Dissertações/Teses

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2018
Dissertações
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  • GUSTAVO HENRIQUE OLIVEIRA CAVALCANTE
  • Estudo da variabilidade genética do papilomavírus humano e determinação de alvos moleculares para detecção e tipagem

  • Orientador : DANIEL CARLOS FERREIRA LANZA
  • Data: 23/02/2018
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    O papilomavírus humano (HPV) é um pequeno vírus de DNA de dupla fita circular, caracterizado como um dos mais comuns agentes sexualmente transmissíveis no mundo, cuja detecção e genotipagem acuradas só são possíveis por meio de técnicas de biologia molecular. Diferentes propriedades biológicas têm sido reportadas dentre os mais de 170 tipos já caracterizados, de maneira que um grupo particular de HPVs está fortemente relacionado a infecções persistentes, lesões intraepiteliais de diferentes graus e progressão para cânceres tais como cervical, anal, vulvar, vaginal, orofaríngeo e de pênis. No presente trabalho foram realizadas análises de variabilidade genética e evolução molecular nos genomas dos principais HPVs de importância clínica. Reconstruções filogenéticas e análises dos perfis de assinatura genética nos genomas de cada genótipo sugeriram a presença de subgrupos de HPVs definidos por diferenças nas sequências dos genes E1, E6, L1 e L2. Testes de evolução em nível de DNA revelaram uma atuação mais forte da seleção natural em códons específicos, mais frequentemente nos genes E1, E2, L1 e L2. A partir dos dados obtidos nas análises de variabilidade, foi desenhado um novo conjunto de primers para a detecção e genotipagem dos HPVs de importância clínica por meio da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). O gene E1 foi escolhido como alvo molecular devido a presença de uma região conservada com tamanho variável entre genótipos. O sistema proposto teve sua eficiência avaliada in vitro e foi comparado ao protocolo de PCR mais utilizado para detecção do HPV em amostras clínicas. Utilizando a amplificação de ácido nucleico de forma semianinhada (seminested), o sistema proposto foi capaz de detectar com boa sensibilidade alguns dos principais HPVs de alto risco oncogênico e mostrou melhor especificidade em relação aos primers genéricos GP5+/6+, mesmo aplicando uma temperatura de anelamento consideravelmente maior. A análise do tamanho dos fragmentos amplificados usando a separação por eletroforese em gel de agarose pode favorecer a identificação do tipo de HPV presente nas amostras, permitindo a discriminação entre aqueles mais prevalentes na população e a redução do tempo e do custo necessários para a identificação do agente. Opcionalmente, a separação dos produtos em matrizes de alta resolução e o sequenciamento direto podem ser usados para a tipagem, possibilitando a identificação de uma ampla variedade de genótipos de HPV descritos.

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  • LUCIANA FENTANES MOURA DE MELO
  • EXTRATOS DE Coccoloba alnifolia Casar E SUAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS 

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 08/03/2018
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  • O uso de plantas medicinais, é uma prática comum da humanidade desde a antiguidade. Tal conhecimento baseado na experiência tem sido repassado por muitas comunidades e grupos étnicos, e serve como ponto de partida para estudos bioquímicos e farmacológicos dos princípios ativos presentes nas plantas. Essas moléculas, a que se referem tais princípios, são oriundas do metabolismo secundário da planta, que é variável entre as espécies vegetais, pois resulta da resposta ao meio no qual está inserida. Dentre esses meios, tem-se o bioma Mata-atlântica, cuja rica flora precisa ser estudada quanto às suas atividades biológicas, para confirmação do conhecimento popular e descoberta de novos fármacos. Para isto, neste trabalho foram avaliados o potencial antioxidante e o potencial biológico, utilizando sistemas in vitro e in vivo dos diferentes extratos obtidos de folhas da planta Coccoloba alnifolia. Foram obtidos inicialmente seis extratos: hexano (EH), clorofórmio (EC), etanólico (EE), metanólico (EM), água final (EAF) e aquoso (EA) a partir das folhas frescas da planta. Posteriormente, foram avaliados o teor de açúcar, proteínas e compostos fenólicos. Com base nesses resultados, realizaram-se alguns experimentos qualitativos para a determinação dos metabólicos secundários presentes nas folhas e nos diferentes extratos. Os resultados obtidos na triagem fitoquímica sugerem a presença de fenóis, flavonoides, saponinas, núcleo triterpênicos e esteroidais e núcleo esteroidal insaturado, já com a metodologia de cromatografia em camada delgada (CCD), foi observado uma abundância de flavonoides, e em potencial a presença de vitexina e isovitexina. A partir destes dados, a próxima etapa realizada neste trabalho foi avaliar a atividade antioxidante in vitro. Foram realizados sete ensaios: Determinação da Capacidade Antioxidante Total (CAT), DPPH, Teste do Poder Redutor, Quelação de Íons Metais, Quelação de Cobre, Teste do Sequestro de Íons Superóxido, Atividade Sequestradora de Radical Hidroxila. Estes ensaios permitiram verificar que os extratos apresentaram atividade antioxidante nas concentrações avaliadas de 100, 250 e 500 µg/mL. Foi verificado principalmente para os extratos EE, EM e EA as atividades antioxidante nos ensaios de CAT, poder redutor, sequestro do radical hidroxila. A correlação de Pearson mostrou que estes dados estão associados aos compostos fenólicos e açúcares. A partir destes resultados, avaliou-se a atividade antioxidante utilizando modelos in vivo. Quando se utilizou o modelo in vivo com o Caenorhabditis elegans observou-se que o EE aumentou em aproximadamente 30% a sobrevida na presença de um agente estressor oxidante, e que o EE também foi capaz de diminuir as espécies reativas basais geradas pelo metabolismo do C. elegans. O modelo in vivo de coleóptilos de trigo mostrou que alguns extratos podem ter atividade fitotóxica. E com o modelo das linhagens celulares foi observado que a maioria dos extratos avaliados neste trabalho não mostrou-se citotóxico para as linhagens celulares. Os extratos obtidos da folha de C. alnifolia apresenta um potencial antioxidante interessante, e os resultados obtidos tanto nos modelos in vitro como in vivo, com o C. elegans, com o coleóptilo de trigo e com as linhagens celulares, reforçam que são necessários mais estudos para compreender o potencial destes extratos in vivo e identificar quais são as biomoléculas associadas com estas atividades e seus respectivos potenciais biotecnológicos.

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  • THIAGO LAURENTINO ARAÚJO
  • FUCANAS EXTRAÍDAS DA ALGA Dictyota menstrualis COM ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, ANTIPROLIFERATIVA E ANTICOAGULANTE

  • Orientador : LUCIANA GUIMARAES ALVES FILGUEIRA
  • Data: 26/06/2018
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  • Fucanas constituem um grupo de polissacarídeos sulfatados encontrados na matriz mucilaginosa de algas marrons constituídas por fucose sulfatada e uma porcentagem variada de outros monossacarídeos. Diante da grande demanda por novos medicamentos as fucanas se destacam devido ao seu potencial farmacológico, cujo repertório de propriedades inclui atividades anticoagulante, antioxidante, anti-inflamatória, antiproliferativa, antinociceptiva, hepato e neuroprotetora. A fucana FDM1,0 da alga Dictyota menstrualis obtida em estudo anterior foi escolhida por apresentar o melhor rendimento para ser purificada. FDM1,0 foi fracionada por massa molecular resultando em 7 subfrações (F1 a F7) as quais foram caracterizadas quimicamente. O maior peso seco adquirido foi de F1 com rendimento de 61,34%. FDM1,0 e F1 foram comparadas quanto ao seu efeito em ensaios de atividade antioxidante, anticoagulante, na antiproliferação e morte celular. FDM1,0 e F1 apresentaram 48,6 e 51,8% de açúcares totais, 2,3 e 6,1% de sulfato e baixa contaminação proteica, respectivamente. A análise de infravermelho de FDM1,0 e F1 mostrou sinais característicos de polissacarídeos. Ambas FDM1,0 e F1 apresentaram elevada inibição de radicais superóxido (76 e 61%) e radicais DPPH (74 e 68%). Não foi observada atividade quelante de íons de ferro e cobre. F1 apresentou o mesmo efeito que heparina comercial de baixo peso molecular, no ensaio de aPTT, na concentração de 66,7µg/mL, enquanto FDM1,0 na concentração de 83,3µg/mL. No ensaio de PT nenhuma das frações apresentou atividade anticoagulante, indicando que o mecanismo de ação de FDM1,0 e F1 está voltado para a via intrínseca da coagulação. No ensaio de MTT (brometo de 3-[4,5-dimetiltiazol-2-il]-2,5-difeniltetrazolium), FDM1,0 e F1 provocaram 100% de inibição sobre células da linhagem A2058 (melanoma benigno humano) tratadas por 24h com 1000µg das amostras; elevada inibição (79,6 e 83%, respectivamente) sobre A375 (melanoma maligno humano) com a mesma massa; e 100µg de FDM1,0 inibiu B16-F10 (melanoma maligno murino) em 77%. FDM1,0 e F1 inibiram 92 e 100%, respectivamente, células da linhagem 786-O (adenocarcinoma de células renais humano) sob a massa de 100µg, quando tratadas por 24h. No ensaio de morte celular com 786-O, sob a mesma massa, nenhuma fração provocou a morte das células. Esses resultados sugerem que as frações FDM1,0 e F1 apresentam elevada atividade antioxidante sobre os principais radicais responsáveis por danos celulares, tornando-as potenciais antioxidantes a serem explorados. A elevada atividade anticoagulante observada sobre a via intrínseca da coagulação sugere que os polissacarídeos sulfatados de D. menstrualis podem ser uma fonte de possíveis agentes anticoagulantes e a alta inibição de células 786-O no ensaio de MTT deve ser melhor investigada para verificação do seu potencial antiproliferativo sobre a linhagem celular cancerígena.

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  • MARIA LÚCIA DA SILVA CORDEIRO
  • CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA E AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICO DE EXTRATOS DAS FOLHAS DE IMBURANA DE ESPINHO (Commiphora leptophloeos) (Mart.) J.B. Gillett (BURSERACEAE)

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 28/06/2018
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  • Commiphora leptophloeos (Mart.) J. B. Gillett, popularmente conhecida como “Imburana de espinho” é uma planta nativa da Caatinga que apresenta uma vasta utilização medicinal para o tratamento de diversas patologias. No entanto, foram descritos poucos estudos químicos e farmacológicos sobre esta espécie vegetal. O presente estudo compreendeu a caracterização fitoquimica dos extratos obtidos a partir das folhas frescas da espécie Commiphora leptophloeos, avaliação de seu potencial antioxidante in vitro e in vivo, e seu potencial citotóxico sobre células normais e tumorais. Por meio de uma extração seriada, com solventes em ordem crescente de polaridade, foram obtidos os extratos: hexânico (EH), clorofórmico (EC), etanólico (EE), metanólico (EM) e aquoso residual (EAR). Conjuntamente foi preparado um extrato aquoso (EA), adotando uma metodologia similar ao seu uso popular. Foi realizada a caracterização fitoquímica por meio da quantificação de compostos fenólicos, açúcares e proteínas totais, ensaios qualitativos de detecção de metabólitos secundários, análise por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência (UHPLC). Para avaliação das atividades farmacológicas foram realizados ensaios in vitro de atividade antioxidante e o ensaio de citotoxicidade MTT. Os resultados da triagem fitoquímica qualitativa permitiram a observação diferentes grupos de metabólitos secundários. Por meio da CCD foi possível detectar a presença de compostos fenólicos, terpenos, flavonoides, ácidos fenólicos, taninos e saponinas, com destaque para o EE e EM. Com a análise por Co-CCD para os EE e EM foi verificada a presença dos flavonoides isoquercetina e luteolina. A análise por UHPLC identificou rutina nessas amostras. Quanto à atividade antioxidante, os ensaios demonstraram que todos os extratos possuem capacidade antioxidante in vitro, com destaque para o EE e EM. Com base nesses resultados, o efeito do EE foi avaliado em ensaios in vivo utilizando o modelo animal Caenorhabditis elegans. Estes ensaios revelaram a ausência de toxicidade e seu potencial de reduzir cerca de 50% dos níveis intracelulares de ERO neste modelo animal. O ensaio MTT celular mostrou que os extratos não são citotóxicos para as células 3T3 (normais) e foram capazes de reduzir a viabilidade das células tumorais B16-F10 em até 45%. Tomados em conjunto, estes resultados sugerem que a espécie C. leptophloeos pode ser uma potencial fonte de compostos bioativos com potencial antioxidante e antitumoral.

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  • JÉSSICA MARINA DE PAIVA PEREIRA
  • Desenvolvimento de ferramentas moleculares para identificação de variantes genotípicas do vírus causador da Síndrome da Mancha Branca em camarões

  • Orientador : DANIEL CARLOS FERREIRA LANZA
  • Data: 29/06/2018
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  • A região nordeste é responsável por mais de 90% do camarão produzido no Brasil compreendendo os dois maiores produtores, os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, este último, que foi o pioneiro no setor aqui no país.O vírus da síndrome da mancha branca (WSSV) tem sido considerado um dos principais desafios enfrentados pela carcinicultura global nas últimas décadas, porém seu status epidemiológico foi pouco estudado no Brasil até o momento. A variabilidade genética do WSSV tem sido investigada principalmente para condução de estudos referentes à dispersão viral e em tentativas de correlacionar genótipo e virulência. Essa variabilidade é acessada principalmente por meio das regiões variáveis presentes na ORF23/24 e ORF14/15, e regiões repetitivas em tandem que ocorrem dentro das ORF75, ORF94 e ORF125. Os primers usados para genotipar o WSSV com base nessas regiões foram descritos há pelo menos dez anos, e alguns não funcionam eficientemente para identificar novas variantes do WSSV incluindo as que ocorrem no Brasil. No presente trabalho, foi desenvolvido um novo set de primers para amplificação das regiões variáveis no genoma do WSSV por PCR, baseados em alinhamentos de todas as sequências disponíveis até o momento. Os novos primers foram sintetizados, e novas reações de PCR foram padronizadas, tendo sua eficiência comparada com protocolos e primers já publicados. Os novos primers foram utilizados em um estudo epidemiológico piloto, em que amostras de camarão foram coletadas em fazendas localizadas ao longo da costa do Rio Grande do Norte. A prevalência do WSSV foi verificada em média de 32% nas regiões do estudo no litoral do estado. As amostras com maior carga viral foram genotipadas. O novo conjunto de primers se mostrou mais eficiente, permitindo genotipar um maior número de amostras. Os resultados indicam que a prevalência do WSSV no estado do Rio Grande do Norte estava alta no período em que foram coletadas as amostras, e que a variabilidade genética do WSSV no estado é baixa, tendo sido obsevada principalmente no marcador ORF94. Os resultados permitiram ainda observar algumas evidências de que eventos de recombinação genética podem ter originado o isolado Brasileiro do WSSV.

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  • BÁRBARA MONIQUE DE FREITAS VASCONCELOS
  • POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO E ANTIOXIDANTE DO HL-GAG ISOLADO DO CAMARÃO Litopenaeus vannamei

  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 26/10/2018
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  • A resposta inflamatória é um processo de defesa do organismo, contudo sua atuação exacerbada gera um desequilíbrio, fazendo-se necessário o uso de compostos anti-inflamatório. A busca por novas moléculas que atuem frente a resposta inflamatória e antioxidante tem-se intensificado. Neste cenário, o HL-GAG, purificado do camarão tem demonstrado capacidade de modular diversos processos da resposta inflamatória diante disso, despertou-se o interesse em avaliar a produção de citocinas e o metabólitos reativos, uma vez que essas moléculas têm sua produção aumentada durante o processo inflamatório. Para isso, avaliamos a migração leucocitária e os níveis de citocinas em modelo de peritonite induzida por LPS. Em seguida, investigamos a citotoxicidade do composto, produção de óxido nítrico e espécies reativas intracelular em macrófagos induzidos por LPS. Por fim, realizamos a os testes antioxidantes, determinando a quelação de íon ferroso, bem como a inibição das espécies reativas, ânion superóxido e radical hidroxil. Além disso, avaliamos a peroxidação lipídica e o radical DPPH. Os resultados de purificação mostraram que o HL-GAG foi extraído de forma eficiente. O composto também reduziu a migração leucocitária em 50%, ao sítio de injúria, além de reduzir os níveis de todas as citocinas testadas, com destaque para o TNF-α que apresentou uma redução de 57%. O HL-GAG manteve a viabilidade celular em 90%, mesmo na maior concentração (100µg/mL), reduziu a produção de óxido nítrico, e das espécies reativas intracelular, sugerindo uma possível atuação antioxidante. Nos ensaio de quelação de íon ferroso, o HL-GAG reduziu os níveis deste íon em 48% a 100µg/mL. O composto também diminuiu a produção de ânion superóxido e radical hidroxil. Na peroxidação lipídica, o HL-GAG inibiu cerca de 60% da oxidação de lipídios, na menor concentração testada (10µg/mL). Com relação ao DPPH, o HL-GAG apresentou uma redução de 70% aproximadamente na menor concentração. Portanto, podemos sugerir que o HL-GAG estaria modulando a resposta inflamatória via citocinas e mecanismos antioxidantes.

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  • LÁZARO BATISTA DE AZEVEDO MEDEIROS
  • IMPACTO DA DEFICIENCIA DE XPA NA REGULAÇÃO DE NFE2L2 E PROTEASSOMA

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 23/11/2018
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  • Durante o ciclo celular, espécies reativas de oxigênio (ERO) são geradas, principalmente, pela atividade mitocondrial normal. Dentre as ERO, o HO é considerado uma das principais que atuam em processos como homeostase redox, sinalização celular e regulação redox. Essa ERO é considerada uma importante molécula sinalizadora independente do processo transcricional. Dentre os fatores transcricionais que são influenciados pelos níveis de HO, o NFE2L2 apresenta um papel crucial na adaptação celular em resposta ao estresse oxidativo. Os danos provocados por ERO são considerados o principal substrato para a via de reparo por excisão de bases (BER), porém estudos vêm demonstrando que via de reparo por excisão de nucleotídeos (NER) também pode atuar no reparo desse tipo de dano. Neste trabalho, foi analisado o impacto da deficiência em XPA na expressão de genes reguladores envolvidos com processos como reparo de DNA, regulação transcricional e atividade do sistema ubiquitina-proteassoma. Diante disso, células deficientes (XP12RO-SV) e proficientes (XP12RO (XP-A)) em XPA foram submetidas ao estresse oxidativo com H2O2 (500 µM) e foi observado que as células deficientes em XPA apresentavam maior taxa de apoptose tardia em comparação com a linhagem proficiente. Por outro lado, observou-se que não houve alteração no potencial de membrana mitocondrial após a indução do estresse oxidativo. Por outro lado, houve uma expressão diferencial no gene NFE2L2 e nos genes do sistema ubiquitina-proteassoma EBE2E1, PSMA6 e UCHL1 na linhagem deficiente. Além disso, foi observado que a deficiência de XPA promove a diminuição na atividade do proteassoma tanto em nível endógeno quanto após exposição a estresse oxidativo. Ainda, foi observada a interação física entre XPA e APE1 em células humanas e foi observado que NFE2L2 está presente no complexo formado por XPA-APE1. Este estudo é o primeiro a propor interação entre XPA, APE e NFE2L2, e que sugere a proteína XPA como um possível elo de conexão entre as vias NER e BER, via interação com a proteína APE1. Tais achados ainda não foram relatados na literatura e poderão colaborar para a melhor compreensão dos mecanismos moleculares que envolvem BER e NER em funções moleculares que extrapolam o reparo de DNA.

Teses
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  • ANDREW DOUGLAS MOURA
  • POTENCIAIS VACINAS E MARCADORES DE DIAGNÓSTICO PARA TOXOPLASMOSE BASEADOS EM PEPTÍDEOS QUIMÉRICOS

  • Orientador : DANIELLA REGINA ARANTES MARTINS SALHA
  • Data: 28/03/2018
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  • A Toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial causada pelo protozoário Toxoplasma gondii (T. gondii), que pode infectar vários animais de sangue quente, incluindo humanos. Os sintomas mais graves geralmente são observados em indíviduos imussuprimidos, podendo ser fatal. Devido à grande diversidade biológica de isolados não-clonais de T. gondii circulantes no hemisfério sul do globo terrestre, complicações severas tais como encefalites, miocardites e danos oculares também podem ser observadas em indivíduos imunocompetentes. Recentemente, um estudo revelou que o T. gondii está associado no desencadeamento de doenças neurodegenerativas, e alguns tipos de câncer. Os avanços em imunoioinformática colaboram com estratégias para melhorar a busca e identificação de epítopos imunodominantes contidos em proteínas de microorganismos, os quais podem ser reconhecidos pelas células B e T hospedeira. O objetivo deste estudo foi mapear, analisar e selecionar epítopos de células B e T contidos nas proteínas AMA1, GRA7 e SAG1 de Toxoplasma gondii, assim como, construir peptídeos quiméricos formados pela junção de epítopos de células B e T, analisar seus potenciais imunogênico in silico e in vitro. Foram construídos quatro peptídeos quiméricos, os quais apresentaram afinidades de ligações com moléculas de MHC de murinos e humanos em análises in silico. Uma quimera multi-antigênica (TgAGS/BsT) composta por todos os epítopos dessas diferentes proteínas, foi construída, analisada in silico, e posteriormente obtida através da expressão em sistema recombinante. O pontencial como marcadores de diagnóstico foi confirmado através do reconhecimento de IgG em pacientes positivos para Toxoplasmose por ELISA (n=10). Através de estímulos antigênicos em cultura de PBMC de pacientes imunocompetentes IgG negativo e positivo para Toxoplasmose, foi induzida a expressão de CD25+ em células CD3+ no grupo de pacientes positivos com significância (p<0,05) quando comparados aos pacientes negativos. Além disso, foi verificada a produção de IFN- e IL-2 no sobrenadante de culturas estimuladas com os peptídeos quiméricos. Esses achados abrem perspectivas para o desenvolvimento de vacinas e reagentes de diagnóstico para Toxoplasmose através de produtos quiméricos formados por epítopos de células B e T.

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  • JULIANA FERNANDES DOS SANTOS DAMETTO
  • AVALIAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO PÓS-PARTO COM VITAMINA E SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE RETINOL NO SORO E LEITE MATERNOS

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 25/04/2018
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  • Um dos principais problemas de saúde pública no mundo é a deficiência de vitamina A, sendo a suplementação realizada no pós-parto uma estratégia de combate a esta deficiência. Sendo assim, este estudo tem como objetivo principal evidenciar o efeito da suplementação, no pós-parto imediato, com alfa-tocoferol sobre a concentração de retinol no soro e leite humano até 60 dias após o parto. Este estudo foi prospectivo, controlado, randomizado, tendo iniciado com 80 mulheres atendidas para o parto em duas maternidades públicas no Rio Grande do Norte. No pós-parto imediato, estas mulheres foram alocadas nos grupos: controle (n = 18) sem nenhuma intervenção; suplementado 1 (n = 16) recebendo a dose de 400 UI de RRR-alfa-tocoferol; e suplementado 2 (n = 19) recebendo a dose de 800 UI de RRR-alfa-tocoferol. Foram coletados sangue materno em quatro momentos: 1o (0 hora), 20o e 30o e 60o dias pós-parto, assim como foram realizadas as coletas de leite materno, nos seguintes momentos: 1o (0 hora), 2o (24 horas), 7o, 20o, 30o e 60o dias pós-parto. O retinol e o alfa-tocoferol foram analisados por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. As concentrações séricas de retinol e alfa-tocoferol maternos no momento 0 hora não diferiram entre os grupos (p > 0,005), sendo indicativo de adequado estado nutricional. A suplementação com a dose de 800 UI de RRR-alfa-tocoferolgarantiu maiores concentrações circulantes de alfa-tocoferol até 20 dias pós-parto e de retinol até 30 dias. O impacto da suplementação com alfa-tocoferol sobre a concentração de retinol no leite materno, pode ser observado tanto no grupo que recebeu a dose de 400 UI de RRR-alfa-tocoferol como o que recebeu a de 800 UI, pois ocasionou um aumento na concentração do retinol 24 horas após a suplementação. Avaliando a oferta em relação ao requerimento diário de vitamina A o grupo suplementado 1 contemplou o requerimento estabelecido para lactentes até 6 meses de idade (400 g/dia) somente na produção do leite até 24 horas pós-parto e o grupo suplementado 2 supriu o requerimento diário de vitamina A do lactente até o 20o dia após o parto. Em relação a análise do alfa-tocoferol no leite materno, o aumento da concentração de alfa-tocoferol proporcionado 24 horas após a suplementação se apresentou elevado em ambos os grupos suplementados, porém no grupo 2 este aumento se manteve até o 7o dia da pesquisa. Desta forma, conclui-se que a suplementação com vitamina E administrada no pós-parto imediato ofereceu melhorias no estado nutricional materno em relação a vitamina A e também ao seu fornecimento pelo leite no decorrer deste estudo, sendo este aumento do retinol maior quanto maior a dose de vitamina E administrada.

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  • JULIANA FÉLIX DA SILVA
  • EFEITO INIBITÓRIO DO DECOCTO DAS FOLHAS DE Jatropha gossypiifolia L. CONTRA A TOXICIDADE LOCAL E SISTÊMICA DA PEÇONHA DA SERPENTE Bothrops erythromelas


     

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 28/06/2018
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  • Serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos na América Latina. A soroterapia antipeçonhenta, entretanto, ainda apresenta baixa eficácia quanto aos efeitos locais, difícil acesso em algumas regiões, além de alto custo e potencial risco de reações adversas. Diante desse cenário, o principal objetivo deste trabalho é contribuir com alternativas complementares à soroterapia, com ênfase na espécie Bothrops erythromelas, que é uma serpente de relevância epidemiológica na região Nordeste do Brasil, porém que, até o momento, ainda carece de estudos mais aprofundados na literatura, além de não estar incluída na mistura antigênica para a produção dos soros antibotrópicos brasileiros. Para tanto, duas frentes de trabalho principais foram conduzidas: (1) caracterização dos efeitos tóxicos locais e sistêmicos induzidos por essa peçonha, de modo a melhor compreender sua toxicidade e assim desenvolver estratégias mais eficazes para o seu tratamento; e (2) avaliação da eficácia da espécie vegetal Jatropha gossypiifolia frente aos efeitos tóxicos da peçonha em estudo, objetivando o seu emprego como matéria-prima para futuros produtos fitoterápicos antiofídicos, que possam vir a complementar a eficácia da soroterapia atual. Através dos estudos de envenenamento experimental em camundongos, observou-se que a peçonha de B. erythromelas produziu intenso quadro inflamatório local, envolvendo a participação direta de componentes enzimáticos da peçonha, bem como de mediadores inflamatórios endógenos, os quais podem ser empregados como alvos terapêuticos para o tratamento do envenenamento local. Em relação à toxicidade sistêmica, a peçonha induziu em camundongos efeitos bastante pronunciados na hemostasia, além de hemorragia sistêmica e certo grau de toxicidade renal e hepática, que puderam ser visualizados por meio da alteração de diversos parâmetros hematológicos, hemostáticos e bioquímicos. Através de estudos de inibição desses efeitos, observa-se que, em geral, os soros antiofídicos testados de fato apresentam limitada eficácia contra as atividades enzimáticas in vitro e os efeitos locais da peçonha in vivo, apesar do reconhecimento imunológico, o que indica a presença de reatividade cruzada com componentes altamente imunogênicos, porém toxicologicamente pouco relevantes para a ação tóxica dessa peçonha. O extrato das folhas de J. gossypiifolia, por sua vez, foi capaz de reduzir significativamente os efeitos locais e sistêmicos induzidos pela peçonha, o que pôde ser associado à sua ação direta sobre as toxinas ofídicas, bem como a uma ação indireta sobre os mediadores endógenos. Um gel fitoterápico para utilização como adjuvante de uso tópico no tratamento do envenenamento ofídico foi desenvolvido e resultados promissores foram obtidos quando se observou que a associação desse gel ao soro antipeçonhento foi capaz de aprimorar significativamente a efetividade do tratamento do dano tecidual local induzido por B. erythromelas. Análises fitoquímicas indicam que os flavonoides são os compostos majoritários da espécie vegetal, podendo ser, ao menos parcialmente, a principal classe de substância responsável pelas atividades apresentadas. Em conclusão, os resultados obtidos demonstram a potencialidade da espécie vegetal J. gossypiifolia como adjuvante no tratamento dos envenenamentos botrópicos, podendo esse estudo ser um pontapé inicial para o futuro desenvolvimento de produtos fitoterápicos antiofídicos com matéria-prima genuinamente brasileira para complementação da atual soroterapia no tratamento de acidentes botrópicos.

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  • KAROLINE RACHEL TEODOSIO DE MELO
  • OBTENÇÃO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DA ALGA MARROM Dictyopteris justii E SUA ATUAÇÃO CONTRA INJÚRIAS EM CÉLULAS RENAIS PROVOCADAS POR ESTRESSE OXIDATIVO CAUSADO POR PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO E OXALATO

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 29/06/2018
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  • Os cristais de Oxalato são os principais componentes dos cálculos urinários e estes estão intimamente relacionados com o estresse oxidativo na condição fisiopatológica da urolitíase. Estima-se que cerca de 10% da população mundial seja acometida por ta condição. Por causa disso, estudos recentes têm buscado componentes que sejam capazes de inibir esse fenômeno. Estudos com os polissacarídeos sulfatados da alga marrom Dictyopteris justii mostraram que eles são potentes antioxidantes, além de inibir a formação desses cristais in vitro. Com base nos dados obtidos nesse trabalho, no presente estudo, objetivou-se obter quatro frações ricas em polissacarídeos sulfatados (DJ-0.3v, DJ-0.4v, DJ-0.5v, e DJ-1.2v) e verificar sua composição química e sua ação como agentes protetores e reparadores contra o estresse oxidativo provocado por peróxido de hidrogênio e cristais de oxalato. Como resultados, observou-se que D. justii sintetiza populações de polissacarídeos sulfatados diferentes. A primeira, que se encontra em DJ-0.3v é rica em glicose, xilose e ácido glucurônico e apresenta traços de fucose; a segunda (DJ-0.4v), tem como diferencial grandes quantidades de fucose; as duas populações que se encontram em DJ-0.5v e DJ-1.2v apresentam apenas glucose e traços de fucose, mas se diferenciam entre si pela quantidade de grupamento sulfato. Todos os polissacarídeos sulfatados apresentaram capacidade antioxidante total e modificaram a morfologia dos cristais de oxalato de cálcio formados in vitro, comprovando a identidade dessas biomoléculas. O estudo de citotoxidade em HEK-293 e MDCK mostrou que as frações DJ-0.3v e DJ-0.4v só eram citotóxicas em concentrações acima de 2 mg/mL e as frações DJ-0.5v e DJ-1.2v não foram citotóxicas em nenhuma das concentrações estudadas. O efeito protetor e reparador desses polissacarídeos também foi observado. O tratamento profilático de todos os polissacarídeos sulfatados em células HEK-293 até a máxima concentração de 1 mg/mL parece manter a viabilidade celular frente ao dano provocado por peróxido de hidrogênio em células embrionárias renais humanas. Por outro lado, a exceção da fração DJ-0.3v todas as frações tiveram um efeito reparador nas células, com destaque para a fração DJ-0.5v, cujo tratamento manteve o maior número de células viáveis nos dois processos. Em células renais de cachorro (MDCK), o efeito profilático também foi verificado e constatou-se que apenas os tratamentos com DJ-0.4v e DJ-0.5v foram capazes de proteger as células contra o dano. Além disso, diminuem a expressão de osteocalcina, um marcador de diferenciação óssea, a qual está relacionada ao processo de mineralização e hipercalciúria, mecanismos envolvidos na formação do cálculo. Possivelmente, esses polissacarídeos atuam aumentando a expressão de enzimas antioxidantes ou atuando em conjunto com elas. Os dados obtidos nos levam a propor que estes polissacarídeos são agentes promissores para serem utilizados no tratamento da urolitíase.

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  • KELLYA FRANCISCA MENDONÇA BARRETO
  • PROSPECÇÃO DO GENE DA CALMODULINA EM PLANTAS

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 25/07/2018
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  • A cana-de-açúcar é uma das mais importantes monoculturas produtoras no Brasil como fonte geradora de biocombustível renovável de primeira geração, assim como de açúcar e outros derivados. As condições edafoclimáticas da região Nordeste podem desfavorecer o seu cultivo afetando os vegetais a florescerem precocemente. Este apresenta um impacto negativo podendo promover uma redução na produção de álcool e açúcar. Estudos moleculares utilizando genes envolvidos na via de florescimento é de extrema importância econômica. Neste estudo, foi avaliado o papel da sequência ScCAM (sequência da Calmodulina encontrada em cana-de-açúcar) identificada anteriormente como associada ao processo de florescimento por meio de diferentes abordagens. Assim, foram utilizadas as abordagens de bioinformática, interação proteína-proteína (ensaios de dois híbridos), análise de plantas transgênicas Nicotiana tabacum contendo o cassete de super-expressão em orientação anti-senso bem como análise histológica de material de cana-de-açúcar obtido em campo de produção. Primeiramente, as análises de bioinformática permitiram verificar a conservação da sequência nucleotídica por meio da comparação entre a sequência ScCAM com as sequências de AtCAM (Arabidospis thaliana), o qual, apresentou 99% de identidade. Utilizando as sequências nucleotídicas codantes (CDS) foi realizada a construção de uma árvore filogenética que permitiu observar a alta conservação da calmodulina em plantas. Com bases nestes resultados foi realizada então a modelagem em 3D da sequência ScCAM, e esta foi sobreposta ao modelo 3D da AtCAM referente ao cristal 4AQR. Esta sobreposição possibilitou a observação dos motivos EF-hands e toda a estrutura proteica. Este modelo permite propor que esta sequência ScCAM possa ser funcional. Em seguida, foi construída uma rede de interação de proteínas utilizando a sequência de AtCAM7 (homóloga a ScCAM) gerada por via Cytoscape. Por meio do programa Gene Ontology (GO), os Clusters da rede foram enriquecidos, os quais mostraram algumas proteínas que possivelmente estejam atuando como indutoras da floração bem como, no controle da homeostase durante o processo de oxidação/redução. Esses dados também sugerem que a AtCAM7 possa estar envolvida na sinalização em resposta ao estresse. Por meio da metodologia de dois híbridos utilizando leveduras foram obtidos dois clones que tiveram uma identidade de 77,6% paraas proteínas ribossomais L31-1 e L19-1 de A. thaliana (acesso Uniprot: Q9SLL7). Estes resultados sugerem assim que a proteína ScCAM possa interagir com as proteínas ribossomais. Na abordagem utilizando plantas transgênicas de Nicotiana tabacum contendo o cassete de superexpressão em anti-senso foram observadas um aumento no potencial germinativo destas sementes; o aumento no número dos ramos da inflorescência e frutos, além das alterações estruturais nos tecidos das raízes com grande aumento dos pelos radiculares quando comparado com as linhagens denominadas de controle e as plantas não transformadas (selvagens). Nos tecidos foliares, não foram observadas alterações morformétricas. O cassete de super-expressão em orientação anti-senso deve reduzir ou bloquear a presença do RNAm endógeno de CAM. No entanto, houve alteração na altura, inflorescência e frutos das plantas. Paralelamente, foi realizada uma análise histológica para o tecido meristemático apical de plantas de cana-de-açúcar coletadas em campo de produção para as variedades de florescimento precoce e tardio. As análises histológicas permitiram observar que na variedade precoce apresentou indução floral entre 30-60 dias de antecedência quando comparada a variedade tardia, semelhante com as características das plantas transgênicas cultivadas em ambiente controlado. Os resultados obtidos por meio das análises de bioinformática, plantas transgênicas de N. tabacumin vivo, permitem propor que a sequência CAM em plantas possa estar associada ao florescimento. A rede de interações também indica que CAM deve atuar em vias de sinalização de estresse por meio de alteração de processos fisiológicos, na remodelação dos tecidos meristemáticos e raízes, consequentemente modificando o tempo de florescimento pela interação entre a CAM com as proteínas de actinas. Ademais, os resultados obtidos com o duplo híbrido sugerem que a ScCAM possa atuar junto a proteína 60S ribossomal associada na participação da formação das subunidades ribossomais ativando ou inibindo a tradução do produto de determinados genes.

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  • GABRIELA SALVADOR OURIQUE
  •  Estudo in silico da interação da protease NS3-NS2B de diferentes flavivirus com um inibidor peptídico

  • Orientador : EUDENILSON LINS DE ALBUQUERQUE
  • Data: 08/08/2018
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  • Flaviviridae é uma grande família de patógenos virais responsáveis por diversas doenças e por grande mortalidade de pessoas no mundo todo. Dengue (DV), Zika (ZV), Febre do Nilo Ocidental (WNV), Febre Amarela (FA), Hepatite C (HC) e Encefalite Japonesa (EJ) dentre outras, são doenças infecciosas, membros dessa família. A maioria dessas infecções não possui vacinas comercializadas e nem drogas antivirais, sendo o tratamento apenas sintomático e de combate ao inseto vetor. Tais infecções apresentam um genoma muito semelhante. Muitos grupos de pesquisa têm se dedicado a encontrar uma molécula inibidora específica a algumas proteínas virais essenciais a replicação.

    Considerando o avanço das atuais sofisticadas técnicas de modelagem molecular, aliadas aos crescentes trabalhos in vivo e in vitro, pretendemos nesta tese de doutorado estudar a inibição da protease NS3-NS2B de Flavivirus do tipo Dengue e Febre do Nilo Ocidental, destacando-se as semelhanças e diferenças entre os mecanismos de inibição das proteínas NS3 para cada vírus. O inibidor tetrapeptídico Bz-Nle-Lys-Arg-Arg-H, com uma alta constante de inibição, tem sido apresentado na literatura como um potente inibidor da protease NS3 de diversos Flavivirus, além de ser uma estratégia inteligente para o tratamento de infeções causadas por esta família viral. Assim sendo, o presente trabalho objetivou estudar as interações do ligante junto ao sítio ativo para fornecer uma visão mais clara e aprofundada dessas interações. Para tal desenvolveu-se um estudo in silico, com utilização de cálculos de química quântica, baseada na Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory - DFT). A energia de interação de cada aminoácido do sítio de ligação, com o ligante foi calculada com base no método de fragmentação molecular com capas conjugadas (Molecular Fragmentation Method with Conjugated Caps - MFCC). Além da energia, foram determinadas as distâncias, tipos de interações moleculares e grupos atômicos envolvidos. Os resultados parciais para estes Flavivirus demonstraram que o inibidor possui uma boa afinidade com o sítio ativo da protease NS3-NS2B para ambos os vírus sendo, portanto, um bom candidato a tratamento antiviral específico aos Flavivirus. O trabalho também apresentou a lista dos resíduos mais importantes para a ligação inibidor-receptor, i.e., os resíduos de aminoácidos que mais contribuem e os que menos favorecem a esta interação.

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  • NATHALIA MAÍRA CABRAL DE MEDEIROS
  • IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE COMPONENTES DA VIA DE EXCISÃO DE BASES (BER) EM CANA-DE-AÇÚCAR (SACCHARUM spp.).

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 15/08/2018
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  • A produtividade de qualquer cultivar está diretamente relacionada com a estabilidade de seu genoma. Desta forma se este sofre algum dano ou alteração em sua sequência pode acarretar consequências que podem afetar diretamente o seu desenvolvimento/crescimento. A resposta ao dano ao DNA ocorre por meio de seu reparo que transcorre por meio de diferentes vias, sendo uma delas a via de excisão de bases (BER), cujos estudos em diferentes plantas ainda são poucos. Um dos obstáculos no avanço da pesquisa seria a complexidade do genoma vegetal presente em alguns cultivares de importância agroeconômica - a exemplo da cana-de-açúcar- de modo que muitos ensaios e estudos utilizam organismos modelos diploides. Este trabalho propõe preencher uma lacuna existente no conhecimento da via BER em plantas, em especial para a cana-de-açúcar. Numa primeira abordagem do trabalho, se utilizou de uma sequência homóloga a AP endonuclease de Arabidosis thaliana (AtARP) denominada de ScARP1. Esta foi alvo de um ensaio de caracterização enzimática. A segunda abordagem utilizada foi de identificar outros componentes da via BER em cana-de-açúcar e comparar os resultados obtidos com as sequências de outros organismos vegetais para o aprofundamento na questão da conservação desta via, retendo um foco especial na família Poaceae. Para a primeira abordagem, a proteína ScARP1 foi primeiramente clonada, expressa e purificada. Com esta foram realizados diferentes ensaios que visaram avaliar a sua eficiência enzimática (considerando temperatura, cofatores enzimáticos e concentração de sais), assim como os substratos que seriam reconhecidos por esta enzima. Foi observado que a proteína ScARP1 possui apenas atividade AP endonuclease, uma vez que não reconheceu outros substratos com lesões. Além disso, também foi examinado a possível existência da complementação enzimática de ScARP1 em extratos proteicos do mutante arp-/- de A. thalina. Foi observado uma complementação parcial. Para a segunda abordagem deste trabalho, foi considerando os resultados anteriores, onde foi verificado uma duplicação em cana-de-açúcar para a sequência AP endonuclease (ScARP1 e ScARP3), além de trabalho recente de revisão da via BER em plantas. Com base nestes trabalhos foi efetuada uma busca nos bancos de dados de sequências ESTs para cana-de-açúcar (SUCEST-FUN) por sequências pertencentes a via BER. Os resultados dessa busca e dados oriundos da analises filogenéticas (via TaxOnTree) e inferências Bayesianas (via BEAST v2.4.8) foram feitas com o intuito de verificar a ocorrência de duplicações dos componentes de BER. As sequências encontradas foram caracterizadas quanto a presença de domínios conservados, além de algumas delas foram modeladas, criando modelos hipotéticos. Algumas das putativas proteínas de cana-de-açúcar identificadas diferem na sua estrutura com as proteínas de referência da A. thalina, além de duplicações foram observadas em algumas famílias vegetais em detrimento de outras, indicando possíveis diferenças do modo de ação da via BER. Os resultados obtidos com estre trabalho forneceram novas informações referente caracterização bem como a caracterização enzimática dos componentes da via BER, ampliando o conhecimento sobre essa via em organismos vegetais.

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  • ANDERSON FELIPE JÁCOME DE FRANÇA
  • PROTEÍNA GLOBULÍNICA DE SEMENTES DE Lachesiodendron viridiflorum: UMA ALTERNATIVA PARA COMBATE DE AGENTES MICROBIANOS E CÉLULAS TUMORAIS

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2018
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  • Sementes de plantas são reservatórios de moléculas com grande potencial para elaboração de bioprodutos e por este motivo uma especial atenção tem sido direcionada na busca de proteínas bioativas com ação antimetabólica e propriedades farmacológicas. Algumas sementes apresentam proteínas e peptídeos que sozinhos desempenham múltiplas funções, tais como interações com membranas de bactérias causando disrupção, atividade fungicida e antitumoral, no recrutamento de macrófagos e neutrófilos uma ação definida como imunomodulação e atividade hemolítica. Uma prospecção de proteínas com atividade multifuncional foi realizada em quatro estratos finais sementes da família Fabaceae: Senna spectabilis (Cássia-do-nordeste), Anadenanthera colubrina (Angico), Adenanthera pavonina (Carolina) e Lachesiodendron viridiflorum (Jurema-Juquiri). Constatado uma proteína em L. viridiflorum, denomidda LvP. Quando analisada por SDS-PAGE apresentou uma massa molecular de aproximadamente 17 kDa, com alta atividade hemolítica e se mostrou a citotoxico frente a células mononucleares. Não apresentou atividade tóxica para linhagem celular 3T3. Entretanto, quando confrontada as linhagens tumorais HeLa, Hep G2, HT29, B16, A-375 e A2058, observou-se uma alta taxa de inibição da viabilidade celular em baixas contrações. O mesmo foi observado para fungos Candida albicans, C. tropicalis, C. dubliniensis, C. glabrata e C. parapilosis. Toda via, quando testada contra bactérias patogênicas Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Staphylococcus aureus resistente à meticilina - MRSA, nenhuma atividade bactericida foi detectada nas concentrações testadas. Quando a LvP foi associada aos antibióticos de referência, e testada novamente contra as bactérias, ela foi capaz de reduzir o CIM do antibiótico em até uma diliuição para todas as três espécies, caracterizando assim uma atividade sinérgica da LvP. Baseado nos dados obtidos, a LvP isolada corresponde a uma estrutura proteica multifuncional, e suas propriedades anti-tumoral, antimicrobiana, fungicida e bactericida, precisam ser melhor investigados para que seu potencial biotecnológico seja explorado.

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  • YAMARA ARRUDA SILVA DE MENEZES
  • CARACTERIZAÇÃO PROTEÔMICA E BIOLÓGICA DA PEÇONHA DE ESCORPIÕES DO GÊNERO Tityus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 14/09/2018
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  • Escorpiões do gênero Tityus pertencem a família Buthidae e são responsáveis pela maioria dos acidentes por envenenamentos no Brasil. O envenenamento geralmente é caracterizado por sintomas locais como dor, parestesia, edema e eritema, ocasionados por uma variedade de moléculas (peptídeos e proteínas tóxicas) presentes na peçonha de escorpiões. O estudo da composição tóxica da peçonha de escorpiões é importante no desenvolvimento de tratamentos para casos de escorpionismo. Adicionalmente, toxinas são moléculas que podem apresentar potencial aplicação farmacológica e biotecnológica. Neste estudo, é apresentado a caracterização proteômica e funcional da peçonha dos escorpiões brasileiros Tityus stigmurus, Tityus neglectus e Tityus pusillus, espécies amplamente distribuídas na região Nordeste do país. T. stigmurus é reconhecido como o principal responsável pelos envenenamentos com importância médica na região Nordeste. Embora já tenham sido relatados estudos para essa espécie, um grande número de componentes da peçonha ainda permanece desconhecido. Tityus neglectus e Tityus pusillus não apresentam estudos de caracterização química ou biológica da peçonha. Neste contexto, a caracterização proteômica da peçonha destes escorpiões foi realizada por proteômica bottom-up usando cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS) utilizando LTQ (“Linear Quadrupole Ion Trap”) Orbitrap Velos. A pesquisa de correspondência de espectro peptídico (PSM) foi realizada usando a plataforma PatternLab, e o sequenciamento de novo usando PEAKS Studio 8.0. Os bancos de dados contendo todas as entradas de proteínas para a ordem Scorpiones foram provenientes dos bancos UniProtKB (UniPro Knowledgebase) e NCBI (National Center for Biotechnology Information), e a quantificação de proteínas foi realizada utilizando o fator de abundância espectral (NSAF). Para a caracterização biológica e funcional foram realizados ensaios enzimáticos como fosfolipase A2, hialuronidase e fibrinogenolítica, testes de tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), atividade antimicrobiana, western blot, ensaios de viabilidade celular, produção de óxido nítrico (NO), determinação de letalidade e avaliação dos efeitos do envenenamento in vivo. As análises do proteoma para T. stigmurus revelaram a presença de 2 novas famílias de toxinas, serina proteases e fosfolipases A2, descritas pela primeira vez nesta peçonha. Os peptídeos moduladores de canais iônicos respondem por aproximadamente 70% dos peptídeos identificados, delineando a importância das neurotoxinas. Nas peçonhas de T. neglectus e T. pusillus foram identificadas famílias de proteínas como NaTx, KTx, CRISPs, AMPs, hipotensinas, inibidores do tipo serpina, serina proteases, metaloproteases, fosfolipases e hialuronidases. As três peçonhas apresentaram atividade hialuronidásica e fibrinogenolítica, esta última com a participação proeminente de enzimas da classe metaloprotease. A atividade antimicrobiana não foi positiva, e a ação de fosfolipases foi detectada apenas na peçonha de T. neglectus. Atividade citotóxica foi verificada em células Hek para as peçonhas de T. stigmurus e T. neglectus.T. neglectus ainda demonstrou citotoxicidade para RAW 264.7 e 3T3, bem como efeito modulador da produção de óxido nítrico. A peçonha de T. stigmurus mostrou alta toxicidade para camundongos BALB/c (DL50 = 0,575 mg/kg) e os efeitos do envenenamento foram descritos. Os testes biológicos associados a tecnologia de análise proteômica contribuíram para uma melhor elucidação da composição e caracterização da peçonha de T. stigmurus. A abordagem apresentada neste estudo compreendeu a descrição mais completa do repertório molecular para o escorpião T. stigmurus que, conjuntamente a T. neglectus e T. pusillus, constituem fontes de moléculas com potencial aplicação farmacológica e/ou biotecnológica.

2017
Dissertações
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  • ALLAN ROBERTO DIAS NUNES
  • OLIGONUCLEOTÍDEOS: DESENHO, PRODUÇÃO E APLICAÇÕES

  • Orientador : DANIEL CARLOS FERREIRA LANZA
  • Data: 23/02/2017
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  • Oligonucleotídeos são pequenas moléculas de ácidos nucleicos com grande importância biotecnológica em diversos ramos da biologia e da medicina. Entre as suas principais aplicações está a identificação genética de patógenos através da técnica de PCR e suas variações. O desenho e a produção de oligonucleotídeos são pontos críticos para sua aplicação. A técnica mais utilizada para a produção de oligonucleotídeos de DNA é a síntese química. Apesar de sua eficácia, esta técnica não pode ser realizada in house, tornando o usuário totalmente dependente de um fornecedor. Este trabalho teve como objetivo desenhar novos oligonucleotídeos com potencial para diferentes aplicações, desenvolver um novo método para produzi-los e validar a sua aplicação em um protocolo de PCR para detecção de flavivírus. Inicialmente, um set de primers universais para identificação de flavivírus foi desenvolvido. Na primeira etapa do trabalho, 1442 genomas completos de diferentes representantes do gênero flavivírus foram alinhados para seleção de regiões conservadas (CRs). Foram selecionadas 26 CRs, as quais permitiram o desenho de 66 primers universais. Os 10 primers mais bem classificados de acordo com seu tamanho, Tm e degeneração, estão localizados na proteína NS5 e foram escolhidos para a validação do protocolo de PCR. Paralelamente, primers específicos que geram fragmentos de tamanhos diferentes para o vírus Zika e para os sorotipos do vírus Dengue foram desenhados. Dessa forma, foi desenvolvido um sistema de RT nested-PCR o qual, na primeira etapa de amplificação, é gerado um fragmento que varia entre 800-806 pb possibilitando a identificação de qualquer flavivírus por meio do sequenciamento do amplicom. Na segunda etapa, fragmentos de tamanhos diferentes podem diferenciar zika vírus e os quatro sorotipos de dengue em gel de agarose. Na segunda etapa do trabalho, foi desenvolvido um método enzimático para produção de oligonucleotídeos de DNA. O método proposto é baseado na replicação por círculo rolante (RCA) e compreende de quatro etapas enzimáticas: (1) fosforilação da extremidade 5’ da sequência alvo, (2) circularização da sequência alvo, (3) polimerização de uma nova fita simples de DNA contendo os oligonucleotídeos de interesse e, por fim, (4) um ensaio de restrição para liberar os oligonucleotídeos. Todas as etapas foram realizadas em um único tubo, adicionando as enzimas com suas respectivas soluções tampão. Os fragmentos gerados foram separados utilizando eletroforese em gel de poliacrilamida 8% (PAGE) e visualizados por coloração em prata. Potencialmente, qualquer oligonucleotídeo que não tenha bases degeneradas pode ser produzido pelo método enzimático proposto. Para ilustrar, foi apresentado a produção de três variações do aptâmero 31-TBA, um oligonucleotídeo de cadeia simples que tem ação anticoagulante. Os oligonucleotídeos universais para detecção de flavivirus não puderam ser sintetizados por esse método enzimático pois tem algumas bases degeneradas em sua composição, mas algumas construções para produção de primers para detecção do ZIKV foram desenvolvidas.

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  • FELIPE EMMANUEL DO ESPÍRITO SANTO GOMES
  • Introns do grupo I no LSU rRNA mitocondrial de Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii e a sua relação com genótipos e susceptibilidade a antifúngicos

  • Orientador : RAQUEL CORDEIRO THEODORO
  • Data: 16/03/2017
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  • A criptococose, causada pelas espécies fúngicas Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, é uma das micoses oportunísticas e/ou sistêmicas mais importantes no mundo. Cada espécie possui quatro genótipos, usualmente definidos pelo PCR-RFLP do gene URA5, os quais apresentam diferenças em sua ecologia, epidemiologia, distribuição geográfica e susceptibilidade a antifúngicos. Marcadores moleculares de acesso mais direto são atrativos para um rápido reconhecimento de genótipos ou de caraterísticas relevantes como virulência e susceptibilidade antifúngica. Neste sentido, introns autocatalíticos do grupo I, no rRNA LSU mitocondrial foram aqui avaliados como potencial marcador molecular para os genótipos de C. neoformans e C. gattii, bem como quanto a sua relação com a susceptibilidade a antifúngicos. Foram utilizados 77 isolados brasileiros, sendo a maioria do genótipo VNI (39 cepas), seguido de 20 VGII, 5 VNIV, 4 VNII, 3 VNIII, 2 VGI, 2 VGIII e 2 VGIV. Os introns Cne.mL2449 e Cne.mL2504 foram amplificados em um só PCR com primers complementares a região do gene rRNA LSU flanqueadora dos introns. Os produtos de PCR mostraram um polimorfismo de comprimento significativo entre genótipos de C. neoformans e C. gattii. O sequenciamento destes produtos indicou que algumas cepas apresentaram nenhum, um, dois, três ou quatro introns em série. Estes dois novos introns, não descritos anteriormente, foram nomeados de Cne.mL2439 e Cne.mL2584 em C. neoformans e Cga.mL2439 e Cga.mL2584 em C. gattii. Os introns Cne.mL2439/Cga.mL2439 foram classificados como pertences a subclasse IB2 ao passo que Cne.mL2584/Cga.mL2584, pertencentes a subclasse IA1. Curiosamente, os genótipos com isolados sem introns, VNI, VGII, VGI e VNIV, são aqueles conhecidos como mais virulentos e menos susceptíveis a agentes antifúngicos. De fato, tais isolados apresentaram MICs significativamente superiores para 5-flucitosina. Estes achados sugerem que estes elementos podem ser utilizados como potenciais marcadores moleculares para a resistência deste antifúngico. Por fim, análises filogenéticas sugeriram alta similaridade de sequência entre os introns Cne.mL2449, Cne.mL2504, Cne.mL2439/Cga.mL2439 e Cne.mL2584/Cga.mL2584 com outros introns mitocondriais presentes nos genes COX1, COX2, COX3, NAD5, ATP9, COB, LSU de fungos distintos, sustentando a hipótese de origem antiga dos introns (hipótese “introns early”), além da dispersão destes elementos em sítios heterólogos, via splicing reverso.

     


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  • RAFFAEL AZEVEDO DE CARVALHO OLIVEIRA
  • ANÁLISE EVOLUTIVA DO SISTEMA ANTIOXIDANTE DE Arabidopsis thaliana

  • Orientador : RODRIGO JULIANI SIQUEIRA DALMOLIN
  • Data: 17/03/2017
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  • As espécies reativas de oxigênio (EROs) são conhecidos subprodutos do metabolismo aeróbio e apesar de ter função sinalizadora, sua produção exacerbada leva a dano celular. As plantas desenvolveram um sistema antioxidante complexo, formado por componentes enzimáticos e não-enzimáticos, para se proteger contra a superprodução de EROs. Porém, a evolução desse sistema antioxidante ainda não está clara. Aqui o objetivo do trabalho foi descrever a a rede gênica que modela o sistema antioxidante de Arabidopsis thaliana e também investigar sua origem evolutiva. Primeiramente obtivemos os genes a partir de bancos de dados públicos como Gene Ontology, que tivessem relação direta com a remoção de EROs dos sistemas, bem como alguns substratos/produtos. Então, nós modelamos uma rede de interação proteína-proteína para A. thaliana. Posteriormente, utilizando informação de ortologia de 238 espécies anotadas no STRING, pudemos inferir a raiz evolutiva de cada um dos genes a fim de reconstruir a história evolutiva da rede gênica antioxidante de A. thaliana. Na rede construída, nós encontramos dois clusters interconectados, sendo um formado por proteínas SDO, tiol-redox e peroxidases; outro formado unicamente por peroxidases classe III. Cada um dos clusters surgiu em momentos diferentes da escala evolutiva, porém as peroxidases classe III se mostraram os componentes mais recentes da rede. De acordo com nossos resultados, esse grupo de genes continua em expansão ao longo da evolução das plantas.

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  • LARISSE ARAUJO DANTAS
  • SÍNTESE VERDE DE NANOPARTÍCULAS CONTENDO PRATA E UMA FRAÇÃO DA ALGA Spatoglossum schröederi COMPOSTA POR ÁCIDO ALGÍNICO E FUCANA A: CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E AVALIAÇÃO DE SUA ATIVIDADE ANTIPROLIFERATIVA FRENTE ÀS CÉLULAS DE MELANOMA (B16F10)


  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 17/04/2017
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  • Nanopartículas de prata (AgNPs) possuem diversas aplicações biomédicas, dentre elas destaca-se o potencial antiproliferativo. Inúmeros tipos de síntese de nanopartículas de prata encontram-se descritos na literatura, no entanto, um tipo de síntese menos agressiva e mais economicamente viável, a síntese verde, tem ganhado importância dentre as demais. Neste processo de síntese é necessário o uso de um agente redutor e estabilizante que não sejam tóxicos para as células animais e para o meio ambiente. Nesse contexto, a associação de biomoléculas de origem marinha com atividades biológicas já descritas, como os polissacarídeos ácidos de algas, às AgNPs ganham importância. Muitos polissacarídeos ácidos (PA) extraídos de algas marinhas destacam-se por exibir diversas atividades, como exemplo as fucanas da alga Spatoglossum schröederi. Estas fucanas apresentam atividade antioxidante, antiangiogênica, antitumoral, dentre outras. Devido aos poucos relatos de síntese de AgNPs envolvendo polissacarídeos de algas, este trabalho teve por objetivo sintetizar AgNPs com uma fração rica em ácido algínico e fucana A da alga S. schröederi por um processo de síntese verde, e testar as AgNPs obtidas frente à linhagem de melanoma B16F10. Os PA da alga S. schröederi foram extraídos por um processo de digestão proteolítica e fracionados com acetona. A fração de maior rendimento e rica em ácido algínico e fucana A, a F0.5 v, foi empregada para a síntese das AgNPs. A caracterização das AgNPs obtidas contemplou a análise de absorção de luz UV, composição química, diâmetro médio, polidispersão, potencial zeta, espectroscopia de infravermelho (FTIR) e a espectroscopia de energia dispersiva (EDS), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e microscopia de força atômica (MFA). As análises por espectroscopia de UV-visível na faixa entre 400 e 440 nm confirmaram a formação das AgNPs, estas apresentaram diâmetro de 196 ± 13 nm, valores de polidispersão abaixo de 0,4 e potencial zeta negativo. As dosagens químicas, o FTIR e o EDS revelaram que a maior parte das AgNPs é composta por polissacarídeos ácidos. As imagens obtidas por MEV e MFA indicaram um formato esférico para as AgNPs. A atividade antiproliferativa foi avaliada pelo método do MTT frente às linhagens celulares B16F10 e fibroblastos 3T3, e por citometria de fluxo foi investigado sua ação na morte e no ciclo celular. As AgNPs afetaram a capacidade de redução do MTT das linhagens 3T3 e B16F10, sendo esta mais evidenciada para a B16F10, pois as AgNPs (0,5 mg/mL) conseguiram reduzí-la em torno de 50%, enquanto a prata iônica e a F0.5 v em nenhuma das concentrações influenciaram na redução do MTT. As análises por citometria de fluxo apontaram uma elevada taxa de marcação para anexina V e iodeto de propídio para as células B16F10 expostas às AgNPs, além de um aumento na porcentagem das células em Sub-G1 em detrimento às outras fases. Estudos adicionais são necessários para elucidar completamente o mecanismo de ação antiproliferativo das AgNPs e descobrir outras propriedades da fração que são intensificadas pela síntese de nanopartículas. Entretanto, pode-se concluir que é possível sintetizar AgNPs com polissacarídeos ácidos de S. schröederi usando um método verde e que essas AgNPs apresentaram atividade antiproliferativa mais pronunciada que seus percussores.

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  • ANGÉLICA FERNANDES GURGEL DE SOUSA
  • AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE E DO POTENCIAL OSTEOGÊNICO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DE ALGAS MARINHAS

  • Orientador : SUSANA MARGARIDA GOMES MOREIRA
  • Data: 26/05/2017
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  • Os problemas relacionados com defeitos ósseos continuam a motivar a busca de terapias mais eficazes. Assim, a combinação de biomateriais, células-tronco e moléculas bioativas fazem parte das ferramentas usadas pela medicina regenerativa para alcançar esse objetivo. Diversos estudos já mostraram o potencial osteogênico dos polissacarídeos sulfatados (PSs) extraídos de macroalgas marinhas. Entre eles, o fucoidan, isolado da alga marrom Fucus vesiculosus, é o mais estudado, sendo já comercializado por algumas empresas. As algas verdes também são fonte de PSs, mas estas são ainda poucos exploradas para aplicações na regeneração óssea. Em geral, as aplicações clínicas dos PSs extraídos de algas ainda são limitadas devido à escassez de estudos sobre os seus efeitos, como por exemplo, o potencial genotóxico é desconhecido na maioria dos casos. Assim, neste trabalho avaliamos a atividade osteogênica 1) do Fucoidan de F. vesiculosus (um extrato comercializado pela Sigma), 2) das amostras ricas em PSs obtidas do subfracionamento do fucoidan comercial, e 3) do extrato rico em PSs extraídos da alga verde Caulerpa sertularioides usando como modelo células-tronco humanas isoladas da geleia de Wharton de cordões umbilicais (CTMH-GW). Estudou-se também o potencial genotóxico dos extratos totais de F. vesiculosus e C. sertularioides e posteriormente, da subfração do fucoidan que apresentou maior potencial osteogênico, utilizando do ensaio de micronúcleo com bloqueio da citocinese (CBMN) na linhagem CHO-K1. Os ensaios de redução do MTT evidenciaram que as amostras ricas em PSs não apresentaram citotoxicidade significativa ao longo de 72 h, até 10 µg.mL-1. Os ensaios de atividade da fosfatase alcalina (ALP) e de mineralização sugerem que as amostras ricas em PSs possuem atividades osteogênicas diferentes: a subfração do fucoidan FUC 0.5 (5 µg.mL-1) foi a que apresentou melhor resultado, aumentando 124% a atividade da ALP em relação ao controle positivo (células mantidas em meio osteogênico). Já o extrato total de C. sertularioides (5 µg.mL-1) aumentou 192% a atividade da ALP. Adicionalmente, todas as amostras testadas induziram o acúmulo de cálcio na matriz extracelular. Quanto à genotoxicidade, os resultados do ensaio CBMN sugerem que, nas condições testadas, estas amostras não são genotóxicas, indicando que podem ser uma alternativa para terapias de regeneração óssea.

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  • VLADIMIR VIEIRA DO NASCIMENTO
  • ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO VOO COM O FOGUETE VSB-30 NO TRANSCRIPTOMA DE PLANTAS DE Saccharum spp. (CANA-DE-AÇÚCAR)

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 26/05/2017
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  • A cana-de-açúcar é uma monocotiledônea de grande importância mundial, podendo ser utilizada para produção de etanol e açúcar, assim como é utilizada como fonte de energia para os animais. O seu cultivo ocorre, principalmente, em regiões tropicais e subtropicais, e, por apresentar essa ampla dispersão podem sofrer influências variadas acerca dos fatores ambientais durante o seu desenvolvimento como seca, salinidade do solo, altas temperaturas. Considerando estes efeitos, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da alteração das forças gravitacionais como hipergravidade e microgravidade no transcritpma da cana-de-açúcar. Destes modo, plantas de cana-de-açúcar foram submetidas ao voo do foguete VSB-30 onde foram submetidas a 06 min de microgravidade. Quando estas plantas foram recuperadas, folhas e raízes foram isoladas, o RNA foi extraído e sequenciado utilizando a plataforma da Illumina. Neste trabalho estas sequencias foram analisadas usando algumas ferramentas da bioinformática. As análises do transcriptoma das folha e raiz possibilitaram identificar 1387 genes constitutivos, assim como, genes específicos para Raiz Foguete Vertical (454 genes), Raiz Foguete Horizontal (478 genes), Folha Foguete Vertical (147 genes) e Folha Foguete Horizontal (49 genes). Os genes constitutivos foram analisados por meio do pacote DESeq, que detectou 154 genes expressos diferencialmente. Enquanto que os genes específicos foram avaliados pelo programa AgriGO e permitiram evidenciar que em plantas de cana-de-açúcar em orientação vertical, classes de genes enriquecidos são voltadas ao metabolismo de nitrogênio. Diferentemente, da posição horizontal que apresentou menores quantidades de termos enriquecidos, sendo que o metabolismo de nitrogênio foi observado apenas no tecido de raiz. A partir da avaliação de redes proteicas de interação entre os produtos gênicos constitutivos e específicos, pode-se evidenciar que em tecidos de raiz independente da orientação da amostra ocorrem respostas mais complexas, possivelmente, em resposta ao voo com o foguete VSB-30. Por meio do interactoma verificou-se 12 clusters funcionais para raiz em posição vertical e 13 clusters funcionais para raiz em posição horizontal, sendo observado processos enriquecidos para o metabolismo de nitrogênio direcionado a biossíntese de aminoácidos, como, no caso, da arginina. Desta forma, o presente trabalho contribuiu para compreender como a microgravidade e hipergravidade interferem no metabolismo de plantas, identificando assim o que foi alterado em condição de voo e que num futuro possa ser utilizado como possíveis marcadores moleculares.

