Banca de DEFESA: TALITA CARLOS MAIA AMORIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TALITA CARLOS MAIA AMORIM
DATA: 16/09/2011
HORA: 10:00
LOCAL: Laboratório de Psicologia
TÍTULO:

Violência doméstica contra adolescentes:o olhar dos Educadores Sociais


PALAVRAS-CHAVES:

Violência Doméstica, Adolescentes, Educadores Sociais, Políticas Públicas.


PÁGINAS: 140
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

A Violência Doméstica, como uma expressão particular da violência contra adolescentes, constitui fenômeno historicamente construído a partir das relações de poder que perpassam o gênero, a etnia e a classe social, demandando atenção diferenciada. A classificação em uma vala comum do que se entendia por criança e por adolescente sob as doutrinas do direito do menor e da situação irregular resultou, em geral, na elaboração, para o público adolescente, de políticas e de ações fragilizadas e ineficientes no tocante à violência doméstica. Não obstante o Estatuto da Criança e do Adolescente definir com clareza o que se entende por criança e por adolescente, romper com as doutrinas menoristas e adotar a doutrina da proteção integral, ainda se constata pouca orientação para as ações e políticas públicas voltadas ao tema. Tal deficiência contribui para caracterizar a atual prática dos educadores sociais com a violência doméstica, marcada pela ausência de formação específica; por inadequadas condições de trabalho; pela falta de preparo da rede de atendimento. Assim, com o objetivo de iniciar a discussão a respeito de elementos que compõem a prática voltada para essa problemática, o presente estudo se propõe a problematizar a concepção detida pelos educadores sociais que atuam na rede pública de Assistência Social da cidade do Natal/RN, a respeito da temática da violência doméstica contra adolescentes, atentando para itens como sua inserção profissional, sua formação e suas condições de trabalho. Adota-se como referências norteadoras a reflexão calcada na Pedagogia Problematizadora, de Paulo Freire, e na perspectiva sócio-histórica. O procedimento metodológico, de natureza quali-quantitativa, constituiu-se de levantamento censitário e caracterização psicossocial dos educadores junto às Secretarias Municipal e Estadual de Assistência; da aplicação de questionário aos educadores, composto por questões abertas e fechadas; e da observação e registro em diário de campo das atividades de trabalho deles. Dos 111 profissionais da rede, 64 responderam ao questionário, o que representa mais de 50% do total. A caracterização psicossocial apresenta dados como a predominância de uma baixa renda familiar e de profissionais do sexo feminino; a observação permitiu identificar que o fazer profissional não tem um parâmetro técnico, sendo as atividades realizadas de acordo com as representações de cada profissional a respeito do trabalho, da problemática e dos adolescentes envolvidos, revelando uma perspectiva individual de ação.  E uma análise preliminar das respostas ao questionário apontou que tais profissionais são submetidos a precárias condições de trabalho, bem como se percebe um relativo desconhecimento acerca da rede de atendimento aos adolescentes em situação de risco e do ECA, tudo isso resultando em concepções marginalizantes, restritas e deturpadas a respeito da violência doméstica contra adolescentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2177480 - HERCULANO RICARDO CAMPOS
Externo à Instituição - MARIA DE FÁTIMA PEREIRA ALBERTO - UFPB
Externo ao Programa - 1674668 - MARIA REGINA DE AVILA MOREIRA
Notícia cadastrada em: 14/09/2011 09:59
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