Banca de DEFESA: DAIANE DOS SANTOS SOARES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAIANE DOS SANTOS SOARES
DATA: 22/05/2013
HORA: 15:00
LOCAL: Sala do CONSEC/CCS
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA ARGILA ATAPULGITA PARA POTENCIAL USO COMO EXCIPIENTE FARMACÊUTICO EM FORMAS SÓLIDAS


PALAVRAS-CHAVES:

atapulgita, rifampicina, isoniazida, dissolução, compatibilidade, caracterização.


PÁGINAS: 107
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Argilas são materiais naturais, quimicamente inertes, com baixa ou nenhuma toxicidade
e com potencial para atuar como excipiente. A atapulgita é uma argila com
característica hidrofílica e grande área superficial. Assim, este trabalho tem por objetivo
avaliar o uso da atapulgita como excipiente farmacêutico em formas sólidas, utilizando
a rifampicina e a isoniazida como fármacos-modelo. A atapulgita é proveniente do
Estado do Piauí, Nordeste, Brasil. A rifampicina é um fármaco de baixa solubilidade
frequentemente associado à isoniazida para o tratamento da tuberculose. Inicialmente a
atapulgita foi caracterizada por difração de raios-X (DRX), fluorescência de raios-X
(FRX), análise granulométrica, microscopia eletrônica de transmissão (MET) e
varredura (MEV) e determinação da área de superfície específica (BET). As
propriedades reológicas e tecnológicas da argila foram determinadas e comparadas ao
talco, estearato de magnésio e Aerosil 200®. Misturas entre os fármacos e a argila (1:1,
1:2 e 1:1:1), bem como os materiais isolados, foram avaliadas por calorimetria
exploratória diferencial (DSC), análise termogravimétrica (TG) combinada à análise
térmica diferencial (DTA) e espectroscopia na região do infravermelho com
transformada de Fourier (FT- IR). Estudos de dissolução de dispersões sólidas e de
cápsulas contendo os fármacos e a atapulgita foram realizados e comparados ao
emprego de talco e estearato de magnésio. Os resultados mostraram que a atapulgita
apresenta partículas pequenas, com grande área de superfície. Apresentou boas
características reológicas quando comparada ao demais reguladores de fluxo. Não foi
evidenciada interação com os fármacos testados. Entre as dispersões, as misturas com
atapulgita (5%) mostraram maior dissolução dos fármacos em relação a outros
excipientes . O perfil de dissolução da rifampicina foi superior na formulação de
cápsula contendo atapulgita em maior concentração, sendo estatisticamente diferente
nos primeiros minutos. O perfil de dissolução da isoniazida também mostrou-se
estatisticamente diferente nos primeiros minutos, sendo as formulações com atapulgita
as que apresentaram maior dissolução do fármaco, porém em ordem decrescente de
concentração. A argila atapulgita apresenta, portanto, potencial para aplicação como
excipiente em formas farmacêuticas sólidas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1639820 - ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
Externo à Instituição - CÉSAR ANTÔNIO VISERAS IBORRA - UGR
Presidente - 6330567 - TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
Notícia cadastrada em: 20/05/2013 09:36
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