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  • JÉSSYKA FERNANDA SANTIAGO MONTE
  • Avaliação da estabilidade físico-química e biológica de plasmídeos com potencial biotecnológico

  • Orientador : MARCELO DE SOUSA DA SILVA
  • Data: 29/05/2017
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  • Estudos envolvendo estabilidade de plasmídeos (pDNAs) tiveram início há pelo menos duas décadas e vem crescendo nos últimos anos, desde que os pDNAs apresentaram um potencial como vetores em terapia gênica. Entretanto o uso terapêutico desses vetores tem sido dificultado por questões de estabilidade, principalmente no que se refere ao processo de produção e purificação, armazenamento por longos períodos e serem susceptíveis à degradação por ação de nucleases. Assim, ensaios que permitam analisar estes processos que levam a instabilidade do pDNA podem ser ferramentas importantes para sua compreensão, associado a outras variáveis, tais como temperaturas, tempo de armazenamento, tamanho do pDNA e ação de nucleases. Assim E. coli DH5-α competente foi produzida, transformada com os pDNAs estudados (pVAX1, pVAX1lacZ e MSPpVAX1), purificados e armazenados em diferentes temperaturas por um intervalo de tempo pré-determinado e para estabelecer uma relação entre a estabilidade dos diferentes pDNAs e sua função biológica enquanto vetores, estudou-se a resistência da isoforma super-enrolada à ação da nucleases de soro em diferentes concentrações e ao longo do tempo. Para tal, eletroforese em gel de agarose e transformação em E. coli com cálculo da eficiência de transformação celular foram realizados. No primeiro gel foi observada a presença de três bandas: pVAX1, pVAX1lacZ e MSPpVAX1 (3,0 kb, 6,0 kb e 4,7 kb respectivamente) com predominância da isoforma super-enrolada (bandas grandes e fortes). Alíquotas desse purificado foram armazenadas em diferentes temperaturas e em tempos pré-determinados, uma nova eletroforese foi realizada para estudo da integridade desses plasmídeos, concluindo que a forma super-enrolada foi degradada ao longo do tempo, mesmo quando armazenada em baixas temperaturas como -80°C e -20°C. Em seguida foi observado que mesmo em baixíssimas concentrações de nucleases, foi possível notar uma degradação dos pDNAs em apenas uma hora de incubação, onde quanto maior a concentração de nucleases, maior a degradação dos plasmídeos. Com a cinética de degradação em diferentes intervalos de tempo, foi possível observar a ação típica das nucleases sobre os plasmídeos (quebra das cadeias dos pDNA), onde a banda correspondente à isoforma super-enrolada diminuiu, consequentemente, a intensidade das bandas correspondente à demais isoformas aumentaram. Quanto a função biológica, os ensaios de eficiência de transformação em E. coli indicaram que houve uma maior percentagem de células transformadas quando era utilizado plasmídeo na conformação super-enrolada, ou seja, verificou-se em todos os ensaios, que a isoforma super-enrolada era sempre mais eficiente que as demais isoformas, devendo-se esse fato possivelmente à sua maior estabilidade citoplasmática e a difusão mais rápida desta isoforma em direção ao núcleo. Assim esse trabalho mostrou a cinética de degradação dos pDNAs estudados, mostrando que a perda da forma super-enrolada compromete a sua estabilidade, afetando dessa forma a função biológica dos mesmos, comprometendo sua utilização em terapia gênica e vacinas de DNA.

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  • WYDEMBERG JOSÉ DE ARAÚJO
  • CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE MICROBIANA DE RESERVATÓRIO DE PETRÓLEO

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 07/06/2017
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  • Os processos bioquímicos de origem microbiológica presentes nos reservatórios de petróleo exercem grande impacto na extração, estocagem e refino do petróleo. No entanto o conhecimento a respeito desse metabolismo e diversidade microbiológica é escasso devido as técnicas de cultivo e identificação microbiológicas. Desse modo, a metagenômica é uma inovadora ferramenta para estudar, independentemente de cultivo, as comunidades microbiológicas existentes em ambientes extremos como reservatório de petróleo. Essa metodologia ainda permite extrair novas genes e organismos com aplicações biotecnológicas nos processos e impactos decorrentes das comunidades microbiológicas exercem sobre a qualidade do petróleo. O presente estudo teve como objetivo identificar, tanto taxonomicamente quanto funcionalmente, os microrganismos residentes nas comunidades bacterianas de poços de petróleo, envolvidas na degradação de petróleo e produção de moléculas surfactantes. Para tanto, amostras de água de produção e rochas de reservatório  foram submetidas a extração de DNA bem como preparação de consórcios bacterianos submetidos a uma seleção de organismos degradadores de petróleo e produtores de surfactantes. Posteriormente todas as amostras foram sequenciadas por meio de plataforma de sequenciamento de segunda geração. Os resultados de bioinformática mostraram que comunidades residentes nas rochas e água de produção eram predominantemente pertencentes aos gêneros Halomonas e Marinobacter,  respectivamente. Os resultados da  seleção dos consórcios mostraram a predominância de gêneros degradadores e produtores de biosurfactantes Microbacterium, Ochrobactrum, Devosia e Paenibacillus no consórcio microbiano R2, enquanto os gêneros Sphingobacterium, Bacillus e Lysinibacillus predominaram no consórcio R1. Os testes funcionais mostraram que tais consórcios são produtores de biossurfactantes capazes de estabilizar uma emulsão bem como reduzir a tensão interfacial entre petróleo e água. Utilizando comparações por homologia com banco dados de proteínas customizado foi possível identificar que as moléculas surfactantes eram sintetizadas pelos operons Lichenysin, Plipastatin e Pultisolvin. Esses dados reforçam os testes de degradação por meio do indicador redox, mostrando que houve predominância das vias de degradação de alcanos lineares, bem como de policicloaromáticos. Portanto, os resultados indicam que consórcios isolados de reservatório são capazes de aumentar a fluidez do óleo ao degradá-lo bem como ao produzir moléculas surfactantes, desse modo possuem um importante potencial de aplicação biotecnológica.

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  • NATÁLIA CABRAL SOUZA
  • Propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes dos extratos aquosos das folhas de Turnera subulata e Anacardium occidentale


  • Orientador : RODRIGO JULIANI SIQUEIRA DALMOLIN
  • Data: 25/08/2017
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  • Plant extracts are widely applied in popular medicine, mainly in the Northeastern Brazil. The leaf extracts of Turnerasubulata and Anacardiumoccidentale, for example, are applied as an alternative in the treatment of lots diseases such diabetes, hypertension, chronic pain, cancer and inflammation. Despite their wide use, the effects of these are still not well described. Thus, we sought to evaluate the antioxidant and anti-inflammatory properties of leaf extracts of T. subulata and A. occidentale in an in vitro inflammation model of using lipopolysaccharide macrophage RAW 264.7 cells. Therefore, we quantified the inflammatory response markers in the lineage, as well as its ability to modulate the MAPKs (p38, ERK½ and JNK). In addition, MTT and SRB viability tests, TNF-α and IL-1β modulation evaluation were performed, as well as specific tests for antioxidant evaluation such as DCFH, TBARS, thiol proteins and carbonylation of proteins. The extracts presented antioxidant and anti-inflammatory activities, and it was possible to observe that co-treatment with the extract of leaf the T. subulata was able to reduce the oxidative stress in the cells, produced by the inflammatory response, such to have the capacity for modulate directly the inflammatory response, altering the activity of MAPK pathway members. In the extract of leaf the A. occidentale the results also showed antioxidant activity, which was observed when the extract decreased the oxidative damage in cells of macrophages treated with the dosages of 0.5 μg/mL and 5 μg/mL. In addition, this extract reversed the oxidative damage and inflammatory parameters induced by lipopolysaccharide in the cells tested, being able to inhibit the release of TNF-α and IL-1β. Inflammatory markers such as TLR4, RAGE and CD40 that are induced by LPS were also modulated. Later, we evaluated the signaling pathways involved in the lipopolysaccharide-mediated inflammatory response. The extract of A. occidentale blocked the effects of lipopolysaccharide on the phosphorylation of ERK½, SAPK/ JNK and p38. In this way, our results indicate the possible antioxidant and anti-inflammatory effects of the aqueous extracts of T. subulata and A. occidentale and demonstrate the possible biological mechanisms responsible for these effects.

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  • ANA CAROLINA PEREIRA ROCHA
  • Análise de transcriptoma de células-tronco mesenquimais humanas durante a osteogênese


  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 01/09/2017
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    A diferenciação das células-tronco mesenquimais humanas (CTMh) em osteoblasto segue um programa específico de expressão gênica, comprometendo-se inicalmente sob a influência das vias Wnt e das BMPs que direcionam a célula a sua transformação em osteoblasto. Entretanto, as vias ativadas especificamente durante a fase inicial da diferenciação são ainda pouco exploradas. Assim, o objetivo deste trabalho foi caracterizar o perfil transcricional do início do processo de diferenciação de CTMh, obtidas da veia do cordão umbilical, em osteoblasto, a partir do sequenciamento de nova geração RNA-Seq. Os dados de transcriptoma completo foram analisados em Transcriptogramer para a produção de uma lista ordenada de genes funcionalmente associados, obtida pela média da expressão gênica tomada sobre genes vizinhos nesta lista, facilitando, assim, a sua interpretação biológica. Para o estudo de ontologia gênica e delineamento do perfil de expressão durante a osteogênese, os processos metabólicos e funções moleculares significativamente alterados durante o decorrer do processo de diferenciação foram analisados em diversas ferramentas (REVIGO, GOrila, PANTHER, LNCipedia e NONCODE) e descritos. Durante a indução à diferenciação das CTMh em osteoblasto, foi observado o aumento da expressão de genes característicos do fenótipo osteoblástico já a partir do primeiro dia de diferenciação. Foram identificados RNAs não codificantes, consoante a evolução da diferenciação, bem como genes envolvidos na formação de rafts de membrana, já a partir do terceiro dia de diferenciação. Durante o terceiro dia de indução, genes envolvidos na regulação da diferenciação celular e em outros processos biológicos que precedem a diferenciação, como adesão celular, sinalização e resposta à fatores químicos externos já apresentaram aumento em sua expressão. O estudo da expressão gênica durante estes três primeiros dias revelou ainda a diminuição na expressão de genes envolvidos em processos biológicos de manutenção de metabolismo basal, degradação de RNA e organização do citoesqueleto, indicando assim que as mudanças celulares que levam a célula a entrar em diferenciação podem ter origem durante os três primeiros dias de tratamento osteogênico.

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  • RAYANA VANESSA DA COSTA LIMA
  • POTENCIAL BIOINSETICIDA DE SEMENTES DE Ziziphus joazeiro MART. 
    CONTRA A PRAGA DE ARMAZENAMENTO Callosobruchus maculatus
     
  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 27/09/2017
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  • O bruquídeo Callosobruchus maculatus (Coleoptera: Bruchidae) é uma das principais pragas do feijão caupi (Vigna unguiculata). O controle de pragas é baseado na utilização de agroquímicos e expõe trabalhadores rurais diariamente a intoxicações e outras doenças. Devido a isso é importante direcionar estudos á detecção e caracterização de moléculas de fontes naturais com potencial para o controle de pragas que sejam mais seguras para saúde humana e ambiental. Diversos extratos de origem vegetal ricos em moléculas bioativas destacam-se por sua ação bioinseticida. Ziziphus joazeiro (Rhamnaceae) é uma árvore nativa brasileira altamente resistente a ambientes secos e amplamente utilizada como planta medicinal. No entanto, não há estudos do potencial bioinseticida de suas sementes. O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades da farinha das sementes de Z. joazeiro, do extrato proteico e de frações proteicas F2 e F3 obtidas por precipitação sequencial com sulfato de amônio sobre o desenvolvimento do bruquídeo C. maculatus. Foram realizados bioensaios em sistema de sementes artificiais incorporando a farinha, o extrato total e as frações proteicas das sementes de Z. joazeiro em crescentes concentrações, para monitorar parâmetros de desenvolvimento como: oviposição, peso, sobrevivência das larvas e tempo e número de adultos emergidos. A farinha da semente de Z. Joazeiro promoveu uma diminuição na oviposição das fêmeas a partir da concentração de 2%, não ocorrendo mais oviposição a 5% e 10 %. As sementes contendo as frações F2 e F3 não apresentaram diminuição significativa na oviposição. Quanto ao parâmetro peso da larva ocorreu uma redução de 50% já na concentração de 0,1%, nas sementes com a farinha, EB e F3 e na concentração 0,4% da fração F2. Uma diminuição na sobrevivência das larvas foi significativamente maior a partir de 1,6% em todas as amostras testadas, não sendo mais detectadas larvas vivas nas concentrações seguintes da farinha, além de aumentarem o tempo para emergência e reduzir o número de insetos adultos. Avaliou-se a presença de inibidores de proteases digestivas no EB e frações e foi encontrado inibição para proteases serínicas e cisteínicas que podem estar relacionados às alterações no desenvolvimento do bruquideo. Estes resultados demonstram que a semente de Z. Joazeiro é promissora como estratégia para aplicação biotecnológica no manejo de insetos pragas.

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  • TATIANA KUMMER DA ROCHA PINHEIRO
  • Fatores genéticos de susceptibilidade à hanseníase no Rio Grande do Norte

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 29/09/2017
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  • Hanseníase é uma doença infecciosa crônica, de evolução lenta, com um amplo espectro de manifestações clínicas, causada pela Mycobacterium leprae. O estado do Rio Grade do Norte tem baixo coeficiente de detecção de novos casos, mas algumas localidades apresentam áreas focais com altas taxas de detecção, como a cidade de Mossoró, que apresentou uma taxa de detecção de 39,73 por 100.000 habitantes em 2012. Após a exposição ao bacilo, cerca de 10% das pessoas evoluem para doença, com espectro de apresentações, variando do pólo tuberculóide (Tuberculóide-tuberculóide; borderline-tuberculóide), do pólo intermediário (Borderline-borderline), ao pólo lepromatoso (Borderline lepromatoso; Lepromatosolepromatoso). A Organização Mundial de Saúde também classifica a doença de acordo com o número de lesões, para fins terapêuticos, dessa forma os casos com até cinco lesões são classificadas como paucibacilares (PB), e os casos com mais de cinco lesões, multibacilares (MB). Aproximadamente um terço das pessoas com hanseníase desenvolvem reações imunopatológicas, classificadas como tipo I, tipo II e neurite. A evolução pós-infecção com M. leprae é influenciada por fatores ambientais e pelo repertório genético do hospedeiro. Portanto, com a finalidade de contribuir para o conhecimento da associação de fatores genéticos à susceptibilidade à hanseníase, o objetivo do presente estudo foi analisar polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) associados à susceptibilidade à hanseníase no RN. O desenho de estudo foi caso-controle com estudos de casos de hanseníase e comunicantes. Os participantes foram caracterizados fenotipamente de acordo com a exposição ao M. leprae, considerando presença de anticorpo anti LID-NDO e apresentação clínica. A quantidade de anticorpos variou de acordo com a classificação operacional do caso de hanseníase e o tipo de reação, sendo mais elevada em casos MB e aqueles com reação do tipo II. Todos os participantes também foram genotipados com uso de Immunochip. Para análise dos dados de genotipagem foram considerados: hanseníase vs comunicantes, reação vs não-reação, e taxa de anticorpos anti-LIDNDO. Um total 55 SNPs evidenciaram associação à hanseníase e ao nível de anticorpos. No grupo hanseníase vs comunicantes, 10 SNPs demonstraram associação, sendo 3 relacionados a resposta imune (FASLG, TNFS18, EBF1 e ICOSLG), além de um SNP próximo a VDR, cuja proteína está relacionada com imunomodulação associado a vitamina D3 em monócitos, macrófagos e linfócitos ativados. No grupo reação vs não-reação foi observada a associação de 30 SNPs, 20 próximos a genes conhecidos como de susceptibilidade a psoríase, além de um SNP próximo ao gene UBD. Os níveis de anticorpos LID-NDO estava associado a 15 SNPs, um deles relacionado ao gene THEMIS, que codifica uma proteína com papel regulador na seleção de células T. Dentre os 55 SNPs associados a um dos fenótipos, 4 se encontram em regiões codantes. Os resultados encontrados indicam que o Immunochip é uma ferramenta para identificação de genes de susceptibilidade a desenvolvimento de hanseníase e suas reações. Juntos os dados sugerem que a susceptibilidade à hanseníase e o desenvolvimento de reações hansênicas estão ligados à resposta imune celular e humoral do hospedeiro e potencialmente poderiam ser modulados.

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  • RAPHAEL PASCHOAL SERQUIZ
  • Inibidor de serinoproteinase isolado de sementes de Juquiri (Mimosa regnelli Benth.) com atividade anti-inflamatória, anticoagulante e adjuvante da heparina

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 25/10/2017
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    A hemostasia é o evento pelo qual os mamíferos bloqueiam a perda de volemias sanguíneas e promovem o reparo de lesões, e falhas por excessos contribuem para a propagação de fatores inflamatórios e trombóticos. As consequências da aterosclerose são exemplos de agravos deste tipo e a heparina (Hep) é um fármaco de escolha para esses tratamentos. Pacientes com carência de antitrombina têm resistência aos efeitos anticoagulantes da Hep, então pesquisas por novas moléculas homeostáticas que contribuam com os tratamentos clínicos são necessárias. Inibidores de proteinases vegetais têm sido eficazes em controlar processos biológicos, como coagulação e inflamação. O presente trabalho buscou isolar um inibidor de tripsina da semente de Juquiri (ITJ) verificando sua atividade contra serinoproteinases, e avaliar seus potenciais anticoagulante e anti-inflamatório. O ITJ foi isolado por cromatografia de afinidade e troca-iônica, apresentando duas principais bandas proteicas de 11,9 e 19,2 kDa em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE), e foi capaz de inibir tripsina e quimotripsina. Na coagulação, o ITJ prolongou o tempo de tromboplastina parcial (APTT) em concentrações superiores à 2 µg/100 µL de plasma, sem prolongar o tempo de protrombina (PT). Associado à Hep, o ITJ foi capaz de intensificar o efeito anticoagulante do fármaco nos dois testes. Sem apresentar toxicidade contra eritrócitos humanos o ITJ reduziu 40% das concentrações de elastase liberada por neutrófilos induzidos por PAF (fator ativador de plaquetas). O ITJ em concentrações entre 20-80 µg/mL estimulou a produção de TNF por macrófagos RAW 264.7 em cultura sem provocar outros estímulos inflamatórios. Macrófagos ativados por LPS tiveram redução nas concentrações de NO, IL-6 e TNF quando tratados com ITJ em concentrações entre 20-160 µg/mL. Estes dados apontam o ITJ como promissor no tratamento de doenças trombóticas e inflamatórias, tendo sido eficaz como adjuvante da heparina e em promover a redução de estímulos inflamatórios de neutrófilos por vias dependentes de MAPk, e de vias do fator de transcrição NF-κB em macrófagos.

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  • RONY LUCAS DA SILVA VIANA
  • Síntese verde de nanopartículas contendo prata e xilana do sabugo de milho: caracterização físico-química e avaliação das atividades antioxidante e antimicrobiana frente a protozoário e a fungos.

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 30/10/2017
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    O sabugo de milho é um subproduto do cultivo do milho que é pouco utilizado economicamente o que leva ao desperdício de milhões de toneladas desse material anualmente. Do sabugo pode-se extrair moléculas ativas, inclusive um polissacarídeo bioativo, rico em xilose, denominado de xilana. Neste trabalho, foram produzidas, por um método amigável ao meio ambiente, nanopartículas de prata contendo xilanas de sabugo de milho (nanoxilanas). Para tal, a xilana de sabugo de milho foi extraída com o auxílio de ondas de ultrassom, hidrolisada e seus componentes monossacarídicos foram determinados por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Identificou-se na xilose: glucose: galactose: manose: ácido glucurônico nas seguintes proporções 50: 21: 14: 9: 2,5: 2,5, respectivamente. A formação das nanoxilanas foi acompanhada por espectroscopia UV-visível num kmax = 469 nm. Analises de espectroscopia de infravermelho confirmaram a presença da prata na nanoxilana. Já as análises de dispersão dinâmica de luz e microscopia (DLS) de força atômica (MFA) mostraram que o tamanho das partículas foi em média de 102 nm e que essas tinham um formato arredondado. Os dados de DLs também mostraram que as nanoxilanas permaneceram estáveis por 12 meses quando armazenadas a 4 °C e protegidas da luz. Dados de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado (ICP OES) mostraram que o percentual de prata na nanoxilana foi de 19%. A nanoxilana reduziu a viabilidade das formas promastigotas de Leishmania amazonensis (L. amazonensis) (IC50 25 μg/mL), enquanto a xilana não foi efetiva nessa concentração. Além disso, a nanoxilana apresentou um valor de 7,5 μg/mL correspondente a concentração mínima inibitória para três diferentes fungos Candida albicans, Candida parapsilosis, e Cryptococcus neorformans. Os dados aqui apresentados mostram o potencial biotecnológica da nanoxilana e futuros ensaios, inclusive in vivo, devem ser feitos para confirmar o potencial antimicrobiano da nanoxilana.


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  • AMANDA FERNANDES DE MEDEIROS
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    CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA DO INIBIDOR DE TRIPSINA PURIFICADO DA SEMENTE DE TAMARINDO (Tamarindus indica L.) E AVALIAÇÃO DO SEU EFEITO NA SECREÇÃO DE COLECISTOCININA E LEPTINA EM MODELO DE OBESIDADE EXPERIMENTAL


  • Orientador : ANA HELONEIDA DE ARAUJO MORAIS
  • Data: 03/11/2017
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    A obesidade é uma das Doenças Crônicas Não Transmissíveis de maior impacto na saúde pública. A semente de tamarindo (Tamarindus indica L.) vem sendo estudada por possuir inibidor de tripsina, e, entre os atributos relacionados a esse inibidor parcialmente purificado (ITT), tem-se a sua relação com a saciedade, por aumentar colecistocinina (CCK) plasmática em animais eutróficos e seu efeito na redução da concentração circulante de leptina em animais com obesidade, entretanto sem atuar sobre o aumento plasmático de CCK. Neste estudo, o ITT foi purificado, caracterizado e avaliado quanto às suas propriedades frente aos hormônios CCK e leptina em ratos Wistar com obesidade. Para purificação e caracterização desse inibidor, foram realizados: fracionamento do extrato bruto proteico com sulfato de amônio; cromatografia de afinidade Tripsina-Sepharose; Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC); determinação da massa molecular por MS-ESI; sequenciamento parcial por MALDI-TOF com ISD; ensaio de estabilidade de temperatura e pH; estimativa dos parâmetros de especificidade; eletroforese bidimensional (2-DE) e dosagens de CCK e leptina plasmática, por ELISA, em ratos com obesidade, submetidos à gavagem oral (730 µg/kg) do inibidor de tripsina purificado (ITTp) comparando-os a ratos com obesidade sem tratamento. Desse modo, o ITT foi purificado por HPLC, denominado ITTp. Porém ao refinar o método, obtiveram-se, com base no ITTp, outros dois picos proteicos, as frações: Fr 1 e Fr 2 do ITTp. As massas moleculares protonada dessas frações proteicas foram de [M+H]+ = 19594,6895 Da e de [M+H]+ = 19577,1732 Da, respectivamente. Após redução e alquilação, estimou-se a presença de 4 cisteínas para Fr 1 e Fr 2. As sequências parciais obtidas para Fr 1 e Fr 2 foram de 53 resíduos de aminoácidos identificados e exatamente com a mesma sequência para ambas. O ITTp se mostrou resistente à variação de temperatura, reduzindo cerca de 30% de sua atividade antitríptica com 100 ºC e resistente aos extremos de pH. Para o ITTp estimou-se a IC50 de 2,7 x 10-10 Mol e a Ki de 2,9 x 10-11 Mol. À eletroforese bidimensional do ITTp foram revelados pontos isoelétricos entre pH 5 e 6, além de um spot próximo ao pH 8. Dessa forma, foi constatado que se trata de um inibidor de tripsina da família Kunitz. No experimento in vivo foi confirmada a ação de ITTp sobre a redução de leptina plasmática, mas sem efeito sobre CCK em animais com obesidade, como já atestado em estudos prévios com o ITT. A caracterização bioquímica desse inibidor e os seus efeitos sobre CCK e leptina, observados em experimentos in vivo, constituem relatos inéditos e promissores para uma provável aplicação biotecnológica.


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  • ADRIANA MARINA E SILVA PARENTE
  • Avaliação Estrutural e análise das atividades biológicas de peptídeos análogos da Stigmurina presente na peçonha do escorpião Tityus stigmurus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 28/11/2017
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  • Tityus stigmurus corresponde à espécie de escorpião predominante na região Nordeste do Brasil, sendo considerado um dos principais causadores de acidentes escorpiônicos. Na peçonha do T. stigmurus, que é composta de uma mistura complexa de moléculas de alta e baixa massa molecular, foi identificado e caracterizado um peptídeo antimicrobiano denominado Stigmurina (FFSLIPSLVGGLISAFK-NH2). Peptídeos antimicrobianos são pequenas moléculas consideradas a primeira linha de defesa contra micro-organismos, apresentando amplo espectro de ação antimicrobiana. A literatura reporta também a atividade desses peptídeos contra células cancerígenas. Sequências nativas de peptídeos bioativos como protótipo para a obtenção de novas moléculas têm sido utilizadas com o intuito de potencializar a sua atividade e reduzir a toxicidade. Nesse contexto, realizou-se a caracterização estrutural in silico e por dicroísmo circular, bem como a avaliação da atividade antimicrobiana, antiparasitária, antiproliferativa e hemolítica de dois peptídeos análogos obtidos a partir da Stigmurina, denominados StigA3 e StigA4. A análise da conformação tridimensional in silico do StigA3 e StigA4 demonstrou uma estrutura helicoidal, sendo este resultado confirmado por dicroísmo circular. O aumento da carga superficial e do momento hidrofóbico de ambos os peptídeos análogos quando comparado com a Stigmurina resultaram na potencialização da atividade antimicrobiana e antiparasitária. Os peptídeos StigA3 e StigA4 apresentaram ação antiproliferativa semelhante ao peptídeo nativo, com exceção para a célula normal, para qual os peptídeos análogos se mostraram menos tóxicos. Portanto, estes resultados indicam a potencial aplicação terapêutica destes peptídeos análogos, demonstrando a eficiência do desenho racional de fármacos para a obtenção de novos agentes antiproliferativos e anti-infecciosos.

Teses
1
  • FRANCIANNE MEDEIROS AMORIM
  • Papel das células B e dos anticorpos na patogênese da hanseníase e das reações hansênicas

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 28/04/2017
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    A hanseníase é uma doença de evolução espectral causada pelo Mycobacterium leprae. Pacientes podem apresentar desde lesões únicas, com pequena carga bacilar (paucibacilares - PB) a lesões disseminadas e alta carga bacteriana (multibacilares - MB). Os primeiros apresentam uma forte resposta imune celular e os últimos uma resposta predominantemente humoral. O Brasil é o segundo país em número de casos, com áreas hiperendêmicas em diversos estados, incluindo o Rio Grande do Norte. A alta morbidade da doença está diretamente relacionada a intercorrência de reações hansênicas: a reação reversa (RR) e o eritema nodoso hansênico (ENH). Essas ocorrem predominantemente em pacientes MB. Nosso objetivo foi determinar o papel de células B e anticorpos na patogênese da hanseníase e das reações hansênicas, para isto o trabalho foi subdividido em dois estudos: 1. Determinação do perfil de anticorpos específicos utilizando os antígenos recombinantes LID-1 e LID-NDO ao longo do espectro clínico da hanseníase e em comunicantes de casos; 2. Análise de alterações envolvidas na regulação da produção de anticorpos em células B de pacientes com diferentes formas clínicas. Neste último foram avaliadas: a frequência de diferentes subpopulações de células B, a expressão de CD32 e CD21 nestas células, subclasses de imunoglobulinas presentes no sangue, complexos imunes (IC) e proteínas envolvidas na via clássica de ativação do sistema complemento. No estudo 1, observou-se um aumento gradativo na quantidade de anticorpos específicos ao longo do espectro clínico da doença e este foi correlacionado com o índice baciloscópico dos pacientes. Além disso, foi verificado que a maior parte dos comunicantes havia sido exposta à infecção pelo M. leprae, com um potencial risco de adoecimento. Coorte realizada em região hiperendêmica mostrou que a quantificação de anticorpos específicos pode ser utilizada para definir grupos de risco para o desenvolvimento de doença. No estudo 2, observou-se que a exacerbada resposta imune humoral de pacientes MB está associada a alterações numéricas e funcionais em células B, com aumento na frequência de plasmoblastos e reduzida expressão de CD32 nestes. Pacientes MB apresentaram maior concentração de IgG1 e IC no sangue quando comparados a PB. Durante o ENH há uma expansão na população de plasmoblastos, contudo diminuição na concentração destas imunoglobulinas no sangue. Em estudo longitudinal, com duração de dois anos, foi observado que pacientes MB que desenvolveram ENH, durante ou após a poliquimioterapia, já apresentavam ao diagnóstico níveis elevados de IgM, IgG1, anticorpos específicos e IC quando comparados àqueles que não desenvolveram nenhum tipo de reação. Indivíduos com níveis elevados de anticorpo anti-LID-NDO, ao diagnóstico, apresentaram um risco até 16 vezes maior de desenvolverem ENH. Nossos resultados mostram que o uso de antígenos recombinantes em testes sorológicos pode contribuir para um diagnóstico mais rápido da hanseníase, especialmente entre comunicantes, contribuindo para o controle da doença em áreas endêmicas. Além disso, verificamos que a exacerbada resposta imune humoral de pacientes MB pode ser, em parte, explicada por alterações fisiológicas em células B. A quantificação de anticorpos anti-M. leprae e das subclasses IgM e IgG1 ao diagnóstico da hanseníase pode contribuir para identificar indivíduos em risco de desenvolverem ENH. Do ponto de vista clínico, esse é um dado importante pois pode direcionar intervenções terapêuticas futuras.

2
  • GABRIELLE MACEDO PEREIRA
  • Erythroxylum pungens O. E. Shulz: proteomica total e bioprospecção de alcaloides tropânicos

      

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 25/08/2017
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  • O bioma Caatinga é exclusivamente brasileiro, marcado pelo clima semiárido, quente, com escassez de chuvas, elevada evaporação, forte insolação o ano todo, solos rasos e pedregosos. Este bioma se destaca pelo alto índice de endemismo e desconhecimento científico. Para sobreviver neste ambiente com condições edafoclimáticas peculiares, as plantas apresentam a evolução de mecanismos intrínsecos de percepção dos sinais ambientais externos e suas respectivas respostas metabólicas. Essas respostas podem modificar o perfil de metabólitos secundários, aumentando ou diminuindo a quantidade produzida e até modificando o perfil destes. Isto pode ser interessante na utilização dos metabólitos para fins medicinais. Dentre os gêneros de ocorrência no bioma Caatinga, como fonte de alcaloides bioativos, destaca-se a espécie Erythroxylum pungens, que apresenta potencial pouco explorado. Desta forma, o objetivo deste trabalho é investigar o proteoma total e o fingerprint metabólico de E. pungens, aliado à bioprospecção de alcaloides tropânicos com potencial citotóxico. Para isso, no capítulo 1 foi possível identificar, por espectrometria de massas, sete alcaloides tropânicos conhecidos; 3-(2-metilbutiriloxi)tropan-6, 7-diol como também 3-(2-metilbutiriloxi)nortropan-6, 7-diol foram isolados e caracterizado por RMN 1D e 2D pela primeira vez. N,N-Dimetil-1-H-indol-3-etanamina foi isolado e caracterizado a partir de raízes de E. pungens. Além disso, verificou-se que alcaloides isolados de E. pungens, frente a cinco linhagens celulares, apontaram potencial seletivo de 3-(2-metilbutiriloxi)tropan-6, 7-diol contra células de tumorais de próstata. No capítulo 2, foi possível identificar 1746 proteínas nas folhas, 1779 no caule e 1026 na raiz de E. pungens. Através da recuperação dos termos GO, foi possível avaliar os processos nos quais estas proteínas estão envolvidas, verificando o mesmo perfil de processos para os três órgãos de E. pungens, com destaque para respostas a estresses bióticos, abióticos, químicos, além das respostas ao estresse oxidativo. Foram observados níveis significativos de proteínas envolvidas na fotossíntese das folhas de E. pungens, fotorrespiração, além de muitas proteínas relacionadas às resposta ao estresse: proteínas da família 14-3-3, peroxidases, catalases, superóxido-dismutase e proteínas de choque, que também podem atuar no turnover proteíco. Ainda foram identificadas cinco proteínas homólogas a tropinona redutase na folha, e produção de alcaloide em todos os órgãos, sugerindo que mesmo em condições de estresse crônico, E. pungens mantém a produção destes metabólitos. No capítulo 3, através do experimento de submissão de espécimes de E. pungens a estresse hídrico por suspensão de rega em casa de vegetação, notou-se que esta espécie investem no aumento de proteínas relacionadas às respostas ao estresse hídrico, aumenta significativamente o teor de prolina livre no citosol que funciona como importante osmoprotetor. Ademais, matém a produção de alcaloides que parecem estar mais relacionado a fase de desenvolvimento da planta do que a condição de estresse em que a planta está inserido. Com isso, os resultados deste trabalho busca contribuir para conhecimento de fitoquímica e fisiologia de E. pungens, assim como promove a espécie e consequentemente a conservação do bioma Caatinga.

3
  • LARISSA QUEIROZ DE LIRA
  • Efeito de dois protocolos de suplementação materna com alfa-tocoferol sobre o soro e o leite de lactentes até 60 dias pós-parto.

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 08/12/2017
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  • A deficiência de vitamina E (DVE) está relacionada a graves complicações para a saúde e o desenvolvimento de recém-nascidos e crianças, produzindo efeitos subsequentes em sua vida adulta. Dentre as estratégias de combate a esta deficiência, a suplementação materna durante a lactação apresenta-se como conduta viável, embora não haja definição de um protocolo ideal, principalmente devido a escassez de pesquisas em humanos. Desta forma, pela primeira vez em humanos, este estudo teve como objetivo principal analisar o efeito de dois protocolos de suplementação com alfa-tocoferol sobre o estado nutricional bioquímico materno até 60 dias após o parto. Para tanto, oitenta lactantes saudáveis foram recrutadas em duas maternidades públicas de Natal - RN entre 2013 e 2016. As participantes elegíveis foram randomicamente alocadas nos grupos controle, suplementado 1 ou suplementado 2, na razão de 1:1:1. As informações dietéticas foram coletadas no 7º, 20º, 30º e 60º dias pós-parto. As amostras de soro e leite foram colhidas no 1º (0h), 20º, 30º e 60º dias, havendo uma coleta adicional de leite no 7º dia. Imediatamente após a coleta do 1º dia, os grupos suplementado 1 e 2 receberam uma (01) dose de 400 UI de RRR-alfa-tocoferol e, após a coleta do 20º dia, o grupo suplementado 2 recebeu a segunda dose da suplementação. Ao grupo controle não foi administrada suplementação alguma. O alfa-tocoferol foi quantificado por cromatografia líquida de alta eficiência. O consumo habitual de vitamina E e o seu fornecimento através do leite foram avaliados segundo recomendações específicas (16 mg e 4 mg ao dia, respectivamente). Com base nos resultados, tem-se que nenhuma participante apresentou adequação de consumo de vitamina E ao longo da lactação. Esta característica foi semelhante entre os grupos (~ 5,0 mg/dia; p = 0,603),garantindo, assim, a não influência da dieta materna sobre os resultados das suplementações. Para os três grupos, as concentrações séricas de alfa-tocoferol correspondentes aos quatro momentos pós-parto foram indicativas de adequado estado nutricional, não havendo diferença entre eles para o soro 0h (p > 0,05). Os valores no leite 0h também não foram diferentes entre os grupos (p > 0,05). Com a progressão da lactação, devido ao declínio fisiológico do alfa-tocoferol no soro (p < 0,01) e leite maternos (p < 0,01) nos três grupos, verificou-se aumento tanto do percentual de DVE materna como de inadequação no fornecimento de vitamina E pelo leite. No entanto, essas elevações se deram com menor intensidade no grupo suplementado 2 em função da dupla dose de alfa-tocoferol. Em relação ao controle, o protocolo duplo possibilitou aumento de 36% na vitamina E do soro e de 160% na do leite com 30 dias, atingindo o 60º dia com valores 27% superiores no soro e 59% no leite e 84% de adequação no fornecimento de vitamina E para o lactente (3,2 mg/dia). Enquanto que a suplementação de dose única não mostrou efeito no soro materno ao longo da lactação e proporcionou incremento da vitamina E no leite somente até o 20º dia (35%), não sendo capaz de manter a adequação do fornecimento ao lactente ao final do estudo (2,5 mg/dia). Deste modo, uma vez que o protocolo de suplementação materna com duas doses de 400 UI de RRR-alfa-tocoferol mostrou efeito maior e mais duradouro sobre a vitamina E do soro e do leite materno ao longo dos 60 dias pós-parto, pode, assim, estabelecer-se como ponto de partida para a definição de um protocolo viável e seguro que otimize e mantenha o estado nutricional materno, bem como a qualidade da composição do seu leite ao longo de toda a lactação.

4
  • JONATHAS DIEGO LIMA SANTOS
  •  

     

     

    ANÁLISE PROTEÔMICA DE CHROMOBACTERIUM VIOLACEUM SUBMETIDA À MICROGRAVIDADE SIMULADA

     

     

     


  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 15/12/2017
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  • CChromobcterium violaceum (C. violaceum) é uma bactéria Gram-negativa, encontrada em regiões tropicais e subtropicais. Alguns estudos proteômicos realizados com esta bactéria demonstraram sua capacidade de adaptação a desafios ambientais, como alta concentração de ferro e exposição ao estresse oxidativo. No entanto, nenhum estudo foi feito com esta espécie submetida à microgravidade simulada (MGS). MGS refere-se a condições em que a gravidade é artificialmente reduzida para menos de 1xg. A Vida na Terra evoluiu em 1xg e em estudos MGS é importante para entender as mudanças globais que os organismos podem enfrentar nas viagens espaciais. Portanto, o objetivo deste estudo foi caracterizar a resposta de C. violaceum, como organismo modelo de vida livre, cultivado em MGS, usando técnicas de proteômica para entender como a bactéria responde a esse estresse. A MGS foi conseguida por meio da rotação do vessel ao redor do eixo horizontal perpendicular ao vetor gravitacional nos sistemas de cultura de células rotativas - Rotating Cell Culture Systems – (RCCS4). MGS foi conduzido a uma velocidade de 40 rpm por um período de 12 horas para obter a curva de crescimento a cada 2 horas. A extração total de proteína foi realizada em dois momentos: 5 e 12 horas, correspondendo a fase exponencial inicial (MG5) e tardia (MG12), respectivamente, utilizando a curva de crescimento como referência. Após a tripsinização, as amostras foram analisadas com o espectrômetro de massas Q-TOF. Ao comparar a quantidade de proteínas identificadas entre a fase exponencial inicial (5 horas) e tardia (12 horas), detectamos 212 proteínas durante 5h de crescimento e 192 durante 12h, das quais 144 delas são comuns em ambos os períodos. Quando se observa em MG5 155 proteínas foram detectadas, das quais 18 proteínas foram upreguladas, 19 downreguladas e 17 proteínas foram exclusivas de MG5 quando comparadas a GN5. Em MG12 foram identificadas 173 proteínas, das quais 17 foram upreguladas, 22 downreguladas 28 exclusivas quando comparadas ao controle. Também observamos uma diminuição do crescimento de C. violaceum no MGS quando comparado às culturas bacterianas submetidas à gravidade normal. As proteínas relacionadas com os processos transcricionais e a liberação de energia através de caminhos aeróbicos foram reguladas negativamente, enquanto as proteínas envolvidas com a inibição da transcrição, a via anaeróbia e a sobrevivência celular aumentaram sua expressão, indicando uma modulação do metabolismo e proliferação garantindo a sobrevivência da C. violaceum. MGS pode causar alterações no metabolismo respiratório, diminuição da transcrição e da tradução e, consequentemente, na proliferação de C. violaceum. Nossos dados sugerem que a MGS pode promover alterações a nível molecular como uma estratégia para manutenção e sobrevivência em ambiente de microgravidade.

5
  • ANA KARINA DE LIMA NASCIMENTO
  • ATIVIDADE IMUNOMODULADORA DE DIFERENTES EXTRATOS OBTIDOS DA ESPÉCIE Plukenetia volubilis Linneo (EUPHORBIACEAE)

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 21/12/2017
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  • A inflamação é um mecanismo de resposta do hospedeiro contra agressões e injúrias e que deve ser finamente regulada para evitar o desequilíbrio homeostático do organismo, prevenindo também o surgimento de doenças. Em virtude da ocorrência de efeitos adversos associados aos imunomoduladores sintéticos, tais como problemas cardiovasculares e gastrointestinais, a busca por imunomoduladores de fontes naturais, especificamente de origem vegetal, tem se tornado uma boa alternativa no desenvolvimento de novos agentes terapêuticos. Dentro desse contexto, a espécie Plukenetia volubilis L., pertencente à família Euphorbiaceae stricto sensu (ss), se enquadra como uma representante do reino vegetal de alto valor biológico. Há ocorrência de relatos etnobotânicos de sua utilização no tratamento de lesões de pele, sendo necessária uma comprovação científica destes dados. Deste modo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade imunomoduladora in vitro e in vivo de extratos de folhas da espécie Plukenetia volubilis Linneo. Para isto, foram realizados testes in vitro utilizando macrófagos da linhagem RAW 264.7 e in vivo utilizando camundongos BALB/C. Os resultados do presente trabalho mostram que os extratos de P. volubilis estimularam a atividade de redução do composto MTT pelas desidrogenases mitocondriais dos macrófagos com ausência de citotoxicidade nas concentrações utilizadas (100, 250 e 500 µg/mL). Macrófagos estimulados com LPS e tratados com os diferentes extratos apresentaram redução significativa na produção de óxido nítrico (NO), em comparação com o controle. As porcentagens de produção de NO para os extratos metanólico (EM), aquoso (EA), hexânico (EH), etanólico (EE) e clorofórmico (EC) foram de 56%, 64%, 64,1%, 65% e 72%, respectivamente. Com relação à dosagem de citocinas e à quantificação da expressão relativa de seus genes, verificou-se que para a maioria houve uma redução da expressão, com exceção de TNF-α que apresentou expressão relativa acima do controle após tratamento com os extratos EH, EC e EA. Os extratos EH, EC e EA, provavelmente, agem inibindo COX-2 e iNOS via inibição do fator de transcrição NfΚB, enquanto que para TNF-α seu mecanismo de ação supostamente ocorre por outra via independente. No ensaio in vivo os extratos EA e EE inibiram a migração de leucócitos para cavidade peritoneal de camundongos induzidos a peritonite. Desta forma, conclui-se que os compostos presentes nos extratos de folhas de P. volubilis são agentes promissores no desenvolvimento de novas formas alternativas para o tratamento de doenças inflamatórias, uma vez que agem modulando a resposta inflamatória através da modulação da síntese citocinas.

     

2016
Dissertações
1
  • VINÍCIUS CAMPELO SOEIRO
  • DEXTRANAS E SEUS DERIVADOS FOSFORILADOS: OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, IMUNOMODULATÓRIA E ANTICOAGULANTE

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 21/01/2016
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  • Glucanas são polissacarídeos com diversas atividades farmacológicas e biológicas descritas. Contudo, há pouco relatos sobre as atividades das dextranas com figuração do tipo α (alfa). Nesse contexto, dextranas (α-D-glucanas) extraídas da bactéria Leuconostoc mesenteroides, com massas moleculares de 10 (D10), 40 (D40) e 147 (D147) kDa e seus derivados fosforilados P10, P40 e P147 foram avaliados quanto ao seu potencial antioxidante, anticoagulante e imunomodulador pela primeira vez, com o intuito de elucidar compostos com atividades potentes e pouco tóxicas. Análises de espectroscopia de infravermelho, composição monossacarídica e dosagens químicas comprovaram que estas dextranas são o mesmo polissacarídeo, mas com massas moleculares diferentes, além de confirmar o sucesso da fosforilação. Nenhuma das dextranas tem atividade anticoagulante. No teste do poder redutor verificou-se que D147 e P147 foram duas vezes mais potentes que as outras dextranas. Por outro lado, as seis amostras tiveram atividade semelhante (50%) em sequestrar o radical OH. Frente ao sequestro do íon superóxido, apenas D10 teve uma atividade pronunciada (50%). D40 foi a única dextrana nativa com ação imunomodulatória, pois estimulou em dobro a proliferação de macrófagos murínicos (RAW 264.7) e dobrou a liberação de NO por essas células, tanto na ausência como na presença de LPS. Além disso D40 teve maior atividade sequestradora (50%) de peróxido de hidrogênio, o que fez com que ela também fosse a dextrana mais potente em inibir peroxidação lipídica (70%). Já P147 apresentou maior atividade quelante de íons ferro e cobre (~85%), além de aumentar o triplo a liberação de NO na ausência e na presença de LPS. P10 provou ser o composto mais efetivo sobre a proliferação de macrófagos. Os dados indicam que dextranas com massa aproximada de 40 kDa são as ideais para serem utilizadas como antioxidantes e imunomoduladores, podendo ter suas atividades potencializadas com o processo de fosforilação. Contudo, estudos futuros com D40 e outras dextranas de massa semelhante confirmarão esta hipótese.

     

2
  • LAIS CRISTINA GUSMÃO FERREIRA PALHARES
  • Um Dermatan Sulfato Antitrombótico do Camarão Litopenaeus vannamei Inibe a Inflamação e Angiogenese

  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 29/03/2016
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  • A inflamação é composta de uma reação vascular e outra celular, conferindo diferentes reações de tecidos e células, tanto do ambiente intravascular, como o do ambiente extravascular. À medida que o processo inflamatório ocorre, proteases da coagulação, em especial a trombina (FIIa), são capazes de desencadear diversas respostas celulares na biologia vascular e por isso, frequentemente é observada a ativação de outros sistemas biológicos, levando à complicações durante um evento inflamatório, como a trombose e a angiogênese. Assim, moléculas antagonistas desses eventos são modelos interessantes para o desenvolvimento de novos fármacos anti-inflamatórios. Neste contexto, destacam-se os glicosaminoglicanos (GAGs), os quais interagem com diversas proteínas envolvidas em processos biológicos importantes, incluindo inflamação e coagulação. Por essa razão, o presente trabalho teve por objetivo avaliar os potenciais anti-inflamatórios, antitrombótico, antiangiogênico, bem como anticoagulante de GAGs do tipo dermatam sulfato (DS) extraídos do cefalotórax do camarão Litopenaeus vannamei. O composto foi obtido após proteólise e purificação por cromatografia de troca-iônica. Após total digestão por liases que digerem compostos tipo DS (condroitinase ABC), sua natureza do tipo DS foi revelada, sendo então denominado DSL. O composto do camarão mostrou reduzido efeito anticoagulante pelo ensaio de TTPa, porém apresentou alta atividade anti-IIa, diretamente e via Cofator II da heparina. Sobre a inflamação, o composto apresentou significativo efeito inibitório com redução de citocinas pró-inflamatórias. Potenciais inibitórios foram relatados no ensaio antitrombótico e antiangiogênico, sendo este último dose-dependente. Quanto à atividade anti-hemostática, o polissacarídeo não induziu efeito hemorrágico significativo. Assim, os resultados exibidos pelo composto tipo DS isolado do camarão, apontam este glicosaminoglicano como alvo biotecnológico com perspectivas para o desenvolvimento de novas drogas multipotentes.

3
  • THUANE DE SOUSA PINHEIRO
  • Polissacarídeo fucosilado de Lobophora variegata, suas atividades biológicas em células HT-29 e RAW 264.7 e efeito em reações de hipersensibilidade por contato

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 08/04/2016
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  • Os polissacarídeos de algas marrons são compostos heterogêneos com importantes propriedades bioativas. A alga marrom Lobophora variegata sintetiza diferentes grupos de fucanas, polissacarídeos sulfatados com várias propriedades biológicas. Estes polissacarídeos foram obtidos por prévia delipidação das algas, proteólise e fracionamento em diferentes volumes de acetona. O presente estudo teve como objetivo, extrair e fracionar o polissacarídeo sulfatado com acetona 0,8v. A fração foi escolhida por exibir uma alta proporção de açúcares totais/sulfato (1.5) e foi denominada de LV. A fucana LV foi avaliada quanto a sua possível ação no processo inflamatório em ratos, ação anti-proliferativa contra células de carcinoma de cólon humano (HT-29) e ação imunomodulatória em macrófagos murinos (RAW 264.7). A ação de LV sobre a reação de hipersensibilidade por contato, mediadas pelo uso de óleo de cróton e oxazolona, foi confirmada pela redução significativa do edema inflamatório nas diferentes doses testadas. Os grupos de animais tratados com LV apresentaram uma diminuição significativa no recrutamento de células leucocitárias ao local da inflamação e redução do dano tecidual, comprovados pela baixa atividade da enzima mieloperoxidase. Essa fração também teve sua ação avaliada sobre células do carcinoma de cólon humano HT-29 e células de macrófagos RAW 264.7. Esta fucana mostrou ação citotóxica em altas concentrações (100 e 200 µg/100 µL) possivelmente pela indução de apoptose na linhagem celular HT-29. LV demonstrou também possuir efeito citostático nas fases S e G2/M e acumulo de células na fase G1. Esta fucana teve ação antioxidante sobre H2O2 em culturas em células HT-29. Em células RAW 264.7 foi visto ação proliferativa da LV e ação imunomoduladora acentuada com e sem lipopolissacarídeo (LPS). Em um estudo comparativo de fucanas de duas espécies de algas marrons, estruturalmente diferentes, L. variegata (LV) e F. vesiculosus (FV), pode ser visualizado efeito proliferativo sem dose dependência para LV enquanto que para FV foi observado um efeito anti-proliferativo dose-dependente em células RAW 264.7. As fucanas LV e FV produziram aumento nos níveis de óxido nítrico nas concentrações testadas. Foram também observados efeitos imunomoduladores expressivos para as citocinas IL-6 e TNF-α nas células tratadas apenas com LV, como nas células co-estimuladas com LPS. Os dados sugerem que LV ação anti-proliferativa, anti-inflamatória e imunomoduladora. Esta última, por vias distintas de sinalização.

4
  • YAGO QUEIROZ DOS SANTOS
  • PRODUÇÃO, PURIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE UMA CELULASE TERMOSTÁVEL E HALOTOLERANTE DE UMA LINHAGEM MARINHA DE Bacillus sp.


  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 16/06/2016
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  • A atual demanda por fontes de energia renováveis tem impulsionado a busca de alternativas capazes de substituir o uso de combustíveis fósseis. Uma das inovações mais promissoras para impactar positivamente o cenário mundial de energia é a produção de bioetanol de segunda geração (B2G), derivado de monossacarídeos obtidos a partir da degradação enzimática de material lignocelulósico que normalmente é descartado nos atuais processos agroindustriais. No presente trabalho, uma celulase halotolerante secretada por uma linhagem marinha Bacillus sp. SR22 com grande resistência às mudanças de temperatura e pH foi isolada e caracterizada. A endoglucanase de massa aproximada de 37.35 kDa nomeada como Bc22Cel foi purificada por precipitação de sulfato de amónio, cromatografia de gel filtração e extração do gel após eletroforese em gel de poliacrilamida em condições nativas. O valor ideal de pH e temperatura de Bc22Cel foram 6,5 e 60 ° C, respectivamente. A enzima purificada demonstrou considerável propriedade halofílica ao manter mais de 70% de atividade residual mesmo quando préincubadas com 1,5 M de NaCl durante 1 hora. Após a análise cinética de enzima purificada os valores de Km e Vmax foram estabelecidos em 0,3953 nmol.ml-1 e 0,0167 µmol.ml-1.min-1, respectivamente. Avaliados conjuntamente, os presentes dados apontam a Bc22Cel como uma candidata potencial para aplicações industriais de degradação de celulose.

     

5
  • ANA PAULA AVELINO DOS SANTOS
  • REGULAÇÃO DA MOBILIZAÇÃO DE RESERVAS DURANTE O ESTABELECIMENTO TARDIO EM PLÂNTULAS DE GIRASSOL CULTIVADAS SOB ESCURO CONTÍNUO


  • Orientador : EDUARDO LUIZ VOIGT
  • Data: 23/06/2016
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  • A degradação das reservas, a partição de metabólitos e a atividade de enzimas degradadoras foram estudadas em plântulas de girassol cultivadas in vitro sob fotoperíodo de 12/12 h (claro/escuro) ou na ausência de luz (escuro) para investigar o envolvimento da relação fonte-dreno e da insuficiência de carbono nos mecanismos que regulam a mobilização das reservas durante a exposição ao escuro contínuo. Nas primeiras 24 h de tratamento (fase de aclimatação), a ausência de luz não afetou o crescimento, mas restringiu a utilização de carbono e nitrogênio, indicada pela acumulação de açúcares e aminoácidos nos diferentes órgãos da plântula. Após 5 dias de tratamento (fase de sobrevivência), a exposição prolongada ao escuro limitou o crescimento e retardou a mobilização dos lipídeos e das proteínas de reserva devido à insuficiência de carbono, evidenciada pela depleção de carboidratos nos cotilédones e no hipocótilo e de aminoácidos no hipocótilo e nas raízes. As alterações verificadas na relação fonte-dreno devem ter sido uma resposta à escuridão prolongada, ao invés de um mecanismo utilizado para regular a mobilização das reservas, considerando que estas alterações não puderam ser associadas à retroinibição mediada pela acumulação de metabólitos. A degradação dos lipídeos de reserva depende, pelo menos em parte, de mecanismos que regulam coordenadamente as atividades de lipases e ICL, mas as atividades de proteases ácidas e amilases não puderam ser diretamente relacionadas à regulação da hidrólise das proteínas de reserva e do amido. Os resultados obtidos permitem sugerir que a mobilização das reservas em plântulas de girassol cultivadas no escuro deve ser regulada por mecanismos que percebem a ausência de luz e preveem a insuficiência de carbono, ajustando a utilização das reservas de acordo com as demandas energéticas futuras para garantir, pelo menos a curto prazo, a sobrevivência da plântula.


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  • EMMANUEL DUARTE BARBOSA
  • DESCRIÇÃO BIOQUÍMICA QUÂNTICA DO BOLSÃO DE INTERAÇÃO DO ÍON Zn²+ NA ENZIMA ALAD HUMANA


  • Orientador : VIVIANE SOUZA DO AMARAL
  • Data: 29/07/2016
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  • A enzima Delta Aminolevulínico Desidratase (ALAD) é uma metaloproteína citosólica essencial em vários processos biológicos, uma vez que é responsável pelo segundo passo da catálise enzimática na formação de porfobilinogênio, um precursor dos tetrapirrólicos (heme, clorofila). Esta enzima é bastante sensível a metais pesados e tem sido classicamente usada como um marcador na intoxicação por chumbo. Sua inibição se dá pela substituição desses metais pesados no sítio de ligação a metais. Na ALAD humana, o Zinco (Zn2+) ocupa funcionalmente este sítio sendo essencial para a coordenação das cadeias de ácido aminolevulínico durante a catálise enzimática. Embora muitos ensaios in vitro, in vivo e in sílico já tenham demonstrado a importância do Zn2+  nesse sítio, não se tinha conhecimento de nenhum estudo baseado em abordagem quântica com o intuito de elucidar esta interação de forma mais detalhada. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo analisar energeticamente essas interações entre a enzima e o zinco com maior acurácia utilizando o método do Fracionamento

    Molecular com Capas Conjugadas (MFCC), quantificando energeticamente os resíduos de aminoácidos posicionados até uma distância de 8,5 Å do centroide do ligante. Foram identificados um total de 30 resíduos com valores energéticos variados. Aqueles que apresentaram valores significativos (de atração ou repulsão) e estão relacionados funcionalmente à atividade enzimática foram: Lis199, Lis120, Cis122, Cis124 e Cis132; e aqueles que demonstraram relevância para a permanência do íon no sítio de ligação foram: Asp169, Gli130, Gli133, Asp120 e Ser168. A partir disso, pôde-se concluir que além dos grupos nucleófilos (grupos tiolatos) dos resíduos Cis122, Cis124 e Cis132, os resíduos Asp169, Asp120 e Ser168 são fundamentais na composição do bolsão, uma vez que demonstraram grande quantidade de energia de interação atrativa com o íon Zn2+.

     

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  • JULIANA GABRIELA SILVA DE LIMA
  • INFLUÊNCIA DOS ESTRESSES HÍDRICO E SALINO NOS SISTEMAS ANTIOXIDANTE E LIPÍDICO DURANTE A TRANSIÇÃO SEMENTE-PLÂNTULA EM CÁRTAMO

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 16/09/2016
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  • Durante o desenvolvimento pós-germinativo, o déficit hídrico e concentrações tóxicas de sais podem afetar processos fisiológicos e metabólicos dos tecidos cotiledonares, como o crescimento, a atividade de enzimas e a mobilização das reservas lipídicas, além de gerar um desequilíbrio redox celular. No entanto, os estudos geralmente relatam alterações metabólicas ao longo do desenvolvimento sob estresses aplicados apenas no momento da embebição. Visto isso, o objetivo desde estudo foi avaliar as mudanças fenológicas e fisiológicas ocasionadas pelos estresses hídrico e salino aplicados no momento da embebição ou durante o estabelecimento semente-plântula. Além de caracterizar a atividade das enzimas APX, CAT e SOD e a expressão das enzimas APX, CAT, ICL e MLS das plântulas de cártamo submetidas aos estresses apenas durante a transição semente-plântula. Verificou-se que o NaCl e o PEG diminuíram a taxa de germinação, o comprimento das raízes, o índice de velocidade de germinação das sementes, o conteúdo de água e umidade dos cotilédones. No entanto, em ambos os tratamentos, ocorreram menores níveis de peroxidação lipídica, atividade da SOD e CAT e na expressão da CAT quando comparado ao controle. Já a atividade e expressão da APX se mantiveram altas durante os tratamentos, assim como a expressão da MLS. A partir disto, concluímos que os tratamentos com NaCl e PEG afetaram os aspectos fenológicos e bioquímicos avaliados durante a de transição semente-plântula e que o sistema da APX e o conteúdo de H2O2 podem estar ligados ao processo de manutenção do estabelecimento fotossintético.

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  • INGRYD CAMARA MORAIS
  • Sazonalidade na exposição a flebotomíneos em cães e humanos em área endêmica para leishmaniose visceral: um estudo de intervenção


  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 19/09/2016
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  • A leishmaniose visceral é uma doença tropical negligenciada, causada pelo protozoário Leishmania infantum, possuindo como vetor o flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis) e como principal reservatório o cão doméstico. A principal medida de controle dessa endemia no Brasil é a eutanásia de cães infectados. No entanto, essa medida não tem sido efetiva, devido a vários fatores, incluindo a defasagem temporal de sua realização.  A utilização de coleiras impregnadas com deltametrina por cães tem sido uma das medidas alternativas potenciais de controle da infecção. Essa estratégia parece diminuir o risco de exposição desses animais aos flebotomíneos, com consequente diminuição da exposição canina. Esse trabalho objetivou verificar as taxas de exposição ao vetor e a Leishmania em humanos e cães após adoção do uso de coleiras impregnadas com deltametrina por cães residentes em área endêmica para leishmaniose visceral. Cães de área endêmica da grande Natal, RN, receberam coleiras impregnadas com deltametrina, além das medidas tradicionais de controle, incluindo a eutanásia dos cães que estavam infectados por Leishmania infantum; enquanto cães controles foram submetidos apenas ao tratamento tradicional. Cães e pessoas das duas áreas tiveram amostras de sangue coletadas, sendo uma coleta para humanos e duas coletas para cães (momento de intervenção e 6 meses após). Para determinação dos níveis de exposição ao vetor, foi realizada a pesquisa de anticorpos anti-saliva de flebotomíneo, através da técnica de ELISA, com homogenato de glândula salivar de L. longipalpis e proteínas recombinantes LJM11/LJM17. Foi verificado que nas duas áreas, os cães apresentaram redução dos níveis de anticorpos anti-saliva após 6 meses do estudo. Para a área de intervenção as reduções foram de 59,58% e 57,85%, para anti-SGH e anti-LJM11/17, respectivamente. Já na área controle, as reduções foram de 57,27% e 62,16%, para anti-SGH e anti-LJM11/17, respectivamente. Na área de intervenção, os humanos demonstraram menores títulos de anticorpos anti-SGH (p<0,0001), anti-LJM11/17 (p = 0,0002) e anti-Leishmania (p <0,0001), quando comparados a indivíduos da área controle. Homens e mulheres se mostraram igualmente expostos ao vetor, independentemente da área de estudo. Os níveis de anticorpos anti-homogenato de glândula salivar apresentaram forte correlação com os níveis de anticorpos de proteínas recombinantes (cães:r=0,96; humanos: r=0,56). O trabalho demonstra a necessidade de investigar a eficácia de novas medidas de controle da leishmaniose, levando em consideração o ciclo biológico do parasita, o aspecto sazonal da densidade vetorial, bem como as condições ambientais específicas de cada localidade.

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  • MILENA SIMÕES PEIXOTO
  • Análise do estresse oxidativo e morte celular por material particulado da queima da amazônia e compostos isolados


  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 19/09/2016
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  • A poluição atmosférica é um fator de risco ambiental, e consequentemente, um problema a saúde. Diversas substâncias são lançadas diariamente por meio de atividades econômicas ou naturais, tornando o ar impróprio e nocivo ao bem-estar de seres humanos e prejudicial à fauna e à flora. Na região amazônica, os desmatamentos e as queimadas têm causado prejuízos para a população exposta. Estudos demonstram que essas partículas presentes no ar causam sérios problemas respiratórios e cardiovasculares, incluindo danos ao DNA. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar o estresse oxidativo, a integridade mitocondrial e morte celular desencadeados por compostos orgânicos do material particulado menor que 10 μm (MP10)  oriundos da queima de biomassa da floresta Amazônica, assim como os efeitos do reteno, marcador de queima de biomassa, em células epiteliais do pulmão humano (A549). Para tal, foi avaliado a formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) com os corantes DCF e MitoSOX e o processo de autofagia por expressão e distribuição do LC3 em células A549 expostas a 200 μg/mL e 400 μg/mL de MP10 nos tempos de 24 h e 72 h. Da mesma forma, foi analisado os efeitos do reteno sobre estresse oxidativo nas concentrações de 3,3 ng/mL, 10 ng/mL e 30 ng/mL. Também foi observado a função mitocondrial com TMRM e Mitotracker e o processo de morte celular via marcação por anexina e iodeto de propídeo. Com relação à fração orgânica do material particulado, esta induziu um aumento da produção de ERO intracelulares e de superóxido mitoncondrial. Além disso, a exposição ao MP10 desencadeou a formação de autofagossomos, sugerindo o aumento da autofagia. Nas análises biológicas com o reteno, os dados mostraram que este composto levou ao aumento de ERO e de superóxido mitocondrial, a hiperpolarização da membrana mitocondrial, assim como o aumento do conteúdo mitocondrial em todos os tempos. Porém, o reteno só foi capaz de induzir  a morte celular na maior concentração utilizada e no período de 72 h. Com esses resultados, é importante enfatizar a necessidade de redução da emissão de poluentes por queima de biomassa, buscando novas políticas de controle. Além disso, a toxicidade apresentada pelo reteno levanta um alerta em relação a inclusão desse composto, marcador de queima de biomassa, na avaliação de risco dos HPA.


