assegurar a efetividade das estratégias de prevenção e controle da tuberculose no ambiente prisional com envolvimento de todos atores envolvidos no contexto.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BRUNO NEVES DA SILVA
Presidente - 1995800 - ERIKA SIMONE GALVAO PINTO
Externa à Instituição - MARIA SANDRA ANDRADE
Interna - 3168491 - NILBA LIMA DE SOUZA
Externa ao Programa - 1020269 - PETALA TUANI CANDIDO DE OLIVEIRA SALVADOR - nullExterna ao Programa - 087.955.674-96 - SANDY YASMINE BEZERRA E SILVA
Notícia cadastrada em: 12/09/2025 15:31
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