Dissertações/Teses

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2018
Dissertações
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  • MARIA APARECIDA DE ARAUJO PEREIRA
  • NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS SÓLIDAS DE 1,3-DIESTEARIL-2-OLEIL-GLICEROL FUNCIONALIZADAS COM CARGA POSITIVA PARA LIBERAÇÃO MODIFICADA DE PROTEÍNAS

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 15/01/2018
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  • As nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) são sistemas coloidais aplicados como carreadores de fármacos e biomoléculas atuando para o aumento da estabilidade e da capacidade em atravessar as barreiras biológicas. A veiculação de proteínas como constituinte terapêutico em formulações é um grande desafio para a indústria farmacêutica tendo em vista as limitações físico-quimícas desses componentes. No presente estudo, o triglicerídeo 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol (TG1), foi escolhido como matriz lipídica para a obtenção das partículas devido ao seu potencial efeito cicatrizante. O objetivo do presente estudo foi desenvolver e caracterizar NLS a partir do TG1 (NLSTG1) para potencial incorporação de proteínas e biomoléculas. As partículas foram obtidas pelo método de emulsificação com evaporação do solvente e caracterizadas quanto a seu tamanho, polidispersão e potencial zeta utilizando-se a técnica de espalhamento de luz (Dynamic Light Scattering). Foram obtidas com sucesso NLSTG1 catiônicas, estáveis, com tamanhos inferiores a 300 nm, polidispersão na faixa 0,2 e potencial zeta positivo. Análises do infravermelho (FTIR-ATR) comprovaram as interações entre os constituintes nas amostras. Estudos de Microscopia de Força Atômica (AFM) constataram morfologia esférica das partículas. Elevadas concentrações de incorporação de proteína BSA foram alcançadas com as NLSTG1 catiônicas, aproximadamente 98%. A detecção de BSA por eletroforese em gel de Poliacrilamida – (SDS-PAGE) confirmou a presença de BSA nas NLSTG1 e sua eficácia na incorporação. Os ensaios de viabilidade celular comprovaram a biocompatibilidade das NLSTG1 catiônicas e uma diminuição importante da toxicidade da PEI nas nanopartículas funcionalizadas e após a adição de BSA nas NLSTG1. Na liberação in vitro foi observado que as NLSTG1 conseguiram prolongar por mais tempo a liberação da proteína quando comparada a proteína livre, atingindo seu pico máximo de liberação em 6 horas.

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  • RAMON WEYLER DUARTE LEOPOLDINO
  • PROBLEMAS RELACIONADOS A MEDICAMENTOS E FATORES ASSOCIADOS A SUA OCORRÊNCIA EM TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

  • Orientador : ANTONIO MANUEL GOUVEIA DE OLIVEIRA
  • Data: 20/02/2018
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  • Introdução: Problema Relacionado a Medicamento (PRM) é qualquer evento relacionado a farmacoterapia que interfere real ou potencialmente com os desfechos clínicos desejáveis. PRMs são muito comuns em terapia intensiva, porém, são pouco conhecidos em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Objetivo: Caracterizar PRM em terapia intensiva neonatal segundo tipo, causa e condutas farmacêuticas, identificando fatores e medicamentos associados à sua ocorrência. Métodos: Estudo prospectivo observacional na UTIN de um hospital de ensino no Brasil conduzido de janeiro de 2014 a novembro de 2016, baseado nas fichas do serviço de farmácia clínica, sendo excluídos neonatos com tempo de internação< 24 horas e sem medicamentos prescritos. Os PRMs foram classificados segundo o sistema Pharmaceutical Care Network Europe e avaliados quanto a relevância-segurança. Aplicou-se uma análise de regressão logística para identificar fatores e medicamentos associados a PRMs. Resultados: Seiscentos neonatos foram incluídos no estudo com média de idade gestacional de 31,9±4,1 semanas e peso ao nascer de 1.779,4±885.3 g. A incidência de PRM foi de 67,7 casos/1.000 paciente-dias (IC95% 62,0 – 73,4). Efeito sub-ótimo (52,8%) e escolha inapropriada de dose (39,75%) foram, respectivamente, o problema e a causa mais comuns. A maioria das intervenções farmacêuticas foram realizadas a nível de prescrição, sendo mais de 90% aceitas pela equipe da UTIN. Número de medicamentos (OR 1,19; IC95% 1,09 – 1,30), número de condições clínicas (OR 1,17; IC95% 1,01 – 1,37), tempo de internação (OR 1,05; IC95% 1,02 – 1,07) e parto vaginal (OR 1,61; IC95% 1,04-2,50) foram os fatores associados a PRMs. Os medicamentos de alto risco para PRMs foram alprostadil, amicacina, aminofilina, anfotericina, ciprofloxacino, fluconazol, gentamicina, meropenem, fenobarbital e vancomicina. Conclusões: PRMs são muito comuns em UTIN, predominando problemas de tratamento sub-ótimo decorrentes, principalmente da escolha inapropriada da dose.

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  • ÍZOLA MORAIS DE MEDEIROS RAMALHO
  • MICROEMULSÃO CONTENDO CRISINA COM POTENCIAL AÇÃO ANTINOCICEPTIVA

  • Orientador : ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
  • Data: 22/02/2018
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  • A Crisina (5,7-Dihidroxiflavona) pertence a classe flavona de flavonoides. E encontrada naturalmente em mel, propolis, e varias especies de plantas, incluindo especies do genero Pelargonium, Passiflora e da familia Pinaceae. A Crisina (CS) e atualmente comercializada como suplemento dietetico e, como outros flavonoides, tambem exibe diversos efeitos farmacologicos, dentre os quais estao a atividade antinociceptiva e anti-inflamatoria. Entretanto, sua eficacia tem sido limitada devido a sua baixa biodisponibilidade oral. As microemulsoes (ME) sao sistemas de liberacao modificada definidos como sistemas termodinamicamente estaveis e isotropicamente translucidos de dois liquidos imisciveis, usualmente agua e oleo, estabilizados por um filme interfacial de tensoativo, e quando necessario um cotensoativo. Estes sistemas possuem a capacidade de solubilizar compostos hidrofobicos, melhorar absorcao, biodisponibilidade e estabilidade, incrementar a eficacia e reduzir a toxicidade de farmacos incorporados. O objetivo deste trabalho foi a obtencao, caracterizacao de um sistema microemulsionado para incorporacao da CS e avaliacao da atividade antinociceptiva desse. A formulacao obtida atraves de um diagrama de fase ternario foi caracterizada fisico-quimicamente quanto ao pH, condutividade e indice de refracao. Suas caracteristicas estruturais e morfologicas foram analisadas atraves de espalhamento de luz dinamica (DLS) e microscopia de luz polarizada (MLP). Enquanto, a estabilidade da formulacao foi avaliada atraves dos estudos de estresse por centrifugacao, aquecimento-resfriamento e congelamento-descongelamento. O perfil de liberacao in vitro foi determinado utilizando o modelo de celulas de Franz. A avaliacao analgesica foi realizada atraves de um teste comportamental que avalia o aumento do limiar de forca sobre a pata dos camundongos para analisar o reflexo de retirada atraves de um analgesimetro. Alem da determinacao da capacidade de prevencao da formacao de citocinas inflamatorias avaliadas atraves de ELISA imunoensaio. Para isso foi administrada 30 minutos apos a inducao por carragenina a dose de 25mg/kg de CS e MECS. A ME desenvolvida e constituida por 5 % de miristato de isopropila, 55 % de agua e 40 % de LASR, e apresentou pH compativel com a administracao via oral, condutividade condizente com sistemas oleo em agua, alem de comportamento isotropico. A distribuicao de tamanho de goticulas foi do tipo monomodal e homogeneo, com tamanhos medios de goticulas de 170,7 } 5,3 e 158,9 } 26,7 nm, e potencial zeta negativo de -16,1 } 1,9 e -10 } 2,1, para formulacoes com e sem CS, respectivamente. A ME mostrou-se estavel frente aos estresses termicos e por centrifugacao. A liberacao in vitro da MECS obedeceu ao modelo cinetico de ordem zero e preveniu a formacao de citocinas inflamatorias (reducao de TNF ƒ¿ e aumento de IL-10, p<0,01), alem de apresentar atividade antinociceptiva em inflamacao induzida por carragenina (p<0,001). Portanto, pode-se concluir que a veiculacao da CS atraves de um sistema microemulsionado mostrou-se como uma alternativa interessante para expandir o uso desse flavonoide como um farmaco no tratamento da dor inflamatória.

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  • GEOVANA QUIXABEIRA LEITE
  • ANÁLISE TÉRMICA DE HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS: UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 27/02/2018
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  • Os hormônios bioidênticos são compostos que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular dos hormônios humanos endógenos. Os prestadores de cuidados da saúde geralmente prescrevem hormônios para mulheres na menopausa. Um método de análise térmica diferencial foi desenvolvido e validado para determinação do hormônio estradiol bioidêntico. As análises do DTA foram realizadas em uma termobalança da Shimadzu, modelo DTG-60 (simultâneo TG/DTA), sob atmosfera de N2 com 50 mL min-1, utilizando panela de alumínio com cerca de aproximadamente 5 mg de amostra em uma razão de aquecimento de 10 ºC min-1 entre 25- 300 ºC. A validação do método analítico por DTA foi realizada com a determinação da seletividade, curva analítica e linearidade, precisão, limite de detecção e limite de quantificação, exatidão e robustez. Resultados satisfatórios foram obtidos na linearidade com coeficiente de determinação 0,9995, precisão, exatidão e robustez.

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  • WAMBERTO ALRISTENIO MOREIRA DE ALMEIDA
  • DESIGN E SÍNTESE DE DERIVADOS DA RETRONECINA E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE in vivo NO MODELO DE Caenorhabditis elegans PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 27/02/2018
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  • A doenca de Alzheimer (DA) e uma patologia neurodegenerativa multifatorial e a
    forma mais comum de demencia no idoso em todo o mundo. As principais caracteristicas
    patologicas da DA incluem placas beta-amiloides (ƒÀA), emaranhados neurofibrilares
    provenientes da hiperfosforilacao da proteina tau, declinio da funcao colinergica, estresse
    oxidativo e inflamacao. O peptideo ƒÀA e o alvo mais estudado, pois o surgimento das placas
    senis desencadeia os demais processos, ou atua por feedback nestes. O tratamento atual da DA
    e baseado em inibidores da enzima acetilcolinesterase e na Memantina, um antagonista dos
    receptores N-metil-D-Aspartato, contudo os tratamentos sao paliativos, uma vez que nao
    interrompem o curso natural da doenca, por essa razao as novas abordagens sao baseadas em
    farmacos multialvos. Dentre os produtos naturais os alcaloides sao os que mais se destacam
    como fonte de novos farmacos, inclusive, os anticolinesterasicos utilizados no tratamento da
    DA sao alcaloides ou derivados semi-sinteticos destes. O objetivo deste estudo e desenvolver
    novas moleculas a partir da condensacao do nucleo alcaloidico pirrolizidinico a Laminoacidos
    (fenilalanina e triptofano) e avaliar a atividade destas no modelo de
    Caenorhabditis elegans para a DA, isto porque um screening virtual de aminoacidos
    condensados a retronecina (RTN) foi realizado, e as moleculas apresentaram afinidade pela
    enzima acetilcolinesterase (AChE). A Monocrotalina (MCT), molecula de partida para a
    sintese dos derivados, foi isolada a partir das sementes de Crotalaria retusa por meio de
    maceracao em metanol seguida de extracao acido-base, posteriormente a mesma foi
    hidrolisada com hidroxido de bario e o nucleo pirrolizidinico, a Retronecina (RTN), foi obtida
    por isolamento em coluna de alumina basica. A RTN foi halogenada no carbono nove atraves
    de reacao com cloreto de tionila, afim de favorecer reacoes de substituicao nucleofilica nesta
    posicao. Diversas propostas reacionais foram efetuadas objetivando condensar os Laminoacidos
    ao nucleo pirrolizidinicos. Os ensaios biologicos in vivo foram realizados no
    modelo ja bem estabelecido para a DA, Caenorhabditis elegans, um nematoide que expressa
    o peptido ƒÀ-amiloide (ƒÀA) humano no musculo de forma constitutiva, que o leva a uma
    paralisia progressiva, as moleculas foram testadas em 3 concentracoes 10, 50 e 100 ƒÊmol. Os
    animais foram sincronizados pelo metodo de NaClO e no quarto dia foram submetidos a
    temperatura de 35 oC, que acelera o fenotipo de paralisia. Os vermes foram analisados a cada
    hora atraves do toque com a alca de platina, e aqueles que nao moviam a regiao posterior do
    corpo eram quantificados como paralisados. Como padrao utilizou-se a Memantina (MNTN),
    que e o farmaco de escolha para os quadros avancados da DA. A Memantina prolongou o
    tempo de paralisia no animal, o que corrobora com a literatura. A RTN na concentracao de
    100 ƒÊmol reduziu levemente a paralisia nos animais, enquanto que a retronecina clorada
    (RTNCl) nao prolongou o tempo de paralisia nos animais, contudo nao foi toxica a estes
    mesmo em concentracoes de 100 mmol. Os resultados mostram que a RTN e a RTNCl nao
    sao toxicas como seu produto de partida, a Monocrotalina, o que e um indicativo que as
    modificacoes moleculares podem ser uteis para reducao da toxicidade e ampliar os campos de
    atividade biologica para alcaloides pirrolizidinicos. Estruturas quimicas foram propostas para
    os produtos reacionais e espectros complementares foram solicitados.

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  • ARIANE TEIXEIRA DOS SANTOS
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE E DO EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO DO EXTRATO DA CASCA DA CASTANHA DE CAJÚ (Anacardium occientale) NO MODELO DE ARTRITE AGUDA E CRÔNICA EM RATOS

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 28/02/2018
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  • A artrite reumatoide é uma doença autoimune, sua progressão é acompanhada de dor, edema e degeneração óssea. O óleo extraído da casca da castanha de caju (Anacardium occidentale) tem sido alvo de pesquisas recentes motivadas pelo seu potencial efeito biológico. Estudos pré-clínicos já demonstraram evidências de diversas atividades, as quais se destaca seu efeito antioxidante, anti-inflamatório e antitumoral. Diante disso, o presente trabalho buscou isolar e identificar os principais marcadores do extrato, bem como avaliar o efeito anti-inflamatório em modelo in vivo agudo e crônico e a toxicidade deste extrato. A partir do extrato do óleo da casca da castanha de A. occidentale (M3), foi possível isolar três substâncias, sendo caracterizadas como 6-[8(Z),11(Z),14-pentadecatrienil] ácido salicílico, 6-[8(Z),11(Z)-pentadecadienil] ácido salicílico e 6-[8(Z)-pentadecenil]ácido. O pré-tratamento com o extrato M3 (50 e 100 mg/kg; ρ<0,001) revelou uma significativa redução do edema na artrite induzida por zimosam, com consequente diminuição do influxo leucocitário. Além disso, observou-se que o extrato M3 (50 e 100 mg/kg, ρ<0,001l) proporcionou significativa redução da mieloperoxidase. Em camundongos, a administração oral do extrato M3 (25, 50 e 100 mg/kg, ρ<0,001) apresentou uma significativa atividade anti-inflamatória no modelo de bolsa de ar induzido por zimosam, fato evidenciado pela redução do influxo leucocitário e sobre os biomarcadores de estresse oxidativo mieloperoxidase e malonaldeído. Os resultados mostraram ainda uma significativa diminuição da liberação de IL-1β. O pós-tratamento do extrato M3 (25, 50 e 100 mg/kg, ρ<0,001) revelou uma significativa redução do edema na pata na artrite crônica induzida por CFA. Entretanto apenas as doses de 50 e 100 mg/kg foram capazes de reduzir significativamente os níveis das enzimas MPO e MDA, bem como das citocinas TNF-α e IL-1β ρ<0,001. A toxicidade aguda do extrato M3 (2000 mg/kg, via oral) não produziu nenhuma alteração comportamental, nos parâmetros bioquímicos e hematológicos. As análises bioquímicas e hematógicas do ensaio de toxicidade subcrônica (50 e 100 mg/kg, via oral) não indicaram qualquer alteração decorrente da suplementação com o extrato M3. Os resultados demonstram que o extrato M3 exibe efeito anti-inflamatório em modelo agudo e crônico e este efeito pode estar relacionado à inibição de citocinas pró-inflamatórias e a migração de neutrófilos.

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  • CAROLINNE THAÍSA DE OLIVEIRA FERNANDES
  • MICRONUTRIENTES E BIOMARCADORES CARDÍACOS EM PACIENTES COM LESÃO CORONARIANA

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 28/02/2018
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  • As vitaminas antioxidantes, alfa-tocoferol e o retinol, assim como a expressão de RNAm de possíveis genes candidatos, foram associados ao risco de DCV. Em um estudo realizado anteriormente por nosso grupo de pesquisa foi sugerido que 13 genes são diferentemente expressos em pacientes com síndrome coronariana aguda. Neste trabalho, objetivou-se investigar o perfil sérico destas vitaminas e a expressão de genes candidatos em leucócitos sanguíneos de pacientes de acordo com a extensão da lesão da artéria coronária. Foram selecionados pacientes com doença arterial coronariana (n = 177), idade entre 30 e 74 anos e submetidos a angiografia coronária eletiva. A extensão da lesão coronária foi avaliada pelo índice de Friesinger, o qual foi dividido em três categorias: 0-4, 5-9 e 10-15. Os níveis séricos de alfa-tocoferol e retinol foram determinados por cromatografia líquida de alta performance (HPLC). A expressão de RNAm dos genes ALOX15, AREG, BCL2A1, BCL2L1, CA1, COX7B, ECHDC3, IL18R1, IRS2, KCNE1, MMP9, MYL4 e TREML4 foram analisadas por RT-qPCR. O nível de alfa-tocoferol foi menor no grupo 0-4 em comparação com o grupo 5-9 (p=0,035) e mostrou uma correlação positiva com os genes BCL2A1, COX7B e correlação negativa com o ECHDC3. O RNAm do gene ECHDC3 foi menos expresso enquanto que o RNAm dos genes AREG, BCL2A1, COX7B, IL18R1 e TREML4 foram mais expressos em pacientes do grupo 10-15 comparados ao grupo 0-4 (p<0,05). Além disso, o RNAm dos genes BCL2A1, BCL2L1 e MYL4 foram mais expressos em pacientes do grupo 5-9 do que no grupo 0-4 (p<0,05). Não foi observada associação entre o nível sérico de retinol e a extensão da lesão coronária ou expressão de RNAm dos genes candidatos. Níveis mais altos de alfa-tocoferol em pacientes com lesões mais extensas das artérias coronárias demonstra possivelmente uma alteração no metabolismo da vitamina E enquanto que a regulação positiva na expressão de RNAm dos genes AREG, BCL2A1, COX7B, IL18R1 e TREML4 é influenciada pela extensão das lesões das artérias coronárias mais graves. Os resultados desse estudo sugerem um potencial uso do RNAm desses genes como biomarcadores da expressão gênica para avaliar a progressão da DAC.