Teses
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  • MARCOS FELIPE DE OLIVEIRA GALVÃO
  • Caracterização do material particulado e avaliação do risco ocupacional e mecanismos moleculares associados à queima artesanal da castanha de caju

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 05/04/2016
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  • O Brasil configura entre os maiores produtores de castanha de caju do mundo. Contudo a queima da castanha ainda é realizada de forma artesanal, sobretudo no semiárido brasileiro. Diante disto, o objetivo deste estudo foi realizar uma caracterização físico-química do material particulado (MP) emitido pela queima artesanal da castanha de caju, assim como determinar o risco ocupacional e mecanismos moleculares associados. As características mais evidentes do MP foram a prevalência de partículas finas, morfologias típicas da queima de biomassa, como as "tar ball" e os elementos K, Cl, S, Ca e Fe. Além disso, análises de modelagem atmosférica sugerem que essas partículas podem atingir regiões distantes da fonte de emissão. Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) com potencial carcinogênico, tais como: benzo(a)pireno, dibenzo(a,h)antraceno, benzo(a)antraceno, benzo(b)fluoranteno, criseno, benzo(k)fluoranteno, indeno(1,2,3,-c,d)pireno e benzo(j)fluoranteno foram os mais abundantes nas duas campanhas de monitoramento do ar. Dentre os oxi-HPAs, a benzantrona (7H-benzo(d,e)antraceno-7-ona) teve a maior concentração e a avaliação do risco de câncer de pulmão indicou um aumento de 12 a 37 casos de câncer a cada 10.000 pessoas expostas. A análise química da casca torrada da castanha identificou os HPAs: fenantreno, benzo(g,h,i)perileno, pireno e benzo(a)pireno, além do alérgeno 3-pentadecilfenol, análogo do urushiol, como prevalecentes. A exposição ocupacional aos HPAs foi confirmada pelo aumento dos níveis urinários de 1-hidroxipireno, assim como a genotoxicidade foi evidenciada pelo aumento de micronúcleos e broto nuclear em células da mucosa oral, nos trabalhadores expostos. Outros biomarcadores de efeito, tais como cariólise, cariorréxis, picnose, e células binucleadas também tiveram a sua frequência aumentada quando comparado com um grupo controle não exposto. A investigação dos mecanismos moleculares associados ao extrato orgânico do MP mostrou citotoxicidade em células do pulmão humano (A549) em concentrações ≥ 4 nM BaPeq. Utilizando doses não citotóxicas o extrato foi capaz de ativar proteínas envolvidas na via de resposta ao dano no DNA (Chk1 e p53). Além disso, foi verificado a contribuição específica dos quatro HPAs mais representativos na amostra de queima da castanha de caju e o benzo(a)pireno foi o HPA mais eficiente na ativação de Chk1 e p53. Por fim, o extrato orgânico foi capaz de aumentar de forma persistente a expressão de mRNAs envolvidos na metabolização dos HPAs (CYP1A1 e CYP1B1), bem como resposta inflamatória (IL-8 e TNF-α) e parada no ciclo celular (CDKN1A) para reparo no DNA (DDB2). As altas concentrações de MP e os seus efeitos biológicos associados alertam para os graves efeitos nocivos da queima artesanal da castanha de caju e medidas urgentes devem ser tomadas para o desenvolvimento sustentável da atividade.

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  • MARIANA SANTANA SANTOS PEREIRA DA COSTA
  • Polissacarídeos sulfatados de macroalgas verdes: Correlação com parâmetros ambientais e obtenção de glucogalactanas sulfatadas anticoagulantes

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 19/04/2016
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  • Polissacarídeos de algas podem ter sua síntese, sua estrutura e propriedades farmacológicas modificadas devido a alterações de fatores ambientais. Porém, poucas algas já foram analisadas com essa ótica. A alga verde C. cupressoides var. flabellata Børgesen é uma alga abundante na costa do Rio Grande do Norte e já foi demostrando que esta alga coletada na mesma época, mas em praias com grau de salinidade diferentes, sintetizava polissacarídeos sulfatados (PS) com propriedades diferentes, inclusive atividade anticoagulante. Por isso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a influência do período de coleta e de parâmetros ambientais na composição química e atividade anticoagulante de PS obtidos de algas verdes do litoral potiguar, inclusive da C. cupressoides, bem como obter, caracterizar e avaliar o potencial anticoagulante de pelo menos um PS da alga C. cupressoides. Inicialmente, foram obtidos extratos ricos em polissacarídeos sulfatados (ERPS), por proteólise seguido por precipitação com metanol, da alga C. cupressoides coletada mensalmente, durante um ano na praia de Búzios, Nísia Floresta/RN. Observou-se que havia variações no rendimento da extração, composição química e atividade anticoagulante dos ERPS da C. cupressoides de acordo com o mês de coleta, sendo o mês de março aquele em que se obteve ERPS com maior potencial anticoagulante, vale salientar que esta atividade foi maior que a do Clexane®, uma heparina de baixo peso molecular comercial. Ao se analisar a influência de fatores ambientais do local de coleta no rendimento, composição química e atividade anticoagulante observou-se que existe uma correlação positiva significativa (p < 0,05) entre o rendimento da extração dos ERPS e a salinidade da água do mar e a insolação; para a quantidade de sulfato observou-se uma correlação negativa significativa (p < 0,05) com a salinidade da água do mar. Já a quantidade de açúcares totais teve uma correlação negativa significativa (p < 0,05) com: sólidos totais, sódio, cloreto e insolação. Como o mês de março foi o mês com ERPS com maior potencial anticoagulante, resolveu-se purificar, caracterizar e avaliar o potencial anticoagulante de PS extraídos neste mês. Após proteólise e fracionamento com volumes crescentes de acetona obteve-se quatro frações polissacarídicas da C. cupressoides (CCB-0.3, CCB-0.5, CCB-1.0 e CCB-2.0), como a CCB-0.5 apresentou maior atividade anticoagulante, esta foi submetida a cromatografia de troca-iônica e eluída em duas novas frações (FI e FII), após eletroforese em gel de agarose, coloração da lâmina com azul de toluidina e descoloração, observou-se o aparecimento de uma única banda em ambas as subfrações, o que indica a presença de uma única população de PS, o que permite inferir que estes PS foram purificados. Análises por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) indicam que as subfrações FI e FII tratam-se de glucogalactanas. Estas glucogalactnas sulfatadas exibiram atividade anticoagulante pela via intrínseca (teste de aPTT), pela via extrínseca (teste PT) e pela via comum (teste TT) da cascata de coagulação. Um resultado interessante foi que a atividade no teste de aPTT das glucogalactanas sulfatadas foi similiar a atividade do Clexane®. Além disso, estes PS foram capazes de inibir parcialmente a trombina. Isto é indicativo que os PS da C. cupressoides podem estar agindo em diversas proteases da cascata de coagulação. Porém, mais estudos são necessários para explicar detalhadamente quais os alvos de ação destes polímeros. Por fim, analisou-se a influência do período de coleta e de fatores ambientais em ERPS de outras algas verdes do litoral do RN (Caulerpa prolifera, Caulerpa racemosa var. occidentalis, Caulerpa sertularioides e Codium isthmocladum) coletadas também mensalmente, durante um ano na praia de Búzios, Nísia Floresta/RN; e observou-se que, da mesma forma da C. cupressoides, houve variações no rendimento, composição química e atividade anticoagulante para os ERPS algas verdes C. prolifera, C. racemosa, C. sertularioides e C. isthmocladum. No entanto, um fato interessante é que cada alga responde de forma diferente as condições ambientais do local de coleta. Estes dados indicam que dependendo do período do ano que a alga é coletada, os PS extraídos destas espécies de algas podem ter suas estruturas químicas afetadas e, consequentemente, suas atividades biológicas poderão ser distintas. No entanto, como descrito acima, cada espécie de alga responde de forma diferente as mudanças ambientais do local de coleta. Estes tipos de estudos levam ao esclarecimento de quais seriam as melhores condições para se obter o PS com as características estruturais e biológicas de interesse, o que é fundamental para o uso destes polímeros na indústria.

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  • RICHELE JANAINA ARAUJO MACHADO
  • Caracterização estrutural e avaliação da atividade biológica de uma nova hipotensina identificada no veneno do escorpião Tityus stigmurus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 28/04/2016
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  • A identificação, caracterização estrutural e avaliação da atividade biológica de peptídeos bioativos em veneno de animais peçonhentos tem sido alvo de investigação científica. O escorpião Tityus stigmurus pertence à família Buthidae e predomina no Nordeste do Brasil. O repertório molecular da glândula do veneno do escorpião T. stigmurus foi investigado pelo nosso grupo de pesquisa e permitiu a identificação de uma variedade de peptídeos de interesse biotecnológico incluindo peptídeos aniônicos, antimicrobianos (AMPs), toxinas atuantes em canais de sódio e potássio, peptídeos hipotéticos secretados, metaloproteases, peptídeos ricos em cisteína e peptídeos potenciadores de bradicinina (BPPs). Uma variedade de atividades importantes já foram descritas para alguns destes peptídeos, tais como atividade antibacteriana, antifúngica, anticancerígeno e imunomoduladora. Diversos componentes do veneno atuam sobre o sistema cardiovascular, como os BPPs que são peptídeos com propriedade hipotensora e fortes candidatos para o desenho de novos fármacos para o tratamento de doenças cardiovasculares. O presente trabalho apresentou como objetivo realizar a caracterização estrutural e avaliação da atividade biológica de uma nova hipotensina identificada no veneno do escorpião T. stigmurus. O cluster TSTI0006C, obtido do transcriptoma de glândulas de veneno, foi analisado e sua estrutura primária foi reduzida após a determinação do peptídeo sinal e pró-peptídeo, resultando em uma estrutura de 25 resíduos de aminoácidos, denominado de TistH (T. stigmurus Hypotensin), com massa molecular de 2,7 kDa, ausência de cisteína e presença de dois resíduos de prolina na região C-terminal, característica estrutural típica dos BPPs. O alinhamento múltiplo de TistH com outros BPPs resultou em um percentual de 76% de identidade com os BPPs identificados no veneno do escorpião T. serrulatus. Análises realizadas in silicoe por dicroísmo circular revelaram que TistH apresenta estrutura tridimensional predominante em α-hélice. A estrutura de TistH foi estável em função a variação de pH e temperatura. Em ensaios de atividade biológica, TistH não apresentou ação hemolítica em sangue de cavalo, não alterou a viabilidade de células normais e cancerígenas, assim como não estimulou a liberação de NO em meio de cultura de células Raw e a migração de leucócitos em modelo de bolsa de ar em camundongos Swiss. TistH apresentou atividade com MIC de 128 µg/mL contra as cepas C. albicans (LM-106), C. tropicalis (ATCC 13308) e A. flavus (LM-247 e LM-26). Além disso, foi avaliado o efeito cardiovascular de TistH em ratos normotensos. TistH foi capaz de potencializar a ação hipotensora de bradicinina e induzir um efeito vaso-relaxante em anéis da artéria mesentérica com endotélio dependente de óxido nítrico e independente da enzima conversora de angiotensina (ECA). Os dados obtidos nesse estudo podem contribuir para a elucidação das características estruturais e funcionais de TistH, uma molécula multifuncional capaz de reduzir a pressão arterial de ratos e inibir o crescimento de fungos, apresentando baixa citotoxicidade, sendo portanto um peptídeo bioativo candidato a utilização como agente farmacológico.

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  • VALESKA SANTANA DE SENA PEREIRA
  • ATIVIDADE ANTIPLASMODIAL IN VITRO, TOXICIDADE E INVESTIGAÇÃO DO EFEITO DE DERIVADOS DO 2-HIDRÓXI-3-ANILINO-1,4-NAFTOQUINONA NA BIOSSÍNTESE DOS ISOPRENÓIDES.

  • Orientador : VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
  • Data: 18/05/2016
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  • A resistência aos antimaláricos disponíveis no mercado leva à necessidade do desenvolvimento de novos compostos com novos alvos farmacológicos. Os derivados de naftoquinonas são descritos como compostos líderes promissores para o desenvolvimento de fármacos antimaláricos. Em vista disso, nós avaliamos a atividade antiplasmodial in vitro de três derivados de hidroxinaftoquinonas contra o estágio intraeritrocítico assexuado de Plasmodium falciparum, assim como parâmetros toxicológicos in vitro e in vivo e investigamos um provável mecanismo de ação relacionado à via dos isoprenóides através de marcações metabólicas de precursores da via com trítio radioativo, complementado com estudos de docking com um template da octaprenil pirofosfato sintase. Os derivados de hidroxinaftoquinonas analisados tiveram boa atividade antiplasmodial, com IC50 menor que 20 μM para a cepa 3D7 e menor que 50 μM para a cepa Dd2. A janela terapêutica é segura, com índice de seletividade variando entre 36,7 e 143,0. Os compostos não causaram hemólise nas doses testadas (10 e 50 vezes maiores que as respectivas IC50), e não desencadearam sinais de toxicidade no teste de toxicidade aguda in vivo apesar de o composto 4a ter promovido esteatose hepática e hemorragia no tecido renal. Considerando um provável mecanismo de ação, os derivados de hidroxinaftoquinonas parecem inibir a síntese dos precursores isoprênicos, principalmente a menaquinona e o tocoferol e os estudos de docking revelaram nove possíveis interações com alta energia em quatro sítios de ligação diferentes com um template da octaprenil pirofosfato sintase. Em nossos resultados, o composto 4c foi o mais promissor, visto que possuiu o menor IC50 no teste antiplasmodial in vitro, menor citotoxicidade in vitro e toxicidade aguda in vivo, além de ter inibido os três produtos da via dos isoprenóides testados, podendo ser considerado um candidato padrão para o processo de “hit-to-lead.

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  • RENATA KALINE SOUZA ESTEVAM
  • Caracterização fenotípica de plantas transgênicas de tomateiro expressando a proteína reprimida por auxina (SIARP)

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 27/05/2016
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  • O processo de floração é uma etapa vital para o desenvolvimento de uma planta e é marcado pela conversão do meristema apical vegetativo em reprodutivo devido a interações dos fatores internos e externos à planta. Apesar de o amplo conhecimento ter sido gerado nessa área, ainda se conhece muito pouco sobre o processo de floração e frutificação em tomateiro. Pesquisas anteriores realizadas pelo nosso grupo identificaram o cDNA homólogo a AUXIN REPRESSED PROTEIN (ARP) em bibliotecas subtrativas reprodutivas de tomateiro. Existem poucos dados sobre a proteína ARP na literatura, há relatos que o gene ARP foi relacionado com a maturação do fruto em morango, dormência da gema lateral em ervilha e maturação do pólen em tabaco, mas ainda não está clara qual a função da proteína ARP. Portanto, o intuito deste trabalho foi compreender o papel da proteína ARP no desenvolvimento vegetativo e nos processos de floração e frutificação por meio da perda e/ou do ganho de função deste cDNA em plantas transgênicas de tomateiro contendo o cassete de superexpressão em orientação senso e antissenso para este cDNA. Dessa forma, foram observadas algumas alterações fenotípicas e morfológicas nas plantas transgênicas (MT 35S::ARP/AS e MT 35S::ARP/S), como a floração e frutificação precoce verificada nas plantas MT 35S::ARP/AS nas gerações T1 a T4 em relação às controles. Na análise histológica, notaram-se óvulos maduros nas flores das plantas MT 35S::ARP/AS (gerações T2 a T4), enquanto que as flores das controles não apresentaram óvulos maduros no mesmo período de tempo. Outra modificação observada foi o número superior de gemas laterais desenvolvidas nas plantas MT 35S::ARP/AS nas gerações T3 e T4 quando comparado as plantas MT 35S::ARP/S e plantas controles. Essas produziram ramos com folhas e em alguns, flores e frutos. Assim como alterações estruturais nos pecíolos das plantas cv. MT 35S::ARP/AS, incluindo uma aparente quantidade maior de elementos de vaso (xilema e floema), um aparente número maior de células colenquimáticas na região superior do pecíolo e células do parênquima com formato mais irregulares do que as plantas MT 35S::ARP/S, e mutantes relacionados à sinalização da auxina (dgt e entire) e plantas controles, além de outras características analisadas. Portanto, estes dados sugerem que a proteína ARP pode estar envolvida na floração, frutificação e na dormência das gemas axilares em tomateiro.

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  • KARLA SAMARA ROCHA SOARES
  • Obtenção e avaliação do potencial imunoadjuvante de nanopartículas de quitosana na produção de antissoros contra venenos de serpentes e escorpiões.



  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 31/05/2016
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  • Acidentes com animais peçonhentos representam um sério problema de saúde pública em diversos países do mundo, destacando-se os acidentes ofídicos e escorpiônicos. No Brasil, as serpentes do gênero Bothrops são as de maior relevância clínica, evidenciando-se as espécies Bothrops erythromelas e Bothrops jararaca. Com relação aos escorpiões, os pertencentes ao gênero Tityus incluem os de maior importância médica, sendo o escorpião Tityus serrulatus o principal responsável pelos casos de maior gravidade. O tratamento para o envenenamento consiste em administração de soros antiofídico e antiescorpiônico. Vacinas que utilizam antígenos puros e vias de administração alternativa requerem o uso de adjuvantes potentes e um sistema de entrega de antígeno eficaz. Nanossistemas vêm sendo investigados como sistemas de entrega de macromoléculas terapêuticas. A quitosana, devido as suas propriedades, tem sido extensivamente investigada na formulação de nanocarreadores, particularmente de genes e proteínas. Este estudo teve como objetivo a obtenção de nanopartículas de quitosana (CNP) com base na gelificação iônica para a entrega de proteínas/peptídeos terapêuticos utilizados na imunoterapia e avaliação do potencial imunoadjuvante dessas nanopartículas na produção de soros antivenenos. CNP foram obtidas por gelificação iónica, com tamanho médio de 200 nm, caracterizadas físico-quimicamente e o perfil de liberação avaliado, demonstrando se tratar de um sistema de liberação modificado. A estabilidade dos sistemas foi avaliada por 7 semanas, observando-se uma maior estabilidade dos sistemas associados aos venenos. Animais experimentais foram imunizados durante 6 semanas com 100 µL de veneno das serpentes através injeções subcutâneas, em diferentes concentrações (5,0 ou 10,0%), encapsuladas em CNP ou associados ao hidróxido de alumínio (HA). Os resultados demonstram que os títulos de anticorpos obtidos para os animais vacinados com os nanossistemas foram equivalentes ou maiores aos obtidos para os animais vacinados com o HA, com a vantagem dos nanossistemas serem menos inflamatórios que o HA, exigindo uma menor quantidade de antígeno a ser administrada, por se tratar de um sistema de libertação modificada. Esse trabalho revela a obtenção, caracterização físico-química e avaliação da produção de anticorpos de um novo nanossistema, a base de venenos de animais peçonhentos e nanopartículas de quitosana, com potencial aplicação na soroterapia.

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  • KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
  • ESTADO NUTRICIONAL BIOQUÍMICO EM VITAMINA E DE MÃES E CRIANÇAS PRÉ-TERMO E TERMO DO NASCIMENTO AOS 3 MESES PÓS-PARTO

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 10/06/2016
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  • A vitamina E é um micronutriente lipossolúvel antioxidante de extrema importância para os recém-nascidos pré-termos (< 37 semanas), pois protege o sistema nervoso central e evita anemia hemolítica e displasia broncopulmonar. Como sua transferência placentária é restrita, a oferta para o lactente via leite materno é essencial para garantir um aporte adequado e prevenção/correção da deficiência.  Dados são escassos sobre o estado nutricional na vitamina em crianças e lactantes no seguimento da lactação e sobre a composição em alfa-tocoferol do leite pré-termo. O objetivo principal foi avaliar o estado nutricional em vitamina E de mulheres e crianças pré-termo e termo do nascimento até três meses após o parto, suas relações, a concentração de alfa-tocoferol no leite materno e o provável consumo da vitamina pelos lactentes. Estudo prospectivo conduzido inicialmente com 235 mulheres e crianças atendidas para o parto em duas maternidades públicas no Rio Grande do Norte, sendo 124 alocadas no grupo pré-termo e 111 no grupo termo (≥ 37 semanas), e acompanhadas até os 90 dias pós-natal. Até 48 horas após o parto foram coletados leite colostro, sangue materno e de cordão umbilical. Por volta de 7, 30 e 90 dias foram obtidos leite e informações dietéticas. O sangue materno e da criança também foram coletados no dia 90. O alfa-tocoferol foi analisado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e a ingestão de vitamina E das mulheres e lactentes segundo recomendações de consumo para a faixa etária. A concentração de alfa-tocoferol sérico materno não foi diferente entre os grupos, sendo encontrado um aumento da deficiência de vitamina E (< 517 µg/dL) no seguimento da lactação (de 8,6% a 22,2%), chegando a 789,6 (313,1) µg/dL no pré-termo e 875,3 (341,6) µg/dL no termo (p=0,197). Todas as mulheres apresentaram consumo inadequado de vitamina E na lactação (< 16 mg/dia). Mais de 90% das crianças apresentaram baixos níveis de alfa-tocoferol ao nascer (< 500 µg/dL) e no dia 90 o alfa-tocoferol sérico foi 583,3 (209,4) µg/dL no pré-termo e 884,4 (458,8) µg/dL no termo (p < 0,007), com 44,4% e 21,4% de níveis inadequados (< 517 µg/dL), respectivamente. Houve associação positiva entre níveis séricos da criança e da mãe termo (p < 0,003). No grupo pré-termo, o leite colostro teve menores concentrações de alfa-tocoferol e maiores no leite de transição e maduro 30 dias em comparação ao termo (p < 0,0001), e apenas o leite maduro não forneceu a vitamina recomendada para os lactentes (4 mg/dia). Assim, observou-se uma elevada inadequação da vitamina E aos 3 meses pós-parto tanto nas mulheres como nas criança pré-termo, diferenças na composição do leite pré-termo e provável fornecimento de pequenas quantidades da vitamina pelo leite maduro, alertando sobre a necessidade de uma maior atenção nutricional na lactação principalmente pelas repercussões da deficiência de vitamina E no desenvolvimento cognitivo da criança.

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  • KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
  • ESTADO NUTRICIONAL BIOQUÍMICO EM VITAMINA E DE MÃES E CRIANÇAS PRÉ-TERMO E TERMO DO NASCIMENTO AOS 3 MESES PÓS-PARTO

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 10/06/2016
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  • A vitamina E é um micronutriente lipossolúvel antioxidante de extrema importância para os recém-nascidos pré-termos (< 37 semanas), pois protege o sistema nervoso central e evita anemia hemolítica e displasia broncopulmonar. Como sua transferência placentária é restrita, a oferta para o lactente via leite materno é essencial para garantir um aporte adequado e prevenção/correção da deficiência.  Dados são escassos sobre o estado nutricional na vitamina em crianças e lactantes no seguimento da lactação e sobre a composição em alfa-tocoferol do leite pré-termo. O objetivo principal foi avaliar o estado nutricional em vitamina E de mulheres e crianças pré-termo e termo do nascimento até três meses após o parto, suas relações, a concentração de alfa-tocoferol no leite materno e o provável consumo da vitamina pelos lactentes. Estudo prospectivo conduzido inicialmente com 235 mulheres e crianças atendidas para o parto em duas maternidades públicas no Rio Grande do Norte, sendo 124 alocadas no grupo pré-termo e 111 no grupo termo (≥ 37 semanas), e acompanhadas até os 90 dias pós-natal. Até 48 horas após o parto foram coletados leite colostro, sangue materno e de cordão umbilical. Por volta de 7, 30 e 90 dias foram obtidos leite e informações dietéticas. O sangue materno e da criança também foram coletados no dia 90. O alfa-tocoferol foi analisado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e a ingestão de vitamina E das mulheres e lactentes segundo recomendações de consumo para a faixa etária. A concentração de alfa-tocoferol sérico materno não foi diferente entre os grupos, sendo encontrado um aumento da deficiência de vitamina E (< 517 µg/dL) no seguimento da lactação (de 8,6% a 22,2%), chegando a 789,6 (313,1) µg/dL no pré-termo e 875,3 (341,6) µg/dL no termo (p=0,197). Todas as mulheres apresentaram consumo inadequado de vitamina E na lactação (< 16 mg/dia). Mais de 90% das crianças apresentaram baixos níveis de alfa-tocoferol ao nascer (< 500 µg/dL) e no dia 90 o alfa-tocoferol sérico foi 583,3 (209,4) µg/dL no pré-termo e 884,4 (458,8) µg/dL no termo (p < 0,007), com 44,4% e 21,4% de níveis inadequados (< 517 µg/dL), respectivamente. Houve associação positiva entre níveis séricos da criança e da mãe termo (p < 0,003). No grupo pré-termo, o leite colostro teve menores concentrações de alfa-tocoferol e maiores no leite de transição e maduro 30 dias em comparação ao termo (p < 0,0001), e apenas o leite maduro não forneceu a vitamina recomendada para os lactentes (4 mg/dia). Assim, observou-se uma elevada inadequação da vitamina E aos 3 meses pós-parto tanto nas mulheres como nas criança pré-termo, diferenças na composição do leite pré-termo e provável fornecimento de pequenas quantidades da vitamina pelo leite maduro, alertando sobre a necessidade de uma maior atenção nutricional na lactação principalmente pelas repercussões da deficiência de vitamina E no desenvolvimento cognitivo da criança.

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  • FABIANA LIMA BEZERRA
  • ATIVIDADE ANTIVIRAL DE EXTRATOS BRUTOS, RICOS EM POLISSACARÍDEOS SULFATADOS, OBTIDOS DE ALGAS MARRONS E VERDES CONTRA O VÍRUS DENGUE 2

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 14/06/2016
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  • A dengue é a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui-se em um grave problema de saúde pública. A doença é endêmica em regiões tropicais e subtropicais, abrangendo mais de 100 países, correspondendo à metade da população mundial. As epidemias são recorrentes e estima-se que os vírus da dengue causem 390 milhões de infecções a cada ano, sendo uma importante causa de morbidade. Apesar desse cenário, atualmente, ainda não se dispõe de um antiviral contra a dengue. Neste contexto, diversos estudos relatam a atividade antiviral dos polissacarídeos sulfatados obtidos das algas marinhas contra vírus envelopados, cuja ação está associada à interferência das etapas iniciais do processo de infecção viral. Neste estudo, avaliou-se a potencial atividade antiviral de extratos brutos ricos em polissacarídeos sulfatados obtidos das algas marrons Dictyota menstrualis (EBDMens) e Dictyota mertensii (EBDM) e das algas verdes Codium isthmocladum (EBCI) e Caulerpa sertularioides (EBCS) contra o vírus dengue 2 (DENV-2), em linhagem de células Vero, usando diferentes estratégias metodológicas (tratamento simultâneo, tratamento pós-infecção, pré-tratamento da célula, pré-tratamento do vírus, adsorção, pós-adsorção e penetração). A citotoxicidade dos extratos foi analisada pelo ensaio de redução do MTT. O estudo da atividade antiviral foi determinado pela quantificação da carga de RNA viral por RT-qPCR após 120 h de infecção. Nenhum extrato exibiu toxicidade para as células Vero no ensaio de redução do MTT na concentração de 100 µg/mL.  Todos os extratos exibiram atividade antiviral quando adicionados durante os primeiros 90 minutos de infecção, demonstrando redução significativa no número de cópias de RNA viral após 120 horas. Os extratos EBDMens e EBDM foram mais eficazes nos ensaios de pré-tratamento da célula e do vírus, e o primeiro exerceu atividade antiviral superior ao EBDM durante a adsorção viral. Os extratos EBCI e EBCS apresentaram atividade antiviral semelhante no ensaio de pré-tratamento da célula. O EBCI foi mais eficaz na redução da adsorção do DENV-2 em células Vero. Porém, o EBCS se mostrou mais eficiente nos ensaios de pré-tratamento do vírus e penetração. Dentre os extratos avaliados, o EBCS parece ser o mais efetivo no combate ao DENV-2. Estes resultados revelam o potencial desses extratos ricos em polissacarídeos sulfatados como compostos com ação antiviral, sugerindo que eles atuam nos estágios iniciais da infecção por DENV-2.

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  • CRISTIANE SANTOS SÂNZIO GURGEL
  • ESTADO BIOQUÍMICO DE VITAMINA A EM PUÉRPERAS ATENDIDAS DURANTE O PARTO NA CIDADE DE NATAL – RN

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 28/06/2016
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  • Este estudo objetivou avaliar o estado de vitamina A de puérperas atendidas durante o parto na cidade de Natal/RN. Foram recrutadas no estudo 793 mulheres, 60.1% (n=485) da rede pública e 39.0% (n=310) a rede privada. Amostras de soro (n=619) e leite colostro (n=656) foram coletadas em ambiente hospitalar, após jejum noturno. O leite maduro (n=154) foi coletado trinta dias após o parto, em visita domiciliar. Os indicadores bioquímicos (retinol no soro e leite materno) foram avaliados por local de moradia (capital vs interior) e por rede de atendimento em saúde (público vs privado). O consumo de vitamina A foi avaliado referente ao último trimestre gestacional. Para avaliar as diferentes formas de suplementação materna com vitamina A e suas associações com os indicadores bioquímicos (soro e leite materno) formaram-se subgrupos baseados nas suplementações que ocorreram durante a gestação: GC, F1, F2, F3 e no pós-parto: GM. O retinol das amostras foi quantificado por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Para o total de mulheres, a concentração média de retinol sérico foi de 41.8 ± 12.9μg/dL e a prevalência da DVA foi de 5.3% (n= 33) com retinol (<20 µg/dL), com diferença significativa entre o retinol sérico das mulheres provenientes da capital e do interior (p<0,01). Em Natal, as prevalências de deficiência encontradas nas regiões norte, sul, leste e oeste foram respectivamente: 4.3% (n=6), 5.6% (n=7), 2.9% (n=3) e 11.9% (n=8). A média de retinol no colostro no grupo total foi de 95,3+ 53.7µg/dL, entretanto 27.3% (n=179) apresentaram valores inadequados (<60 µg/dL). Os valores médios estimados de retinol fornecido aos recém-nascidos através do colostro, não atingiram a recomendação mínima de 400µg/RAE/dia da AI (Adequate Intake) para recém-nascidos, considerando a ingestão de 396mL/dia. Houve diferença significativa entre o retinol no colostro das mulheres da capital e aquelas provenientes do interior (p<0.01). Ambos os grupos não forneceram a AI de vitamina A para o recém-nascido e também o mesmo foi observado com as lactantes das regiões norte e oeste da cidade de Natal. No leite maduro, nenhum dos grupos de mulheres das diferentes regiões atingiu a recomendação, considerando a ingestão de 780mL/dia pelos recém-nascidos. Ao avaliar as puérperas separadamente por rede de atendimento em saúde (público vs privado) foi encontrada diferença significativa entre o retinol sérico e retinol no colostro (p<0.0001), mas não houve diferença para o leite maduro (p>0.05). Na estimativa do fornecimento de retinol através do colostro e leite maduro, as mulheres da rede pública não forneceram vitamina A dentro da recomendação mínima para o recém-nascido (AI=400µg/RAE/dia), ao contrário das mulheres da rede privada, que forneceram. O consumo dietético médio total de vitamina A das parturientes foi de 987.1 + 674.4 µgRAE/dia, sendo 872.2 + 639.2 µgRAE/dia na da rede pública e 1169.2 + 695.2 µgRAE/dia na rede privada, com diferença altamente significativa (p<0,00001).  Na avaliação individual, 38.4% (n=100) e 17.3% (n=28) das mulheres das redes pública e privada tinham ingestão abaixo da ideal. Ao se estudar as diferentes formas de suplementação com vitamina A, não foram encontrados casos de DVA nos grupos suplementados com F1, F2 e F3. Ao se analisar o efeito da suplementação sobre o retinol do colostro, o grupo F2 (betacaroteno) apresentou mais casos de inadequação (40%). Os grupos F2 e GM não forneceram a quantidade de retinol mínima recomendada pela AI aos recém-nascidos. No retinol do leite maduro não houve diferença entre os grupos GC, F1, F2, F3 e GM e com percentuais de inadequação mais baixos no GM (14.3%) e os grupos GC e F2 não forneceram a quantidade de retinol mínima recomendada pela AI para os recém-nascidos. Concluiu-se que a prevalência de DVA entre as puérperas atendidas em Natal foi considerada um problema "leve" de saúde pública na população em geral. Os grupos de alto risco neste estudo viviam em cidades do interior, eram atendidos na rede pública de saúde e não tomavam vitamina A, como o suplemento regular durante a gestação.

     

     

     

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  • ALMINO AFONSO DE OLIVEIRA PAIVA
  • Prospecção de polissacarídeos bioativos da alga Lobophora variegata e elucidação estrutural de uma de suas β-glucanas

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 29/07/2016
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  • Macroalgas marinhas são importantes fontes de polissacarídeos neutros e negativos com importante potencial industrial e farmacológico. A macroalga marrom Lobophora variegata é conhecida por apresentar polissacarídeos sulfatados (heterofucanas) e neutros (laminarinas). Neste trabalho, mostra-se a obtenção de 6 frações polissacarídicas (F0.3; F0.5; F0.8; F1; F1.5 e F2). A partir dos dados de caracterização físico-química das frações, escolheu-se a F1 para purificação de seus componentes polissacarídicos. Análises de cromatografia líquida de exclusão molecular levaram a observação que F1 apresenta polissacarídicos de baixa (~ 5 kDa) até alta (> 100 kDa) massa molecular. Estes componentes foram separados de acordo com sua massa molecular, utilizando-se dispositivos de separação por tamanho molecular. Com isso, obteve-se subfrações polissacarídicas com tamanhos médios de 5, 20, 40, 75 e acima 100 kDa, denominadas de F1-5, F1-20, F1-40. F1-75 e F1>100 kDa, respectivamente. Estas subfrações foram analisadas físico-químicamente por eletroforese em gel de agarose, cromatografia líquida de alta eficiência, assim como, por análises de suas propriedades antioxidantes, imunoestimulantes e citotóxicas/antiproliferativas. Como resultados, detectou-se um teor de açúcares totais acima de 55% em todas as subfrações, já proteínas e compostos fenólicos não foram observados. As frações F1-5, F1-20 e F1-40 apresentaram somente glucose (glucanas), já F1-75 e F1>100 apresentam glucose, galactose e fucose (heterofucanas). Todas as subfrações apresentaram atividade quelante de metais, mas somente F1-75 e F1>100 foram mais efetivas em sequestrar radicais. A produção/liberação de óxido nítrico (NO) por células RAW ficou aumentada apenas na presença F1-5 (10 µM, p<0,05), F1-75 (10 µM, p<0,001) e, com destaque, F1>100 (10 µM, p<0,001) cuja presença aumentou em cerca de 12 vezes a quantidade de NO. Entretanto, quando estas células foram ativadas com LPS, somente F1-20 e F1>100 (10 µM) (p<0,001) proporcionaram produção/liberação de ON. As demais frações não interferiram na ação do LPS. Somente F1-5 e F1>100 estimularam a produção/liberação de citocinas. Somente F1>100 (10 µM) foi citotóxica para a linhagem 3T3 (fibroblastos) (p<0,01). Nenhuma das subfrações apresentaram efeito citotóxico para linhagem de células RAW 264.7 (macrófagos) ou para linhagem de células tumorais Hep-G2 (carcinoma hepático). Já com a linhagen de células 786-0 (adenocarcinoma renal) somente a glucana F1-40 não apresentou atividade citotóxica (p>0,05). Os maiores valores de citotoxidade foram obtidos com a subfração F1-20, no caso contra células B16F10 (melanoma). Dados de citometria de fluxo indicaram que esta subfração promove uma parada das células na fase G1 do ciclo celular (10 µM, p<0,01). Análises de ressonância magnética nuclear levaram a proposta de que F1-20 é uma β-glucana formada por β-(1à3) glucoses com ramificações, compostas por um resíduo de glicose, na posição 6. A proporção é de nove resíduos de glucose 1à3 ligados para cada ponto de ramificação. Os dados apontam F1-20, por ser antioxidante, imunomoduladora e citotóxico, como um composto pluripotente cujo potencial deva ser melhor investigado.

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  • PABLO DE CASTRO SANTOS
  • OBTENÇÃO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DA ALGA VERMELHA COMESTÍVEL Gracilaria birdiae E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO E MORFOLOGIA DE CRISTAIS DE OXALATO DE CÁLCIO

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 30/08/2016
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  • A urolitíase afeta aproximadamente 10% da população mundial e está associada fortemente aos cristais de oxalato de cálcio (OxCa). Atualmente não existe nenhum composto eficiente que pode ser utilizado para prevenir esta doença. No entanto, alguns polissacarídeos sulfatados (PS) de algas marinhas marrons demonstraram capacidade de inibir a formação de cristais de OxCa e alterar a morfologia destes in vitro. Os PS da alga vermelha Gracilaria birdiae têm atividades biológicas importantes, mas até o presente momento não foi avaliada como inibidora da  formação de cristais de OxCa. O presente estudo teve como objetivo obter PS e verificar seu efeito na formação do OxCa. Para tal, extratos ricos em polissacarídeos foram obtidos utilizando extração alcalina, sonicação, digestão proteolítica, seguida por precipitação com etanol. Esses extratos ricos em PS (EB) foram separados em 5 frações (F-0.25; F-0.5; F-0.75; F-1.0 e F-1.25) através de cromatografia de troca iônica DEAE-celulose. A eletroforese em gel de agarose, infra vermelho e análises químicas mostraram que essas frações contêm o mesmo pool de polissacarídeos sulfatados ricos em galactose. F-0.25; F-0.5; F-0.75; F-1.0 foram capazes de inibir etapas importantes da formação dos cristais de OxCa, como a nucleação e agregação, no entanto a F-0.25 promoveu a maior inibição da nucleação em 76,92% e da agregação em 68,57%. As frações F-0.25 e F-0.5  foram capazes de inibir em 6 e 7 vezes, respectivamente, o número de cristais OxCa monohidratados (COM) formados in vitro, enquanto que as frações F-0.75 e F-1.0, reduziram apenas em 1,5 vezes. Dentre todas a frações testadas. A morfologia dos cristais de OxCa foi afetada principalmente pelas amostras, EB, F-0.25; F-0.5 e F-0.75, pois promoveram as variações mais destoantes em relação ao controle. A análise do potencial zeta (ζ) dos cristais formados na presença das amostras, constatou um aumento de cargas negativas em suas superfícies. Através das imagens obtidas por microscopia de fluorescência, foi constatado que os PS estão distribuídos de forma homogênea nos cristais dihidratados (COD) e de forma periférica nos COM. Os dados obtidos através da microscopia eletrônica de varredura(MEV) e espectroscopia de energia dispersiva (EDS) revelaram grandes variações na distribuição de átomos de oxigênio e cálcio na superfície dos cristais na presença das F-0.25 e F-0.5. A células renais HEK-293, MDCK e 786-0 tiveram baixa toxicidade na presença do extrato bruto e das frações F-0.25; F-0.5; F-0.75. Estas amostras protegeram células renais MDCK e verificou-se um efeito reparador contra danos causados pelo H2O2 e OxCa. Por fim, as células MDCK submetidas ao tratamento prévio e simultâneo com a F-0.25 e a F-0.5 na presença de H2O2 e OxCa, reduziram a atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT). Com isto, verifica-se que PS da G. birdiae podem ser potenciais alvos farmacológicos do ponto de vista preventivo, terapêutico e reparador de danos causados pela urolitíase, porém é importante que outros estudos seja realizados in vivo, bem como, sejam realizados experimentos para elucidar os mecanismos precisos de ação, pelos quais estes PS protegem as células contra danos por H2O2.

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  • DANIEL CHAVES DE LIMA
  • Characterization of RadA/Sms from Chromobacterium violaceum and discovery of a new episome

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 23/09/2016
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  • Chromobacterium violaceum is a ß-proteobacteria commonly found around tropical and subtropical regions throughout the globe. It produces many metabolites with biotechnological properties such as antitumoral peptides, antibiotics and polymers that have potential to replace the oil-based ones. Although it has been extensively studied over the past 40 years, there are many aspects of C. violaceum that remains unclear until today. We have conducted a biochemical study on the homologous recombination (HR) machinery of C. violaceum, mainly in RecA and its paralog, RadA/Sms. We performed in vitro assays from initial and late steps of HR such as D-loop formation and branch migration, respectively, with their corresponding molecular actors and how RadA/Sms influenced each one. We observed cvRadA/Sms influences negatively D-loop formation promoted by cvRecA and through pull-down assay we have observed an interaction between these two proteins. We also observed the DNA-binding preference of cvRadA/Sms and cvRecA and observed that this protein binds preferentially to dsDNA instead ssDNA, unlike cvRecA. No involvement of cvRadA/Sms on branch migration reactions was detected. In this work, we also described, for the first time, the isolation, sequencing and annotation of a new plasmid from C. violaceum, which we named ChVi1 and has 44,236 base pairs, 39 predicted open reading frames (ORFs) and, possibly, two origins of replication. Most of the ORFs codes for hypothetical and structural bacteriophage proteins. By using restriction digestion and Next-generation sequencing (NGS) we also looked for the presence of a similar plasmid in other seven C. violaceum strains isolated from amazon region. Our analysis suggest the presence of a plasmid similar to ChVi1 in two of these strains. The present work describes for the first time a biochemical characterization of RadA/Sms and RecA from C. violaceum which have different roles in HR. Moreover, the discovery of ChVi1 opens a path to further explore C. violaceum’s biology.

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  • ANGÉLICA MARIA DE SOUSA LEAL
  • O papel da via de reparo por excisão de nucleotídeos na resposta celular ao estresse oxidativo e o estudo de alterações neuronais in vitro associadas à Síndrome de Cockayne

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 29/09/2016
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  • No contexto da resposta ao estresse oxidativo, o reparo por excisão de bases (BER) é considerado a via clássica no reparo de lesões oxidadas. Entretanto, estudos indicam o papel do reparo por excisão de nucleotídeos (NER) na correção desses tipos de lesão, mas o reparo dessas lesões via NER e como acúmulo dessas lesões contribui para o fenótipo das síndromes causadas por mutações nos genes da via ainda apresenta lacunas. Além disso, fatores do NER já tiveram funções descritas em outros processos biológicos, sendo importante que se busque possíveis novas funções que possam ser associados aos fenótipos das síndromes. Nesse contexto, células deficientes nos genes da via NER, XPA (XP12RO) ou CSB (CS1AN) foram submetidas ao estresse oxidativo e apresentaram um perfil de sensibilidade ao agente peróxido de hidrogênio, indicando que a ausência dessas proteínas leva a sensibilidade ao agente. Além disso, a análise do transcriptoma de XP12RO revelou a superexpressão de genes associados ao ciclo celular, apoptose e resposta ao estresse oxidativo, sendo esses no geral fatores que induzem a parada no ciclo celular, fatores pró-apoptóticos, fatores do NER ou enzimas antioxidantes. Em contrapartida, genes associados a resposta ao dano no DNA ou com função na regulação positiva da transcrição e que apresentam papel central na sobrevivência celular em resposta ao estresse tiveram sua expressão diminuída. No contexto da regulação transcricional, foi observado o possível papel de XPA na modulação da expressão de fatores do NER (XPC) e outros essenciais na resposta de sobrevivência ao estresse (EGR1, GADD45A e GADD45B), sugerindo que além do seu papel no reparo, XPA pode regular a expressão desses genes. Por outro lado, as análises do transcriptoma de células CS1AN indicaram a diminuição na expressão de genes que regulam a progressão do ciclo celular ou regulam negativamente apoptose, além do aumento na expressão de genes pró-apoptóticos. Além disso fatores chave no processo de transcrição, processamento de RNA e proteólise via ubiquitina-proteassoma também tiveram sua expressão diminuída, indicando um possível papel central da proteína CSB na regulação desses processos. Por fim, devido ao fenótipo de neurodegeneração observado na Síndrome de Cockayne, células progenitoras neurais (NPCs) e neurônios derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) foram utilizados como modelos de estudo de alterações neurológicas in vitro, de modo que os resultados indicaram que assim como observado nos fibroblastos, células NPCs deficientes em CSB apresentam sensibilidade a agentes oxidantes. De forma interessante, as análises da repiração celular sugeriram uma disfunção mitocondrial em neurônios CSB, visto que esses mostram um decréscimo na taxa de consumo de oxigênio basal, além de apresentar uma menor capacidade respiratória máxima ou de reserva, dando indícios de que a ausência de CSB leva a disfunção na respiração celular nos neurônios.

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  • LUCIANA MARIA ARAÚJO RABÊLO
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    EFEITOS DE UM INIBIDOR DO TIPO

     KUNITZ PURIFICADO DE SEMENTES DE JUQUIRI (Mimosa regnellii Benth) SOBRE EVENTOS CELULARES DA LINHAGEM TUMORAL B16-f10

     


  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 25/10/2016
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  • O câncer é um termo utilizado para representar um conjunto de mais de 200 patologias, incluindo tumores malignos de diferentes localizações. Vários são os mecanismos que contribuem para a carcinogênese: sinal proliferativo sustentado, desregulação da energia celular, evasão a apoptose, indução a angiogênese, replicação ilimitada, entre outros. Dentre os principais tipos de câncer existentes, o câncer de pele se destaca: surge nos melanócitos e é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no País. Melanomas em estágio inicial podem, na maioria das vezes, ser tratados apenas com cirurgia, porém os cânceres mais avançados requerem outros tratamentos. Neste trabalho, um inibidor de tripsina do tipo Kunitz foi purificado de sementes da leguminosa Mimosa regnellii Benth (ITJ), parcialmente caracterizado e avaliado quanto sua toxicidade frente a linhagens de células tumorais, atuando especificamente com um IC50 de 0,65 µM em linhagem celular B16-f10, não apresentando toxicidade frente a linhagens de células não transformadas. Sua capacidade de induzir morte celular pela via de apoptose em células de melanoma de camundongo B16-f10 também foi avaliada, através de citometria de fluxo com os marcadores Anexina V-FITC/PI. Além disso, o inibidor também foi avaliado quanto a sua capacidade de: alterar o potencial de membrana mitocondrial, visualizado por experimentos em citometria de fluxo utilizando a sonda Rodamina123 e microscopia confocal com o marcador Mitotracker Red; Liberar espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, através de sondas específicas visualizadas por técnicas de microscopia; Liberar cálcio citosólico, evento que influencia na ativação de apoptose; Inibir atividade angiogênica de células endoteliais de coelho, através de experimentos de inibição de formação de novos vasos em matrigel, análise da expressão de VEGF por técnicas de western Blotting e redução da expressão de IL-6 analisado por microscopia confocal; Inibir o processo de migração celular em ensaio de indução de ferimento e análise em microscopia e, por fim, a alterar a morfologia celular de B16-f10, analisada por incubação com anticorpos específicos para componentes da matriz extracelular e filamentos intermediários das células de melanoma, realizados em microscopia de fluorescência. Todos esses resultados reunidos favorecem a construção de um possível mecanismo de ação de ITJ na indução de morte celular por apoptose em células B16-f10, onde o inibidor atuaria principalmente alterando o funcionamento mitocondrial, onde o gatilho do início do processo apoptótico seria a perda do potencial de membrana mitocondrial, liberação de EROs e cálcio citosólico, ativando uma via de morte dependente de caspases. Estes resultados sugerem que ITJ apresenta potencial para ser utilizado como fármaco em tratamento adjuvante contra melanomas, devido a sua especificidade e baixa dosagem quando comparado a outras moléculas bioativas.

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  • ANA RAFAELA DE SOUZA TIMOTEO
  • IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE MUTAÇÕES GERMINATIVAS EM INDIVÍDUOS COM SÍNDROME DE CÂNCER DE MAMA E OVÁRIO HEREDITÁRIO

  • Orientador : TIRZAH BRAZ PETTA LAJUS
  • Data: 12/12/2016
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  • A Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário corresponde a 10-15% de todos os casos diagnosticados de câncer de mama no mundo. A maioria das mutações germinativas são identificadas nos genes BRCA1 e BRCA2, contudo, a aplicação de painéis multigênicos tem aumentado o número de variantes patogênicas detectadas em outros genes supressores de tumor. De acordo com a versão atual do protocolo americano NCCN (National Comprehensive Cancer Network), as mutações em BRCA1 e BRCA2, TP53 e PTEN conferem alto risco de desenvolver câncer de mama, e mutações em CDH1, CHEK2, PALB2, ATM e BRIP podem aumentar em 20% o risco para o desenvolvimento desta doença. Neste estudo foram analisados 157 indivíduos com histórico pessoal e/ou familiar de câncer de mama. O DNA genômico foi isolado a partir de sangue periférico por meio de extração à base de solução salina e as amostras foram analisadas usando o sequenciamento de nova geração (NGS). Foram identificadas 15 variantes patogênicas e 4 VUS (Variants of Uncertain Significance) em 27 indivíduos (27/157; 17%), dos quais três são assintomáticos. Foram identificadas sete novas variantes em 4 genes: BRCA1_c.3409A>G; BRCA2_g.26826_30318del, BRCA2_c.5800C>T; BRCA2_c.5228G>A; BRCA2_c.5305delG; ATM_c.634delT e ATR_c.3043C>T. Sessenta e oito por cento (13/19; 68%) de variantes foi detectada nos genes BRCA1 e BRCA2, enquanto 32% (6/19) foram identificados nos genes de risco moderado ATM (2/19); ATR (1/19); CDH1 (1/19); MLH1 (1/19) e MSH6 (1/19). Os indivíduos foram separados em dois grupos para a análise comparativa: portadores de mutação nos genes de alto risco e nos genes de risco moderado. Entre os três indivíduos assintomáticos, duas variantes estão presentes nos genes de risco moderado ATM e MLH1. Entre os indivíduos com câncer de mama, dezoito pacientes (18/24; 75%) apresentaram mutações em genes de alto risco, enquanto seis (6/24; 25%) são portadores de mutações em genes de risco moderado. Ambos os grupos apresentaram alta incidência de câncer de mama precocemente (83% dos indivíduos). O grupo de portadores de mutação nos genes de alto risco apresentaram maior ocorrência de tumores de alto grau (83% vs 67%, P = 0,0090). No grupo de indivíduos com mutações em genes de risco moderado, os tumores apresentaram um fenótipo mais agressivo com câncer bilateral (33% versus 11%, P = 0,0002), ocorrência de metástases (33% vs 5.6%, P <0,0001) e óbito (33% vs 5.6%, P <0,0001). Ao todo, 1/3 de variantes foram identificadas em genes de risco moderado em pacientes com câncer mais agressivo. Estes resultados reforçam a importância da aplicação de análise multigênica em indivíduos em situação de risco para câncer de mama, especialmente em uma população heterogênea como brasileira.

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  • PAULO RICARDO PORFIRIO DO NASCIMENTO
  • Perfil transcricional e alterações histopatológicas na leishmaniose visceral canina.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 13/12/2016
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  • Introdução: Os cães são considerados os principais reservatórios domésticos de Leishmania infantum e podem apresentar um amplo espectro de manifestações clínicas, variando de uma leve perda de peso até hepatoesplenomegalia e lesões dérmicas disseminadas, os quais são os sinais clássicos da leishmaniose visceral canina (LVC). O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil de expressão gênica em células do baço e sangue periférico de animais naturalmente infectados por L. infantum e investigar as alterações histopatológicas no baço, fígado, intestino e pele, visando identificar possíveis vias imunoreguladoras envolvidas na patogênese da LVC. Metodologia: 21 animais foram selecionados para esse estudo no Centro de Controle de Zoonoses de Natal-RN e amostras biológicas de um subgrupo foi utilizada para estudos de expressão gênica global. As quantidades de Leishmania presentes nos diversos tecidos (baço, fígado, duodeno e sangue) foram estimadas por qPCR. O RNA total do baço e sangue periférico foi extraído e as bibliotecas de cDNA foram obtidas e sequenciadas em plataforma Illumina. As sequências obtidas foram filtradas e alinhadas contra o genoma de Canis familiaris pelo software Bowtie. A expressão gênica diferencial foi analisada usando o protocolo do Cufflinks, a anotação funcional e as características moleculares dos genes foram obtidas no banco de dados Gene Ontology e KEGG através do pacote STRINGdb. Fragmentos de fígado, duodeno, pele e baço foram coletados, processados e corados com hematoxilina/eosina e imunofluorescência para análises histopatológicas. Resultados: Neste estudo foi observada uma marcante diferença no perfil de expressão gênica de baço e sangue periférico de animais sintomáticos em relação aos assintomáticos. Aproximadamente 756 genes se mostraram super expressos no baço de animais sintomáticos, como CTLA4, CCL2 e IL27, além destes, cerca de 1.190 genes apresentaram expressão reprimida neste mesmo grupo, como BMP6, C1QB e C1QC. Baseado numa análise de enriquecimento, foram encontradas redes de interação gênica que podem estar envolvidas na patogenese da LVC. As vias de ativação de células NK, receptores dos tipos Toll-like e NOD-like estavam altamente expressas no baço de animais sintomáticos, enquanto as vias de síntese de âncoras de GPI e ativação do imunoprotessoma estavam reprimidas. Adicionalmente, foi observado que durante a doença ativa há a desorganização da cito arquitetura do baço, onde a delimitação entre polpa branca e vermelha é parcialmente perdida. É observado infiltrado inflamatório no fígado, duodeno e pele. Validando o achado do transcriptoma, foi observada por imunofluorescência a presença de CTLA4, CCR7 e NLRP3 no baço de animais sintomáticos. Conclusões: A desregulação de mecanismos tipicamente associados à imunidade inata pode estar diretamente envolvida na patogenia da LVC. Além disso, uma alta eficiência no processamento e apresentação de antígenos seja responsável, pela resistência ao desenvolvimento dos sinais clínicos e integridade tissular durante a infecção por L. infantum em cães.

2015
Dissertações
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  • ANTONIO MOREIRA MARQUES NETO
  • Uma nova lectina da esponja marinha  Aplysina sp.  (AplyL-1) com atividades citotóxica para célula tumoral (HeLa) e aglutinante de Leishmania amazonensis.


  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 02/02/2015
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  • Uma lectina com elevada atividade aglutinante sobre hemácias humanas dos vários tipos do sistema ABO foi isolada da esponja marinha Aplysina sp.  por extração hidroalcoólica e uma sequência de etapas de purificação envolvendo cromatografias de gel filtração, em  Superdex 75 10/300 GL, e de troca-iônica, Resource Q  (FPLC-AKTA Purifier). Após purificada, a lectina, denominada  AplyL-1,  apresentou uma única cadeia peptídica com uma massa molecular de 40 kDa e com especificidade de ligação para D-galactose, D-galactosamina e lactose. A atividade hemaglutinante de  AplyL-1  foi  independente  da presença de íons bivalentes e não foi alterada em condições básicas (acima de pH 7,0), mas bastante reduzida quando submetida a condições ácidas (abaixo de pH 6,0). Testes de termolabilidade mostraram que  AplyL-1  perde gradativamente sua atividade hemaglutinante  a partir de 40 ºC e não mais exibe atividade em 100 ºC.  Aply-L1  foi testada frente a diversas linhagens tumorais onde apresentou atividade antiproliferativa significativa (até 10 µg/mL) apenas para a linhagem de adenocarcinoma cervical humano (HeLa). Para a linhagem de célula normal 3T3 não foi vista atividade citotóxica. Em testes realizados com Leishmania braziliensis  e  Leishmania amazonensis,  Aply-L1  exibiu a capacidade de aglutinar somente a espécie  L. amazonensis  (na  concentração de 77,5 µg/mL).  Os resultados mostram que esta nova lectina ligante de derivados de galactose, pode ser importante no desenvolvimento de produtos com importância biotecnológica e filogenética.

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  • ISABEL ANDRADE LOPES DE SOUSA
  • Caracterização de um homólogo de HINT1 de cana-de-açúcar encontrado em bibliotecas subtrativas de cDNA para floração

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 27/02/2015
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  • Cana-de-açúcar é um cultivar muito importante economicamente por  apresentar diversos produtos finais como açúcar e bioetanol. A cana-de- açúcar é uma planta monocotiledônea cultivada em regiões tropicais e  subtropicais, seu genoma é octaploíde e devido a isto há uma  variabilidade genética nos diferentes cultivares. Um dos problemas  encontrado é o florescimento precoce para alguns cultivares, que pode  promover uma perda em até 60% na produção do suco, consequentemente na produção de açúcar ou bioetanol. Apesar de sua importância econômica, muito pouco é conhecido molecularmente sobre o processo de floração em cana-de-açúcar. Desta forma, neste trabalho nosso objetivo foi de caracterizar um gene homólogo a proteína HINT1, que foi identificado em bibliotecas subtrativas para florescimento, utilizando diferentes ferramentas moleculares. Os resultados obtidos com  os ensaios de dois-híbridos encontrou uma interação proteica com a proteína homologa à SUBTILISIN-like. Variações em sua estrutura gênica e na região promotora foram encontradas em cópias de cromossomos  artificiais bacterianos, além de duas proteínas distintas. Análises  filogenéticas mostraram que as sequências encontradas em  monocotiledôneas estão agrupadas. Outra análise realizada utilizando plantas contendo cassetes de superexpressão do gene HINT no sentido senso levou à baixa estatura vegetal, formação de órgãos fusionados e  indiferenciação meristemática, impedindo a formação de órgãos reprodutivos e consequente perda da produtividade. Já a superexpressão  do gene HINT no sentido antissenso gera plantas com apenas com  estatura menor que o controle, mas sem aparentes anormalidades nos  tecidos aéreos. Isto indica que HINT de cana de açúcar está relacionado ao desenvolvimento vegetal, havendo várias possibilidades de interações para a regulação do processo de indução floral.

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  • LIVIA DE LOURDES DE SOUSA PINTO
  • ANÁLISE ESTRUTURAL E AVALIAÇÃO DO EFEITO DO CONDROITIM SULFATO EXTRAÍDO DE TILÁPIA (Oreochromis niloticus) EM MODELO DE PERITONITE AGUDA.

  • Orientador : LUCIANA GUIMARAES ALVES FILGUEIRA
  • Data: 13/03/2015
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  • Condroitim sulfato (CS) é um glicosaminoglicano natural presente na matriz extracelular de tecidos conectivos, podendo ser extraído e purificado desses tecidos. O CS está envolvido em diversas funções biológicas, o que pode estar relacionado à variabilidade estrutural que possui, apesar da simplicidade da cadeia linear dessa molécula. Pesquisas com rejeitos provenientes da aquicultura vem sendo desenvolvidas no Brasil. A tilapicultura, por exemplo, é uma atividade que gera grande quantidade de resíduos que são descartados pelos produtores. Entende-se que o material descartado pode ser aproveitado em pesquisas como fonte de moléculas com importante aplicação biotecnológica, o que também contribui  na redução de impactos ambientais. Vísceras de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) foram submetidas à proteólise, em seguida os glicosaminoglicanos foram complexados com resina de troca iônica (Lewatit), fracionados com volumes crescentes de acetona e purificados através da cromatografia de troca iônica DEAE-Sephacel. Na sequência, a fração foi analisada através de eletroforese em gel de agarose e Ressonância Magnética Nuclear (RMN). O perfil eletroforético do composto, a análise dos espectros 1H de RMN e a correlação do HSQC permitem afirmar que o composto corresponde a uma molécula de condroitim sulfato. Este composto foi testado quanto a capacidade de reduzir o influxo de leucócitos em modelo de peritonite aguda induzida por tioglicolato de sódio. Nesse contexto, foi realizada a contagem total e diferencial de leucócitos do sangue e líquido peritoneal coletadas, respectivamente, da veia cava e do lavado peritoneal de cada animal submetido ao experimento. O condroitim sulfato, pela primeira vez isolado de tilápia (CST), foi capaz de reduzir a migração de leucócitos à cavidade peritoneal de camundongos inflamados em até 80,4% na dose de 10µg/kg. Os resultados mostram ainda que houve redução significativa (p<0,001) da população de polimorfonucleares do lavado peritoneal nas três doses testadas (0,1µg/kg; 1µg/kg e 10µg/kg) quando comparado ao controle positivo. Portanto, uma vez que a estrutura e o mecanismo de ação do CST tenham sido totalmente elucidados, esse composto pode apresentar potencial para uso terapêutico em doenças inflamatórias.

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  • JEANE FRANCO PIRES MEDEIROS
  • AVALIAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA E SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE ALFA-TOCOFEROL NO LEITE MATERNO EM MULHERES COM PARTOS PREMATUROS

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 05/05/2015
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  • O termo vitamina E refere-se a um grupo de oito compostos moleculares que diferem em estrutura e biodisponibilidade, sendo o RRR-alfa-tocoferol a forma mais ativa biologicamente. A composição de vitamina E no leite materno sofre variações ao longo da lactação, sendo o leite colostro mais rico neste micronutriente quando comparado ao leite de transição e maduro. Os recém-nascidos, especialmente os prematuros são mais susceptíveis a deficiência de vitamina E e para prevenir os danos causados por esta deficiência tem sido proposta a suplementação do neonato com este micronutriente, porém não existe consenso para realização desta intervenção. Assim, a suplementação materna com RRR-alfa-tocoferol no pós-parto pode ser uma boa alternativa para manter os níveis de alfa-tocoferol elevado por um período de tempo mais prolongado e, consequentemente, fornecer ao recém-nascido prematuro quantidades adequadas de vitamina E. Esse estudo objetivou avaliar o efeito da suplementação com 400 UI de acetato de RRR-alfa-tocoferol em mulheres com partos prematuros sobre a concentração de alfa-tocoferol no leite materno colostro, transição e maduro. Participaram do estudo 89 puérperas adultas saudáveis, que foram distribuídas no grupo controle (n = 51) e grupo suplementado (n = 38). Foram coletadas amostras de sangue e leite colostro logo após o parto (leite 0h), leite colostro 24 horas após a primeira coleta (leite 24h), leite de transição 7 dias após o parto (leite 7d) e leite maduro 30 dias após o parto (leite 30d). A suplementação no grupo suplementado foi realizada após a coleta de sangue e leite 0h. As análises de alfa-tocoferol foram feitas por cromatografia líquida de alta eficiência. Valores séricos de alfa-tocoferol menores que 516 μg/dL foram considerados indicativos de deficiência. A concentração média de alfa-tocoferol no soro das parturientes do grupo controle foi 1159,8 ± 292,4 μg/dL e no grupo suplementado foi 1128,3 ± 407,2 μg/dL, (p = 0,281). Todas as puérperas apresentaram estado nutricional em vitamina E adequado. Em ambos os grupos, foi possível observar que a concentração de vitamina E no leite colostro foi maior em relação ao leite de transição e maduro. No grupo suplementado a concentração de alfa-tocoferol aumentou em 60% no colostro 24 horas após a suplementação, passando de 1339,3 ± 414,2 μg/dL (leite 0h) para 2234,7 ± 997,3 μg/dL (leite 24h). Enquanto que o grupo controle os valores no colostro 0h e colostro 24h foram semelhantes 1512,0 ± 693,2 μg/dL e 1357,2 ± 735 μg/dL, respectivamente (p = 0,681). No leite de transição do grupo controle o valor de alfa-tocoferol foi 875,3 ± 292,4 μg/dL e no grupo suplementado 1352,8 ± 542,3 μg/dL, com aumento de 35% no grupo suplementado em relação ao controle (p < 0,001). No leite maduro foi encontrado 426,6 ± 187,5 μg/dL de alfa-tocoferol para o grupo controle e 416,4 ± 214,2 μg/dL para o grupo suplementado (p = 0,853). Apenas o leite 24h do grupo suplementado atendeu o requerimento nutricional de alfa-tocoferol (4 mg/dia) do recém-nascido. Não foram encontradas associações entre o alfa-tocoferol do soro e leite 0h, assim como entre o leite materno em suas distintas fases, tanto no grupo controle, quanto no grupo suplementado e tais resultados evidenciam que o transporte deste micronutriente para o leite ocorre de maneira controlada e limitada. Dessa forma, a suplementação materna com vitamina E eleva a concentração de alfa-tocoferol no leite colostro e de transição e não influencia a concentração no leite maduro. Apenas o aumento no leite colostro foi suficiente para atingir o requerimento nutricional do recém-nascido prematuro.

