"Protocolo de navegação para pacientes submetidos à revascularização do miocárdio: construção, validação e avaliação da necessidade"
Palavras-chave: Revascularização miocárdica; Navegação de pacientes; Enfermeiro navegador; Continuidade da assistência ao paciente; Protocolos clínicos.
A revascularização do miocárdio é um procedimento indicado para pacientes com doença arterial coronariana, especialmente nos casos com obstruções capazes de comprometer o fluxo sanguíneo ao músculo cardíaco e que não respondem de forma satisfatória ao tratamento clínico. Sendo assim, trata-se de uma intervenção de alta complexidade, cuja realização exige cuidados sistematizados e acompanhamento contínuo, a fim de assegurar a adesão terapêutica e a recuperação do paciente. Diante disso, o presente estudo objetiva desenvolver e validar um protocolo de navegação baseado nas necessidades e barreiras de pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Trata-se de uma pesquisa metodológica, com abordagem quantitativa e transversal, estruturada em três etapas: 1) revisão de escopo; 2) estudo transversal para avaliação de barreiras e necessidades de navegação; e 3) construção e validação de conteúdo e aparência do protocolo, com a participação de juízes especialistas selecionados online por meio da Plataforma Lattes. O estudo será submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Neste contexto, a navegação em saúde configura-se como um processo estruturado de acompanhamento ao longo da linha de cuidado, promovendo acesso e resolutividade da atenção à saúde. Assim, a proposta do protocolo busca preencher lacunas no acompanhamento pós-operatório dessa população, proporcionando uma assistência mais segura e centrada nas necessidades individuais. Espera-se que os resultados subsidiem a adoção de práticas baseadas em
evidências, ampliando o suporte assistencial e otimizando os desfechos clínicos. Outrossim, o estudo se destaca pela inovação e contribuição à qualificação do cuidado, sobretudo em contextos com alta demanda por cirurgias cardíacas e fragilidades na continuidade assistencial.