Banca de DEFESA: KAYNELLY SOUZA DE MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KAYNELLY SOUZA DE MELO
DATA: 04/04/2014
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório de Psicologia
TÍTULO:

Violência Sob o Olhar do Adolescente Autor de Ato Infracional: Reflexões Fenomenológicas


PALAVRAS-CHAVES:

fenomenologia hermenêutica; adolescente; violência; pesquisa fenomenológica; Heidegger.


PÁGINAS: 97
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

O envolvimento de jovens com a violência nos últimos anos, no Brasil, tem aumentado significativamente, bem como o número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas com restrição de liberdade. Entretanto, a literatura mostra a produção incipiente de estudos que abordam o jovem infrator a partir da sua própria experiência. Com base nessas evidências, esta pesquisa teve como objetivo compreender como adolescentes autores de atos infracionais experienciam a violência, sejam como agentes, espectadores ou vítimas, sob a ótica da Analítica Existencial, de Martin Heidegger. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de inspiração fenomenológico-hermenêutica, tendo sido utilizada a narrativa como recurso metodológico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, com dois adolescentes de 16 e 17 anos, egressos de medida socioeducativa de restrição de liberdade. A interpretação das narrativas foi feita a partir dos sentidos que emergiram na experiência relatada e do diálogo entre algumas noções heideggerianas como ser-no-mundo, cuidado e impessoalidade. Os relatos mostraram que a violência está presente desde a infância desses adolescentes, tendo sido presenciada na própria família. Para eles, o comportamento violento representa uma forma de impor respeito e admiração. As experiências podem ser interpretadas como uma expressão das relações entre o ser adolescente e o mundo que caracteriza o seu contexto de vida. Assim, as noções de cuidado, no modo de ocupação, e impessoalidade, são vistas como presentes nas experiências narradas. Com isso concluímos, por hora, que a compreensão dessas experiências únicas de ser adolescentes num contexto de violência, mostrou peculiaridades de duas crianças que não queriam ser um problema social, mas lançados num mundo inóspito e cruel, no qual se mostraram jovens absorvidos e, ao mesmo tempo modificadores, das tramas mais sutis de ser, misturando significações e sentidos num espectro fluido que é o viver. Por fim, esperamos que esta pesquisa possa acrescentar não só aos estudos sobre a violência de jovens, mas também ressaltar a importância de se compreender a violência pelo olhar daqueles que a vivenciam.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA MARIA MONTE COELHO FROTA - UFC
Presidente - 347529 - ELZA MARIA DO SOCORRO DUTRA
Interno - 2704485 - MARLOS ALVES BEZERRA
Notícia cadastrada em: 07/03/2014 16:23
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