Banca de DEFESA: JOICE MARQUES RIBEIRO COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOICE MARQUES RIBEIRO COSTA
DATA : 21/07/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório "C" do CCHLA
TÍTULO:

VELHICE E IRONIA EM CONTOS DE DALTON TREVISAN E CLARISSE LISPECTOR 


PALAVRAS-CHAVES:

velhice; literatura; sociedade; Lispector; Trevisan


PÁGINAS: 61
RESUMO:

 

 

Este trabalho pretende analisar, na ficção de Dalton Trevisan e de Clarice Lispector, particularmente os contos Clínica de Repouso, 92, Feliz aniversário e Viagem a Petrópolis, a representação da velhice, procurando identificar, comparativamente, tanto a semelhança quanto as singularidades das obras, no que tange à problemática da velhice mediante a ideologia da realidade social moderna e o modo como a literatura a internaliza. O trabalho procurar mostrar, que a literatura também assume uma função social, na medida em que estimula o leitor para uma maior percepção do mundo e de si mesmo, dando destaque as características irônicas dos contos em estudo para dar ênfase ao tema discutido. Para discutir a representação da velhice, o presente estudo toma como principais referências o pensamento de Simone Beauvoir em A velhice (1990), o mais importante ensaio contemporâneo sobre as condições de vida dos idosos e Ecléa Bosi em Memórias e Sociedade, Lembranças de Velhos (1994). Para discutir a questão em torno das relações entre literatura e sociedade, ficção e realidade, tomamos como teoria as reflexões de Antonio Candido, presentes principalmente no livro Literatura e Sociedade (2006), o pensamento de Raymond Williams em Cultura e Materialismo (2011), e Pável Nikoláievich Medviédev, em O método formal nos estudos literários: introdução crítica a uma poética sociológica (2012). Já as marcas ou dimensões irônicas dos contos, analisaremos sob a luz dos conceitos de Soren Kierkegaard em O conceito de ironia: constantemente referido a Socrátes (2013) e Bete Brait em Ironia em perspectiva polifônica (2008). A discussão compreende o modo como sociedade industrial, sendo guiada pelo prisma da aceleração e do capital tecnológico, transforma o velho em sinônimo de decadência colocando-o à margem desse novo desenvolvimento. O idoso na contemporaneidade reflete olhares e perspectivas de análise social, que estão pautadas dentro da categoria trabalho, e, diferentemente das sociedades ocidentais modernas, nas sociedades tradicionais é visto como ente conhecedor e responsável maior pela experiência adquirida e acumulada a ser transmitida a gerações futuras. Os contos analisados, Clínica de Repouso, 92, Feliz aniversário e Viagem a Petrópolis, revelam a incorporação dos maus tratos e a falta de respeito para com os mais velhos, fazendo-nos refletir acerca da realidade social moderna, no que tange a um assunto tão caro à sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1299003 - DERIVALDO DOS SANTOS
Interno - 1675070 - JOSE LUIZ FERREIRA
Externo à Instituição - IZABEL CRISTINA DA COSTA BEZERRA OLIVEIRA - UERN
Notícia cadastrada em: 19/07/2017 18:00
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