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  • EMANUELL DOS SANTOS SILVA
  • NANOPARTÍCULAS POLIMÉRICAS BIODEGRADÁVEIS DE POLI (ÁCIDO LÁCTICO-CO-GLICÓLICO) FUNCIONALIZADAS PARA INCORPORAÇÃO DE PEÇONHA DE Bothrops jararaca

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 08/03/2018
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  • Envenenamento por serpentes representa um problema de saúde pública mundial. Algumas plataformas tecnológicas são estudadas para a liberação modificada de proteínas recombinantes ou nativas, encapsuladas, capazes de induzir a produção de anticorpos. A nanotecnologia é associada à melhoria do soro do antiveneno, uma vez que as nanopartículas carregadas com veneno modulam a liberação de proteína e ativam o sistema imune a produzir anticorpos específicos. As nanopartículas poliméricas são dispersões coloidais com tamanhos entre 1-1000 nm que são utilizados como sistemas de administração de fármaco e macromoléculas bioativas. O objetivo deste estudo foi obter e caracterizar nanopartículas catiônicas biocompatíveis para o carreamento de proteínas. As nanopartículas de poli (ácido láctico-co-glicólico) (PLGA) foram produzidas e funcionalizadas com polietilenimina hiper-ramificada (PEI) usando a técnica de nanoprecipitação. Os parâmetros físico-químicos avaliados por dispersão de luz dinâmica, medidas de potencial zeta e microscopia de força atômica foram monitorados para estabelecer uma formulação adequada. O tipo (poloxâmero 407) e a concentração de surfactante (0,5% p/v) foram alcançados para uma formulação homogênea e estável. Foram obtidas partículas de tamanho reduzido (100-200 nm), esféricas e com eficiência de associação de proteína de aproximadamente 100%. A eficiência de associação da proteína e os resultados do potencial zeta demonstraram que a peçonha de Bothrops jararaca foi adsorvida na superfície da partícula, permanecendo como uma dispersão coloidal estável durante 6 semanas e com perfil de liberação lento seguindo o mecanismo cinético de difusão parabólica. Além disso, testes in vivo mostraram capacidade imunoadjuvante semelhante ao encontrado com a utilização de hidróxido de alumínio. Sendo assim, as nanopartículas catiônicas como veículo para moléculas bioativas foram desenvolvidas com sucesso e demonstraram-se como um imunoadjuvante promissor e um novo nanocarreador para a liberação de proteína ou ácidos nucleicos.

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  • ISABELLE CRISTINA CLEMENTE DOS SANTOS
  • ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO DE SNPs COM A PREDISPOSIÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DE CÂNCER DE TIREOIDE EM PACIENTES DA LIGA NORTE-RIOGRANDENSE CONTRA O CÂNCER

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 09/03/2018
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  • O câncer de tireoide (CT) é o tumor endócrino mais comum e corresponde a 1% de todas as neoplasias malignas. O número de casos diagnosticados vem aumentando e estima-se que surjam 212 mil novos casos anuais no mundo. Atualmente, não há nenhum estudo de predisposição genética ao CT realizado na população miscigenada do Rio Grande do Norte, local cuja indecência é elevada em comparação à média da população brasileira. Desta forma, o presente projeto busca avaliar a predisposição genética da população local em desenvolver o CT, a fim de compreender melhor a fisiopatologia desta doença e estabelecer potenciais biomarcadores de predisposição. Neste intuito, foi selecionado material histopatológico do banco de amostras do laboratório de Patologia da LNRCC para compor o grupo de estudo, e sangue periférico de doadores do banco de sangue Hemovida, como grupo controle. O DNA genômico das glândulas tireoide emblocadas em parafina e sangue periférico dos controles foram extraídos utilizando o conjunto de reagentes QIAamp® DNA FFPE Tissue e QIAamp® genomic DNA, respectivamente. A genotipagem de um painel de 84 SNPs foi executada através do espectrofotômetro de massa MALDI-TOF Sequenom® MassARRAY iPLEX Gold, em colaboração com o Centro Nacional de Genotipagem de Santiago de Compostela – Espanha. Trinta e seis SNPs mostraram diferenças significativas em suas frequências alélicas quando comparados entre os casos e controles. Destes, 23 SNPs foram associados ao risco de desenvolvimento do CT, destacando-se entre eles as variantes rs2997312 (OR= 6,33), rs7024345 (OR= 2,97), rs10788123 (OR= 2,78), rs116909374 (OR= 3,40) e rs965513 (OR= 2,91) por conferir maior risco de desenvolver CT aos pacientes. Adicionalmente, 13 SNPs se apresentaram como um fator de proteção para o não desenvolvimento desta neoplasia. Desta forma, o presente estudo, inédito na população do Rio Grande do Norte, sugere a associação destes SNPs como biomarcadores de predisposição de CT nesta população.

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  • VICENTE TOSCANO DE ARAÚJO NETO
  • INFECÇÃO PELO Trypanosoma cruzi EM Canis familiares E TRIATOMÍNEOS (HEMIPTERA, REDUVIIDAE, TRIATOMINAE) NA ZONA RURAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
  • Data: 16/03/2018
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  • A infecção pelo Tripanosoma cruzi em Canis familiaris e Triatomíneos foi avaliada em ambiente domiciliar e peridomiciliar de comunidades rurais do Estado do Rio Grande do Norte. Amostras de sangue de 43 cães de áreas rurais nos municípios de Acari, Caicó, Caraúbas e Marcelino Vieira foram avaliados quanto a infecção pelo T. cruzi por técnicas sorológicas e pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para identificação do kDNA do T. cruzi. A sorologia foi inicialmente realizada para identificação de anticorpos anti-T.cruzi por ELISA (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) para IgM e IgG in house e a reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI). A presença de anticorpos anti-Leishmania com a realização do DPP® (Dual Path Platform, Bio-Manguinhos/FIOCRUZ) e ELISA  também foram utilizados. As capturas de triatomíneos foram realizadas nas mesmas localidades e no mesmo período em que foram coletados as amostras de cão e a infecção avaliada por exame direto e/ou PCR. O critério de positividade na sorologia para T.cruzi foi a concordância entre duas técnicas distintas, que resultou em 16,3% (7/43) das amostras sugestivo de fase aguda e 11,6% (5/43) de fase crônica. A sorologia reativa para Leishmania foi de 9,3% dos animais nos quatro municípios estudados, sendo mais reativos nos municípios de Acari. Esses resultados de reatividade para Leishmania e T. cruzi podem estar relacionadas a sobreposição de áreas endêmicas. Na identificação do kDNA pela PCR em amostras de sangue de cão, 41,9%(18/43) das amostras apresentam a banda 330pb, destes 6,8% (4/43) se encontram no município de Acari, 2,3% (1/43) em Caicó, 20,9%(9/43) em Caraúbas e 9,3% (4/43) em Marcelino Vieira. As capturas de triatomíneos identificaram adultos e ninfas de T. brasiliensis, T. pseudomaculata, R. nasutus e adultos do P. lutzi em ambientes peri e/ou intradomiciliar de todas as localidades estudadas. As análises do conteúdo intestinal avaliados pela PCR encontrou positividade de 78,5% (95/121) dos triatomíneos que coabitavam esses ambientes com os cães. A infecção natural pelo T. cruzi foi identificada em cães e triatomíneos em todos os municípios estudados provavelmente auxiliando na manutenção de infecção ativa pelo T. cruzi na área domiciliar e elevando o risco de infecção a população humana.

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  • JÉSSICA NAYARA GÓES DE ARAÚJO
  • AVALIAÇÃO DO HLA-G SOLÚVEL E DO PERFIL DE CITOCINAS COMO POTENCIAIS BIOMARCADORES PLASMÁTICOS DO CARCINOMA PAPILÍFERO DA TIREOIDE

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 05/04/2018
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  • O carcinoma papilífero de tireoide (CPT) é o tumor maligno mais frequente da tireoide. Limitações no diagnóstico e determinação de prognóstico ainda representam um grande desafio para o manejo clínico do CPT, logo a busca por novos alvos para o diagnóstico minimamente invasivo torna-se crucial. Considerando a reconhecida associação entre o CPT e a inflamação crônica, o objetivo do presente estudo foi investigar o papel de citocinas plasmáticas e HLA-G solúvel como potenciais biomarcadores para o CPT. O plasma de pacientes com CPT foi obtido antes (n = 85) e após a realização da tireoidectomia (n = 77). Os níveis plasmáticos de 13 citocinas foram mensurados através de ensaio multiplex e single-plex baseado em beads por citometria de fluxo, e HLA-G solúvel foi mensurado por ELISA. Os resultados foram comparados entre si, e com um grupo controle de indivíduos saudáveis (n = 80). A associação dessas moléculas com características clínico-patológicas e o tipo de resposta ao tratamento do paciente também foi investigada. Os níveis de IL-4, IL-10, TNF, IFN-α e TGF-β1 estavam significativamente mais altos no plasma pós-tireoidectomia comparado ao plasma pré-tiroidectomia. Em comparação aos controles, foi observado um padrão de citocinas concentradas diferencialmente tanto no plasma pré-tireoidectomia quanto no plasma pós-tireoidectomia. IFN-α e TGF-β1 foram capazes de discriminar de forma independente os pacientes com CPT de controles, e IFN-α apresentou a melhor performance diagnóstica. Aumento de IL-1β e diminuição de IL-12p70 no plasma estava associado independentemente com tumores maiores (> 2,0 cm), enquanto diminuição dos níveis de sHLA-G estava associado à presença de invasão. Pacientes com resposta bioquímica/estrutural incompleta apresentaram níveis mais altos de IL-5 e IFN-α em comparação aos pacientes de resposta excelente/indeterminada. Em conclusão, os resultados mostram uma mudança significativa no perfil de citocinas plasmáticas após a remoção cirúrgica do tumor tireoidiano e boa capacidade de IFN-α e TGF-β1 em discriminar os pacientes com CPT dos controles. Citocinas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias estavam associadas com fatores de pior prognóstico e de resposta insatisfatória ao tratamento.

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  • ELEN DIANA DANTAS
  • DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE DISPERSÕES SÓLIDAS COM CRISINA

  • Orientador : ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
  • Data: 30/05/2018
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  • A crisina (5,7- Dihidroxiflavona - CR) é um flavonóide encontrado naturalmente em várias espécies de plantas, apresenta uma série de atividades entre elas uma potente atividade anti-inflamatória e antinociceptiva já relatada na literatura. No entanto possui baixa solubilidade aquosa, o que limita sua biodisponibilidade oral. O estudo exposto tem como objetivo o desenvolvimento de dispersões sólidas (DSs) a fim de melhorar suas características físico-quimicas para torna-lá mais viável em uma futura formulação. As Dispersões foram obtidas e caracterizadas por Espectroscopia de Infravermelho por Transformada por Fourier (FTIR), Difração de Raios-X (DRX), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) e Termogravimetria(TG). Todas essas abordagens indicaram que os DSs foram capazes de induzir mudanças nas propriedades físico-químicas da CR, sugerindo que os polímeros (PLMs) utilizados foram capazes de incorporar a CR na sua matriz polimérica. Entre os resultados destacam-se uma diminuição significativa das reflexões cristalinas no DRX e o deslocamento ou supressão da temperatura de fusão, caracteristica da CR, no DSC, sugerindo que os polímeros tiveram interação benéfica com a CR. Portanto, as DSs desenvolvidas, são uma alternativa para melhorar características importantes da CR, sendo possível desenvolver novos sistemas de liberação e formas farmacêuticas com este importante flavonóide.

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  • RODOLFO ANDRE DE ARAUJO SANTOS
  • ACTIVITY CLIFF COMO FERRAMENTA NA ANÁLISE DA RELAÇÃO ESTRUTURA ATIVIDADE EM UMA SÉRIE DE INIBIDORES DA ENZIMA FABH BACTERIANA

  • Orientador : EUZEBIO GUIMARAES BARBOSA
  • Data: 30/05/2018
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  • A sintese de acidos graxos, principalmente pela enzima ƒÀ-cetoacil-ACP sintase III (FabH), vem despontando como um excelente alvo para novas moleculas com acao antimicrobiana. Apesar da urgencia gerada pela crescente resistencia bacteriana, a sintese de novas moleculas se mostra uma tarefa bastante dispendiosa tanto em tempo como em recursos financeiros. Neste sentido, utilizar-se das informacoes contidas nos ligantes, ja sintetizados, para extrair o maximo de informacao da afinidade pelos alvos, configura-se como uma alternativa de baixo custo operacional para o desenvolvimento direcionado de novos compostos ativos. Uma maneira eficaz de extrair estas informacoes dos ligantes e perceber que partes destas moleculas melhor contribuem com a atividade biologica. Porem, quando diante de esqueletos moleculares tao distintos, torna-se dificil a percepcao de tais fatores. Desta forma, sao as pequenas diferencas em moleculas bastante similares que melhor definem as regioes da molecula, e do inibidor, que contribuem para uma maior potencia. A relacao entre este grupo de moleculas e conhecido como Activity Cliff. Diante de todas as vantagens expostas escolheu-se esta metodologia para guiar a sintese de novos inibidores da enzima FabH. A partir deste estudo, foi possivel determinar componentes farmacoforicos que podem guiar o desenho de novos inibidores da enzima FabH. Grupos doadores de hidrogenio na regiao catalitica do sitio ativo, juntamente com grupos volumosos que aumentem a superficie de contato com a triade catalitica aliados a grupos aceptores de eletrons proximo aos aminoacidos arginina 249, arginina 36 e asparagina 210 foram os fatores percebidos para o aumento da atividade. Por fim, grupos similares a quinolina que possam interagir com os aminoacidos arginina 151, triptofano 32 em um bolso lateral adicional e realizar ligacoes de hidrogenio com o aminoacido treonina 28.

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  • JORGE LUIZ DIÓGENES PINTO
  • SÍNTESE DE p-METILBENZILSULFONAMIDAS DERIVADOS DE AMINOÁCIDOS 
    E AMINOÁLCOOIS E DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 13/07/2018
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  • Os fungos são organismos vivos, cujas células eucarióticas possuem uma
    membrana e uma parede celular e são encontrados como componentes da microbiota
    natural do homem. Contudo, nas últimas décadas tem sido visto um aumento
    significativo de infecções fúngicas graves. Neste cenário, espécies de Candida spp. e
    Trichosporon asahii demonstram relevância médica. De maneira geral, a inserção de
    um grupo sulfonamida é atraente no design de fármacos, havendo diversos exemplos
    de fármacos sulfonamidas no mercado. Outra classe importante são os aminoálcoois,
    integrantes de várias moléculas de origem natural e fármacos. Assim, foram
    sintetizados quinze p-metilbenzilsulfonamidas derivadas de quatro aminoácidos
    essenciais (fenilalanina, leucina, prolina e glicina) e aminoálcoois comerciais. A série
    2a-d foi obtida pela N-tosilação de aminoácidos 1a-d com bons rendimentos. Já os
    derivados 3a-c foram obtidos pela redução de 2a-c com borano em THF, obtendo-se
    rendimentos satisfatórios. Por fim, 3d-k foi sintetizada com baixos rendimentos pela
    N-tosilação de aminoálcoois alifáticos comerciais. A confirmação das estruturas foi
    através de análises de espectroscopia de Infravermelho e Ressonância Magnética
    Nuclear (RMN). Todos os derivados foram, então, testados (0,60-0,035mM) contra
    seis espécies de Candida spp. (C. albicans, C. dubliniensis, C. glabrata, C. krusei. C.
    parapsilosis, C. tropicalis) e Trichosporon asahii. As Concentrações Inibitórias
    Mínimas (CIM) foram determinadas por teste de sensibilidade em microplaca de 96
    poços, após incubação a 37ºC por 48 h. Apenas 3d não inibiu o crescimento de T.
    asahii, enquanto 3a e 3i inibiram quatro espécies de Candida spp., incluindo C.
    albicans. Ainda, 2a, 2b, 2c, 2d, 3c, 3e, 3e’, 3f, 3g, 3j, 3k inibiram três espécies de
    Candida spp. e T. asahii. Finalmente, 3d e 3h foram ativas apenas contra duas
    espécies. Em geral, a redução da função ácido carboxílico a álcool melhorou a ação
    antifúngica, ampliando o espectro de ação dos precursores (2a e 2c). Com base nas
    observações, viu-se que a derivatização de aminoalcoóis com sulfonamida pela Ntosilação
    produziu derivados ativos especialmente contra Candida não-albicans. Por
    fim, 3a (0,60-0,15mM), 3i (0,60-0,15mM) e 3j (0,60-0,075mM) demonstraram maior
    potencial dentre os produtos sintetizados.

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  • MARIANE BARRETO DAS CHAGAS
  • REAÇÕES BIOMIMÉTICAS COM METALOPORFIRINAS DE METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DAS FOLHAS DE PASSIFLORA EDULIS var. FLAVICARPA DEGENER

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 31/07/2018
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  • A orientina e a isoorientina são flavonoides c-glicosídicos e marcadores da espécie vegetal Passiflora edulis var. flavicarpa e de outras espécies vegetais, as quais são reportadas na literatura por suas diversas propriedades farmacológicas. Entretanto, todas estas espécies possuem um problema comum a outros candidatos a medicamentos que é a escassez de estudos sobre o metabolismo e farmacocinética dos extratos e principalmente de seus marcadores que são essenciais para comprovar a segurança e eficácia destes candidatos a novos fármacos. Com o desenvolvimento do modelo biomimético com metaloporfirinas, reações de biotransformação são simuladas para caracterizar o metabolismo in vitro e fornecer diversos produtos, os quais podem ser posteriormente identificados como metabólitos e auxiliar na redução do número de animais necessários nesta fase do estudo. Assim, através das técnicas de cromatografia em coluna clássica e CLAE, isolou-se a orientina e a isoorientina a partir do extrato de P. edulis. Estes flavonoides foram submetidos às reações com os oxidantes m-CPBA e PhIO e catalisadas pelo catalisador de Jacobsen (Mn (Salen)), um catalisador eficiente e de fácil síntese e purificação, além do catalisador sintetizado Mn(3MeOSalen)Cl, derivado de Salen ainda inédito em reações biomiméticas o qual foi caracterizado com maior potencial de oxidação. A reação da isoorientina com m-CPBA na proporção 1:20:20 (catalisador:oxidante:flavonoide) apresentou um maior consumo do substrato para ambos os catalisadores enquanto que a reação da orientina com PhIO na proporção 1:10:10 apresentou um maior consumo do substrato também para ambos catalisadores. A melhor condição foi otimizada evidenciando que os isômeros orientina e isoorientina apresentam reatividade diferente. Além disso, os produtos de reação, 3 da orientina e 5 da isoorientina, foram caracterizados por LC-MS e LC-MS/MS. Esses produtos reacionais não foram encontrados na literatura, entretanto se destaca a formação de epóxidos que são altamente reativos e podem causar toxicidade. Desta forma, este estudo pode servir de base para a realização de posteriores estudos farmacológicos e toxicológicos que confirmem a presença destes compostos como metabólitos de fase I e assegurem a segurança na utilização de produtos vegetais que possuam a isoorientina e orientina como marcadores.

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  • MARIANNA ARAÚJO FERREIRA
  • CARREADORES LIPÍDICOS NANOESTRUTURADOS CONTENDO ÓLEO DE URUCUM (Bixa orellana L.): uma potencial alternativa contra a leishmaniose cutânea

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 31/07/2018
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  • A leishmaniose é uma das principais Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN). Todos os anos milhões de pessoas são infectadas, no entanto os medicamentos utilizados apresentam muitos efeitos adversos e baixa efetividade. Dessa forma o desenvolvimento de alternativas medicamentosas se faz necessário. A nanotecnologia vem se destacando por apresentar soluções eficientes no desenvolvimento de novos medicamnetos. Por esse motivo o intuito desse trabalho foi incorporar a fração oleosa do urucum (Bixa orellana L.), ativo vegetal com comprovada ação antileishmania, a Carreadores Lipídicos Nanoestruturados (CLN), conhecidos por ser a segunda geração de nanopartículas lipídicas. As nanopartículas foram produzidas pelo método de fusão-emulsificação e caracterizadas quanto ao tamanho de partícula, índice de polidispersão, morfologia, potencial zeta, estabilidade frente a estocagem por 90 dias, eficiência de encapsulação, comportamento térmico, perfil cristalino, citotoxicidade in vitro e atividade antileishmania in vitro, além da avaliação da influência de 3% (m/m) da argila sintética Laponita® sobre o sistema. Os ensaios realizados mostraram a efetividade do método de produção, com a obtenção de nanopartículas variando entre 173,73 nm ± 1,15 e 185,23 nm ± 1,80, polidispersão menor de 0,3 e potencial zeta entre -23,07 mV ± 0,15 e -39,13 mV ± 0,50 e estabilidade mantida por 90 dias, não havendo variação devido à presença da argila. Os carreadores permaneceram estáveis quando submetidos à temperatura corpórea (32ºC – 37ºC), havendo perda de massa em aproximadamente 100ºC. A estrutura cristalina dos nanocarreadores promoveu o encapsulamento de 78,92 ± 2,89 e 52,54 ± 3,41 nas formulações com 2% e 4% de óleo de urucum, respectivamente. Os carreadores apresentaram atividade antileishmania similar à Anfotericina B e maior que o Glucantime® e o óleo de urucum não encapsulado. Esses resultados demonstram um sistema estável e com atividade biológica comprovada, devendo ser, portanto, visto como potencial alternativa terapêutica para o tratamento das manifestações cutâneas da leishmaniose, e por isso necessitando de maiores estudos e investimentos.