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  • MAYARA SANTA ROSA LIMA
  • Avaliação da concentração de vitamina A materna e de neonatos prematuros e a termo

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 26/05/2015
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  • A vitamina A é um nutriente essencial em diversos processos fisiológicos, como crescimento e desenvolvimento, de modo que um adequado estado nutricional nesse nutriente é fundamental na gestação e lactação. Mulheres lactantes e crianças em aleitamento materno são consideradas grupos de risco para a deficiência de vitamina A e alguns fatores podem aumentar o risco de hipovitaminose, como a prematuridade. O objetivo foi avaliar a concentração de vitamina A em lactantes e recém-nascidos prematuros (pré-termo) e a termo, por meio da determinação do retinol no soro materno, no soro do cordão umbilical e no leite materno. Foram recrutadas 182 parturientes, divididas em grupo pré-termo (GPT; n=118) e grupo termo (GT; n=64). O retinol foi analisado por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) até 72h pós-parto. No grupo pré-termo também foram analisadas amostras de leite de transição (7º-15º dia; n=68) e leite maduro (30º-55º dia; n=46). A concentração materna de retinol foi 48,6 ± 12,3 µg/dL no GPT e 42,8 ± 16,3 µg/dL no GT (p<0,01). O retinol no soro do cordão umbilical foi 20,4 ± 7,4 µg/dL no GPT e 23,2 ± 7,6 µg/dL no GT (p>0,05). Entre os recém-nascidos, 43% dos prematuros e 36% dos a termo apresentaram baixos níveis de retinol sérico (<20 µg/dL). No colostro, lactantes pré-termo e termo apresentaram média de retinol de 100,8 ± 49,0 µg/dL e 127,5 ± 65,1 µg/dL, respectivamente (p<0,05). A média de retinol no leite pré-termo aumentou para 112,5 ± 49,7 µg/dL na fase de transição e reduziu para 57,2 ± 23,4 µg/dL no leite maduro, diferindo significativamente entre todas as fases (p<0,05). Ao comparar com a recomendação de ingestão de vitamina A o leite colostro do GT atingiu a recomendação para lactentes, porém no GPT a recomendação não foi atingida em nenhuma das fases. As mães de recém-nascidos prematuros possuem concentração sérica de retinol superior à de mães a termo, entretanto, isso não foi refletido no retinol sérico dos recém-nascidos, uma vez que os prematuros apresentaram menor concentração de retinol. Tal condição pode ser explicada devido à menor hemodiluição fisiológica materna e transferência placentária de retinol para o feto durante a gestação pré-termo. A comparação do retinol no colostro evidenciou menor concentração no GPT, no entanto na fase de transição houve um aumento importante do conteúdo de retinol liberado pela glândula mamária de lactantes pré-termo. Essa situação evidencia uma adaptação fisiológica própria da prematuridade, provavelmente no sentido de contribuir mais para a formação das reservas hepáticas de retinol dos lactentes prematuros.

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  • JONALSON NOGUEIRA ARAÚJO
  • ATIVIDADE CITOTÓXICA, BACTERIOSTÁTICA E AGLUTINANTE DE LEISHMANIA DE ConM: UMA LECTINA ISOLADA DAS SEMENTES DO FEIJÃO DE PRAIA (Canavalia maritima)

  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 26/06/2015
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  • Sementes de plantas são reservatórios de moléculas com grande potencial para elaboração de bioprodutos e por este motivo uma especial atenção tem sido direcionada na busca de proteínas bioativas com ação antimetabólica e propriedades farmacológicas. Uma lectina das sementes de Canavalia maritima (CML) foi purificada em dois passos, pelo fracionamento com sulfato de amônio seguido pela cromatografia de afinidade em coluna Sephadex G-50. CML foi analisada por SDS-PAGE e parte de sua sequência de aminoácidos determinada por espectrometria de massas. Os 20 resíduos resultantes foram submetidos a uma procura local em bancos de dados e alinhados (BLASTp), resultando em 100% de identidade com a ConM. ConM foi testada contra eritrócitos do sangue periférico humano e foi constatado a ausência de toxicidade quando incubados com até 1000 µg/mL da proteína. Já contra células mononucleares, a lectina não foi significativamente tóxica nas concentrações de 1, 2,5 e 5 µg/mL, mas o foi a partir da concentração 7 µg/mL. Outros ensaios de citotoxicidade revelaram que a ConM não é tóxica para a linhagem RAEC quando testada com o dobro da maior concentração proteica que diminuiu a viabilidade das linhagens tumorais A549, 786-0, HT29 e HeLa no intervalo entre 24 e 72 horas, com as concentrações variando de 1 a 10 µg/ml. ConM foi capaz de aglutinar as formas promastigotas de Leishmania spp na concentração de 6,25 µg/ml. Quanto a ação contra Candida spp, nenhuma das concentrações testadas (1 a 500 µg/ml) foi capaz de interferir no crescimento. Quando avaliada a atividade bacteriostática, a ConM nas concentrações variando de 0,39 a 400 µg/ml não inibiu o crescimento de Escherichia coli, já para Staphylococcus aureusa concentração de 25 µg/ml se mostrou ativa, reduzindo o crescimento em 75 %. As lectinas de plantas são proteínas com atividades biológicas relacionadas a defesa, mas que podem ser utilizadas, heterologamente, como interferentes no metabolismo de outros organismos. O reconhecimento celular específico relacionado a estas proteínas as tornam alvos na busca e exploração de suas potencialidades biotecnológicas. Logo, se torna lógico pensar que estratégias para desenvolver novas moléculas e métodos de diagnósticos e tratamento contra células tumorais e patógenos são promissoras e devem ser desenvolvidas.

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  • DIEGO GOMES TEIXEIRA
  • Diversidade Genômica de isolados com origem clínica distinta de Leishmania infantum do Estado do Rio Grande do Norte

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 02/07/2015
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  • A Leishmaniose é uma doença infecciosa que até o momento não possui uma vacina capaz de eliminar o parasita do hospedeiro, sendo tratada apenas por meio de drogas pouco eficientes e de alto custo. Essa doença normalmente se apresenta formando ulcerações na pele, mucosas e vísceras. Os países mais atingidos por esse parasita encontram-se nas regiões tropicais do planeta, e afeta aproximadamente dois milhões de pessoas a cada ano. Acredita-se que no continente americano a espécie Leishmania infantum tenha sido introduzida pelos imigrantes durante o processo de colonização dos países da América central e do sul. Nas últimas décadas, estudos vêm mostrando que a expansão urbana associada com o fluxo de pessoas para regiões muito povoadas estão contribuindo para uma expansão no número de reservatórios para o parasita, influenciando uma maior variação de suas características gênicas. Tais variações genéticas vêm sendo associadas ao perfil sintomatológico dos parasitas em seus hospedeiros, principalmente humanos. No estado do Rio Grande do Norte, Brasil, foram isolados e sequenciados o genoma de 20 cepas de L. infantum as quais apresentaram diferentes padrões sintomatológicos (sintomático e assintomático) e com diferentes períodos de isolamento, 5 na década de 1990 e 15 nos anos recentes. Apesar dos diferentes padrões clínicos o genoma dos isolados apresentaram alto grau de identidade entre si, até mesmo os isolados da década de 90 quando comparados com os recentes. Entretanto, as poucas variações foram suficientes para a identificação de padrões de agrupamentos dos isolados por meio de PCA, mostrando que os isolados dos anos recentes se encontram mais homogêneos na população. Análises de reconstrução filogenéticas utilizando métodos Bayesianos foram realizadas e observou-se a manutenção nos padrões de agrupamento já vistos nos resultados anteriores, além disso foi gerado um expanded bayesian skyline plot por onde foi possível constatar o crescimento da população genômica de L. infantum quando comparado com a década de 1990. Foi observado alterações no número de cópias cromossômicas em todos os isolados, entretanto apenas o cromossomo 31 se apresentou como exclusivamente trissômico. O presente trabalho apresenta indícios de padrões nos genomas de isolados de L. infantum relacionando-os às características clínicas dos hospedeiros.

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  • EVELLYN CÂMARA GRILO
  • Avaliação da suplementação materna com palmitato de retinila sobre os níveis de retinol e alfa-tocoferol no leite humano

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 14/07/2015
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  • As vitaminas A e E são nutrientes que possuem natureza lipofílica e atuam em vários processos biológicos importantes, como a imunidade, reprodução, crescimento e desenvolvimento. Estas vitaminas são essenciais na fase inicial da vida e devem ser transferidas adequadamente da mãe para o filho durante a gestação e a lactação. A suplementação materna com vitamina A é uma das estratégias de controle de sua deficiência no grupo materno-infantil. Entretanto, estudos com animais evidenciaram que a suplementação com altas doses de vitamina A reduziu os níveis de alfa-tocoferol (vitamina E) no soro e no leite. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da suplementação materna com vitamina A sobre a concentração de retinol e alfa-tocoferol nos leites colostro e maduro de lactantes. Puérperas a termo e saudáveis foram aleatoriamente distribuídas nos grupos controle (n = 44) e suplementado (n = 44). Amostras de sangue e leite colostro foram coletadas no pós-parto imediato e uma amostra de leite maduro foi coletada após 30 dias. O grupo suplementado recebeu uma suplementação com palmitato de retinila (200.000 UI), sob a forma líquida, imediatamente após a primeira coleta de colostro. O retinol e o alfa-tocoferol das amostras biológicas foram analisados por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Os pontos de corte séricos para deficiência foram 20 µg/dL para a vitamina A e 516 µg/dL para a vitamina E. As concentrações médias de retinol e alfa-tocoferol no soro das lactantes foram 46,4 ± 15,9 µg/ dL e 1.023,6 ± 380,4 µg/ dL, respectivamente, sendo consideradas adequadas. No grupo suplementado, verificou-se um aumento significativo dos níveis de retinol no leite colostro, 24 horas após intervenção (p<0,001). Entretanto, não foi observada diferença estatística entre a concentração de retinol no leite maduro dos grupos avaliados (p>0,05). Além disso, após a suplementação materna com vitamina A, houve uma redução significativa na concentração de alfa-tocoferol no leite colostro (p<0,05), que correspondeu a um declínio de 16,4% dos níveis de vitamina E, corroborando com resultados obtidos em estudos com animais. Por outro lado, a administração do suplemento não influenciou os níveis de alfa-tocoferol no leite maduro (p>0,05). Diante disso, conclui-se que a suplementação materna com altas doses de vitamina A aumentou os níveis desse micronutriente no leite colostro, porém, reduziu a biodisponibilidade do alfa-tocoferol nessa secreção, o que pode trazer prejuízos à saúde do neonato, que possui reservas limitadas de vitamina E ao nascimento.

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  • JOÃO PAULO DE FREITAS NUNES
  • Evolução e especialização funcional da Acil-CoA oxidase 4 em Viridiplantae

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 28/07/2015
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  • Stored oils are essential to the germination and initial seedling establishment of oilseeds plants. After mobilization, these oils are subjected to β-oxidation in seed’s glyoxysomes, resulting Acetyl-CoA, which in turn feeds the Glyoxylate cycle. This cycle is a variation of the tricarboxylic acid cycle that uses acetyl-CoA to produce succinate or oxaloacetate molecules that can be later utilized in carbohydrate biosynthesis to support embryo development. The first step of glyoxysomal β-oxidation is catalyzed by a specific isoform of Acyl-CoA oxidase enzyme (ACX4), a member of the protein superfamily ACAD, which occurs more commonly in germinating seeds. However, five other ACX isoforms are found in plant genomes to date, each one related to specialized functions or fatty acid chain’s sizes. In order to understand the molecular evolutionary events underlying the functional specialization of these enzymes, we analyzed DNA, mRNA and protein sequences obtained in databases (NCBI, UNIPROT, TAIR, CDD, etc.) by bioinformatic inferences, to recognize and compare the introns-exons regions, as well as protein domains of different ACX isoforms from Viridiplantae species. Then the sequences were aligned, the Cis elements of the genes and their exon/domain, secondary structures were compared, submitted to structural modeling and maximum likelihood phylogenetic inferences. It was shown that the ACX4 enzymes are more closer related to other members of the ACAD superfamily, one of them the Acyl-CoA dehydrogenase enzyme (ACDH). Since fatty acids are not commonly used in other plants tissues to energy production and also β-oxidation by ACDH in mitochondria is more related to ATP synthesis, we hypothesized that ACX4 isoform may have been subjected to specific selective pressures, which stabilized its role during seed oil metabolism.

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  • ROMULO RODRIGO DE SOUZA ALMEIDA
  • Alterações Hepáticas na Expressão Gênica e Atividade da Catalase e Superóxido Dismutase em Ratos Diabéticos Induzidos por Estreptozootocina

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 29/07/2015
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  • Vários estudos tem estabelecido uma associação entre Diabetes Mellitus tipo 1 alterações hepáticas  estresse oxidativo. No entanto os conhecimentos de como essas alterações ocorrem no sistema antioxidante ainda não está elucidado. Este estudo avaliou os efeitos de quatro semanas de diabetes tipo 1 no tecido hepático. Ratos machos wistar foram divididos em 2 grupos: Controle (C) e Diabético (D). A análise da atividade de enzimas antioxidantes (CAT e SOD); a expressão do mRNA de CAT, SOD1, SOD2, GPX1 e PRX4 foram avaliadas; marcadores de estresse oxidativo também foram avaliados (Peroxidação de lipídeos, carbonilação de proteínas e conteúdo tiol) e conteúdo de H2O2 hepático. Como resultado a diabetes aumentou a atividade da SOD e a expressão gênica da SOD2, enquanto diminuiu a expressão da SOD1. Assim como houve diminuição da atividade da CAT e na expressão gênica da CAT, GPX1 e PRX4. Houve também mudanças em biomarcadores de estresse oxidativo. Nossos resultados sugerem que provavelmente as quatro semanas da diabetes, induzem alterações precoces no sistema antioxidante no fígado de ratos induzidos por STZ, agravando alterações decorrentes do estresse oxidativo levando a formação de espécies reativas de oxigênio, podendo contribuir para um prejuízo da função hepáticas.

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  • MARINA SAMPAIO DE MENEZES CRUZ
  • Investigação da toxicidade genética de produtos naturais através de bioensaios de curta duração

  • Orientador : VIVIANE SOUZA DO AMARAL
  • Data: 30/07/2015
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  • Os produtos naturais derivados de plantas servem de matéria-prima para a síntese de fitoterápicos, sendo amplamente utilizados por várias populações em todo o mundo. Dentre estes compostos, destacam-se as saponinas e seus metabólitos. Seu intenso uso é decorrente de suas propriedades bioativas, somado a sua similaridade estrutural a hormônios. As saponinas derivam-se em sapogeninas, como, por exemplo, a Diosgenina e a Hecogenina. Além de serem utilizadas na indústria farmacêutica para a produção de hormônios e anti-inflamatórios esteroidais, estas duas sapogeninas também são empregadas como fitoterápicos, estando presentes também em vegetais que compõem a dieta de muitas populações. Apesar da vasta utilização destes compostos, existe uma falta de informações sobre a toxicidade genética, o que torna o consumo destas sapogeninas um risco para as populações. Diante deste contexto, o presente trabalho teve como objetivo investigar as potencialidades tóxicas, em nível celular e de DNA, da Diosgenina e da Hecogenina. Ensaios em células HepG2 para a avaliação da citotoxicidade, genotoxicidade, e mutagenicidade foram realizados. Considerando os resultados obtidos com a Diosgenina, esta sapogenina mostrou efeito citotóxico em concentrações acima de 30 μM, assim como induziu significativamente incrementos na frequência de danos no DNA e de micronúcleos. Por outro lado, a Hecogenina somente se revelou citotóxica acima de 150 μM, porém em concentrações abaixo deste valor, foi capaz de induzir danos ao material genético sem promover um aumento na frequência de micronúcleos. A análise do conjunto destes dados sugere que o consumo de alimentos, fitoterápicos ou de medicamentos que contenham a Diosgenina na sua composição apresenta um risco maior de toxicidade, quando comparados com as formulações a base de Hecogenina, uma vez que a Diosgenina apresenta um potencial mutagênico demonstrado por meio de um aumento significativo na frequência de micronúcleos que são biomarcadores de instabilidade genômica.


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  • LUÍZA ARAÚJO DA COSTA XAVIER
  • Avaliação da instabilidade do genoma em crianças com fendas lábiopalatinas não-sindrômicas

  • Orientador : VIVIANE SOUZA DO AMARAL
  • Data: 31/07/2015
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  • As fendas lábiopalatinas não sindrômicas (FL/PNS) são defeitos congênitos comuns em humanos, caracterizadas pelo desenvolvimento incompleto de estruturas que separam a cavidade nasal da cavidade oral, e são causadas devido a uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Dados obtidos de estudos de caso-controle e intervenção dietética indicam que a suplementação materna com multivitaminas contendo ácido fólico previne o surgimento das fissuras orais. É conhecido que o ácido fólico participa de funções celulares essenciais, como a síntese de nucleotídeos para o reparo do DNA, as quais contribuem para a proteção da integridade do genoma contra eventos de danos gerados por fatores endógenos e/ou exógenos. Inclusive, estudos revelam que a deficiência desta vitamina aumenta a formação de micronúcleos, que são estruturas oriundas de eventos aneugênicos e/ou clastogênicos. Além disso, a biodisponibilidade deste micronutriente é modulada pelos polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do ácido fólico, comprometendo o desempenho das funções de estabilidade do genoma, e portanto, estão sendo associados com o desenvolvimento de vários distúrbios, dentre eles as fissuras orais. A partir deste contexto, foi conduzido um estudo transversal do tipo caso-controle não pareado com o objetivo de avaliar a frequência de biomarcadores de instabilidade do genoma, sua relação com polimorfismos das enzimas do metabolismo do folato, e se essas variáveis estão associadas com o desenvolvimento das FL/PNS em crianças do Rio Grande do Norte, Brasil.

    Assim, 48 pacientes fissurados e 18 crianças controles foram recrutadas, respectivamente, no Hospital de Pediatria Professor Heriberto Ferreira Bezerra (HOSPED)/UFRN e em escolas estaduais da cidade de Natal, RN. Com o devido consentimento dos participantes, realizou-se uma entrevista com os responsáveis para obtenção de dados epidemiológicos, como também procedeu-se a coleta sanguínea das crianças para a realização dos testes. Foi executado o ensaio do micronúcleo com bloqueio da citocinese (CBMN) para calcular a frequencia de micronúcleos (MN), entre outros marcadores citogenéticos. Como também, a partir da extração do DNA genômico, avaliou-se os polimorfismos da metileno tetrahidrofolato redutase C677T e A1298C, metionina sintase A2756G, metionina sintase redutase A66G e do receptor de folato reduzido A80G pela técnica de reação em cadeia da polimerase associada ao polimorfismo de tamanho do fragmento de restrição (PCR-RFLP).

    As crianças portadoras de FL/PNS apresentaram maior frequência basal de MN, além de um aumento nas Pontes Nucleoplasmáticas (PN) e nos Brotos Nucleares (BN) quando comparadas com as frequências observadas no grupo de crianças controle (p < 0,001). Além disso, nenhum dos polimorfismos avaliados modificou significativamente a frequência destes biomarcadores. Adicionalmente, o MN foi uma variável significativa (p = 0.043) para a predição do fenótipo fenda no modelo de regressão logística binária. Portanto, a instabilidade do genoma observada nas crianças com fissuras orofaciais sugere que os eventos genotóxicos, em particular os que promovem quebras na dupla fita do DNA, originando micronúcleos, representam fatores relevantes no desenvolvimento das fendas lábio palatinas não-sindrômicas.

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  • MARILIA MEDEIROS FERNANDES DE NEGREIROS
  • NANOPARTÍCULAS DE PRATA CONTENDO POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DE ALGAS: CARACTERIZAÇÃO QUIMICA, MORFOLÓGICA E IDENTIFICAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, BACTERICIDA, ANTIPLORIFERATIVA E IMUNOMODULATÓRIA

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 07/08/2015
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  • A produção de nanoparticulas de prata com extratos naturais tem sido apontada como uma excelente alternativa para potencializar ou fornecer novas aplicabilidades a extratos. Extratos de polissacarídeos sulfatados de algas (ASP) apresentam propriedades importantes nas áreas da nutrição e farmacologia, porém há poucos relatos da produção de nanopartículas de prata com extratos ricos em polissacarídeos sulfatados (SPN). Assim, neste trabalho sintetizou-se SPN de algas encontradas no Brasil: Spatoglossum schröederiDictyopteris justiiSargassum filipendula  e Dictyota mertensii. A obtenção dos extratos ricos em polissacarídeos ocorreu por proteólise seguida por precipitação com metanol. A síntese das diferentes nanopartículas ocorreu com a adição de soluções de prata 1 mM em soluções dos diferentes polissacarídeos e mantidos em repouso. Posteriormente as amostras foram centrifugadas e liofilizadas. A formação SPN foi confirmada por espectroscopia UV/visível, microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica. O tamanho das SPN foi de 108 ± 2 nm; 82 ± 1nm; 288 ± 52 nm; 104 ± 2 nm para S. schröederi; D. justii; S. filipendula; D. mertensii, respectivamente e se manteve estável por catorze meses. Os potenciais zeta e as formas das SPN foram negativas e arredondadas, respectivamente, e resultados de diversos testes in vitro mostraram que as SPN potencializam as atividades antioxidantes de ASP. As SPN também foram biocompatíveis com células normais 3T3 (fibroblastos murinicos). Por outro lado, SPN de S schröederi e de D. mertensii tiveram atividade citotóxica (~60%) frente as células de melanoma murínico (B16F10) e acredita-se que a maior atividade citotóxica destas SPN ocorram devido aos seus pequenos tamanhos. SPN também tiveram grande capacidade antibacteriana. Nanopartículas de D. justii e S. filipendula tiveram os melhores resultados, sendo necessário somente 50 µg/mL para a morte da bactéria E. coli e 100 µg/mL para a morte de S. aureus. Hipotetíza-se que esta atividade ocorra por liberação de prata pelas SPN. SPN também foram capazes de induzir a produção de óxido nítrico e citocinas com perfil semelhante a os seus respectivos ASP, com exceção para SPN de S. schröederi. Em geral os resultados revelaram que a síntese de SPN a partir das ASP potencializa efeitos antioxidantes, citotóxico e antibacteriano, além de apresentar o mesmo efeito imunomodulador de seus respectivos ASP. Os dados obtidos levam a propor que a síntese de SPN constituiu-se como um possível mecanismo potencializador de atividades biológicas.

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  • RÔMULO DOS SANTOS CAVALCANTE
  • Caracterização estrutural de um novo condroitim antitrombótico altamente sulfatado contendo o resíduo de GlcA 2,3-O-dissulfato isolado do Litopenaeus vannamei


  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 07/08/2015
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  • Por muitos anos as doenças cardiovasculares e os distúrbios tromboembólicos vêm representando a principal causa de mortes por doenças no mundo. Diante desta realidade e das complicações do uso da heparina, vários estudos relatando a ocorrência de glicosaminoglicanos com potencial antitrombótico já foram descritos. No entanto, com o aprimoramento e o surgimento de novas técnicas de caracterização estrutural, tem sido possível identificar novas moléculas antitrombóticas e compreender outros aspectos da relação estrutura-atividade destes compostos. Nesse contexto, este trabalho descreve a ocorrência de um condroitim sulfato altamente sulfatado (CSAS) e com grande potencial terapêutico no cefalotórax do camarão Litopenaeus vannamei. Essa molécula foi isolada mediante proteólise, tratamento com acetona e purificado por cromatografias de troca-iônica e gel filtração. Estruturalmente, o CSAS do camarão apresentou uma massa molecular média de ~ 26 kDa e não foi completamente digerido pelas condroitinases AC e ABC liases. A partir dos espectros de RMN unidimensional TOCSY seletivo e bidimensional ¹H/¹³C HSQC foi possível identificar a presença do raro resíduo de ácido glucurônico 2,3-O-disulfatado (GlcA,2,3S), além dos 2-O- e 3-O-sulfatado. A avaliação do CSAS do camarão sobre o sistema de coagulação mostrou uma grande capacidade de inibição da trombina (~ 94% de inibição) e uma insignificante atividade anticoagulante pelos métodos de TTPA, TP e atividade anti-Xa. Esses dados, somados a incapacidade de estabilização da antitrombina III pelo CSAS do camarão, sugerem que sua atividade anticoagulante é mediada pelo cofator II da heparina. Além disso, foi observado que esta molécula também apresenta um baixo efeito hemorrágico e um grande potencial antitrombótico observado pelos métodos de indução de trombose venosa em ratos (~ 70% de redução dos trombos formados) e de estímulo da síntese de GAGs antitrombóticos em células endoteliais. Este trabalho relata pela primeira vez a ocorrência de um CSAS

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  • KAHENA DE QUEVEDO FLORENTIN
  • Caracterização estrutural e atividades farmacológicas do alginato obtido da alga Dictyopteris delicatula (J. V. Lamouroux.1809) e seu derivado sulfatado

  • Orientador : LUCIANA GUIMARAES ALVES FILGUEIRA
  • Data: 28/10/2015
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  • Alginate is a linear polymer compound of D-mannuronic acid(M) linked (1 → 4) at its epimer in C-5 of L-guluronic acid (G). An alginate was isolated and partially purified from brown seaweed D. delicatula (DYN). DYN was chemically sufated (DYS). DYS showed 22% of sulfation and the rate of total sugars was around 66 and 59% for DYN and DYS respectively. DYN DYS and showed a ratio M G of 0.86 and 1.1, respectively. IR signals at 1221cm-1 confirmed the sulfation of DYS. DYN presented anticoagulant activity about intrinsic coagulation pathway, while DYS did not alter the clotting times for aPTT and PT. DYN and DYS also showed antioxidant properties especially ferric chelation where DYN reached about 97% and the OH sequestration where both averaged 85%. In 3T3 cells, DYN indicated proliferation in 24h and 48h of incubation and no cytotoxicity. For tumor lines HeLa and b16, and DYN and DYS decreased significantly the cell viability, especially after 48 hours (about 71% of inhibition). Given the results obtained in this study, it is clear that the sulfation is not decisive for the activity of D. delicatula alginate. In general, DYS and DYN shown as potential compounds to be used pharmacologically, and also in the food industry for revealing be great antioxidant.

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  • PAULA SIMONE ORTIZ BARROS
  • A MOBILIZAÇÃO DE LIPÍDEOS E PROTEÍNAS DE RESERVA É SIMULTANEAMENTE MODULADA POR AÇÚCARES DURANTE O ESTABELECIMENTO DA PLÂNTULA EM GIRASSOL

  • Orientador : EDUARDO LUIZ VOIGT
  • Data: 29/10/2015
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  • Experimentos de suplementação in vitro utilizando plântulas de girassol foram realizados para investigar o efeito modulador de açúcares exógenos sobre a mobilização de diferentes reservas e as alterações concomitantes sobre a partição de metabólitos e a atividade de enzimas degradadoras. Quando sacarose 100 mM foi adicionada ao meio de cultura, a mobilização de lipídeos e proteínas de reserva foi retardada nos cotilédones. Uma mistura equimolar de glicose e frutose falhou em mimetizar esta resposta, mas resultados semelhantes foram encontrados utilizando concentração equimolar de glicose ou análogos não metabolizáveis da glicose. O atraso da mobilização lipídeos e proteínas de reserva é acompanhado pela acumulação de açúcares não redutores em um gradiente decrescente das raízes para os cotilédones. Além disso, a glicose e os açúcares não-metabolizáveis, manose e 3-O-metil-glicose, foram capazes de diminuir a atividade de lipases, amilases e proteases ácidas nos cotilédones. De acordo com estes resultados, açúcares exógenos modulam a mobilização das principais reservas (lipídeos e proteínas de reserva) durante o estabelecimento de plântulas em girassol. Esta resposta não foi especificamente desencadeada por sacarose e não foi exclusivamente devido a efeitos metabólicos dos açúcares. As atividades das diferentes enzimas degradadoras de reservas são simultaneamente moduladas pela glicose exógena. Um gradiente de açúcares não redutores (provavelmente sacarose) pode desempenhar um papel na sinalização à longa distância, indicando alterações da relação fonte-dreno.

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  • PATRICIA INGRID MACÊDO DE CASTRO
  • Receptores de citocinas proinflamatórias na pré-eclâmpsia

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 30/11/2015
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  • A pré-eclâmpsia é uma doença que afeta 3-8% das mulheres grávidas. Os fatores de risco para essa doença não são completamente compreendidos, mas incluem desregulação da resposta imune oriundos de defeitos na placentação, fatores ambientais e genéticos. O presente estudo teve como objetivo investigar associação variação na quantidade de receptores de citocinas pró-inflamatórias (IL-1R, IL-6R e TNF-αR) estariam envolvidos com a pré-eclâmpsia. Receptores de citocinas (IL-1R2, TNF-αR1 e IL-6R) foram avaliados em células mononucleares das grávidas normotensas (controle n=11) e grávidas com pré-eclâmpsia (PE, n=24). Mulheres com pré-eclampsia tinham peso mais elevado no início da gravidez (p=0.0171). Foi observado uma diminuição de monócitos clássicos, mas não de monócitos intermediários e não-clássicos na pré-eclâmpsia. A frequência dos receptores de citocinas proinflamatórias IL-1R2, TNF-αR IL-6R aderidos a membrana das subpopulações de monócitos (clássicos, intermediários e não clássicos) e linfócitos (CD3+CD4+ e CD3+CD8+) estavam diminuídas em pacientes com pré-eclâmpsia, quando comparados com grávidas normais. A redução na quantidade de receptores de citocinas IL-1R2, TNF-αR1 e IL-6R em monóciots e linfócitos pode ser um fator mantenedor do estado inflamatório na pré-eclampsia.

Teses
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  • JONAS IVAN NOBRE OLIVEIRA
  • Biofísica Molecular: do Transporte Eletrônico em Sistemas Biológicos à Descrição Quântica da Estabilidade do Colágeno Humano

  • Orientador : UMBERTO LAINO FULCO
  • Data: 26/02/2015
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  • Esta tese trata de duas pesquisas no campo da modelagem molecular, com diferentes naturezas conceituais, porém, baseadas em semelhantes princípios teóricos da física quântica e da química computacional. No primeiro estudo, com o intuito de esclarecer os aspectos estruturais e energéticos da estabilidade da tripla-hélice do colágeno humano, foram quantificadas as energias de interação entre os resíduos de aminoácidos que compõem o peptídeo homotrimérico T3-785, por intermédio de cálculos de Mecânica Quântica na luz da Teoria do Funcional da Densidade (DFT) e do método de Fracionamento Molecular com Capuzes Conjugados (MFCC). Assim, as forças de atração e repulsão de cada um dos 90 resíduos que compõem o sistema foram assinadas e as regiões com alta/baixa estabilidade identificadas e comparativamente analisadas. Os dados obtidos aprofundaram as discussões sobre a estabilidade conformacional do colágeno. Na segunda pesquisa, propriedades de transporte eletrônico de dois modelos biológicos foram exploradas. Nesse sentido, 27 miRNAs associados ao autismo e peptídeos formados pelas sequências (Thr-Ala)n e (Ala-Lys)n tiveram suas curvas de corrente-voltagem (I x V) calculadas. Os cálculos computacionais foram parcialmente executados pelo método quântico DFT e, fundamentalmente, dentro de um modelo tight-binding, em conjunto com a técnica de matriz de transferência. No caso dos miRNAs, os resultados sugerem que um tipo de biosensor pode ser desenvolvido para distinguir diferentes tipos de autismo. Já os peptídeos analisados, demonstraram-se como bons candidatos para a construção de um diodo molecular. Ambos os resultados    podem fundamentar e estimular pesquisas experimentais com essas biomoléculas no campo da nanoeletrônica.

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  • MAIRA CONCEIÇÃO JERONIMO DE SOUZA LIMA
  • Análise fitoquímica e avaliação das atividades anti-inflamatória, antipeçonhenta e citotóxica de extratos aquosos de Aspidosperma pyrifolium e Ipomoea asarifolia.

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 17/04/2015
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  • Envenenamentos causados por animais peçonhentos são um grave problema de saúde pública, enquadrando-se nesse cenário, principalmente, os escorpiões e as serpentes. Tityus serrulatus é considerado o escorpião mais venenoso da America do Sul, devido à alta toxicidade do seu veneno, responsável por causar acidentes graves, principalmente em crianças. A espécie Bothrops jararaca é uma serpente que possui no seu veneno uma mistura complexa de enzimas, peptídeos e outras moléculas. As toxinas do veneno de B. jararaca induzem respostas inflamatórias locais e sistêmicas. O tratamento de escolha para os casos graves de envenenamento é a administração intravenosa do antiveneno especifico. Porém, nem sempre esse tratamento está acessível para os moradores de zonas rurais, que fazem uso de extratos de plantas medicinais. Nesse contexto, extratos aquosos, frações e compostos isolados de Aspidosperma pyrifolium (pereiro) e Ipomoea asarifolia (salsa), usadas na medicina popular, foram objeto de estudo deste trabalho para avaliar a atividade anti-inflamatória nos modelos de peritonite induzida por carragenina e peritonite induzida pelo veneno de T. serrulatus (VTs), e nos no modelo de edema local e infiltrado inflamatório induzido pelo veneno de B. jararaca, administrados pela via intravenosa. Os resultados dos ensaios de citotoxicidade utilizando o ensaio MTT demonstraram que os extratos aquosos das espécies vegetais apresentaram baixa toxicidade para células provenientes de fibroblasto de embrião de camundongo (3T3). A análise química dos extratos por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência revelou a presença do flavonóide rutina, na A. pyrifolium, e rutina, ácido clorogênico e ácido caféico, na I. asarifolia. Quanto à avaliação farmacológica, os resultados demonstraram que o pré-tratamento com extratos aquosos e frações reduziram a migração de leucócitos totais para a cavidade abdonimal no modelo de peritonite causada por carragenina e no modelo de peritonite induzida por veneno de T. serrulatus. E ainda, esses grupos apresentaram atividade antiedematogênica, no modelo de edema local causado pelo veneno de B. jararaca, e reduziram o infiltrado inflamatório para o músculo. Os soros (anti-aracnídico e anti-botrópico) específicos para cada veneno atuaram inibindo a ação inflamatória dos venenos e foram utilizados como controles. Os compostos identificados nos extratos também foram testados e, assim como os extratos das plantas, exibiram efeitos anti-inflamatórios significativos, nas doses testadas. Dessa forma, esses resultados dão evidências, às plantas estudadas, de potencial atividade anti-inflamatória. Esse é o primeiro estudo que avaliou os possíveis efeitos biológicos de A. pyrifolium e I. asarifolia, mostrando o potencial biológico que essas espécies possuem.

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  • VIRGINIA PENELLOPE MACEDO E SILVA
  • VARIABILIDADE GENÉTICA DE Leishmania spp. CIRCULANTES ENTRE HUMANOS E CÃES E INFECÇÃO DE FLEBOTOMÍNEOS EM ÁREAS ENDÊMICAS PARA AS LEISHMANIOSES NO RIO GRANDE DO NORTE.

  • Orientador : MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
  • Data: 23/04/2015
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  • Nas Américas, a infecção por Leishmania tem como principal agente etiológico Leishmania infantum. Nos últimos 30 anos o padrão de distribuição das leishmanioses tem mudado substancialmente e a doença tem apresentado um perfil emergente na periferia dos grandes centros urbanos. A infecção por Leishmania pode evoluir com um amplo espectro clínico desde o acometimento da pele, mucosas e vísceras. Dos indivíduos infectados por L. infantum apenas 10% desenvolvem a doença, sabe-se que 90% da infecção humana é assintomática e diversos fatores estão envolvidos no curso da infecção. Os principais fatores envolvidos no desenvolvimento da doença são a resposta imune do hospedeiro, a espécie e o conteúdo gênico do parasita. O sequenciamento dos isolados de Leishmania poderia aumentar a compreensão acerca da sintomatologia dos indivíduos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a diversidade genética de cepas de Leishmania circulantes entre humanos, sintomáticos e assintomáticos e cães de áreas endêmicas do Rio Grande do Norte. A variabilidade genética de um grupo de amostras de humanos e caninos com a doença visceral, doença cutânea e infecção assintomática foi avaliado com os marcadores moleculares hsp70 e ITS1. O genoma completo de 20 isolados de Leishmania oriundos de humanos, sintomáticos e assintomáticos, e cães foram sequenciados para avaliar a diversidade dessas amostras. Os fragmentos amplificados de hsp70 e ITS1 das amostras e foram analisados e montadas utilizando o pacote Phred/Phrap. Os dendogramas foram construídos aplicando o método neighbor joining com 500 bootstraps, seguido das inferências sobre as relações entre as variantes de Leishmania. As sequências dos 20 isolados brasileiros foram mapeadas com o genoma de referência Leishmania infantum JPCM5, usando o programa Bowtie2, com identificação de 36 contigs. As informações dos SNPs válidos foram utilizadas na PCA. Os SNPs foram visualizados pelo Geneious 7.1 e IGV. As anotações do genoma foram então transferidas para seus respectivos cromossomos e visualizadas utilizando o Geneious. As sequências consenso de todos os cromossomos (com mínimo de 75% das reads com a mesma base) foram alinhadas usando Mauve. As árvores filogenéticas foram calculadas de acordo com cálculos de máxima verossimilhança e modelos JTT. Como resultados obtivemos que hsp70 e ITS1 não foram capazes de definir variabilidade genética entre os isolados de humanos e cães; nem para os isolados de cultura e de sangue periférico, oriundos de um mesmo paciente.O sequenciamento genômico dos 20 isolados brasileiros revelou uma forte relação entre as cepas de Leishmania circulantes em no Rio Grande do Norte. Os isolados da Grande Natal de humanos e caninos permaneceram agrupados em todas as análises, sugerindo que existe proximidade genotípica e geográfica entre os isolados. As amostras isoladas na década de 1990 apresentaram uma maior diversidade genotípica quando comparadas as amostras recentemente isoladas. De forma geral, não encontramos correlação entre as formas clínicas sintomáticas e assintomáticas e o conteúdo gênico dos isolados brasileiros de Leishmania.


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  • JOAO FIRMINO RODRIGUES NETO
  • MOLÉCULAS COESTIMULATÓRIAS NA LEISHMANIOSE VISCERAL.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 27/04/2015
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  • A leishmaniose visceral é uma doença endêmica em muitos países, incluindo o Brasil. O protozoário Leishmania infantum é o agente etiológico da LV, sendo este patógeno transmitido pela picada das fêmeas dos flebotomíneos, durante o repasto sanguíneo. A maior parte dos indivíduos quando expostos ao parasita não desenvolvem a doença, pois apresentam um predomínio da resposta celular Th1. Aqueles que desenvolvem, apresentam sinais como febre, perda de peso, hepatoesplenomegalia e um comprometimento da resposta imune celular, específica a antígenos de Leishmania. Nós avaliamos se essa anergia observada durante a doença ativa poderia estar associada com alterações nas moléculas coestimulatórias de linfócitos T ou em seus ligantes em monócitos CD14+. Encontramos que durante a leishmaniose visceral ativa há aumento na porcentagem de CTLA-4 em linfócitos T CD4+ (p=0,001) e ICOS em linfócitos T CD4+ e CD8+ (p=0,002 para CD4+ e p=0,003 para CD8+) após estímulo por antígeno solúvel de Leishmania (SLA), e que há maior porcentagem dessas moléculas ex vivo, quando comparados indivíduos sintomáticos aos recuperados (p=0,04 para CTLA-4 em CD4+, e p=0,001 para ICOS em CD4+ e p=0,026 para CD8+). Além disso, encontramos uma maior expressão dos genes CTLA-4, OX-40 e ICOS, durante a LV ativa. As moléculas CD40, CD80, CD86, HLA-DR e ICOSL aparentemente não sofrem alteração durante a doença. Há produção de IFN-γ, após estímulo por SLA, em indivíduos sintomáticos; no entanto, há diminuição na razão entre IFN-γ/IL-10, sendo observada um aumento desta após a cura. Podemos sugerir que há o comprometimento de algumas vias de moléculas coestimulatórias durante a leishmaniose visceral, e que isto pode ser usado pelo parasita para garantir sua sobrevivência e proliferação.

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  • ARIANE FERREIRA LACERDA
  • Avaliação da atividade antimicrobiana das defensinas recombinantes de ervilha (drr230a) e café (cd1) produzidas em Pichia pastoris

  • Data: 30/06/2015
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  • A ineficácia de pesticidas químicos no controle de fungos fitopatogênicos na agricultura e a frequente incidência de doenças humanas causadas por bactérias resistentes a antibióticos leva à busca por compostos antimicrobianos alternativos. Neste contexto, defensinas vegetais constituem uma promissora ferramenta no controle de agentes patogênicos tanto de plantas quanto de humanos. Defensinas de plantas são 

    peptídeos catiônicos com aproximadamente 50 resíduos de aminoácidos, ricas em cisteínas e cuja estrutura tridimensional é bastante conservada entre as diferentes espécies vegetais. Estas moléculas de ação antimicrobiana representam um importante componente inato da resposta de defesa vegetal contra patógenos e são expressas em diversos tecidos da planta, como folhas, tubérculos, flores, vagens e sementes. O presente trabalho teve por finalidade a avaliação da atividade antimicrobiana de duas defensinas vegetais contra diferentes espécies de fungos fitopatogênicos e bactérias patogênicas ao homem. A defensina Drr230a, cujo gene foi isolado de ervilha (Pisum sativum) e a defensina CD1, cujo gene foi identificado no transcriptoma de café (Coffea arabica), foram subclonadas em vetor de expressão de levedura e expressas em Pichia pastoris. O gene cd1 foi subclonado em duas formas recombinantes: CD1tC, contendo uma sequência codificante para seis histidinas (6xHis) na região C-terminal do peptídeo; e CD1tN, contendo sequência codificante para 6xHis na região N-terminal. No caso da defensina Drr230a, a sequência codificante para 6xHis foi inserida apenas na região carboxílica da proteína. Ensaios de atividade antimicrobiana das proteínas recombinantes purificadas rDrr230a e rCD1 contra Phakopsora pachyrhizi, agente causal da ferrugem asiática da soja, foram realizados para analisar a inibição da germinação de esporos in vitro e a severidade da doença causada pelo fungo in planta. As duas defensinas recombinantes testadas foram capazes de inibir significativamente a germinação de uredosporos de P. pachyrhizi, não havendo diferença estatística entre a ação antimicrobiana de CD1tC e CD1tN. Ademais, rDrr230a e rCD1 reduziram drasticamente a severidade da ferrugem asiática da soja, conforme demonstrado em ensaios in planta. Apesar de rCD1 não ter sido capaz de inibir a proliferação das bactérias patogênicas humanas Staplylococcus aureus e Klebsiella pneumoniae, rCD1 mostrou-se capaz de inibir o crescimento do fungo fitopatogênico Fusarium tucumaniae, causador da síndrome da morte súbita da soja. Os resultados obtidos mostram que tais defensinas vegetais são candidatas úteis para serem utilizadas em programas de engenharia genética de plantas para controlar doenças fúngicas impactantes na agricultura. 

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  • PAULA IVANI MEDEIROS DOS SANTOS
  • PURIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE UMA NOVA LECTINA COM ATIVIDADE IMUNOMODULADORA DA ESPONJA Aplysina fulva.


  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 10/07/2015
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  • As esponjas marinhas se apresentam como uma rica fonte de novos compostos bioativos de grande interesse biotecnológico, vimos, neste trabalho, relatar a purificação e caracterização de uma lectina da espécie Aplysina fulva, denominada AFL com atividade imunomoduladora, bem como avaliar se a mesma possue efeito citotóxico sobre células em cultura (normais, tumorais e leishmanias). As proteínas totais foram extraídas da esponja com tampão Tris-HCl 20 mM, pH 7,5, e fracionadas por precipitação com acetona. A fração obtida com 1 volume de acetona possuía maior atividade hemaglutinante e foi submetida a uma cromatografia em matriz de goma guar com tampão tetraborato de sódio 20 mM, pH 7,5. Em seguida foi aplicada em uma coluna de Superdex 75 (FPLC-AKTA) contendo tampão Tris-HCl 20 mM, pH 7,5. A pureza da lectina foi atestada em uma coluna HILIC (HPLC). A sequência de 15 resíduos de aminoácidos do N-terminal da lectina foi determinada por degradação de Edman e não apresentou similaridade com nenhuma outra proteína dos bancos de dados mais conhecidos. A massa foi estabelecida em 62 kDa, por gel filtração em Superdex 75. Análise após tratamento com agentes redutores permitiu deduzir que AFL é uma proteína homotetramérica. Sua atividade hemaglutinante foi reduzida quando a lectina foi exposta em meio ácido (pH < 4) ou quando submetida a temperaturas acima de 60 ºC. AFL apresentou especificidade para lactose e parcial para D-glicose e D-galactose. A lectina purificada AFL não apresentou efeito citotóxico para as linhagens de células cancerígenas (PANC, HeLa, HT-29, Bf16F10, A549) e de fibroblastos (MRC5). AFL foi capaz de aglutinar formas promastigotas vivas de Leishmania amazonensis e L. braziliensis, e teve sua atividade revertida pela adição de lactose ao ensaio. AFL não diminuiu de forma significante a viabilidade de L. amazonensis. A lectina AFL apresentou atividade mitogênica em concentrações a partir de 40 µg/mL para célula mononucleares do sangue periférico (monócitos e linfócitos). A lectina AFL foi capaz de induzir na linhagem de macrófagos (RAW264.7) de murinos a liberação de TNF-α, mas não de IL-6, na concentração de 10,0 µg/mL. Quando AFL foi incubada com células esplênicas de camundongos BALB/c, foi capaz de estimular a produção de IFN-γ e promover a diferenciação de células T para uma resposta imune celular do tipo Th1. A capacidade de modular a resposta imune do tipo Th1 jamais foi relatada em lectinas de esponjas marinhas. Todos os resultados corroboram com o alto potencial que a lectina AFL apresenta como uma nova molécula capaz de modular o sistema imune, podendo ser utilizada como adjuvante de vacinas contra microrganismos, dentre eles, os do gênero leishmania

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  • MONIQUE GABRIELA DAS CHAGAS FAUSTINO ALVES
  • OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DE Hypnea musciformis E PURIFICAÇÃO, A PARTIR DESTES, DE XILOGALACTANAS COM AÇÃO ANTICOAGULANTE, ANTIOXIDANTE E IMUNOMODULATÓRIA

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 18/08/2015
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  • A alga vermelha Hypnea musciformis é uma reconhecida fonte de polissacarídeos sulfatados com ampla importância industrial e farmacológica. Previamente, utilizando um método de extração, foi possível a obtenção de galactanas sulfatadas com potencial antioxidante e anticoagulante. Neste trabalho, realizamos pequenas modificações para otimizar este método de extração das galactanas dessa alga com o objetivo de determinar a melhor condição para se obter estes polímeros. Variando o tempo de incubação em 8 h, 12 h, 18 h e 24 h foram obtidos os extratos ricos em polissacarídeos sulfatados (PS) nomeados de FT8h, FT12h, FT18h, respectivamente. O tempo de incubação que possibilitou o maior rendimento foi o de 18 h. Com este tempo de incubação e variando a relação massa/volume do pó de alga delipidado/ NaCl (4v, 6v, 8v, 10v) obteve-se quatros extratos denominados de FT4v, FT6v, FT8v e FT10v. A maior quantidade de extrato foi obtida com a condição FT10v. Este extrato é constituída por polissacarídeos com menor razão sulfato/açúcar e maior potencial imunomodulatório. Quando ela foi utilizada para a obtenção das frações polissacarídicas através do fracionamento com acetona obteve-se quatro frações ricas em galactanas sulfatadas (F0,7v; F1,0v; F1,3v e F2,5v). Devido ao maior rendimento e ao comportamento eletroforético dos componentes polissacarídicos, a fração F1,0v foi a escolhida para ser utilizada no passo seguinte de purificação. Utilizando um dipositivo de separação dos compostos por massa molecular, conseguiu-se a partir de F1,0v seis subfrações (FI, FII, FIII, FIV, FV, FVI). Cerca de 60% do material obtido corresponde a FI (>100 KDa), a qual foi submetida a cromatografia de troca iônica, e dai obteve-se duas galactanas purificadas, DI e DII. Verificou-se a presença de xilose, galactose e anidrogalactose nas frações, desta forma DI e DII tratam-se de xilogalactanas sulfatadas. A xilogalactana DI apresentou um potencial antioxidante (69,88 ± 0,21) duas vezes maior que DII (32,89 ±0,833 mg de equivalentes de ácido ascórbico/g de fração) pelo método da capacidade antioxidante total. As duas galactanas apresentaram ação sequestradora de radicais superóxido (~70%.). Em relação a atividade anticoagulante, DI e DII aumentaram em 3,3 e 7,1 vezes o tempo de formação do coágulo em comparação ao controle, respectivamente. As xilogalactanas também exibiram potencial imunomodulatório. Contudo, apenas a xilogalactana DI apresentou ação estimulatória sobre a produção de óxido nítrico (NO) por macrófagos (4,83 µM de nitrito de sódio/célula x105). Por ouro lado, as duas xilogalactanas promoveram estimulação na produção de fator de necrose tumoral (TNF) por macrófagos, com maior capacidade estimulatória observada para DI (113,03 pg/célula x 105) comparada com DII (10,45 pg/célula x 105). Com relação a estimulação da produção de interleucina-6 (IL-6) pelos macrófagos, apenas a xilogalactana DI (16,79 pg/célula x 105 ) teve essa ação. Além disso, as xilogalactanas estimularam a expressão de mRNA de IL-6, interleucina-10 (IL-10), interleucina-1a (IL-1a) e das enzimas ciclooxigenase-2 (COX-2) e xantina oxidoredutase (XOR).  Com base nos dados obtidos, sugere-se que modificações no método de extração dos polissacarídeos pode ser crucial para a aquisição de moléculas com atividades diferentes de uma mesma fonte, e que o processo de purificação permitiu o isolamento de duas xilogalactanas com ação antioxidante, anticoagulante e imunomodulatória.

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  • RAFAEL BARROS GOMES DA CAMARA
  •  Extração, caracterização e prospecção de atividades farmacológicas de polissacarídeos sulfatados da macroalga verde Caulerpa prolifera.

     

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 20/08/2015
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  • O presente estudo teve como objetivo extrair, caracterizar e realizar uma análise prospectiva de atividades farmacológicas de polissacarídeos sulfatados da macroalga verde Caulerpa prolifera. Sete frações (CP-0.3/CP-0.5/CP-0.7/CP-0.9/CP-1.1/CP-1.5/CP-2.0) foram obtidas de C. prolifera por proteólise alcalina seguida de precipitação sequencial em acetona. As análises físico-químicas indicaram que C. prolifera sintetiza diferentes populações de heteropolissacarídeos sulfatados. Na análise da atividade anticoagulante, todas as frações, exceto CP-0.3, apresentaram influência sobre a via intrínseca da coagulação. Todas as frações apresentaram atividade antioxidante em 6 ensaios diferentes, sendo mais pronunciadas no teste de sequestro de peróxido de hidrogênio, com destaque para CP-0.3, CP-0.7 e CP-0.9 (quando se obteve até 61% de sequestro), no teste de quelação férrica (com destaque para CP-0.9, com 56% de quelação) e no teste de quelação cúprica (com destaque para CP-2.0, com quelação de 78%). Com relação a ação imunomoduladora, a presença de CP-0.3, CP-0.7 e CP-0.9 promoveu aumento da produção de óxido nítrico (ON) em macrófagos em até 48, 142 e 163 vezes, respectivamente. De maneira oposta, a síntese de ON caiu em 73% quando macrófagos ativados por LPS foram incubados concomitantemente com CP-2. A atividade anti-adipogênica das frações também foi avaliada e o destaque ficou com CP-1.5, na presença desta fração (0,2 mg/mL) a diferenciação de pré-adipócitos (3T3-L1) em adipócitos foi reduzida em 60%. Vale salientar, que a viabilidade das células 3T3-L1 não foi afetada pela presença de CP-1.5. O que não ocorreu com células de câncer cervical humano (HeLa) e de adenocarcinoma renal humano (786-0), já que a viabilidade dessas células caiu quando elas foram expostas as frações, o destaque foi para a redução da viabilidade em torno de 55% quando as células HeLa foram incubadas com CP-0.3, CP-0.5 e CP-0.9. Já com 786-0, o melhor resultado encontrado foi com o uso da fração CP-1.5, quando se obteve uma redução de ~75% da viabilidade celular. Não se identificou atividade leishmanicida ou microbicida contra a Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) com ao se testar as frações contra estes organismos. No entanto, a proliferação de Staphylococcus epidermidis foi diminuída em 30% na presença de CP-1.5. Outro resultado relevante, foi a observação de que a formação de cristais de oxalato cálcio na presença das frações era alterada. Destaca-se CP-0.3, CP-0.5 e CP-1.1, já que na presença dessas frações identificou-se apenas a formação de cristais dihidratados e de tamanho médio 80% menor do que aquele verificado no grupo controle. Dados oriundos da avaliação do potencial zeta dos cristais formados na presença das frações e da avaliação de imagens de microscopia confocal de cristais formados na presença das frações marcadas fluorescentemente levaram a hipótese de que os polissacarídeos presentes nas frações interagem com o cálcio da rede cristalina e isso afeta o crescimento e a morfologia dos cristais formados. Os resultados aqui descritos levam a sugestão de os principais agentes responsáveis pelas atividades observadas com as frações seriam os polissacarídeos sulfatados, portanto passos posteriores de purificação desses polímeros, bem como a investigação de seus mecanismos de ação devem ser investigados. Por fim, os dados aqui obtidos levam a observação de que as frações ricas em polissacarídeos obtidas da alga C. prolifera apresentam um potencial multiterapêutico por serem anticoagulantes, antioxidantes, imunomoduladores, citotóxicas contra células tumorais, anti-adipogenicos, antibacterianas e alterarem a formação de cristais de oxalato de cálcio.

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  • AMANDA LARISSA MARQUES DE MEDEIROS
  • CARACTERIZAÇÃO DE GENES DE REPARO DE DNA EM CANA-DE-AÇÚCAR
  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 16/10/2015
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  • A cana-de-açúcar é uma importante cultura para nosso país, que contribui com quase metade de toda a produtividade mundial. Muitos desafios são enfrentados pelas plantas, que muitas vezes não atingem todo o seu potencial genético devido a presença de estresses bióticos e abióticos. Como consequência, esses estresses podem gerar espécies reativas de oxigênio, que podem danificar o material genético. Outra consequência do estresse é a floração precoce, que diminui também a produtividade da cana-de-açúcar. Neste contexto, este trabalho apresenta como objetivos caracterizar os genes scMUTM1 e scMUTM2, duas DNA glicosilases pertencentes à via de reparo por excisão de base (BER), além de identificar transcritos potencialmente relacionados com estresse e reparo de DNA, em duas variedades com fenótipo contrastante para floração. A caracterização das glicosilases incluiu a construção de cassetes de expressão de proteínas, para posterior purificação e uso em ensaios enzimáticos; construção de árvore filogenética e análise de promotor deste gene. Com a reconstrução filogenética de MUTM foi possível observar que há o agrupamento desta sequência em um ramo com monocotiledôneas e outro com dicotiledôneas. Isto sugere que a duplicação desta sequência pode ter ocorrido depois da divergência desses dois grupos. Com a análise do promotor deste gene, é sugerido que, provavelmente, o gene ScMUTM1 pode estar sofrendo subfuncionalização, uma vez que a região promotora do gene ScMUTM2 apresenta uma maior quantidade de sequências regulatórias relacionadas ao estresse. Por meio das análises de expressão gênica utilizando microarranjos, se observou a superexpressão de genes relacionados ao estresse de forma marcante em uma das condições de análise relacionadas com floração precoce.

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  • RALFO GOES PACCHIONI
  • Requerimentos genéticos da síntese translesão dos adutos de Benzo[a]pireno

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 27/11/2015
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  •           A busca pela manutenção da integridade genômica é uma tarefa constante nas células de todos os organismos vivos. DNA polimerases replicativas atuam de forma rápida e fiel durante a replicação para que a cópia da informação genética passada de uma geração a outra seja fidedigna. Além disso, devido ao genoma ser constantemente agredido por agentes endógenos e exógenos capazes de lesionar a molécula de DNA, são acionados na célula sistemas de reparo de DNA capazes de prevenir os efeitos prejudiciais dessas lesões, uma vez que elas podem levar à mutações. Embora esses mecanismos sejam eficientes na restauração da molécula de DNA, muitas lesões escapam da correção e acabam sendo encontradas pela polimerase replicativa – enzima nem sempre capaz de sintetizar moldes de DNA danificados. Dependendo do tipo de lesão, esse encontro pode resultar no colapso da forquilha de replicação e, consequentemente, mecanismos capazes de burlar esses obstáculos são acionados. Uma das alternativas é a utilização de polimerases de síntese translesão especializadas capazes de replicar as lesões mesmo com o custo da mutagênese, em um processo chamado de Síntese Translesão. Dentre os mais diversos agentes danosos ao DNA está o poluente Benzo[a]pireno, um potente carcinógeno onipresente no ambiente. Esse químico, ao ser metabolicamente ativado na célula, gera os subprodutos BaP+ e BaP- que se ligam como adutos ao DNA de forma covalente, sendo potentes bloqueadores da forquilha de replicação. Nesse trabalho são apresentados alguns dos requerimentos para a ocorrência em E. coli da síntese translesão desses adutos estereoisômeros BaP+ e BaP-, inseridos no contexto de sequência CTGBaP+/-CAG. Os resultados mostram que enquanto o principal aduto BaP+ requer as duas enzimas de síntese translesão cataliticamente ativas Pol IV e Pol V para ser replicado, BaP- exige apenas Pol IV. Dados demonstram que a taxa de síntese translesão desses adutos possui relação positiva com a concentração de polimerases especializadas no meio celular, as quais possuem níveis aumentados pela indução da resposta SOS. Além disso, é sugerido um desbalanço do pool de nucleotídeos que desloca a reação de síntese translesão no sentido da síntese e um modelo de replicação desses adutos.

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  • VANESSA OLINTO DOS SANTOS EVANGELISTA
  • Desenvolvimento de testes de fluxo lateral para a detecção de cultivares geneticamente modificados e de aflatoxinas em produtos agrícolas

  • Data: 03/12/2015
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  • A expansão agrícola utilizando cultivares geneticamente modificados (GM) é fenômeno mundial. Esse fato tem impulsionado a implementação de legislações regulatórias para monitorar à presença de variedades GM em culturas agrícolas. Outra importante demanda mundial está relacionada ao consumo de alimentos contaminados por aflatoxinas. Essas moléculas constituem um classe de compostos extremamente tóxicos que causam efeitos danosos para a saúde humana e animal. Por isso, a segurança e qualidade dos produtos agrícolas são essenciais para os consumidores. Os testes de fluxo lateral são métodos alternativos promissores que podem ser utilizados tanto para a detecção de proteínas transgênicas expressas em culturas GM quanto para a detecção de compostos tóxicos em alimentos. Essa técnica apresenta vantagens adicionais quando comparado aos métodos convencionais, como: simplicidade, rapidez e baixo custo. Nesse estudo foram desenvolvidos dois testes de fluxo lateral, um para a identificação das proteínas Cry1Ac e Cry8 Ka5 expressas em cultivares de algodão GM e o outro, para a detecção de aflatoxinas em produtos agrícolas. O teste, para a detecção dos cultivares transgênicos, foi desenvolvido no formato sandwhich. Esse teste foi desenvolvido utilizando os anticorpos monoclonais 1B1 e 5H4, produzidos contra a proteína Cry1Ac, mas que apresentaram reação cruzada para a proteína Cry8Ka5. O monoclonal anti-Cry1B1 foi conjugado com nanopartículas de ouro coloidal (40 nm) e utilizados como reagente de detecção. O monoclonal 5H4 foi adsorvido na membrana de nitrocelulose, na região denominada de linha teste e utilizado como reagente de captura do teste. Na linha controle, foi adsorvido o anticorpo anti-mouse IgG. Esses testes foram validados utilizando amostras de folhas de plantas de algodão GM ( Bollgard I ® e Planta 50- produzida em nosso laboratório) e folhas provenientes de cultivares não GM ( Cooker 312). Os resultados demonstraram que esse teste foi capaz de distinguir eficientemente amostras GM de não GM. Além disso, também apresentou elevada sensibilidade, sendo capaz de detectar 0,06 μg das proteínas respectivas nos cultivares transgênicos. O teste para a detecção de aflatoxinas foi desenvolvido no formato competitivo. O anticorpo α-AFLA 3B6, produzido contra AFB1, apresentou reatividade cruzada contra as aflatoxinas AFB2, AFG1, AFG2 e AFM1 e por isso, foi utilizado para o desenvolvimento das fitas-testes. Nesse teste o anticorpo 3B6 foi conjugado com ouro coloidal (40 nm) e utilizado como reagente de detecção. O antígeno AFB1 foi adsorvido na linha teste e utilizado como reagente de captura e o anti-mouse IgG foi imobilizado na linha controle do teste. Para a validação, grãos de soja contaminados com o fungo Aspergillus flavus, foram utilizados. Esses testes também foram avaliados quanto à habilidade de detecção de aflatoxinas em amostras alimentares, incluindo leite e proteína texturizada de soja. Os resultados demonstraram que a fita eficientemente identificou amostras contendo aflatoxinas. Além disso, apresentou sensibilidade de 0,5 ng/mL ou 0,5 μg/Kg. Os resultados obtidos sugerem que as fitas testes desenvolvidas podem ser utilizadas como método rápido e de baixo custo para o screening de cultivares GM, expressando as proteínas Cry1Ac e Cry8Ka5, quanto para a detecção de aflatoxinas em amostras alimentares.

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  • RUTH MEDEIROS DE OLIVEIRA
  • Avaliação das atividades farmacológicas de fucoidans obtidos do extrato bruto do fucoidan de Fucus vesiculosus comercializado

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 18/12/2015
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    Fucoidan é um termo usado para definir polissacarídeos pertencentes ao grupo das heterofucanas que apresentam na sua constituição menos de 90% de L-fucose. Uma exceção a esta regra é o fucoidan obtido da alga Fucus vesiculosus. Este fucoidan é comercializado pela empresa SIGMA-ALDRICH Co. e tem sido utilizado em várias pesquisas para avaliação de suas atividades farmacológicas. No entanto, este produto não é uma molécula pura, sendo na verdade uma mistura de diferentes fucoidans. Neste trabalho foram obtidos, a partir de precipitação com acetona, quatro fucoidans a partir do extrato bruto do fucoidan de F. vesiculosus comercializado pela SIGMA-ALDRICH Co. para avaliação de suas atividades anticoagulante, antioxidante, antiadipogênica, imunomodulatória e antiurolítica. Na atividade anticoagulante, avaliada pelo teste de TTPa, destacaram-se os fucoidans F0.9, F1.1 e F2.0 que induziram um aumento de oito vezes no tempo de coagulação, quando comparado ao controle, quando uma massa de 10 µg foi aplicada. Já para o teste de TP, apenas o fucoidan F0.9 foi capaz de aumentar o tempo de coagulação em comparação ao controle. Na capacidade antioxidante total (CAT), a atividade do fucoidan F2.0 correspondeu a aproximadamente 400 equivalentes de ácido ascórbico, enquanto que o fucoidan F0.5 foi o menos efetivo, com atividade referente a aproximadamente 38 equivalentes. Com relação ao efeito sobre a adipogênese de células pré-adipocitárias (3T3-L1), foi observado que alguns fucoidans causaram uma redução da adipogênese, como foi o caso de F1.1 e F2.0 e este efeito foi associado à redução na expressão das proteínas reguladoras C/EBPα, C/EBPβ e PPARγ. Por outro lado, os fucoidans F0.5 e F0.9 induziram a adipogênese pelo aumento da expressão desses reguladores proteicos. Além disso, o fucoidan F2.0 foi capaz de induzir a hidrólise de triglicerídeos presentes no interior dos adipócitos. O efeito imunomodulador foi avaliado e foi observado que a presença dos fucoidans F0.5, F1.1 e F2.0 reduziram significativamente a produção de óxido nítrico por macrófagos ativados com LPS, com destaque para o fucoidan F2.0 que, na concentração de 100 µg/mL, conseguiu reduzir, em aproximadamente, 55% o efeito causado pelo LPS. Já com relação ao efeito dos fucoidans sobre a formação de cristais de oxalato de cálcio, foi observado que o fucoidan F0.5 interferiu, mais efetivamente, sobre a agregação desses cristais e tal efeito não foi significativamente diferente com relação ao efeito causado pelo extrato bruto. Além disso, o fucoidan F0.5 promoveu a formação apenas de cristais do tipo dihidratados (COD), enquanto que os fucoidans F1.1 e F2.0 não interferiram significativamente sobre a formação dos cristais, quando comparados ao controle. Os resultados obtidos neste trabalho indicam que o extrato bruto do fucoidan de Fucus vesiculosus comercializado é, na verdade, uma mistura de diferentes fucoidans que, por sua vez, possuem composições químicas diferentes além de possuírem atividades farmacológicas diferenciadas e que o uso desses fucoidans é indicado de acordo com a atividade farmacológica a ser avaliada.

