Através das veredas acesas dos sertões em travessias: as experiências de Henry Koster nas capitanias do Rio Grande do Norte e Pernambuco (1809-1818).
Experiência; Sertão, Travessias; Viajante.
Esta pesquisa investiga as experiências do viajante inglês Henry Koster a partir de suas viagens pelos sertões das capitanias do Rio Grande do Norte e de Pernambuco no século XIX entre os anos de 1809 e 1818. Problematizando os conceitos de sertão e experiência histórica através da escrita do errante, nossas análises serão desenvolvidas a partir de fontes bibliográficas como a versão intitulada “Viagens ao nordeste do Brasil” (Koster, 1942) o livro “Corografia Brasílica ou Relação histórico-Geográfica do Reino Brasil” (Casal, 1817) e a obra “Atlas do Império do Brazil” (Almeida, 1868). Com isso, se faz necessário analisarmos as trajetórias pessoais, interesses e escolhas do sujeito histórico através dos caminhos metodológicos construídos pela micro-história. A obra de Koster como pertencente ao gênero de literatura de viagens, se torna uma peça fundamental em nossa pesquisa para o exame dos deslocamentos do viajante, descrições espaciais e sociais sobre o sertão, as experiências de Koster como senhor de engenho, seus olhares de alteridade a respeito das populações que conhecia, e como essas questões foram imprescindíveis para as concepções que o viajante criou a respeito do conceito de sertão. Em nossos processos de heurística, julgamos ser de grande importância trabalharmos concepções de quem experienciou os sertões através da escrita, narrativa e travessias físicas e sociais. Assim, almejamos contribuir para o estudo sobre trajetórias pessoais em processos de travessias, e as análises que escorrem pelas linhas que escrevem e as vozes que narram a história dos sertões.