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  • JESSICA CABRAL FERREIRA
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM MÉTODO POR CLUE-DAD PARA IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DO ÁCIDO FERÚLICO E SEUS
    PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA

  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 17/08/2018
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  • O ácido ferúlico (AF) é um ácido fenólico amplamente distribuído no reino vegetal e
    advindo do metabolismo secundário destes. É formado a partir do metabolismo dos
    aminoácidos fenilalanina e tirosina nos vegetais, sendo abundante e encontrado em
    grãos integrais, espinafre, salsa, uvas e ruibarbo. Esse estudo deve-se ao altíssimo
    potencial antioxidante de grande interesse na indústria de cosméticos. Alguns testes
    e estudos são exigidos pelos órgãos regulatórios internacionais e nacionais, entre
    eles, a pesquisa de produtos de degradação forçada. O objetivo desta pesquisa foi
    identificar e caracterizar os produtos de degradação do AF e desenvolver um
    método por CLUE-DAD capaz de quantificar as impurezas e produtos de
    degradação com eficiência em matérias-primas, formulações e demais formas
    farmacêuticas. Nesse estudo foram realizados os estudos indicativos de
    estabilidade, as degradações forçadas entre elas: Hidrólises, oxidação e
    fotoestabilidade em solução e sólida, os quais foram identificados e quantificados
    por um método por CLUE-DAD. Os resultados obtidos mostram-se muito
    promissores, o que chama maior atenção é a estabilidade do ativo a hidrólise e a
    forte instabilidade a luz, quando em solução, apresentando degradação a partir dos
    primeiros 5 min. A otimização do método desenvolvido por CLUE-DAD foi feita
    utilizando-se como ferramenta um planejamento fatorial. Os gráficos de superfícieresposta
    e Pareto revelaram as variáveis com maior influência sobre todas as
    variáveis dependentes; a concentração de acetonitrila na fase móvel e o fluxo. O
    melhor método para identificação do AF e do produto de degradação, possui
    resolução e seletividade satisfatória. O método desenvolvido é constituído de fase
    móvel com água acidificada a 2% de ácido acético:acetonitrila (88:12), fluxo de 0,25
    mL/min, temperatura do forno de 30 ºC, com detecção à 322 nm. A metodologia foi
    validada se enquadrando em todos os parâmetros da validação estabelecidos,
    revelando uma certa instabilidade nas variações de fluxo testadas na robustez. O
    tempo de análise foi reduzido para menos de 6 minutos. O planejamento fatorial
    mostrou-se uma ferramenta importante para o desenvolvimento racional e otimizado
    do método.

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  • FIAMMA GLÁUCIA DA SILVA
  • OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL IMUNOADJUVANTE DE NANOPARTÍCULAS DE QUITOSANA NA PRODUÇÃO DE ANTISSORO CONTRA A PEÇONHA DA SERPENTE Crotalus durissus cascavella

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 14/12/2018
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  • O envenenamento por picada de serpente é uma doença tropical negligenciada em várias
    regiões do mundo. No Brasil, a serpente Crotalus durissus cascavella (CDC) pertence a
    um gênero com a peçonha de maior letalidade. A busca por novos imunoadjuvantes teve
    como objetivo ampliar as alternativas terapêuticas para melhorar as vacinas e soros
    antiveneno. Diante disso, esse estudo propôs a produção de nanopartículas de quitosana
    (NPQ) associadas a peçonha da CDC, por duas técnicas de associação: adsorção e
    incorporação, capazes de induzir uma resposta de anticorpos contra a peçonha da serpente
    CDC. O método de gelificação iônica induziu a formação de nanopartículas esféricas,
    estáveis e ligeiramente lisas (<160 nm) com eficiência de incorporação superior a 90%,
    para ambos os métodos de obtenção. As interações entre proteínas da peçonha e as NPQ
    foram avaliadas usando espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier,
    que corroboraram com o comportamento de liberação in vitro das proteínas das
    nanopartículas. Por fim, o modelo de imunização animal usando camundongos BALB/c
    demonstrou maior eficácia das NPQ associadas a peçonha da CDC, principalmente pelo
    método de adsorção, que produziu títulos de IgG mais elevados para as diferentes
    concentrações (0,5 e 1,0%) até a diluição de 1:6400 quando comparado com o hidróxido
    de alumínio, imunoadjuvante convencional. Assim, as nanopartículas de quitosana
    associadas com a peçonha da CDC exibiram uma abordagem biotecnológica promissora
    para a imunoterapia.



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  • JACINTHIA BEATRIZ XAVIER DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DE GÉIS A BASE DE
    EXTRATOS VEGETAIS DE PLANTAS DO NORDESTE BRASILEIRO: Jatropha
    gossypiifolia E Ipomoea pes-caprae

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 19/12/2018
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  • O processo inflamatório é um evento fisiológico, cujos eventos gerados
    nesse processo são ocasionados pela liberação de mediadores inflamatórios, com
    o objetivo de restaurar a homeostase. Para o tratamento das inflamações são
    utilizados fármacos anti-inflamatórios, no entanto, a terapia prolongada leva ao
    aparecimento de reações adversas que podem ser danosas ao paciente, e diante
    disso a busca por novas alternativas mais seguras e eficazes se faz relevante.
    Nesse contexto, as plantas medicinais, como as espécies vegetais Jatropha
    gossypiifolia (Jg) e Ipomoea pes-caprae (Ipc) podem ser destacadas como fortes
    candidatas, já que na medicina tradicional são utilizadas popularmente para os
    mais variados fins curativos, incluindo condições inflamatórias. Nesse sentido, no
    presente estudo foi realizado o desenvolvimento de géis contendo os extratos
    vegetais dessas espécies e a avaliação de sua atividade anti-inflamatória tópica,
    utilizando os modelos de edema de orelha induzido por aplicação única de óleo
    de cróton e edema de pata induzido por carragenina (inflamação aguda) e edema
    de orelha induzido por aplicação múltipla de óleo de cróton (inflamação crônica).
    Os géis apresentaram características físico-químicas adequadas e mostraram-se
    estáveis durante 30 dias de observação, não apresentando nenhuma alteração na
    cor, odor ou aspecto. Os géis apresentaram pH semelhante ao pH cutâneo,
    minimizando dessa forma o aparecimento de irritação ou alteração cutânea,
    resultados que corroborarram com os do teste de irritação cutânea in vivo, onde
    os géis não apresentaram sinais clínicos de toxicidade entre os 14 dias de
    observação, indicando a segurança do produto desenvolvido para uso tópico. Os
    géis de Jg demonstraram atividade anti-inflamatória aguda significativa no edema
    de orelha, e esta atividade foi significativamente aumentada quando quantidades
    equivalentes de extrato foram aplicadas incorporadas nos géis desenvolvidos,
    além disso, também reduziram significativamente os níveis de edema, nitrito e
    enzima MPO nas orelhas de camundongos, com intensidade semelhante a
    dexametasona (padrão antiinflamatório). O extrato de Ipc não apresentou
    atividade no modelo de edema de orelha aguda, mesmo após incorporação no
    gel, no entanto, inibiu significativamente o edema de pata durante todo a duração
    do experimento semelhante a dexametasona. Os géis de Jg 1,0% e Ipc 5%
    também mostraram significativo efeito anti-inflamatório no teste de inflamação
    crônica, reduzindo significativamente o edema (observado também na análise
    histopatológica) e oxidativos (peroxidação lipídica e a depleção de glutationa
    reduzida) similarmente à dexametasona. Dessa forma, este estudo demonstrou a
    potencialidade anti-inflamatória dos géis desenvolvidos com os extratos das
    espécies J. gossypiifolia e I. pes-caprae, podendo servir como ponto inicial para o
    desenvolvimento de produtos fitoterápicos para o tratamento de processos
    inflamatórios.

2017
Dissertações
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  • JÉSSICA CAVALCANTE DOS SANTOS
  • A RELAÇÃO DE VCAM-1, ICAM-1, E-SELECTINA E MMP9 CIRCULANTES COM A EXTENSÃO DA LESÃO CORONÁRIA

  • Orientador : ANDRE DUCATI LUCHESSI
  • Data: 27/03/2017
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  • A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que atinge as paredes das artérias e é considerada a principal responsável pelo início das doenças cardiovasculares, cujo diagnóstico precoce carece de técnicas complementares. Neste trabalho são apresentados os resultados da investigação sobre a relação entre moléculas inflamatórias, a presença e a extensão da lesão. Participaram do estudo pacientes submetidos à cinecoronariografia pela primeira vez, cujos resultados foram utilizados para calcular a extensão da lesão coronariana (índice de Friesinger). As concentrações séricas da molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1), molécula de adesão vasocelular-1 (VCAM-1), E-selectina e metaloproteinase de matriz 9 (MMP9) foram mensuradas por meio de um imunoensaio multiplex utilizando a tecnologia Luminex. As dosagens bioquímicas - glicose, colesterol total e frações, creatinina K, ácido úrico, alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) séricos - foram realizadas por meio de métodos colorimétricos e enzimáticos. Os dados clínicos e bioquímicos foram correlacionados por meio do software SPSS. Foi observado que a concentração sérica de VCAM-1 acima de 86 ng/mL em indivíduos com lesões intermediárias e graves (p < 0,001 e p = 0,020, respectivamente). Além disso, a análise por regressão logística mostrou que esses pacientes têm um risco aumentado de ter lesões intermediárias (odds ratio (OR): 9.818; 95% intervalo de confiança (IC): 1.840-52.384; p = 0,007). Coincidentemente, todos os pacientes com lesão grave apresentavam concentrações de VCAM-1 acima de 86 ng/mL. Não foi encontrada associação entre grau de lesão e as demais proteínas investigadas, ainda que o ICAM-1 esteja fortemente correlacionado com essa molécula (p = 0,02; r2=0,29). Contudo, a molécula VCAM-1 está fortemente associada com a previsão de doença cardiovascular e o grau da aterosclerose.

2
  • JONAS GABRIEL DE OLIVEIRA PINHEIRO
  • DESENVOLVIMENTO, CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA IN VIVO DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO ENTRE O ÓLEO-RESINA DE COPAIFERA MULTIJUGA HAYNE E CICLODEXTRINAS

  • Orientador : ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
  • Data: 31/03/2017
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  • As árvores da espécie Copaifera multijuga Hayne crescem abundantemente na região da Amazônia, apresentando grande visibilidade por seu óleo-resina, que apresenta atividade anti-inflamatória. A formação de complexo de inclusão (CI) com a ciclodextrina (CD) tem sido aplicada como alternativa para resolver algumas limitações que os óleos tem em comum, principalmente a baixa solubilidade em ambientes aquosos. Então, o objetivo deste trabalho foi desenvolver CI’s do óleo-resina de Copaifera multijuga (OCM) com a β-ciclodextrina (βCD) e com a hidroxipropil-β-ciclodextrina (HPβCD) e avaliar a atividade anti-inflamatória deles. Inicialmente, foram realizados estudos teóricos computacionais nos quais foram calculadas as energias de interação entre a βCD e o β-cariofileno (βCP), composto mais abundante do OCM. Em seguida, foram desenvolvidos os CI’s com βCD e HPβCD pelo métodos de mistura física (MF), malaxagem (MAL) e slurry (SL). Foi realizada a caracterização físico-química dos CI’s através de espectroscopia de infravermelho com transformada Fourier (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raio-X de pó (DRX), análise termogravimétrica (ATG) e calorimetria exploratória diferencial (DSC). Por fim, os CI’s de βCD e HPβCD foram comparadas em relação à suas atividades anti-inflamatórias com o OCM. Os estudos teóricos computacionais mostraram valores energéticos de -20,8 kcal∙mol-1 e -17,0 kcal∙mol-1 da entrada com a face menor e com a face maior do βCP, respectivamente, entrando pela cavidade maior da βCD. Na espectroscopia de FTIR, foi possível observar que ocorreu a interação entre a βCD e o OCM por MAL e SL, e entre a HPβCD e o OCM, pelo SL. Na MEV, na DRX e na ATG, foi possível concluir que houve interação entre a βCD e o OCM por MAL e SL. No caso da DSC, foi observado que ocorreu interação entre a βCD e o OCM e entre a HPβCD e o OCM pelos dois métodos. O OCM e os CI’s de βCD e de HPβCD (preparados por SL) mostraram evidente atividades anti-inflamatórias pela diminuição do edema de pata, nos níveis de nitrito e da atividade da enzima mieloperoxidase. Então, foram desenvolvidos CI’s do OCM com a βCD e de HPβCD, por SL, e eles mantiveram a atividade biológica do OCM.

3
  • STELLA MARIA ANDRADE GOMES BARRETO
  • UTILIZAÇÃO  DO  SUBPRODUTO  DO  BENEFICIAMENTO  DO  SISAL  (Agave  sisalana  Perrine):  DESENVOLVIMENTO  DE  NANOEMULSÕES  COSMÉTICAS  E  AVALIAÇÃO DA  SEGURANÇA  E  EFICÁCIA. 

  • Orientador : MARCIO FERRARI
  • Data: 31/03/2017
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  • O beneficiamento das folhas de Agave sisalana fornece a fibra, com valor agregado para a indústria de sisal, e o restante do material vegetal, denominado de subproduto, que é descartado, gera impacto ambiental. Diferentes aplicações têm sido atribuídas, no entanto, não existem pesquisas científicas que apontem a utilização deste subproduto como matéria-prima cosmética. O objetivo dessa pesquisa foi obter e caracterizar uma fração enriquecida em polissacarídeos (FrE) a partir do subproduto de Agave sisalana, avaliar a segurança in vitro e in vivo, bem como a atividade antioxidante in vitro, e então, desenvolver uma nanoemulsão hidratante. A partir da porção líquida do subproduto foram obtidos o extrato bruto (EB) e duas frações. O EB e as frações foram avaliados quanto à presença de açúcares, proteínas e polifenois. A segurança foi avaliada por meio dos testes de citotoxicidade e fototoxicidade in vitro utilizando o método colorimétrico do vermelho neutro. A irritabilidade primária foi verificada pelo teste de contato (patch test). A capacidade antioxidante foi avaliada pelos métodos de sequestro de DPPH e molibdênio. Diferentes sistemas foram obtidos por meio de pseduodiagrama ternário, aditivados ou não com 0,5% de FrE. As formulações selecionadas foram submetidas aos testes de estabilidade preliminar e acelerada por um período de 90 dias. A eficácia hidratante foi avaliada quanto ao conteúdo hídrico do estrato córneo e quanto a perda de água transepidermal por um período de 5 horas. As amostras apresentaram como constituintes químicos, açúcares, polifenois e proteínas. A FrE não apresentou potencial citotóxico ou fototóxico, não foi irritante e pode ser considerada um ativo com propriedade antioxidante. Nanoemulsões estáveis contendo 40% de fase oleosa, 10% de tensoativos e 50% de fase aquosa foram obtidas. A nanoemulsão foi capaz de aumentar significativamente o conteúdo hídrico e manter a função de barreira da pele após 5h de uma única aplicação. A fração obtida do subproduto industrial de Agave sisalana apresenta um perfil promissor como matéria-prima cosmética para cuidado da pele com capacidade antioxidante e hidratante, em conjunto com a possibilidade de agregar valor ao resíduo industrial, reduzindo os danos provocados ao meio ambiente pelo descarte desse material.

4
  • VICTOR HUGO REZENDE DUARTE
  • POLIMORFISMOS  E  EXPRESSÃO  DE  RNAm  DO  TREML4  EM  LEUCÓCITOS  DE  PACIENTES  COM  DOENÇA  ARTERIAL  CORONARIANA.

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 26/04/2017
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  • Os membros da família triggering receptor expressed on myeloid cells (TREM) são associados com o risco e progressão da aterosclerose. Em resultados prévios observamos que a alta expressão do TREML4 está relacionada com fase inicial da Síndrome Coronariana Aguda. Nesse estudo, investigamos a relação dos polimorfismos e a expressão do RNAm do TREML4 em leucócitos de pacientes estratificados de acordo com a extensão das lesões das atrérias coronárias. Foram incluídos pacientes com doença arterial coronariana (DAC) (n=151), com idades entre 30 e 74 anos, submetidos à angiografia coronária eletiva. A extensão da lesão coronariana foi avaliada através do índice de Friesinger. Os polimorfismosrs 2803495 (A> G), rs2803496 (T> C) e a expressão do RNAm do TREML4 em leucócitos foram analisadas pela qRT-PCR. A expressão de TREML4 foi maior em pacientes com lesões coronarianas graves em relação aos sem lesão, baixas e intermediárias, p <0.05. Indivíduos portadores do alelo G do rs2803495 (genótipos AG / GG) e do alelo C do rs2803496 (genótipos TC / CC) apresentaram uma expressão de RNAm de TREML4 positiva (Alelo G: OR = 2.4, 95% CI 1.0-5.7, p < 0.05; e Alelo C: OR = 7.8, 95% CI = 2.9-20.9, p < 0.01, respectivamente).Entretanto, os polimorfirsmos do TREML4 não foram associados com as extensões das lesões coronárias. Em conclusão, a expressão aumentada de mRNA de TREML4 nos leucócitos é influenciada por polimorfismos e está associada a lesões mais graves das artérias coronárias, sugerindo seu papel como potencial biomarcador para investigar a extensão da lesão coronariana em pacientes com DAC.

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  • FLAVIA EVELYN MEDEIROS FERNANDES
  • USO DE MEDICAMENTOS E PROLONGAMENTO DO INTERVALO QTc EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO

  • Orientador : ANTONIO MANUEL GOUVEIA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/05/2017
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  • Introdução: A síndrome do QT longo (SQTL) induzida por medicamentos pode levar ao Torsade de Pointes (TdP), uma taquicardia ventricular polimórfica rara que pode ser fatal. Objetivos: Investigar o prolongamento do intervalo QTc em pacientes admitidos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral quanto a prevalência, grau de associação com os medicamentos administrados e interações medicamentosas, evolução no tempo e relação com desfechos clínicos. Métodos: Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa de acordo com o parecer nº 666.969. Todos os pacientes deram seu consentimento por escrito. Estudo observacional, prospectivo e transversal, realizado entre maio de 2014 e julho de 2016 na UTI do Hospital Universitário Onofre Lopes. Os pacientes admitidos, de ambos os sexos e maiores de 18 foram incluídos, sendo realizado eletrocardiograma para investigar o intervalo QTc na admissão em um estudo de casos-controle. A correção do intervalo QT pela frequência cardíaca (QTc) foi realizada pela fórmula de Bazzet. Todos os pacientes foram observados até a alta da UTI (fase de coorte analítico prospectivo) para os eventos de parada cardíaca ou óbito, e aqueles com SQTL foram observados por 48 horas e no momento da alta para nova avaliação do intervalo QTc. A comparação da diferença do QTc para o valor inicial foi analisada por covariância. Para a determinação do risco de prolongamento do QTc associado a cada medicamento foi utilizada a regressão logística. A comparação entre pacientes com e sem SQTL do tempo até parada cardíaca ou morte foi analisado com o teste do logrank e por regressão logística. O risco desses eventos foi estimado por Kaplan-Meier. Resultados: Foi identificado uma prevalência de 34% (249/734) de SQTL em que 13,3% (33/249) possuíam QTc maior que 500 ms. Amiodarona (OR 2.434, p=0.02) e haloperidol (OR 3.333, p=0.02) foram associados ao SQTL, assim como medicamentos ainda não descritos em literatura: sufentanil (OR 3.667, p<0.01), clopidogrel (1.894, p=0.02), midazolam (OR 1.575, p= 0.04), noradrenalina (OR 1.701, p=0.01), nitroglicerina (OR 1.904, p=0.01), cefazolina (OR 1.897, p<0.01), cefepime (OR 0.417, p=0.01) e protamina (OR 5.952, p<0.01). A presença de interação medicamentosa aumentou o intervalo QTc em 16,8 ms (IC 95% 4.6 a 29.0 ms, p <0.01), sendo que as do tipo farmacodinâmicas foram associadas a um aumento de 27.6 ms (IC 95% 2.1 a 53.2 ms, p = 0.03). Nos pacientes em que foram prescritos medicamentos associados ao SQTL, a diferença do QTc em 48h para o valor inicial foi de 15,8 ms (IC 95% -9,9 a 41,4 ms) maior do que no grupo que não utilizou medicamentos (p=0,22). Dos pacientes com SQTL na admissão, 39% o apresentaram após 48 horas e 40% na alta. Foi identificado um risco 3 vezes maior de parada cardíaca nos pacientes com SQTL (OR 3,030, p=0,02), enquanto que não se observou diferença significativa no risco de óbito (rank p=0,87). Conclusões: Observou-se prevalência elevada de SQTL em pacientes críticos. Medicamentos ainda não descritos foram identificados como possíveis indutores de SQTL. Observou-se que o uso de medicamentos não impactou significativamente o intervalo QTc, mas que as interações medicamentosas aumentaram o intervalo QTc, destacando-se apenas as do tipo farmacodinâmica. Verificou-se aumento do risco de parada cardíaca entre o grupo QTc longo, mas sem diferença para a mortalidade.