     

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  • ADRIANA DA SILVA BRITO
  • Caracterização Estrutural de um Heparinoide com Potencial Anticoagulante e Antitumoral Isolado do Camarão Litopenaeus vannamei


  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 22/12/2015
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  • Complicações trombóticas são a segunda causa de morte em pacientes com câncer e a terapia anticoagulante com heparina tem sido amplamente indicada. Além de prevenir a ocorrência de tromboembolismo, a heparina também é capaz de inibir passos importantes da progressão tumoral, contribuindo para a redução da agressividade do tumor. Entretanto, seu aproveitamento clínico é limitado especialmente pela ocorrência de hemorragias, o que tem estimulado a pesquisa por análogos de heparina (heparinoides) com efeitos colaterais reduzidos. O presente trabalho descreve as características estruturais e o potencial anticoagulante e antitumoral de um heparinoide com baixo risco hemorrágico isolado do cefalotórax do camarão Litopenaeus vannamei. A molécula foi obtida após proteólise, tratamento com acetona e purificação por cromatografias de troca-iônica e gel filtração. O heparinoide do camarão apresentou uma massa molecular média de ~ 15 kDa e as análises por despolimerização enzimática e RMN revelaram que o composto compartilha características estruturais com a heparina, como o alto grau de N- e 6-O-sulfatação, além do baixo grau de N-acetilação, e também com o heparam sulfato (HS), como o alto conteúdo de ácido glucurônico. Além de inibir a formação de coágulo pelo ensaio de aPTT, o heparinoide foi capaz de promover a estabilização térmica da antitrombina, o que pode justificar suas atividades anti-Xa e anti-IIa. Semelhante à heparina de mamíferos, o composto de L. vannamei foi capaz de induzir a síntese de HS antitrombótico por células endoteliais (ECs) em todas as concentrações testadas. Quando avaliado com relação a seu efeito sobre as etapas da progressão tumoral, foi demonstrado que o composto isolado do camarão reduz mais de 80% da formação de estruturas tubulares em matrigel, e 86% da migração de células de melanoma murino (B16F10) por uma membrana permeável. Embora tenha sido incapaz de inibir a proliferação dessas células durante um período de 24 h, a molécula em estudo apresentou um importante efeito antiproliferativo em longo prazo, reduzindo cerca de 80% da clonogenicidade das células tumorais nas concentrações de 50 e 100 µg/mL (p<0,001), bem como a proliferação celular independente de ancoragem, um importante indicativo da malignidade do tumor. Esses resultados podem explicar a significativa redução do crescimento tumoral em camundongos C57BL/6 tratados com heparinoide nas doses de 50 e 100 µg/Kg/dia (82,2 e 97% de redução, respectivamente). Os resultados obtidos aqui demonstram que o heparinoide de L. vannamei pode ser um modelo promissor para o desenvolvimento de novos agentes capazes de auxiliar no tratamento oncológico, uma vez que o mesmo pode ser efetivo não apenas em reduzir a progressão do tumor, com também em prevenir as complicações trombóticas que ocorrem no paciente com câncer. Além disso, o heparinoide ainda oferece a vantagem de ser obtido a partir de uma fonte de baixo custo e possuir uma atividade hemorrágica negligente.

2014
Dissertações
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  • THIAGO GOMES COSTA
  • CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DA FUCANA B EXTRAÍDA DA ALGA Dictyota menstrualis

  • Orientador : LUCIANA GUIMARAES ALVES FILGUEIRA
  • Data: 06/02/2014
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  • Algas marinhas são uma das principais fontes de compostos biologicamente ativos. Na matriz extracelular desses organismos existem os polissacarídeos sulfatados que funcionam como componente estrutural prevenindo-a contra desidratação. A fração 0,9 (FucB) rica em fucanas sulfatadas obtida da alga marrom Dictyota menstrualis foi caracterizada quimicamente e avaliada quanto a atividade farmacológica por meio de ensaios de atividade anticoagulante, ação estimulatória sobre a síntese de heparam sulfato antitrombótico, atividade antioxidante e seus efeitos na proliferação celular. Os principais componentes da FucB foram carboidratos (49,80 ± 0,10%) e sulfato (42,30 ± 0,015%), apresentando compostos fenólicos (3,86 ± 0,016%) e baixa contaminação protéica (0,58 ± 0,001%). FucB mostrou perfil polidisperso e sinais na análise de infravermelho em 1262, 1074 e 930 e 840 cm-1 atribuídos a ligações S=O de ésteres de sulfato, presença de ligação C-O de 3,6-anidrogalactose, β-D-galactose não sulfatada e sulfato na posição axial do C4 da fucose, respectivamente. FucB exibiu moderada atividade anticoagulante, este polissacarídeo prolongou o tempo de tromboplastina parcial activada (aPTT) a 200 ug (>90s) não foi observado qualquer efeito de FucB sobre o tempo de protrombina (PT), que corresponde a via extrínseca da coagulação. Esta fração promoveu estimulação cerca de 3,6 vezes na síntese de heparam sulfato (HS) pelas células endoteliais da aorta de coelho (RAEC), em cultura, quando comparadas com as células não tratadas com FucB. Esta também demonstrou competir pelo sítio de ligação com a heparina. A fração rica em fucanas sulfatadas exibiu forte ação antioxidante sobre os ensaios de antioxidante total (109,7 e 89,5% comparados com padrões BHT e Ácido ascórbico), poder redutor (71% comparado ao Ácido ascórbico) e quelação férrica (71,5% comparando com ácido ascórbico). A fração dessa alga mostrou atividade citostática sobre as células RAEC revelando que o aumento da síntese de heparan sulfato não está relacionado à proliferação. FucB apresentou ação antiproliferativa sobre linhagens celulares modificadas como Hela e Hep G2 pelo ensaio de MTT. Esses resultados sugerem que FucB de Dictyota menstrualis tem potencial anticoagulante, antitrombótico, antioxidante bem como uma possível ação antitumoral, promovendo a estimulação da síntese de HS antitrombótico pelas células endoteliais, sendo útil na prevenção da trombose, devido também a sua ação inibitória sobre as espécies reativas do oxigênio (ROS) em alguns sistemas in vitro, estando envolvidos na promoção de estado de hipercoagulabilidade.

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  • HUGO WESCLEY BARROS ALMEIDA
  • Extração, caracterização estrutural e atividades farmacológicas do alginato obtido da alga marrom Lobophora variegata (Lamouroux) Oliveira Filho, 1977.

  • Orientador : LUCIANA GUIMARAES ALVES FILGUEIRA
  • Data: 28/02/2014
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  • O alginato foi extraído da alga Lobophora variegata e parte foi sulfatado para fins comparativos. O extrato nativo apresentou 42% de açúcar total, 65% de ácido urônico, 0,36% de proteína e 0% de sulfato, enquanto a sulfatada apresentou 39%, 60%, 0,36% e 27,92% respectivamente. A presença do grupo sulfato pode ser verificada através da metacromasia com o corante azul de toluidina no sistema de eletroforese e vibração característica em 1262,34 cm-1 na espectroscopia de infravermelho, atribuído a ligações S=O. Observou-se a formação de filmes e esferas de alginato nativo, onde a solução mais concentrada 6%, resultou em um filme mais espesso e consistente. O alginato nativo apresentou atividade proliferativa nas concentrações (25 e 50µg), (50 µg) e (100 µg) em linhagem celular 3T3 em 24h, 48h e 72h, respectivamente, já o sulfatado em (100 µg) em 24h. Apresentou também atividade antiproliferativa ou citotóxica em células da linhagem HeLa, com  (25 e 100 µg), (25 e 100 µg) e (25, 50 e 100 µg), para o nativo,  já para a sulfatada nas concentrações (100 µg) em 24h, (25, 50 e 100 µg) em 48h, e (50 e 100 µg) 72h. Quanto a atividade antioxidante, os alginatos sulfatados apresentam melhor varredura do radical hidroxila (0,3, 0,62, 1,25, 2,5 e em 5 µg /mL) e atividade antioxidante total 29,2 equivalente ao ácido ascórbico  enquanto o nativo apresentou 7,8mg/g equivalente de ácido ascórbico. Em relação ao poder redutor o extrato nativo obteve variação da absorbância entre 0,672 a 0,821nm enquanto a sulfatada oscilou entre 0,475 e 1,31nm de inibição relativa ao ácido ascórbico que a 0,25mg/mL teve alta ação redutora  com absorbância de 1,505 mostrando um baixo poder redutor de ambas as amostras frente a esse antioxidante sintético. Na quelação do íon ferro o AN apresentou efeito dose dependente promovendo um efeito de 99,5% atingindo um platô a partir de 0,31 mg/mL equiparado-se ao EDTA, já o AS mostrou uma baixa atividade quelante com 6,5% a uma concentração de 5 mg/mL

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  • NATHALIA MAÍRA CABRAL DE MEDEIROS
  • Análise filogenética e funcional de dois genes de reparo homólogos a AP endonuclease em cana-de-açúcar: ScARP1 e ScARP3.

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 21/03/2014
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  • O genoma de todos os organismos sofre constantemente a influência de fatores mutagênicos que podem ser de origem endógena e/ou exógena, estes podem resultar em danos ao material genético. Se esses danos não forem corrigidos pode levar ao aparecimento de mutações. As plantas por serem organismos sesseis estão continuamente expostas a estes fatores. Considerando isto, os organismos (animais e vegetais) possuem diferentes vias de reparo de DNA para manter a integridade do material genético. Dentro destas vias, há a via de Reparo por Excisão de Bases (BER) que é composta por diferentes enzimas, e dentro dessa via há a enzima AP endonuclease que é alvo deste estudo. Trabalhos anteriores em cana-de-açúcar identificaram duas sequências de cDNA homólogas a esta proteína que foram denominadas ScARP1 e ScARP3. Com isso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar estas duas sequências por meio de análises filogenéticas utilizando sequências presentes dentro do reino Plantae, e de análises estruturais dos genes de AP endonuclease por análise in silico e por plantas transgênicas contendo cassetes de super-expressão. Além disso, foi realizado transformações e a obtenção plantas transgênicas de Nicotiana tabacum contendo cassetes de super-expressão em orientação anti-senso. Foi também analisado a relação filogenética de genes DNA ligase I presentes no organismo vegetal de estudo. Os resultados obtidos permitiram verificar que as sequências ScARP1 e ScARP3 correspondem a uma duplicação, provavelmente devido a um processo de duplicação do genoma como um todo (WGD) que deve ter ocorrido no grupo das gramíneas (Poaceae). Reforçando estes dados, foi verificado um possível direcionamento da proteína para organelas diferentes, sendo que a ScARP1 pode ser encontrada no núcleo e a ScARP3 em mitocondrias e/ou cloroplasto. Com relação as plantas transgênicas contendo o cassete em orientação anti-senso foi observado que estas apresentaram crescimento lento quando comparado com a planta selvagem (não transformada). Além disso, seu fenótipo abrange alterações morfológicas no crescimento foliar, baixa estatura e diminuição na produção de sementes. Entretanto, ainda se faz necessário a obtenção da linhagem homozigota para aprofundar essas observações. Desta forma, estes resultados permitem compreender um pouco melhor do possível papel da enzima AP endonuclease em cana-de-açúcar e em plantas.

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  • VANESSA CRISTINA OLIVEIRA DE LIMA
  • EFEITO GRASTROPROTETOR DE ISOLADOS PROTEICOS DE SEMENTES DE Erythrina velutina EM MODELO EXPERIMENTAL DE ÚLCERA 

  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 24/03/2014
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  • A úlcera gástrica é uma patologia inflamatória na qual ocorre um desequilíbrio entre os fatores protetores e agressores da mucosa, nos quais a elastase de neutrófilo humano (ENH) está inserida e cuja hiperatividade corrobora no processo inflamatório. Os inibidores de tripsina e quimotripsina da espécie Erythrina velutina têm ação anti-inflamatória atestada. Logo, esse estudo tem por objetivo avaliar o efeito gastroprotetor por ação inibitória sobre ENH de isolados proteicos com atividades antitríptica e antiquimotríptica de sementes de E. velutina em modelo experimental de úlcera gástrica. Para tal, os isolados proteicos foram obtidos por extração, precipitação com sulfato de amônio e cromatografia em coluna de afinidade com matriz sepharose, derivatizada com as respectivas enzimas imobilizadas inibidas por cada isolado. Foi determinado para o isolado proteico com atividade antitríptica a IC50, a Ki e a estabilidade em diferentes pHs e temperaturas para tripsina e ENH. Dois grupos foram receberam o isolado proteico com atividade antitríptica em duas concentrações (0,2 e 0,4 mg/kg), um terceiro grupo com isolado proteico com atividade antiquimotríptica (0,035 mg/kg), como controle negativo, um quarto grupo que recebeu cloridrato de Ranitidina (50 mg/kg) e no controle positivo, um último grupo que recebeu solução salina 0,9%. Após cinco dias de administração, foi induzida nos cinco grupos de animais (ratas wistar, pesando entre 180 – 220 g com 8 semanas), a úlcera gástrica com etanol 99%. Como resultado, o isolado proteico com atividade antitríptica, apresentou alta afinidade e atividade de inibição sobre ENH com valores de Ki e uma IC50 de 0,4µg/ml e 1,0µg/ml, além de estabilidade e em uma faixa de temperatura de 37 a 100°C e de pHs de 2 a 14. Ambos os isolados proteicos foram eficazes em proteger danos contra à mucosa gástrica, principalmente as lesões hemorrágicas. Além disso, não apresentaram efeitos tóxicos aos animais. Dessa forma, os inibidores de serinoproteases com atividade antitríptica e antiquimotríptica se mostraram eficientes gastroprotetores, despontando como uma terapêutica alternativa na prevenção da úlcera gástrica.

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  • MÁRCIA DANIELLE DE ARAÚJO DANTAS
  • ESTUDO DO GENOMA DO VÍRUS CAUSADOR DA MIONECROSE INFECCIOSA EM CAMARÕES E DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS PARA DETECÇÃO DE DIFERENTES VARIANTES.

  • Orientador : DANIEL CARLOS FERREIRA LANZA
  • Data: 01/08/2014
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  • A produção de crustáceos foi a atividade que mais cresceu na aquicultura mundial nos últimos anos, atingindo 4,5 milhões de toneladas e US$ 17,95 bilhões de dólares em 2006, tendo o camarão cultivado correspondido a 17% do valor total dos produtos pesqueiros internacionalmente negociados. No Brasil, a produção de camarão alcançou 85.000 toneladas em 2013, sendo os estados do Ceará e Rio Grande do Norte os principais produtores. Apesar do crescimento na produtividade, os carcinicultores têm sofrido nas últimas décadas perdas econômicas significativas devido o surgimento de doenças virais como a Mionecrose Infecciosa – IMN. A IMN foi identificada pela primeira vez em 2002 no estado do Piauí e hoje já está disseminada em toda região Nordeste do Brasil. Essa doença também atingiu outros países como Indonésia, Tailândia e província de Hainan na China. O principal sintoma da IMN é a mionecrose, que consiste na necrose dos músculos estriados do abdômen e do cefalotórax do camarão. A IMN é causada pelo vírus da mionecrose infecciosa – IMNV, um vírus não envelopado, com simetria icosaédrica e 40nm de diâmetro que possui protrusões ao longo de seu capsídeo. O genoma viral é formado por uma única molécula de RNA dupla fita e apresenta duas ORFs. A ORF1 codifica a proteína principal do capsídeo e uma possível proteína de ligação a RNA. A ORF2 codifica uma provável RNA polimerase dependente de RNA (RdRp). Dois genomas do IMNV isolados do Brasil foram sequenciados e comparados com outros dois genomas completos disponíveis no GenBank. Os novos genomas se mostraram mais semelhantes entre si do que com aqueles já descritos. O alinhamento e a análise de similaridade entre as quatro sequências possibilitou a construção de um mapa de sítios polimórficos e revelou que a região mais variável do genoma se encontra na primeira metade da ORF1 que coincide com as regiões que possivelmente codificam a protrusão viral. As regiões mais estáveis do genoma se encontraram em domínios conservados de proteínas que interagem com o RNA. Modelos estruturais para proteínas do IMNV foram calculados usando modelagens por threading e simulações ab initio. Esses modelos indicam que as proteínas do IMNV possuem motivos e formas similares às proteínas de outros totivírus. Além disso, um novo sistema de detecção por PCR capaz de discriminar os quatro isolados foi desenvolvido.

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  • RAYSSA KARLA DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • Avaliação do efeito da inibição do reparo de sítios abásicos na resposta inflamatória celular.

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 21/08/2014
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  • Proteínas do reparo por excisão de bases (BER) têm sido associadas a funções além do reparo e DNA. A apurínica/apirimidinica endonuclease 1 (APE1) é uma proteína multifuncional envolvida em diversas atividades celulares como ativação redox de fatores de transcrição, processamento de RNA e reparo de DNA. Alguns trabalhos têm descrito a ação da proteína 8-oxoguanina (OGG1) na correção de lesões oxidadas no promotor como passo para a transcrição de citocinas pro-inflamatórias. Apesar de ser notadamente importante na ativação redox de fatores de transcrição, como o fator nuclear κB (NF- κB) e AP-1, a atividade de reparo de APE1 ainda não foi associada à resposta inflamatória. Neste trabalho, foram utilizadas análises bioinformáticas e abordagens experimentais para investigar a relação entre a inibição do reparo de sítios abásicos no DNA pela MX, molécula sintética inibidora indireta da atividade de reparo de APE1, e a modulação de resposta inflamatória. Os resultados demonstraram que o tratamento de monócitos com lipopolissacarídeo (LPS) e MX reduziu a expressão de citocinas, quimiocinas e receptores toll-like, e regulou negativamente processos biológicos da imunidade, como ativação de macrófagos, e as vias ativadas pelo (NF-κB), fator de necrose tumoral (TNF-α) e interferon, sem induzir morte celular. A análise transcriptômica sugere que o tratamento LPS/MX induz disfunções mitocondriais, estresse de retículo endoplasmático e ativação de vias de autofagia, provavelmente ativadas pelo comprometimento da energética celular e/ou pelo acúmulo de danos ao DNA, nuclear e mitocondrial. Adicionalmente, propõe-se que a atividade de reparo de APE1 é requerida para a transcrição de genes inflamatórios pela interação com sítios abásicos no promotores específicos e recrutamento de complexos transcricionais durante a sinalização inflamatória. Este trabalho apresenta uma nova perspectiva acerca das interações entre a atividade do BER e a modulação de resposta inflamatória, e sugere uma nova atividade para a proteína APE1 como modular da resposta imune de maneira redox-independente.

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  • SINARA CARLA DA SILVA ARAÚJO
  • EXPRESSÃO HETERÓLOGA DE BIOSSURFACTANTES IDENTIFICADOS EM BIBLIOTECAS METAGENÔMICAS.

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 22/08/2014
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  • Os microrganismos apresentam uma imensa diversidade genética e estão presentes em toda biosfera, no entanto cerca de 1% das espécies pode ser cultivada por técnicas laboratoriais padrão. A metagenômica tornou possível o acesso direto ao genoma microbiano derivado de amostras ambientais, utilizando técnicas independentes de cultivo. A metodologia permite obter informação funcional de proteínas, assim como a identificação de potenciais produtos com interesse biotecnológico e de novos recursos biológicos industrialmente exploráveis, a exemplo novas soluções para impactos ambientais. Áreas contaminadas com petróleo são caracterizadas por um grande acúmulo de hidrocarbonetos e surfactantes são utilizados para sua biorremediação. Sendo assim, a abordagem metagenônima foi utilizada para selecionar genes envolvidos no processo de degradação e biossurfactação de hidrocarbonetos. Em um trabalho anterior, o DNA ambiental (eDNA) foi extraído de amostras de solo coletadas em duas diferentes áreas (Caatinga e rio salino) do Rio Grande do Norte (Brasil), as bibliotecas metagenômicas foram construídas e analisadas funcionalmente. Os clones capazes de degradar o óleo foram avaliados quanto à capacidade de sintetizar biossurfactante. O clone foi sequenciado e análise da sequencia revelou uma ORF com 897 pb, 298 aminoácidos e proteína de peso molecular próximo a 34 kDa. A busca por homologia no GenBank revelou similaridade com a sequência que codifica uma proteína hipotética de representantes da família Halobacteriaceae, que foram mostradas recentemente como produtoras de biossurfactantes. A presença da sequência codificante inserida e do fenótipo adquirido foram confirmadas. Primers foram desenhados e suas ORFs amplificadas por PCR. Em seguida, foram subclonadas em vetor de expressão pETDuet-1, contendo uma cauda de histidina, para expressão e posterior purificação da proteína de interesse. Os testes foram realizados para confirmação da atividade de biossurfactante e degradação de hidrocarbonetos e apresentaram resultados positivos. O ensaio de imunodetecção (western blot) com a utilização do anticorpo monoclonal Anti-His® confirmou a presença da proteína ambiental. Esse estudo foi o primeiro a relatar uma possível proteína com atividade biossurfactante obtida a partir de uma abordagem metagenômica.

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  • HENRIQUE CESAR DE JESUS FERREIRA
  • METAGENOMA DE COMUNIDADES MICROBIANAS EXPOSTAS À RADIAÇÃO NATURAL E A METAIS.

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 25/09/2014
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  • Muitas espécies se especializaram em viver nos mais variados ambientes existentes demonstrando a notável capacidade de adaptação do mundo microbiano as mais diversas condições físico-químicas. Ambientes expostos à radiação natural e a metais são escassos ao redor do mundo, apresentando uma microbiota ainda desconhecida. Com um número total estimado entre 4 e 6 x 1030 microrganismos na terra, estes constituem um enorme pool biológico e genético a ser explorado. Abordagens metagenômicas, independentes de cultivo, proporcionam uma nova forma de acesso ao potencial genômico de amostras ambientais tornando-se uma importante ferramenta para elucidação de funções ecológicas, bem como para identificação de novas espécies e biomoléculas. Neste trabalho, o material genético ambiental de amostras de solo e água do Açude Boqueirão de Parelhas-RN, sob influência de radiação natural e da presença de metais, foi extraído, pirosequenciado, e as sequências geradas foram analisadas através de programas de bioinformática (MG-RAST e STAMP). Perfis taxonômicos comparativos de ambas as amostras mostraram alta abundância do Domínio Bacteria, seguida por uma pequena parcela atribuída aos Domínios Eucaryota, Archaea e Vírus. Proteobacteria, Actinobacteria e Bacterioidetes foram os filos que mostraram maior dominância em ambas as amostras. Importantes gêneros e espécies associados à resistência aos agentes estressores encontrados na região foram observados. Sequências relacionadas à replicação e reparo do DNA, ao estresse oxidativo e estresse pelo calor e a resistência a compostos tóxicos foram observadas, mostrando uma importante relação entre a microbiota e seu perfil metabólico, influenciada pelas variáveis ambientais regionais. Os resultados encontrados neste estudo adicionam valiosos e inéditos dados sobre a composição de comunidades microbianas nestas regiões.

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  • MOACIR FERNANDES DE QUEIROZ NETO
  • QUITOSANA E SEUS DERIVADOS CONJUGADOS COM ÁCIDO GÁLICO: AVALIAÇÃO DE SEU POTENCIAL ANTIOXIDANTE E DE INTERFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DE CRISTAIS DE OXALATO DE CÁLCIO

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 11/12/2014
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  • Quitina é o segundo polissacarídeo mais abundante na natureza e seu derivado quitosana tem sido amplamento estudado, devido a suas propriedades químicas e farmacológicas singulares. Contudo, estudos mostram que essa molécula quando no organismo, tende a se acumular no tecido renal e também promove um aumento na excreção de cálcio. Apesar disso, o efeito da quitosana sobre a formação de cristais de oxalato de cálcio (OxCa) nunca foi avaliado. A formação de cálculos renais (urolitíase) é a enfermidade que mais comumente afeta os rins e o sistema urinário, além de ser uma doença que possui altas prevalência e recorrência. Muitas moléculas com capacidade antioxidante tem demonstrado potencial para diminuir a formação de cristais de OxCa in vitro. Diante do exposto o objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antioxidante e de interferência na formação de cristais de uma quitosana de baixo peso molecular e seus derivados conjugados com ácido gálico (AG). As analises físico-químicas confirmaram a identidade da quitosana. Esta foi submetida a 5 testes antioxidantes e apresentou uma excelente atividade quelante de cobre, porém nenhuma outra atividade antioxidante expressiva foi detectada. Já quando submetida aos testes de formação de cristais in vitro, a quitosana aumentou o número de cristais de OxCa monohidratados formados, modificou a morfologia desses cristais, modificou as proporções entre populações de cristais em solução e aumentou o potencial zeta desses cristais formados. Foram obtidas quatro moléculas de quitosana conjugadas com AG. As análises físico-químicas confirmaram que houve ligação covalente entre quitosana e AG, porém, não se observou uma conjugação de AG de forma dose-dependente. Quando estes derivados foram submetidas a testes antioxidantes, todas as quitosanas conjugadas apresentaram potencial antioxidante maior que seus percussores. Contudo, houve diferença de atividade entre as diferentes quitosanas conjugadas, indicando que a posição onde o AG está conjugado é um fator importante para determinação da atividade. Quando as quitosanas conjugadas foram submetidas aos testes de formação de cristais in vitro, houve uma redução na quantidade de cristais observados quando comparados com aqueles formados na presença da quitosana não-conjugada. A quitosana possui uma forte capacidade indutora de formação de cristais de OxCa monohidratados, bem como modifica sua morfologia e potencial zeta. O processo de conjugação de AG à quitosana levou a um aumento no potencial antioxidante dessa molécula e também foi capaz de diminuir sua capacidade de induzir à formação de cristais in vitro.

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  • GABRIEL PEREIRA FIDELIS
  • OTIMIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DA ALGA VERMELHA Gracilaria birdiae E ANÁLISE DA ATIVIDADE ANTICOAGULANTE E ANTIOXIDANTE.

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 12/12/2014
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  • Polissacarídeos sulfatados (PS) da alga vermelha comestível Gracilaria birdiae foram obtidos através de cinco diferentes condições de extração (GB1: água; GB1p: água/proteólise; GB1s: água/sonicação; GB1sp: água/sonicação/proteólise; GB2s: NaOH/sonicação; GB2sp: NaOH/sonicação/proteólise). O rendimento em massa seca (g) das extrações aumentou na seguinte ordem: GB2sp>GB1sp>GB1p>GB2s>GB1s>GB1. A quantidade de PS extraídas por cada condição, em contrapartida, aumentou em sequencia diferente: GB2sp>GB1p>GB1>GB1sp>GB1s>GB2s. Espectroscopia de infravermelho e eletroforese em gel de poliacrilamida em agarose demonstram que todas as condições extraíram o mesmo polissacarídeo sulfatado. Além disso, com base nos dados referentes à composição monossacarídica de cada condição de extração pode-se pressupor que o uso de sonicação fez com que se obtivesse outros polissacarídeos além dos PS. No teste de tempo de protrombina (PT), o qual avalia a via extrínseca da cascata de coagulação, nenhumas das amostras apresentaram atividade anticoagulante até uma concentração máxima de 0,1 mg/mL. Por outro lado, no teste de tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT), cuja via da cascata de coagulação avaliada é a intrínseca, todas os extratos de PS tiveram atividade positiva, com exceção da condição GB2sp. A atividade anticoagulante no teste de aPTT diminuiu na seguinte sequencia: GB1sp>GB2sp>GB1p>GB1>GB1s>GB2s. O teste de capacidade antioxidante total (CAT) dos polissacarídeos sulfatados também sofreu influência das variações de acordo com condição de extração, visto que com Gb2s e Gb1 foram obtidos os menores valores de atividade quando comparado às demais condições de extração. No presente trabalho, conclui-se que as condições de extração de PS influenciam nas atividades biológicas e na composição química dos PS obtidos e que portanto, o uso de uma condição em especial pode favorecer a obtenção de PS com uma atividade que se deseja em detrimento de outras. De acordo com os dados obtidos pode-se afirmar que NaOH/sonicação/proteólise foi a melhor condição para obter PS com atividade anticoagulante e antioxidante em Gracilaria birdiae.

Teses
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  • JULLIANE TAMARA ARAUJO DE MELO CAMPOS
  • Papel da proteína de reparo XPC na regulação das proteínas de reparo APE1, OGG1 e PARP-1 em células humanas e de camundongos.

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 26/02/2014
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  • A maior parte do nosso conhecimento sobre a via de Reparo de Excisão Nucleotídeos (NER) vem de estudos usando a luz ultravioleta (UV) como fonte de danos no DNA. Contudo, embora os danos no DNA causados pela luz UV sejam relatados à ocorrência de mutagênese, morte celular e tumorigênese, eles não justificam fenótipos como neurodegeneração e tumorigênese observados em pacientes com síndromes como Xeroderma Pigmentosum (XP) e Síndrome de Cockayne (CS), as quais são associadas à deficiência na via NER. Adicionalmente, evidências mais recentes indicam o envolvimento da via NER no reparo de 8-oxodG, um substrato típico da via de Reparo por Excisão de Bases (BER). Uma vez que a deficiência na via BER resulta em instabilidade genômica, doenças neurodegenerativas e câncer, foi investigado neste trabalho o impacto da deficiência em XPC nas funções da via BER em células humanas. Foram realizadas análises da expressão e da localização celular de APE1, OGG1 e PARP-1, principais enzimas da via BER, em fibroblastos humanos deficientes na via NER. Os resultados demonstraram que os níveis endógenos de APE1, PARP-1 e OGG1 são reduzidos nos fibroblastos deficientes em XPC, os quais foram mais resistentes a diferentes tipos de agentes oxidantes e apresentaram níveis elevados de 8-oxodG quando comparados aos demais fibroblastos deficientes na via NER. Adicionalmente, alterações sutis na localização nuclear e mitocondrial de APE1 foram observadas nos fibroblastos deficientes em XPC. Para confirmar o impacto da deficiência de XPC na regulação da expressão e atividade de APE1 e OGG1, foi construída uma linhagem complementada com XPC. Embora a complementação tenha sido parcial, foi possível observar que os fibroblastos parcialmente complementados com XPC apresentaram níveis maiores de expressão de OGG1 quando comparados aos fibroblastos deficientes em XPC. Os extratos dos fibroblastos parcialmente complementados com XPC também apresentaram uma elevada atividade enzimática de OGG1. Contudo, não foram observadas mudanças na expressão e atividade de APE1 nos fibroblastos parcialmente complementados com XPC. Adicionalmente, foi possível verificar a presença da forma completa de APE1 (37 kDa) e de OGG1-α na mitocôndria dos fibroblastos deficientes em XPC e parcialmente complementados com XPC. Por outro lado, observou-se que a expressão de APE1 e PARP-1 não é alterada no cérebro e fígado de camundongos knockouts para XPC. Contudo, a deficiência em XPC resultou em mudanças na localização celular de APE1 no hipocampo e hipotálamo. Ainda, foi observada a ocorrência de uma interação física entre as proteínas XPC e APE1 em células humanas. Em conclusão, os dados sugerem que a proteína XPC possui um papel na regulação da expressão e da atividade de OGG1 em células humanas e está envolvida na regulação da localização celular de APE1 principalmente em camundongos. Adicionalmente, as respostas celulares dos fibroblastos deficientes na via NER ao estresse oxidativo podem não estar associadas à deficiência na via NER per se, mas podem incluir novas funções das enzimas da via NER na regulação da expressão e localização celular das proteínas da via BER.

     

     

     

     
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  • MARILIA DA SILVA NASCIMENTO SANTOS
  • EFEITO DE GLUCANAS DO FUNGO Caripia montagnei NO MODELO DE INFLAMAÇÃO INTESTINAL INDUZIDA POR TNBS EM RATOS WISTAR E EM CÉLULAS DE CARCINOMA DE CÓLON HUMANO HT-29.

     


  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 08/04/2014
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  • Compostos derivados de fungos tem sido alvo de muitos estudos a fim de ampliar o conhecimento acerca de seu potencial bioativo. Polissacarídeos de Caripia montagnei já foram descritos por possuírem propriedades anti-inflamatória e antioxidante. Neste estudo, as glucanas extraídas do fungo Caripia montagnei foram caracterizadas quimicamente e seus efeitos sobre as lesões intestinais foram avaliados em diferentes intervalos de tratamento no modelo de colite induzida por ácido 2,4,6 - trinitrobenzenossulfónico (TNBS), verificou-se ainda sua ação sobre células do carcinoma de cólon humano, HT-29. Na análise realizada no composto obtido de C. montagnei foi verificado que este é formado principalmente, por carboidratos (96%) apresentando um baixo teor de compostos fenólicos (1,5%) e baixa contaminação protéica (2,5%). As análises por espectroscopia de infra vermelho (FT-IR) e ressonância magnética nuclear (RMN) mostraram que os polissacarídeos desta espécie de fungo são   α e β -glucanas. O dano colônico foi avaliado por análises macroscópicas, histológicas, bioquímicas e imunológicas. Os resultados mostraram a redução das lesões no cólon em todos os grupos tratados com as glucanas (GCM). GCM reduziram significativamente os níveis de IL-6 (50 e 75 mg/Kg, p < 0,05), uma importante citocina inflamatória. As análises bioquímicas mostraram que essas glucanas atuaram na redução dos níveis de fosfatase alcalina (75 mg/Kg, p < 0,01), óxido nítrico (p < 0,001) e mieloperoxidase (p < 0,001). Estes resultados foram confirmados pela redução da infiltração celular observado microscopicamente. O aumento da atividade da catalase, sugere um efeito protetor de GCM no tecido do cólon, o que confirma o seu potencial anti-inflamatório. GCM mostraram atividade citostática sobre as células HT-29, causando acúmulo de células na fase G1 e impedindo, assim, a progressão do ciclo celular. As glucanas deste estudo também mostraram habilidade em modular a adesão de células HT-29 ao Matrigel® e reduzir o estresse oxidativo nessas células. A atividade antiproliferativa contra células HT-29 exibida por GCM (50 e 100 µg/ 100 µL, p < 0,001) pode ser atribuída à sua ação citostática ou indução da apoptose por essas glucanas.

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  • TICIANA MARIA LUCIO DE AMORIM
  • CLONAGEM E EXPRESSÃO DO GENE QUE CODIFICA O INIBIDOR DE QUIMOTRIPSINA DE Erythrina velutina WILLD. - CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DE SEU POTENCIAL FARMACOLÓGICO.

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 29/04/2014
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  • Proteinases são enzimas amplamente distribuídas em diferentes organismos e que desempenham as mais diversas funções, inclusive no desenvolvimento de doenças. Dessa forma, os inibidores de proteinases de plantas vêm sendo estudados como possíveis ferramentas no tratamento destas doenças, devido às suas atividades relacionadas com os processos de coagulação, inflamação e cancerígenos. O inibidor recombinante foi produzido após a construção de uma biblioteca de cDNA. A clonagem foi feita por meio do vetor pCR2.1 e a expressão, utilizando o vetor pET32a, foi feita em células de Escherichia coli. As células foram mantidas em meio LB e após indução da expressão este material foi submetido a procedimentos de lise celular e o produto foi aplicado em uma coluna de afinidade de Níquel. Em seguida, as proteínas ligadas à coluna foram digeridas por uma protease e aplicadas em uma coluna de afinidade de Quimotripsina-Sepharose, obtendo-se o inibidor purificado, denominado recEvCI. Em eletroforese, o inibidor recombinante apresentou uma massa molecular de, aproximadamente, 17kDA,  e reduziu a atividade de quimotripsina com uma taxa de inibição de 100%. A proteína foi susceptível a variações de temperatura, entretanto, demonstrou alta estabilidade quando submetido a variações de pH e sob condições redutoras, mantendo sua atividade inibitória em torno de 80%.   recEvCI  reduziu a atividade de elastase neutrofílica em 81%, in vitro, não inibindo tripsina. Quando avaliadas suas aplicações farmacológicas, esta proteína aumentou o tempo de formação de coágulo e reduziu a liberação de óxido nítrico, consequentemente, a ativação de macrófagos. Estes resultados indicam que recEvCI pode ser utilizado com uma nova ferramenta no combate à doenças, como fibrose e doenças inflamatórias.

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  • PATRICIA BATISTA BARRA MEDEIROS BARBOSA
  • Extratos salinos de sementes de plantas da caatinga: ensaios biológicos contra Aedes aegypti e investigação da participação de proteínas bioativas.

  • Orientador : MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
  • Data: 09/06/2014
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  • A dengue é a mais importante arbovirose da atualidade, sendo transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. A ausência de uma vacina profilática torna o controle da dengue pautado principalmente no controle do inseto vetor.  Todavia os crescentes relatos de resistência e os danos ambientais causados pelos inseticidas químicos têm tornado urgente à busca por alternativas seguras. Foram preparados 21 extratos brutos (EB) de sementes de plantas da Caatinga. Como extrator foi utilizado o fosfato de sódio 50mM pH 8.0. Os extratos foram utilizados em bioensaios Aedes aegypti, ensaios de toxicidade  e submetidos a uma caracterização parcial para identificar a presença de moléculas bioativas. As análises inseticidas foram realizadas por probit e as diferenças entre os grupos foram constatada por Student’s t-test e ANOVA. Todos os extratos apresentaram atividade larvicida para L1 e L4 e, com exceção do extrato de G. americana, levaram ao óbito 100% das larvas (48h). Os EB de M. urundeuva, P. viridiflora, E. velutina, A. cearenses  e E. contortisiliquum  apresentaram os melhores resultados larvicidas. Do mesmo modo, todos os EB foram repelentes para a postura das fêmeas grávidas. Os EB de D. grandiflora, E. contortisiliquum, A. cearenses, C. ferrea e C. retusa  foram capazes de atrair as fêmeas para a posturas quando em baixas concentrações. Na concentração atrativa o EB de E. contortisiliquum foi capaz de levar a óbito 52% das larvas L1 em 48 h, enquanto que o EB de A. cearenses resultou na morte de 100% dessas larvas em 24h. Os extratos de A. cearenses, P. viridiflora, E. velutina, M. urundeuva e S. brasiliensis tiveram atividade pupicida, enquanto que os extratos de P. viridiflora, E. velutina, E. contortisiliquum, A. cearenses, A. colubrina, D. grandiflora, B. cheilantha,  S. spectabilis, C. pyramidalis, M. regnelli e  G. americana tiveram ação adulticidas. Todos os extratos apresentaram toxicidade para C. dubia e os EB de E. velutina e E. contortisiliquum não interferiram na viabilidade dos fibroblastos. Considerando todos os ensaios biológicos os extratos de A. cearenses, P. viridiflora, E. contortisiliquum, S. brasiliensis, E. velutina e M. urundeuva  foram considerados os mais promissores. Em todos os extratos foram identificadas pelo menos duas proteínas com potencial. O EB de E. contortisiliquum foi selecionado para ser fracionando, já que não apresentou atividade pupicida, indicando que seu mecanismo de ação larvicida e adulticida resultou da ingestão de compostos ativos pelos insetos. Além disso, esse extrato apresentou o maior teor de proteína (22 mg/mL) e a maior atividade inibitória para as tripsinas das larvas de A. aegypti. Como observado para o EB, as frações proteicas de E. contortisiliquum,  também apresentaram atividade larvicida, mas não foram pupicida, com destaque para F2 que apresentou maio atividade larvicida e menor toxicidade ambiental do que o EB de origem. A redução na atividade proteolítica das larvas alimentadas com o EB e as frações de E. contortisiliquum sugeriu que  inibidores de tripsina seriam os responsável pela atividade larvicida. Embora o aumento na purificação de um inibidor de tripsina de E. contortisiliquum (ITEc) tenha resultado na perda da atividade larvicida,  foi constatado que sua  ausência reduziu a eficácia das frações, indicando que o ITEc contribui, mas não é suficiente para a atividade larvicida do EB de E. contortisiliquum. Também não foi verificada atividade larvicida e adulticida na fração rica em vicilina, e nem evidências da contribuição dessa molécula para a atividade inseticida desse extrato. Os resultados mostram o potencial dos extratos salinos de sementes de planta da Caatinga e, em especial do EB e da F2 de E. contortisiliquum, no controle da população de A. aegypti e indicam que a eficácia desses extratos deve resultar da ação conjunta de diferentes compostos ativos, inclusive de natureza proteica, que atuando em diferentes mecanismos são capazes de comprometer a viabilidade dos insetos e  retardar o surgimento de resistências.

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  • ANA HELENA SALES DE OLIVEIRA
  • ANÁLISE PROTEÔMICA DO HIPOCAMPO CEREBRAL DE RATOS COM MENINGITE PNEUMOCÓCICA EM RESPOSTA À TERAPIA ADJUVANTE COM VITAMINA B6

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 25/08/2014
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  • A Meningite Bacteriana (MB) causada pela infecção por Streptococcus pneumoniae está associada às altas taxas de morbidade e mortalidade. Cerca de 30% dos pacientes infectados chegam a óbito e mais da metade dos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas permanentes. Apesar da eficácia do tratamento com antibióticos, a resposta inflamatória do hospedeiro contra a meningite pneumocócica é a principal causa de apoptose no hipocampo, a qual está associada com neurodegeneração. A vitamina B6 é uma molécula que pode atuar como antioxidante, moderar o acúmulo de metabólitos neurotóxicos e preservar as reservas energéticas da célula. Assim, o alvo deste estudo foi investigar a efeito do tratamento adjuvante com vitamina B6 no perfil de expressão proteica da região do hipocampo cerebral através da abordagem proteômica, usando o modelo animal para meningite pneumocócica. Ratos com onze dias de vida foram infectados com 3x106 ufc/mL de S. pneumoniae e selecionados aleatoriamente para o tratamento com vitamina B6 ou tampão salino (placebo) como controle. Logo após, o conteúdo total de proteínas foi extraído do hipocampo e submetido ao 1D-SDS-PAGE para a digestão em gel por tripsina, seguido da separação e análise dos peptídeos por espectrometria de massas em UPLC-ESI-MS/MS. Os dados coletados foram processados usando o Mascot Destiller e o Daemon, seguido de validação por identidade biológica no Scaffold. As proteínas identificadas neste trabalho que estão envolvidas nos processos de inflamação e apoptose (Anxa1, S100-A9, CaM, MARCKS, MIF, Tk1, VILIP-1, VAMP3, STMN1, AFP e HPX) foram identificadas apenas no grupo placebo. No grupo submetido ao tratamento foram identificadas proteínas relacionadas ao metabolismo energético (PGI, NSE, AldoA e CS), envolvimento com citoesqueleto (EF1α, CRMP-1 e TUBA1A) e envolvimento com íons de cálcio (CR, Syt1 e Canx). Entretanto, proteínas relacionadas à atividade antioxidante como Prx1 e SOD1, foram identificadas no grupo tratado e no grupo placebo, respectivamente. Esses resultados sugerem que a vitamina B6 tem efeitos neuroprotetores através da modulação da expressão de proteínas e é um potencial candidato ao desenvolvimento de protocolos para atenuar os processos degenerativos do hipocampo cerebral durante a neuroinflamação induzida pela meningite bacteriana.

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  • NILMARA DE OLIVEIRA ALVES
  • OS EFEITOS DAS QUEIMADAS NA AMAZÔNIA A NIVEL CELULAR E MOLECULAR


  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 28/08/2014
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  • A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade do mundo, correspondendo aproximadamente a 60% do território brasileiro. Entretanto, o desmatamento e as queimadas que ocorrem na região têm causado sérios prejuízos para a população que está sendo exposta. Diante desta situação, o objetivo do presente estudo foi avaliar os compostos químicos assim como os efeitos celulares e moleculares após a exposição ao material orgânico extraído do material particulado menor que 10 µm (MP10) na região Amazônica. Com relação à composição química, a análise dos n-alcanos mostrou um predomínio da influência antrópica no período de queimadas na região. Além disso, observou-se um predomínio dos monossacarídeos marcadores da queima de biomassa. Também foram identificados os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) e os seus derivados nas amostras coletadas na Amazônia. Os dados das concentrações dos HPA permitiram calcular o BaP-equivalente e observou-se que o dibenzo(a)antraceno contribui com 83% para o potencial risco carcinogênico. Já para o potencial risco mutagênico, o benzo(a)pireno é o HPA que apresenta uma maior contribuição nesta análise. Pode-se destacar que o reteno foi o HPA mais abundante. Este composto foi considerado genotóxico, além de causar morte por necrose nas células estudadas.  Nas análises biológicas, os dados mostraram que o MP10 orgânico é capaz de causar alterações genéticas tanto em células vegetais como em células do pulmão humano. Estes danos levaram a uma parada na fase G1 no ciclo das células expostas, aumentando a expressão das proteínas p53 e p21. Além disso, o MP causou morte celular por apoptose, aumentando a  marcação da histona -H2AX. Com resultados bem evidentes, o MP inalável também causou morte por necrose nas células do pulmão humano. Diante destes resultados, é importante enfatizar a importância da redução e um melhor controle da queima de biomassa na região Amazônica. Afinal, como descrito recentemente pela Organização Mundial de Saúde, pode-se afirmar que a redução da poluição do ar poderá salvar milhões de vidas.

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  • LEONARDO CAPISTRANO FERREIRA
  • DETERMINANTES GENÉTICOS E AMBIENTAIS DAS DOENÇAS HIPERTENSIVAS DA GRAVIDEZ.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 06/10/2014
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  • O desenvolvimento de doenças complexas, como a pré-eclâmpsia, é determinado por fatores ambientais e genéticos, além da possível interação entre esses fatores. As doenças hipertensivas da gravidez (DHGs) apresentam um amplo espectro clínico, que pode variar desde pré-eclâmpsia leve (hipertensão e proteinuria) até formas mais graves, como a eclâmpsia (convulsões) e síndrome HELLP (hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia). O espectro clínico parece estar ligado a diferentes mecanismos patológicos. Este trabalho tem como objetivo identificar fatores (genéticos e ambientais) envolvidos no desenvolvimento das DHGs. Usando uma abordagem caso-controle, selecionamos um total de 1498 mulheres para os estudos epidemiológico e genético, abrangendo 755 grávidas normotensas (controle); 518 pré-eclâmpsia; 84 eclampsia e 141 HELLP. As mulheres foram genotipados para 18 marcadores  distribuídos em cinco genes candidatos (FLT1, ACVR2A, ERAP1, ERAP2 e LNPEP). Como resultado das análises dos fatores ambientais, encontramos idade materna, paridade e o índice de massa corporal pré-gestacional como importantes fatores de risco associados às DHGs. As análises genéticas mostraram que os genes estão associados de maneira fenótipo-específica: ACVR2A com pré-eclâmpsia precoce (rs1424954, p=0,002); FLT1 com síndrome HELLP (rs9513095, p=0,003), e ERAP1 com eclâmpsia (rs30187, p=0,03). Nossos resultados sugerem que diferentes mecanismos genéticos, juntamente com fatores ambientais específicos, contribuem na determinação do espectro clínico das DHGs. Além disso, o refinamento fenotípico parece ser um passo essencial na busca por genes de doenças complexas.

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  • JOANNA GARDEL VALVERDE GALVAO
  • Perfil imunológico associado à Susceptibilidade, resistência e cura na infecção por Leishmania infantum.


  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 10/10/2014
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  • A leishmaniose visceral (LV) é endêmica no Brasil, sendo a região nordeste a que apresenta maior incidência, apesar de nos últimos 30 anos ter aumentado o número de casos em outras regiões do país. A LV na América Latina é resultante da infecção por Leishmania infantum. No entanto, nem todas as pessoas infectadas desenvolvem doença; na verdade, a maioria apresenta resolução espontânea da infecção sem sintomas característicos de LV. Tradicionalmente a avaliação do perfil imunológico tem sido realizada utilizando a reestimulação de células mononucleares de sangue periférico em cultura. Esses estudos revelaram que pacientes com LV apresentavam inibição tanto da proliferação linfocitária quanto da resposta pró-inflamatória anti-Leishmania. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a resposta imune na LV sintomática, na cura pós-tratamento e assintomática. Para isso, analisamos características imunofenotípicas relacionadas à ativação, Treg e memória de linfócitos, por citometria de fluxo, assim como a produção de citocinas ex vivo ou em cultura de sangue total. Para os voluntários com LV, foi realizado um estudo longitudinal com reavaliação imunológicas aos 4 e 14 meses após a cura clínica. O grupo controle incluiu pessoas provenientes de região endêmica, sendo dividido em 2 grupos: Controle Positivo, formado por pessoas que apresentaram sorologia e∕ou PCR anti-Leishmania positivos e Controle Negativo formado por pessoas com sorologia e PCR anti-Leishmania negativos. Durante a LV os linfócitos CD4 apresentam um maior perfil de ativação e memória, além de serem maiores produtores de citocinas em cultura, quando comparado aos linfócitos CD8, contudo essa ativação não é Leishmania específica, visto que ocorreu tanto em ausência (CD4+CD25+:10,60%, CD8+CD25+:5,36%; p<0,0001) quanto em presença de antígenos solúveis de Leishmania (SLA), (CD4+CD25+: 10,20%, CD8+CD25+:3,28%; p=0,0003). Há ativação de linfócitos durante a LV (CD4+CD69+: 4,9%), quando comparado aos grupos Controle Positivo (CD4+CD69+: 1,96% p=0,0045) e Negativo (CD4+CD69+: 1,35% p=0,0062), mas esta ativação também não é Leishmania específica. O perfil de ativação linfocitária permanece elevado mesmo 14 meses após o fim do tratamento, porém após a cura a ativação é Leishmania específica (CD4+CD25+ em ausência de SLA: 8,44%, presença de SLA: 10,70% p=0,0279). Linfócitos CD8+CD25+ foram capazes de produzir IFN-γ em presença de antígeno tanto em Controles Positivos (ausência de SLA: 5,17%, presença de SLA: 9,52% p=0,0391) como em LV curados (Curado 4 meses: ausência de SLA: 3,90%, presença SLA: 10,70% p=0,0098). Células presentes no sangue total de pessoas com LV ativa são capazes de produzir IFN-γ em resposta ao SLA (IFN-γ em ausência de SLA: 3,61 pg∕mL e em presença de SLA: 44,26 pg∕mL; p=0,0020), assim como LV recuperado (IFN-γ em ausência de SLA: 2,29 pg∕mL e presença de SLA: 139,80 pg∕mL; p=0,0005). Contudo o elevado nível de IL-10 parece estar inibindo a atividade pro-inflamatória de IFN-γ e TNF-α em pacientes na fase sintomática. Contrariamente as demais citocinas pro-inflamatórias, a cultura de sangue total do grupo LV ativa não apresentou produção de IL-2 Leishmania específica (em ausência de SLA: 2,42 pg∕mL e em presença de SLA: 2,56 pg∕mL). Com base nesses dados nós concluímos que a restauração da ativação de linfócitos e a diminuição da produção de IL-10, Leishmania específica, estão relacionados à um perfil imunológico protetor.

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  • RANIERE FAGUNDES DE MELO SILVEIRA
  • XILANAS DE SABUGO DE MILHO COMO AGENTE ANTIOXIDANTE, CITOTÓXICO, ANTICOAGULANTE E IMUNOMODULADOR


  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 20/10/2014
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  • A prospecção de polissacarídeos farmacologicamente ativos provenientes de subprodutos agrícolas ainda é uma prática pouco explorada no meio científico. Dessa forma, este trabalho pretendeu ampliar o conhecimento relacionado às atividades farmacológicas de polissacarídeos extraídos do sabugo de milho. A partir da farinha de sabugo de milho, um extrato polissacarídico foi obtido ao combinar ondas de ultrassom em meio alcalino, e ao final do processo o produto foi denominado de EPSM. Esse extrato foi caracterizado fisico-quimicamente e, através de ensaios in vitro, foi avaliado como agente antioxidante, citotóxico, anticoagulante e imunomodulator. Os resultados indicaram que o EPSM apresentou significativa ação quelante de metal, além de não apresentar efeito tóxico para células de linhagem normal, mas evidenciar efeito citotóxico contra as células tumorais HeLa, quando causou a morte celular por apoptose. Em adição, outros efeitos farmacológicos foram observados, o EPSM diminuiu a produção de óxido nítrico (NO) por macrófagos ativados, e estendeu o tempo de coagulação sanguínea quando avaliado pelo ensaio de APTT. Posteriormente, frações metanólicas, etanólicas e cetônicas foram obtidas a partir do fracionamento dos polissacarídeos presentes no EPSM. Foram obtidas cinco frações metanólicas, seis frações etanólicas e duas cetônicas; e todas avaliadas quanto às atividades antioxidante, citotóxica, anticoagulante e imunomodulatória. Dentre as frações, E1.4 exibiu significativo efeito qualante de metal, ação tóxica em células HeLa por indução da apoptose, reduziu a produção de NO por macrófagos ativados, e ampliou o tempo de coagulação sanguínea. Esses resultados sinalizaram que os polissacarídeos farmacologicamente ativos do EPSM estariam presentes na fração E1.4. A partir do fracionamento da E1.4 foram obtidas seis subfrações polissacarídicas com tamanhos distintos: -3; 3-10; 10-30; 30-50; 50-100 e +100 KDa. Cerca de 80% dos polissacarídeos de E1.4 apresentou tamanho inferior a 10 KDa, e todas as subfrações apresentaram mais de 61% de açúcar em suas composições químicas. Essas subfrações exibiram diferentes composições monossacarídicas, mas todas apresentaram xilose. As subfrações evidenciaram distintos efeitos nos ensaios farmacológicos in vitro. As subfrações de menor tamanho (< 30 KDa) demonstraram maior atividade quelante de metal e maior atividade citotóxica contra células tumorais. As intermediárias (entre 30 e 100 KDa) diminuíram mais a produção de NO por macrófagos ativados, mas a de maior tamanho (+100 KDa) modulou um maior número de citocinas inflamatórias, e demonstrou um maior efeito anticoagulante. Portanto, a análise conjunta dos resultados indica que os polissacarídeos farmacologicamente ativos do ESPM são heteroxilanas e foram concentrados nas subfrações de E1.4, além disso, os efeitos farmacológicos dessas heteroxilanas dependem do seu tamanho molecular.

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  • ACARIZIA EDUARDO DA SILVA
  • O papel da proteína de ligação ao RNA Musashi-1 na radioresistência e sobrevivência de células de glioblastoma.

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 18/12/2014
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  • Glioblastoma multiforme (GBM) é a forma mais frequente e maligna dentre os tumores cerebrais em adultos e tem sido considerado o tipo de tumor mais agressivo e letal. A radiação ionizante (RI) é considerada o tratamento mais eficaz contra o GBM. No entanto, o GBM é altamente resistente à RI e apresenta altas taxas de recorrência. Células-tronco tumorais, um subconjunto de células de um tumor com capacidade de auto-renovação e resistência inerente à terapia são responsáveis, em parte, pela recorrência do GBM. A manutenção do estado indiferenciado das células-tronco é a função principal da Musashi1 (MSI1), uma proteína de ligação a RNA altamente expressa em numerosos tipos de cânceres, incluindo os gliomas. Para avaliar o possível envolvimento de MSI1 em resposta à radioresistência, linhagens de células de GBM foram expostas a raios-X. Os níveis de expressão de proteína e de mRNA de MSI1 foram determinados por Western Blot (WB) e por qRT-PCR, respectivamente. Utilizando ensaio clonogênico investigamos o efeito do silenciamento de Msi1 (Msi1-KD) na sobrevivência celular e os níveis de danos no DNA após tratamento foram avaliados por meio da expressão de gama-H2AX e ensaio cometa. A comparação do transcriptoma foi realizada através de análise de dados do RNASeq por ferramentas de bioinformática. De acordo com os resultados obtidos, a RI foi capaz de induzir a expressão de MSI1. Além disso, o silenciamento de MSI1 foi capaz de promover uma diminuição na sobrevivência celular e um aumento dos níveis de danos no DNA em relação ao controle. A análise do transcriptoma indicou que MSI1 regula a expressão de genes envolvidos em diversas vias relacionadas à tumorigênese e radioresistência. Ao integrar vários conjuntos de dados, verificou-se que os genes altamente expressos em câncer e que são alvos para terapias contra o GBM também apresentaram um padrão diferente de expressão entre as células silenciadas e as controle. Em conclusão, os resultados sugerem que MSI1 têm um papel chave na resposta à radioresistência e levantam a possibilidade de MSI1 ser utilizada como um novo alvo para terapias contra o GBM.

2013
Dissertações
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  • HELAINE CRISTIANE SILVA
  • Efeitos da microgravidade em plantas de cana-de-açúcar

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 29/01/2013
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  • A cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é um planta da família Poaceae que possui uma impressionante capacidade de armazenar sacarose no colmo, o que a torna um significante componente da economia de muitos países. Aproximadamente 100 países produzem cana-de-açúcar em uma área de 22 milhões de hectares no mundo. Por essas razões, diversos estudos acerca de como as culturas respondem a estresses ambientais contemplam a cana-de-açúcar. Assim, uma mudança na gravidade pode ser um tipo de estresse abiótico, uma vez que é capaz de gerar respostas rápidas após a estimulação gravitacional. Aqui nós descrevemos as contribuições do experimento de submissão de plantas de cana-de-açúcar à microgravidade através de voo em um foguete para auxiliar na compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na gravimorfogênese, bem como as possíveis alterações estruturais e enzimáticas decorrentes dessa condição. O foguete utilizado foi o modelo VSB-30, um veículo de 12 metros de comprimento, que pesa aproximadamente duas toneladas e foi criado para a execução de experimentos científicos. Plantas de cana-de-açúcar cultivadas em condições controladas, com 10 dias de desenvolvimento, foram submetidas a um período de seis minutos de microgravidade através do voo no VSB-30, após o qual a carga útil do foguete foi recuperada. As análises da anatomia de raízes e folhas mostraram que as plantas submetidas ao voo sofreram alteração nos tecidos de condução da seiva e água, padrão de disposição irregular de feixes vasculares, espessamento de paredes celulares, entre outras modificações anatômicas que indicam que a morfologia das plantas foi substancialmente influenciada pela estimulação gravitacional. Foi realizado a extração do RNA e o sequenciamento do RNA, dados da análise mostram uma qualidade de 95 % das sequencias obtidas através do NGS QC Toolkit. As plantas submetidas à microgravidade também apresentaram alterações nas atividades enzimáticas, com aumento na atividade de superóxido dismutase em folhas e redução da atividade de superóxido dismutase e ascorbato peroxidase em raízes. Assim, foi possível concluir que a alteração da gravidade foi percebida pelas plantas e o ambiente de microgravidade desencadeou alterações anatômicas importantes e modificações nas atividades de enzimas do sistema antioxidante vegetal, o que nos permite ratificar que a microgravidade é um tipo de estresse abiótico para plantas.

2
  • JETHE NUNES DE OLIVEIRA FILHO
  • ANTICORPOS ANTI-Trypanosoma cruzi COMO PREDITIVOS DE INFECÇÃO POR Leishmania infantum


  • Orientador : MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
  • Data: 01/02/2013
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  • Leishmania infantum e Trypanosoma cruzi são tripanossomatídeos de importância médica e são, respectivamente, os agentes etiológicos da leishmaniose visceral (LV) e da doença de Chagas (DC) no Brasil. Pessoas infectadas por L. infantum ou por T. cruzi podem evoluir de forma assintomática, possibilitando a transmissão destes patógenos através de transfusão sanguínea e/ou órgãos. A avaliação da infecção por  T. cruzi está contemplada entre os exames realizados para triagem de doadores no Brasil, no entanto, não há disponibilidade de exames para Leishmania. Os testes sorológicos para T. cruzi são muito sensíveis, mas não específicos, podendo apresentar reações cruzadas com outros microorganismos. Desta forma, o objetivo desse estudo foi determinar a prevalência da infecção por Leishmania em doadores de sangue e avaliar se os teste sorológicos para T. cruzi detectam L. infantum. Dentre as 300 amostras de sangue de doadores, descartadas em 2011, 61 eram T. cruzi positivas, 203 eram de doadores com outras infecções e 36 eram oriundas de bolsas com baixo volume de sangue, mas sem infecção. Foram também avaliadas 144 amostras de doadores sem infecções e apto a doarem sangue, totalizando 444 voluntários. DNA foi extraído do sangue de todas as amostras para realizar PCR quantitativa (qPCR) a fim de detectar DNA de Leishmania. O creme leucocitário obtido de todas as amostras foi cultivado em meio Schneider e NNN suplementado. Todas as amostras foram avaliadas quanto a presença de anticorpo anti-Leishmania. Os resultados sorológicos apontam um percentual de 22% de infecção por Leishmania nas amostras de sangue obtidas das bolsas descartadas. Um total de 60% das amostras positivas no ELISA para T. cruzi foram negativas na RIFI, teste usado como confirmatório, ou seja, 60% falso positivos para Chagas. Dentre essas amostras falso positivas para Chagas, 72% foram positivas no ELISA para Leishmania caracterizando a ocorrência de reação cruzada entre os ensaios sorológicos. Do total de 300 culturas realizadas, 18 cresceram parasitas que foram tipados por isoenzimas e qPCR específica, sendo encontrada a espécie Leishmania infantum nas culturas. Dentre as 18 culturas, 4 foram provenientes de bolsas expurgadas por baixo volume e negativas em todas as sorologias do banco de sangue, demonstrando assim que há um risco real de transmissão de Leishmania por via transfusional. Conclui-se que em área endêmica para leishmanioses no Brasil, diagnósticos sorológicos realizados para detectar infecção por T. cruzi em doadores de sangue podem identificar a infecção por L. infantum e, apesar de ocasionar resultados falso positivos para Chagas, essa reatividade cruzada reduz o risco de infecção por Leishmania via transfusão sanguínea, visto que não são aplicados testes específicos detecção desse parasita. Desde modo, persiste a necessidade de se discutir a implementação de um teste de triagem sorológica específico para Leishmania em países endêmicos como o Brasil.

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  • JOYCELLANE ALLINE DO NASCIMENTO CAMPOS RIBEIRO
  • EFEITO DO INIBIDOR DE TRIPSINA DA SEMENTE DE TAMARINDO (Tamarindus indica) NA REDUÇÃO DO GANHO DE PESO COM AUMENTO DOS NÍVEIS DE CCK

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 19/02/2013
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  • As sementes são excelentes fontes de inibidores de proteinases, e a estes têm sido atribuído inúmeras aplicações. Dentre estas aplicações estão as com efeito sobre o consumo alimentar e o ganho de peso que se destacam devido o crescente aumento de indivíduos obesos. Esse estudo avaliou os efeitos do inibidor de tripsina presente na semente de tamarindo (Tamarindus indica L.) na redução do ganho de peso, nas alterações bioquímicas e morfohistológicas dos órgãos de ratos wistar. Para isso, foi parcialmente purificado um inibidor de tripsina de semente de tamarindo (ITT2). Este na concentração de 25 mg/Kg de peso, num período de 14 dias, foi capaz de reduzir o consumo alimentar de ratos (n=6) em cerca de 47%, ocasionando uma redução no ganho de peso de aproximadamente 70% quando comparados com o grupo controle. Com a avaliação da digestibilidade proteica in vivo foi possível demonstrar que os animais perderam peso devido à saciedade, apresentada pela redução do consumo alimentar, visto que não apresentaram variações estatisticamente significativas para digestibilidade verdadeira entre o grupo controle (90,7%) e o grupo tratado com inibidor (89,88%). Além disso, o sangue dos animais foi coletado a fim de se avaliar os efeitos do ITT2, sobre parâmetros bioquímicos (glicose, triglicerídeos, colesterol total, lipoproteínas de alta-densidade, lipoproteína de baixa-densidade, alanina amino transferase, aspartato amino transferase, gama glutamil transferase albumina, globulina, proteínas totais e proteína C reativa) e estes, ao serem avaliados nos grupos em estudo, não apresentaram variações estatisticamente significativas. Os órgãos, fígado, estômago, intestino, além do pâncreas, não apresentaram alterações. Para avaliar se o efeito do inibidor de tripsina sobre o consumo alimentar devido à saciedade é acompanhado pelo aumento de colecistocinina (CCK), foram dosadas os seus níveis plasmáticos, e observou-se que os níveis de CCK nos animais que receberam ITT2 eram significativamente maiores (20 + 1,22) que nos animais que receberam apenas solução com caseína (10,14 + 2,9) ou água (5,92 + 1,15). Dessa forma, os resultados obtidos, indicam que o ITT2 causou um efeito sacietogênico, reduzindo o consumo alimentar, que por sua vez ocasionou uma redução no ganho de peso nos animais, porém sem causar alterações bioquímicas ou morfohistológicas, efeito este acompanhado pela elevação nos níveis plasmáticos de CCK.

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  • ADILSON SILVA DA TRINDADE
  • Identificação de genes MUTM em BACs da cana-de-açúcar e caracterização preliminar destes genes e seus promotores.

