Banca de DEFESA: NAHADJA TAHAYNARA BARROS LEAL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NAHADJA TAHAYNARA BARROS LEAL
DATA : 17/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Enfermagem
TÍTULO:

TERAPIAS MEDICAMENTOSAS PARA O MANEJO DA DOR EM PACIENTES AMPUTADOS: REVISAO SISTEMATICA E META-ANALISE DE REDE.


PALAVRAS-CHAVES:

Descritores: Amputação. Dor. Manejo da dor. Terapia Medicamentosa. Enfermagem


PÁGINAS: 85
RESUMO:

Introdução: a dor é a manifestação clínica mais prevalente após a ocorrência de amputações, cerca de 70% dos amputados experimentam algum tipo de dor e mesmo em baixa intensidade, provoca sofrimento, modificando a vida de alguma maneira. Não há um consenso na literatura científica sobre a forma mais adequada de manejar esse evento, existindo inúmeras terapêuticas. No âmbito das terapias medicamentosas existem várias modalidades promissoras e a análise das evidências se faz importante para apoiar escolhas terapêuticas seguras para o paciente. Objetivo: avaliar a eficácia e segurança do uso de terapias medicamentosas para o manejo da dor em pacientes submetidos a cirurgias de amputação. Metodologia: trata-se de uma visão geral de uma revisão sistemática e meta-análise de rede, a ser conduzida de acordo com o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses for Network Meta-Analyses (PRISMA-NMA) e será registrada na base de dados do International prospective register of systematic reviews (PROSPERO). A busca foi realizada em setembro de 2024, por dois pesquisadores simultaneamente nas bases de dados, Cochrane Library, Latin American and Caribbean Literature on Health Sciences (LILACS), National Library of Medicine and National Institutes of Health (PUBMED), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Science Direct, Web of Science and Wiley Online Library, Elsevier's Scopus (SCOPUS), CINAHL e Google Scholar. Foram incluídos no estudo todas as Revisões Sistemáticas Cochrane (CSRs) e Revisões Sistemáticas não-Cochrane (não-CSRs) com ou sem meta-análise, que descreveram a população com idade igual ou superior a 18 anos, com o uso terapias farmacológicas para o manejo da dor em pacientes submetidos a cirurgias de amputação. Não houve restrição temporal para seleção de estudos nem quanto ao idioma das publicações, os textos duplicados nas bases de dados foram excluídos com auxílio do Software EndNot ®️ e em seguida importadas para o Rayyan ®️ a fim de realizar a triagem inicial dos estudos. Os dados foram extraídos e armazenados numa planilha no Microsoft Excel ®️ versão 2010. A meta- análise de rede foi realizada utilizando o software R ®️ , considerando os intervalos de
confianças de 95%. A análise da qualidade metodológica foi feita com o Assessment of Multiple Systematic Reviews (AMSTAR 2). Resultados: foram identificados 1.262 textos nas bases de dados e após aplicação dos critérios de elegibilidade, incluídos 17 artigos na revisão sistemática, os quais envolveram 17.011 participantes no total, com idades entre 19 e 92 anos, no Canadá (3), Reino Unido (3), Australia (2), Espanha (2), China (2), África do Sul (1), Brasil (1), Estados Unidos (1), Finlândia (1), Nova Zelândia (1). Os estudos foram realizados com pacientes que tinham amputações em membros inferiores e superiores, dor do tipo aguda, crônica e dor do membro fantasma. As ferramentas mais utilizadas para a mensuração da dor foram as Visual Analogue Scale (VAS) 11 (6.5%), Numeric Rating Scale (NRS) 10 (5.8%) e o McGill Pain Questionnaire (MPQ) 5 (2.9). Os estudos abordaram o uso de toxina botulínica, opioides, antagonistas do receptor N-metil D-Aspartato (NMDA), anticonvulsivantes, antidepressivos, calcitoninas e anestésicos, bem como abordaram 8 terapias integrativas complementares, prevalecendo o uso de terapia do espelho 5 (29,5%) e imagens motoras graduadas 3 (17,6%). Quanto a avaliação do AMSTAR 2, a maioria dos estudos obtiveram avaliação da qualidade metodologia entre moderada 7 (41,2%) e criticamente baixa 7 (41,2%) os demais estudos foram classificados com baixa 3 (17,6%). Conclusão: com a análise das evidências científicas levantadas nos estudos, não há como afirmar que haja terapias medicamentosas eficazes e seguras, para o manejo da dor em pacientes amputados, sem causar efeitos adversos clinicamente relevantes, sendo mencionados para a memantina, cetamina, gabapentina, amitripilina, calcitonina, morfina e para analgésicos administrados por via peridural. Há poucas evidências com rigor metodológico elevado, que apoiem a prática clínica atual sobre o uso de terapias medicamentosas para o manejo da dor em amputação.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 4665456 - DANIELE VIEIRA DANTAS
Externo à Instituição - FERNANDO HIAGO DA SILVA DUARTE - SESAP
Externa ao Programa - 2140865 - GABRIELA DE SOUSA MARTINS MELO DE ARAUJO - nullInterna - 2553720 - KATIA REGINA BARROS RIBEIRO
Externa à Instituição - MARIANA PEREIRA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 06/12/2024 15:26
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