Banca de DEFESA: ANDRESSA VERAS DE CARVALHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRESSA VERAS DE CARVALHO
DATA : 18/08/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Laboratório de Psicologia/UFRN e Sala virtual: https://meet.google.com/eje-vksu-xhm
TÍTULO:

DISPUTAS DISCURSIVAS EM TORNO DA NOMEAÇÃO QUILOMBOLA


PALAVRAS-CHAVES:

comunidades quilombolas; práticas discursivas; análise de documentos


PÁGINAS: 160
RESUMO:

A presente tese versa sobre a produção discursiva em torno da nomeação quilombola. O

reconhecimento de sujeitos e comunidades quilombolas têm sido marcado por disputas que

envolvem especialmente a questão da demarcação de terras e regularização fundiária no Brasil

e os grandes projetos desenvolvimentistas. Defendemos que as discursividades construídas em

torno da categoria quilombola a partir dos diferentes posicionamentos assumidos concorrem

para (re)produzir diferentes versões acerca dessa categoria. Para isso, a partir da Análise Crítica

do Discurso, analisamos documentos de domínio público enquanto incidentes críticos que

permitiram visualizar a controvérsia produzida em torno do reconhecimento de sujeitos e

comunidades quilombolas, identificando vozes, posicionamentos e repertórios mobilizados. Foi

possível identificar duas matrizes discursivas: 1) histórica/arqueológica; e 2)

plural/heterogênea. A primeira, que reforça a historiografia oficial e contribui para o

apagamento das trajetórias das comunidades negras no pós-abolição, é defendida

principalmente por grupos contrários à demarcação de terras, geralmente ligados ao

agronegócio e ao latifúndio. Essa matriz retroalimenta o racismo e fortalece a estrutura social

de exclusão e desigualdades vivida pelas comunidades quilombolas. Já para a emergência da

segunda matriz, foi importante a atuação política de comunidades negras rurais, em diálogo

com antropólogos(as), e a construção de um movimento social quilombola, o que favoreceu a

produção de um novo léxico a partir de noções como grupo étnico, uso comum da terra e

território. Essa matriz reconhece a diversidade de experiências em torno da ideia de quilombo,

enfrentando o silenciamento histórico vivido pelas comunidades e permitindo a criação de

políticas públicas voltadas para a garantia de direitos e emancipação social.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ROSEANE AMORIM DA SILVA - UFRPE
Externa à Instituição - JULIANA DA SILVA NÓBREGA - UNIR
Externo à Instituição - SAULO LUDERS FERNANDES - UFAL
Presidente - 1744558 - JADER FERREIRA LEITE
Externo à Instituição - JORGE LUIZ CARDOSO LYRA DA FONSECA - UFPE
Notícia cadastrada em: 31/07/2023 14:49
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