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  • LORENA RAQUEL DE SENA MIRANDA
  • PREPARAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA DE
    SISTEMAS POLIMÉRICOS DE CARBOIDRATOS NATURAIS PARA LIBERAÇÃO
    COLÔNICA DE TRIANCINOLONA

  • Orientador : EUZEBIO GUIMARAES BARBOSA
  • Data: 31/05/2017
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  • Os sistemas particulados de quitosana (QUIT) e goma guar (GG) para transferência colônica e liberação controlada da triancinolona (TRI) foram preparadas usando a técnica de coacervação simples com adição de sulfato de sódio seguido pelo método de secagem por spray drying, após a realização de testes prévios foram padronizados, a temperatura de entrada de 140° C e de saída de 90° C, blower 6,5 e atomização do ar 0,1 ppm. Diferentes razões fármaco-polímero (1:5, 1:10 e 1:20) e polímero-polímero (50:50, 25:75 e 75:25 p/p) foram estudadas quanto ao rendimento (%), eficiência de encapsulação, EE (%) e loading (mg TRI / g SP), infravermelho, DSC, TG, cinética, intumescimento e estudo in vivo para otimizar as condições de preparação dos sistemas particulados obtidos. Os sistemas particulados com maior razão de quitosana em relação a goma (75:25) apresentaram melhores resultados quanto ao rendimento (%), entretanto o sistema particulado (25:75 p/p) tem maior capacidade de eficiência de encapsulação (%) e loading (mg TRI / g SP) e menor perda de massa na análise térmica (TG), porém devido seu baixo rendimento, optou-se por usar no estudo in vivo a razão polimérica 50:50 p/p com triancinolona 1:10, devido essa amostra apresentar um bom rendimento e uma razoável eficiência de encapsulação, e ainda levando em consideração a necessidade das propriedades de intumescimento e mucoadesão. A caracterização dos sistemas por infravermelho evidenciou as interações entre os componentes da formulação. A análise térmica mostrou que os sistemas com maior quantidade de quitosana apresentaram uma maior estabilidade térmica. O estudo de cinética das três razões poliméricas (QUIT:GG 25:75, QUIT:GG 50:50 e QUIT 75:25) com triancinolona 1:10, ocorreu em duas fases, a primeira com uma rápida liberação inicial (efeito burst) em 1 hora, liberando de 19 a 27% do fármaco encapsulado para as diferentes formulações. A segunda fase de liberação é caracterizada por ser mais controlada, sendo atribuída à difusão do fármaco através da matriz polimérica, após 24 horas quase 100% das amostras foram liberadas. O estudo de intumescimento mostrou diferença estatística de 24h a 48h, com p < 0,05, com o F tabelado (5,14) << F calculado (79,14), a razão polimérica 75:25 p/p, com maior quantidade de quitosana, está intumescendo mais que as demais razões. Todos os sistemas particulados (25:75, 50:50 e 75:25) p/p estão intumescendo mais que os placebos secos por spray drying e por mistura física, nas primeiras 9 horas é possível observar que os SP ganham mais massa que as demais amostras analisadas, a partir desse tempo ocorre diferença estatística, com p < 0,05, com o F tabelado (3,47) << F calculado (15,86), mantendo-se mais elevados até o fim das 48h de análise. Contudo o placebo feito por mistura física apresentou um grau de intumescimento maior que placebo seco por spray drying. Diante disso, um novo sistema tecnológico foi obtido por secagem em spray drying de sistemas particulados a base de quitosana e goma guar capazes de modificar a liberação da triancinolona com potencial para aplicação como antiinflamatório na colite ulcerativa.

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  • WALTER FERREIRA DA SILVA JÚNIOR
  • DESENVOLVIMENTO DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO E DISPERSÕES
    SÓLIDAS DA α, β AMIRINA ISOLADA A PARTIR DO Protium heptaphyllum

  • Orientador : ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
  • Data: 31/05/2017
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  • Α, β amirina (ABAM) é uma mistura natural de triterpenos pentacíclicos que possui
    várias atividades biológicas, incluindo o efeito anti-inflamatório. É isolada das
    espécies da família Burseraceae, nas quais a espécie Protium heptaphyllum é a
    espécie mais comumente encontrada na Amazônia brasileira. A formação de
    complexo de inclusão (CI) com a ciclodextrina (CD) e dispersões sólidas (DS) com
    polímeros hidrofílicos têm sido aplicadas como alternativas para resolver algumas
    limitações que novas entidades químicas (NEQ) têm em comum, principalmente a
    baixa solubilidade em meios aquosos. Então, o objetivo deste trabalho foi
    desenvolver CI’s da ABAM (ABAM) com a β-ciclodextrina (βCD) e com a
    hidroxipropil-β-ciclodextrina (HPβCD) e DS com a hidroximetilcelulose (HPMC),
    polietilenoglicol (PEG 6000) e a polivinilpirrolidona (PVP k-30) a fim de melhoras
    suas propriedades físico-química para torna-la viável numa futura formulação.
    Inicialmente, para os CI, foram realizados estudos teóricos computacionais nos
    quais foram calculadas as energias de interação entre a βCD e a ABAM e HPβCD e
    ABAM. Em seguida, foram desenvolvidos os CI’s com βCD e HPβCD pelos métodos
    de mistura física (MF) e malaxagem (MAL). Foi realizada a caracterização físicoquímica
    dos CI’s através de espectroscopia de infravermelho com transformada
    Fourier (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raio-X de pó
    (DRX), análise termogravimétrica (ATG) e calorimetria exploratória diferencial (DSC).
    As DS foram obtidas através da MF, MAL e RE com o HPMC, PEG e o PVP. Foram
    utilizadas as mesmas técnicas de caracterização que foram realizadas para os CI.
    Além da caracterização para as DS, realizou-se a atividade anti-inflamatória in vitro e
    foram comparadas em relação à suas atividades anti-inflamatórias com a ABAM. Os
    estudos de caracterização mostraram a formação de CI entre a ABAM e as CD e a
    formação de dispersões sólidas entre a ABAM e os polímeros hidrofílicos. No ensaio
    de atividade das DS, verificou-se que comparando o efeito, mesma dose da ABAM e
    mesma dose da DS, tanto as DS quanto a ABAM tiveram atividade anti-inflamatória
    sobre macrófagos ativados por LPS. Portanto, as DS e CI com ABAM são
    alternativas eficazes para modificar suas características, melhorando propriedades
    que possam interferir numa futura formulação terapêutica.

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  • RENATA CAROLINE COSTA DE FREITAS
  • FUNÇÃO DOS miRNAs EXOSOMAIS NA TOXICIDADE HEPÁTICA INDUZIDA PELO CLOPIDOGREL EM CÉLULAS HepG2

  • Orientador : ANDRE DUCATI LUCHESSI
  • Data: 16/06/2017
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  • Clopidogrel é uma terapia essencial para prevenção de trombose e aterosclerose. Contudo, a hepatotoxicidade induzida por clopidogrel é um potencial efeito adverso relacionado com lesões hepáticas e resposta antiplaquetária. Considerando a falta de diagnóstico precoce para esse efeito adverso, miRNAs derivados de exossomos podem ser úteis para melhorar o monitoramento da resposta antiplaquetária e na predição do risco de hepatotoxicidade. Portanto, primeiramente objetivamos investigar as interações miRNA-mRNA com a toxicidade do fármaco in silico utilizando dados de microarrays disponíveis e software Ingenuity Pathways Analysis 6 (IPA). Em seguida, o perfil de expressão exossomal dos miR-26a-5p, miR-145-5p, miR-15b-5p e miR-4701-3p, bem como os mRNAs alvos derivados de células PLOD2, SENP5, EIF4G2, HMGA2, STRADB e TLK1 foram avaliadas in vitro, uma vez que estes foram os alvos moleculares principalmente associados ao efeito adverso. Assim, células HepG2 foram cultivadas em RPMI contendo 5% de soro bovino fetal livre de exossomos e suplementado com penicilina (10.000 UI/mL), estreptomicina (10.000 UI/mL) e bicarbonato de sódio (44 mmols/L), mantidas a 37º C, em estufa umidificada com atmosfera de 5% de CO2 e incubadas com clopidogrel a 6,25, 12,5, 25, 50 e 100 μM durante 24 e 48 h. A citotoxicidade foi avaliada por citometria de fluxo pela análise da fragmentação do DNA e do ciclo celular. A expressão de miRNA derivados de exossomos e de mRNA derivados de células foi avaliado por RT-qPCR. As células tratadas com concentrações mais elevadas de 50 e 100 μM causaram maior fragmentação do DNA após 24 e 48 h sugerindo ser uma concentração tóxica. A expressão do miR-26a-5p foi elevada e a expressão do miR-15b-5p foi diminuída na concentração tóxica 100 μM em relação ao controle em 24 e 48 h. HMGA2, EIF4G2, STRADB e SENP5 alvos do miR-26a-5p foram pouco expressos nas concentrações tóxicas em 24 h e o HMGA2 se manteve pouco expresso depois de 48 h de tratamento. TLK1, alvo do miR-15b-5p, teve expressão diminuída em 24 h na concentração tóxica. Os resultados sugerem que concentrações tóxicas de clopidogrel podem modular a expressão de miR-26a-5p e miR-15b-5p e seus alvos de mRNA. Além disso, o miR-26a pode representar um marcador importante para prever a hepatotoxicidade induzida por clopidogrel

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  • LARISSA MARINA PEREIRA SILVA
  • ANÁLISE CROMATOGRÁFICA E TÉRMICA DE EXTRATO DAS FOLHAS DE Genipa americana Linnaeus (JENIPAPO) E AVALIAÇÃO BIOLÓGICA

     

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 22/06/2017
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  • Genipa americana Linnaeus, é uma árvore frutífera conhecida popularmente como jenipapo,
    da família Rubiaceae, nativa da Amazônia, distribuída por toda a América Central e do Sul. A
    espécie é utilizada para tratar várias enfermidades como diarreias, anemias e doenças do
    fígado. A grande maioria dos estudos científicos com a espécie foi realizada com os frutos e
    os iridoides são os compostos mais descritos para a espécie. Em relação às folhas de G.
    americana, poucos trabalhos fitoquímicos e farmacológicos foram encontrados na literatura.
    Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo caracterizar os marcadores analíticos
    presentes nas folhas de G. americana, por meio do uso de técnicas cromatográficas,
    espectroscópicas e análises térmicas, além de avaliar o seu potencial efeito anti-helmíntico. O
    extrato hidroetanólico das folhas (EHF) foi preparado por maceração hidroetanólica a 70%,
    particionado com solventes orgânicos em ordem de polaridade crescente (éter de petróleo,
    clorofórmio, acetato de etila, e n-butanol). As frações que apresentaram flavonoides e
    iridoides por meio de análise por CCD, foram selecionadas para dar seguimento às etapas de
    isolamento para obter esses compostos isolados. Foi desenvolvido um método cromatográfico
    por CLUE para analisar o perfil químico do EHF, frações e demais derivados. O EHF e as
    frações foram caracterizados termicamente por meio de TG (Termogravimetria), DSC
    (Calorimetria Exploratória Diferencial) e DTA (Análise Térmica Diferencial) para identificar
    e selecionar os eventos térmicos aplicáveis à caracterização das amostras. O EHF foi
    analisado preliminarmente quanto a sua atividade anti-helmíntica in vitro, para isso ovos de
    parasitas da família Trichostrongylidae foram recuperados de fezes de ovinos e submetidos à
    diferentes concentrações do EHF, incubados à 37°C por 24 horas. Por meio da análise por
    CLAE-EM, foi possível identificar dois iridoides: 1-hidroxi-7-(hidroximetil)-
    1H,4aH,5H,7aH-ciclopenta[c]piran-4-carbaldeído e 7-(hidroximetil)-1-metoxi-
    1H,4aH,5H,7aH-ciclopenta [c]piran-4-carbaldeído. O processo de isolamento por técnicas
    cromatográficas permitiu a obtenção de substâncias que foram submetidas à análise por EM e
    RMN de 1H e 13C uni e bidimencionais para a determinação estrutural desses compostos,
    permitindo a identificação de cinco flavonoides glicosilados do tipo flavonol: quercetina-3-Orobinobiosídeo,
    canferol-3-O-robinobiosídeo, isoramnetina-3-O-robinobiosídeo, canferol 3-Orobinobiosídeo-
    7-O-ramnopiranosídeo e isoramnetina-3-O-ramnosídeo-galactosídeoramnosídeo.
    Quanto à avaliação preliminar da atividade anti-helmíntica, o EHF não
    apresentou resultado significativo nas condições analisadas.

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  • GESSIANE FERREIRA GERMANO
  • DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO INDICATIVO DE ESTABILIDADE DE MONOCROTALINA POR LC/MS, ANÁLISE TÉRMICA E TÉCNICAS COMPLEMENTARES

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 29/06/2017
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  • A monocrotalina é um alcaloide pirrolizidínico isolado da Crotalaria retusa com ações contra o Trichomonas vaginalis, quando utilizado por via tópica. Nesse estudo, tem-se a finalidade de avaliar a estabilidade física e química desse isolado utilizando térmicas e complementares e ser realizada a identificação e quantificação da monocrotalina através do Cromatograma líquido acoplado ao espectrômetro de massas (LC/MS). As seguintes técnicas foram utilizadas: Térmicas (Termogravimetria – TG; Calorimetria exploratória diferencial – DSC; Análise Térmica Diferencial – DTA), outras técnicas complementares (Infravermelho com transformada de Fourier – FTIR; MO e ponto de fusão por capilaridade – PFC; Difração de raio-x – DRX; Microscopia óptica). Para as técnicas térmicas foram empregadas cinco razões de aquecimento (2,5; 5; 10; 20; 40 °C.min-1), na faixa de temperatura de 25 a 900 ºC para TG e DTA e 25 a 500 ºC para DSC, ambos sob atmosfera de nitrogênio a 100 mL.min-1. Observou-se, nas curvas de TG e nas curvas de DSC que ocorreram cinco eventos em que cada curva em ambas as técnicas, com exceção do primeiro evento observado na curva de DSC na razão de aquecimento de 2,5 °C.min-1. Avaliando-se a razão de 10 °C.min-1, pode-se observar na curva de TG que a maior termodecomposição ocorre no terceiro evento, entre as temperaturas de 204 a 286ºC, tendo uma perda de massa de 65%, sendo então, a monocrotalina, estável até 204 °C . Já no DSC, nessa mesma razão de aquecimento, no primeiro evento, quando comparado com as imagem do ponto de fusão por capialaridade (PFC) observa-se uma contração da amostra, acontecendo entre as temperaturas de 124,06 °C 151,66 °C. também é obsevado com as curvas de DSC e TG e com o PFC que ocorre a fusão da monocrotalina em 200 °C e seguida dela ocorre a decomposição da amostra. Foram também avaliados os resultados da curva de DTA, que foram bem semelhantes aos resultados das curvas de DSC. Com os resultados das técnicas de DRX, FTIR e MO, observou-se que a monocrotalina tem um caráter cristalino e que, com o aquecimento, a molécula sofre mudanças significativas na sua estrutura a partir de 150 °C. Além disso, a monocrotalina foi identificada pelo LC/MS, com um tempo de retenção de 1,7 min, um fluxo de 0,2 mL/min, coluna de 50mm x 3,0 mm e partículas de 2,2μm, foi realizada também a quantificação da monocrotalina em extrato de Crotalaria retusa, utlizando a curva de calibração.

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  • IAGO DE SOUZA GOMES
  • PROTEÍNAS  EXOSSOMAIS  COMO  MARCADORES  PRECOCES  DA  DOENÇA 
    RENAL:  AVALIAÇÃO  DA  EXPRESSÃO  DE WT-1, NEFRINA  E  PODOCINA  EM 
    MODELO  DE  DIABETES  MELLITUS  TIPO 1.

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 29/06/2017
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  • A nefropatia diabética (ND) é uma das complicações decorrentes do Diabetes mellitus tipo 1 (DM1). A perda de podócitos do glomérulo renal é um evento precoce e chave no desenvolvimento da ND. A técnica para concentrar os exossomos urinários eliminados na urina tem permitido a quantificação de pequenas concentrações de componentes celulares carreados nessas microvesículas extracelulares, ricas fontes de biomarcadores. Dentre as proteínas encontradas nos exossomos urinários estão: a proteína de tumor de Wilms-1 (WT-1), que tem um papel importante no desenvolvimento de muitas doenças renais; a nefrina e a podocina, proteínas chaves na manutenção da integridade da fenda de filtração glomerular.
    Objetivo: Assim, o presente estudo objetiva avaliar a partir de exossomos urinários e do córtex renal as proteínas WT-1, nefrina e podocina envolvidas na estrutura da fenda de filtração glomerular, as quais poderão representar potenciais marcadores precoces e não invasivos de dano glomerular e da ND.
    Materiais e Métodos: Os animais foram divididos em 2 grupos, Controle e Diabéticos induzidos por Estrepzotocina (STZ), sendo avaliados em 2 períodos (30 e 60 dias), quanto ao peso corporal e a parâmetros bioquímicos como glicose, ureia, albumina e creatinina.
    Resultados: Observou-se uma redução do peso e albumina sérica dos animais do grupo diabéticos induzido por STZ em comparação ao grupo controle, em ambos os períodos. Também houve um aumento de glicemia e ureia séricas desses mesmos grupos. Além disso, foi observado características clínicas clássicas do DM1, como poliúria, polifagia e polidipsia.
    Conclusão: Dessa forma, a indução do DM1 por STZ foi confirmado pela verificação da hiperglicemia, por meio das dosagens séricas de glicose e, também, pela a presença das características clínicas como perda de peso corporal, poliúria, polifagia, polidipsia. Além disso, as alterações nas concentrações séricas de ureia e albumina, sugerem um possível quadro inicial de dano renal nestes animais.

