Banca de DEFESA: DIOGO RODRIGO BRITO ALVES DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIOGO RODRIGO BRITO ALVES DE SOUSA
DATA: 03/02/2012
HORA: 14:00
LOCAL: LABRATORIO DE PSICOLOGIA
TÍTULO:

A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO(A) NOS NÚCLEOS DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA: BUSCANDO CAMINHOS.


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Núcleo de Apoio a Saúde da Família; Atuação do psicólogo; Atenção Básica em Saúde; Estudo Comparativo; Políticas de Saúde.


PÁGINAS: 140
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

A diversidade dos estudos em saúde relacionados ao papel, a formação e o lugar da Psicologia na Saúde Pública ressaltam que esse é um campo fértil de discussões. A contribuição crítica de alguns desses estudos versa sobre o espaço ocupado pelo psicólogo após a implantação do Programa de Saúde da Família (PSF), que pelas determinações oficiais situou a atuação do psicólogo num grupo auxiliar, de apoio ao programa, e não mais na chamada equipe mínima de saúde da família. Passados mais de 15 anos do início desse processo, o PSF se transforma em Estratégia de Saúde da Família (ESF), assumindo posição central no SUS. Outras instâncias institucionais são criadas e/ou transformadas para dar continuidade à implantação da rede de atenção que tem nas unidades de saúde da família, a porta de entrada dos usuários que mais necessitam de atendimento. Nesse sentido, em 2008, o Ministério da Saúde, por meio de portaria ministerial, regulamenta a implantação dos NASF – Núcleos de Apoio a Saúde da Família, dispositivo de suporte às equipes de saúde da família. É previsto neste, a estruturação de Equipes de Apoio a Saúde da Família (ENASF), de caráter multiprofissional e que trabalhem por uma lógica interdisciplinar e intersetorial, organizando suas ações de apoio tanto no que diz respeito à atenção em saúde, quanto à gestão dos serviços. Nesse arranjo organizativo, o psicólogo se insere como um profissional das equipes mínimas, com a particularidade de ser um dos profissionais priorizados para formação destas. Assim, se houve dissenso no que se referia à participação e contribuição da Psicologia em níveis menos complexos de assistência, como à época do PSF, com os NASF tal profissional passa a figurar nas redes de referência ambulatorial e de apoio psicossocial do SUS. Embora esse espaço pareça promissor, não parecem claras as diretrizes do MS acerca do perfil profissional desejado para atuar nesse nível, haja vista que, no caso da Psicologia, tanto psicólogos clínicos como sociais podem ocupar cargos nos NASF. Considerando a novidade do campo de estudo associada à discussão acerca da contextualização do trabalho do psicólogo no campo das políticas sociais, o presente estudo teve como objetivo geral: a) identificar os elementos que caracterizam os processos de implantação e funcionamento desses Núcleos, tendo como tópicos norteadores desses processos os profissionais envolvidos, as ações e pactuações planejadas e as parcerias desenvolvidas para construção de rede de apoio; e b) investigando como atua o profissional de psicologia inserido na equipes multiprofissional do NASF, compreendendo dentro desta atuação os atravessamentos específicos do referencial político-teórico-metodológico que fundamenta esta e a realização da prática efetiva investigar a atuação dos psicólogos nesses núcleos, baseando-se no processo de implantação dos serviços e na prática efetiva dos profissionais. A metodologia utilizada para tanto consistiu em: a) análise dos documentos oficiais que balizam o funcionamento do serviço; b) observação da dinâmica institucional dos núcleos por breve período de tempo; e c) entrevistas guiadas por roteiros semi-estruturados distintos para os atores em questão do campo de pesquisa: os psicólogos e os gestores/coordenadores dos núcleos. Como amostra, dois municípios do Estado do Rio Grande do Norte (RN) foram escolhidos, por apresentarem maior tempo de instalação e rede de serviços melhor estruturada. Estabeleceu-se a partir dos dados coletados um comparativo dos municípios, relacionando-se as categorias do estudo com a literatura da área, a partir do qual se podem fazer algumas inferências: a) a atuação dos psicólogos entrevistados corrobora com estudos que apontam a prevalência de enfoques tradicionais de atuação da psicologia na saúde pública, não só conflitantes com o contexto em que se inserem, mas opostos as diretrizes do NASF; e b) os processos de trabalho reproduzem as ações de responsabilidade da ESF de forma paralela e isolada, sem configurarem-se as ações de apoio a atenção e a gestão. Dentre outros fatores, aponta-se para a influência do processo de implantação para essa lógica, na medida em que foram direcionadas ações exclusivas de atendimento ambulatorial no início da atuação das ENASF, criando assim uma demanda difícil de ser suprimida, reverberando nas dificuldades atuais das equipes de desenvolverem as ações previstas nos documentos oficiais. Espera-se que o presente estudo contribua para as discussões do campo e para o desenvolvimento de práticas mais coerentes com a realidade sócio-cultural brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA ALAYDE SALDANHA - UFPB
Interno - 1720819 - ILANA LEMOS DE PAIVA
Presidente - 1205730 - ISABEL MARIA FARIAS FERNANDES DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 25/01/2012 14:16
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