Banca de DEFESA: AMANDA PRISCYLLA DIOGO PENHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA PRISCYLLA DIOGO PENHA
DATA : 04/07/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Audotório 3 - Instituto Agora
TÍTULO:

“VESTIDO BRANCO” E “CASACO PRETO”: A REPRESENTAÇÃO DA MORTE VIOLENTA DE MULHERES EM DIFERENTES PERSPECTIVAS NO ROMANCE A FALÊNCIA, E NOS CONTOS “AS ROSAS” E “INCÓGNITA”, DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA


PALAVRAS-CHAVES:

Júlia Lopes de Almeida; Morte Violenta de Mulheres; Literatura de Autoria Feminina; A falência; Ânsia Eterna.


PÁGINAS: 126
RESUMO:

Para Duarte (2022), ainda que as mulheres sejam participantes do cenário da Literatura há um longo período de tempo, a produção literária feminina foi sistematicamente ignorada, inclusive, em diversos casos, é como se nunca tivesse existido. Um exemplo emblemático é Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), escritora brasileira cuja “obra consistente em número e em qualidade” (Muzart, 2015, p.135), não a impediu de ser esquecida pela Crítica. Essa importante intelectual representou a morte violenta de mulheres em alguns de seus textos narrativos, como é o caso do romance A falência (1901), e dos contos “As rosas” e “Incógnita”, presentes na coletânea Ânsia eterna (1903). Assim, este trabalho investiga tal representação, com ênfase na análise do confronto entre as perspectivas feminina e masculina acerca das mortes violentas de mulheres como estratégia narrativa. Nesta pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, adotamos o método close reading definido por Durão (2020), como tendo por traço mais importante a extrema atenção aos “potenciais de significação do texto”, em todas as suas dimensões. Este estudo tem por alicerces teóricos as reflexões de autoras e autores como Beavouir (1970;1967), Safiotti (2004), Bourdieu (2012), Woolf (2024;1990), Lerner (2022), Duarte (2022;2003), Perrot (2005), Salomoni (2005) e Ruffato (2019; 2018); para a interpretação dos elementos formais do texto utilizamos, entre outros, Magalhães (1995), Candido et. al (1987), Leite (2005), Dal Farra (1978) e Chevalier e Gheerbrant (1982). Foi possível observar, através do contraste entre as perspectivas femininas e masculina, revelada predominantemente nos diálogos entre personagens que formam entre si relações de paridade nas narrativas e/ou por meio de foco interno, que a autora realiza uma crítica à violência engendrada pela configuração patriarcal presente em sua época, violência essa que ainda reverbera nos dias atuais, evidenciando que seu efeito não atinge apenas as vítimas diretas dessa violência, mas ecoa por toda a sociedade. Dessa maneira, Júlia Lopes de Almeida, tal qual uma artesã da palavra, molda a experiência feminina de violência em discurso literário e denúncia social.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1803529 - REGINA SIMON DA SILVA
Interno - 1082743 - PEDRO FERNANDES DE OLIVEIRA NETO
Externa à Instituição - NATHALIA OLIVEIRA DE BARROS CARVALHO
Notícia cadastrada em: 13/06/2025 10:15
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