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  • MAXCIARA AGDA VICENTE PEREIRA FIDELIS
  • CARACTERIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIAS PARA 
    ANÁLISE SIMULTÂNEA DE ÉSTERES DERIVADOS DO ÁCIDO P-CUMÁRICO POR MÉTODOS INSTRUMENTAIS

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 29/06/2017
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  •  

    O desenvolvimento de novos fármacos é uma atividade de grande importância
    para a indústria farmacêutica e envolve diversas etapas, entre elas o
    monitoramento da qualidade e segurança das substâncias de interesse. O
    ácido p-cumárico, por meio de um processo de esterificação, origina o metil pcumarato,
    etil p-cumarato e isopropil p-cumarato, que são alvos de diversos
    estudos biológicos, porém são escassos na literatura informações sobre suas
    características físico-químicas, estabilidade e metodologia analítica para sua
    identificação e quantificação. Neste contexto, esse trabalho tem como objetivo
    à avaliação térmica e cromatográfica destes ésteres, visando avaliar sua
    estabilidade e características físico-químicas contribuindo na pesquisa de
    novos fármacos e controle de qualidade de medicamentos que venham a
    apresentar estas moléculas como princípio ativo. As análises por DSC, DTA e
    TG demonstraram que os derivados do ácido p-cumárico, apesar de sua
    semelhança estrutural, possuem comportamentos térmicos distintos, de forma
    que é possível o emprego destas técnicas para a identificação destes. O metil
    p-cumarato e o etil p-cumarato apresentaram ponto de fusão em 131 °C e 65
    °C respectivamente, já o isopropil p-cumarato não apresentou processo de
    fusão. As três amostras possuem boa estabilidade térmica, sendo o metil pcumarato
    o mais estável. Foi desenvolvido um método para identificação
    simultânea destes compostos por UHPLC, o método se mostrou eficiente
    também na identificação dos seus produtos de degradação ao ser aplicado no
    estudo de degradação forçada.


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  • TAMIRES ROCHA FALCÃO
  • ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DOS EXTRATOS BRUTOS E FRAÇÕES DE Eugenia uniflora e Libidibia ferrea IN VIVO.

     

  • Orientador : AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
  • Data: 29/06/2017
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  • A espécie Libidibia ferrea, popularmente conhecida como pau-ferro é utilizada na
    medicina tradicional como antibacteriana, antiulcerogênica, anti-inflamatória e analgésica.
    Eugenia uniflora pertence família Myrtaceae, sendo conhecida como pitanga, utilizada
    popularmente no tratamento de diarreia, inflamação, hiperglicemia e hipertensão.
    Considerando a importância das plantas medicinais como fonte de novos medicamentos
    úteis para o tratamento de diversas patologias, e o envolvimento do processo inflamatório
    em inúmeras doenças, e os fortes indícios de atividade farmacológica associada à presença
    de substâncias bioativas presente nestas espécies, delineou-se um estudo pré-clínico com o
    objetivo de avaliar a atividade anti-inflamatória e antinociceptiva dos extratos brutos e
    frações de Libidibia ferrea e Eugenia Uniflora, por meio do modelo de peritonite induzido
    por carragenina, teste de placa quente e contorções abdominais induzidas por ácido acético
    em camundongos Swiss espécie Mus Musculus. A partir dos materiais vegetais secos e
    triturados, obteve-se por métodos gerais de farmacognosia extratos brutos e frações de
    Eugenia uniflora (extrato bruto aquoso, fração aquosa, fração hexânica e fração acetato de
    etila) e de Libidibia ferrea (Extrato bruto aquoso, extratos brutos extraídos com etanol 20,
    40, 60 e 80%, fração acetato de etila e fração aquosa). As análises cromatográficas dos
    extratos brutos e frações permitiram separar e identificar o ácido gálico, com tempo de
    retenção de aproximadamente 8,7 minutos, e o ácido elágico, com tempo de retenção de
    25,1 minutos, foram detectados flavonoides, confirmada com os dados cromatográficos
    dos padrões. Na avaliação da migração leucocitária, o extrato bruto frações de Eugenia
    uniflora e Libidibia ferrea nas doses de 50 mg/kg, 100 e 200 mg/kg reduziram o número
    de células inflamatórias para o sítio da inflamação (p<0,001) comparando os grupos
    tratados com o grupo controle positivo. A diminuição do influxo celular foi acompanhada
    de uma marcante diminuição da atividade da mieloperoxidase, redução de MDA, e
    mostrou proteger contra a depleção de glutationa (p<0,001). A administração dos extratos
    brutos e frações produziu uma resposta antinociceptiva periférica em todas as doses
    testadas, reduzindo significativamente o número de contorções abdominais induzidas por
    ácido acético em camundongos, porém demonstrou ter atividade analgésica central pouco
    significativa, sendo avaliada pelo teste de placa quente. Os resultados descritos indicam
    que estas plantas possuem atividades anti-inflamatórias e antinociceptivas. No entanto,
    outros estudos são necessários para elucidação de suas propriedades farmacológicas,
    estudos de análise a nível sistêmico e propriedades toxicológicas.

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  • EDILANE RODRIGUES DANTAS DE ARAÚJO
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIÚLCERA E ANTI-INFLAMATÓRIA TÓPICA DO SUCO DAS FOLHAS DE Kalanchoe brasiliensis CAMBESS E Kalanchoe pinnata (LAMARCK) PERSOON

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 30/06/2017
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  • Kalanchoe brasiliensis Cambess e Kalanchoe pinnata (Lamarck) Persoon (Crassulaceae),
    conhecidas popularmente como saião e coirama, são amplamente utilizadas na medicina
    tradicional no tratamento de úlceras pépticas e inflamações. Vale destacar que K. pinnata
    está presente na RENISUS (2009). Dentro deste contexto, o objetivo do presente trabalho foi
    caracterizar os marcadores químicos presentes nos sucos das folhas das duas espécies e
    avaliar a atividade antiúlcera e anti-inflamatória tópica. Foi realizada caracterização
    fitoquímica por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Cromatografia Líquida de Ultra
    Eficiência Acoplada a Espectrômetro de Massas (CLUE-EM). A atividade antiúlcera foi
    avaliada nos modelos de úlcera induzida por etanol e indometacina, já a acidez total, pH e
    volume foram avaliados no modelo de ligadura do piloro, ambos em ratos Wistar. Os sucos
    nas doses de 125, 250 e 500 mg/kg e a ranitidina (50 mg/Kg, via oral) foram administrados
    por via oral 24 e 1 hora antes da indução. A atividade anti-inflamatória tópica foi avaliada no
    modelo de edema de pata induzido por carragenina e edema de orelha induzido por óleo de
    crotón em camundongos Swiss, utilizando como fármaco padrão a dexametasona (1mg/g, via
    tópica). A análise por CCD revelou a presença de manchas características de flavonoides nos
    sucos das duas espécies, após revelação com o Reagente Natural A e permitiu observar que as
    espécies em questão apresentam perfil flavonoídico diferente. Na análise por CLUE-EM o
    suco das folhas de K. brasiliensis apresentou flavonoides glicosilados derivados
    principalmente da patuletina, enquanto que o de K. pinnata apresentou em sua maioria
    flavonoides glicosilados derivados de quercetina. O pré-tratamento com o suco das folhas de
    K. brasiliensis nas doses de 250 mg/kg (P<0,01) e 500 mg/kg (P<0,001) e com o suco das
    folhas de K. pinnata nas doses de 250 mg/kg (P<0,001) e 500 mg/kg (P<0,001) reduziram
    significativamente as lesões em comparação ao controle positivo no modelo de indução por
    etanol. No modelo de indução por indometacina o suco das folhas de K. brasiliensis também
    apresentou resultado significativo nas doses de 250 (P<0,05) e 500 mg/kg (P<0,01) e K.
    pinnata nas doses de 250 (P<0,01) e 500 mg/kg (P<0,001). A redução das lesões foi
    acompanhada de redução do estresse oxidativo, observado pelo aumento do conteúdo total de
    glutationa e pela redução dos níveis de malondialdeído. Além disso, houve redução dos
    marcadores inflamatórios: mieloperoxidase, IL-1β e TNF-α. Também foi possível observar
    um efeito citoprotetor a partir da avaliação histológica e redução da expressão de iNOS por
    imunohistoquímica. No modelo de ligadura do piloro os sucos das folhas de ambas espécies
    não alteraram a acidez, o pH e o volume do suco gástrico. No modelo de edema de orelha, as
    formulações contendo as três concentrações do suco das folhas de K. brasiliensis reduziram
    significativamente o edema quando comparadas ao grupo placebo (1,25% P<0,05; 2,5%
    P<0,01 e 5% P<0,01). Apenas a formulação contendo o suco das folhas de K. pinnata na
    concentração de 5% apresentou resultado significativo (P<0,01). No modelo de edema de
    pata, as formulações contendo o suco das folhas de K. brasiliensis nas concentrações de 1,25
    e 2,5% reduziram significativamente (P<0,05) o edema no tempo 4 h. A formulação na
    concentração de 5% reduziu significativamente o edema nos tempos 1 h (P<0,001), 2 h
    (P<0,01), 3 h e 4 h (P<0,01). Em relação as formulações contendo o suco das folhas de K.
    pinnata, a concentração de 1,25% reduziu significativamente o edema no tempo 1h (P<0,01) e
    no tempo 2h (P<0,05), na concentração de 5% reduziu significativamente no tempo 1h
    (P<0,05). A diminuição do edema foi seguida da redução da atividade da enzima
    miloperoxidase. Dessa forma, pode-se concluir que o suco das folhas das duas espécies e
    estudo apresentaram atividade antiúlcera e anti-inflamatória tópica em modelos in vivo,
    resultados que justificam a utilização popular das espécies.

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  • HALINE TEREZA MATIAS DE LIMA COSTA
  • UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS OFF-LABEL E NÃO LICENCIADOS EM TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

  • Orientador : ANTONIO MANUEL GOUVEIA DE OLIVEIRA
  • Data: 30/06/2017
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  • INTRODUÇÃO: Diversos estudos têm mostrado que um número significativo de medicamentos prescritos em pacientes pediátricos são off-label ou não licenciados, mas existe pouca informação sobre o uso destes medicamentos em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN), assim como estudos sobre fatores de risco para interações medicamentosas (IM). OBJETIVO: Avaliar o uso de medicamentos off-label e não licenciados utilizados em recém-nascidos (RN) hospitalizados em UTIN, além de avaliar frequência de IM e seus fatores de risco. METODOLOGIA: Estudo descritivo observacional, de coorte e prospectivo, no qual foram incluídos neonatos admitidos consecutivamente na UTIN da Maternidade Escola Januário Cicco com pelo menos um medicamento prescrito e tempo de internação superior a 24 horas. Dados demográficos, clínicos e farmacoterapêuticos dos neonatos foram coletados durante toda a internação, sendo a classificação dos medicamentos em off-label e não licenciados realizada de acordo com critérios da Food and Drug Administration através da base DrugDex-Micromedex®, a qual também foi utilizada na classificação das IM, cujos fatores de risco foram identificados por regressão logística. RESULTADOS: Entre agosto de 2015 e agosto de 2016 foram analisados 17421 itens medicamentosos em 3935 prescrições de 220 neonatos, dos quais 96,4% foram expostos a medicamentos off-label e 66,8% a não licenciados. Mais de 70% dos prematuros e RN com menos de 2000g foram submetidos à farmacoterapia com medicamentos off-label e mais de 50% aos não licenciados. Os anti-infecciosos para uso sistêmico foram o grupo farmacológico mais prescrito de forma off-label,sendo o fentanil (n=1358) e a gentamicina (n= 1197) os medicamentos com maior prevalência de uso off-label para RN. A cafeína (n=1226) foi o medicamento não licenciado mais prescrito, seguido pelos agentes cardiovasculares (n=648) modificados pela enfermagem. Em 42,3% (n= 1665) das prescrições foram detectadas IM, sendo considerados como fatores de risco para IM importantes o número de medicamentos (OR 1,60, p<0,001), parto cesáreo (OR 2,68, p=0,06) e idade gestacional (OR 1,03, p= 0,002). CONCLUSÃO: RN em terapia intensiva têm uma alta taxa de prescrição e exposição a medicamentos off-label e não licenciados, sendo os mais frequentes os anti-infecciosos de uso sistêmico e os medicamentos atuantes no sistema nervoso, e também uma elevada incidência de IM, sendo o número de medicamentos prescritos, parto cesáreo e a idade gestacional os principais fatores de risco para IM.

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  • PEDRO RAMON DA SILVA AQUINO
  • Sensibilidade analítica e detecção do Trypanosoma cruzi no sangue de indivíduos chagásicos crônicos do Rio Grande do Norte pela Reação em Cadeia de Polimerase

  • Orientador : ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
  • Data: 25/08/2017
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  • O Trypanosoma cruzi está subdividido em seis Unidades de Tipagem Discreta (Discret Typing Units - DTUs), TcI-TcVI. No semiárido do Rio Grande do Norte (RN), TcI, TcII e TcIII foram identificados em triatomíneos e humanos. Este estudo objetivou avaliar a sensibilidade analítica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para a detecção do Trypanosoma cruzi em TcI, TcII e TcIII e no sangue total de indivíduos crônicamente infectados procedentes do semiárido do Rio Grande do Norte. Diluições de parasitos e DNA das DTUs I, II e III isoladas de indivíduos com hemocultura positiva e 100 amostras de sangue de moradores de comunidades rurais de diferentes municípios do RN com sorologia reativa foram submetidos a PCR para a detecção do DNA do cinetoplasto (kDNA) e da região microssatélite (SatDNA) do T. cruzi. A sensibilidade analítica da genotipagem das DTUs foi realizada com os marcadores: subunidade II do citocromo oxidase-gene mitocondrial (CO II), domínio divergente do gene 24S do DNA ribosomal (rRNA) e espaçador intergênico do T. cruzi (SL-IR). Os ensaios de sensibilidade analítica demonstraram variações de amplificação entre as DTUs com melhor desempenho do kDNA em relação ao SatDNA. Nas amostras de indivíduos chagásicos crônicos, 36% amplificaram o fragmento de 330pb do kDNA, enquanto 19% destas mesmas amostras amplificaram o fragmento de 188pb do SatDNA. Todas as amostras positivas para o SatDNA também foram no kDNA. Nas amostras positivas na PCR 75,0% foram de indivíduos não tratados e 25,0% de tratados. A análise empregando o CO II, rRNA e SL-IR apresentaram variações de amplificação entre as DTUs, porém não foram efetivas nas diluições de 0,5 a 0,00005 parasito/mL e também na genotipagem das amostras de sangue de individuos chagásicos crônicos. A menor positividade encontrada no RN provavelmente está relacionada com a constituição genética do parasito, bem como fatores como o genótipo circulante, tratamento etiológico, virulência ou susceptibilidade á resposta imune que influenciam na parasitemia e, consequentemente, na detecção pela PCR.

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  • RANIERY DE OLIVEIRA SANTANA
  • Susceptibilidade do Triatoma brasiliensis (hemiptera: reduviidae triatominae) à infecção por isolados do Trypanosoma cruzi (kinetoplastida, trypanosomatidae) do Estado do Rio Grande do Norte.

  • Orientador : ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
  • Data: 25/08/2017
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  • A suscetibilidade do Triatoma brasiliensis a infeccao por DTUs I, II e III do Trypanosoma cruzi encontradas no Estado do Rio Grande do Norte foi avaliada experimentalmente. Ninfas de T. brasiliensis foram alimentadas por xenodiagnostico direto e indireto com os isolados 3188 (TcI), RN79/RN25 (TcII) e Pl1.10.14 (TcIII) em infeccoes simples ou mistas. O conteudo intestinal foi avaliado por exame direto, xenocultura e Reacao em Cadeia da Polimerase (PCR) do kDNA. Em seguida, a caracterizacao dos isolados foi realizada com os marcadores: Gene mitocondrial citocromo Oxidase subunidade II (CO II), gene 24Sƒ¿ do DNA ribosomal (rDNA) e espacador Intergenico (SL-IR). No xenodiagnostico direto, a positividade das tecnicas foi de 30,0%(15/50) no exame direto, 18,0%(9/50) em xenocultura e 88,0%(44/50) na PCR do kDNA. Enquanto no xenodiagnostico indireto, a positividade no exame direto foi de 5,4%(3/56) e na xenocultura de 25,0%(14/56) e PCR de 41,1%(23/56). Ao comparar as duas tecnicas, o xenodiagnostico direto resultou em percentual de positividade de infeccao superior ao xenodiagnostico indireto. A PCR do kDNA identificou o T. cruzi nas infeccoes experimentais no T. brasiliensis tanto em xenodiagnostico direto como indireto com os percentuais de positividade superiores aos verificados nos exames direto e xenocultura. Na caracterizacao molecular do T. cruzi nos re-isolados foi observado o mesmo perfil do isolado antes e apos a infeccao simples. Nas infeccoes mistas foi observado a presenca dos dois isolados ou somente um. Os dados evidenciaram a susceptibilidade do T. brasiliensis as DTULs I, II III, com elevados indices de infeccao simples e mistas. Alem disso, o vetor suporta infeccoes mistas de ate tres isolados reforcando a importancia do T. brasiliensis na epidemiologia da infeccao pelo T. cruzi no Rio Grande do Norte.

2016
Dissertações
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  • RAYLLAN DE OLIVEIRA RODRIGUES
  • DESENVOLVIMENTO DE EMULSÕES CONTENDO EXTRATO DE Kalanchoe brasiliensis Cambess E AVALIAÇÃO CLÍNICA DA EFICÁCIA HIDRATANTE.

  • Orientador : MARCIO FERRARI
  • Data: 26/01/2016
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  • A espécie Kalanchoe brasiliensis Cambess, pertencente à família das Crassulaceae, apresenta em sua composição química flavonoides, polissacarídeos e ácido ascórbico. Esses ativos são comumente utilizados em formulações cosméticas com propriedades antioxidades, hidratantes e antienvelhecimento. Essa pesquisa teve como objetivos o desenvolvimento de emulsões hidratantes aditivadas com o extrato hidroetanólico de folhas de Kalanchoe brasiliensis e avaliar a eficácia clínica
    hidratante das mesmas. O extrato obtido foi avaliado quanto as concentrações de açucares totais, proteínas e polifenóis totais. Foram desenvolvidas formulações com diferentes concentrações de Sodium Acrylates/ Beheneth-25 Methacrylate Crosspolymer (and) Hydrogenated Polydecene (and) Lauryl Glucoside (Novemer™EC-2), adicionadas ao gel de Acrylates/C10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer (Carbopol® Ultrez-20). As formulações foram aditivadas ou não de 0,5% (p/p) do extrato vegetal em estudo e submetidas aos testes de estabilidades preliminar e acelerada. No estudo de estabilidade acelerada, as amostras foram estocadas em diferentes temperaturas durante 90 dias. As características organolépticas, valor de pH e comportamento reológico foram avaliados. A formulação contendo 3,0% Novemer™EC-2 e 0,4% de Carbopol® Ultrez-20 aditivada com 0,5% de extrato hidroetanólico de K. brasiliensis foi considerada estável. A eficácia clínica foi avaliada por meio das metodologias de capacitância e da perda de água transepidermal. A formulação contendo o extrato comparado ao veículo promoveu aumento significantemente estatístico do conteúdo hídrico das camadas superficiais da pele e diminuição da perda de água transepidermal promovendo efeito barreira até cinco horas após uma única  aplicação da formulação. A emulsão desenvolvida com 0,5%
    do extrato hidroetanólico das folhas de K. brasiliensis, apresentou eficácia hidratante atuando possivelmente pelos mecanismos de oclusão e umectação, demonstrando potencial uso como produto cosmético hidratante.

