Egresso do PPGHC, Johnnys Alencar analisa o centenário do Congresso Regionalista de 1926 em entrevista

O Programa de Pós-Graduação em História do CERES (PPGHC/UFRN) destaca a recente participação de seu egresso, Johnnys Alencar, em uma reportagem especial da Revista Algomais sobre os 100 anos do Congresso Regionalista de 1926. Atualmente historiador e professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Alencar oferece uma visão crítica sobre o movimento que ajudou a moldar a identidade do Nordeste brasileiro.

 

Na entrevista, Johnnys Alencar discute o legado de Gilberto Freyre e do Manifesto Regionalista, ressaltando que a celebração das tradições nordestinas, como a culinária e a arquitetura dos engenhos, não era um movimento neutro. Segundo o pesquisador, o elogio ao passado colonial era, em parte, uma reação da elite intelectual e agrária da época, que via seu poder político e econômico declinar diante da ascensão do Sudeste industrializado.

"Na verdade, defender essa tradição colonial era uma reação de intelectuais em torno desse movimento que viam o poder econômico e político do Nordeste patriarcal entrar em decadência diante da ascensão do Sudeste industrial", afirma Alencar na reportagem.

Um dos pontos centrais da análise de Alencar é a forma como o movimento de 1926 contribuiu para cristalizar a imagem do Nordeste como um espaço "parado no tempo" e resistente à modernidade. Para o historiador, essa visão tem uma influência profunda e duradoura na maneira como a região é lida ainda hoje, muitas vezes oscilando entre o orgulho cultural e o estigma do atraso.

 


Leia a reportagem completa no site da Revista Algomais: 100 anos do Congresso Regionalista de 1926 e a formação de um pensamento sobre o Nordeste

Notícia cadastrada em: 09/02/2026 17:29
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