Banca de DEFESA: MARIANA MEIRA PIRES SIMONETTI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA MEIRA PIRES SIMONETTI
DATA: 19/04/2013
HORA: 14:30
LOCAL: auditorio de psicologia
TÍTULO:

O ser criança no cenário da infância pós-moderna hiper-realizada.



PALAVRAS-CHAVES:

subjetividade; pós-modernidade; infância; analítica heideggeriana; fenomenologia.


PÁGINAS: 166
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

O século XX, marcado pela consolidação do progresso técnico e científico, lança o homem em um novo cenário, com consequentes repercussões em seus modos de ser. As crianças, seres históricos e ativos, desenvolvem-se nesta conjuntura. Uma parcela desta população insere-se em um contexto que pode ser denominado de infância hiper-realizada, marcado pela realidade virtual, ritmo de vida acelerado, apelo ao consumo, excesso de informações e altas expectativas de desempenho e sucesso. A despeito do lapso temporal, o filósofo Martin Heidegger traz contribuições para uma reflexão sobre a experiência destas crianças a partir da discussão sobre a “Questão da Técnica”. O objetivo deste trabalho é, portanto, compreender, em uma perspectiva heideggeriana, a experiência de algumas crianças que vivem no contexto pós-moderno da infância hiper-realizada. O estudo apresenta um delineamento fenomenológico com enfoque exploratório e compreensivo. A pesquisa contou com oito participantes, com idades entre sete e nove anos, estudantes de escola privada do município do Natal-RN. Para a construção dos dados foram utilizadas estratégias lúdicas, visando uma aproximação do vivido. A partir de uma compreensão fenomenológica, apreende-se que o sentido de ser criança é associado primordialmente ao brincar e estudar. As relações com os pais refletem as mudanças advindas da pós-modernidade, evidenciando-se, em especial, a confusão ante a falta de parâmetros seguros que sirvam de norte no processo educativo e a solidão frente, principalmente, à ausência paterna no cotidiano dos filhos. O salto para o ciberespaço e o advento da cultura do consumo perpassam as vivências da infância, subvertendo as experiências de tempo e espaço. Nas respostas das crianças ao avanço tecnológico evidencia-se, por vezes, o domínio da impropriedade. Em alguns momentos, entretanto, elas parecem questionar a técnica; na descoberta do mundo em que vivem, experimentam as oportunidades que se apresentam, e conseguem relacionar-se com a técnica como possibilidade, e não como necessidade. Assim sendo, ressalta-se a necessidade de abertura para compreender os sentidos de ser criança para aqueles que já nasceram na Era da Técnica, pois, somente assim, será possível encontrar caminhos para uma profícua intervenção no âmbito desta relação. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA MARIA MONTE COELHO FROTA - UFC
Externo ao Programa - 1298984 - CLARA MARIA MELO DOS SANTOS
Interno - 2704485 - MARLOS ALVES BEZERRA
Presidente - 6350812 - SYMONE FERNANDES DE MELO
Notícia cadastrada em: 26/03/2013 11:23
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