(Re)escrituras da catábase nas épicas de Virgílio e Sousândrade
catábase; (re)escritura de mitos; comparação diferencial;
Sousândrade; Virgílio.
Presente na literatura há séculos, o mito da catábase é frequentemente atrelado à
literatura do antigo Oriente Próximo e da Antiguidade greco-romana. É possível,
entretanto, identificar mitos escatológicos em outros períodos e lugares, tais como a
literatura brasileira do século XIX. Com isso em vista, este trabalho investigou como
como mitos catabáticos foram (re)escritos nas Geórgicas e na Eneida, de Virgílio
(2004, 2019), e em O Guesa, de Sousândrade (2012). Para tanto, recorreu-se, na
composição deste trabalho, à proposta teórica de Ute Heidmann (2003, 2010, 2015,
2018, 2024), a comparação discursiva, diferencial e dialógica; e aos estudos sobre o
mito da catábase realizados por Eudoro de Sousa (2013) e Ordep Serra (2002).