Banca de DEFESA: KARINA CARVALHO VERAS DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARINA CARVALHO VERAS DE SOUZA
DATA : 26/05/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Laboratório de Psicologia
TÍTULO:

Infância(S) e Criança(S) sob o olhar da Psicoterapia: concepções de Estagiárias em Psicologia


PALAVRAS-CHAVES:

Infância, Criança, Clínica psicológica, Sociologia da infância, Análise de Discurso.


PÁGINAS: 210
RESUMO:

Esta pesquisa objetivou descrever e analisar as concepções de infância e criança no contexto da clínica psicológica infantil, para estagiárias de psicologia. Parte do pressuposto em Vygotski, segundo o qual a história do desenvolvimento infantil e o nascimento cultural da criança definem sua condição de ator social. Nessa perspectiva, tomamos o processo psicoterápico como dialógico, no qual a criança produz sentidos acerca do lugar em que foi posta pelo adulto. Na situação de supervisão clínica acadêmica, observamos reiterados argumentos dos estagiários relativos a não saber o que dizer à criança e/ou aos pais; sobretudo diante da divergência entre a queixa relatada pelo adulto e o que a própria criança apresentava. Para investigar o contexto das psicoterapias, realizamos a pesquisa de campo no Serviço de Psicologia de uma universidade. Os participantes foram quatro estagiárias de Psicologia que orientavam suas práticas segundo a concepção histórico cultural. Os instrumentos adotados na construção do corpus da pesquisa foram entrevistas semiestruturadas e registros de prontuários clínicos. A Análise de Discurso, fundamentada nas ideias do Círculo de Bakhtin, foi a ferramenta com a qual analisamos o discurso das estagiárias, resultando no eixo denominado Concepção de criança. Este se dividiu em outros três subeixos: 1. Ser que desperta medo; 2. Criança: mobilização peculiar e 3. Ser criança x Ser adulto. Concluímos que a concepção de criança na clínica permanece referenciada pelo discurso do adulto sobre ela. Nesse sentido, a linguagem da criança; sua compreensão da realidade, a forma de estabelecer relações, os modos de interação com o outro e modalidades de sofrimento psíquico foram tomados numa referência marcadamente inferior em relação ao que o adulto pode apresentar quanto aos mesmos aspectos. Desse modo, é preciso reconhecer que a criança tem uma vivência e que é esta que deve orientar, prioritariamente, os processos de intervenção na relação psicoterápica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARMEM VIRGINIA MORAES DA SILVA - UESB
Externo à Instituição - FLÁVIA MOURA DE MOURA - UFPB
Externo à Instituição - MARIA APARECIDA DE FRANCA GOMES - UnP
Presidente - 019.798.458-40 - ROSANGELA FRANCISCHINI - UNICAMP
Externo ao Programa - 6350812 - SYMONE FERNANDES DE MELO
Notícia cadastrada em: 20/04/2017 08:16
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