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 22/02/2013
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  • A cana-de-açúcar é uma das principais culturas brasileiras e importante, principalmente, pela produção de açúcar e biocombustível. Por isso, manter a qualidade das cultivares desta espécie tornou-se alvo das pesquisas envolvendo genética e bioquímica moleculares. Um dos objetivos destas pesquisas é descobrir informações úteis sobre o material genético que as cultivares da cana-de-açúcar possuem, para utilizá-las como ferramentas no melhoramento contra intempéries que afetam sua produção, muitas vezes, de forma drástica. O foco deste trabalho é a via de reparo de DNA conhecida por Reparo por Excisão de Base, mais precisamente, a enzima DNA-glicosilase MUTM (formamidopirimidina-DNA-glicosilase), a qual reconhece e repara guaninas oxidadas no DNA. A caracterização dos genes MUTM da cana-de-açúcar foi realizada a partir das análises de quatro BACs (Bacterial Artificial Chromosome) de uma biblioteca genômica da cultivar R570. Os resultados obtidos dos alinhamentos mostraram a presença marcante de elementos de transposição. Além disso, foi verificado que os genes MUTM foram altamente similares aos de Sorghum bicolor, tanto em sequências nucleotídicas e peptídicas, como na estrutura gênica. Foi analisado também que as regiões promotoras de genes MUTM em algumas gramíneas apresentam vários elementos reguladores de expressão, associados com o estresse oxidativo, indicando uma regulação por estresse oxidativo.

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  • FERNANDA MARQUES DE AZEVEDO
  •  

    AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DE COMPOSTO TIPO HEPARINA (cCTH) EXTRAÍDO DO CARANGUEJO Goniopsis cruentata EM MODELO DE PERITONITE.


  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 01/03/2013
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  • A heparina possui grande potencial anti-inflamatório, entretanto a sua utilização é limitada, pois pode levar a complicações hemorrágicas devido a sua potente atividade anticoagulante. A ocorrência de compostos semelhantes à heparina que apresentam atividade anticoagulante diminuída em invertebrados aquáticos, como o caranguejo Goniopsis cruentata, despertou o interesse para o estudo de tais compostos como fármacos anti-inflamatórios. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o potencial modulador do composto semelhante a heparina extraído do Goniopsis cruentata em eventos inflamatórios, coagulação, além de avaliar alguns aspectos de sua estrutura. O composto tipo heparina apresentou alto grau de N-sulfatação em sua estrutura, foi capaz de reduzir a migração leucocitária para a cavidade peritoneal em doses mais baixas em relação à heparina e ao diclofenaco (anti-inflamatório comercial), além de apresentar um menor efeito anticoagulante em doses altas em comparação com a heparina de mamíferos. Devido a essas observações, o composto extraído do caranguejo Goniopsis cruentata pode ser utilizado como um modelo estrutural para futuros agentes anti-inflamatórios.

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  • DANIEL DE SOUZA CRUZ MORAIS
  • Avaliação das atividades antioxidantes e citotóxicas de extratos ricos em polissacarídeos extraídos das hastes de Mandacaru (Cereus jamacaru de Candolle, Cactaceae)


  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 04/03/2013
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  • A utilização de plantas medicinais para a cura e tratamento de diversas afecções é uma prática comum no mundo e também no Brasil. Em várias regiões do Nordeste brasileiro o cacto Cereus jamacaru, mais conhecido como mandacaru, é utilizado popularmente no tratamento de várias doenças, incluindo aquelas relacionadas com problemas cardíacos, respiratórios, úlceras gástricas, escorbuto, e problemas renais. Contudo, há uma escassez na literatura científica que comprove cientificamente a aplicação popular do mandacaru. Assim como outras plantas, Cereus jamacaru sintetiza várias moléculas potencialmente bioativas, como polissacarídeos. Neste trabalho, três extratos aquosos ricos em polissacarídeos, MCA80, MPM e MCP60, foram obtidos dessa planta e analisados quimicamente, bem como, foi avaliado os seus potencias como agentes antioxidantes e citotóxicos. Os dados mostraram que todos os extratos são constituídos principalmente de polissacarídeos (89,42 a 95,76%), porém foram detectados contaminantes proteicos (>2 %) e fenólicos (3 a 8,87%). Todos os extratos são ricos em galactose, glicose e manose. Além disso, de MCA80 e MCP60 apresentam ácido glucurônico em sua composição. Os extratos apresentaram capacidade antioxidante total variando de 55,21 a 68,13 equivalentes de ácido ascórbico (EAA). Porém não apresentaram atividade sequestradora de íon superóxido. Por outro lado, eles apresentaram atividade redutora e quelação cúprica de forma dose-dependente. Nenhum dos extratos inibiu a redução do MTT na presença das células tumorais de próstata (PC-3). Por outro lado, as células HEK, HeLa e 786 tiveram seu poder redutor de MTT inibido em diferentes níveis na presença dos extratos. MCP60 foi o extrato mais efetivo, impedindo a redução do MTT em cerca de 80% na presença das células 786. Ensaios de fragmentação nuclear mostraram que esse extrato induz morte celular. Os dados indicaram que mandacaru sintetiza polissacarídeos bioativos com potencial como agentes antioxidantes e antitumorais. Em estudos futuros pretende-se purificar esses polissacarídeos e caracterizar seus mecanismos de ação antioxidante e antitumoral.

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  • LUCIANA DE FIGUEIREDO COELHO
  • Avaliação do efeito do heparinóide isolado do camarão Litopenaeus vannamei sobre a peritonite aguda

  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 04/03/2013
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  • Nos últimos anos a heparina tem sido alvo de diversos estudos que visam ampliar seu uso como agente terapêutico, devido sua habilidade de modular a atividade de várias proteínas que desempenham papéis importantes na regulação de processos fisiopatológicos. Diversas evidências apontam a heparina como anti-inflamatória. Entretanto, seu uso clínico é limitado, devido sua forte atividade anticoagulante e complicações hemorrágicas. Por essa razão, considerável esforço tem sido empregado na descoberta de análogos da heparina (heparinóide) com reduzidos efeitos colaterais, que retenham as propriedades anti-inflamatórias da heparina. Assim, o presente trabalho teve como objetivo, purificar o heparinóide do cefalotórax do camarão L. vannamei e avaliar seu efeito sobre a resposta inflamatória aguda em diferentes tempos (3 ou 6 horas após a indução do estímulo inflamatório), utilizando o modelo de peritonite aguda induzida em camundongos. Além disso, para verificar se as diferentes doses do heparinóide e da heparina alteram o equilíbrio hemostático in vivo, foi avaliado o efeito desses compostos sobre o tempo de coagulação do plasma nos animais submetidos à inflamação. Os resultados revelam que em 3 horas, todas as doses do heparinóide foram capazes inibir a migração leucocitária sem interferir no equilíbrio hemostático. Efeito semelhante foi observado para a heparina que também agiu como antimigratório, embora sua dose de extrapolação tenha induzido forte hemorragia devido sua alta atividade anticoagulante. Entretanto, no tempo de 6 horas após a indução da inflamação, apenas as doses de 0,1 e 1,0 µg/Kg da heparina e 1,0 µg/Kg do heparinóide mantiveram o efeito antimigratório. Esses resultados indicam que o efeito antimigratório depende do tempo e da dose administrada. A descoberta de um composto bioativo no cefalotórax do camarão poderá despertar grande interesse biotecnológico, pois este composto poderia servir como um modelo estrutural interessante para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos específicos para a peritonite.

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  • SARA LIMA CORDEIRO
  • ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DE UMA FRAÇÃO RICA EM HETEROGALACTANA SULFATADA EXTRAÍDA DA ALGA Codium isthmocladum (VICKERS 1905)

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 11/03/2013
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  • Os polissacarídeos sulfatados compõem um grupo complexo de macromoléculas com uma gama de importantes atividades biológicas, incluindo atividade antiviral, anticoagulante, antiproliferativa, antiherpética, antitumoral, anti-inflamatória e antioxidante. Esses polímeros aniônicos são amplamente distribuídos em tecidos de vertebrados, invertebrados e algas. As algas marinhas são as fontes mais abundantes de polissacarídeos sulfatados na natureza. Os polissacarídeos sulfatados de algas verdes são homo ou heteropolissacarídeos compostos por galactose, glicose, arabinose e/ou ácido glucurônico. Para estes polímeros são descritas atividades como anticoagulante, anti-inflamatória, antiviral, antiangiogênica, antitumoral. Porém, ainda há poucos estudos de elucidação e avaliação de atividades biológicas/farmacológicas de polissacarídeos sulfatados obtidos de algas verdes, por exemplo, há somente um trabalho relatando a atividade antinociceptiva de polissacarídeos sulfatados destas algas. Portanto este trabalho teve como objetivo obter polissacarídeos sulfatados da alga verde Codium isthmocladum e avalia-los como possíveis agentes antinociceptivos. Assim, no presente estudo, o extrato total de polissacarídeos da alga verde C. isthmocladumfoi obtido através de digestão proteolítica, seguida de fracionamento resultando em cinco frações (F0.3; F0.5; F0.7; F0.9 e F1.2) por precipitação sequencial com acetona. Com o teste de contrações abdominais observou-se que a fração F0.9 foi o mais potente antinociceptivo. F0.9 é composta principalmente por uma heterogalactana sulfatada. Ensaios mais específicos mostraram que o seu efeito é dose e tempo dependente, chegando ao máximo com 90 após a administração (10 mg/kg de animal). F0.9 se associa a receptores TRPV1 e TRPA1 e inibe sensação dolorosa em animais. Além disso, F0.9 inibe a migração de linfócitos em ensaios de peritonite induzida. Por outro lado estimula a liberação de NO e TNF-α. Esses resultados sugerem que F0.9 tem potencial para ser usada como fonte de galactana sulfatada antinociceptiva e anti-inflamatória.

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  • ANA KARINA DE LIMA NASCIMENTO
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    ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ANTIPROLIFERATIVA DE EXTRATOS DE FOLHAS DE Plukenetia volubilis L. (EUPHORBIACEAE)


  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 18/03/2013
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  • Plukenetia volubilis conhecida popularmente como sacha incha ou amendoa lopo, é uma planta oleaginosa e trepadeira, pertecente a família Euphorbiaceae. Suas sementes apresentam alto valor nutritivo e suas folhas são utilizadas pela população amazônica para tratar doenças de pele, contudo essa ação não é comprovada cientificamente. Dentro deste contexto, o presente trabalho prevê uma prospecção química e biológica de diferentes extratos obtidos das folhas de P. volubilis. : extrato aquoso (EA), metanólito (EM), etanólico (EE), clorofórmico (EC) e hexânico (EH). A triagem fitoquímica foi realizada por meio de reações químicas de identificação e análise por cromatografia em camada delgada (CCD), utilizando diferentes eluentes e reveladores. Como parte das análises de constituição química dos extratos, foram realizadas dosagens de compostos fenólicos, açúcares totais e proteínas. Em relação às atividades biológicas, foi avaliada a capacidade antioxidante dos extratos e seus efeitos sob células tumorais e normais. Com os resultados obtidos foi possível detectar por meio das reacoes a presença de compostos fenólicos, flavonoides, saponinas e alcaloides. Por meio da análise por CCD foi possível verificar a presença de compostos com estruturas de terpenos, polifenóis e flavonóides. O extrato metanólico (EM) apresentou uma banda de coloração verde e Rf 0,65 similar ao padrão de flavonóide canferol. Com as metodologias de dosagem química foi observado uma elevada quantidade de açúcares totais nos extratos de P. volubilis. Os testes para avaliação da atividade antioxidante revelaram que todos os extratos apresentam capacidade antioxidante. No teste de capacidade antioxidante total (expresso como equivalente em ácido ascórbico, EEA/g), os extratos apresentaram valores que variaram entre 59,31 a 97,76 EAA/g. Para o teste de DPPH os valores de sequestro variaram de 88,3% a 62,8%. O teste de viabilidade celular, verificado por meio da redução do composto MTT possibilitou observar que os extratos foram capazes de diminuir a viabilidade das células cancerígenas HeLa e A549, sendo mais eficazes para linhagem HeLa. Os extratos EM e EH (250 µg/mL) apresentaram redução da proliferação de HeLa para 54,3 e 48,5%, respectivamente. Enquanto que os extratos EH e EA induziram de forma significativa a proliferação de fibroblastos normais 3T3, cerca de 70% a mais que o controle. Resultado semelhante foi observado em macrófagos Raw, onde foi verificado que a proliferação dessas células tratadas com os extratos EM, EC e EA foi a duas vezes mais que o controle. Nenhum efeito foi observado nas células CHO quando tratadas com os extratos. Outra abordagem utilizada foi a de citometria de fluxo de modo a avaliar marcadores de morte celular em células HeLa quando expostas aos extratos de P. volubilis. Os resultados destes ensaio mostraram que os extratos induziram a morte celular via apoptose. Portanto, esses resultados sugerem que os extratos das folhas de P. volubilis são potenciais alvos para serem utilizados futuramente no desenvolvimento de fármacos com ação antioxidante, proliferativa e antitumoral.

     

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  • TAFFAREL MELO TORRES
  • INFLUÊNCIA DO SISTEMA ANTIOXIDANTE DA CATALASE NO CICLO DO GLIOXILATO DURANTE O ESTABELECIMENTO PÓS-GERMINATIVO DE CÁRTAMO E GIRASSOL

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 09/04/2013
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  • As sementes oleaginosas armazenam óleos, um recurso natural de alto valor econômico devido a sua aplicabilidade como substituto aos derivados do petróleo. Porém, o tempo de armazenamento pode inviabilizar a semente provocando a redução da qualidade do óleo e perda da viabilidade da semente. Por este motivo, esforços científicos têm sido realizados para proporcionar um maior tempo de armazenamento e incrementar taxas de germinação e estabelecimento destas plantas com alto valor econômico. O estabelecimento da plântula depende da capacidade do vegetal transpassar a etapa de transição funcional, caracterizada pela mudança do estado heterotrófico para o autotrófico. O consumo das reservas de óleo depende das vias de β-oxidação e do ciclo do glioxilato. No entanto, o processo de transição envolve a aclimatação do vegetal à condição de organismo fotossintetizante, que em geral conta com a participação fundamental do sistema antioxidante do vegetal devido à produção de espécies reativas de oxigênio em várias reações do metabolismo primário e secundário. Neste estudo, a Catalase foi inibida durante a transição funcional de girassol e cártamo para analisar os efeitos provocados nos sistemas antioxidantes de APX e da SOD e verificar as modificações no padrão de expressão das enzimas marcadoras do ciclo do glioxilato, ICL e MLS. Constatou-se que diante da inibição da Catalase o sistema antioxidante da APX e da SOD permitem o estabelecimento da plântula. Verificou-se também que as duas oleaginoasas parecem acelerar a mobilização de reservas e o estabelecimento fotossintético quando a Catalase tem a atividade drasticamente reduzida.

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  • LARISSA MURATORI AGUIAR
  • INVESTIGAÇÃO DO PAPEL MODULADOR do haloperidol sobre os níveis de proteínas relacionadas À plasticidade e preferência por objetos novos em camundongos

  • Orientador : BRUNO LOBAO SOARES
  • Data: 20/05/2013
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  • A dopamina (DA) regula tanto o sono quanto o processo de formação de memórias, enquanto o sono desempenha uma função essencial na consolidação de diferentes tipos de memórias. No presente estudo, investigamos o efeito do haloperidol (halo - 0,3mg/kg; i.p.), administrado imediatamente após sessões de treino no período da manhã e da noite, sobre o desempenho de camundongos no teste de preferência por objetos novos (TPON). Observamos que esse tratamento causou um prejuízo mnemônico apenas nos camundongos testados pela manhã. Devido à maior ocorrência de episódios de sono durante a fase clara dos roedores, acreditamos que esse déficit pode estar associado a uma cascata de plasticidade hipocampal, a qual envolve a expressão de diferentes moléculas em períodos distintos após a exposição ao estímulo mnemônico inicial. Para testar tal hipótese, realizamos imunohistoquímica (IHQ) em tecidos de animais naïve não expostos (NV), bem como de animais expostos aos objetos com posterior injeção de halo ou salina (veículo - VH), perfundidos 3, 6 e 12h após o estímulo inicial.  Quantificamos a expressão hipocampal (CA1, CA3 e GD) de CaMKII-P, Zif-268 e BDNF, através de densitometria e contagem de células (somente para Zif-268). Observamos um aumento parcial na expressão de CaMKII-P em animais VH 3h, na região CA3. Quanto ao grupo halo, houve uma redução dos níveis de CaMKII-P nos três horários analisados; de Zif-268 em 6h, tanto em CA1 quanto CA3; e de BDNF em 12h, apenas no GD. Considerando-se o melhor desempenho diurno na consolidação de memórias, associado à função do halo na regulação do sono, propomos que a redução de plasticidade sináptica e os déficits no aprendizado ocorreram devido à supressão do sono REM mediada pelo tratamento com haloperidol.   

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  • HELENI AIRES CLEMENTE
  • AVALIAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINA E, NA FORMA NATURAL OU SINTÉTICA, EM MULHERES NO PÓS-PARTO IMEDIATO E SUA CONCENTRAÇÃO NO COLOSTRO.


  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 10/06/2013
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  • A vitamina E consiste em oito formas homólogas, denominadas, alfa, beta, gama, delta tocoferóis e tocotrienóis. Biologicamente, o alfa-tocoferol (α-TOH) é o mais importante. Comercialmente são encontradas duas formas de α-TOH, uma natural (RRR-alfa-tocoferol) e uma sintética (all-rac-alfa-tocoferol). A forma sintética é obtida através da reação da trimetilhidroquinona com o isofitol sintético resultando em uma mistura de oito isômeros ópticos, metade na forma 2R e outra metade na 2S. Ambas as formas são absorvidas no intestino, entretanto no fígado ocorre uma discriminação em favor das formas 2R, devido à proteína de transferência de α-TOH, apresentar maior afinidade a estes estereoisômeros. Para recém-nascidos em aleitamento materno exclusivo, o leite materno é a fonte alimentar para manutenção dos níveis séricos de α-TOH. Os neonatos são considerados grupo de risco para deficiência de vitamina E, principalmente os pré-maturos. Sinais clínicos como trombocitose, anemia hemolítica, fibroplasia retrolental, hemorragia intraventricular, displasia bronco pulmonar e degeneração espinocerebelar podem ser encontrados caso ocorra uma baixa ingestão de α-TOH. Sendo assim, a suplementação materna nos pós-parto com α-TOH pode ser uma forma eficiente de aumentar os níveis da vitamina no leite materno e consequentemente o fornecimento do micronutriente para o recém-nascido. Entretanto, a maioria dos estudos com suplementação de vitamina E foram realizados em animais e pouco se sabe sobre o efeito da suplementação materna em humanos, bem como, sobre sua eficiência para aumentar os níveis de α-TOH no leite humano, em função da forma natural ou sintética. Participaram do estudo 109 mulheres, distribuídas em três grupos: controle sem suplementação (GC) (n=36), suplementadas com a cápsula natural (GNAT) (n=40) e com a cápsula sintética (GSINT) (n=33). Foram coletadas amostras de sangue para determinação do estado nutricional materno, e de colostro no contato inicial e após 24 horas pós-suplementação. As análises foram realizadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Valores de α-TOH no soro inferiores 499,6 µg/dL foram considerados como deficientes. Foram utilizados o teste de Kruskal Wallis e teste de Tukey para confirmar o aumento de alfa-tocoferol no leite e a eficiência das cápsulas administradas. O consumo diário de α-TOH foi baseado na ingestão diária de 500 mL de colostro pelo recém-nascido e comparada com o requerimento nutricional para crianças de 0 à 6 meses de idade, 4 mg/dia. As parturientes apresentaram concentração média de α-TOH no soro de 1016 ± 52, 1236 ± 51 e 1083 ± 61 µg/dL,respectivamente nos grupos GC, GNat e GSINT. Não foram encontradas mulheres com deficiência. O GC não apresentou variação nas concentrações de α-TOH no colostro. Já mullheres suplementadas com as formas natural e sintética aumentaram as concentrações de α-TOHno colostro em 57,6% e 39% respectivamente. Ao comparar os grupos suplementados foi observado uma diferença significativa (p=0,04), sendo a cápsula natural mais eficiente que a sintética em aproximadamente 49,6%. Individualmente 21,1% das mulheres forneceram valores inferiores as 4mg/dia de α-TOH, após a suplementação este índice declinou para 4,1%. Sendo assim, a suplementação materna no pós-parto se mostrou uma forma eficiente para aumentar os níveis de alfa-tocoferol no colostro, com a forma natural com maior eficiência.

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  • FERNANDA BARROS SOARES RESENDE
  • Avaliação do Retinol em Parturientes com Diabetes Mellitus Gestacional no Pós Parto Imediato.

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 27/06/2013
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  • As carências de micronutrientes afetam indivíduos principalmente nos países em desenvolvimento, na qual a hipovitaminose A é um dos problemas de saúde pública mais preocupante mundialmente, principalmente nos grupos com necessidades fisiológicas aumentadas como crianças e mulheres em idade reprodutiva. A vitamina A é fornecida ao organismo por meio da dieta e possui papel essencial no processo visual, diferenciação celular, manutenção do tecido epitelial, reprodução e resistência às infecções. A literatura tem demonstrado relação entre a vitamina A e diabetes, inclusive a diabetes gestacional, levando a um risco no binômio mãe-filho. A diabetes gestacional é qualquer diminuição da tolerân­cia à glicose de magnitude variável diagnosti­cada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. A resistência à insulina na gestação está associada aos hormônios placentários, bem como ao excesso de tecido adiposo. Estudos têm demonstrado que a proteína transportadora de retinol produzida no tecido adiposo, em altas concentrações, estaria associada a esta resistência por interferir na sinalização da insulina. Com isso, este trabalho objetivou avaliar a concentração de retinol no soro e colostro de parturientes diabéticas e saudáveis no pós-parto imediato. Cento e nove parturientes foram recrutadas, correspondendo a setenta e três saudáveis e trinta e seis diabéticas. O retinol foi extraído e posteriormente analisado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Dentre os resultados destaca-se que as parturientes com diabetes gestacional tinham idade superior a das parturientes saudáveis, possuíam mais filhos e maior prevalência de casos de cesarianas. A macrossomia estava presente em 1,4% das parturientes saudáveis e em 22,2% das parturientes diabéticas. O retinol do soro materno apresentou uma média de 39,7 ± 12,5 µg/dL para parturientes saudáveis e 35,12 ± 15 µg/dL para diabéticas e não apresentaram diferença estatística. Foi observado que no grupo de diabéticas 17% tinham hipovitaminose A, enquanto que no grupo saudável, apenas 4% das mulheres estavam deficientes. No colostro, a concentração de retinol nas saudáveis foi de 131,3 ± 56,2 µg/dL e nas diabéticas 125,3 ± 41,9 µg/dL, não diferindo estatisticamente. Esta concentração de retinol encontrada no colostro fornece aproximadamente 656,5µg/dia para os recém-nascidos de mães saudáveis e 626,5 µg/dia para os recém-nascidos de diabéticas, com base em um consumo diário de 500 mL de leite materno e necessidade nutricional de vitamina A de 400 µg/dia, atingindo assim, o requerimento do lactente. As parturientes diabéticas apresentaram importantes fatores de risco e complicações relacionadas à diabetes gestacional. Apesar de não ter sido encontrada diferença na concentração de retinol sérico e do colostro entre as mulheres com e sem diabetes gestacional, a análise individual demonstra que as parturientes diabéticas estão 4,9 mais propícias a desenvolver hipovitaminose A do que as parturientes saudáveis. Contudo, o fornecimento de vitamina A para o recém-nascido não foi comprometido na presença da diabetes gestacional.

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  • ANDERSON FELIPE JÁCOME DE FRANÇA
  • VICILINA DE SEMENTES DA LEGUMINOSA SELVAGEM Anadenanthera macrocarpa (AmV): PURIFICAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO, EFEITO DELETÉRIO E MECANISMO DE AÇÃO PARA BRUQUÍDEO Callosobruchus maculatus


  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 29/10/2013
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  • Sementes de leguminosas são alimentos que compõem a base das dietas de diversas culturas ao redor do mundo, tendo uma importante contribuição nas necessidades diárias de nutrientes dos seres humanos. As globulinas 7S (vicilinas) são proteínas de reserva encontradas em sementes de leguminosas, e podem apresentam uma função adicional de defesa constitutiva do embrião contra pragas e patógenos. Neste trabalho uma vicilina de Anadenanthera macrocarpa - AmV (Angico-vermelho), foi purificada e caracterizada parcialmente. Seu efeito sobre o desenvolvimento, sobrevivência larval e emergência dos adultos de Callosobruchus maculatus foram avaliados pela determinação das LD50, WD50 e ED50 em sistema de bioensaio. A purificação da vicilina foi iniciada por cromatografia de afinidade à quitina e posteriormente em cromatografia de gel filtração no sistema de FPLC, seguida por cromatografia de fase reversa em sistema HPLC. Por SDS-PAGE, AmV dissociou-se em quatro subunidades principais com aproximadamente 73, 70, 43 e 41 kDa, e quando submetida à eletroforese em condições nativas apresentou uma banda única de característica eletroforética ácida. Nos bioensaios, a WD50 e a LD50 para as larvas foram de 0,32% e 0,33% (p/p) respectivamente, já para os adultos a ED50 foi de 0,096%. O provável mecanismo de ação foi avaliado por ensaios de digestibilidade da AmV in vitro, sendo observado o envolvimento de dois fragmentos de vicilinas imunorreativos contra anticorpo policlonal Anti-vicilinas de Erythrina velutina (Anti-EvV), de 22 e 13 kDa ligantes à quitina. A AmV na sua forma nativa foi reconhecida pelo anticorpo anti-EvV, indicando que existe uma provavel região conservada nas vicilinas, que pode corresponder à domínios de ligação à quitina. Estes resultados apontam para uma nova vicilina que pode vir a ser utilizada como um possível bioinseticida de origem proteica, de maneira a controlar o inseto praga C. maculatus, bem como corroborar com achados da literatura que demonstram em vicilinas de diferentes espécies a existência de regiões conservadas ligantes à quitina ainda não caracterizados.

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  • ERIKA CRISTINA PINHEIRO DE CASTRO
  • Coordenação dos sistemas antioxidantes da catalase e da ascorbato peroxidase durante o envelhecimento acelerado de sementes de cártamo e girassol.

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 18/12/2013
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  • O consumo mundial de óleos vegetais aumentou nos últimos anos devido sua aplicação na indústria alimentícia, química, farmacêutica e, recentemente energética. Todavia, as sementes oleaginosas das quais esses óleos são extraídos envelhecem rapidamente, comprometendo o cultivo e a produtividade destas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do envelhecimento sobre a coordenação dos sistemas antioxidantes da catalase (CAT) e da ascorbato peroxidase (APX) em cártamo e girassol. Para tanto, sementes foram submetidas a envelhecimento acelerado por 3, 6 e 9 dias e cultivadas em papel-toalha umedecido durante 72h. Adicionalmente, antes de serem submetidas ao envelhecimento acelerado, sementes de girassol foram pré-tratadas por osmopriming com 10 mM de ascorbato (ASC) ou 3-AT. O método de envelhecimento artificial utilizado foi eficiente para ambas espécies, pois promoveu diminuição na germinação, no desenvolvimento de plântulas e no crescimento destas, principalmente no cártamo. O envelhecimento provocou inibição da atividade CAT para ambas as espécies e para compensar tal inibição, o girassol aumentou a expressão do mRNA desta enzima, enquanto o cártamo mobilizou mais a atividade da APX. A análise da expressão da malato sintase e do conteúdo de açucares demonstrou que o girassol consome suas reservas lipídicas no estado quiescente, enquanto o cártamo é mais dependente dos carboidratos. O pré-tratamento com 3-AT inibiu a atividade CAT e estimulou a da APX, enquanto o ASC atuou de forma inversa nesses sistemas. Nenhum dos tratamentos recuperou o declínio fisiológico decorrente do envelhecimento. Conclui-se que o envelhecimento alterou significativamente o metabolismo antioxidante das oleaginosas e, apesar das variações interespecíficas na resposta a esse processo, a depleção do sistema antioxidante da CAT foi comum, deforma que a mensuração da atividade desta enzima pode ser utilizada para identificação de lotes de sementes envelhecidas.

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  • KAROLINE RACHEL TEODOSIO DE MELO
  • POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DA ALGA MARROM Dictyopteris justii COMO AGENTES ANTIOXIDANTES E INIBIDORES DA FORMAÇÃO DE CRISTAIS DE OXALATO DE CÁLCIO.


  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 19/12/2013
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  • Os cristais de Oxalato de Cálcio são os principais componentes dos cálculos urinários e estes estão intimamente relacionados com o estresse oxidativo na condição fisiopatológica da urolitíase. Por causa disso, estudos recentes tem buscado componentes antioxidantes que também sejam capazes de inibir a formação desses cristais. Diante disso, esse trabalho, avaliar a atividade antioxidante de polissacarídeos sulfatados de alga marrons Dictyopteris justii e seu efeito sobre a cristalização do oxalato de cálcio in vitro. Assim, no presente estudo, quatro frações ricas em polissacarídeos sulfatados(DJ-0.3v, DJ-0.4v, DJ-0.5v, e DJ-1.2v) foram obtidas por proteólise seguida de precipitação sequencial com acetona a partir da espécie  Dictyopteris justii. As análises químicas e o FT-IR mostraram que D. justii sintetiza populações de polissacarídeos sulfatados diferentes. A primeira que se encontra em DJ-0.3v é rica em glicose, xilose e ácido glucurônico e apresenta traços de fucose; a segunda (DJ-0.4v), que tem como diferencial grandes quantidades de fucose; as duas populações que se encontram em DJ-0.5v e DJ-1.2v apresentam apenas glucose e traços de fucose, mas se diferenciam entre si pela quantidade de íons sulfato.  Todos os polissacarídeos sulfatados extraídos apresentaram atividade antioxidante para CAT, Poder Redutor e Quelação de Cobre. No entanto, a fração DJ-0.4v foi a que apresentou melhor atividade antioxidante como também foi o que teve melhor capacidade de inibir a cristalização de oxalato de cálcio. Destaca-se também a fração DJ-0.5v, que foi o segundo composto mais potente inibidor da formação de cristais de oxalato, como também foi o composto que estabilizou os cristais dihidratados de oxalato (forma menos agressiva) impedindo-os de se transformarem em cristais monohidratados (forma mais agressiva). Os dados obtidos nos levam a propor que estes polissacarídeos são agentes promissores para serem utilizados posteriormente no tratamento da urolitíase.

Teses
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  • BRUNA LEAL LIMA MACIEL
  • Estado nutricional e efeito da vitamina A na resposta imune frente à infecção por Leishmania Infantum.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 20/12/2013
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  • O estado nutricional é importante determinante da resposta à infecção por Leishmania. No entanto, são poucos os trabalhos que caracterizem as bases moleculares das associações encontradas entre a desnutrição e a doença. A suplementação de vitamina A é utilizada em países em desenvolvimento para reduzir a mortalidade por diarreia e doenças respiratórias. Apesar disso, não existem estudos sobre o papel da vitamina A na infecção por Leishmania apesar de nosso grupo e outros terem demonstrando a deficiência de vitamina A durante a leishmaniose visceral (LV). As células T regulatórias são induzidas por metabólitos de vitamina A e são consideradas células supressoras durante a LV. Este trabalho teve como objetivo verificar a correlação do estado nutricional e o efeito da vitamina A na resposta frente à infecção por Leishmania infantum. Foram estudadas 179 crianças, sendo 31 casos de LV ativa, 33 com história pregressa de LV, 44 DTH+ e 71 DTH- e Anticorpo anti-Leishmania negativo (DTH-/Ac-). Células mononucleadas de sangue periférico foram isoladas em subgrupo de 10 crianças com LV e 16 DTH-/Ac-, sendo cultivadas por 20h sob as seguintes condições: 1) Meio, 2) Antígenos solúveis de promastigotas de L. infantum (SLA), 3) Ácido all-trans retinóico (ATRA), 4) SLA + ATRA e 5) Concanavalina A. As células T CD4+CD25highFoxp3+, T CD4+CD25-Foxp3- e monócitos CD14+ foram marcadas e estudadas por citometria de fluxo quanto à produção de IL-10, TGF-β e IL-17. O estado nutricional apresentou-se comprometido nas crianças com LV, que apresentaram menor IMC/idade e baixas concentrações de retinol sérico quando comparadas aos controles sadios. Observou-se correlação negativa entre o estado nutricional (medido por IMC/Idade e retinol sérico) e anticorpos anti-Leishmania e proteínas de fase aguda. Não foi encontrada correlação entre o estado nutricional e a carga parasitária. O ATRA apresentou efeito distinto nas células Treg e monócitos: Em crianças saudáveis (DTH-/Ac-), induziu resposta regulatória, com aumento na produção de IL-10 e TGF-β; e, em crianças com LV, modulou a resposta imune, diminuindo a produção de IL-10 após o estímulo com SLA. Foi encontrada correlação positiva entre o IMC/Idade e a produção de IL-17 e correlação negativa entre o retinol sérico e a produção de IL-10 e TGF-β nas céluas T CD4+CD25highFoxp3+ após estímulo com SLA. Os dados deste estudo permitem concluir que o estado nutricional comprometido durante a LV é correlacionado com a resposta imune e inflamatória frente à Leishmania, que a vitamina A apresenta efeito modulador benéfico durante a LV e que o estado nutricional adequado é importante para a manutenção de resposta imune favorável à resolução da infecção por L. infantum.



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  • SERGIO RICARDO FERNANDES DE ARAUJO
  • Análise da contribuição de fatores genéticos e ambientais na manutenção da hanseníase nos estados do Rio Grande do Norte e Pará.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 20/12/2013
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  • O tropismo do M. leprae pela pele e nervos periféricos, confere à hanseníase características peculiares, tais como perda de sensibilidade e deformidades teciduais. Hipotetizamos que a susceptibilidade do hospedeiro é gerida por um complexo conjunto de fatores diferentes, como aumento da expressão dos genes ERBB2, PARK2 e PACRG e/ou o ganho de atividade dos seus produtos gênicos, em virtude de polimorfismos nesses genes. Outro fator que hipotetizamos estar contribuindo com a susceptibilidade à hanseníase, juntamente com os fatores genéticos, é a existência de elementos de risco entre pessoas susceptíveis, tais como, co-morbidades e exposição prolongada ao patógeno. Também hipotetizamos que a distribuição desigual da doença em algumas áreas populacionais, com formação de aglomerados, seja devido, a elevada densidade populacional de pessoas susceptíveis em áreas de risco por tempo prolongado. Portanto, para comprovar essas hipóteses tem-se os seguintes objetivos: 1) Testar o envolvimento de polimorfismos nos genes ERBB2, PARK2 e PACRG com a hanseníase em duas áreas endêmicas, mas com populações distintas; 2) Testar a relação de fatores de risco exposicionais e co-morbidades, dentre outros, com o aumento de susceptibilidade à hanseníase na população do Rio Grande do Norte e 3) Avaliar se fatores como densidade demográfica e padrão socioeconômico e sanitário estão contribuindo com a desigual distribuição da doença em área endêmica para a hanseníase no estado do Rio Grande do Norte. Este estudo foi desenvolvido em 3 etapas: Foram genotipados marcadores no gene ERBB2 na população de Belém/PA, usando uma abordagem familiar. Num segundo momento foram genotipados marcadores nos genes ERBB2, PARK2 e PACRG na população do Rio Grande do Norte, usando uma abordagem caso-controle. Num terceiro momento, foi avaliada a distribuição espacial da hanseníase em Nova Cruz/RN. Foram feitas análises in silico, que apontaram para uma mutação deletéria no gene ERBB2 (rs1058808) e outra no gene PARK2 (rs1801334). Através de análise de modelagem molecular também foi encontrada uma mutação potencialmente capaz de alterar a função da proteína ErbB2 (rs1801200). A genotipagem da população de Belém/PA mostrou como fatores de risco dentre as famílias analisadas os polimorfismos rs2517956 e rs1058808 no gene ERBB2. Na genotipagem da população do Rio Grande do Norte, encontramos como fatores de risco, os polimorfismos rs6915128 e rs1801334 para a hanseníase per se e suas formas clínicas e rs1333955 para o ENH. Encontramos dois fatores de risco que justificaram a distribuição desigual dos casos de hanseníase na cidade de Nova Cruz/RN, a elevada densidade demográfica e o maior tempo de moradia de pessoas susceptíveis em áreas de risco. Os genes PARK2, PACRG e ERBB2 participam da patogênese da hanseníase e, portanto são sérios candidatos a alvos para agentes terapêuticos. Nesse estudo foi encontrado um SNP que também já havia sido associado ao mal de Parkinson, e portanto, pode haver um compartilhamento funcional da parquina entre a hanseníase e o Parkinsonismo. Nesse estudo também foi encontrado pela primeira vez associação entre variantes genéticas de ERBB2 e a hanseníase.

2012
Dissertações
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  • PAULO RICARDO PORFIRIO DO NASCIMENTO
  • O papel modulatório do ferro sobre a resposta imune na leishmaniose visceral.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 23/04/2012
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  • O ferro é um elemento essencial para diversas funções celulares, incluindo a resposta imune a patógenos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do ferro sobre a expressão dos genes IRP2, IFN-γ, TNF-α, IL-6, IL-10, MIG e IP10 em células mononucleares de sangue periférico (CMSP) humano e examinar o efeito da carga parasitária esplênica sobre a expressão destes genes no baço de cães naturalmente infectados por L. infantum. Coletou-se amostras de sangue periférico de 7 indivíduos DTH+ e obtive-se as CMSP. As células foram cultivadas na ausência (quelante deferoxamina 10 µM) ou presença de ferro (Hemina 6 mM) por 1 hora seguido de estimulação com antígeno de Leishmania infantum por 4 horas. Obteve-se o baço de 44 cães e determinou-se a carga parasitária neste órgão por qPCR. A expressão gênica foi avaliada por qPCR e a produção de citocinas foi quantificada por citometria de fluxo. Encontramos que na presença de ferro a expressão de genes envolvidos na resposta imune é significativamente aumentada em CMSP. Linfócitos T CD4+ e TCD8+ produzem IFN-γ, TNF-α e IL-10 possivelmente por uma via dependente de ferro. Em monócitos a produção de TNF-α, IL-6 e IL-10 foram reduzidas em células estimuladas e cultivadas na presença do metal. Foi visto que no baço de cães a expressão de IRP2 aumenta de acordo com a carga parasitária, sendo o inverso encontrado para IFN-γ, TNF-α e IL-10. Os resultados sugerem que linfócitos T dependem de ferro para produzir IFN-γ, TNF-α e IL-10, enquanto em monócitos o ferro parece ter um efeito inibitório sobre a produção de citocinas, sugerindo um efeito imunomodulatório para o ferro em humanos e cães durante a leishmaniose visceral. 

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  • RAQUEL HELEN BRITO DE ARAUJO
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DO COMPOSTO TIPO HEPARINA ISOLADO DO CARANGUEJO Chaceon fenneri NA HEMOSTASIA E NA MORTE CELULAR

     
  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 20/07/2012
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  • A heparina é um agente farmacêutico amplamente utilizado em medicina devido ao seu potente efeito anticoagulante. Além disso, tem a capacidade de inibir a proliferação, invasão e adesão de células cancerosas ao endotélio vascular. No entanto, a sua aplicabilidade clínica pode ser comprometida por efeitos secundários tais como hemorragia. Assim, a busca de compostos naturais com baixo risco hemorrágico e possível aplicabilidade terapêutica tem sido alvo de vários grupos de pesquisa. A partir desta perspectiva, este estudo visa avaliar as atividades hemorrágica, anticoagulante e atividade citotóxica para as diferentes linhagens de células tumorais (HeLa, B16-F10, HepG2, HS-5,) e células de fibroblastos (3T3) proporcionadas pelo composto tipo heparina obtido do caranguejo Chaceon fenneri. O composto foi purificado depois de proteólise, cromatografia de troca iônica, o fracionamento com acetona e caracterizou-se por electroforese (gel de agarose) e degradação enzimática. O composto em estudo mostrou comportamento eletroforético semelhante à heparina de mamífero, e alta proporção de dissacarídeo trissulfatado / dissacarídeo N-acetilado. Além disso, o composto apresentou baixa atividade anticoagulante in vitro usando aPTT e um efeito hemorrágico menor quando comparado com heparina de mamífero. O composto tipo heparina obtido do caranguejo Chaceon fenneri mostrou efeito citotóxico significativo (p <0,001) em células linhagens de células tumorais HeLa, HepG2 e B16-F10 com valores de IC50 de 1,000 ug / mL, após a incubação durante 72 horas. Para avaliar a influência do composto sobre o ciclo celular em células HeLa, foi realizada uma análise por citometria de fluxo. Os resultados desta análise mostraram que a influência do composto sobre o ciclo celular aumenta a fase S e diminui a fase G2. Assim, essas propriedades do composto tipo heparina obtido do caranguejo Chaceon fenneri sugerem este composto como um agente terapêutico em potencial.

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  • DANIEL CHAVES DE LIMA
  • Resposta de Chromobacterium violaceum cultivada em alta concentração de ferro

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 25/09/2012
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  • A Chromobacterium violaceum é uma β-proteobactéria Gram-negativa encontrada amplamente em regiões tropicais e subtropicais, cujo genoma foi sequenciado em 2003 mostrando grande versatilidade metabólica e potencial biotecnológico e farmacêutico. O presente trabalho utilizou a abordagem de proteômica em shotgun e Biologia de Sistemas para avaliar a resposta de C. violaceum cultivada na presença e ausência de 9 mM de ferro. A análise identificou 531 proteínas, sendo 71 expressas exclusivamente pela bactéria cultivada na presença do metal e 100 apenas na condição controle. O aumento na expressão de proteínas relacionadas com o ciclo do TCA possivelmente representa uma reprogramação metabólica na bactéria causada pela grande concentração de ferro no meio. Além disso, foi observado um aumento no ensaio de atividade das enzimas Superóxido dismutase e Catalase, bem como no ensaio de Atividade Antioxidante Total, sugerindo que o metal está induzindo um quadro de estresse oxidativo em C. violaceum, que passou a aumentar os níveis de violaceína e enzimas antioxidantes para melhor se adaptar à condição emergente. Também faz parte da resposta adaptativa a alteração na expressão de proteínas relacionados a transporte, inclusive de ferro, e com a resposta quimiotáxica, o que levaria a bactéria a mudar a orientação de sua locomoção afastando-se do metal. Os dados de Biologia de Sistemas também sugerem uma reprogramação metabólica com mecanismos coordenados por gargalos proteicos envolvidos com transcrição (GreA), metabolismo energético (Rpe e TpiA) e metilação (AhcY).

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  • THIAGO BARROS GALVAO
  •  

    Regulação da mobilização de lipídios e proteínas por hormônios, fontes de carbono e nitrogênio durante o crescimento pós-germinativo em girassol


  • Orientador : EDUARDO LUIZ VOIGT
  • Data: 17/10/2012
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    Imobilização da reservas nutritivas nos tecidos de armazenamento e de seus produtos de hidrolise no eixo em crescimento são processos críticos para o estabelecimento das plântulas após a germinação das sementes. Assim sendo, é necessário que a imobilização das reservas seja sincronizada com o crescimento do eixo, de forma que a atividade fotossintética tenha iniciado antes que as reservas sejam exauridas. Para isso, abordagens integrativas envolvendo as diferentes reservas, os diferentes produtos e o intercâmbio entre os tecidos de armazenamento e o eixo em crescimento, seja por intermédio de hormônios, metabólitos com papel de sinalização, podem contribuir sobremaneira para o esclarecimento dos mecanismos que regulam a imobilização de reservas. Neste trabalho, foi levantada a hipótese de que deve existir um efeito cruzado de açucares sobre a imobilização de proteínas e de aminoácidos sobre a imobilização de lipídeos e amido em plântulas de girassol (Helianthus annuus L.). Os resultados deste trabalho confirmam que a imobilização dos lipídeos e das proteínas de reserva ocorre de forma coordenada durante o crescimento germinativo inicial em girassol,corroborando a hipótese de que a aplicação externa de fontes de carbono (sacarose) e nitrogênio (L-glutamina) é capaz de atrasar a imobilização dessas reservas nutritivas de forma cruzada. Alem disso, considerando as mudanças nos padrões de mobilização das reservas e participação dos produtos proporcionadas pela aplicação externa  de ácido abscísico é evidente que os efeitos dos metabólitos e dos hormobios devem envolver, pelo menos em parte, mecanismos de ação distintos.

    [UTF-8?]abscísico [UTF-8?]é evidente que os efeitos dos [UTF-8?]metabólitos e [UTF-8?]doshormônios devem envolver, pelo menos em parte, mecanismos de [UTF-8?]ação distintos.

5
  • RICHELE JANAINA ARAUJO MACHADO
  • Um novo inibidor de tripsina multifuncional de sementes de Erythrina velutina: caracterização e propriedades farmacológicas

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 24/10/2012
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  • Durante o desenvolvimento da sepse pode ocorrer eventos inflamatórios graves, que podem levar o paciente ao óbito. Inibidores de peptidases isolados de sementes de leguminosas estão sendo estudados devido suas atividades biomédicas ou farmacológicas realizadas com a inflamação. Nesse sentido, o presente estudo consistiu na purificação, caracterização e avaliação da atividade anti-inflamatória e anticoagulante de inibidores de tripsina presentes nas sementes de Erythrina velutina (EvTI). Dois inibidores de tripsina foram purificados por fracionamento com sulfato de amônio (30-60%), cromatografia de afinidade em tripsina-sepharose e cromatografia de fase reversa. Os inibidores purificados foram denominados de EvTIa e EvTIb e suas massas moleculares determinadas por espectrometria de massa por electrospray (ESI) foram: 19.228,16 Da e 19.210,48 Da, respectivamente. Dentre eles, o EvTIb apresentou maior atividade específica para tripsina e maior percentual de rendimento de extração, sendo, portanto, o escolhido para as análises adicionais propostas neste estudo. Os fragmentos desse inibidor gerados por tratamento enzimático com tripsina e pepsina foram analisados por espectrometria de massa MALDI-ToF-ToF, permitindo o sequenciamento de 144 dos 172 resíduos de aminoácidos e consequentemente, a elucidação de sua estrutura primária parcial. O EvTIb exibiu uma atividade de inibição do tipo não-competitiva para a tripsina com IC50 de 22 nmol.L-1 e constante de inibição (Ki) de 10 nmol.L-1. Além da atividade de inibição de 93% ± 0,2 para tripsina, EvTIb também inibiu o fator Xa em 80% ± 0,6 e a elastase neutrofílica em 38% ± 9,2, porém não inibiu trombina, nem  quimotripsina ou  proteinase 3. EvTIb manteve sua capacidade inibitória sobre a tripsina nos valores de pH de 2 a 12 e entre as temperaturas de 40 e 100 ºC. EvTIb não foi citotóxico para as células do sangue periférico e nem provocou hemólise eritrocitária. Não foi observada qualquer alteração na viabilidade das células 3T3, após incubação com diferentes concentrações de EvTIb por 24, 48 ou 72 horas. O EvTIb foi também capaz de inibir em 30% e 20% o crescimento in vitro de Escherichia coli e Staphylococcus aureus, respectivamente. EvTIb foi capaz de prolongar o tempo de coagulação de maneira dose-dependente em até 240 segundos na concentração de 4,8 µmol.L-1. Finalmente, observou-se que EvTIb foi capaz de restabelecer os níveis hemostáticos e inibir a migração leucocitária em camundongos sépticos em cerca de 71%. EvTIb diminuiu a secreção em 41% de TNF-α e não teve ação sobre a liberação de IL-6. Por outro lado, EvTIb promoveu um aumento na liberação de IFN-α e IL-12 de 7,6 e 1,6 vezes, respectivamente, em relação ao controle com sepse. Esses dados sugerem que EvTIb pode constituir em uma nova molécula com potencial de uso no tratamento da sepse e doenças relacionadas à coagulação.

6
  • ALEXANDRE COELHO SERQUIZ
  • EFEITO SACIETOGÊNICO DE UM NOVO INIBIDOR DE TRIPSINA DA PAÇOCA DO AMENDOIM COM AUMENTO PLASMÁTICO DE COLECISTOCININA (CCK).

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 10/12/2012
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  • A obesidade é crescente, atingindo níveis epidêmicos, em muitas regiões do mundo. Estudos têm mostrado que o consumo de amendoins influencia no controle de peso e esta influência pode ser devido à ação sacietogênica de inibidores de tripsina que condicionam o aumento plasmático de colescistocinina (CCK). Além disso, o amendoim apresenta outros benefícios à saúde e essas atribuições têm garantido o aumento da sua produção e o consumo de vários de seus produtos, entre eles a paçoca de amendoim. O objetivo deste estudo foi identificar a presença de um inibidor de tripsina na paçoca de amendoim e avaliar o seu efeito sobre o consumo alimentar e o ganho de peso em camundongos swiss (n=8) e ratos wistar (n=6). Dietas experimentais foram preparadas com base na AIN-93G e suplementadas com a paçoca de amendoim ou com o inibidor de tripsina parcialmente purificado da paçoca de amendoim (AHTI). Os experimentos foram realizados com camundongos swiss e ratos wistar para análise do consumo alimentar e ganho de peso. Ao final de cada tratamento, os animais foram anestesiados, tiveram seus sangues colhidos, por punção cardíaca, para a dosagem de CCK e de outros parâmetros bioquímicos (glicose, triglicerídeos, colesterol total, lipoproteínas de alta-densidade, lipoproteína de baixa-densidade, transaminase glutâmica pirúvica, transaminase glutâmica oxalacética e albumina) e seus pâncreas extraídos para análise histológica e morfométrica. As suplementações com a paçoca de amendoim e com o AHTI mostraram uma diminuição do ganho de peso corporal e da ingestão alimentar tanto em camundongos quanto em ratos, devido à saciedade, uma vez que os animais não apresentaram indícios de comprometimento do estado nutricional condicionada pelo consumo do AHTI. Não foram, também, observadas alterações bioquímicas, nem morfofisiológicas importantes quando comparados com os controles. No entanto, o AHTI levou ao aumento da secreção de (CCK), um peptídio sacietogênico. Assim, estes resultados indicam que o AHTI, presente na paçoca de amendoim, é capaz de aumentar a secreção de CCK e, com isso, reduziram o ganho de peso associado com menor consumo alimentar de animais experimentais. 

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  • IVANICE BEZERRA DA SILVA
  • COORDENAÇÃO ENTRE AS RESPOSTAS DA CATALASE E DA ASCORBATO PEROXIDASE EM FOLHAS DE FEIJÃO CAUPI SUBMETIDAS A DIFERENTES FONTES DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO.

  • Orientador : JOAO PAULO MATOS SANTOS LIMA
  • Data: 19/12/2012
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  • As plantas são expostas frequentemente a variações nas condições ambientais, que podem desencadear distúrbios metabólicos levando a uma consequente perda na produtividade das culturas. Estas condições estressoras normalmente induzem um acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ROS) na célula, caracterizando uma condição de estresse oxidativo. Dentre estas espécies, está o peróxido de hidrogênio (H2O2), uma importante molécula envolvida em inúmeros mecanismos de sinalização. O presente estudo prôpos compreender a relação entre os diferentes mecanismos enzimáticos de eliminação do H2O2 pelas enzimas catalase (CAT) e ascorbato peroxidase (APX) em tecidos foliares de plântulas da espécie Vigna unguiculata L. Walp, sob condições de estresse oxidativo induzido por meio da aplicação do inibidor de CAT, o 3-amino-1,2,4-triazol (3-AT), e do próprio H2O2 no sistema radicular. Três experimentos foram realizados. No primeiro experimento foi realizada a aplicação do composto 3-AT (5 mM) durante o tempo (horas). No segundo experimento, plântulas foram expostas a diferentes concentrações de H2O2 (2,5; 5,0; 7,5; 10 mM) por 48 h. A terceira estratégia compreendeu o pré-tratamento com H2O2 (2,5 mM) por 24 h, seguido de tratamentos subsequentes com o inibidor 3-AT e a recuperação a condição controle. O tratamento com o 3-AT ocasiona uma forte inibição na atividade da CAT nos tecidos foliares, acompanhado por uma tendência de aumento na atividade da APX. Este, no entanto, não levou a uma diminuição dos danos oxidativos aos lipídeos, como indicado pelo TBARS. Observou-se que a atividade da APX está diretamente ligada aos conteúdos de peróxido. Induções nas atividades da CAT e da APX foram observadas, principalmente nas plântulas tratadas com 2,5 mM de H2O2, o que está associado a uma diminuição dos danos oxidativos aos lipídeos. Em contraste, esta mesma tendência não foi evidenciada nos tratamentos com maiores concentrações desta ROS. Estes resultados sugerem que a concentração de 2,5 mM de H2O2 pode induzir respostas antioxidantes posteriores nas plântulas de feijão caupi. De fato, esta concentração, quando aplicada na forma de pré-tratamento durante 24 h, promoveu uma indução dos sistemas removedores da CAT e da APX, tanto na atividade, como ao nível de expressão gênica. No entanto, esta melhora não foi observada nas plantas recuperadas e nas plantas posteriormente submetidas ao 3-AT. Adicionalmente, o pré-tratamento não foi suficiente para atenuar a inibição da atividade de CAT e os danos oxidativos aos lipídeos provocados pela subsequente aplicação deste inibidor. Os resultados obtidos demonstraram que a aplicação do composto 3-AT e do H2O2 nos sistemas radiculares de plântulas de feijão caupi promovem modificações nos parâmetros analisados nos tecidos foliares, o que pode indicar tanto uma resposta direta à presença destes fatores, quanto uma resposta de sinalização sistêmica nestas plantas. O H2O2 parece ativar as respostas dos 2 sistemas antioxidantes testados, no entanto, não promove uma maior proteção em caso de tratamento adicional com o 3-AT, demonstrando a importância do sistema da CAT. Analisados em conjunto, os resultados deste estudo indicam que há uma diferença entre a sinalização e os efeitos provocados pela exposição ao H2O2 e por tratamento com 3-AT.

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  • LUIZA SHEYLA EVENNI PORFIRIO WILL
  • Caracterização Físico-Química e Ações Farmacológicas Hepatoprotetora, Antinflamatória, Pró-Angiogênica, Antioxidante e Antioagulante da Fração Rica em Fucana 0,8 (FRF 0,8) da Alga marrom Lobophora variegata

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 21/12/2012
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  • Este estudo analisa a composição físico-química e os efeitos farmacológicos da FRF
    0,8 da alga marrom Lobophora variegata. O fracionamento do extrato bruto foi feito
    com a concentração de 0,8 volumes de acetona, obtendo a FRF 0,8. A
    caracterização físico-química mostrou que se tratava de uma fucana sulfatada. Foi
    verificada a atividade antinflamatória pelo modelo de edema de pata, através das
    altas taxas de inibição do edema e os melhores resultados foram na quarta hora
    após a indução (100 ± 1,4% com a dose de 75 mg/kg) e pela forte atividade inibidora
    da enzima mieloperoxidase (91,45% com a dose de 25 mg/kg). A hepataproteção foi
    demonstrada pelas dosagens de parâmetros metabólicos e enzimáticos indicativos
    de dano hepático, como bilirrubina (redução em 68,81%, 70,68% e 68,21% para
    bilirrubinas total, direta e indireta, respectivamente na dose de 75 mg/kg), ALT , AST
    e γ-GT (diminuição em 76,93%, 44,58% e 50%, respectivamente na dose de 75
    mg/kg), pela análise das lâminas histológicas do tecido hepático, que confirmam
    esse efeito hepatoprotetor dos polímeros de carboidrato, mostrando uma redução no
    dano tecidual causado por CCl4, e pela inibição do complexo enzimático do
    citocromo P 450 (aumentando o tempo de sono em 54,6% e reduzindo o tempo de
    latência em 71,43%). A eficácia sobre a angiogenese da FRF 0,8 foi examinada na
    membrana corioalantóica (CAM) de ovos fertilizados, com a densidade dos capilares
    avaliadas e pontuadas, mostrando um efeito proangigênico em todas as
    concentrações de FRF testadas (10 μg-1000 μg). A FRF apresentou ação
    antioxidante sobre radicais livres (inibindo o Radical Superóxido em 55,62±2,10%,
    Peroxidação Lipídica em 100,15±0,01%, Radical Hidroxila em 41,84±0,001% e
    Peróxido em 71,47±2,69%, todos na concentração de 0,62 mg/mL). A atividade
    anticoagulante foi verificada com o prolongamento do tempo de tromboplastina
    parcial ativada (aPTT) a 50 μg (>240 s), mostrando que sua ação ocorre na via
    intrínseca da cascata de coagulação. Sendo assim, nossos resultados indicam que
    estes polissacarídeos sulfatados constituem um importante alvo farmacológico

Teses
1
  • LEANDRO SILVA COSTA
  • BIOPROSPECÇÃO DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DE MACROALGAS MARINHAS DO LITORAL DO RIO GRANDE DO NORTE: CARACTERIZAÇÃO DE UMA HETEROFUCANA EXTRAÍDA DA ALGA MARRON Sargassum filipendula QUE INDUZ APOPTOSE EM CÉLULAS HeLa.

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 08/03/2012
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  • Macroalgas marinhas são organismos conhecidos por apresentar uma diversidade de biomoléculas com propriedades farmacológicas. O litoral do Rio Grande do Norte apresenta mais de 100 espécies de macroalgas marinhas, a maioria delas ainda não explorada quanto ao seu potencial farmacológico. Os polissacarídeos sulfatados (PS) são de longe os compostos de macroalgas marinhas mais estudados, sendo atribuída a estes uma gama de propriedades biológicas, como: atividade anticoagulante, antiinflamatória, antitumoral e antioxidante. Neste trabalho, obteve-se extratos ricos em polissacarídeos de onze algas do litoral do Rio Grande do Norte (Dictyota cervicornis; Dictiopterys delicatula; Dictyota menstruallis; Dictyota mertensis; Sargassum filipendula; Spatoglossum schröederi; Gracilaria caudata; Caulerpa cupresoides; Caulerpa prolifera; Caulerpa sertularioides e Codium isthmocladum), e estas foram avaliadas quanto ao seu potencial anticoagulante, antioxidante e antiproliferativo frente à linhagem celular tumoral HeLa. Todos os extratos polissacarídicos apresentaram atividades anticoagulante, antioxidante e/ou antiproliferativa, com destaque para os das algas D. delicatula e S. filipendula, que apresentaram os maiores índices de potencial farmacológico, sendo, portanto, escolhidas para serem submetidos a passos posteriores de purificação de seus polissacarídeos sulfatados. Através do fracionamento com volumes crescentes de acetona foram obtidas seis frações ricas em polissacarídeos sulfatados da alga D. delicatula (DD-0,5v, DD-0,7v, DD-1,0v, DD-1,3v, DD-1,5v e DD-2,0v) e cinco frações da alga S. filipendula (SF-0,5v, SF-0,7v, SF-1,0v, SF-1,5v e SF-2,0v). Análises físico-químicas mostraram que estas são ricas em heterofucanas sulfatadas. Apenas as frações da alga D. delicatula apresentaram atividade anticoagulante, com destaque para DD-1,5v que apresentou a atividade mais proeminente com razão de APTT semelhante à clexane®, fármaco anticoagulante comercial. Quando avaliadas com relação ao potencial antioxidante todas as frações apresentaram atividade em todos os testes realizados (Capacidade antioxidante total, sequestro de radicais superóxido e hidroxila, quelação férrica e atividade redutora), entretanto, a capacidade de quelação de íons ferro aparece como o principal mecanismo antioxidante dos polissacarídeos sulfatados dessas macroalgas marinhas. No ensaio antiproliferativo, todas as heterofucanas apresentaram atividades dose-dependente para a inibição da proliferação celular de HeLa, entretanto, as frações SF-0,7v, SF-1,0v e SF-1,5v apresentaram atividade específica para esta linhagem celular, não inibindo a proliferação da linhagem celular normal MC3T3, sendo a heterofucana SF-1,5v escolhida para ter seu mecanismo de ação antiproliferativo determinado. SF-1,5v induz a apoptose em células HeLa principalmente através de uma via independente da ativação das caspases, promovendo a liberação do Fator Indutor da Apoptose (AIF) no citosol, que por sua vez induz a condensação da cromatina e fragmentação do DNA em fragmentos de 50Kb. Este trabalho é o primeiro relato mostrando uma heterofucana cujo principal mecanismo antiproliferativo é a liberação de AIF mitocondrial para o citosol, o que torna SF-1,5v um promissor fármaco na terapia antitumoral, possibilitando uma alternativa aos quimioterápicos tradicionais.

2
  • CELINA MARIA PINTO GUERRA DORE
  • ASPECTOS ESTRUTURAIS, FARMACOLÓGICOS E BIOLÓGICOS DE FUCANAS DA ALGA MARROM Sargassum vulgare

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 15/10/2012
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  • O presente estudo analisa a composição química e seus efeitos sobre os radicais livres, inflamação, angiogênese, coagulação, VEGF e proliferação celular dos polissacarídeos de uma alga Sargassum vulgare. O polissacárido sulfatado foi extraído a partir de algas marrons por proteólise com a enzima maxataze. A presença de proteínas e açúcares foram observados no cru de polissacarideos. Fracionamento do o extrato bruto foi feito com concentrações crescente de acetona (0,3-1,5 v), produzindo quatro grupos de polissacarideos. Estes compostos aniônicos da alga S. vulgare, foram fracionados (SV1) e purificados (PSV1) exibindo com alta açúcares totais e sulfatecontent e nível muito baixo de proteínas.A fucana SV1 contém baixos níveis de proteína e de hidratos de carbono e alto teor de sulfato. Este polissacarídeos prolongou o tempo de tromboplastina parcial activada (aPTT) a 50 ug (>240 s). não foi observado qualquer efeito de SV1 sobre o tempo de protrombina (PT), que corresponde a via extrínseca da coagulação. SV1 exibiu alta ação antitrombótica in vivo, com uma concentração 10 vezes maior do que a heparina. SV1 promoveu a actividade de inibição enzimática direta da trombina e estimulou a atividade enzimática do FXa. Mostrou também, atividade inibidora optima de trombina (50,2 ± 0,28%) a uma concentração de 25 ug / mL. A sua acção anti-oxidante de radicais scavenging por DPPH foi de (22%), indicando que o polímero não tem qualquer ação citotóxica (hemolítica) em tipos de sangue ABO e Rh, em diferentes grupos de eritrócitos e exibindo alta ação anti-inflamatória em edema de pata de ratos Wistar em todas as concentrações testadas induzida por carragenina. Tal processo foi demonstrado por edema e infiltração celular. A angiogenese é um processo dinâmico de proliferação e diferenciação. Ele requer proliferação endotelial, migração, e a formação do tubo. Neste contexto, as células endoteliais são um alvo preferido para muitos estudos e terapias. A eficácia anti-angiogenico de polissacarídeos foi examinada in vivo na membrana corioalantóica pinto (CAM) usando-se ovos fertilizados. Diminuições na densidade dos capilares foram avaliados e pontuados. Os resultados mostraram que SV1 e PSV1 tem um efeito inibidor da angiogenese. Estes resultados foram também confirmados por tubulogenesis inibição na célula endotelial da aorta de coelho (RAEC) em matrigel. Células RAEC quando foram incubadas com SV1and PSV1 demonstraram inibição da secreção de VEGF, a 25, 50 e 100 ug/mL. A secreção de VEGF com a linha de células RAEC durante 24 h, foi mais eficaz para PSV1 a 50 ug / mL (71,4%) do que SV1 100 ug / mL (75,9%). SV1 e PSV1 posuiram uma acção antiproliferativa (47%) contra a celulas tumorais tipo HeLa. Estes compostos foram avaliados também, no ensaio de apoptose (anexina V - FITC / PI) e a viabilidade celular pelo ensaio de MTT de RAEC. Estes polissacarídeos não afetaram a viabilidade e não tiveram ação apoptótica ou necrótica. Nossos resultados indicam que estes polissacarídeos sulfatados têm ações antiangiogênicos e antitumoral e são um importante alvo biológico e farmacológico.

2011
Dissertações
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  • ALLISSON JHONATAN GOMES CASTRO
  • Beta-Glucanas extraídas do fungo Caripia montagnei(Benk.) Kuntze: Uma análise das suas propriedades antioxidante, antitumoral, antiangiogênica e anti-inflamatória de forma isolada e em sinergia com AINEs, L-NAME e ligantes de PPAR alfa e gama.

