Banca de DEFESA: ANA PAULA SANTOS DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PAULA SANTOS DE MEDEIROS
DATA: 01/04/2016
HORA: 14:00
LOCAL: SALA 622 DO LAB DE PSICOLOGIA
TÍTULO:

Percepções de Apoio Social e Estigma em Pessoas Afetadas pela Hanseníase.


PALAVRAS-CHAVES:

Estigma; Apoio social; Hanseníase; Doenças tropicais negligenciadas; Preconceito.


PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Relatada como uma das doenças mais antigas da humanidade, a hanseníase foi considerada por muito tempo incurável e mutiladora, repleta de mitos e geradora de isolamento daqueles antes chamados leprosos. O estigma da hanseníase provoca impacto que pode afetar o desenvolvimento físico, psicológico, o bem-estar social e econômico. A literatura aponta o apoio social como proteção que resguarda o indivíduo de riscos ocasionados por crises patológicas, sendo essencial para a promoção da saúde. Objetivou-se verificar percepções de apoio social e de estigma em pacientes afetados pela hanseníase. Trata-se de uma pesquisa predominantemente quantitativa, de natureza exploratória e corte transversal com 110 pacientes de dois hospitais. Foram utilizadas Questões sobre estigma, Escala de Apoio Social e Questionário Sociobiodemográfico. A análise contou com ajuda da estatística descritiva e inferencial, e de softwares de processamento estatístico de dados e de análise textual. Os resultados sugerem apoio social satisfatório e apontam associações significativas entre altos escores deste apoio e variáveis como possuir companheiro, praticar atividade grupal, melhor estado de saúde, maior renda e escolaridade; os piores escores foram encontrados envolvendo pacientes multibacilares, com reação hansênica tipo 2, comorbidades, menores renda e escolaridade. A presença de estigma caracterizou-se especialmente por sentimentos negativos sobre si, medo de transmissão, fantasias, comportamento evitativo, de isolamento e de exclusão. A ausência e a baixa escolaridade apareceram como fatores protetivos para o estigma. Evidências apontam para a presença de relação significativa entre percepções de apoio social e estigma, frisando-se o possível fator protetivo do apoio social para a amostra estudada. Sugere-se criação e fortalecimento de estratégias para redução do estigma e dos danos por ele causados, com especial atenção para intervenções junto à pessoa com hanseníase e sua rede de relacionamentos, aqui representada pela família e equipe de saúde. São aconselhados programas que fortaleçam os vínculos sociais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BERNARDINO FERNANDEZ CALVO - UFPB
Presidente - 347027 - EULALIA MARIA CHAVES MAIA
Interno - 1519736 - TATIANA DE LUCENA TORRES
Notícia cadastrada em: 28/03/2016 17:14
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