2
  • ERICA CRISTINA DE SALES VAZ
  • Ziziphus joazeiro Mart. (juá): Avaliação in vitro e in vivo da toxicidade do
    extrato das folhas

  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 17/02/2016
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  • A espécie Ziziphus joazeiro Mart. (Rhamnaceae), conhecida popularmente como "juá", é endêmica do bioma caatinga e nativa do nordeste do Brasil. Seu uso é indicado na medicina popular no tratamento de gastrites, gripes, contusões e ferimentos, além de alívio da tosse, como anti-inflamatório, para doenças de pele e como antisséptico bucal e agente de limpeza dos cabelos. A grande maioria dos estudos foi realizada com as cascas do caule, no entanto, as folhas também são utilizadas medicinalmente. Além disso, do ponto de visto ecológico, o uso das folhas é considerado mais sustentável. Neste contexto, este estudo objetivou-se avaliar a toxicidade in vitro e in vivo do extrato hidroetanólico das folhas de Ziziphus joazeiro Mart.. Foi realizada uma análise fitoquímica preliminar para avaliar a presença de metabólitos secundários no extrato. Os ensaios citotóxicos foram realizados em linhagens de células de fibroblasto de camundongo 3T3 (normais) e 786-0 (Adeno carcinoma renal) analisados pelo ensaio de MTT. A toxicidade aguda foi realizada na dose 2000 mg/kg e a toxicidade subcrônica nas doses 100, 500 e 1000 mg/kg, por via oral, e foram utilizados camundongos Swiss de ambos os sexos, sendo mensurados os parâmetros hematológicos, bioquímicos e realizados estudos histopatológicos, testes de campo aberto e rota-rod. O extrato de Z. joazeiro apresentou citotoxicidade nas doses de 1000 e 10000 μg/ml para as células 3T3 e 786-0. Nos testes agudo e subcrônico não houve mortes, sinais clínicos de toxicidade nem variação do peso corpóreo. No teste agudo, consumo de água, dosagem de glicose e proteínas totais foram aumentadas nas fêmeas tratadas e algumas alterações nos parâmetros hematológicos não apresentaram significado clínico considerado. No teste subcrônico, o consumo de água aumentou nos machos na dose de 500 mg/kg e nas fêmeas na dose 100 mg/kg. Nos machos o colesterol aumentou da dose de 500 e 1000 mg/kg, o ALT e número de hemácias diminuiu na dose de 100 mg/kg, o hematócrito reduziu na dose de 500 mg/kg e o AST aumentou na dose de 1000 mg/kg. A análise histopatológica em geral não demonstrou diferenças significativas entre os grupos teste e controle, com rins e baço normais, porém o fígado apresentou degeneração hidrópica, esteatose e apoptose. Os testes de campo aberto e rota-rod mostraram que o extrato não provoca efeito sedativo e alteração da coordenação motora. O extrato do Z. joazeiro foi considerado seguro, pois as alterações bioquímicas, hematológicas e histopatológicas dos testes agudo e subcrônico foram discretas, e não houve toxicidade neurológica.

3
  • CAROLINA ARRUDA BRAZ
  • PROSPECÇÃO IN SILICO DE COMPOSTOS BIOATIVOS CONTRA MALÁRIA UTILIZANDO MODELOS DE PREVISÃO DE ATIVIDADE BIOLÓGICA

  • Orientador : EUZEBIO GUIMARAES BARBOSA
  • Data: 26/02/2016
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  • Estratégias de planejamento de fármacos auxiliadas por computador utiliza-se de técnicas computacionais para auxiliar o descobrimento de novos fármacos. Economizando custos e agilizando o processo de pesquisa e desenvolvimento, além de poder processar uma quantidade grande de dados. A utilização da técnica do LQTA-QSAR permite a criação de modelos de previsão de atividade biológica capazes de sugerir estruturas inéditas sem a real necessidade de execução de teste de atividade biológica in vitro ou in vivo. A malária é uma doença causada pelo parasito do gênero Plasmodium e afeta principalmente as regiões da África e América Latina. Estima-se que em 2014 ocorreram 214 milhões de caso de malária e 438 mil de mortes de acordo com a Organização Mundial de Saúde. A enzima Plasmepsina II é responsável pela clivagem inicial da hemoglobina e é um alvo validado para o planejamento de novos agentes antimaláricos. O objetivo geral desse trabalho foi desenvolver um modelo de previsão de atividade biológica baseado na relação estrutura atividade de compostos inibidores da Plasmepsina II que possuem um núcleo derivado de alofenilnostatinas. Foi criado um modelo de previsão com 37 amostras. O modelo PLS apresentou um Q² = 0,92 e R² = 0,95 com 10 variáveis e 2 variáveis latentes. O modelo apresentou bons parâmetros estatísticos e boa capacidade preditiva (Q² ext = 0,79) Os descritores também estão corroboram com a interação dos inibidores com sítio receptor da Plm II. Os dados obtidos servem como guia para o planejamento de novos antimaláricos com maior potência.

4
  • ALESSANDRA DANIELE DA SILVA
  • Avaliação estrutural e multifuncional das Stigmurinas I e II presentes na peçonha do escorpião Tityus stigmurus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 29/02/2016
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  • A resistência a antibióticos convencionais e o declínio no desenvolvimento de novos fármacos constitui um sério problema de saúde pública, motivando a busca por novas alternativas terapêuticas. A sepse consiste em uma síndrome complexa com elevada mortalidade mundial, sendo observado um aumento de infecções causadas por microrganismos multirresistentes nos últimos anos. Nesse contexto, biomoléculas extraídas a partir de diferentes espécies de animais, entre elas, peptídeos sem pontes dissulfelto com ação multifuncional, tem sido alvo de pesquisas devido ao potencial uso como agentes anti-infecciosos e imunomoduladores. Stigmurinas I e II, peptídeos sem pontes dissulfeto, identificados previamente em estudos de transcriptoma da glândula de peçonha do escorpião Tityus stigmurus, tem demonstrado ação antibiótica e antiproliferativa in vitro. Neste estudo foi avaliada a estrutura secundária, estabilidade térmica e em diferentes condições de pH, e o potencial efeito imunomodulador e antimicrobiano das Stigmurinas I e II na sepse polimicrobiana em camundongos. A análise de dicroísmo circular demonstrou que ambos os peptídeos apresentam estabilidade a variações de temperatura e pH, sendo observada alterações estruturais dependentes do ambiente para a Stigmurina II. Ambos os peptídeos apresentaram atividade citotóxica sobre as células HepG2, com aumento na viabilidade celular de macrófagos murinos após o tratamento com a Stigmurina II, sugerindo a atividade imunomoduladora do peptídeo. Stigmurinas I e II foram capazes de reduzir a migração leucocitária, o número de microrganismos viáveis e os níveis de TNF-α no exsudado peritoneal de camundongos com sepse induzida por ligadura e perfuração cecal (CLP), reduzindo a inflamação no ceco e pulmão, conforme observado em análise histopatológica. Stigmurina II, mas não a Stigmurina I, reduziu a liberação de óxido nítrico no lavado peritoneal, sugerindo possível diferença no mecanismo de ação destes peptídeos bioativos. Ambos os peptídeos apresentaram ação antimicrobiana sobre microrganismos presentes na microbiota fecal de camundongos. Tomados em conjunto, estes dados indicam que as Stigmurinas I e II possuem potencial aplicação terapêutica, demonstrando eficiência no controle do foco infeccioso, bem como poderão ser utilizados como protótipos para o desenho racional de novos agentes terapêuticos.

5
  • ALLANNY ALVES FURTADO
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DO EXTRATO AQUOSO DAS
    FOLHAS DA Ipomoea asarifolia (Concolvulaceae) EM MODELOS EXPERIMENTAIS
    EM MURINOS

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 29/02/2016
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  • Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem. & Schult. (Convolvulaceae), vulgarmente conhecida como salsa, é uma planta usada na medicina popular para tratar sintomas de doenças de cunho inflamatório, como dermatites, sarna, sífilis, úlceras de pele e feridas externas. No entanto, pouco se sabe a respeito da composição química e mecanismos de ação dessa espécie vegetal para apoiar essa atividade relatada pelo uso popular. Portanto, o estudo objetivou investigar o potencial anti-inflamatório das folhas da I. asarifolia e identificar biomoléculas presentes no extrato. A amostra foi obtida por decocção (1:10 m/v) e o perfil cromatográfico obtido por Cromatografia em Camada Delgada (CCD), Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada ao Detector de Arranjo de Diodos (CLAE-DAD) e Cromatografia líquida acoplada ao Detector de Arranjo de Diodo e ao Espectrômetro de Massa em Tandem (CL-DAD-EM/EM). O potencial anti-inflamatório do extrato foi avaliado nos seguintes modelos in vivo: edema de orelha induzido por xilol (20, 30 e 40 mg/kg), avaliando o grau de formação de edema; peritonite induzida por carragenina (10, 20 e 30 mg/kg), avaliando a migração de leucócitos e os níveis de citocinas (IL-1β, IL-6, IL-12 e TNF-α) em 4 horas por ELISA; bolsa de ar com inflamação induzida por zimosan (20, 30 e 40 mg/kg), avaliando a cinética da migração de leucócitos por contagens global e diferencial em 6, 24 e 48 horas. Os mesmos testes foram realizados para os compostos fenólicos identificados (rutina, ácido clorogênico e ácido cafeico) em diferentes doses para cada modelo experimental acima citado. O extrato reduziu a formação do edema (81, 85 e 86% para as doses de 20, 30 e 40 mg/kg, respectivamente, p<0,001) e a migração celular em modelos experimentais de peritonite (70, 78 e 83% para doses de 10, 20 e 30 mg/kg, respectivamente, p<0,001) e de bolsa de ar (58, 67 e 53% para as doses de 20, 30 e 40 mg/kg, respectivamente, p<0,001). Além disso, o extrato demonstrou a capacidade para inibir de forma significativa a produção das citocinas analisadas (p<0,001) bem como as biomoléculas
    identificadas. Este é o primeiro estudo a identificar e confirmar a presença rutina, ácido clorogênico e ácido cafeico no extrato aquoso de I. asarifolia, sugerindo que esses compostos contribuem para a atividade anti-inflamatória relatada pelo uso popular

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  • ANA PATRÍCIA VIEIRA DE MELO
  • PREVALÊNCIA E FATORES DE VIRULÊNCIA DE Candida spp. OBTIDAS DE HEMOCULTURAS DE PACIENTES COM CANDIDEMIA ATENDIDOS EM HOSPITAIS TERCIÁRIOS DO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : GUILHERME MARANHAO CHAVES
  • Data: 29/02/2016
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  • Leveduras do gênero Candida são uma das causas mais comuns de infecções de corrente sanguínea, afetando principalmente pacientes imunocomprometidos. Neste contexto, os objetivos deste estudo foram identificar leveduras obtidas a partir de hemoculturas de pacientes com candidemia, atendidas em hospitais terciários na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Além disso, avaliamos alguns dos principais fatores de virulência de Candida spp., incluindo a capacidade de aderir a células epiteliais bucais humana (CEBH), formação de biofilme, atividade hemolítica, de proteinase e fosfolipase. Foram analisados 70 isolados de Candida spp. obtidos a partir de culturas de sangue entre março de 2011 e março de 2015. As espécies de Candida isoladas foram identificadas a saber: Candida albicans (24), as espécies do complexo Candida parapsilosis (18), Candida tropicalis (18), Candida glabrata (7) e um único isolado de cada das espécies: Candida lusitaniae, C. krusei e Candida ciferrii. A maioria dos isolados do complexo analisados pertenciam a espécie C. parapsilosis stricto sensu (8; 44,44%), seguida por C. orthopsilosis (7; 38,9%) e apenas três isolados (3; 16,66%) pertenciam a espécie C. metapsilosis. As diferentes espécies de Candida demonstraram peculiaridades em termos de expressão dos fatores de virulência avaliados in vitro. Os isolados de C. albicans foram mais aderentes às CEBH que a demais espécies de Candida avaliadas. Os isolados de C tropicalis foram considerados fortes produtores de biofilme. Quanto a atividade de proteinase, não se verificaram diferenças significativas entre as espécies avaliadas, embora destacamos os isolados de C. metapsilosis que não apresentaram atividade enzimática. As cepas pertencentes ao complexo C. parapsilosis foram capazes de produzir hemolisinas, enquanto os isolados de C. glabrata também apresentaram atividade hemolítica e produção de fosfolipase. Por conseguinte, espécies de Candida não-Candida albicans (CNCA) também são capazes de produzir fatores de virulência, que desempenham um papel importante nas infecções de corrente sanguínea causada por estas leveduras. Destacamos ainda que a prevalência de cepas de CNCA foi maior do que C. albicans e também o possível primeiro relato de caso de candidemia devido a C. ciferrii descrito na América Latina.

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  • GUSTAVO HENRIQUE AZEVEDO BRANDÃO
  • Alcaloides de Melocactus zehntneri: extração sustentável e atividade farmacológica

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 29/02/2016
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  • Melocactus zehntneri (Britton & Rose) é uma das muitas espécies vegetais de valor terapêutico que se encontra ameaçada pelas atividades humanas sobre o seu habitat. Ao considerar as relações etnofarmacológicas e quimiotaxonômicas, uma vez que M. zehntneri pertence à família Cactaceae, os constituintes químicos da espécie se tornam atrativos especialmente no que tange os alcaloides isoquinolínicos, classe de extremo interesse farmacológico enquanto moléculas citotóxicas. Acredita-se que agregando valor científico à espécie novas políticas públicas de conservação podem ser desenvolvidas. Este trabalho tem como objetivos avaliar a extração de alcaloides de M. zehntneri por maceração, ultrassom (EAU), ultrassom com liquido iônico (EAU-liquido iônico) e extração por fluido supercrítico (EFS) tendo como metas um processo sustentável e a valorização do bioma Caatinga. Além disso, foram realizados experimentos de citotoxicidade com diferentes concentrações de frações enriquecidas em alcaloides frente às linhagens HeLa e C33a responsáveis por carcinomas cervicais. As condições de extração de maceração [tempo 24, 48 e 72 horas], EAU [amplitude (20%, 27%, 33% e 40%); tempo (15, 30, 45 e 60 minutos) e proporção droga:solvente (1:10, 1:20 e 1:40, p/v)], EAU-liquido iônico [concentração (0 mol/mL; 0,05 mol/mL; 0,1 mol/mL; 0,2 mol/mL e 0,3 mol/mL)] e EFS [pressão (100, 200 e 300 bar) e temperatura (35º C, 45º C e 55º C)] foram otimizadas para garantir o máximo de eficiência de extração. O rendimento global, Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e espectrofotometria foram usadas como ferramentas de análises para selecionar as melhores condições de extração em cada técnica. Dessa forma, as amostras obtidas a partir de partes aéreas da planta e extraídas por maceração (72 horas), EFS (300 bar e 55º C) EAU e EAU-liquido iônico (27% de amplitude, 45 minutos e proporção de 1:10, p/v) foram selecionadas e um método em CLAE-UV/DAD desenvolvido para comparação de perfis. Nessa técnica, área e intensidade de absorção simultânea em 254 nm e 279 nm dos picos no cromatograma foram assumidos como correspondentes a alcaloides. Os resultados dos cromatogramas sugerem que a EFS ofereceu diferenças qualitativas e uma maior eficiência para todos os compostos, quando comparado com as demais técnicas de extração; em contrapartida, para a maceração, EAU e EAU-líquido iônico não foram observadas diferenças qualitativas. Na atividade biológica foi observada ação citotóxica frente à linhagem C33a nas frações CHCl3 e BuOH obtidas de partes aéreas e raízes; ao passo que, essa atividade em linhagem HeLa apenas foi observada em frações clorofórmicas obtidas de partes aéreas e raízes. A aplicação de técnicas sustentáveis e os resultados experimentais apresentados no trabalho agregaram valor científico para a espécie de Melocactus zehntneri. Assim, esperamos que essa contribuição auxilie no desenvolvimento de políticas públicas para preservação dessa espécie e valorização do bioma Caatinga.

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  • ILANNA TAINÁ MEDEIROS GURGEL PINHEIRO
  • PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS E FISIOPATOLÓGICOS DO ENVENENAMENTO INDUZIDO PELO ESCORPIÃO Tityus stigmurus EM CAMUNDONGOS

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 01/03/2016
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  • O envenenamento por escorpiões é responsável por significativa morbidade e mortalidade em muitas partes do mundo e representa um problema público de saúde no Brasil. Pouco estudado, Tityus stigmurus é considerado um escorpião de importância médica bastante associado aos casos de escorpionismo que ocorrem no Nordeste brasileiro. Diante desse contexto, o trabalho propõe avaliar parâmetros inflamatórios e fisiopatológicos locais e sistêmicos decorrentes do envenenamento pelo escorpião Tityus stigmurus em modelos experimentais in vivo. Através de injeção intraperitoneal de 375 μg/Kg do veneno em camundongos BALB/c foi realizada a avaliação dos efeitos locais e sistêmicos por contagem global e diferencial de leucócitos, quantificação da atividade da enzima mieloperoxidase, dosagem de nitrito pelo método de Griess, proteínas totais pelo método de Bradford e IL-10 e TNF-α do lavado peritoneal dos animais, além da avaliação de parâmetros bioquímicos e citocinas no soro, bem como a determinação do peso relativo dos órgãos coletados dos animais de experimentação. A avaliação da ação edematogênica da peçonha se deu através do modelo de edema de pata por injeção intraplantar de 5μg do veneno de T. stigmurus. Os resultados mostraram que o veneno não foi capaz de induzir a migração de células para o peritônio dos animais de experimentação em 6 e 24 h, nem induziu o aumento de IL-10 e TNF-α no lavado peritoneal e no soro. Porém, alterações bioquímicas importantes foram observadas como o aumento nos níveis de creatina quinase (CK) e sua isoenzima MB (CK-MB), aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), creatinina, amilase e ácido úrico, indicativo de lesões em órgãos como coração, fígado, rins e pâncreas. Também foi demonstrada resposta edematogênica que se caracterizou pelo início rápido, com duração até 1 hora. Com os resultados aqui obtidos, tem-se pela primeira vez a caracterização parcial do quadro do envenenamento induzido por T. stigmurus em camundongos.

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  • FERNANDA PRISCILA SANTOS REGINALDO
  • Alcaloides de Selaginella convoluta: investigação química e do potencial antifúngico

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 28/03/2016
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  • Selaginella convoluta é uma espécie nativa do Brasil, endêmica no Nordeste e tem demonstrado interessante uso popular, evidenciando, dessa maneira, a potencialidade de obtenção de moléculas bioativas a partir dessa espécie. O objetivo deste estudo é pesquisar a fitoquímica de Selaginella convoluta, através da identificação estrutural dos seus alcaloides, bem como realizar uma investigação do metabolismo nas condições seca e irrigada. Ainda, avaliar o potencial biológico da fração enriquecida de alcaloides frente a fungos leveduriformes. A técnica de RMN foi utilizada para elucidação estrutural e análise do fingerprint metabólico. Os espectros de RMN da análise do fingerprint metabólico obtidos foram analisados segundo a correlação de Pearson. Os espectros de RMN analisados de S. convoluta nas condições seca e irrigada, tiveram os metabólitos identificados através do deslocamento químico, demonstrando sinais característicos de glutamato, ácido succínico, colina, inositol, ácido málico e β-glicose, α-glicose e sacarose e ácido fumárico. De acordo com a análise de correlação de Pearson, o inositol parece estar mais relacionado à condição irrigada, possuindo coeficiente de correlação nulo, o que indica uma diferença expressiva entre as condições analisadas. O inositol pode se conjugar com auxinas, permitindo o transporte de longa distância dentro da planta, dessa maneira, esse metabólito pode estar envolvido na comunicação entre as raízes e as partes aéreas de S. convoluta. Ainda, anabasina, um alcaloide piridínico foi identificado pela primeira vez em Selaginellaceae e também em pteridófitas. Anabasina apresentou propriedades antifúngicas contra Candida krusei e Cryptococcus neoformans. Finalmente, as análises realizadas das frações das raízes obtidas através de partição líquido-líquido sugeriram a presença de derivados de poliaminas, possíveis precursores de alcaloides; no entanto a escassa biomassa das raízes não permitiu isolamento e elucidação estrutural

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  • JULIANA RAFAELA GRANJEIRO REGO
  • SÍNDROME DE BERARDINELLI-SEIP: IDENTIFICAÇÃO DE ANORMALIDADES
      IMUNOLÓGICAS E A RELAÇÃO COM A HIPOLEPTINEMIA


  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 30/03/2016
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    A Síndrome de Berardinelli-Seip (SBS) é uma doença rara autossômica recessiva, caracterizada pela ausência quase total de tecido adiposo e alterações metabólicas severas, dentre elas a redução da leptina sérica que desempenha um papel importante na regulação de vários sistemas, dentre eles o sistema imune, agindo direta e indiretamente sobre a imunidade. O objetivo do trabalho foi identificar a presença de anormalidades imunológicas e avaliar a relação entre alterações encontradas e a deficiência de leptina. Foram avaliadas as concentrações de leptina sérica, de imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM e IgE), proteínas do complemento (C3 e C4) e as subpopulações linfocitárias (Linfócitos T, B e células natural killer). Todos os indivíduos estudados apresentaram redução significativa de leptina com média de 1,00±0,45ng/mL. A avaliação imunológica mostrou aumento nas concentrações de imunoglobulinas e proteínas do complemento, quando comparada com leptina sérica houve diferença estatisticamente significativa com IgA, IgM, C3 e C4. Na avaliação da imunofenotipagem houve diferença estatisticamente significativa com linfócitos B (p<0,005) quando comparada com a leptina. Os resultados obtidos mostraram alterações na resposta imune adaptativa e inata. As alterações encontradas podem implicar no desenvolvimento de diversas doenças, contribuindo principalmente para o aumento no risco de infecções. São necessários estudos complementares para confirmar e auxiliar na investigação do efeito da leptina sobre a imunidade.

