Banca de DEFESA: VICTOR HUGO FARIAS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VICTOR HUGO FARIAS DA SILVA
DATA: 19/06/2013
HORA: 15:00
LOCAL: auditorio de psicologia
TÍTULO:

Estratégias de cuidados por familiares de portadores de transtornos mentais severos residentes na zona rural do alto sertão paraibano


PALAVRAS-CHAVES:

Reforma Psiquiátrica; atenção psicossocial; família; cuidado; zona rural


PÁGINAS: 200
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Na atual configuração da Reforma Psiquiátrica brasileira a família tem papel fundamental no cuidado em saúde mental: co-responsabilização e participação ativa no processo de ressocialização de pessoas portadoras de transtornos mentais severos. Considera-se que o familiar que cuida pode ajudar os usuários tanto nos seus afazeres diários, quanto articulando trajetórias, redes e caminhos que potencializam as conexões sociais. Tal pesquisa foi motivada pelo interesse na temática e pela falta de estudos sobre essa realidade nas zonas rurais. O presente estudo objetivou conhecer os modos de atenção em saúde mental por familiares de portadores de transtornos mentais severos residentes nas zonas rurais do alto sertão paraibano. Metodologicamente trabalhou-se com pesquisa qualitativa estruturada em dois momentos. No primeiro, realizou-se Pesquisa Documental no CAPS II visando identificar: a) usuários que residiam na zona rural e que tinham histórico de pelo menos uma internação psiquiátrica; b) usuários que deixaram de fazer uso do serviço de referência (CAPS II) há pelo menos um ano. O segundo momento foi constituído por visitas domiciliares e entrevistas semi-estruturadas com onze famílias das zonas rurais. Os resultados apontaram um perfil composto por 56 usuários: 30 mulheres e 26 homens com idade entre 50 a 64 anos, solteiros, sem estudos, agricultores e donas de casa, residentes a dez quilômetros do CAPS II e portadores de transtornos mentais severos.  As estratégias e recursos utilizados pelos familiares no cuidado em saúde mental foram: a religião, o trabalho, a medicação e a ajuda dos parentes, vizinhos e comunidade. Os fatores relacionados a não utilização dos serviços substitutivos foram: a falta de internamento no CAPS II, a falta de dinheiro e de transporte. A internação, a prisão domiciliar, a ajuda policial e a religião foram estratégias usadas por familiares como suporte às crises psiquiátricas. Os resultados apontaram para a não resolutividade de cuidado oferecido pela rede de atenção psicossocial e a importância de redirecionamento de práticas alinhadas ao modelo asilar em favor de estratégias psicossociais que visem a ressocialização e a participação comunitária no cuidado em saúde mental.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1744558 - JADER FERREIRA LEITE
Externo à Instituição - JOAO PAULO SALES MACEDO - UFPI
Presidente - 1293170 - MAGDA DINIZ BEZERRA DIMENSTEIN
Externo à Instituição - THELMA MARIA GRISI VELÔSO - UEPB
Notícia cadastrada em: 16/05/2013 10:18
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