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 15/02/2011
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  • A resposta inflamatória é desencadeada por vários agentes resultando em danos aos tecidos, o que desencadeia atividades imunitárias como a liberação de mediadores inflamatórios, citocinas, óxido nítrico e fatores de crescimento angiogênicos, seguindo com ativação, aderência, diapedese e migração de células polimorfonucleares (PMNs) ao local de injúria. A inflamação pode ser intensificada por um processo cíclico com a promoção da angiogênese, tal como ocorre na artrite reumatóide, o que pode levar a outros efeitos como a facilitação do crescimento e metástase tumoral. Com o processo inflamatório tem-se também a exposição do organismo a níveis prolongados de ROS, o que leva a acumulação de danos oxidativos nos tecidos. Um dos mediadores inflamatórios constituintes deste processo é o óxido nítrico, o qual é convertido a espécies reativas de nitrogênio (ERN) através de reações com o superóxido e /ou oxigênio. Portanto, a inibição de ROS é importante para a redução de processos inflamatórios. Uma classe de receptores ligados com a regulação do processo inflamatório e de angiogênese são os receptores ativados por proliferadores de peroxissoma (PPAR), onde estes regulam a expressão de vários genes, dentre outros, COX-2, óxido nítrico sintase e fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Portanto a busca por compostos antioxidantes, inibidores da inflamação e da angiogênese é de grande importância médica. As glucanas são homopolímeros de D-glicoses onde, nos fungos, são o principal constituinte polisscaridico da parede celular. Estas apresentam propriedades bioativas como influência direta na ativação de leucócitos, além das propriedades antitumorais, antioxidante, imunomodulatória, e atividade anti-inflamatória. Diante deste contexto procurou-se verificar a ação de [UTF-8?]β-Glucanas extraídas do fungo Caripia montagnei nos processos de inflamação, inibição da angiogênese e de radicais livres. A fração polisscarídica total deste fungo mostrou-se rica em carboidratos (98,5%) e com baixo teor de proteínas (1,5%) e compostos fenólicos (0,071 mg/ mg). Sua composição monossacaridica apresentou predominância de glicose, com a ressonância magnética nuclear inferindo que estas estão em configuração β. A fração em estudou demonstrou permitir boa taxa de viabilidade para celulas normais (90,8 ± 36% com 25 [UTF-8?]μg no período de 48 horas), assim como alta citotoxicidade para células tumorais (94,36 ±  2,3 %  com a concetração de 100 [UTF-8?]μg) de forma isolada e de 82,7 ± 1,7 % quando em em sinergia com o agonista de [UTF-8?]PPARα PFOA com a concetração de 50 [UTF-8?]μg, onde o PFOA de forma isolada apresentou inibição de 21,0 ± 0 %. As [UTF-8?]β-glucanas de C. montagnei também apresentaram significante atividade anti-edematosa (90.7 ± 3,5% com 90 mg/Kg) apresentando atividade semelhante ou superior aos padrões testados, como a indometacina (92,4 ± 9,6%, 75 mg/Kg), Parecoxibe (47,4 ±1,7%,  75 mg/Kg), L-NAME (78.,5 ± 4,3%, 60 mg/Kg) e aos ligantes de PPAR como o PFOA (90.8 ± 10,9%, 100mg/Kg) e roziglitazona (41,9 ± 7,1%), agonistas de [UTF-8?]PPARα e PPARy, respectivamente. Uma análise sinérgica da dose de 90 mg/Kg de Caripia montagnei com estes revelou uma potencialização da atividade do Parecoxibe (81,3 ± 7,4%), L-NAME (101,1 ± 12%) e PFOA (97,8 ±10%). Na pleurisia, verificou-se que com a aplicação de dos polissacarideos na dose de 90 mg/Kg, [UTF-8?]tem–se uma redução na migração leucocitária e na produção de óxido nítrico de 81,03 ± 7,3% e 47,31 %, sendo superior a atividade da indometaciana (75 mg/Kg, 77,8 ± 2,1% e  38,22 %, respectivamente). A atividade antiangiogênica apresentou taxa de melhor inibição com a concentração de 1000 [UTF-8?]μg/ovo em relação aos padrões testados (heparina e espironolactona) e ao controle. Para as atividades antioxidante total e poder redutor, verificou-se que com a concentração de 4 mg/ml têm-se uma atividade antioxidante relativa ao padrão BHT de 57% e 84%, respectivamente, onde com a avaliação da inibição do radical hidroxila, com a concentração de 1 mg/ml obteve-se uma taxa de inibição de 37,9 ± 0,006 %, semelhante ao apresentado para a peróxidação lipídica, com uma taxa de inibição de 37.6 ± 0,16% com a concentração de 4 mg/ml, a atividade quelante de ferro revelou uma quelação de 95 ± 0,002% com a concentração de 4 mg/ml. Já para a hemólise direta, verificou-se uma taxa de hemólise de 8,4 ± 0,008 % com a concentração de 100 [UTF-8?]μg/ml. Os resultados obtidos neste trabalho mostraram que as [UTF-8?]β-glucanas de Caripia montagnei apresentam significante atividade inibitória da migração leucocitária e liberação de óxido nítrico, forte atividade antiedematosa, tanto de forma isolada quanto em sinergia com AINEs, inibidor de oxido nítrico e ligante de [UTF-8?]PPARα, assim como atividade antioxidante, antiproliferativa de células tumorais e antiangiogênica significante.

2
  • NORBERTO DE KASSIO VIEIRA MONTEIRO
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTI-INFLAMATÓRIA, ANTICOAGULANTE E ANTIPROLIFERATIVA DO INIBIDOR DE QUIMOTRIPSINA DAS SEMENTES DE Erythrina velutina (EvCI) 

  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 22/02/2011
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  • Estudos indicam que vários componentes medicinais foram isolados de vegetais, os quais apresentam atividades antibacterianas, antifúngicas, antitumorais e antiinflamatórias. Sepse é caracterizada por uma inflamação sistêmica que tem como conseqüência a produção exarcebada de mediadores inflamatórios, pela excessiva ativação de células inflamatórias e coagulação intravascular disseminada (CIVD), na qual a elastastase neutrofílica humana exerce um papel importante na sua patogênese. Diversos estudos epidemiológicos sugerem que componentes de vegetais, especialmente de leguminosas, podem desempenhar um papel benéfico na redução da incidência de diferentes tipos de câncer. Um inibidor de quimotripsina do tipo Kunitz (Varela, 2010) foi purificado de sementes de Erythrina velutina (Mulungu) por fracionamento com sulfato de amônio, cromatografias de afinidade em Tripsina-Sepharose e Quimotripsina-Sepharose e cromatografia de troca iônica em Resource Q 1 mL (GE Healthcare), em sistema FPLC/AKTA. O inibidor, denominado  EvCI, apresentou uma massa molecular de 17 kDa, determinada por SDS-PAGE. A proteína purificada foi capaz de inibir a elastase de neutrófilos humanos (ENH), apresentando um IC50 de 3,12 nM. O EvCI foi capaz de inibir ambas as vias de liberação de ENH estimuladas por PAF e fMLP (75,6% e 65%, respectivamente). O inibidor também inibiu a migração leucocitária em camundongos sépticos em cerca de 87% e prolongou o tempo de coagulação com inibição do fator Xa.  EvCI não apresentou atividade hemolítica nem citotóxica. EvCI apresentou um efeito antiproliferativo seletivo para linhagens de células HepG2 com IC50 de 0,5 µg /mL. Estes resultados sugerem o EvCI como uma molécula antagonista dos receptores PAF/fMLP e um potencial emprego no combate a distúrbios relacionados a inflamação, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e cancer.

3
  • NATHALIA KELLY DE ARAUJO
  • Produção de enzimas quitosanolíticas utilizando os Paenibacillus ehimensis e Paenibacillus chitinolyticus para obtenção de quitooligossacarídeos

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 21/03/2011
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  • A obtenção de oligossacarídeos a partir da quitosana tem sido alvo de diversas pesquisas na área farmacêutica, bioquímica, alimentar e médica, devido às propriedades funcionais destes compostos. Este trabalho teve o objetivo de potencializar a produção de quitooligossacarídeos (QOS), através da otimização da produção e caracterização de enzimas quitosanolíticas secretadas pelos microrganismos Paenibacillus chitinolyticus e Paenibacillus ehimensis, e avaliação do potencial antioxidante dos produtos obtidos. No processo de otimização da produção de quitosanases foram empregadas as estratégias de Planejamento Experimental Fatorial Fracionado e Delineamento Central Composto Rotacional. Os resultados encontrados identificaram a quitosana, a peptona e o extrato de levedura como os componentes que mais influenciaram a produção de quitosanases por estes microrganismos. Com a otimização dos meios de cultivo foi possível obter um aumento de aproximadamente 8,1 vezes (de 0,043U.mL-1 para 0,35U.mL-1) e de 7,6 vezes  (de 0,08U.mL-1 para 0,61U.mL-1) na atividade enzimática de quitosanases produzidas pelos P. chitinolyticus e P. ehimensis, respectivamente. Os complexos enzimáticos mostraram alta estabilidade nas faixas de temperatura entre 30ºC e 55ºC, e de pH entre 5,0 e 9,0. Foi vista a ação de solventes orgânicos, íons bivalentes e outros agentes químicos sobre a atividade destas enzimas, demonstrando alta estabilidade destes complexos brutos e dependência de Mn2+. Os QOS gerados mostraram habilidade de seqüestro do radical DPPH, atingindo uma taxa máxima de seqüestro de 61% e 39% quando estes foram produzidos com enzimas do P. ehimensis e P. chitinolyticus, respectivamente. A utilização dessas enzimas na forma bruta poderá facilitar seu uso para aplicações industriais.

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  • RUTH MEDEIROS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, ANTICOAGULANTE E ANTIPROLIFERATIVA DE EXTRATOS AQUOSOS DE Marsdenia megalantha

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 21/03/2011
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  • As espécies do gênero Marsdenia, Apocynaceae, são bastante utilizadas na medicina popular de vários países. No Brasil são encontradas várias espécies pertencentes a esse gênero. As atividades antioxidante, anticoagulante e antiproliferativa foram avaliadas para os extratos de caule, folha e raiz de Marsdenia megalantha. Na capacidade antioxidante total (expressa como equivalente de ácido ascórbico), o extrato do caule apresentou 76,0 mg/g, enquanto os extratos da folha e raiz apresentaram, respectivamente, 14,3 mg/g e 57,0 mg/g. Os extratos do caule e da folha mostraram habilidade quelante em torno de 40% na concentração de 1,5 mg/mL, enquanto o extrato da raiz, na mesma concentração, apresentou 17%. Apenas o extrato da folha apresentou uma capacidade significante em sequestrar radicais superóxidos (80% em 0,8 mg/mL). Nenhum extrato mostrou capacidade em seqüestrar radicais hidroxila, bem como atividade anticoagulante. A atividade antiproliferativa dos extratos foi avaliada contra a linhagem tumoral HeLa. Os extratos inibiram, de forma dose-dependente, o crescimento celular. Entretanto, o extrato da folha foi capaz de inibir em 80% a proliferação celular na concentração de 1,0 mg/mL, enquanto os extratos de caule e raiz inibiram 63% e 30%, respectivamente. Para avaliar o mecanismo de morte celular causada pelo extrato da folha nas células HeLa, foi realizada citometria de fluxo e western blot. Os resultados mostraram que o extrato da folha induz morte celular por apoptose através de uma via de ativação independente de caspase. Estes resultados indicam que os extratos de caule e folha obtidos têm potencial para serem futuramente utilizados como fármacos antioxidantes e anticâncer.

5
  • LARISSA QUEIROZ DE LIRA
  • Efeito do estado nutricional bioquímico em retinol e alfa-tocoferol sobre seus níveis em lactantes.

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 01/04/2011
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  • s vitaminas A e E são nutrientes essenciais em muitos processos biológicos, de modo que seu adequado fornecimento ao neonato é fundamental. No entanto, a biodisponibilidade dessas vitaminas pode ser limitada por fatores como o estado nutricional materno e a interação entre nutrientes. Este trabalho teve como objetivo investigar a influência do estado nutricional bioquímico de retinol e de alfa-tocoferol sobre seus níveis no soro e no colostro materno. Participaram do estudo 103 puérperas saudáveis atendidas em maternidade pública de referência estadual (Natal-RN). Amostras de soro e colostro foram coletadas em jejum no pós-parto imediato e as análises de retinol e alfa-tocoferol foram feitas por cromatografia líquida de alta eficiência. Foram adotados pontos de cortes específicos para caracterizar a condição bioquímica referente às vitaminas A e E. No grupo total de lactantes, a concentração média de retinol no soro (1,49 ± 0,4  [UTF-8?]μmol/L-1) e no colostro (2,18 ± 0,8 [UTF-8?]μmol/L-1), assim como, de alfa-tocoferol no soro (26,4 ± 8,0  [UTF-8?]μmol/L-1) e no colostro (26,1 ± 12,8 [UTF-8?]μmol/L-1) indicou adequado estado bioquímico. No entanto, ao se avaliar o indivíduo, foi constatada elevada prevalência de deficiência de retinol no soro (15%) e no colostro (50%), como também, de alfa-tocoferol no soro (16%) e no colostro (61%). Em mulheres com retinol sérico [UTF-8?]≥ 1,05 [UTF-8?]μmol/L-1, foi encontrada correlação inversa entre retinol sérico e alfa-tocoferol do colostro (p = 0.008, r = -0.28). Esta associação não foi observada em mulheres com retinol sérico < 1,05 [UTF-8?]μmol/L-1. Tal situação evidencia pela primeira vez em humanos, que níveis fisiológicos elevados de retinol sérico, sem suplementação, podem influenciar negativamente a passagem de alfa-tocoferol para o leite materno. Apesar do diagnóstico de satisfatório estado nutricional, as lactantes apresentaram elevado risco de deficiência subclínica para as vitaminas A e E a partir das dosagens feitas no colostro.

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  • ROBERTA LUCIANA DO NASCIMENTO GODONE
  • ISOLAMENTO DE UMA QUITINASE EXTRAÍDA DO CEFALOTÓRAX DO CAMARÃO MARINHO Litopenaeus schmitti (BURKENROAD, 1936): AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E LARVICIDA

  • Orientador : ADRIANA FERREIRA UCHOA
  • Data: 17/06/2011
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  • As quitinases são enzimas envolvidas na degradação da quitina e estão presentes em uma gama de organismos, inclusive os que não contêm quitina, tais como bactérias, vírus, plantas e animais desempenhando importantes papeis fisiológicos e ecológicos. A quitina é hidrolisada por um sistema quitinolítico classificado como: Endo-quitinases, Exo-quitinases e N-acetil-b-D-glucosaminidases. Neste trabalho, a Litochitinase1 foi extraída do cefalotórax do camarão marinho Litopenaeus schmitti e purificada 987,32 vezes utilizando-se cromatografia de troca iônica DEAE-Biogel e de exclusão molecular Sephacryl S-200. Esta apresentou massa molecular em torno de 28,5 kDa. Os resultados obtidos, após os testes cinéticos com a Litochitinase1 utilizando-se como substrato o p-nitrofenil-N-acetil-b-D-glucosaminideo, mostraram Km aparente de 0,51 mM, atividade ótima em pH variando de 5,0 a 6,0, temperatura ótima a 55°C e estabilidade de atividade quando pré-incubada nas temperaturas de 25, 37, 45, 50 e 55°C. A enzima apresentou uma faixa de estabilidade nos pHs de 4,0 a 5,5. O HgCl2, inibiu significativamente a Litochitinase1 enquanto que o MgCl2 potencializa sua atividade Os testes antimicrobianos realizados mostraram que a Litochitinase1 apresenta atividade contra a bactéria gram-negativa Escherichia coli  numa concentração que varia 800 a 500 mg/mL. A atividade larvicida contra Aedes aegypti foi investigada com os extratos brutos, F-III e na Litochitinase1 com tempo de 24 e 48 horas. Os resultados obtidos mostraram atividade larvicida em todas estas amostras com valores de LC50 de 6,59 mg/mL para o extrato bruto, 5,36 mg/mL para F-III e 0,71 mg/mL para Litochitinase1 com 24 horas de ensaio e 3,22 e 0,49 mg/mL, para F-III e Litochitinase1 no tempo de 48 horas. Outros experimentos realizados confirmaram a presença de quitina no intestino médio das larvas de Aedes aegypti, as quais podem estar sofrendo a ação da Litochitinase1 provocando suas mortes, como ainda a ausência de proteínas bioativas como inibidores de proteases serínicas e lectinas no extrato bruto, F-III e Litochitinase1, indicando que a morte das larvas é mesmo por ação da Litochitinase1. Observou-se ainda que, as enzimas extraídas do homogenato intestinal das larvas não interferiram na atividade da Litochitinase1. Estes resultados indicam que esta enzima pode ser usada como alternativa para controlar infecções causadas por Escherichia coli, como também na redução da infestação do mosquito vetor da dengue.

7
  • LEONARDO THIAGO DUARTE BARRETO NOBRE
  • FUCANA ATIVA VIA DAS MAP QUINASES E INIBE A PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS DE OVÁRIO DE HAMSTER CHINÊS (CHO)

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 08/07/2011
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  • Fucana é um termo utilizado para denominar polissacarídeos sulfatados ricos em L-Fucose. As fucanas têm sido estudadas devido suas atividades farmacológicas: antitrombótica, antiproliferativa e antioxidante. Nós extraímos três frações de fucanas da alga Spatoglossum schröederi. Essas fucanas, denominadas de Fuc B 1, Fuc B 1.5 e Fuc B 2, apresentam uma composição muito similar como demonstrado pela eletroforese em gel de agarose, e conteúdo de açúcar e sulfato. O efeito antiproliferativo foi determinado pelas metodologias de MTT e BrdU em células CHO. O efeito na inibição da proliferação das três frações foi de cerca de 40%. Assim, procedemos somente com a Fuc B 2 devido seu maior rendimento. Não houve indicação de apoptose usando a marcação com anexina V-FITC/ Iodeto de Propídeo. Identificamos uma parada na fase G1 do ciclo celular. Os ensaios de western blotting mostraram que PKC, pFAK e pERK 1/2 são ativadas quando as células são tratadas com Fuc B. O tratamento com o inibidor de MAPK PD98059 aboliu o efeito da fucana. Esses efeitos indicam que a fucana age via ERK para inibir a proliferação das células.

8
  • MONIQUE GABRIELA DAS CHAGAS FAUSTINO ALVES
  • PROPRIEDADES ANTIOXIDANTE, ANTI-HEMOSTÁSTICA E ANTIPROLIFERATIVA DE GALACTANAS SULFATADAS DA ALGA VERMELHA Hypnea musciformis (Wulfen) J. V. Lamouroux

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 18/07/2011
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  • Algas marinhas são uma das principais fontes de compostos biologicamente ativos. Na matriz extracelular desses organismos existem os polissacarídeos sulfatados, e componente estrutural prevenindo-a contra desidratação. A fração 1,0 (F1,0) rica em galactanas sulfatadas obtida da alga vermelha Hypnea musciformis foi caracterizada fisicoquimicamente e avaliada quanto atividade farmacológica por meio de ensaios de atividade antioxidante, ação citotóxica sobre hemácias, atividade anticoagulante, ação estimulatória sobre a síntese de heparam sulfato antitrombótico e seus efeitos na proliferação e progressão do ciclo celular. Os principais componentes da F1,0 foram carboidratos (49,70 ± 0,10%) e sulfato (44,59 ± 0,015%), apresentando  compostos fenólicos (4,79 ± 0,016%) e baixa contaminação protéica (0,92 ± 0,001%). F1,0 mostrou perfil polidisperso e sinais na análise de infravermelho em 1262, 1074 e 930, 900 e 850 cm-1 atribuídos a ligações S=O de ésteres de sulfato, presença de ligação C-O de 3,6-anidrogalactose, β-D-galactose não sulfatada e ligação C-O-SO4 no C4 da galactose, respectivamente. A fração rica em galactanas sulfatadas exibiu forte ação antioxidante sobre o ensaio de peroxidação lipídica com IC50 de 0,003 mg/mL. Além, da alta inibição da hemólise induzida por H2O2 em hemácias humanas tratadas com F1,0, esta fração não promoveu citotoxicidade significativa sobre a membrana de hemácias. F1,0 exibiu baixa atividade anticoagulante, causando moderada inibiçao direta da atividade enzimática da trombina. Esta fração promoveu estimulação de cerca de 4,6 vezes na síntese de  heparam sulfato (HS)  pelas células endoteliais da aorta de coelho (RAEC), em cultura, quando comparadas com as células não tratadas com F1,0. A fração dessa alga mostrou atividade antiproliferativa sobre as células RAEC, causando aumento no número de células na fase S, impedindo a progressão do ciclo celular. Assim, F1,0 apresentou ação citostática e não citotóxica sobre esta linhagem celular. Esses resultados sugerem que F1,0 de H. musciformis tem potencial antioxidante,  efeito importante para um composto utilizado como alimento e na indústria alimentícia, podendo ser uma alternativa na indústria alimentícia para a prevenção do decaimento da qualidade dos alimentos contendo lipídio devido a peroxidação lipídica, uma vez que a fração em estudo exibiu forte ação inibitória sobre a peroxidação lipídica. Os resultados sugerem que F1,0  tem forte ação antitrombótica  promovendo a estimulação da síntese de HS antitrombótico pelas células endoteliais,  sendo útil na prevenção da trombose,     devido também a sua ação inibitória sobre  as espécies reativas do oxigênio (ROS) em alguns sistemas in vitro, estando envolvidos na promoção de estado de hipercoagulabilidade.

9
  • LUCIANA MARIA ARAÚJO RABÊLO
  • Indução de morte celular em células de adenocarcinoma cervical humano (HeLa) pela lectina da esponja Cinachyrella apion (CaL).

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 29/07/2011
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  • O câncer é um termo utilizado para representar um conjunto de mais de 100 patologias, incluindo tumores malignos de diferentes localizações. As neoplasias malignas constituem a segunda causa de morte na população brasileira, representando aproximadamente 17% dos óbitos de causa conhecida. Estratégias que induzem à diferenciação têm tido sucesso limitado no tratamento de cânceres estabelecidos. Neste trabalho, uma lectina purificada da esponja marinha Cinachyrella apion (CaL) foi avaliada quanto às suas atividades hemolítica, citotóxica, antiproliferativa e quanto à capacidade de indução de morte celular pela via de apoptose em células tumorais. A atividade antiproliferativa de CaL foi testada contra linhagens celulares, com maior taxa de inibição do crescimento para a linhagem tumoral HeLa, induzindo a inibição de maneira dose dependente na concentração de 10 µg/mL. A atividade hemolítica e a toxicidade contra células do sangue periférico foram testadas utilizando a concentração de IC50 para ambos os ensaios e o dobro da IC50 para a análise em citometria de fluxo, indicando que CaL não é tóxica para estes tipos celulares. Para avaliar o mecanismo de morte celular induzida por CaL nas células HeLa, foi realizada a citometria de fluxo e western blotting. Os resultados mostraram que a lectina induz morte celular por apoptose através da ativação da proteína pró-apoptótica Bax, além de promover a parada do ciclo celular na fase S, com acúmulo de células de aproximadamente 57% nesta fase, agindo tanto de maneira dependente como independente de caspases. Estes resultados sugerem que a CaL possui potencial para ser utilizado como fármaco no tratamento contra o câncer.

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  • DAYSE SANTOS ARIMATEIA
  • INFLUÊNCIA DO TEMPO E DOSE DE HEPARINA EM MODELO DE PERITONITE AGUDA

  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 05/08/2011
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  • Nos últimos anos, a heparina vem sendo alvo de vários estudos relacionados à inflamação, devido sua capacidade de se ligar a diversas proteínas envolvidas com a resposta imune. Recentemente, foi demonstrada, em modelo de peritonite induzida por tioglicolato, a capacidade da heparina em reduzir o influxo celular à cavidade peritoneal, 3 horas após o estímulo inflamatório. No presente trabalho, utilizando o mesmo modelo, foi avaliada a capacidade da heparina em interferir na infiltração leucocitária após 8 horas da indução da inflamação, momento em que a infiltração neutrofílica é máxima. Utilizando contagem diferencial celular, procurou-se avaliar se o tratamento com heparina teria alguma influência sobre as populações celulares envolvidas na inflamação. Oito horas após o estímulo inflamatório, apenas a dosagem de heparina de 1 µg/Kg, manteve a capacidade de interferir na migração leucocitária, apresentando 62,8% de diminuição (p < 0,001) no influxo celular, quando comparada ao controle positivo. Já para a dosagem de heparina de 15 µg/Kg foi observado um efeito pró-inflamatório no sangue total verificado pelos aumentos de 60,9% (p < 0,001) e 117,8% (p < 0,001) na proporção de neutrófilos e monócitos, respectivamente, em comparação ao controle positivo. Além disso, essa dosagem também apresentou uma proporção neutrofílica no líquido peritoneal 27,3% maior que o controle positivo (p < 0,05). Essa dualidade entre efeitos anti- e pró-inflamatório nos diferentes tempos analisados e doses analisadas corroboram dados da literatura que atribuem à heparina um papel como imunomodulador pleiotrópico.

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  • RENATA KALINE SOUZA ESTEVAM
  • CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL DE DOIS cDNAs HOMÓLOGOS: A CICLOFILINA E A PROTEÍNA REPRIMIDA POR AUXINA (ARP) IDENTIFICADOS EM BIBLIOTECAS SUBTRATIVAS PARA FLORAÇÃO EM TOMATEIRO

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 09/09/2011
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  • A floração é fundamental no ciclo de vida de uma planta. Este processo é marcado pela conversão do meristema apical vegetativo em reprodutivo, devido a interações entre diversos fatores, tanto internos quanto externos à planta. Diante disso, foram construídas oito bibliotecas subtrativa utilizando ápices meristemáticos induzidos e não induzidos para a floração de duas espécies de tomateiro: Solanum lycopersicum cv Micro-Tom e S. pimpinellifolium. Inúmeros cDNAs foram identificados e dentre estes, foram selecionados o cDNA homólogo a ciclofilina (LeCYP1) e a Proteína Reprimida por Auxina (ARP) para a caracterização in silico e funcional em espécie de tomateiro.  Tem sido observado que os genes LeCYP1 e ARP são importantes no processo de desenvolvimento da planta. Na análise in silico, foram utilizados diversos bancos de dados, tendo como critério de exclusão o E-value <1.0x10-15. Uma conservação para as proteínas analisadas foi observada por meio dos alinhamentos múltiplos e a presença de domínios funcionais. Em seguida, foram realizadas construções de cassetes de superexpressão para o cDNA homólogo à ARP em orientação senso e antissenso . Para esta etapa, foi utilizado o promotor forte CaMV35S presente no vetor intermediário pBC (Stratagene). A orientação do cDNA (senso ou antissenso) em relação ao promotor foi determinada por meio de enzimas de restrição e sequenciamento dos potenciais clones. Em seguida, este cassete foi transferido para o vetor binário pZP211 e os clones obtidos foram confirmados pelo padrão de restrição utilizando diferentes enzimas. Subsequentemente, estes cassetes foram transferidos para a Agrobacterium tumefaciens LBA4404 e posteriormente transformado em plantas de S. lycopersicum cv. Micro-Tom (MT) e MT-Rg1. As plantas obtidas na geração T1 apresentaram diferenças fenotípicas significativas entre as orientações senso e antissenso e as controles. As plantas que continham o cassete de superexpressão foram confirmadas através do método de PCR. Em adição, plântulas foram submetidas a tratamentos hormonais utilizando uma auxina sintética (ácido α-naftaleno acético) e com ciclosporina A (inibidor de ciclofilina) e foi constatado que no tratamento hormonal houve alterações no padrão de desenvolvimento das raízes laterais, enquanto que no tratamento com ciclosporina A, ocorreu um atraso no florescimento de plantas cv MT. Além disso, ensaios de PCR em tempo real (RT-qPCR) foram efetuados para análise de expressão dos cDNAs homólogos a LeCYP1 e ARP de modo a caracterizarmos funcionalmente estas sequências em plantas de tomateiro.

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  • ANGÉLICA MARIA DE SOUSA LEAL
  • AVALIAÇÃO DO CARÁTER OXIDANTE DA VIOLACEÍNA

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 28/09/2011
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  • A violaceína é um pigmento violeta isolado de várias espécies de bactérias gram-negativas, especialmente da Chromobacterium violaceum, uma betaproteobactéria encontrada no rio Amazonas, no Brasil. Diversas atividades biológicas já foram descritas para este pigmento e dentre elas destacam-se a antibacteriana, antifúngica, tripanocida, antileishmaniose, anti-úlcerogênica, antiviral e antitumoral. Apesar de uma atividade antioxidante in vitro ter sido sugerida, uma atividade pró-oxidante também já foi observada especificamente em duas linhagens tumorais e parece ser dependente de mecanismos específicos para cada linhagem. Nesse sentido, os efeitos citotóxicos e pró-oxidantes da violaceína foram investigados em células normais e tumorais buscando-se avaliar a ocorrência de diferentes respostas celulares. A análise da citotoxicidade da violaceína indicou que células CHO-K1 foram mais resistentes ao composto em relação às tumorais HeLa. Quanto às enzimas do aparato antioxidante, observou-se um aumento significativo na atividade da SOD intracelular nas linhagens CHO-K1 e MRC5-SV. Porém, houve uma diminuição na atividade enzimática especificamente nos tratamentos com 6 e 12 μM nas linhagens MRC5-SV e HeLa e acredita-se que tal inibição seja devida à baixa viabilidade celular presente nesses tratamentos. Inesperadamente, o aumento na atividade da SOD não foi acompanhado pelo aumento concomitante na atividade da Catalase. Em relação aos biomarcadores de estresse oxidativo, níveis elevados de proteínas carboniladas e hidroperóxidos de lipídio foram observados em células CHO-K1 e MRC5-SV quando tratadas respectivamente, com 1,5-3 µM e 3 µM de violaceína, indicando que o pigmento apresenta efeitos pró-oxidantes especificamente nessas concentrações. Adicionalmente, acredita-se que a acentuada queda na viabilidade celular observada em células MRC5-SV e HeLa tratadas com 6-12 µM de violaceína se deve a outros mecanismos não relacionados à geração de estresse oxidativo propriamente dita. Os resultados sugerem também que a violaceína induz estresse oxidativo por elevação dos níveis endógenos de O2•–, visto a ocorrência de uma significativa alteração nos níveis de atividade de SOD. Em adição, com o objetivo de avaliar o caráter antioxidante in vitro da violaceína na ausência de um sistema biológico celular, a capacidade antioxidante total e a atividade de quelação férrica do pigmento foram avaliados, de forma que atividades antioxidantes foram detectadas a 30 e 60 µM de violaceína. Frente aos resultados obtidos, apesar do desencadeamento do estresse oxidativo após a incubação com violaceína, este parece não ser suficiente para causar danos significativos aos componentes e estruturas celulares em células HeLa e apenas em concentrações específicas de pigmento para CHO-K1 e MRC5-SV, dentro das condições avaliadas. Por fim, os resultados confirmam que violaceína apresenta caráteres oxidantes opostos quando na presença ou ausência de um sistema biológico celular, além de que o caráter antioxidante só se dá em concentrações elevadas do pigmento.

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  • MARCOS FELIPE DE OLIVEIRA GALVÃO
  • Avaliação do potencial genotóxico e citotóxico associado a queima artesanal da castanha de caju no município de João Câmara-RN

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 14/10/2011
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  • O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de castanha de caju e apesar da importância social e econômica, sua produção ainda é realizada de forma artesanal. Um dos maiores problemas da cadeia produtiva do caju são as condições nas quais ocorre a queima artesanal da castanha para se obter a amêndoa. No presente estudo foi realizado um biomonitoramento do potencial genotóxico e avaliação da citotoxicidade associada aos elementos oriundos da queima artesanal da castanha de caju no município de João Câmara - RN, semi-árido brasileiro. Para a avaliação genotóxica foi utilizado o bioensaio de micronúcleo (MN) em Tradescantia pallida. Além disso, foi realizado um comparativo quanto a sensibilidade da T. pallida frente ao clone KU-20 e outros biomarcadores de danos no DNA, tais como as pontes nucleoplasmáticas (PNP) e fragmentos nucleares (FN) foram quantificados. A avaliação citotóxica se deu pelo ensaio MTT e método de exclusão por tripan blue. As concentrações de MP1,0, MP2,5, MP10 e black carbon (BC) foram determinadas e a composição inorgânica do MP2.5 definida pela técnica de fluorescência de raios-X. Foram definidos dois pontos testes: Comunidade do Amarelão (local de queima da castanha de caju) e Fazenda Santa Luzia (sem influência da atividade). Os valores médios obtidos para o MP2,5 (Jan - 2124,2 µg/m3; Mai – 1022,2 µg/m3; Set – 1291,9 µg/m3) e BC (Jan 363,6 µg/m3; Mai 70 µg/m3; Set 69,4 µg/m3), bem como a concentração dos elementos Al, Si, P, S, Cl, K, Ca, Ti, Cr, Mn, Fe, Ni, Cu, Zn, Se, Br e Pb obtidos no Amarelão foram significativamente maiores que na Fazenda Sta. Luzia. Os testes de genotoxicidade com T. pallida indicaram um aumento de 2-7 vezes maior na frequência de MN para o Amarelão. Os outros biomarcadores também apresentaram sua frequência aumentada. Além disso, verificou-se uma correlação negativa entre a freqüência de MN, PNP e FN com a precipitação pluviométrica. As concentrações de 200 µg/mL e 400 µg/mL do MP2,5 em suspensão foram citotóxicas para as células MRC-5. O conjunto dos resultados indicaram genotoxicidade e citotoxicidade para a comunidade do Amarelão, sendo as altas concentrações de MP2,5 um dos prováveis contribuintes para esse efeito, principalmente pela elevada presença de metais de transição, sobretudo Fe, Ni, Cu, Cr e Zn, que potencialmente causam lesões no DNA. Outras alterações nucleares, como PNP e FN podem ser utilizadas como biomarcadores efetivos de danos no DNA em tétrades de T. pallida. Os conjunto dos resultados possibilitaram a identificação de um problema ocupacional grave, com sérios riscos aos trabalhadores que exercem a atividade. Diante disto, a adoção de medidas preventivas e de melhores práticas, são de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável da atividade e melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores.

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  • DIEGO DANTAS ALMEIDA
  • Análise do transcriptoma das glândulas venenosas do escorpião Tityus stigmurus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 08/11/2011
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  • No Brasil, acidentes com escorpiões são considerados de importância médico-sanitária, não somente pela incidência dos acidentes, como também pela potencialidade do veneno de algumas espécies em determinar quadros clínicos graves. Tityus stigmurus é uma espécie de escorpião amplamente distribuída na região Nordeste do Brasil sendo conhecida por causar graves envenenamentos humanos, cujos sintomas incluem: dor, hipoestesia, edema, eritema, parestesia, cefaléia e vômitos. A composição química do veneno do escorpião T. stigmurus ainda não foi bem avaliada, havendo uma carência na literatura de estudos com enfoque na elucidação do repertório molecular dos componentes deste veneno. Neste trabalho, realizamos uma abordagem transcriptômica para caracterizar o repertório molecular da glândula de veneno não-estimulada do escorpião Tityus stigmurus. Uma biblioteca de cDNA foi construída e a partir dela 540 genes foram clonados e agrupados em 37 clusters com mais de um EST (expressed sequence tag) e 116 singlets. Do total de transcritos 41% pertencem a sequências de toxinas conhecidas, sendo os peptídeos antimicrobianos (AMPs) o tipo de transcrito mais abundante dentre estas, seguido por α-KTX, β-KTX, β-NaTx e α-NaTx. Nossa análise revelou ainda que 34% são "possíveis toxinas", cujos transcritos correspondem a peptídeos aniônicos, peptídeos hipotéticos secretados, metaloproteases, peptídeos ricos em cisteína e lectinas. Quinze por cento dos ESTs são semelhantes a transcritos celulares. Transcritos sem similaridade com outras sequências do GenBank, foram chamadas de “no hit” e correspondem a 11% do total. Este trabalho oferece a primeira visão global de cDNAs das glândulas venenosas do escorpião Tityus stigmurus. Esta abordagem permite a caracterização de um grande número de moléculas componentes da glândula de veneno, que pertencem a tipos conhecidos ou atípicos de peptídeos e proteínas do veneno da família Buthidae.

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  • JANA DARA FREIRES DE QUEIROZ
  • AvaLIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO INDUZIDO POR SUPERFÍCIES DE TITÂNIO

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 29/11/2011
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  • O Titânio comercialmente puro (cpTi) é amplamente utilizado em implantes ortopédicos e dentais graças às suas propriedades físico-químicas. Mudanças na superfície do cpTi podem determinar respostas funcionais nas células influenciando a fixação e estabilização do implante. Muitos métodos de modificação na superfície podem ser aplicados para aumentar a rugosidade como, por exemplo, tratamentos mecânicos, químicos, eletroquímicos e por plasma.  Este último, quando realizado em atmosfera de argônio gera uma superfície rugosa com boas propriedades mecânicas sem alterar a composição química do material. Superfícies rugosas geralmente são mais biocompatíveis que as lisas, pois esse tipo de topografia facilita os processos de adesão e proliferação celular.  Além da topografia, as reações biológicas desencadeadas em resposta ao implante contribuem de forma significativa para o sucesso do mesmo. Dentre estas reações, o estresse oxidativo tem sido apontado como um dos principais responsáveis por falhas na implantação. Diante do exposto, o potencial oxidativo das superfícies de titânio tratadas e não tratadas por plasma em atmosfera de argônio foi avaliado neste trabalho. Para tanto, células CHO-k1 foram cultivadas sobre as superfícies de titânio (tradadas e não tratadas). Após três dias de cultivo o potencial oxidativo foi investigado por meio da quantificação de espécies reativas, análise da capacidade antioxidante e análise de biomarcadores de dano oxidativo (lipoperoxidação, carbonilação protéica e oxidação das bases do DNA). Os resultados obtidos indicam que ambas as superfícies de titânio induzem estresse oxidativo, sendo o peróxido de hidrogênio, aparentemente a principal espécie envolvida. O tratamento por plasma reduziu os danos oxidativos e promoveu melhora na habilidade celular em responder ao estresse oxidativo. Deste modo, a modificação da superfície de titânio através do tratamento por plasma pode ser uma alternativa para a obtenção de um material com melhor biocompatibilidade.

2010
Dissertações
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  • CINTHIA BEATRICE DA SILVA TELLES
  • ANÁLISES ESTRUTURAIS E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE EXOPOLISSACARÍDEO EXTRAÍDO DO FUNGO COMESTÍVEL Pleurotus sajor-caju E DE SEU DERIVADO SULFATADO QUIMICAMENTE

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 11/02/2010
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  • Os exopolissacarídeos são compostos extracelulares produzidos por algumas espécies de fungos e bactérias. É sugerido que estas moléculas, inclusive quando na forma de complexo polissacarídeo-peptídeo, são as principais moléculas bioativas de vários fungos. Muitas das atividades biológicas apresentadas por esses compostos podem ser acentuadas e outras podem surgir quando se adiciona quimicamente aos polissacarídeos grupamentos polares ou apolares. O cogumelo de Pleurotus sajor-caju produz um heteropolissacarídeo com atividade antioneoplásica e antimicrobiana, contudo outras atividades biológicas desse polímero ainda não foram avaliadas. Neste trabalho o exopolissacarídeo de Pleurotus sajor-caju foi sulfatado quimicamente e caracterizado estruturalmente. Também foram avaliadas as atividades antiproliferativa, antioxidante e anticoagulante do exopolissacarídeo nativo (PN) e de seu derivado sulfatado (PS). Eletroforese em gel de agarose em tampão PDA, espectroscopia de infravermelho e ressonância magnética nuclear (¹³C) comprovaram o sucesso na sulfatação de PN para a obtenção de PS. Análise por cromatografia gasosa acoplada a espectroscopia de massa mostrou que PN e PS são constituídos de manose, galactose, O-metil-galactose e glicose na proporção percentual de 44,9:16,3:19,8:19 e 49,7:14,4:17,7:18,2, respectivamente. O percentual de sulfato encontrado em PS foi de 22,5%. Testes antioxidantes revelaram que o processo de sulfatação influencia de forma diferente nas atividades do exopolissacarídeo, enquanto a capacidade antioxidante total, a capacidade de seqüestro de radical superóxido e a quelação férrica não foram influenciadas pela sulfatação, essa potencializou a atividade seqüestradora de radicais hidroxila e o poder redutor do exopolissacarídeo. Após o processo de sulfatação o exopolissacarídeo passou a apresentar atividade anticoagulante de forma dose-dependente, dobrando o tempo de coagulação em relação ao controle numa concentração de aproximadamente 1mg/mL. O exopolissacarídeo não apresentou atividade antiproliferativa frente às células tumorais HeLa, porém após sulfatação ele passou a apresentar essa atividade de forma tempo dependente, chegando a inibir em 60% a taxa de proliferação das células com 2 mg/mL, após 72 h de exposição. Os resultados aqui obtidos mostraram que a sulfatação do exopolissacarídeo potencializou algumas de suas atividades. Estudos futuros fornecerão dados referentes a estrutura/atividade antioxidante, anticoagulante e antiproliferativa desses compostos.

2
  • SHEYLA VARELA LUCENA
  • PURIFICAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIPROLIFERATIVA DE UM INIBIDOR DE QUIMOTRIPSINA TIPO KUNITZ DE SEMENTES DE Erytrhina velutina

  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 19/02/2010
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  • Um inibidor de quimotripsina do tipo Kunitz foi purificado a partir de sementes de Erythrina velutina por fracionamento com sulfato de amônio, cromatografias de afinidade  Tripsina-Sepharose e Quimotripsina-Sepharose e cromatografia de Fase Reversa C-18 no sistema FPLC/AKTA. O inibidor, denominado de EvCI, apresentou uma massa molecular de 17.89 kDa a qual foi determinada por SDS-PAGE. A análize por eletroforese bidimensional (2D) revelou quarto isoinibidores, (valores de pI: 4.42, 4.63, 4.83 e 5.06). O isoinibidor com valor de pI de 5.06 apresentou massa molecular de 17 kDa e os outros inibidores com massa de 16 kDa. A seqüência dos peptídeos foi determinada por MALDI-TOF-MS e mostrou um alto grau de homologia com inibidores do tipo Kunitz. EvCI inibiu competitivamente a atividade de quimotripsina com Ki de 4 x10-8 M, mas não inibiu tripsina, elastase pancreática, bromelaina e papaína. Contudo, inibiu elastase de leucócitos em 35.91 %. A atividade inibitória foi estável em uma ampla faixa de pH e temperatura. Na presença de 100 mM de DTT por 120 min, o inibidor perdeu 50% de sua atividade. A viabilidade celular da linhagem de células HeLa e MDA e MRC5 foram analisada após incubação por 72 horas com concentrações de EvCl (0,5ng/mL a 200μg/mL). O valor de IC50 foi obtido com a concentração de EvCl em 50 μg/mL De acordo com os resultados obtidos na viabilidade celular e sobre o ciclo celular indicam que o principal efeito do inibidor é a indução de parada do ciclo celular, sendo, portanto, citostático. Sugerindo que o EvCl pode ser um composto promissor para ser empregado como potencial agente anticarcinogênico no futuro.

3
  • MARILIA DA SILVA NASCIMENTO SANTOS
  • Avaliação das propriedades farmacológicas de polissacarídeos do fungo Scleroderma nitidum.

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 23/02/2010
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  • Diversas propriedades farmacológicas têm sido atribuídas aos compostos isolados de fungos. Recentemente, têm-se referido quanto à capacidade desses compostos, principalmente os polissacarídeos derivados de cogumelos, de modular o sistema imunológico, além de suas ações antitumoral, antiviral, antibiótica e antiinflamatória. Este estudo avalia a capacidade dos polissacarídeos do fungo Scleroderma nitidum quanto às suas possíveis propriedades farmacológicas. A composição centesimal do tecido deste fungo demonstrou que este é composto principalmente por fibras (35,61%), cinzas (33,69%) e carboidratos (25,31%). As análises químicas da fração polissacarídica revelaram alto teor de carboidratos (94,71%) e baixo teor de proteínas (5,29%). Esses polissacarídeos são formados por glicose, galactose, manose e fucose nas seguintes proporções molares 0,156; 0,044; 0,025; 0,066 e a análise de infravermelho demonstrou um possível complexo polissacarídeo-proteína. Os polissacarídeos de Scleroderma nitidum demonstraram potencial antioxidante com atividade relativa ao ácido ascórbico de 35,2%. As análises sobre a varredura de radicais superóxido e inibição da peroxidação lipídica demonstraram que os polissacarídeos de S. nitidum apresentam um IC50 de 12,70 mg/ml e EC50 10,4 µg/ml, respectivamente. A atividade antioxidante foi confirmada pela presença de potencial redutor dos polissacarídeos com atividade redutora relativa ao ácido ascórbico de 55%. Este estudo também avaliou a capacidade dos polissacarídeos do fungo Scleroderma nitidum como agente antiinflamatório. O efeito destes polímeros no processo inflamatório foi testado usando-se os modelos de edema de pata induzido por carragenana e histamina e o modelo de peritonite induzida por tioglicolato de sódio e zymosan. Os polissacarídeos foram efetivos na redução do edema (73% a 50 mg/kg) e infiltrado celular (37% a 10 mg/kg) nos dois modelos de inflamação testados. A análise de citocinas pró e antiinflamatórias mostrou que nos grupos tratados com os polissacarídeos de S. nitidum houve aumento de citocinas como IL-1ra (2x), IL-10 (3x) e concomitante a diminuição de INF-γ (75%), MIP-1β (29%) e IL-2 (22%). Além disso, esses polissacarídeos mostraram não interferir na viabilidade celular em nenhuma das doses testadas.

4
  • LAHYANA RAFAELLA DE FREITAS CUNHA FERNANDES
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO MATERNA COM PALMITATO DE RETINILA SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE RETINOL NO COLOSTRO EM CONDIÇÕES DE JEJUM E PÓS-PRANDIAL

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 24/02/2010
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  • Esse estudo avalia o efeito da suplementação com palmitato de retinila sobre a concentração de retinol no colostro em condições de jejum e pós-prandial.  Foram recrutadas 149 parturientes saudáveis atendidas em uma maternidade pública brasileira. Amostras de sangue, colostro em jejum e colostro pós-prandial foram coletadas até 24hs após suplementação. As concentrações de retinol no soro e colostro foram analisadas por cromatografia líquida de alta eficiência. A concentração sérica de retinol de 41,6 ± 12,7μg/dL (média ± desvio-padrão) indica estado nutricional bioquímico adequado. A concentração de retinol no colostro não foi influenciada pelos níveis séricos de retinol, em nenhuma das condições estabelecidas. No colostro, a concentração do retinol no grupo teste sem suplementação foi de 67,3 ± 37,7 μg/dL no jejum e de 80,3 ± 35,1 μg/dL no pós-prandial (p<0,05), evidenciando um aumento de 19,3%. No grupo teste suplementado os valores foram de 102,6 ± 57,3 μg/dL e 133,4 ± 78,3 μg/dL no jejum e pós-prandial, respectivamente (p<0,05) representando um aumento de 30%. Considerando que no jejum a maior parte da vitamina A transportada ao leite tem sua origem através da proteína transportadora de retinol (RBP), o aumento no retinol do colostro pós-prandial sugere um mecanismo de transporte do retinol para o leite materno distinto daquele realizado pela RBP. Tal situação fica mais evidente em condições de suplementação.

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  • RANIERE FAGUNDES DE MELO SILVEIRA
  • ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE XILANA DE SABUGO DE MILHO

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 25/02/2010
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  • O sabugo de milho é um subproduto agrícola ainda pouco utilizado, isto em parte devido ao baixo conhecimento do potencial biotecnológico de suas biomoléculas. Xilana de sabugo de milho (XSM) é um polissacarídeo presente em maior quantidade na estrutura do vegetal e seu potencial biotecnológico é pouco conhecido. Este trabalho teve como objetivo a extração, a caracterização química e avaliação de atividades biológicas de XSM. Para tal, sabugos de milho foram limpos, cortados, desidratados e triturados, dando origem a uma farinha. Esta foi submetida a uma metodologia que combina o uso de meio alcalino com ondas de ultra-som. Após precipitação metanólica, centrifugação e secagem obteve-se um rendimento de 40% (g/g de farinha).  Análises químicas indicaram um alto percentual de polissacarídeos na amostra (60%) e baixa contaminação por proteínas (0.4%) e compostos fenólicos (>0.01%). Análises da composição monossacarídica por cromatografia em papel e por cromatografia líquida de alta performance (HPLC) indicaram a presença de xilose:glicose:arabinose:galactose:manose:ácido glucurônico em uma proporção molar de 50:20:15:10:2,5:2,5. A presença de xilana na amostra foi confirmada por ressonância magnética nuclear (13C e 1H) e por espectroscopia de infravermelho (IR). Testes foram realizados para avaliação do potencial antioxidante de XSM. Esta mostrou uma capacidade antioxidante total de 48.45 EAA/g de amostra. Contudo, não mostrou atividade seqüestradora de superóxido e radical hidroxila e também poder redutor. Mas, mostrou elevada capacidade quelante de íons de ferro com 70% com cerca 2 mg/mL. A capacidade de XSM em influenciar a proliferação celular em cultura também foi avaliada. Este polissacarídeo não influenciou a proliferação de células fibroblásticas normais (3T3), entretanto, diminuiu a taxa de proliferação de células tumorais (HeLa) de maneira dose-dependente, chegando a uma inibição de aproximadamente 50% com uma concentração em torno de 2 mg/mL. Analisando proteínas relacionadas à morte celular, através de immunoblotting, XSM aumenta a quantidade de Bax, diminuir Bcl-2, aumenta citocromo C e AIF, e diminuir pro-caspase-3, indicando a indução de morte celular por apoptose dependente e independente de caspase. XSM não apresentou atividade anticoagulante pelo teste de PT. Todavia, no teste de tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT), XSM aumentou o tempo de coagulação em cerca de 5 vezes com 600 µg de amostra, quando comparadas com o controle negativo. A presença de sulfato ligado a XSM foi descartada por eletroforese em gel de agarose e por IR. Após carboxirredução de XSM a atividade anticoagulante diminuiu drasticamente. Os dados deste trabalho demonstram que XSM apresenta potencial como composto antioxidante, antiproliferativo e anticoagulante. Estudos futuros de caracterização dessas atividades do XSM contribuirão para aumentar o conhecimento sobre esta molécula extraída de milho e permitirão a sua utilização em alimentos funcionais, produtos farmacêuticos e indústrias químicas.

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  • CLEYSYVAN DE SOUSA MACEDO
  • Efeito Inseticida e mecanismo de ação de vicilinas isoladas de sementes de Erytrina velutina em condições de semi-campo para moscas das fruta (Ceratitis capitata)

  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 26/02/2010
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  • Vicilinas ligantes à quitina de sementes de leguminosas foram isoladas através de
    procedimento que consistia de precipitação com sulfato de amônio seguido de
    cromatografia de afinidade em coluna de quitina. O efeito dessas isoladas vicilinas
    sobre fêmeas adultas de C. capitata foi examinada por bioensaios em condições de
    laboratório e por bioensaios estabelecidos em condições de semi-campo. O mecanismo de
    ação dessas vicilinas foi determinado por um ensaio de digestibilidade in vivo e pela
    propriedade de ligação a uma matriz de quitina. Entre as vicilinas testadas, a
    vicilina de Erytrina velutina causou um forte efeito sobre a mortalidade na
    concentração de 10% (p/p) quando adicionada a dieta das moscas das frutas adultas.
    Este efeito inseticida foi também testado em condições de semi-campo que mostrou o
    mesmo efeito observado em condições de laboratório onde concentrações de 10 % e 15% de
    vicilina de Erytrina velutina foram letais para fêmeas adultas de C. capitata. Esse
    efeito deletério foi associado não somente a propriedade de ligação à quitina, mas
    também a resistência dessas proteínas a serem digeridas por enzimas digestivas dos
    insetos. Isto porque proteínas ligantes à quitina, tais como as vicilinas de Canavalia
    ensiformes, Phaseoulus vulgaris e a lectina de gérmen de trigo (WGA) não foram tóxicas
    para C. capitata devido à susceptibilidade para as enzimas digestivas dos insetos.
    Isso indica que determinadas espécies de insetos pragas mostram plasticidade na sua
    adaptação a presença de moléculas tóxicas na dieta. Esses resultados também mostraram
    que vicilina de Erytrina velutina é um bioinseticida candidato que poderia ser usado
    nos programas controle de pragas diminuindo a população de moscas das frutas no campo

7
  • NILMARA DE OLIVEIRA ALVES
  • GENOTOXICIDADE E COMPOSIÇÃO DO MATERIAL PARTICULADO EMITIDO PELA QUEIMA DE BIOMASSA EM TANGARÁ DA SERRA, REGIÃO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Orientador : SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 10/03/2010
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  • Tangará da Serra está situado no sudoeste do Mato Grosso e encontra-se no trajeto de dispersão de poluentes provenientes da área do arco do desmatamento da Amazônia brasileira. A região também possui uma extensa área de plantio de cana-de-açúcar, configurando um local de exposição a poluentes atmosféricos.  O objetivo desse trabalho foi avaliar a genotoxicidade do material particulado orgânico, em três diferentes concentrações, coletado nos meses de agosto a dezembro em Tangará da Serra através do Trad-MCN. Além disso, foram correlacionados os níveis de MP10 e black carbon (BC) coletados nos filtros teflon assim como o material particulado fino, grosso e o BC coletados nos filtros de policarbonato. Foram identificados e quantificados nas amostras do período de queima, os alcanos e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos através da cromatografia gasosa acoplada ao detector de ionização de chama (CG-DIC). Os dados mostram que há um predomínio das partículas finas em relação a partículas grossas em todos os meses amostrados. Os resultados da análise dos alcanos indicam influência antrópica. Dentre os HPAs, o reteno foi o composto encontrado em maior quantidade e é um marcador de queima de biomassa. Os hidrocarbonetos aromáticos indeno (1,2,3,-cd)pireno e  benzo(k)fluoranteno foram identificados nas amostras e são considerados potencialmente carcinogênicos e mutagênicos. Através do bioensaio de genotoxicidade, observa-se um aumento significativo na freqüência de micronúcleo no período de queima e este fato pode estar relacionado com os HPAs mutagênicos encontrados nesses extratos. Ao analisar o período de menor queima, constata-se que não há diferença significativa na taxa de micronúcleo quando comparado com o controle negativo e nota-se diferenças estatisticamente significativas com relação ao grupo de maior queima. Este estudo mostra que o teste de micronúcleo em Tradescantia pallida (ex situ) foi sensível e eficiente na avaliação do potencial genotóxico do material orgânico proveniente da queima de biomassa, enfatiza a importância da análise da composição química, para que assim seja possível facilitar os mais completos diagnósticos no controle dos riscos ambientais.

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  • MARIANA SANTANA SANTOS PEREIRA DA COSTA
  • EFEITO DA SALINIDADE DA ÁGUA DO MAR NO RENDIMENTO, COMPOSIÇÃO E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE FRAÇÕES POLISSACARÍDICAS DA CHLOROPHYTA Caulerpa cupressoides var. flabellata

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 19/03/2010
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  • Polissacarídeos sulfatados de algas marinhas têm sido descritos por apresentarem diversas atividades farmacológicas. No entanto, nada se sabe a respeito da influência da salinidade da água do mar na estrutura de polissacarídeos sulfatados de algas verdes e nas atividades farmacológicas por eles desempenhadas. Por isso, objetivo principal deste trabalho foi avaliar o efeito da salinidade da água do mar no rendimento e na composição de frações polissacarídicas da alga verde Caulerpa cupressoides var. flabellata, coletada em duas praias de diferentes salinidades do litoral do Rio Grande do Norte, bem como verificar se as alterações provocadas pela salinidade se refletiriam em atividades biológicas das frações. Extraiu-se quatro frações ricas em polissacarídeos sulfatados da C. cupressoides coletada na praia de Camapum (denominado CCM F0.3, F0.5, F1.0, F2.0), a qual a água tem maior salinidade, e na praia de Búzios (denominados CCB F0.3; F0.5, F1.0, F2.0). Diferente do observado para outras algas, a composição centesimal da C. cupressoides não se alterou em função desta crescer em ambiente de maior da salinidade. Além disso, interessantemente, a C. cupressoides têm altas quantidades de proteínas, maior até do espécies de algas comestíveis. Não houve diferença significativa (p> 0,05) entre o rendimento das frações polissacarídicas da CCM e das suas correlatas na CCB, o que indica que a salinidade não interfere no rendimento das frações polissacarídicas. No entanto, houve uma diferença significativa na razão sulfato/açúcar da F0.3 (p <0,05) e F0.5 (p <0,01) (a razão sulfato/açúcar da CCM F0.3 e da CCB F0.5foram maiores do que suas correlatas), enquanto a razão sulfato/açúcar da F1.0 e F2.0 não se alterou significativamente (p> 0,05) com a salinidade. Este resultado sugere que a diferença observada na razão sulfato/açúcar entre as frações da CCM e CCB, não é, meramente, função da salinidade, mas provavelmente está relacionada com a função biológica destes biopolímeros nas algas marinhas. Além disso, a variação de salinidade entre os locais de coleta não influenciou a composição monossacarídica, a mobilidade eletroforética ou os espectros de infravermelho das frações polissacarídicas, demonstrando que a salinidade não altera a composição de polissacarídeos sulfatados de C. cupressoides. Houve diferenças nas atividades antioxidantes e anticoagulantes entre a CCM e CCB. CCB F0.3 (mais sulfatada) apresentou maior capacidade antioxidante total que CCM F0.3, já a habilidade quelante da CCM F0.5 foi mais potente que a CCB F0.5 (mais sulfatada). Estes dados indicam que, provavelmente, as atividades biológicas das frações polissacarídicas da CCM e CCB dependem do padrão de distribuição espacial dos grupos sulfatos no polímero e que não é, meramente, um efeito da densidade de carga. Polissacarídeos de C. cupressoides também exibiram atividade anticoagulante na via intrínseca (aPTT) e via extrínseca (teste PT). CCB F1.0 e CCM F1.0 mostraram diferenças significantes (p <0,001) no aPTT, já F0.3 e F0.5 não mostraram diferença (p> 0,05) entre a CCM e CCB, corroborando o fato de que a razão sulfato/açúcar não é um fator determinante para a atividade biológica, mas sim, a distribuição do sulfato ao longo da cadeia do polissacarídeo. Além disso, F0.3 e F0.5 apresentaram atividade no teste de aPTT semelhante a clexane®, medicamento anticoagulante. Adicionalmente, as F0.5 mostraram atividade no PT. Estes resultados sugerem que a salinidade pode ter criado sutis diferenças na estrutura dos polissacarídeos sulfatados, como por exemplo, na distribuição dos grupos sulfatos, o que ocasionaria as diferenças nas atividades biológicas entre as frações da CCM e da CCB.

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  • JANNISON KARLLY CAVALCANTE RIBEIRO
  • Novas propriedades do SKTI (Inibidor de tripsina de soja): Inibição para elastase neutrofílica humana e efeitos no processo de injúria pulmonar aguda.

  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 07/05/2010
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  • Sementes de leguminosas são conhecidas como uma rica fonte de inibidores de proteinases, destacando-se dentre estes o inibidor de tripsina da soja (SKTI) que é uma proteína amplamente estudada e caracterizada para muitas propriedades biológicas. Entretanto seus efeitos aplicados a desordens inflamatórias ainda são pouco conhecidos. SKTI foi purificado à partir de uma fração comercial de soja através de uma cromatografia de troca aniônica Resource Q. A proteína purificada foi capaz de inibir a elastase de neutrófilos humanos (ENH) e a tripsina bovina. O valor do seu IC50 foi de 8 μg.mL-1 (0.3 nM) e nessa concentração o SKTI não foi capaz de provocar efeitos hemolíticos ou citotóxicos sobre as populações celulares sanguíneas humanas. Por meio do modelo de toxicidade sistêmica aguda, utilizando camundongos, também não foram observados efeitos deletérios sobre órgãos, células sanguíneas e aumento nos níveis das enzimas hepáticas aspartato amino transferase (ALT) e alanina amino transferase (AST). Neutrófilos humanos incubados com SKTI na concentração de 0.3 nM apresentaram uma diminuição da liberação de ENH quando estimulados pelos ativadores PAF e fMLP (83.1% e 70 %, respectivamente). Estes resultados mostram que o SKTI foi capaz de afetar ambas as vias PAF/fMLP de liberação de ENH, sugerindo esta proteína como um possível antagonista dos receptores PAF/fMLP. Modelos in vivo de injúria pulmonar aguda mediante estimulação por LPS de E. coli demonstraram uma supressão significativa dos eventos inflamatórios atribuídos à  atividade elastásica de forma dose dependente. Cortes  histológicos corados por hematoxilina e eosina confirmam a diminuição da inflamação tecidual. Estes resultados demonstram que o SKTI pode ser indicado como um potencial agente farmacológico na terapia de muitas doenças inflamatórias. 

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  • ANA CAROLINE PEREZ MEDEIROS
  • INFLUÊNCIA DO ESTADO NUTRICIONAL MATERNO EM VITAMINA A SOBRE OS NÍVEIS DE IMUNOGLOBULINA A NO COLOSTRO HUMANO

  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 14/05/2010
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  • Mães com bom estado nutricional em vitamina A na gestação e lactação terão melhores condições em nutrir e proteger o bebê através do leite materno. Nossa hipótese é que as mulheres com mais retinol no soro possuirão mais retinol e imunoglobulina A secretora no colostro. Recrutamos 235 puérperas saudáveis em uma maternidade pública brasileira, que foram divididas segundo ponto de corte para retinol sérico (30μg/dL). Suplementamos algumas delas com uma dose de 200000 UI (60 mg) de palmitato de retinila no pós-parto imediato. Foram coletados soro e colostro no 1º dia pós-parto e colostro novamente no dia seguinte. O retinol (soro e colostro) foi analisado por cromatografia líquida de alta eficiência e a SIgA (colostro) por turbidimetria. As mães apresentaram estado nutricional bioquímico adequado, segundo retinol sérico (44,6 μg/dL). Houve diferenças significativas (0,0017 e p= 0,043, respectivamente) nos níveis de retinol e SIgA no colostro de mães com retinol sérico > 30 μg/dL e < 30 μg/dL. A concentração de SIgA no colostro das mães não suplementadas, no 1ºdia pós-parto, foi de 822,6 mg/dL, decrescendo, após 24 horas, para 343,7 mg/dL. As mães suplementadas apresentaram níveis de SIgA no colostro de 498,9 mg/dL no 2º dia pós-parto (p= 0,00006). O colostro de mulheres com bom estado nutricional em vitamina A possuem mais retinol e SIgA. Além disso, a suplementação materna aumenta os níveis de SIgA no colostro. Os níveis superiores de SIgA no 1º dia pós-parto evidenciam a importância da amamentação precoce, pois isso garante benefícios imunológicos consideráveis ao recém-nascido.

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  • LEONARDO CAPISTRANO FERREIRA
  • Genes candidatos de suscetibilidade à pré-eclâmpsia: estudo de associação

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 02/08/2010
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  • A pré-eclâmpsia é uma doença multifatorial de etiologia ainda desconhecida que apresenta um amplo espectro quanto à gravidade dos sintomas, podendo variar da forma mais branda (pré-eclâmpsia leve) às formas mais severas (eclâmpsia e síndrome HELLP). Atualmente sabe-se que a pré-eclâmpsia é influenciada tanto por fatores ambientais quanto por fatores genéticos. Com o propósito de identificar genes de suscetibilidade à doença, genotipamos um total de 22 marcadores genéticos distribuídos em seis genes candidatos (ACVR2A, FLT1, ERAP1, ERAP2, LNPEP e CRHBP). Utilizando uma abordagem do tipo caso-controle, comparamos as freqüências genotípicas entre mulheres normotensas (controles) e mulheres com pré-eclâmpsia (casos). O grupo dos casos foi dividido de acordo a forma clínica da doença em: pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP. Como resultado pôde-se constatar as seguintes associações genéticas: 1) ACVR2A e pré-eclâmpsia; 2) FLT1 e pré-eclâmpsia grave; 3) ERAP1 e eclâmpsia; 4) FLT1 e síndrome HELLP. Ao estratificar o grupo da pré-eclâmpsia de acordo com a gravidade dos sintomas (pré-eclâmpsia leve ou grave) ou de acordo com o tempo de início dos sintomas (pré-eclâmpsia precoce ou tardia), comprovamos que o grupo pré-eclâmpsia precoce está fortemente associado aos genótipos de risco. Nosso trabalho sugere que a pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP possuem bases genéticas distintas, embora o gene FLT1 pareça estar envolvido na fisiopatologia da pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. 

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  • AMANDA LARISSA MARQUES DE MEDEIROS
  • Caracterização e comparação de genes expressos em ápices meristemáticos de cana-de-açúcar cultivados em SP e RN

  • Orientador : KATIA CASTANHO SCORTECCI
  • Data: 31/08/2010
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  • A cana-de-açúcar é um modelo devido a sua importância na produção de álcool e açúcar. Diferente de outras plantas modelo, ela apresenta um genoma complexo e muita variação alélica. Foram analisamos por qPCR alguns genes identificados anteriormente por bibliotecas SAGE produzidas a partir de ápices meristemáticos de cana-de-açúcar de genótipos tardio e precoce quanto ao florescimento, cultivados no estado de São Paulo. A expressão para esses cDNAs prospectados foi analisado também utilizando as coletadas no estado do Rio Grande do Norte. Esses resultados mostraram que os genes apresentavam expressão diferencial apenas para os genótipos cultivados em São Paulo. Dos cDNAs identificados, dois cDNAs, 14-3-3 e CYP, foram escolhidos para uma análise in silico e caracterização genética por terem sido identificados tanto por bibliotecas SAGE como subtrativas utilizando o material crescido nos estados de SP e RN. Árvores filogenéticas mostraram a relação evolutiva entre as sequências. Além disso, dados de qPCR  para 14-3-3 mostram um possível papel inibidor de floração nas condições do RN e foi atribuído também um possível papel indutor para a CYP51. Considerando os resultados apresentados, podemos inferir que alguns destes genes podem ser utilizados como marcadores moleculares para o melhoramento classico.