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  • ELYSON DIEGO SALUSTINO SARAVIA OSORIO
  • Passiflora cincinnata (MARACUJÁ-DO-MATO): INVESTIGAÇÃO DO PERFIL FLAVONOÍDICO, DA ATIVIDADE LOCOMOTORA in vivo E DA VARIAÇÃO SAZONAL

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 28/04/2016
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  • A família Passifloraceae é composta por 630 espécies organizadas em 18 gêneros, de ocorrência principalmente nas Américas. No Brasil as espécies de Passiflora são conhecidas popularmente como maracujás e amplamente utilizadas pela população, principalmente, como sedativas, antiespamódicas e ansiolíticas. Dentro do gênero Passiflora tem-se a espécie Passiflora cincinnata, comumente denominada no Brasil como maracujá-do-mato, sendo amplamente distribuída na América do Sul, com ocorrência principalmente na caatinga, agreste e brejos de altitude do Nordeste e cerrado brasileiro. No entanto, estudos fitoquímicos e farmacológicos são escassos para esta espécie. Dentro deste contexto, a proposta deste trabalho é avaliar o perfil flavonoídico e a atividade locomotora do extrato aquoso das folhas de P. cincinnata e avaliar a variação sazonal do pefil flavonoídico. O extrato das folhas de P. cincinnata foi preparado por infusão, seguido de particionamento com solventes de polaridade crescente (diclorometano, acetato de etila e n-butanol). As frações obtidas tiveram seu perfil fitoquímico avaliado preliminarmente por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Na análise por CCD e por CLAE foi verificada a presença de flavonoides glicosilados, derivados das flavonas apigenina e luteolina. A técnica de Cromatografia em Contracorrente de Alta Velocidade em modo de eluição em gradiente foi utilizada para o isolamento de flavonoides glicosilados a partir do extrato aquoso das folhas. Foi isolado um composto majoritário da fração butanólica das folhas de P. cincinnata, denominado PCN1, e duas frações semi-purificadas de flavonoides, denominadas de PCN2 e PCN3. O composto PCN1 apresenta núcleo básico do tipo apigenina e foi identificado por comparação com amostra autêntica, pela análise por UV, por coinjeção no CLAE-DAD, por RMN de 1H e 13C e pela fragmentação obtida por EM/EM, após comparação com dados encontrados na literatura, como isovitexina. O desenvolvimento e validação de metodologia analítica por CLAE foi realizado seguindo os parâmetros precozinados pela RDC 899/2003 da ANVISA e ICH Guidelines 2005. O método desenvolvido para análise dos flavonoides por CLAE-DAD empregou como fase estacionária uma coluna C18 Phenomenex Luna (250 x 4,6 mm, 5 μm), e como fase móvel um gadriente composto por: THF (solvente A) 1-1,5 %, de 0-70 min; 1,5 %, de 70-110 min, ácido fosfórico 0,5 % (B) 85,5-84 %, de 0-70 min; 84 %, de 70-110 min, acetonitrila (C) 7,5-8,5 %, de 0-70 min; 8,5 %, de 70-110 min, e metanol (D) 6%, de 0-110 min. O fluxo foi mantido constante em 0,8 mL/min e a detecção realizada a 254 e 340 nm. O método desenvolvido obedeceu aos parâmetros de resolução, número de pratos teóricos, pureza e fator de cauda adequados para cada pico, permitindo a quantificação e avaliação do teor dos compostos identificados no extrato aquoso das folhas de P. cincinnata. O método validado provou ser linear, preciso, exato e reprodutível. A análise sazonal do teor de flavonoides por CLAE-DAD mostrou alterações nas concentrações desses compostos, principalmente em relação ao flavonoide isoorientina, identificado nos extratos aqusoso das folhas de P. cincinnata, que apresentou uma maior concetração no período seco. Em relação aos efeitos sobre a atividade locomotora de camundongos tratados com o extrato das folhas de P. cincinnata coletados no período seco e chuvoso, nas doses de 300 mg/kg, 500 mg/kg e 1000 mg/kg não observou-se nenhuma alteração significativa no comportamento dos animais avaliados no campo aberto. Este resultado se mostrou interessante, já que existem outras espécies de Passiflora que apresentam alteração da atividade locomotora de camundongos no teste do campo aberto e com doses inferiores a maior dose utilizada nesse trabalho.

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  • SARAH RAFAELLY ARAÚJO SANTOS
  • ESTABILIDADE DA ANFOTERICINA B EM UM CARREADOR
    NANOTECNOLÓGICO

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 29/04/2016
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  • A Anfotericina B é um composto insolúvel em água amplamente utilizado para tratar de maneira eficaz infecções fúngicas sistêmicas. A implementação de terapias mais agressivas com altas dosagens de AmB direcionadas às micoses sistêmicas invasivas, juntamente com a necessidade de redução da toxicidade intrínseca da AmB, motiva o desenvolvimento de carreadores alternativos para a administração da mesma. Os sistemas microemulsionados lipídicos têm sido muito relevantes na área farmacêutica, porque atuam como uma alternativa terapêutica farmacologicamente mais eficiente e com efeitos colaterais bastante reduzidos. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a estabilidade e o perfil fármaco-toxicológico da AmB incorporada a uma microemulsão (AmB-ME), buscando comparar o seu desempenho com a AmB livre e a AmB convencional. Para avaliação da estabilidade, as formulações foram submetidas a estudo de estresse (estresse térmico e radiação luminosa no UV) e estudo de estabilidade acelerada de 90 dias, onde as formulações foram armazenadas nas temperaturas de 25 ºC e 45 ºC. Posteriormente, em tempos pré-estabelecidos, foram realizados os ensaios de teor, atividade e toxicidade. Os resultados mostraram que a AmB possui maior susceptibilidade a radiação luminosa do que a altas temperaturas. Para todas as formulações, a AmB apresentou uma cinética de degradação de primeira ordem, sendo mais lenta na AmB-ME, com vida de prateleira de quase 30 dias. Em relação à atividade antifúngica, a AmB quando em sistema microemulsionado, manteve uma inibição de crescimento de C. parapsilosis nos 90 dias de avaliação. No entanto, em relação aos parâmetros de toxicidade (liberação de hemoglobina e potássio), estes foram mais acentuados para a formulação AmB-ME e microemulsão branca. Portanto, a microemulsão se mostra como uma estratégia interessante para a estabilização da AmB frente a condições de estresse, ocorrendo porém, a necessidade de otimizar a formulação a fim de minimizar possíveis danos celulares.

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  • KAREN CYBELLE DE HOLANDA SILVA
  • Desenvolvimento de microemulsões para uso farmacêutico

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 25/05/2016
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  • As microemulsões (ME) são relatadas como uma alternativa importante para melhorar a solubilidade de fármacos, aumentar sua biodisponibilidade e protegê-los contra as condições ambientais adversas, estendendo assim seu prazo de validade. No entanto, durante o desenvolvimento deste sistema, as combinações possíveis dos seus constituintes podem chegar a um número infinito. Assim, esse trabalho teve como objetivo utilizar estratégias de planejamento experimental, como a metodologia de superfície de resposta e diagramas de fases pseudoternário, para desenvolver uma formulação de ME contendo Anfotericina B (AmB), com características para fins farmacêuticos, fácil de preparar e com perspectiva de escalonamento industrial. Foi utilizado um desenho fatorial e Box-Behnken para escolha dos componentes (Capmul® MCM EP e Miglyol® 812N como fase oleosa, Tween® 80 como tensoativo, Polietilenoglicol 400 como co-tensoativo e água bidestilada) e formulação teste. Em seguida um diagrama de fases pseudoternário foi construído para delinear as regiões das formulações. A caracterização físico-química das ME contendo ou não AmB foi realizada por Microscopia de Luz Polarizada, condutividade elétrica, pH, índice de refração e tamanho de gotícula. Posteriormente, foram realizados ensaios de doseamento da AmB nas ME e avaliação da citotoxicidade in vitro celular VERO. Para avaliar a possibilidade de escalonamento da ME, três vias de preparo foram estudadas: ultrassom, agitação magnética e homogeneizador a alta pressão. A construção do diagrama de fases pseudoternário revelou a presença de uma grande região de ME. Três formulações-teste (ME 1, ME 2 e ME 3), nas quais a AmB foi incorporada, apresentou a taxa de incorporação de 69,68; 69,39 e 66,30%, respectivamente. Todas as microemulsões apresentaram-se como sistemas estáveis, isotrópicos e translúcidos e não houve diferença estatística entre os valores de pH. Através da analise de Box-Behnken, a ME 1 foi escolhida como melhor formulação e a sua toxicidade quando incorporada com AmB foi de 18%. A ME 1 apresentou valores de granulometria equivalentes entre as três metodologias utilizadas, sugerindo a viabilidade de produção em grande escala. Nesse trabalho foi demonstrado um eficiente fluxograma de atividades para o desenvolvimento de ME, otimizando o número de experimentos e tempo de execução. Em conclusão, a formulação ME 1 apresentou os melhores resultados indicando que esta pode ser considerada como um sistema carreador de AmB, estável, fácil de produzir e possível de escalonar.

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  • KLEYTON THIAGO COSTA DE CARVALHO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CITOTÓXICA E PRÓ-APOPTÓTICA DE CROTON BLANCHETIANUS Baill. EM LINHAGENS DE CÂNCER CERVICAL HUMANO

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 27/07/2016
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  • Câncer cervical (CC) é o terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo todo e a quarta principal causa de morte em mulheres nos países em desenvolvimento. Os Papilomavírus humano (HPV) de alto risco tais como HPV 16, 18, 31 e 33 são o principal fator de risco para esse tipo de câncer. Entre estes, o HPV-16 e -18 são responsáveis por quase 70% dos casos de CC. Quimioterapia com compostos à base de platina em combinação com a radioterapia ou a cirurgia é o tratamento de escolha para CC, mas sua eficácia é limitada, especialmente em estágios avançados da doença. Além disso, estes tratamentos podem facilmente levar a reações adversas e resistência às drogas. Assim, a busca por novos agentes antitumorais seletivos e de alta eficácia para o tratamento deste tipo de tumor é necessária. Croton blanchetianus (CB), popularmente conhecida como “marmeleiro preto”, é um arbusto pertencente à família Euphorbiaceae e amplamente disseminado no nordeste brasileiro. Alguns estudos têm demonstrado a atividade citotóxica de plantas do gênero Croton em linhagens tumorais humanas. Contudo, até o momento, não há nada descrito na literatura quanto ao efeito citotóxico da espécie Croton blanchetianus. Assim, o presente trabalho teve como objetivo investigar, in vitro, os efeitos de extratos obtidos das folhas e raiz de CB nas linhagens de câncer cervical humano HeLa e SiHa. Extratos enriquecidos foram obtidos pelo método de variação do pH, a partir do qual foram obtidas duas frações ácidas, uma das folhas (CBaF) e outra da raiz (CBaR), e duas básicas, também das folhas (CBbF) e raiz (CBbR). O perfil fitoquímico dos extratos foi avaliado por Cromatografia em camada delgada (CCD). A atividade citotóxica e a avaliação tipo de morte celular foram determinados pelos ensaios de MTT e Anexina V/PI, respectivamente, enquanto que para avaliação de alterações morfológicas nucleares e ensaio do ciclo celular foram utilizados, respectivamente, microscopia de fluorescência com o corante DAPI e citometria de fluxo. De acordo com os resultados, a maioria dos extratos apresentaram terpenos, alcaloides e flavonoides. Além disso, todos os extratos testados foram capazes de diminuir significativamente a viabilidade celular de HeLa e SiHa de maneira concentração e tempo dependentes, promoveram modificações morfológicas celulares e nucleares, além de induzirem apoptose e parada do ciclo celular. Este é o primeiro estudo que demonstrou os efeitos citotóxicos e pró-apoptóticos de CB em linhagens de câncer cervical humano. Portanto, CB parece ser uma fonte natural promissora para o desenvolvimento de agentes para o tratamento do CC. No entanto, mais estudos são necessários para isolar, purificar e elucidar os possíveis mecanismos de ação dos compostos ativos.

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  • MANOEL ANDRÉ DE SOUZA NETO
  • Ziziphus joazeiro MARTIUS: ESTUDO FITOQUÍMICO DO EXTRATO
    HIDROETANÓLICO DAS FOLHAS, FRACIONAMENTO BIOGUIADO ANTI-Candida
    E AVALIAÇÃO DO EFEITO PROTETOR EM MODELO DE
    DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 28/07/2016
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  • A espécie Ziziphus joazeiro é uma planta da Caatinga do Nordeste brasileiro, utilizada como antiséptico, dentifrício, anticaspa, anti-inflamatório e antimicrobiano. A maioria dos estudos químicos relatou a presença de triterpenos nas cascas da espécie. Quanto às folhas, os estudos fitoquímicos são escassos, envolvendo apenas a triagem fitoquímica. Até o momento não foram caracterizadas as substâncias responsáveis pela atividade antifúngica das folhas e não foi encontrado nenhum estudo que tenha avaliado o seu efeito anti-inflamatório em modelo de doença inflamatória intestinal. Portanto, o trabalho tem como objetivo isolar e caracterizar os marcadores químicos do extrato hidroetanólico das folhas (EHF) e desenvolver um método analítico por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) para quantifica-los. Em paralelo a isso, objetiva-se avaliar a atividade anti-Candida do extrato, frações e substâncias isoladas de Z. joazeiro, por meio de um fracionamento bioguiado, além de avaliar o efeito protetor do EHF em modelo de doença inflamatória intestinal (colite) induzida por DNBS. O EHF foi preparado por meio de maceração, o qual foi posteriormente particionado com solventes de polaridade crescente. O extrato e as frações foram analisados por reações químicas clássicas, Cromatografia em Camada Delgada, CLAE e CLAE acoplada a espectrômetro de massas (CLAE-EM), sendo observada a presença de saponinas, ácidos fenólicos, cumarinas, e flavonoides glicosilados derivados de quercetina, canferol e isormanetina ou tamarixetina. Por meio das análises por CLAE-EM foi possível identificar glicosídeos de quercetina (quercetina-3-O-rutinosídeo, quercetina-3-O-galatosídeo, quercetina-3-O-glicosídeo), canferol (canferol-3-O-rutinosídeo) e isoramnetina ou tamarixetina (isoramnetina ou tamarixetina-3-O-rutinosídeo, isoramnetina ou tamarixetina-3-O-galactosídeo, isoramnetina ou tamarixetina-3-O-glicosídeo). Para o isolamento dos flavonoides majoritários, a fração acetato de etila foi submetida à técnica de Cromatografia em Contra-Corrente de Alta Velocidade aliada ao refinamento por zona de pH, seguido de cromatografia em coluna de fase reversa e CLAE semipreparativa. Desse processo, foram isolados 3 flavonóis (ZJF1, ZJF2 e ZJF3), os quais foram identificados, pela análise conjunta de dados cromatográficos e RMN de 1H, como quercetina-3-O-rutinosídeo, canferol-3-O-rutinosídeo e isoramnetina ou tamarixetina-3-O-rutinosídeo, respectivamente. A partir da determinação da concentração inibitória mínima (CIM) por microdiluição em caldo, aliada a bioautografia, observou-se que a fração butanólica apresentou maior atividade antifúngica frente à Candida glabrata ATCC2001 (CIM = 0,625 mg/ml), e que o processo de concentração das substâncias hipoteticamente bioativas permitiu obter frações com maior atividade anti-Candida in vitro frente a cepas de referência e clínicas. Foi observado que as principais substâncias responsáveis são as saponinas, e a partir de uma dessas frações isolou-se a saponina bacopasídeo X, identificada por análises mono e bidimensionais de RMN. A atividade anti-inflamatória do EHF foi avaliada em modelo de doença inflamatória intestinal nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, não sendo observado efeito protetor do EHF em relação ao grupo controle positivo. Os resultados obtidos são inéditos para a espécie e o estudo abre perspectivas para a realização de novas investigações envolvendo o uso de flavonoides e saponinas no controle de qualidade e avaliação da sazonalidade, além do estudo do mecanismo de ação das saponinas das folhas sobre as leveduras do gênero Candida.

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  • SARA RAYANA MORAIS FERNANDES
  • DESENVOLVIMENTO DE HIDROGÉIS DE QUITOSANA ASSOCIADA A OUTROS
    BIOPOLÍMEROS PARA VEICULAÇÃO E LIBERAÇÃO DA ENZIMA PAPAÍNA

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 28/07/2016
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  • A papaína é uma enzima extraída do mamão Carica papaya, que possui propriedades desbridante química seletiva, antiinflamatória e cicatrizante, com importante aplicação terapêutica em queimaduras. O uso de biomateriais poliméricos para regeneração de órgãos e tecidos tem sido bastante difundido na literatura científica e em produtos comercialmente disponíveis. O desenvolvimento de hidrogéis a base de biopolímeros contendo papaína apresenta a vantagem de poder associar dois mecanismos de tratamento de queimaduras, um autolítico (biopolímeros com hidratação da lesão) e um enzimático (papaína com desbridamento químico). Os hidrogéis foram desenvolvidos misturando-se fisicamente a quitosana e outros biopolímeros (derivados de celulose ou gomas) em diferentes concentrações para se obter as características de uma formulação tópica. Os hidrogéis que melhor atenderam a estes requisitos foram os de quitosana 3% com goma guar 3%, e o de quitosana 3% com hidroxietilcelulose 3%. Foi necessária a reticulação química desses hidrogéis com a vanilina, e posterior incorporação da enzima papaína nas concentrações de 1% e 2%. Os hidrogéis foram caracterizados pela avaliação de intumescimento, força do gel, comportamento reológico, pH, aspectos macroscópicos, área de sinérese e cinética de liberação in vitro. A presença da papaína foi capaz de diminuir o grau de intumescimento e a força dos hidrogéis. Enquanto que, a reticulação química com a vanilina na maioria dos hidrogéis não influenciou no grau de intumescimento e aumentou a força dos géis. As formulações apresentaram valores de pH compatíveis com o da pele, variando entre 4,7 e 5,3. Quanto à reologia, todos os hidrogéis apresentaram comportamento pseudoplástico, com os maiores valores de viscosidade mínima aparente para os hidrogéis de quitosana com goma em relação aos com hidroxietilcelulose e, em especial, reticulados com vanilina e em ausência de papaína. Não foram observadas diferenças entre os hidrogéis no ensaio de área de sinérese. Na cinética de liberação in vitro, o doseamento protéico da papaína foi realizada pelo método BCA e foi seletivo analiticamente apenas para os hidrogéis de quitosana com hidroxietilcelulose e sem vanilina. Um aumento do efeito burst foi observado com o aumento da papaína incorporada e a difusão está envolvida no mecanismo de liberação da papaína a partir dos hidrogéis. Hidrogéis dos biopolímeros quitosana com goma guar e de quitosana com hidroxietilcelulose contendo papaína foram obtidos com sucesso e caracterizados físico-quimicamente de modo a atender os requisitos de um produto semi-sólido aplicável a melhorar a desta enzima na tratamento de queimaduras.

