Banca de DEFESA: PEDRO VON SOHSTEN DE MIRANDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PEDRO VON SOHSTEN DE MIRANDA
DATA : 17/06/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório de Psicologia
TÍTULO:

DA GENERALIDADE À SINGULARIDADE: UM ESTUDO ACERCA DO LUGAR DO DIAGNÓSTICO NA PSIQUIATRIA E NA PSICANÁLISE DE FREUD E LACAN.


PALAVRAS-CHAVES:

Diagnóstico; Psiquiatria; Psicanálise; Freud e Lacan


PÁGINAS: 99
RESUMO:

Esta pesquisa parte de um caso clínico no qual o lugar do diagnóstico na vida do sujeito era central. A revisão de literatura quanto ao diagnóstico dirigiu-se tanto para o campo psiquiátrico como psicanalítico, realizada em livros vinculados a temática, bem como artigos, dissertações ou teses nas bases Bvs-Psi, SciELO, LILACS, Portal de Periódicos CAPES. Evidenciou-se, no diagnóstico psiquiátrico, a influência deste nos sistemas epistêmicos que embasam a psiquiatria. Na psicanálise viu-se um deslizamento quanto às abordagens teóricas e clínicas que referem o lugar do diagnóstico. Traçou-se, então, o objetivo de uma pesquisa teórica mais detida sobre tal conceito nas obras de Freud e Lacan. Em Freud, viu-se que a teoria do complexo de Édipo e sua relação com a castração – responsável pela simbolização da falta de representação da diferença sexual no psiquismo – sustenta uma análise diagnóstica em mecanismos distintos usados pelo psiquismo para lidar com essa falta, apresentada pela castração. Na neurose a castração é objeto de recalque, na psicose é objeto de foraclusão e na perversão é objeto de recusa. Em Lacan encontram-se três abordagens: as duas primeiras relacionam as entrevistas preliminares com o diagnóstico de estrutura; apontando a constituição psíquica no engate com o a linguagem. Finaliza-se com o recurso do nó borromeano; este modelo teórico e clínico traz para as bases da constituição do sujeito o enodamento dos registros – R,S,I –  e orienta uma abordagem diagnóstica que não está calcada na primazia do significante. Este é um avanço de Lacan ao inominável campo de gozo do sujeito, no qual os nós são o suporte para pensar a constituição psíquica e o conhecimento psicopatológico. Tal diagnóstico não se funda na psicopatologia clássica, não é dado pelo naming, e sim pela amarração dos registros R, S, I, o nó de cada um. Esta abordagem final de Lacan, quanto ao diagnóstico, nos encaminhou um fértil avanço com a clínica psicanalítica e deixa grandes questões para o savoir-faire da clínica psicanalítica, ainda a ser galgado.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2621064 - CYNARA TEIXEIRA RIBEIRO
Presidente - 6349464 - CYNTHIA PEREIRA DE MEDEIROS
Externo à Instituição - LIÉGE UCHÔA AZEVEDO DE RAAÚJO - SES-PB
Notícia cadastrada em: 02/06/2016 13:07
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