Banca de DEFESA: MICHELE NOBRE BORGES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELE NOBRE BORGES
DATA : 29/09/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Laboratório de Psicologia
TÍTULO:

Compreendendo a vivência do parto domiciliar planejado e as implicações para um cuidado humanizado


PALAVRAS-CHAVES:

parto domiciliar planejado, cuidado, parto, humanização, protagonismo


PÁGINAS: 215
RESUMO:
No Brasil, cerca de 98% dos nascimentos acontecem em instituições de saúde e uma parcela da pequena quantidade de partos que ocorrem fora das instituições de saúde são provenientes de nascimentos de urgência. Existe também uma crescente quantidade de partos domiciliares planejados no qual as mulheres buscam resgatar nessa experiência uma assistência e cuidado focados na autonomia, protagonismo, individualidade e privacidade de cada mulher. No Brasil, essa modalidade de parto ainda é tratada com muito preconceito, tanto por profissionais da saúde quanto pela sociedade. Diante desse contexto, essa dissertação teve como objetivo principal compreender a experiência de mulheres que optaram pelo parto domiciliar planejado na cidade de Natal/RN a fim de subsidiar contribuições para um cuidado humanizado. Foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa. As participantes do estudo foram 5 mulheres e tivemos como instrumentos de acesso ao universo das colaboradoras a entrevista narrativa e a oficina com uso de cenas e brasões. Para análise e interpretação das narrativas recorreremos ao método de interpretação de sentidos baseando-se em princípios da hermenêutica gadameriana. A partir do diálogo com as narrativas chegamos aos seguintes eixos temáticos que compõem três capítulos: 1) “A escolha pelo parto domiciliar planejado: Entre o desejo de um parto humanizado aos medos e apoios” no qual foi possível identificar que essa decisão está ancorada principalmente no desejo de vivenciar um parto humanizado, que para elas significa obter o respeito em todo o processo da escolha, que por sua vez implica na construção de conhecimentos e protagonismos da mulher, do casal e de uma rede de apoio. 2) “Os preparativos para a boa hora” onde elas narraram alguns medos e dificuldades relacionados à escolha pelo parto domiciliar no que diz respeito à questão financeira e medo da equipe hospitalar. Ainda sobre esses preparativos foi possível conhecer de que maneira se deu a escolha da equipe que as acompanharam durante parto, evidenciando que essa escolha foi motivada por questões relacionadas à formação técnica e envolvimento afetivo e 3) “Chegou a hora”, capítulo no qual as colaboradoras retratam a vivência do parto expondo os sentimentos vivenciados, dores físicas e emocionais, os recursos utilizados no cuidado direcionado a elas, a convivência com a equipe escolhida, assim como a expressão da gratidão por ter vivido essa experiência. Acompanhar as narrativas dessas mulheres possibilitou a compreensão do quanto os sofrimentos emocionais agregados ao processo dizem respeito a luta que travam quanto aos preconceitos em torno do PDP. A busca pela humanização do cuidado no parto domiciliar, ou não, passa pelo resgate a autonomia das mulheres, a associação da ciência à sabedoria populare feminina,portanto,um cuidado que alie saberes científicos, sagrados e humanos, onde a escuta respeitosa e responsável sejam os guias. Esse percurso implica em formação acadêmica e humana e o resgate de saberes múltiplos. Espera-seque esse estudo possa contribuir nesse caminhar e que a Psicologia possa ser mais um lugar capaz de a(m)parar o parir de quem pari e está se parindo no processo de parturição. 

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANNATALIA MENESES DE AMORIM GOMES - UECE
Presidente - 1149551 - GEORGIA SIBELE NOGUEIRA DA SILVA
Externo ao Programa - 2644228 - SIMONE DA NOBREGA TOMAZ MOREIRA
Notícia cadastrada em: 31/08/2017 08:26
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