Banca de DEFESA: ANNA CAROLINA VIDAL MATOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANNA CAROLINA VIDAL MATOS
DATA : 12/07/2016
HORA: 14:30
LOCAL: a definir
TÍTULO:

A ATUAÇÃO DOS CONSULTÓRIOS NA RUA (CnaR) E A ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA.


PALAVRAS-CHAVES:

Consultório na rua; População em situação de rua; questão social; direito à saúde; Atenção Básica


PÁGINAS: 198
RESUMO:

A presente pesquisa tomou como referência a população em situação de rua como uma manifestação da Questão Social, o que implica um fenômeno gerado a partir de condições históricas, com a mediação de aspectos sociais, econômicos e políticos. Em consequência da organização e das lutas do Movimento Nacional da População de Rua, atualmente, no Brasil, tal fenômeno é abordado pelo Estado como uma questão transversal a várias áreas da gestão pública. Assim, em 2011, surge a Política Nacional Para a População em Situação de Rua, em que foram criados os Consultórios na Rua (CnaR). Estes são equipamentos da atenção básica voltados para a prevenção e promoção de saúde junto à população em situação de rua. Nessa direção, esta pesquisa visou a entender a atuação dos profissionais dos CnaR no município do Natal/RN. O objetivo geral foi analisar a atuação das equipes do CnaR frente às demandas e necessidades de saúde da população em situação de rua do município de Natal/RN. De forma mais específica, pretendeu-se caracterizar as práticas dos profissionais do CnaR; problematizar os limites e as potencialidades desse equipamento na sua relação com a rede de saúde e com a intersetorialidade e; discutir como se dá o acesso ao cuidado integral à saúde da população em situação de rua, por meio das práticas do CnaR. Assim, foram feitas entrevistas semiestruturadas com os profissionais das equipes e, concomitantemente, observação participante e registros em diários de campo a partir do acompanhamento de uma das equipes. Em Natal/RN, existem três equipes do CnaR, localizadas em duas regiões da cidade, sendo elas compostas por 19 profissionais e um coordenador. Participaram das entrevistas 17 profissionais. Foi constatado que as demandas que chegam para as equipes são bastante diversificadas, mas ligadas ao perfil de desassistência e negação de direitos característico dessa população, o que exige uma educação crítica e permanente acerca do fenômeno, algo que foi visto como incipiente. Além disso, o trabalho dos profissionais se dá na direção das práticas voltadas para a inserção dos usuários na rede de saúde, como o matriciamento, e no atendimento às demandas apresentadas no campo, e essas últimas acabam sendo priorizadas por seu volume. A dificuldade de articulação com outros serviços da rede emergiu como uma das mais marcantes da atuação e, junto com o excesso de atividades, foi apresentada como limite para a efetiva inserção dos usuários na rede. Constatou-se também que há uma necessidade de estimular a articulação com parceiros centrais como o NASF e o MNPR. Por fim, é importante ressaltar que entender as práticas dos CnaR permite ampliar o entendimento da construção das políticas sociais para a população em situação de rua, diminuir a invisibilidade e promover a construção de possibilidade de uma transformação na realidade desse público.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1674041 - ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
Presidente - 1205730 - ISABEL MARIA FARIAS FERNANDES DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - MARISTELA DE MELO MORAES - UFCG
Notícia cadastrada em: 21/06/2016 10:33
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