Banca de DEFESA: MUNIQUE THERENSE COSTA DE MORAIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: MUNIQUE THERENSE COSTA DE MORAIS

DATA: 29/04/2011

HORA: 09:00

LOCAL: Auditório D (2º. Andar do CCHLA)

TÍTULO:

OS SIGNIFICADOS DE LUDOTERAPIA PARA AS PROTAGONISTAS DO PROCESSO: CRIANÇAS EM ATENDIMENTO


PALAVRAS-CHAVES:

psicoterapia; infância; Fenomenologia


PÁGINAS: 185

GRANDE ÁREA: Ciências Humanas

ÁREA: Psicologia

RESUMO:

A Ludoterapia, numa perspectiva Fenomenológico-Existencial, é concebida como um processo psicoterapêutico em que a escuta e a fala, mediadas pelo brincar, possibilitam à criança lidar com o seu sofrimento. Este estudo surge diante da necessidade de ampliar a compreensão acerca desta modalidade de intervenção clínica, enfatizando, para tal, o discurso das protagonistas do processo: crianças em terapia. Objetiva-se compreender a Ludoterapia a partir da perspectiva infantil, conhecendo os significados atribuídos ao processo terapêutico, ao psicólogo e à participação das crianças nos atendimentos clínicos. As principais ideias que fundamentam a pesquisa são apresentadas em três capítulos teóricos que abordam, respectivamente, o sofrimento infantil e a demanda por psicoterapia, a psicologia clínica Fenomenológico-Existencial e a psicoterapia para crianças, no Brasil, no âmbito desta abordagem teórico-metodológica. O estudo é qualitativo, de base fenomenológica, e as participantes, seis crianças na faixa etária entre seis e dez anos, em atendimento ludoterápico há no mínimo seis meses, indicadas pelos próprios terapeutas. Na construção do corpus da pesquisa foram realizadas entrevistas semiestruturadas individuais com mediação de suportes expressivos (caixa lúdica e mala de figuras), utilizada uma história incompleta sobre a ida de uma criança à terapia e solicitada a elaboração de um recado a ser transmitido a uma criança que irá ao psicólogo. A análise dos dados foi pautada na variante do método fenomenológico proposta por Amedeo Giorgi. Os resultados revelam um desconhecimento prévio da atividade do psicólogo por parte de crianças encaminhadas à Ludoterapia, as quais, frente à falta de informações, desenvolvem fantasias acerca desta modalidade de intervenção. Tais conteúdos mostram-se condizentes com os significados historicamente atribuídos à psicologia clínica,  envolvendo ideias de normalidade e culpabilidade.  Os significados associados aos motivos para um encaminhamento ao psicólogo evidenciam o conflito “ser um problema versus ter um problema”, e uma concepção de psicologia clínica elitizada. As características do processo terapêutico, como as especificidades da relação cliente-terapeuta e a noção de liberdade, são compreendidas pelas crianças. Elas demonstram, ainda, notável prazer no processo terapêutico. Por fim, conclui-se que os significados que as crianças conferem à Ludoterapia mostram-se coerentes com o proposto na literatura sobre o processo psicoterapêutico infantil na perspectiva Fenomenológico-Existencial. Outrossim, ao dar voz às protagonistas do processo ludoterápico, evidencia-se a relevância tanto da experiência vivida pelas crianças no setting terapêutico, quanto dos significados atribuídos por estas ao processo que, transpostos da vivência como clientes para o campo reflexivo, propiciam avanços no tocante à compreensão da psicoterapia infantil e apontam a necessidade de novos estudos com crianças sobre tal temática.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1298984 - CLARA MARIA MELO DOS SANTOS
Presidente - 6350812 - SYMONE FERNANDES DE MELO
Externo à Instituição - VERA ENGLER CURY - PUC - SP
Notícia cadastrada em: 28/04/2011 10:19
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