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  • ALMINO AFONSO DE OLIVEIRA PAIVA
  • AVALIAÇÃO DE UMA FRAÇÃO POLISSACARÍDICA DA ALGA Lobophora variegata (Lamouroux) EM MODELO DE ARTRITE INDUZIDA EM RATOS POR ZYMOSAN 

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 13/09/2010
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  • Fucanas de Lobophora variegata são conhecidas por suas  estruras químicas e propiedades biológicas. Nesse estudo, analizou-se a ação terapêutica de fucanas de L. variegata e suas frações purificadas com acetona na artrite induzida por Zymosan. Grupos de fucanas foram obtidas depois do fracionamento com acetona e nomeados F0.3 (2,1%), F0.5 (2.7%), F 0,8 (16,5), F1 (51,9%), F1,5 (25,3%) e F2 (1%). Os resultados mostraram que a fração F1 apresentou alto rendimento e foi escolhida para estudos da atividade antioxidante e artrite induzida. A ressonância magnética nuclear (RMN) de 13C cujos sinais a 103,3 e 15,78 ppm são atribuidos ás ligações [UTF-8?]β1à3 da galactose e metil do C6 da fucose, respectivamente. O infravermelho (IV) mostrou absorbância a 1238 e 850 cm-1 são atribuidas ao sulfato. A fração F1 apresentou atividades antioxidantes in vitro. A fração F1 (25, 50 e 75 mg/kg i.p, por peso corporal), diclofenaco de sódio (5 mg/kg i.p.) e L-NAME (25 mg/kg i.p.) foi administrada em diferentes grupos de animais (n=6) para análise de parâmetros inflamatórios. Depois de 6 h, foram realizadas análises de influxo celular e níveis de nitrito. Depois de 96 h, foram efetuadas analises de edema e [UTF-8?]TNF-α sérico em adição a análises histopatológicas. A fração F1 (25, 50 e 75 mg/kg i.p.) reduziram o influxo celular (52,1 [UTF-8?]– 96,7%) e os níveis óxido nítrico (27,2 [UTF-8?]– 39%) em relação ao grupo controle. A redução do edema (63,4 - 100%) e [UTF-8?]TNF-α sérico (p < 0,001) foram observadas quando administrado o polissacarídeo F1 (50 mg/kg) Esses resultados sugerem que essas heterofucanas de Lobophora variegata possuem além da atividade antioxidante, potencial atividade anti-inflamatória na artrite induzida por zymosan, promovendo, assim, modulação no estado redox celular.

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  • LEONARDO AUGUSTO REGO DE SOUZA
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E EFEITOS DE FRAÇÕES POLISSACARÍDICAS DA ALGA Amansia multifida NA COAGULAÇÃO, INFLAMAÇÃO, RADICAIS LIVRES E VIABILIDADE CELULAR.

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 17/09/2010
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  • Galactanas são polissacarídeos sulfatados presentes na parede celular de algas vermelhas. Carragenanas são galactanas bem conhecidas na indústria de alimentos como polissacarídeos gelificantes e para induzir o processo inflamatório em roedores como modelo animal. A extração de polissacarídeos de A. multifida foi realizada por proteólise e precipitação em diferentes volumes de acetona, que produziu três frações (F1, F2, e FT). Análises químicas e espectroscópicas revelaram que essas frações são predominantemente galactanas sulfatados. Resultados dos ensaios de atividade antioxidante mostraram que todas essas frações apresentam atividade antioxidante e que esteve associada ao teor de sulfato na análise da redução da potência e capacidade antioxidante total. No entanto, estas frações não foram eficazes contra a peroxidação lipídica. A fração FT apresentou maior atividade no teste de APTT a 200 mg (> 240 s). A avaliação da atividade hemolítica mostrou que a fração FT tem a melhor atividade, aumentando a lise pelo sistema complemento para 42,3% (50 mg). A fração FT apresentou o melhor rendimento, atividade anticoagulante e hemolítica entre as três frações e por isso foi escolhido para os estudos in vivo. A avaliação da inflamação com a fração FT (50 mg / kg MB) mostrou que a migração celular e a produção de IL-6 aumentaram 670,1% e 531,8%, respectivamente. Estes resultados confirmam a sua utilização como indutor de inflamação em modelo animal. resultados do teste de citotoxicidade mostraram que todas as frações têm efeitos tóxicos nas células 3T3 e HeLa após a exposição de 48 horas, exceto quando 100 mg para os F1 e FT foram utilizados. Estes resultados levantam a discussão se estes polissacarídeos devem ser usados como aditivo em alimentos, cosméticos e medicamentos.

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  • ACARIZIA EDUARDO DA SILVA
  • MODULAÇÃO DA EXPRESSÃO DA PROTEÍNA XPA EM RESPOSTA AO TRATAMENTO COM AZUL DE METILENO FOTOSSENSIBILIZADO

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 06/10/2010
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  • Espécies reativas de oxigênio (EROs) apresentam efeitos tóxicos e carcinogênicos e estão associadas ao envelhecimento e à processos de transformação ou morte celular. Entre as EROs, o oxigênio singlete (1O2) é utilizado na terapia fotodinâmica (TFD) por possuir a capacidade de induzir a morte de células tumorais.  Danos oxidativos no DNA são reparados principalmente pela via de reparo por excisão de base (BER), apesar de ter sido relatado o envolvimento de fatores do reparo por excisão de nucleotídeo (NER), como a proteína Xeroderma Pigmentoso do grupo de complementação A (XPA). Nesse contexto, foi investigada a viabilidade celular, os danos ao DNA e a expressão de XPA após a exposição de linhagens celulares deficientes e proficientes em XPA ao 1O2 gerado pela fotossensibilização do azul de metileno. Nossos resultados mostraram que a complementação de XPA leva a um aumento na resistência ao tratamento, além de haver acúmulo de danos oxidativos no DNA de células deficientes em XPA. Ainda, o tratamento foi capaz de promover uma modulação na expressão dessa enzima. Esses resultados indicam uma evidência direta do envolvimento de XPA na resposta a danos oxidativos, além de contribuir para um melhor entendimento dos efeitos da terapia fotodinâmica na modulação da expressão gênica.

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  • DAYSE CAROLINE SEVERIANO DA CUNHA
  • Purificação, caracterização e efeitos imunomodulatório e antiproliferativo de uma  lectina do fungoClavaria cristata.

  • Orientador : ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
  • Data: 08/10/2010
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  • Uma lectina de 140,3 kDa foi purificada e caracterizada a partir do extrato protéico do fungo Clavaria cristata. O processo de purificação a partir do extrato bruto do fungo compreendeu uma cromatografia de gel filtração SEPHACRYL S200 e uma cromatografia de troca iônica Resource Q em sistema FPLC-AKTA (Fast Protein Liquid Chromatography). A lectina de C. cristata (CcL) aglutinou todos os tipos de eritrócitos humanos com preferência pelos do tipo [UTF-8?]“Oâ€� tratados com tripsina. A atividade hemaglutinante de CcL se mostrou dependente do íon cálcio e foi fortemente inibida pela glicoproteína mucina bovina (BSM) até a concentração mínima de 0,125 mg/mL. CcL foi estável numa ampla faixa de pH que variou entre 2,5-11,5 e termoestável até 80°C por uma hora. A massa molecular da CcL, determinada por cromatografia de gel filtração Superose 6 10 300 GL em sistema de FPLC-AKTA foi de aproximadamente 140,3 kDa e uma eletroforese SDS-PAGE revelou uma única banda com massa molecular de aproximadamente 14,5 kDa quando a lectina foi aquecida à temperatura de 100â�°C. CcL induziu a ativação de macrófagos murinos in vitro com conseqüente liberação de óxido nítrico atingindo a máxima produção de óxido nítrico no tempo de 24h. Em modelo experimental de edema de pata em camundongos, a lectina do fungo apresentou atividade pró-inflamatória sendo capaz de induzir a formação do edema. A viabilidade celular das linhagens  celulares HepG2, MDA 435 e 3T3 foi analisada após incubação por 72h com concentrações de CcL ( 0,5-50 µg/mL). O valor do IC50 foi obtido com a concentração de CcL de 50µg/mL para linhagem de células HepG2. No presente trabalho, os efeitos imunomodulatórios e antiproliferativos foram observados apontando a CcL como um possível imunomodulador, interferindo na resposta imune de macrófagos levando a possíveis efeitos anti-parasitários, anti-tumorais ou agente diagnósticos e/ou terapêutico.

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  • RAFAEL BARROS GOMES DA CAMARA
  • ATIVIDADES ANTICOAGULANTE E ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS BRUTOS RICOS EM POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DAS MACROALGAS MARINHAS MARRONS Canistrocarpus cervicornis, Dictyota mertensii e Dictyopteris delicatula E DE HETEROFUCANAS DE Canistrocarpus cervicornis

  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 28/10/2010
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  • No presente estudo, extratos brutos ricos em polissacarídeos sulfatados foram obtidos a partir de três espécies de Dictyotales, Canistrocarpus cervicornis, Dictyota mertensii e Dictyopteris delicatula, e suas atividades anticoagulante e antioxidante foram avaliadas. Todos os extratos apresentaram atividade anticoagulante frente ao ensaio de aPTT, mas não sobre o ensaio de PT. Os extratos também exibiram atividade antioxidante total, capacidade em sequestrar radicais superóxido e propriedade de quelar ferro. O extrato obtido a partir de C. cervicornis apresentou os melhores resultados e foi escolhido para ter seus polissacarídeos sulfatados fracionados e subsequentemente analisados. Deste modo, seis frações (CC-0.3, CC-0.5, CC-0.7, CC-1.0, CC-1.2 e CC-2.0) foram obtidas por proteólise seguida de precipitação seqüencial com acetona. Eletroforese em gel de agarose  comprovou a presença de polissacarídeos sulfatados em todas as frações. As análises químicas mostraram que todas as frações apresentam heterofucanas constituídas principalmente por fucose, galactose, ácido glucurônico e sulfato. Nenhuma fração alterou o PT. Entretanto todas as frações foram capazes de dobrar o aPTT de uma maneira dose dependete.  CC- 0.3, CC-0.5, CC-0.7 e CC-1.0 precisaram de apenas 0.010 mg para dobrar o tempo de coagulação, resultado menor em apenas 1,25 vezes ao obtido pela Clexane® (0,008 mg), uma heparina comercial de baixo peso molecular. As heterofucanas apresentaram apreciável capacidade antioxidante total, baixa capacidade em sequestrar radicais hidroxila e uma boa eficiência em sequestrar radicais superóxido (exceto CC-1,0). CC-1.2 mostrou uma capacidade de sequestro de 43.1 % frente a radicais superóxido. Este resultado foi maior do que o apresentado pela mesma concentração de ácido gálico (41,8 %). Além disso, as heterofucanas mostraram uma excelente atividade em quelar ferro (exceto CC-0.3).  CC-0.5, CC-0.7 e CC-1.0 apresentaram as melhores atividades, atingindo 47,0 % de quelação férrica, um resultado apenas 1,8 vezes menor do que o exibido pela mesma concentração de EDTA. Estes resultados indicaram claramente os efeitos benéficos de heterofucanas extraídas de C. cervicornis como potenciais agentes anticoagulante e antioxidante. Entretanto, passos adicionais de purificação, análises estruturais, além de experimentos in vivo, são necessários para que estas fucanas possam vir a ser utilizadas como agentes terapêuticos.

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  • RALFO GOES PACCHIONI
  • Metagenômica Comparativa de solo de regiões de Mata Atlântica e Caatinga do Estado do Rio Grande do Norte - Brasil.

  • Orientador : LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
  • Data: 02/12/2010
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  • Os microorganismos desempenham importantes funções na manutenção dos ecossistemas, o que explica o enorme interesse em compreender as relações existentes entre estes organismos, bem como entre eles e o meio. Estima-se que o número total de células procarióticas na Terra seja entre 4 e 6 x 1030, constituindo um enorme pool biológico e genético a ser explorado. Apesar de atualmente apenas 1% de toda essa riqueza poder ser cultivada por técnicas laboratoriais padrão, ferramentas metagenômicas permitem o acesso ao potencial genômico de amostras ambientais de forma independente de cultivo, e em associação com tecnologias de sequenciamento da terceira geração, a cobertura amostral se torna ainda maior. Solos, em particular, são os maiores reservatórios dessa diversidade, e muitos ambientes importantes ao nosso redor, como os biomas brasileiros Caatinga e Mata Atlântica, são pouco estudados.  Sendo assim, o material genético ambiental de amostras de solo dos biomas Caatinga e Mata Atlântica foi extraído através de técnicas diretas, pirosequenciado, e as seqüências geradas foram analisadas através de programas de bioinformática (MEGAN, MG-RAST e WEBCarma). Perfis taxonômicos comparativos das amostras mostraram que os filos Proteobacteria, Actinobacteria, Acidobacteria e Planctomycetes foram os mais representativos. Em adição, fungos do filo Ascomycota foram identificados predominantemente na amostra de solo de Mata Atlântica. Perfis metabólicos mostraram que, apesar da existência de diferenças ambientais, sequências de ambas as amostras foram inseridas similarmente nos diversos subsistemas funcionais, não indicando funções habitat específicas. Este trabalho, pioneiro em análises taxonômicas e metabólicas comparativas de amostras de solo de biomas brasileiros, contribui para o conhecimento destes sistemas ambientais complexos, até então pouco explorados.

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  • CRISTINA IGLESIAS OTTONI
  • A infecção por Leishmania chagasi infantum altera o metabolismo lipídico do hospedeiro.

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 03/12/2010
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  • A leishmaniose visceral americana (LVA), causada pela Leishmania infantum chagasi (Lic), permanece como um problema de saúde pública no Brasil. A doença cursa com alterações bioquímicas e hematológicas que pode resultar em caquexia e predisposição a infecções secundárias. O metabolismo lipídico pode ser alterado em resposta à infecção, sendo que alguns microorganismos podem induzir estas alterações para algum benefício próprio. Estudos experimentais mostram que o colesterol é necessário para a internalização e replicação de Lic em macrófagos. Este trabalho teve como objetivo avaliar se o metabolismo lipídico sofre alterações em diversos estatus pós-infecção por Lic. Os níveis de colesterol, triglicerídeos, HDL, proteína C reativa foram quantificados. A expressão de genes relacionados ao metabolismo lipídico, como LXR-a, LXR-b, PPAR-a, PPAR-d, PPAR-g e APOE foi determinada por PCR em tempo real. Indivíduos com LVA quando comparados com indivíduos com infecção assintomática apresentaram baixos níveis de colesterol total (128.6 ± 38.65 mg/dl vs. 158.1 ± 39.65 mg/dl, p=0.0002), HDL (30.86 ± 6.13 mg/dl vs. 36.18 ± 10.41 mg/dl, p=0.0280); elevação nos níveis de triglicerídeos (151.0 mg/dl ± 15.32 vs. 87.00 ± 11.87 mg/dl ,p=0.0109) e de proteína C reativa (1.5± 0.65 mg/dl vs. 0.7 ± 0.09 mg/dl; p=0.0005). A expressão de genes envolvidos no metabolismo de lipídos apresentou diminuições de 5,73 vezes em pacientes com LVA, no caso de LXR- α. Para outros genes, como PPAR-γ, esta diminuição de expressão chegou a 56,21 vezes em para pacientes com LVA em relação ao grupo controle. Estes achados corroboram os níveis séricos alterados de lipídios para os indivíduos com LVA. Estes resultados sugerem que a cronicidade da infecção por Leishmania resulta em uma modulação do metabolismo de lipídios, com inibição da síntese de colesterol. Isso pode facilitar a sobrevivência da leishmania, por potencialmente resultar em redução da habilidade dos macrófagos em apresentar antígenos eficientemente para células T frente à redução de colesterol disponível, e isso resulta em uma subversão da imunidade do hospedeiro.

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  • JOAO FIRMINO RODRIGUES NETO
  • PERFIL DE MEMÓRIA E ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS T NA LEISHMANIOSE VISCERAL

  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 03/12/2010
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  • A Leishmaniose visceral (LV) nas Américas é uma doença causada pela espécie Leishmania infantum chagasi (Lic). A forma clínica evolutiva pós-infecção depende da resposta imune do hospedeiro vertebrado, que é geneticamente mediada. Este estudo teve como objetivo avaliar a resposta imune de indivíduos residentes em área endêmica para LV no estado do Rio Grande do Norte, considerando indivíduos com LV em tratamento (n=9), indivíduos curados de LV < 1 ano (n=10) e > 10 anos pós-tratamento (n=9), e indivíduos residentes na área endêmica (n=7) aparentemente não infectados. Este último grupo foi usado como controle de exposição. Células de sangue periférico foram avaliadas em presença e na ausência de antígenos solúveis de Leishmania (SLA) e ex-vivo, para determinação de: 1. ativação; 2. presença de células regulatórias; 3. células de memória.  A parasitemia e anticorpo anti-leishmania foram determinadas, respectivamente, por qPCR e ELISA. Células oriundas de indivíduos com LV em tratamento apresentaram menor ativação celular pós-estímulo com SLA para os marcadores CD4/CD69, CD8/CD69 e para CD8/CD25 quando comparado com LV pós-tratamento (p<0,001). Indivíduos aparentemente não infectados apresentam maior ativação celular que LV sintomático (p<0.001), com exceção do marcador CD8/CD25 (p=0,6662). Por outro lado, na condição ex-vivo, diferenças significativas foram observadas para CD4/CD69, CD8/CD69 e CD8/CD25 devido a uma maior ativação celular presente em células de indivíduos LV sintomáticos (p<0,001).  Indivíduos LV sintomático, ex vivo, apresentam um menor percentual de células de memória (CD4/CD45RO CD8/CD45RO) do que indivíduos com LV pós-tratamento ou controles (p=<0.01). Da mesma forma, indivíduos com LV sintomático apresentam uma menor quantidade de células regulatórias quando estimuladas por SLA [CD4/CD25 (p= 0,0022) e CD4/FOXP3 (p= 0,0016)] e na condição ex-vivo (p=0.0017). Finalmente, pacientes com LV clinicamente recuperados permaneceram com parasitemia, determinado por qPCR, dando suporte à hipótese de cura clínica não estéril para infecção por Leishmania. Pacientes com LV recuperado, mesmo 10 anos pós-tratamento mantêm níveis elevados de células de memória, que pode ser devido à presença de estimulação, seja por re-exposição a Leishmania ou por uma provável cura não estéril.  

2009
Dissertações
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  • RODRIGO OLIVEIRA DE AQUINO
  • "Determinação de motivos de ligação à quitina em vicilinas de Canavalia ensiformis e Vigna unguiculata através de métodos in silico e relação com suas toxicidades para o bruquídeo Callosobruchus maculatus (Coleoptera: Bruchidae)
  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 06/02/2009
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  • A quitina (homopolímero linear contendo resíduos de β-1,4-N-acetil-D-glicosamina (GlcNac) é um importante componente estrutural da parede celular de fungos e exoesqueletos de muitos invertebrados pragas, tais como insetos e nematóides. Em sistemas digestórios de insetos forma uma matriz denominada de membrana peritrófica. Um dos mais estudados modelos de interação proteína-carboidrato é o modelo que envolve as proteínas ligantes à quitina. Dentre os motivos já caracterizados envolvidos nesta interação se destacam o motivo heveína (HD), obtida de Hevea brasiliensis (Seringueira), o motivo R&R consenso (R&R), encontrado em proteínas cuticulares de insetos, e o motivo denominado neste estudo como motivo conglicinina (CD), encontrado na estrutura cristalográfica da β-conglicinina complexada com GlcNac. Estes três motivos de ligação à quitina foram usados para determinar qual(is) deles poderia(m) estar envolvido(s) in silico na interação das vicilinas de Glycine max, Canavalia ensiformis e Vigna unguiculata com quitina, como também associar estes resultados com o WD50 destas vicilinas para larvas de Callosobruchus maculatus. A técnica de modelagem comparativa foi utilizada para construção do modelo 3D da vicilina de V. unguiculata, que não foi encontrada nos bancos de dados. Através do programa ClustalW obteve-se a localização destes domínios na estrutura primária das vicilinas. Os domínios R&R e CD foram encontrados com maior homologia nas seqüências primárias das vicilinas e foram alvos de estudos de interação. Através do programa GRAMM foram obtidos modelos de interação (“dockings”) das vicilinas com GlcNac. Os resultados mostraram que, através de análises in silico, o motivo HD não faz parte da estrutura das vicilinas, comprovando o resultado obtido com o alinhamento das seqüências primárias; o motivo R&R, apesar de não ter semelhança estrutural nas vicilinas, provavelmente tem uma participação na atividade de interação destas com GlcNac; enquanto que o motivo CD participa diretamente na interação das vicilinas com GlcNac. Estes resultados in silico mostram que o número de aminoácidos, os tipos e a quantidade de ligações feitas pelo motivo CD com GlcNac parecem estar diretamente associados ao poder deletério que essas vicilinas possuem para larvas de C. maculatus. Isso pode dar um passo inicial na elucidação de como as vicilinas interagem com quitina in vivo e exercem seu poder tóxico para insetos que possuem membrana peritrófica.
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  • JAILMA ALMEIDA DE LIMA
  • ANÁLISE TOXICOLÓGICA IN VITRO E IN VIVO DE UMA FUCANA ANTITROMBÓTICA DA ALGA MARROM Spatoglossum schröederi
  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 18/06/2009
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  • Fucana é um termo usado para denominar uma família de polissacarídeos sulfatados ricos em L-fucose. São extraídos principalmente da matriz extracelular de algas marrons e equinodermas. A alga marrom Spatoglossum schröederi (Dictyotaceae) possui três heterofucanas nomeadas de fucanas A, B e C. Tem sido proposto o uso de fucanas como alternativas para anticoagulantes. Nosso grupo de pesquisa extraiu uma heterofucana não anticoagulante da alga S. schröederi que tem uma elevada atividade antitrombótica in vivo. No entanto, a sua toxicidade in vitro e in vivo ainda não foi determinada. Para os resultados obtidos na toxicidade in vitro, observou-se que a fucana A nas concentrações de 20, 500 e 1000 μg/placa não mostram atividade mutagênica em teste Kado (Microssuspensão) utilizando a cepas bacterianas TA97a, TA98, TA100 e TA102, com e sem S9. No ensaio do cometa a presença da fucana A não provocou nenhum efeito genotóxico nas concentrações testadas de 20, 500 e 1000 μg/mL. Não houve dano no DNA dessas células, como evidenciado pelo tail lenght e tail moment, sendo semelhantes ao encontrado para o controle negativo. A fucana A da alga Spatoglossum schröederi quando administrada nos animais durante o período de dois meses, não provocou alteração dos parâmetros hematológicos, bioquímicos, morfologia e tamanho dos órgãos analisados. Esse teste não demonstrou que a fucana, na dose que apresenta atividade antitrombótica, apresenta toxicidade. Os dados do trabalho indicam que esta fucana é um composto com potencial farmacológico que não apresenta toxidade, esse fato da segurança para que testes futuros com esse polímero sejam realizados, inclusive testes em humanos.
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  • LIGIA REJANE SIQUEIRA GARCIA
  • AVALIAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO MATERNA COM MEGADOSE DE VITAMINA A SOBRE OS NÍVEIS DE RETINOL E ALFA-TOCOFEROL NO COLOSTRO.
  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 10/08/2009
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  • As vitaminas A e E são reconhecidamente importantes nos estágios iniciais da vida e os recém-nascidos dependem da adequação nutricional do leite materno para suprir suas necessidades. Estas vitaminas compartilham vias de transporte para os tecidos e possíveis efeitos antagônicos têm sido observados em animais após a suplementação com vitamina A. Este trabalho teve como objetivo verificar o efeito da suplementação materna com megadose de vitamina A (200.000 UI) no pós-parto imediato sobre a concentração de alfa-tocoferol no colostro. Parturientes saudáveis atendidas em uma maternidade pública brasileira foram recrutadas para o estudo e divididas em dois grupos: controle (n = 37) e suplementado (n = 36). Amostras de sangue e leite colostro foram coletadas até 12 horas pós-parto. Nas mulheres do grupo suplementado foi administrada a cápsula de vitamina A, e 24 horas após a primeira coleta foi obtida a 2ª amostra de colostro nos dois grupos para análise de retinol e alfa-tocoferol no leite. A concentração média de retinol de 50,7 ± 14,4 μg/dL (Media ± Erro Padrão) e de alfa-tocoferol de 1217,4 ± 959 μg/dL no soro das mulheres indicam estado nutricional adequado nas vitaminas A e E. A suplementação com retinol palmitato resultou em aumento não somente na concentração do retinol no leite colostro do grupo suplementado (p= 0,002), mas também na concentração do alfa-tocoferol (p = 0,04), alterando de 1456,6 ± 1095,8 μg/dL para 1804,3 ± 1432,0 μg/dL (leite 0 e 24 respectivamente) em relação ao valores no grupo controle, 984,6 ± 750,0 μg/dL e 1175,0 ± 730,8 μg/dL. As parturientes apresentaram diferentes respostas à suplementação, influenciada pelos níveis basais de retinol no colostro. Aquelas com níveis prévios baixos de retinol no colostro (< 60 μg/dL) apresentaram aumento na concentração de alfa-tocoferol no leite, enquanto as que tinham níveis adequados (> 60 μg/dL) apresentaram redução após a suplementação. A suplementação com retinol palmitato é uma medida importante na prevenção da deficiência de vitamina A, quando considerado a real necessidade de suplementação materna, visto que o excesso de vitamina pode propiciar interações desfavoráveis entre nutrientes essenciais para o grupo materno-infantil.
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  • ADRIANE TRINDADE MEDEIROS LIMA
  • Avaliação do potencial antioxidante e anti-inflamatório de galactomanana do fungo Tylopilus ballouii

  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 17/12/2009
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  • Polímeros da parede celular de fungos são conhecidos por possuírem muitas atividades biológicas como suas ações antiinflamatórias, antioxidante e antitumoral. Polissacarídeos de diferentes pesos moleculares obtidos de cogumelos podem ativar os leucócitos, estimular a atividade fagocítica, citotóxica e antimicrobiana, incluindo a produção de espécies reativas de oxigênio. No presente estudo, foi investigada a característica química dos polissacarídeos extraídos de Tylopilus ballouii sua atividade antioxidante in vitro e a sua atividade antiinflamatória no modelo de inflamação aguda. Os resultados mostraram que foram extraídos predominantemente polissacarídeos e esses consistiram primariamente de manose e galactose e possui quantidades variáveis de xilose e fucose. As análises de infravermelho mostraram a possível interação entre estes polissacarídeos e proteínas. Além disso, seu peso molecular é de cerca de 140 kDa. A atividade antioxidante foi testada com relação ao “seqüestro” sobre os radicais superóxido e hidroxila, atividade antioxidante total e peroxidação lipídica.  Com relação à inibição da formação dos radicais superóxido e hidroxila, os polissacarídeos atingiram um IC50 de 1,64 e 1,25 mg/ml, respectivamente. Os resultados do ensaio de peroxidação lipídica mostraram que os polissacarídeos de Tylopilus ballouii apresentam um IC50 de 1,65 mg/ml. Além disso, a atividade antiinflamatória mostrou que eles agem reduzindo o edema em 32,8, 42 e 56% nas doses de 30, 50 e 70 mg/kg, respectivamente. Assim, estes resultados podem indicar o possível uso dos polissacarídeos de Tylopilus ballouii como antiinflamatório e antioxidante.

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  • KATRINE BEZERRA CAVALCANTI
  • RESPOSTA IMUNE À SALIVA DE FLEBOTOMÍNEOS (DIPTERA: PSYCHODIDAE) EM INDIVÍDUOS RESIDENTES EM ÁREAS URBANA E PERIURBANA NO NORDESTE DO BRASIL.

  • Orientador : MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
  • Data: 17/12/2009
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  • A Leishmaniose visceral (LV) tem vasta distribuição geográficas nas áreas tropicais e subtropicais do planeta, cujo parasito é um protozoário do gênero Leishmania. Esse patógeno é transmitido aos hospedeiros através da picada do flebotomíneo, juntamente com sua saliva, o que leva resposta imunológica a ambos. No estado do Rio Grande do Norte, 85% da fauna flebotomínica capturada corresponde a Lutzomyia longipalpis, porém o segundo mais abundante, Lutzomyia evandroi, vem merecendo destaque devido ao seu comportamento eclético e ampla distribuição. A exposição de pessoas residentes em área endêmica para a LV ao inseto vetor aumenta grandemente as chances de infecção. O presente trabalho teve como objetivo avaliar aspectos do perfil epidemiológico de LV de área endêmica e não endêmica na Região Metropolitana de Natal, assim como verificar a abundância e flutuação sazonal de espécies de flebotomíneos em dois municípios endêmicos para a LV. Foram realizadas coletas nos municípios de Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, dos quais foram separados grupos de fêmeas para posterior dissecação das glândulas salivares e identificação das espécies. As amostras de sangue utilizadas foram provenientes de indivíduos de dois bairros de Natal onde nunca fora relatado casos de LV e de bairros de Parnamirim que apresentam casos recorrentes de LV. No município de Nísia Floresta, a espécie mais abundante foi Lu. evandroi com 38,39%, seguida de Lu. longipalpis com 36,22%, Lu. walkeri 19,67%, Lu. lenti 3,81%, Lu. wellcomei 1,39% e Lu. whitmani 0,52%. Já em Parnamirim, as proporções foram Lu. walkeri com 73,15%, Lu. evandroi com 10,55%, Lu. wellcomei 7,63%, Lu. longipalpis 6,37%, Lu. whitmani 1,46%, Lu. sordellii 0,52%, Lu. intermedia 0,21 e Lu. shanonni 0,1%. Em ambos municípios foi observado maior abundância de espécies distribuídos nos meses inicias do ano, como Fevereiro e Março. O estudo mostrou que não há diferença na exposição ao vetor da LV entre indivíduos de área endêmica e não endêmica para essa enfermidade. Porém há diferença na exposição de indivíduos entre Lu. longipalpis e Lu. evandroi, confirmando a grandiosa competência vetorial do primeiro. Também foi possível caracterizar como fenótipo mais predominante na população de área endêmica aqueles que apresentavam respostas sorológicas negativas para antígenos de Leishmania e resultado negativo no teste cutâneo de Montenegro (DTH), indicando que boa parte da população está sendo picada por insetos não infectados.

2008
Dissertações
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  • DANIELLE SOARES BEZERRA
  • “AVALIAÇÃO DE MEGADOSES DE RETINOL PALMITATO NO PÓS-PARTO IMEDIATO SOBRE O RETINOL DE PUÉRPERAS ATENDIDAS NO HOSPITAL JOSÉ PEDRO BEZERRA, NATAL-RN”
  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 21/05/2008
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  • A deficiência de vitamina A (DVA) é um grave problema de saúde pública nos países em desenvolvimento e por este motivo têm implementado a suplementação com retinil palmitato como medida terapêutica e profilática. Entretanto, a sua eficácia tem sido questionada. O estudo objetivou avaliar o efeito da suplementação materna com a segunda megadose de retinil palmitato (200.000 UI) no pós-parto, 24horas após a primeira megadose (200.000 UI), sobre os níveis de retinol no leite materno de lactantes saudáveis do hospital Dr. José Pedro Bezerra (Hospital Santa Catarina), Natal - RN. As mulheres recrutadas (n=199) foram distribuídas aleatoriamente em três grupos de estudo e suplementadas com retinil palmitato no pós-parto imediato com dose única de 200.000 UI (grupo S1), dose dupla de 200.000 UI espaçadas de 24h (grupo S2) ou não receberam suplementação (grupo C). Dentre as mulheres originalmente selecionadas, 143 permaneceram até o fim do experimento. O retinol no leite colostro e no leite maduro de 30 dias foi determinado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. No leite colostro, as mulheres dos grupos C, S1 e S2 apresentaram médias de retinol por volume de leite de 94,8 ± 40,2 µg/dL, 92,2 ± 50,0 µg/dL e 91,8 ± 53,7 µg/dL, respectivamente, não sendo encontrada diferença entre estas (p=0,965), o que também ocorreu quando expresso em µg/g gordura (p=0,905). No pós-parto de 30 dias, o retinol por volume de leite diferiu entre o grupo controle (36,6 ± 17,5 µg/dL) e os grupos suplementados com 200.000 UI (51,0 ± 28,8 µg/dL) ou 400.000 UI (55,2 ± 31,6 µg/dL) de retinil palmitato (p<0,05). Porém, quando os dois últimos grupos foram comparados entre si, não foi encontrada diferença (p=0,97). Considerando-se o retinol por grama de gordura, as médias foram 12,7 ± 6,7 µg/g; 15,6 ± 8,3 µg/g e 17,2 ± 8,9 µg/g para os grupos C, S1 e S2, respectivamente, havendo diferença significativa somente entre os grupos S2 e C (p=0,01). A prevalência de deficiência subclínica de Vitamina A revelou um grave problema de saúde pública (31,5%) na população. Analisando-se os grupos separadamente, aquele que recebeu dose dupla (200.000 UI + 200.000 UI) apresentou o menor percentual de DVA (20,7%). As suplementações de 200.000 UI e 400.000 UI de retinil palmitato (dividida em duas doses) no pós-parto imediato, não mostraram diferença significativa. Entretanto, considerando o último tratamento, foi observada uma diminuição da prevalência de DVA. Palavras-chaves: suplementação, pós-parto, vitamina A, leite materno, CLAE.
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  • MICHELINE CRISTIANE ROCHA DE SOUZA
  • ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE FUCANAS E GALACTANAS EXTRAÍDAS DE ALGAS MARINHAS
  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 26/05/2008
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  • Estudos feitos com polissacarídeos de algas têm demonstrado que estes apresentam atividades biológicas e farmacológicas importantes. Recentemente, estes compostos apresentaram atividade “varredora” de radicais livres. Esses radicais têm um papel importante na mediação do processo inflamatório e na patologia de diversas doenças. Essa propriedade “varredora” tem levado alguns pesquisadores a avaliar a capacidade antioxidante de diversos polissacarídeos. Considerando o reduzido número de pesquisas com estes compostos e sabendo-se de seu largo emprego pela indústria farmacêutica e alimentícia, objetivamos neste trabalho, verificar as ações dos polissacarídeos, fucanas e galactanas, como antioxidantes. A atividade antioxidante foi testada em sistemas geradores de radicais superóxidos e hidroxilas, e pela inibição da peroxidação lipídica. Foram analisadas as propriedades antioxidantes dos polissacarídeos: fucanas e galactanas. A primeira é encontrada em algas marrons e as galactanas (carragenanas) em algas vermelhas. As fucanas foram obtidas da alga Padina gymnospora (frações F0,5 e F1,1), comum em nosso litoral, e uma outra fucana, o fucoidan, foi de origem comercial e extraído da alga Fucus vesiculosus. As carragenanas lambda, kappa e iota também foram comerciais. Os resultados obtidos para inibição da formação de radicais superóxidos demonstraram que todas as amostras apresentaram atividade varredora desses radicais. O fucoidan, as frações F0,5 e F1,1 apresentaram IC50 de 0,058; 0,243 e 0,243 mg/mL, respectivamente, enquanto IC50 das carragenanas lambda, kappa e iota foi de 0,046; 0,112 e 0,332 mg/mL, respectivamente. Os resultados para inibição da formação de radicais hidroxilas demonstraram que todas as amostras inibiram a formação destes radicais, exceto a F0,5. Para estes radicais o IC50 foi de 0,157 e 0,353 mg/mL para o fucoidan e F1,1, e de 0,357; 0,335 e 0,281 mg/mL para carragenanas lambda, kappa e iota respectivamente. Todas as amostras foram capazes de inibir a peroxidação lipídica com os IC50 de 1,250, 2,753 e 2,341 mg/mL para o fucoidan, F0,5 e F1,1. Já as carragenanas lambda, kappa e iota apresentaram o IC50 de 2,697, 0,323 e 0,830 mg/mL, respectivamente. Com estes achados, concluímos que os polissacarídeos usados neste estudo apresentam atividade antioxidante, e que o fucoidan e a carragenana lambda exibem uma significante atividade “varredora” para os radicais superóxido e a carragenana kappa uma significante atividade inibitória para a peroxidação lipídica. Palavras-chaves: Polissacarídeos/ Algas/ Radicais Livres/ Atividade antioxidante
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  • ADRIANA DA SILVA BRITO
  • Potencial terapêutico de um heparinóide isolado do invertebrado marinho Litopenaeus vannamei
  • Orientador : SUELY FERREIRA CHAVANTE
  • Data: 13/06/2008
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  • A ocorrência de compostos bioativos em representantes da biodiversidade marinha vem despertando o interesse da indústria farmacêutica. Heparina, um polissacarídeo sulfatado cuja presença já foi identificada em vários invertebrados marinhos, destaca-se por sua extraordinária versatilidade funcional. Além de interferir na coagulação sanguínea, a heparina possui grande potencial antiinflamatório. No entanto, sua forte atividade anticoagulante dificulta o aproveitamento clínico de suas propriedades antiinflamatórias, o que estimula a pesquisa por análogos de heparina com efeitos colaterais reduzidos. Diante disso, este trabalho teve por objetivos avaliar o efeito de um composto semelhante à heparina (heparinóide), isolado do cefalotórax do camarão Litopenaeus vannamei, sobre a resposta inflamatória, hemostasia, coagulação sanguínea e síntese de heparam sulfato antitrombótico pelas células endoteliais, além de estudar alguns aspectos relevantes a cerca de sua estrutura. O heparinóide purificado foi estruturalmente caracterizado seguindo uma abordagem analítica, envolvendo eletroforeses e cromatografias. As análises estruturais mostraram que esse composto possui um elevado conteúdo de resíduos de ácido glucurônico e de dissacarídeos dissulfatados. Ao contrário da heparina de mamíferos, o heparinóide foi incapaz de estimular a síntese de heparam sulfato pelas células endoteliais nas concentrações testadas, além de apresentar atividade anticoagulante in vitro e efeito hemorrágico reduzidos. Em um modelo de inflamação aguda, o composto isolado do camarão reduziu mais de 50% da infiltração celular. Além de reduzir a atividade de MMP-9 e proMMP-2 no lavado peritoneal dos animais inflamados, o heparinóide também reduziu a atividade de MMP-9 secretada por leucócitos humanos ativados. Esses resultados demonstram o potencial do heparinóide de L. vannamei em interferir na resposta inflamatória. Por possuir atividade anticoagulante e efeito hemorrágico reduzidos, esse composto pode servir como um modelo estrutural para direcionar o desenvolvimento de agentes terapêuticos mais específicos para o tratamento de doenças inflamatórias. Palavras-chave: Litopenaeus vannamei. Compostos bioativos. Heparina. Heparinóide. Inflamação.
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  • LISSANDRA SOUZA QUEIROZ
  • AVALIAÇÃO DO EXTRATO DO FUNGO Caripia montagnei E DE AGONISTAS DE PPAR- a NO PROCESSO INFLAMATÓRIO
  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 27/06/2008
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  • Os fungos têm sido objeto de intensa pesquisa, tendo em vista seu elevado potencial de aplicação em diferentes setores da indústria farmacológica e alimentar. Dentre os diversos compostos bioativos de natureza polissacarí­dica presentes nos fungos, as glucanas estão entre os mais pesquisados. Estes são polímeros de glucose amplamente distribuídos na natureza e classificadas conforme o tipo de ligação glicosí­dica [α, β]. Os Receptores Ativados por Proliferadores de Peroxissoma (PPARs) são fatores de transcrição, pertencente à famí­lia de receptores nucleares que se ligam a agonistas específicos e possuem importância no controle do processo inflamatório. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização quí­mica do extrato do fungo Caripia montagnei, avaliar seu efeito antiinflamatório e antibacteriano, além de verificar se este efeito acontece via PPAR. C.montagnei é constituí­do de carboidratos (63.3 ± 0.73%), lipí­deos (21.4± 0.9%) e proteínas (2.2±0.4%). O extrato aquoso resultante do fracionamento desse fungo mostrou ser constituí­do por carboidratos (98.7±0.9%) e proteína (1.3±0.8%). As análises de espectrofotometria de infravermelho e de ressonância magnética nuclear (NMR) demonstraram que o extrato do fungo C. montagnei é rico em β-glucanas. Na peritonite induzida por tioglicolato, o extrato de Caripia montagnei (50 mg/Kg) conseguiu reduzir o processo inflamatório em 65.5± 0.9%, este valor é superior a Wy-14643 (49.3±0.65%), PFOA (48.9±0,69%) e clofibrato (35.2±0,95%), que são agonistas de PPAR-α, e semelhante ao diclofenaco (81.6± 0,79). No edema plantar as glucanas de C. montagnei (50 mg/Kg) e o L-NAME apresentaram redução do edema de forma semelhante, 91.4±1.1% e 92,8±0.9%, respectivamente. O óxido ní­trico (NO), mediadores da inflamação mostrou que em todos os grupos testados houve redução significativa (P<0.001) dos ní­veis de nitrato/nitrito quando comparados ao controle positivo. No ensaio de citotoxicidade as glucanas de C. montagnei não apresentaram toxicidade nas concentrações testadas (2.5, 5.0, 10.0, 20.0 e 40.0 ug/100uL) no período de 4 horas. A atividade antibacteriana (30, 90 e 150 mg/mL) revelou que não houve inibição do crescimento bacteriano. Os resultados obtidos neste trabalho indicam que as glucanas de Caripia montagnei possuem um grande potencial de aplicação como antiinflamatório. Provavelmente este efeito é mediado parcialmente por ativação dos PPARs e por inibição da COX e iNOS. Palavras-chave: Fungo; Atividade Antiinflamatória; Óxido Nítrico; PPAR, Caripia montagnei.
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  • LUDOVICO MIGLIOLO
  • Construção de modelos de interação in silico e in vitro do inibidor do tipo Kunitz de Adenathera pavonina para as enzimas cisteínica (papaína) e serínica (tripsina)
  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 02/07/2008
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  • Os inibidores de proteinases serínicas (IPs) estão extensamente distribuídos na natureza e inibem a atividade enzimática in vitro e in vivo. Estes IPs em sementes de leguminosas compreendem sete famílias, no entanto as famílias Bowman-Birk e do tipo Kunitz são as mais estudadas e representam um papel importante na primeira linha de defesa contra insetos pragas. Alguns inibidores do tipo Kunitz possuem atividades para proteinases serínicas e cisteínicas sendo denominados inibidores bifunctional, como o inibidor ApTKI da semente de Adenanthera pavonina. O inibidor de A. pavonina por apresentar essa característica incomum aos inibidores dessa família foi utilizado para o estudo da interação entre as proteinases serínica (tripsina) e cisteínica (papaína). Para determinar a interação in vitro de ApTKI e as enzimas alvo foram realizada a purificação do inibidor a partir de técnicas cromatográficas e ensaios de inibição. O modelo 3D do inibidor bifuncional ApTKI foi construído pelo programa SWISS-MODEL através da metodologia modelagem comparativa utilizando como molde o inibidor de tripsina de soja (STI, pdb:1ba7) que apresentou 40% de identidade a proteína alvo. A qualidade do modelo foi avaliada pelo programa PROCHECK analisado no mapa de Ramachandran. Para a analise do complexo in silico entre as enzimas alvo e o inibidor foi utilizado o programa HEX 4.5. Estes resultados confirmaram os ensaios inibitórios in vitro, onde ApTKI apresentou a capacidade de inibir simultaneamente tripsina e papaína. Algumas das diferenças observadas nos resíduos do sitio reativo explicam a forte afinidade para tripsina e a fraca para papaína. Palavras Chaves: Adenanthera pavonina, inibidor bifuncional, modelagem comparativa, estudos de interação.
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  • SERGIO RICARDO FERNANDES DE ARAUJO
  • DETERMINANTES GENÉTICOS DA HANSENÍASE EM UMA POPULAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE
  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 25/08/2008
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  • A hanseníase é uma doença milenar que pode causar incapacidades físicas e desfiguramento. Esta doença permanece ainda como um problema de saúde pública em seis países do mundo incluindo o Brasil. Apenas uma fração dos indivíduos expostos a Mycobacterium leprae desenvolvem sintomas característicos da hanseníase. Dados oriundos de várias populações mostram que parte dos fatores relacionados a evolução de infecção para doença é em parte devido a fatores genéticos do hospedeiro que influencia o controle inicial da infecção e a resposta imune. Uma amostra constituída por 215 pacientes de hanseníase e 229 controles foram genotipados através do Snapshot para oito genes localizados na região cromossômica 17q11-q21. As freqüências genotípicas e alélicas foram determinadas e a análise estatística foi feita através do pacote estatístico SPSS versão 15, e Graph Prism Pad versão 4.0. Nossos resultados mostraram que os marcadores NOS2A-277, NOS2A-rs16949, CCR7-rs11574663 e CSF3-rs2227322 apresentam forte associação com a hanseníase e seus genótipos de risco foram GG, TT, AA e GG respectivamente. Nos marcadores NOS2A-277 e CSF3-rs2227322 os genótipos de risco foram os polimórficos e para os marcadores NOS2A-rs16949 e CCR7-rs11574663 o genótipo selvagem foi o genótipo de risco. Os genótipos de risco para todos os marcadores associados à hanseníase apresentaram padrão de recessividade comparado aos outros genótipos. Quando comparamos a interação entre os marcadores em diferentes combinações encontramos que os marcadores NOS2A-277 mais CCR7-rs11574663 apresentaram maior probabilidade de risco no desenvolvimento a hanseníase. A avaliação de haplótipos mostrou o haplótipo CSF3-rs2227322-CC, CCR7-rs11574663-GA, NOS2A-rs16949-CT e NOS2A-277-GA relacionado com a proteção a desenvolver hanseníase. Quando analisamos a distribuição genotípicas dos marcadores estudados entre as formas clínicas paucibacilar e multibacilar foi mostrado que para os marcadores NOS2A-277-GG, CCR7-rs11574663-AA e CSF3-rs2227322-GG havia forte associação com o polo multibacilar enquanto que para o marcador NOS2A-rs16949-TT a estava mais presente na forma paucibacilar. Estes dados validam que o agregado de genes presentes no cromossomo 17 está também relacionado com o risco de desenvolver hanseníase como também com formas clínicas distintas. Estes resultados podem ser comparados com os achados de Jamieson et al., 2004 que encontraram seis SNPs nessa região fortemente associados a tuberculose e que poderiam também ter relação com a hanseníase. Palavras-chave: Polimorfismos, hanseníase, SNP, susceptibilidade genética
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  • VIRGINIA PENELLOPE MACEDO E SILVA
  • PREFERÊNCIA ALIMENTAR E IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS FONTES DE REPASTO SANGÜÍNEO DE FÊMEAS Lutzomyia (DIPTERA: PSYCHODIDAE) EM ÁREAS ENDÊMICAS PARA LEISHMANIOSE VISCERAL NA GRANDE NATAL.
  • Orientador : MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
  • Data: 04/09/2008
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  • As leishmanioses são doenças endêmicas em regiões do Velho e Novo Mundo causadas por protozoários flagelados do gênero Leishmania. No Novo Mundo, a distribuição das diversas formas de leishmaniose é quase que inteiramente intertropical. No Rio Grande do Norte, nordeste do Brasil, 85% da fauna flebotomínica capturada no Estado, corresponde a Lutzomyia longipalpis e sua distribuição se sobrepõe à distribuição da doença estando associada à presença de abrigos de animais domésticos. A exposição de pessoas a esses ambientes aumenta a probabilidade de infecção por diversas espécies de Leishmania. O estudo teve como objetivo avaliar a preferência alimentar de fêmeas do gênero Lutzomyia em condições laboratoriais, observar o ciclo biológico a diferentes temperaturas e identificar as principais fontes de repasto sanguíneo em áreas endêmicas de leishmaniose visceral na Grande Natal. Foram realizadas coletas nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Nísia Floresta dos quais foram separados grupos de fêmeas para manutenção de colônia em laboratório e para avaliação da preferência alimentar em ambiente natural. As fêmeas apresentaram um percentual de preferência alimentar e taxa de oviposição de 97,0% para Cavia porcellus com oviposição de 19 ovos/fêmea; 97,0% para Equus caballus, com 19 ovos/fêmea; 98,0% para sangue humano, com 14 ovos/fêmea; 71,3% em Didelphis albiventris, com 8,4 ovos/fêmea; 73,0% em Gallus gallus, com 14 ovos/fêmea; 86,0% em Canis familiaris, com 10,3 ovos/fêmea; 81,4% em Galea spixii, com 26 ovos/fêmea; 36,0% em Callithrix jachus, com 15 ovos/fêmea; 42,8% para Monodelphis domestica com 0,0% de oviposição. As fêmeas não realizaram repasto sanguíneo em Felis catus. O ciclo de vida de flebotomíneos em laboratório é de 32-40 dias, com taxa de oviposição de aproximadamente 21-50 ovos/fêmea. Foi observado que a 32°C o ciclo biológico é de 31 dias, enquanto que a 28°C este aumenta para 50 dias e a 22°C para 79 dias. Com o aumento da temperatura para 35°C, os ovos não eclodiram, inviabilizando o curso do ciclo biológico. Foi coletado um total de 1.540 flebotomíneos, sendo 1310 machos e 230 fêmeas. A espécie mais encontrada foi Lutzomyia longipalpis com 86,0%, Lutzomyia evandroi 10,5%, Lu. lenti com 3,2% e Lu. whitmani com 0,3%. A relação entre macho e fêmea foi de aproximadamente 6 machos para 1 fêmea. 50,7% das fêmeas coletadas em Nísia Floresta realizaram repasto apenas em peba, 12,8% das fêmeas coletadas em São Gonçalo do Amarante realizaram repasto sanguíneo somente em humanos. Dentre as fêmeas coletadas em São Gonçalo do Amarante, 80 foram analisadas para a infectividade para o kDNA de Leishmania e 5% apresentaram amplificação para o kDNA de Leishmania. Fêmeas de Lutzomyia spp. apresentaram perfil alimentar oportunista. Os parâmetros comportamentais parecem ter uma maior influência na oviposição do que os níveis de proteínas totais encontrados no sangue dos hospedeiros. Uma maior viabilidade do ciclo de Lu. longipalpis foi observada a temperatura de 28°C. A elevação da temperatura reduziu a duração do ciclo biológico, sendo este possivelmente influenciado pela temperatura, fonte de repasto e umidade relativa do ar. Lu. longipalpis foi a espécie mais encontrada em ambiente intra e peridomiciliar. Em Nísia Floresta, os pebas foram a principal fonte de repasto sanguíneo de fêmeas Lutzomyia spp. No município de São Gonçalo do Amarante, os humanos foram a principal fonte de repasto em conseqüência das coletas terem sido realizadas no intradomicílio.
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  • VIDEANNY VIDENOV ALVES DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE RETINOL EM FÍGADOS DE FRANGOS DAS LINHAGENS COBB E ROSS
  • Orientador : ROBERTO DIMENSTEIN
  • Data: 26/09/2008
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  • A ingestão de quantidades adequadas de alimentos, incluindo aqueles ricos em vitaminas, é necessária para uma vida saudável. A carência de vitamina A tem sido caracterizada como um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, entretanto, uma alta ingestão de vitamina A pode resultar em efeitos tóxicos e teratogênicos. Altas concentrações de vitamina A tem sido observadas nos fígados de animais. O objetivo deste trabalho foi avaliar os níveis de retinol nos fígados de frango e verificar o efeito da estocagem sob condições de congelamento sobre esses níveis. Foram utilizados 64 fígados de duas linhagens de frango, Cobb e Ross, provenientes de quatro diferentes propriedades, sendo examinados 32 fígados de cada linhagem (8 amostras de cada propriedade). As amostras de fígado foram homogeneizadas individualmente, em seguida foram retiradas de cada amostra 4 alíquotas. A amostra fresca foi analisada imediatamente após o abate (T0) e as demais alíquotas foram analisadas após 30, 60 e 90 dias de armazenamento a –18oC (T30, T60 e T90, respectivamente). A dosagem de retinol no fígado foi realizada através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. A linhagem da ave influenciou significativamente os níveis de retinol do fígado. O valor médio de retinol nas amostras frescas da linhagem Cobb e Ross foi de 6678,0 ± 1337,4 e 8324,1 ± 1158,5 µg/100g, respectivamente. Valores de 4258 ± 918,7 e 4650,5 ± 1391,7 μg/100g foram encontrados após 90 dias de estocagem para a linhagem Cobb e Ross, respectivamente. O congelamento do fígado causou uma redução significativa nos seus níveis de retinol, ocasionando uma perda de até 44,1% com relação aos fígados frescos. Os fígados de frango apresentaram altas concentrações de retinol, que sofreram redução a partir de 30 dias de congelamento. A ingestão de uma típica porção de 100 g de fígado, independentemente da linhagem do frango, ultrapassa todas as recomendações de consumo e o limite máximo de ingestão tolerável de vitamina A (3000 µg/dia) para adultos. Apesar do fígado ser uma boa alternativa alimentar para a população e uma importante fonte de vitamina A, seu consumo deve ser moderado, especialmente por mulheres em período gestacional. Palavras-chave: Frango. Fígado. Retinol. Congelamento. CLAE.
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  • ANA CELLY BEZERRA CRUZ PAIVA DOS SANTOS
  • PURIFICAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE BIOINSETICIDA, DE UM INIBIDOR DE TRIPSINA DE SEMENTES DE CATANDUVA (Piptadenia moniliformis)
  • Orientador : MAURICIO PEREIRA DE SALES
  • Data: 20/10/2008
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  • Um inibidor de tripsina da família Kunitz (PmTI) foi purificado de sementes de Piptadenia moniliformis, uma arvore da sub-familia Mimosoideae, através da precipitação com ácido tricloroacético(TCA), cromatografia de afinidade com tripsina acoplada em sepharose, coluna DEAE e Superose 12 em sistema FPLC/AKTA.O inibidor possui massa molecular de 25kDa como confirmado através de SDS-PAGE e de cromatografia de exclusão molecular. A seqüência do N-terminal desse inibidor mostrou alta homologia com outros inibidores da familia Kunitz. Este também estável as variações de temperatura e pH e apresentou um pequeno decréscimo na sua atividade quando incubado com DTT na concentração de 100mM por 120 minutos. A inibição da tripsina foi tipo competitiva com Ki de 1,57x10-11 M. A atividade da tripsina foi inibida efetivamente com percentual de inibição de 100%, entre as outras enzimas testadas não foi detectada inibição para a bromelaína, foi fracamente inibidor da elastase pancreática(3,17% de inibição)e inibiu em 76,42% elastase de neutrófilos, e inibiu de forma moderada quimotripsina e papaína com percentual de inibição de 42,96% e 23,10%, respectivamente. Ensaios in vitro foram realizados com as proteinases digestivas de Lepidóptera, Coleóptera e Díptera. Vários graus de inibição foram encontrados. Para A. grandis e C. capitata a inibição foi de 89,93% e 70,52%, respectivamente, e as enzimas de Z.subfasciatus e C. maculatus foram inibidas com percentuais de 5,96% e 9,41% respectivamente, e as enzimas de P. interpunctella e C. licus foram inibidas com percentuais de 59,94% e 23,67%, respectivamente. No ensaio in vivo, foi observada redução no desenvolvimento de larvas em 4º instar de C capitata, quando PmTI foi adicionado à dieta artificial, obtendo WD50 de 0,30% e LD50 0,33% . Estes resultados sugerem que este inibidor possa ser um forte candidato para programas de melhoramentos de plantas via transgenia. Palavras-chave: Inibidor de tripsina, Piptadenia moniliformis, Insetos praga, Bioinseticida.
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  • PABLO DE CASTRO SANTOS
  • “Atividade B-D-N-acetilglucosaminidásica de enzimas imobilizadas da Artemia franciscana e possíveis aplicações biotecnológicas
  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 24/10/2008
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  • A b-D-N-acetilglucosaminidase, extraída e parcialmente isolada do crustáceo Artemia franciscana através de precipitação com sulfato de amônio e cromatografia em gel filtração Bio Gel A 1.5m foi imobilizada em Dacron ferromagnético rendendo um derivado insolúvel ativo contendo 5,0 unid/mg de proteína e retendo 10,35% da atividade da enzima solúvel. A b-D-Nacetilglucosaminidase- Dacron ferromagnético foi facilmente removida do meio reacional com o auxílio de um campo magnético e pôde ser reutilizada por dez vezes seguidas sem perda de atividade. O Dacron ferromagnético foi melhor ativado a pH 5,0 As partículas visualizadas no microscópio eletrônico de varredura (MEV) apresentaram diferentes tamanhos, variando entre 721nm e 100μm. O infra vermelho confirmou a imobilização ao suporte, quando exibiu os picos de aminas primárias a 1640 e 1560 cm-1. A enzima imobilizada apresentou Km aparente de 2,32 ± 0,48 mM e atividade ótima a temperatura de 50°C. Ambos apresentaram praticamente a mesma estabilidade térmica da enzima solúvel e maior atividade enzimática no pH 5,5. A b-D-N-acetilglucosaminidase-Dacron ferromagnético apresentou-se sensível a alguns íons como a prata (AgNO3), demonstrando perda de atividade. A atividade b-D-N-acetilglucosaminidasica para cloreto de mercúrio (HgCl2), que é uma das substâncias mais tóxicas encontradas na natureza, apresentou-se diminuída já a 0,01mM e perdeu a atividade total a 4mM, indicando sensibilidade a esse tipo de metal. A enzima ainda demonstrou capacidade degradativa sobre o heparan sulfato, sugerindo uma possível aplicação para produzir fragmentos desse glicosaminoglicano. Palavras chave: b-D-N-acetilglucosaminidase; Imobilização; Enzima; Artemia franciscana; Biotecnologia.
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  • JULIANA MARIA COSTA DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS EXTRAÍDOS DA ANGIOSPERMA MARINHA Halodule wrightii
  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 25/11/2008
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  • Os polissacarídeos sulfatados (PS) são biomoléculas com um grande potencial biotecnológico por apresentarem uma diversidade estrutural e farmacológica muito grande. Poucos são os relatos da existência destes polímeros em vegetais superiores, além disso, ainda não se tem relatos da identificação de atividades antioxidantes e anticoagulantes com PS extraídos destes vegetais. Com o intuito de verificar a presença destes polissacarídeos em angiospermas marinhas conhecidas popularmente como capim do mar, foi coletada a espécie marinha Halodule wrightii. As porções vegetativas (folha, caule e raíz) não foram separadas sendo preparado inicialmente um extrato denominado de extrato bruto (EB). Após descontaminação protéica o material obtido foi chamado de extrato de polissacarídeos totais (EPT). A presença destes polissacarídeos foi investigada e confirmada por análises químicas, espectroscopia de infravermelho e eletroforese em gel de agarose sendo denominados de extrato rico em polissacarídeos sulfatados (EPS). A localização histológica dos PS resultou na presença destes polissacarídeos principalmente na epiderme da porção vegetativa raiz. As análises químicas mostraram que os polissacarídeos contem glicose, galactose, xilose e sulfato na proporção de 1: 0,9: 1: 1 e massa molecular de aproximadamente 11 kDa. Os grupos sulfatos estão provavelmente ligados principalmente em C2. Testes de atividade antioxidante demonstraram que os PS de H. wrightii apresentaram uma capacidade antioxidante total (CAT) que resultou em uma baixa atividade por este método sendo de 15,21 μg equivalentes de ácido ascórbico. Desta forma foi realizada a atividade de seqüestro do radical DPPH que resultou em 41,36%. O seqüestro do íon superóxido também foi realizado e resultou em 32,23% assim como o poder redutor que equivaleu a 50% da atividade da Vit. C. O teste de seqüestro do radical hidroxila assim como a atividade quelante de metal foram baixas sendo menores que 2% e 4% respectivamente. O teste de atividade anticoagulante (aPTT) mostrou que EPS dobra o tempo de coagulação com 20 g, que é apenas 2,5 vezes a quantidade da Clexane® (heparina de baixo peso molecular). Para o tempo de protombina (PT) H.wrightii não apresentou atividade. Os dados indicam que EPS possuem um potencial biotecnológico e que futuras análises se fazem necessárias para confirmarem esse potencial. Palavras-chaves: capim do mar, polissacarídeos sulfatados, atividade antioxidante, atividade anticoagulante, Halodule wrigthii.
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  • LEANDRO SILVA COSTA
  • ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE POLISSACARÍDEOS SULFATADOS EXTRAÍDOS DA ALGA VERMELHA GRACILARIA CAUDATA
  • Orientador : HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • Data: 23/12/2008
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  • Nos últimos anos, os polissacarídeos sulfatados de algas marinhas têm emergido como uma importante classe de biopolímeros naturais com potenciais aplicações farmacológicas. Dentre estas, os polissacarídeos sulfatados de algas vermelhas tem sido extensivamente estudados, principalmente devido seu potencial anticoagulante, antitrombótico, antiinflamatório e antioxidante. Neste estudo, três frações de polissacarídeos sulfatados, denominadas F1,5v, F2,0v e F3,0v, foram extraídas da alga vermelha Gracilaria caudata através de proteólise seguida de fracionamento com acetona. Eletroforese em gel de agarose em Tampão PDA mostrou a presença de polissacarídeos sulfatados em todas as frações. As analises químicas demonstraram que todas as frações são compostas principalmente de galactose. Esses compostos foram testados para as atividades anticoagulante, antioxidante e antiproliferativa. Na atividade anticoagulante avaliada através de kits comerciais de aPTT e PT, nenhuma das frações apresentou atividade nas concentrações testadas (0,1; 0,5 e 1,0 mg/mL). A atividade antioxidante das frações polissacarídicas foi avaliada através de diversos ensaios in vitro: Capacidade antioxidante total, seqüestro de radical superóxido e hidroxila, quelação férrica e poder redutor. As frações apresentaram diferentes níveis de atividade antioxidante nos sistemas testados. A fração F1,5v apresentou a maior atividade antioxidante, principalmente no ensaio de quelação férrica, com cerca de 70% de inibição na concentração de 1,0 mg/mL. Finalmente, todas as frações apresentaram atividade antiproliferativa dose-dependente frente a linhagem celular tumoral HeLa. As frações F1,5v e F2,0v apresentaram as maiores atividades antiproliferativa na concentração de 2,0 mg/mL, com 42.7% and 37.0% de inibição da proliferação celular em relação ao controle. Nossos resultados sugerem que os polissacarideos sulfatados de G. caudata são promissores fármacos na terapia antioxidante e/ou antiproliferativa. Palavras chave: Algas vermelhas; atividades biológicas; radicais livres; Células HeLa.
2007
Dissertações
1
  • ANGELA PARDO CABRAL
  • "Influência de fatores ambientais na leishmaniose visceral no Rio Grande do Norte”
  • Orientador : SELMA MARIA BEZERRA JERONIMO
  • Data: 23/10/2007
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  • A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença endêmica em algumas regiões do Brasil causada pelo protozoário Leishmania chagasi, sendo transmitida por vetor, o flebotomíneo, Lutzomyia longipalpis. Em virtude da expansão da doença no Rio Grande do Norte, é necessário avaliar os fatores ambientais determinantes na proliferação do vetor para melhor controle. Foram analisadas as variáveis pluviométricas e sociais utilizando a regressão espacial com dois modelos. Para as variáveis ambientais do Zoneamento Agroecológico do Nordeste e as analisadas nos municípios de Natal, Extremoz, Nísia Floresta, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu, Parnamirim e Macaíba, onde foram georeferenciadas 205 casas, utilizando-se o coeficiente de Pearson e também o qui-quadrado para as primeiras. Os resultados mostraram que alta pluviosidade, relevo plano, a presença de floresta, o clima tropical úmido as atividades de produção cultivo de cana de açúcar e fruticultura e a presença de bovinos aumentam o risco da LV. Foi confirmada que há agregação espacial e que fatores ambientais influenciam na LV no Estado.
2005
Dissertações
1
  • CAROLINE ADDISON CARVALHO XAVIER DE MEDEIROS
  • EFEITO DO FUCOIDAM DE fucus vesiculosus EM UM MODELO EXPERIMENTAL DE ARTRITE REUMATÓIDE
  • Orientador : EDDA LISBOA LEITE
  • Data: 11/10/2005
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  • EFEITO DO FUCOIDAM DE fucus vesiculosus EM UM MODELO EXPERIMENTAL DE ARTRITE REUMATÓIDE
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