Lançamento Editorial: Durval Muniz de Albuquerque Júnior discute o conceito de "Corporeidade" em nova obra de Teoria da História

O Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC) destaca a recente publicação da obra "Pequeno vocabulário de teoria da história", organizada pelos historiadores Sônia Meneses, Temístocles Cezar e Valdei Araujo, e publicada pela FGV Editora. Entre os verbetes que compõem este guia teórico, destaca-se a contribuição do Professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior sobre o conceito de "Corporeidade".

 

No verbete, Durval Muniz propõe uma reflexão sobre o que significa "ter um corpo" no âmbito da existência humana. Longe de ser apenas um dado biológico ou uma realidade puramente carnal, a corporeidade é apresentada pelo autor como um estado ou condição alcançada por meio de processos sociais, culturais e linguísticos.

 

O texto destaca que, ao nascer, o ser humano é apenas uma "entidade carnal" imersa na natureza. A transformação desse "pequeno animal" em um corpo propriamente dito exige um processo de formação e integração a uma ordem social específica. Segundo o autor:

 

"O bebê é um ser de carne e osso [...] mas ainda não possui um corpo, porque para ter um corpo, para ser dotado de uma corporeidade, esse pequeno animal deverá ser educado, conformado, disciplinado, regrado, formado, adestrado, ensinado..."

 

A contribuição de Durval Muniz é essencial para pesquisadores que buscam entender como os sujeitos históricos são fabricados pelas normas, valores e códigos dominantes de sua época. Ao analisar a corporeidade, o historiador nos convida a observar as "injunções sociais" que transformam a biologia em história, tornando o corpo um objeto central para a compreensão das relações de poder e subjetividade.

Notícia cadastrada em: 03/03/2026 13:59
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