Banca de QUALIFICAÇÃO: ISAMABÉLI BARBOSA CANDIDO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISAMABÉLI BARBOSA CANDIDO
DATA : 08/06/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório A
TÍTULO:

 

DO ROMANESCO À CENA: TRANSBORDAMENTOS INFINITOS EM QUERÔ, UMA REPORTAGEM MALDITA DE PLÍNIO MARCOS


PALAVRAS-CHAVES:

Plínio Marcos; rapsódico; trágico do quotidiano; apropriação; adaptação.

 


PÁGINAS: 90
RESUMO:

Este trabalho busca fazer uma reflexão teórica de aspectos relativos às novas formas dramatúrgicas, em desenvolvimento no teatro brasileiro moderno e contemporâneo, trata-se de uma obra, com várias leituras de Querô, uma reportagem maldita, de Plínio Marcos (1992, 2003, 2009). Compara-se, neste percurso, a partir da adaptação do romance pelo próprio Plínio Marcos para o texto dramatúrgico e da apropriação, nos termos de Beigui (2006), que culmina no espetáculo, elaborada pelo grupo teatral de São Paulo, o Galpão Folias D’Arte, com o objetivo de discutir criticamente as leituras e construção dessas novas produções. Nesse sentido, observou-se que o processo apropriativo resulta em uma forma dramatúrgica profundamente ligada às propostas de Jean-Pierre Sarrazac (2000, 2011, 2012), uma vez que aponta para o “rapsódico”, sobretudo porque se percebe nas várias leituras de Querô uma forma mais livre, em que os limites entre mimese e diegese estão tênues, como um conceito que amplia a mudança de paradigma, o “drama- da- vida” (termo do próprio Sarrazac). Assim sendo, discorre-se também sobre a romancização, uma vez que o conceito de “rapsódia”, pensado por Sarrazac (2002; 2012), de algum modo, está relacionado à discussão apresentada por Bakhtin (1998) sobre a “romancização”. De modo que esta Tese, incluída no âmbito dos estudos comparativos, devido apresentar um caráter intermidial, propõe se discutir, através da análise/comparação de Querô, os elementos do trágico em Querô, tendo em vista que se defende a presença de um “trágico do quotidiano” bem como, conforme Sarrazac (2013), a presença do homem comum, o impersonagem que vai sustentar o trágico. Assim, considerando também a passagem do modo narrar para o mostrar, as inovações entre a dramaturgia e o teatro na contemporaneidade em articulações com o “teatro rapsódico”, com vistas a contribuir com novas pesquisas no âmbito do tema.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1550297 - ALEX BEIGUI DE PAIVA CAVALCANTE
Interno - 1496892 - MARCIO VENICIO BARBOSA
Externo à Instituição - REBEKA CAROÇA SEIXAS - IFRN
Notícia cadastrada em: 18/05/2017 16:06
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