Banca de QUALIFICAÇÃO: ANTONIO VALTER SANTOS BARRETO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTONIO VALTER SANTOS BARRETO
DATA : 28/04/2017
HORA: 14:30
LOCAL: CCHLA Sala 308
TÍTULO:

MEMÓRIA E FICÇÃO: As publicações literárias do jornal Diário da Tarde – Ilhéus, como construto de memória da Região do Cacau


PALAVRAS-CHAVES:

Jornal – Memória – Identidade – Construto - Textos Literário – Diário da Tarde


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Os textos literários publicados em jornais como o Diário da Tarde de Ilhéus, seja no final do século XIX ou início do XX, podem ser vistos como construto de memória de uma sociedade e de uma região, visto que, ajudam a formar um novo público consumidor de cultura. Esses textos também podem ser considerados fontes de grande importância na interpretação de fatos e aspectos destes séculos, pois, esses periódicos circulavam com maior facilidade em cidades e regiões ricas, porém periféricas como Ilhéus, e podiam ser adquiridos com mais facilidade por ter um custo menor que o livro, artigo raro e bem mais caro que o jornal. Dessa forma, uma parte importante da história da região sul da Bahia, especialmente, a região do cacau, composta por Ilhéus e outras cidades do sul e extremo sul do Estado, pode ser vista, contada e rememorada através destes textos publicados no Diário que foi fundado em 28 de Fevereiro 1928 e funcionou por 70 anos. Nesta pesquisa, composta pelo levantamento dos textos literários do anos de 1929, 1931, 1933 e 1935, nos propomos a discutir como estes textos podem ser considerados construtos de memória dessa região e, para tal, nos debruçamos sobre os conceitos de lembrança e esquecimento, memória e memória coletiva, discutido por autores como Paul Ricoeur, Paolo Rossi, Janice Theodoro, Socorro de Fátima Pacífico Barbosa, Maurice Halbwachs, Myriam Sepulveda,  Frances Yates, ente outros. Partindo de tais conceitos percebemos que os textos literários publicados no Diário da Tarde podem ser vistos como acervo, arquivo e lugar de memória. Sendo a memória a vida, ela será sempre carregada por grupos vivos e está em permanente estado de mudança, portanto, estará sempre aberta à dialética da lembrança e do esquecimento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 155.661.454-34 - HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO - UFRN
Interno - 1299003 - DERIVALDO DOS SANTOS
Interno - 1675070 - JOSE LUIZ FERREIRA
Notícia cadastrada em: 04/04/2017 08:26
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