Banca de DEFESA: ANA KARINA SILVA AZEVEDO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA KARINA SILVA AZEVEDO
DATA: 22/03/2013
HORA: 14:30
LOCAL: auditorio de psicologia
TÍTULO:

NÃO HÁ VOCÊ SEM MIM: HISTÓRIAS DE MULHERES SOBREVIVENTES DE UMA TENTATIVA DE HOMICÍDIO.


PALAVRAS-CHAVES:

pesquisa fenomenológica, fenomenologia hermenêutica, homicídio seguido de suicídio, violência doméstica.


PÁGINAS: 256
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

O homicídio seguido de suicídio (H/S) tem sido definido como um impactante crime em que uma pessoa tira a vida de outra e depois se mata em até 24 horas. Configura-se como uma violência de gênero, pois os homens são, em maioria, os assassinos e as mulheres, vítimas. Este trabalho tem como objetivo compreender os sentidos da experiência de um H/S, a partir de mulheres que sobreviveram a este ato. Tal estudo configura-se como uma pesquisa fenomenológica-hermenêutica, baseada na ontologia heideggeriana. Foram entrevistadas três sobreviventes de H/S, cujas narrativas permitiram nos aproximarmos dos sentidos presentes nas suas existências. Os depoimentos foram transcritos e interpretados de acordo com o círculo hermenêutico, tal como proposto por Martin Heidegger. A partir das entrevistas das participantes da pesquisa percebemos que tais mulheres construíram sentidos em suas existências, representados no alicerce familiar e pela presença de um marido e de filhos. Projeto este que movia as suas vidas em direção à construção de modos-de-ser. Percebemos a presença da historicidade construindo sentidos para a existência dessas mulheres. Constatamos relatos de uma vivência de relações amorosas caracterizadas por forte ciúme, com a presença de fantasias de traição, e marcadas por um cuidado na relação afetiva que as colocava na posição de objeto de posse dos seus companheiros. Refletimos que tal modo de cuidar restringia a sua existência a ser-para-o-marido. Assim, os sentidos que moviam as suas existências, os quais destinavam os seus caminhos existenciais, era a constituição de uma família, de uma referência para suas vidas, de viverem um amor, e cuidado para com os filhos. Portanto, muito além dos aspectos já conhecidos em estudos sobre a violência contra a mulher, o que fazia essas mulheres continuarem a escolher essa relação era o sentido que elas tinham para a sua existência. Espera-se que este estudo contribua para a construção de um novo olhar acerca da violência contra mulher, tendo como fundamento a fenomenologia hermenêutica heideggeriana. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANO FURTADO HOLANDA - UFPR
Externo ao Programa - 4315427 - ANNE CHRISTINE DAMASIO
Externo à Instituição - BLANCA SUSANA GUEVARA WERLANG - PUC - RS
Presidente - 347529 - ELZA MARIA DO SOCORRO DUTRA
Interno - 1149551 - GEORGIA SIBELE NOGUEIRA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 20/02/2013 16:34
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