Banca de DEFESA: GRACIELA SALDANHA MARQUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GRACIELA SALDANHA MARQUES
DATA : 30/07/2020
HORA: 16:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

O trajeto mortal: uma análise cognitivo-ecológica sobre a concepção de doença na cultura Yanomami da comunidade de Halikato-ú. 


PALAVRAS-CHAVES:

Linguística cognitivO-ecológica. Frames. Doença. Yanomami


PÁGINAS: 110
RESUMO:

Halikato-ú é uma comunidade Yanomami, localizada ao norte do estado de Roraima, de aproximadamente duzentos índios que vivem, em sua maioria, da caça, da coleta, e da plantação de mandioca. Durante o meu tempo de permanência na comunidade, percebi que possuíam uma concepção diferente sobre as doenças que os acometiam, concepção essa evidenciada em constantes desencontros e embates com agentes de saúde e integrantes de organizações não-governamentais. Enquanto os agentes de saúde tentavam prestar socorro médico, a comunidade se negava, ou aceitava somente depois dos ritos xamânicos. Diante disso, o objetivo deste trabalho é caracterizar a concepção geral de DOENÇA da comunidade Yanomami de Halikato-ú, por meio da análise de depoimentos adquiridos durante dois meses em que morei lá. Para tanto, uso o modelo de análise de dados baseado em frames (DUQUE,2015), o que possibilita observar o acionamento desses aparatos cognitivos a partir de suas várias dimensões e, com isso, identificar a forma como os conceitos se organizam na construção dos sentidos que regem a concepção de DOENÇA da comunidade. O arcabouço teórico desse trabalho está alicerçado nos pressupostos defendidos pela abordagem Ecológica de Cognição e Linguagem (DUQUE, 2015; 2016; 2017; 2018; 2019). Em relação aos aspectos metodológicos, esta pesquisa é de natureza qualitativa, uma vez que se propõe a analisar e descrever elementos que compõem uma determinada concepção (GERHARDT;SILVEIRA,2009) e, também, de cunho interpretativista (SÁ, 2001) com desdobramentos etnográficos (WEBER, 2009; MEINERZ, 2007), tendo em vista que considera a minha subjetividade, enquanto pesquisadora, como um recurso a mais na investigação cultural. As informações adquiridas na análise apresentam evidencias que parecem sugerir que a comunidade de Halikato-ú, concebe a DOENÇA pela perspectiva da morte, como se adoecer fosse um estado de morte, sendo o xamã o único capaz de vivificar o doente.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1675404 - PAULO HENRIQUE DUQUE
Externa ao Programa - 3891450 - ADA LIMA FERREIRA DE SOUSA
Externo à Instituição - RICARDO YAMASHITA SANTOS - UNP
Notícia cadastrada em: 16/06/2020 19:20
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