Banca de QUALIFICAÇÃO: AYRTON BRUNO DE MORAIS FERREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AYRTON BRUNO DE MORAIS FERREIRA
DATA : 26/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Via Google Meet
TÍTULO:

IMPACTOS DA RESTRIÇÃO DO SONO E DO TREINAMENTO INTENSIFICADO NA IMUNIDADE DA MUCOSA E NAS RESPOSTAS PSICOFISIOLÓGICAS EM JOVENS ATLETAS DE FUTEBOL


PALAVRAS-CHAVES:

Monitoramento; Treinamento físico; Actigrafia; Adolescente; Recuperação após o exercício.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

O sono insuficiente é prevalente no esporte e pode comprometer a recuperação, com repercussões hormonais e imunológicas. No entanto, a literatura ainda foca em protocolos agudos e apresenta resultados heterogêneos. Esta tese buscou: (1) sintetizar evidências sobre os efeitos do sono insuficiente em biomarcadores de atletas; (2) analisar, em jovens jogadores de futebol, o impacto do treinamento intensificado combinado à restrição de sono sobre a imunidade da mucosa, saúde respiratória, recuperação percebida, tolerância ao estresse e humor; e (3) investigar se o cochilo diurno atenua esses efeitos. O estudo 1 (revisão de escopo) incluiu 11 artigos, revelando que a privação total de sono altera consistentemente o cortisol, enquanto a restrição parcial apresenta respostas variáveis e lacunas em marcadores imunológicos. Os estudos 2 e 3 foram investigações longitudinais em campo (sete semanas), com medidas repetidas em jovens atletas de futebol, contemplando semanas de carga habitual, intensificada e regenerativa. No estudo 2, as concentrações de IgA salivar diminuíram significativamente em ambas as semanas de treinamento intensificado (semana 3: β = -87,41, p = 0,007; semana 5: β = -114,04, p < 0,001). Entretanto, apenas na semana 5, onde houve restrição parcial do sono, essa redução foi acompanhada por aumento da severidade de sintomas do trato respiratório superior (β = 18,75; p = 0,001), aumento da fadiga (χ²(6) = 42,499, p < 0,001), redução do vigor (χ²(6) = 49,422, p < 0,001), comprometimento da recuperação percebida (Δ = -1,19; p < 0,001) e menor tolerância ao estresse (p = 0,001). O Estudo 3 demonstrou que o cochilo diurno mitigou essas respostas negativas. Em conjunto, os achados reforçam a importância do monitoramento integrado do sono e da carga interna e indicam que estratégias práticas de manejo do sono, como o cochilo diurno, podem contribuir para proteger a saúde e a recuperação de atletas em períodos de intensificação da carga de treinamento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1793257 - ARNALDO LUIS MORTATTI
Interno - 3138718 - RICARDO SANTOS OLIVEIRA
Externo à Instituição - ALEXANDRE MOREIRA - USP
Externo à Instituição - BRUNO TEIXEIRA BARBOSA - UFPB
Externa à Instituição - HANNA KAREN MOREIRA ANTUNES - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 11/02/2026 12:12
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