DISCURSOS DE ÓDIO E RESISTÊNCIA NO SERIADO POSE: UMA ANÁLISE DIALÓGICA DA CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM ELEKTRA EVANGELISTA
Análise Dialógica do Discurso, Discursos de ódio e de resistência, Elektra Evangelista, mulheres trans negras, Pose.
A série Pose, distribuída pela Fox no Brasil e ambientada em Nova York nos anos 1980, retrata a vida de diversas pessoas LGBTQIAPN+, com foco central em mulheres transgêneros negras, mostrando as diversas dificuldades que esse grupo sofre, seja por fatores econômicos ou sociais, afetando diretamente a construção de suas identidades. Sendo assim, a produção audiovisual busca construir debates acerca das desigualdades que essas mulheres vivem na cidade de Nova York, trazendo não só um debate histórico das vivências de transgêneros no período, mas também direitos conquistados por essas mulheres. Com isso, entre várias mulheres transgêneros na série, está Elektra Evangelista, que passa por diversas opressões durante os episódios, que incluem, por exemplo, ser alvo de discursos transfóbicos. Compreendendo a necessidade de levantar discussões sobre a temática no campo da Linguística Aplicada, a presente pesquisa tem como objetivo realizar uma análise acerca dos discursos de ódio e de resistência presentes no seriado e como esses discursos, direcionados a Elektra Evangelista afetam sua identidade dentro dos espaços sociais na qual está inserida na produção audiovisual. Teórico-metodologicamente, a pesquisa se utiliza, principalmente, da Análise Dialógica do Discurso do Círculo de Bakhtin para analisar os discursos de ódio e resistência. Além disso, os estudos queer de Butler (2021) e as discussões acerca da população LGBTQIAPN+ por Quinalha(2022) serão de grande valia. O corpus da pesquisa são, então, as três temporadas da série Pose que juntas somam 26 episódios, onde dentre esses episódios serão recortados discursos acerca da personagem Elektra Evangelista. Os resultados preliminares apontam para a necessidade de uma reflexão sobre a importância do combate às desigualdades de gênero contra a população LGBTQIAPN+, em específico Elektra Evangelista, que é o sujeito central da pesquisa.