“A FLOR DOS SERTÕES DO SERIDÓ” FLORÂNIA/RN: VILA, CIDADE E REPRESENTAÇÕES (1936 – 1943)
Emancipação; Vila de Flores; Cidade; Sertões; Toponímia; Representações.
A presente dissertação tem como objetivo central analisar o processo de emancipação da Vila de Flores, situada na mesorregião central potiguar e microrregião da Serra de Santana, no Estado do Rio Grande do Norte à condição de cidade, entre os anos de 1936 a 1943 - período no qual a cidade muda de nome passando a se chamar Florânia. Nesta investigação, elegemos três pontos importantes para nosso estudo, a saber: (1) analisar o processo de mudança do status político-jurídico da cidade, de vila a município, (2) examinar o contexto histórico que abrigou a mudança toponímica da cidade em 1943 e (3) identificar os desdobramentos da emancipação política na organização urbana da cidade. A metodologia desta investigação parte de uma revisão bibliográfica que abrange obras que mencionam o município de Florânia, são elas: os livros “Nomes da Terra” (1968) e “História do Rio Grande do Norte” (1955), ambos de autoria de Câmara Cascudo, “Denominação dos municípios” (1922) de Manuel Dantas, “Municípios do Rio Grande do Norte” (1942) de Nestor Lima. Essas produções são fundamentais para compreender como a historiografia memorialista apresenta o caso de Florânia na primeira metade do século XX.Além destes livros, foram cotejadas outras fontes como: Decretos-Leis do Estado do Rio Grande do Norte, textos em revistas do Instituto Histórico e Geográfico do RN, assim como trabalhos acadêmicos que se aproximam da temática, fotos da cidade entre as décadas de 1920 a 1940 , e ainda, utilizamos o Código de Posturas Municipal de 1937, analisando de que forma era pensado o urbano com prioridade na organização e limpeza das ruas e conservação/reparo das estradas carroçáveis do município, dentre outros. Após a revisão das bibliografias, aplicamos a análise dos discursos. Todos os documentos arrolados foram analisados levando-se em consideração o contexto no qual foram produzidos e buscando a intencionalidade da produção.