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  • VANESSA DE LIMA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA, TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA,
    APOIO FAMILIAR E SATISFAÇÃO COM OS SERVIÇOS DE SAÚDE ENTRE IDOSOS COM E SEM SINTOMAS DE DEPRESSÃO

  • Orientador : AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
  • Data: 28/07/2016
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  • A depressão é um transtorno mental que afeta todas as faixas de idade, no entanto com o envelhecimento demográfico da população mundial, se configura como um problema de saúde pública para os idosos, uma vez que pode afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de morte nesta fase da vida. Um dos principais desafios
    para a política de atenção à saúde do idoso, diz respeito ao rastreamento da depressão. Além disso, tão importante quanto rastear os indivíduos com sintomas de depressão, faz-se necessário identificar fatores que podem contribuir ou agravar esses sintomas. Algumas variáveis podem afetar e agravar a depressão, entre eles, os fatores socioeconômicos, a satisfação dos pacientes com os serviços de saúde e a relação familiar que podem comprometer a qualidade de vida dos idosos. Sendo assim, o presente trabalho tem o objetivo de comparar entre idosos não institucionalizados que apresentam ou não sintomas de depressão, a qualidade de
    vida, aspectos sociais, econômicos e clínicos, uso de antidepressivo e/ou ansiolíticos, terapia comunitária integrativa, apoio familiar e a satisfação com os serviços de saúde. Trata-se de um estudo transversal do tipo caso-controle, sendo os casos formados por indivíduos com score maior que 5 na Escala de Depressão
    Geriátrica (EDG) e os controles, idosos com score na EDG menor ou igual a 5, realizado no Centro de Apoio Psicossocial das zonas Oeste e Leste e Centro Especializado na Atenção à Saúde do Idoso, respectivamente na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta
    de dados: Questionário Socioeconômico Demográfico e Clínico, Family Assessmente Device (FAD), World Health Organization Quality of Life-BREF (WHOQOL-BREF) e de Escala de Avaliação da Satisfação dos Usuários com os Serviços de Saúde (SATIS-BR). Variáveis sócio-demográficas e clínicas entre os grupos caso e controle foram comparados usando o teste qui-quadrado e análise de variância (ANOVA). Os escores do WHOQOL-BREF, FAD, e SATIS-BR escores foram comparados usando ANOVA. Foram considerados significantes os valores de
    p <0,05. O grupo de casos foi formado por 54 idosos e o controle foi formado por 61 idosos. No grupo de casos 51,85% da possui diagnóstico de depressão e no grupo controle 27,87%, apresentando um p = 0,007. Quanto à qualidade de vida, o grupo de casos apresentação um comprometimento no domínio das relações sociais (p = 0,003). O FAD identificou a solução de problemas como principal comprometimento familiar sendo para os casos, valores 2,09±0,70, enquanto controles 2,04±0,54 (p=0,040). . Quanto à satisfação com os serviços de saúde na faceta satisfação com o ocal onde é oferecido o serviço, o grupo de casos apresentou maior satisfação, (3,03±1,04), enquanto os controles (2,92±0,80) estavam menos satisfeitos (p = 0,007). A baixa renda e escolaridade da população idosa contribuem para o aparecimento dos sintomas depressivos. Porém, a terapia farmacológica com antidepressivos/ansiolíticos não se mostra totalmente eficaz na remissão dos sintomas depressivos e a terapia comunitária integrativa se mostra como uma estratégia associada a terapia farmacológica para tratamento dos sintomas depressivos.

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  • EDILAMAR PEREIRA DA SILVA
  • ESTUDO DE PRÉFORMULAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO TÉRMICA 
    DA ATORVASTATINA POR TÉCNICAS TÉRMICAS E FTIR 
    UTILIZANDO CORRELAÇÃO DE PEARSON

  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 29/07/2016
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  • A atorvastatina é um medicamento antilipêmico do grupo das estatinas, de grande
    importância para a prevenção de doença cardiovascular e normalmente usada como
    atorvastatina de cálcio. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a atorvastatina e estudar
    possíveis interações desta com vários excipientes por DSC e FT-IR. As curvas DSC foram
    obtidas usando o calorímetro SHIMADZU, modelo DSC-60, em cadinho de alumínio sob
    razão de aquecimento de 20 ºC min-1, em uma temperatura de 25-400 ºC. As curvas foram
    analisadas usando o software TASYS da SHIMADZU. Os espectros das amostras foram
    obtidos em um espectrofotômetro ATR-FTIR modelo IRprestige-21 da Shimadzu, no
    comprimento de onda de 700 a 4000 cm-1 em uma média de 20 varreduras. Avaliou-se a
    constância espectral da atorvastatina e misturas binárias fazendo-se uma correlação linear
    entre o espectro teórico das amostras e o espectro real obtido em temperatura ambiente
    (25 °C). O espectro teórico foi obtido utilizando um algoritmo ad hoc. Por DSC avaliamos
    que há interações químicas com manitol e laurilsulfato de sódio, já que houve
    desaparecimento do pico do fármaco e aparecimento apenas do pico do excipiente. Com
    os demais excipientes há apenas deslocamento de pico o que sugere interações físicas e
    portanto nenhuma incompatibilidade. A partir da avaliação do FTIR utilizando a correlação
    de Pearson, não observamos interações físicas com os excipientes, glicolato de amido,
    amido pré gelatinizado, croscarmelose, estearato de magnésio e lactose, uma vez que o
    valor do r ficou entre 0,8 e 1,0, portanto boa correlação. E confirmamos interação física
    com o laurilsulfato de sódio. Assim, os resultados obtidos por DSC são confirmados por
    FTIR utilizando a correlação de Pearson, a qual se mostra uma ferramenta importantíssima
    e efetiva no estudo de preformulação.

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  • MENILLA MARIA ALVES DE MELO
  • Peptídeos aniônicos presentes na peçonha do escorpião Tityus stigmurus: Avaliação Estrutural e Atividade Biológica

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 29/07/2016
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  • Venenos de escorpiões constituem uma rica fonte de peptídeos, que podem ser classificados como peptídeos com pontes dissulfeto e peptídeos sem pontes dissulfeto. Peptídeos aniônicos correspondem aos componentes sem pontes dissulfeto mais abundante na peçonha do escorpião Tityus stigmurus (espécie prevalente no nordeste brasileiro), sendo ricos em resíduos de ácidos aspártico e glutâmico. Esta abordagem apresenta, pela primeira vez, a caracterização estrutural e a avaliação da atividade biológica de um peptídeo aniônico presente na peçonha do escorpião Tityus stigmurus, denominado TanP. A estrutura tridimensional do TanP foi predita por modelagem computacional e refinada por simulações de dinâmica molecular, sendo a estrutura secundária obtida por dicroísmo circular, e estabilidade estrutural avaliada em diferentes meios, pH, temperatura e presença de íons cobre. Além disso, utilizou-se a espectroscopia UV-visível para avaliar a atividade quelante de TanP na presença de cobre. As atividades antimicrobiana, citotóxica, imunomoduladora e antioxidante também foram avaliadas. As análises de CD indicaram uma predominância de conformação randômica em meio aquoso, bem como mudanças estruturais dependentes de pH e temperatura. Os íons cobre, ao se ligarem ao peptídeo, modificaram a estrutura do mesmo. Tais dados corroboraram com o que foi demonstrado na dinâmica molecular. A razão molar de ligação (TanP : cobre) depende da concentração do peptídeo. TanP não induziu citotoxicidade para as células normais e cancerígenas testadas, e apresentou capacidade de inibir, in vitro, a liberação de óxido nítrico por macrófagos estimulados por LPS. Desta forma, os resultados sugerem que TanP é um peptídeo promissor para aplicação terapêutica como um agente quelante.

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  • RHADAMÉS MENEZES DA COSTA ROCHA
  •  

    QUANTIFICAÇÃO DE CÉLULAS Tγδ EM PACIENTES COM NEOPLASIAS CERVICAIS INTRA-EPITELIAIS (NIC) e CANCER CERVICAL: CONTRIBUIÇÃO DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) E DAS CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS


  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 31/07/2016
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  • O Carcinoma invasivo de células escamosas resulta da progressão das lesões pré-invasivas precursoras denominadas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC).Nos Estados Unidos (EUA), estima-se que 12.990 novos casos foram diagnosticados e 4.120 mulheres serão vítimas de câncer cervical em 2016. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer( INCA) para o ano de 2016 no Brasil, indicam que o Carcinoma cervical estar em 3º lugar entre os 10 tipos de Câncer mais incidentes, excluindo o de pele não melanoma. As evidências têm implicado o Papilomavirus Humano (HPV) como o principal agente etiológico deste câncer.O sistema imune do hospedeiro na grande maioria dos casos (80-90%) consegue debelar o vírus do HPV, restando apenas uma menor parcela (10-20%) de mulheres que vão apresentar um quadro de infecção persistente, podendo ou não evoluir até o câncer cervical. A resposta imunológica individual é influenciada por diversos fatores endógenos e exógenos, dentre os quais: o perfil de células T, o estado nutricional, a idade, escolaridade, número de gestações, uso de preservativos, sexarca, número de parceiros sexuais ao longo da vida, entre outros. Dentro deste contexto encontra-se as células Tγδ,uma subpopulação de células T, em que estudos já apontam atividades importantes. Sabe-se que sua presença no microambiente tumoral pode exercer um papel na progressão ou inibição do tumor. O objetivo do nosso trabalho é quantificar no sangue periférico o percentual dos linfócitos Tγδ de pacientes com neoplasias cervicais intraepiteliais da MEJC e correlacionar nos grupos de mulheres com Câncer cervical da LIGA Norte Riograndense contra o câncer. No estudo não foi observado que a comparação entre as características sociodemográficas nos grupos de mulheres saudáveis e com neoplasias não obteve-se diferenças estatisticamente significativas. Conclui-se que os linfócitos T gama delta estão em maior quantidade no grupo de pacientes com neoplasias cervicais intra-epiteliais de grau 1 em comparação com os outros grupos. Porém, são necessários estudos de seguimento a fim de entender o papel dessas células para a progressão das neoplasias cervicais.

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  • DIEGO MARQUES DA COSTA SANTOS
  • ASSOCIAÇÃO  DOS  POLIMORFISMOS  DO  TIPO  INDEL  COM  O  RISCO  DE  CÂNCER  COLORRETAL  NA  POPULAÇÃO  DO   RIO  GRANDE  DO  NORTE:  ESTUDO  DO  TIPO  CASO - CONTROLE.

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 30/08/2016
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  • O câncer colorretal (CCR) é o terceiro câncer mais comum em homens e o segundo em mulheres, no mundo. Sabe-se que diversos tipos de mutações aumentam a susceptibilidade do desenvolvimento do câncer, entretanto a influência das Inserções-Deleções (INDEL) associadas ao CCR são pouco estudadas na população miscigenada, bem como na população Brasileira. Além disso, INDEL na região promotora, 3'-UTR, 5'-UTR e no íntrons influenciam na expressão e estabilidade do mRNA. Dessa forma o objetivo deste trabalho é realizar um estudo do tipo caso-controle para determinar a associação de 14 INDEL e 2 VNTR (do inglês, Variable Number Tandem Repeat) em genes envolvidos no processo de carcinogênese (CASP8 [INDEL, rs3834129], SGSM3 [INDEL, rs56228771], CYP2E1 [INDEL, 96 bp], CYP19A1 [INDEL, rs28892005], UGT1A1 [VNTR, rs8175347], HLAG [INDEL, rs371194629], IL1A [INDEL, rs3783553], IL4 [VNTR, rs79071878], NFKB1 [INDEL, rs28362491], MDM2 [INDEL, rs3730485], TP53 [INDELs, rs17878362 e rs17880560], TYMS [INDEL, rs151264360], XRCC1 [INDEL, rs3213239], UCP2 [INDEL, 45 bp] e ACE [INDEL, rs4646994]) com a susceptibilidade ao CCR na população do Rio Grande do Norte. Além disso, foi também avaliado a distribuição relativa da ancestralidade autossomal entre o grupo caso e controle. Os polimorfismos e os marcadores utilizado para a distribuição da ancestralidade foram genotipados utilizando ABI PRISM 3130 e o GeneMapper ID v3.2. A análise estatística foi realizada utilizando o R v3.1. Em relação à ancestralidade genômica, foi observada diferença significativa na distribuição da contribuição Africana entre os grupos (valor de p = 0,049). Entretanto, ao ser realizado uma análise de regressão logística multinominal, não foi encontrada diferença entre os grupos estudados. E em relação à análise de associação entre o polimorfismo e o risco de desenvolver CCR, foi observado que o alelo D do polimorfismo estudado no gene IL4, e o alelo I do polimorfismo do TYMS foram associados com o aumento do risco de desenvolver CCR (valor de p = 0,001 e p = 0,0165, respectivamente). No presente trabalho, também foi avaliado o risco que a combinação genotípica do TYMS (rs151264360) e do IL4 (rs79071878) no risco de ter CCR; e foi observado que se faz necessário a presença de pelo menos 3 alelos de risco para conferir risco de ter CCR. No presente estudo, foi observado que os polimorfismos nos genes IL4 (rs79071878) e TYMS (rs151264360) estão associados com o aumento do risco de desenvolver CCR. Este é o primeiro estudo sobre estes polimorfismos com o CCR na população Brasileira.

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  • MARIANA DE MENEZES OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO ENZIMÁTICA DA L-ASPARAGINASE PRODUZIDA POR MICRORGANISMOS UTILIZANDO RESÍDUO AGROINDUSTRIAL

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 31/08/2016
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  •     A L-asparaginase é uma enzima que catalisa por desamidação o aminoácido L-asparagina em ácido L-aspártico e amônia, devido a esse mecanismo de ação, a enzima é utilizada como medicamento de primeira escolha no tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA). A depleção do aminoácido causa morte das células tumorais. O principal microrganismo produtor é a Escherichia coli, através do processo fermentativo submerso (FSm). Contudo a L-asparaginase bacteriana possui efeitos adversos como hipersensibilidade e imonugenicidade, e pesquisas já comprovaram que L-asparaginase proveniente de fungos podem apresentar menores efeitos, devido a isso, várias pesquisas estão sendo realizadas utilizando fungos que possam produzir L-asparaginase que apresente atividade anticancerígena e com menores efeitos adversos. O objetivo do estudo foi a produção da L-asparaginase pelos microrganismos Aspergillus terreus, Penicillium chrysogenum e Zymomonas mobilis, em FmS utilizando como fonte de carbono a casca do abacaxi in natura. Além disso foi realizado um planejamento de Composto Central (CCD), a fim de otimizar a capacidade de hidrólise da L-asparaginase e estudos de estabilidade em pH e temperatura. O Penicillium chrysogenum foi o microrganismo que apresentou maior valor de atividade enzimática (7,00 U.mL-1) durante o FSm. Seguido de Zymomonas mobilis (6,17 U.mL-1) e Aspergillus terreus (4,24 U.mL-1). O planejamento experimental e estudos de estabilidade foram realizados a partir da L-asparaginase do Penicillium chrysogenum. Os resultados do CCD mostraram que a única variável independente significativa estatisticamente (p < 0,05) foi o tempo de reação, sugerindo que a enzima possui mecanismo de reação rápido. Os resultados de estabilidade de pH e a temperatura da L-asparaginase a partir do Penicillium chrysogenum utilizando as condições de hidrolise da L-aspargina obtidas pelo CCD, foram 9,0 e 20 °C, respectivamente. O estudo de estabilidade em diferentes temperaturas (-20 °C, 25 °C e 37 °C) em fator do tempo, foram realizados durante 31 dias, e os resultados mostraram que após este período a enzima manteve sua atividade enzimática acima de 50%. Isso mostra que a L-asparaginase obtida pelo Penicillium chrysogenum é uma enzima estável frente as possíveis variações de temperatura ao longo do tempo.

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  • LEONARDO DE LIMA FERNANDES
  • ESTUDO DA CARACTERIZAÇÃO IMUNOFENOTÍPICA E HEMATOLÓGICA DE
    PACIENTES IDOSOS COM LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA NO RIO GRANDE
    DO NORTE

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 31/10/2016
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  • A Leucemia Mielóide Aguda (LMA) é a leucemia mais frequente em adultos mais velhos (acima de 60 anos de idade) em mais de 50% dos casos, representado 15 a 20% das leucemias da infância e 80% das leucemias dos adultos, apresentando um prognóstico pobre, especialmente em pacientes idosos. As Síndromes Mielodisplásicas (SMD) compreendem outro espectro de neoplasias clonais agudas que, também, preferencialmente acometem indivíduos de faixa etária mais avançada e caracterizam-se por uma hematopoese ineficaz, citopenias periféricas, anormalidades cromossômicas e uma predileção variável de evolução para LMA. Pacientes idosos com Leucemia Mielóide Aguda fazem parte de um grupo biológica e clinicamente distinto apresentando uma resposta diminuída a quimioterapia. Esse trabalho teve por objetivo realizar um estudo investigativo das Leucemias Mielóides Agudas em um grupo de pacientes idosos no momento do diagnóstico, visando determinar as características clínicas e biológicas dessas leucemias neste grupo de pacientes. A análise dos dados mostrou que 56 pacientes tinham diagnóstico recente de LMA (70%), 6 com doença recorrente (7,5%), 15 tinham SMD transformada (18,7%) e 3 LMA refratária (3,7%). Em relação aos aspectos clínicos, houve uma predominância de esplenomegalia (91,2%), seguido por hepatomegalia (76,2%). Os achados laboratoriais mostraram predomínio de hiperleucocitose (91,3%), trombocitopenia (85%) e anemia (86,2%). A maioria dos casos tinham classificação FAB M1 (36,6%), M2 (17,5%) e M4 (23,7%). A análise dos dados foi estatisticamente significante (p<0,05) e mostrou correlação da frequência dos marcadores CD7 (25%), PgP (45%), p53 (30%) e Bcl-2 (30%) com o aumento do status da doença, provavelmente contribuindo para um pior prognóstico nesse grupo de pacientes. Nossos resultados demonstram a importância da investigação clínico-laboratorial destes grupos de pacientes, visando obter mais informações sobre esses tipos de câncer.

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  • JAIRO SOTERO NOGUEIRA DE SOUZA
  • ESTUDO  DAS  INTERAÇÕES  DO  PRAZIQUANTEL  COM  CICLODEXTRINAS  EM  SISTEMAS  MULTICOMPONENTES 

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 28/11/2016
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  • A utilização de ciclodextrinas para aumentar a solubilidade de fármacos em solução aquosa tem sido bastante estudada. No presente estudo, o mecanismo de interação do praziquantel (PZQ) com a beta-ciclodextrina e com a hidroxipropil-beta-ciclodextrina na presença dos co-solventes trietanolamina (TEA) e a N-metilpirrolidona (NMP) foi cuidadosamente realizado com o objetivo do aumento da solubilidade do praziquantel. Através dos diagramas de solubilidade e dos diagramas job’s plot foi possível observar a formação de complexos solúveis com estequiometria 1:1. A presença dos co-solventes TEA e NMP diminuiu consideravelmente a estabilidade e solubilidade dos complexos formados, no entanto através dos estudos de modelagem molecular foi mostrado que este efeito pode facilitar a saída do fármaco da cavidade e consequentemente beneficiar a absorção do fármaco. Os resultados mostraram-se elucidativos e bastantes promissores na obtenção futura de complexos que possam ser utilizados para melhor biodisponibilidade do praziquantel.

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  • IAPONIRA ROQUE BARBOZA
  • NANOPARTÍCULAS  DE  ÁCIDO  POLI LÁTICO-CO-GLICÓLICO  FLUORESCENTES  PARA  POTENCIAL  VETORIZAÇÃO  DE  FÁRMACOS  E  BIOMOLÉCULAS  ATRAVÉS  DE  BARREIRAS  BIOLÓGICAS 

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 29/11/2016
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  • A principal limitação do tratamento do câncer são os efeitos indesejados causados pela distribuição inespecífica de fármacos antineoplásico para todos os tecidos. Neste contexto, a doxorrubicina (DOX), é um antineoplásico altamente potente usado contra um amplo espectro de tumores sólidos. As nanopartículas poliméricas funcionalizadas catiônicas (NPs) demonstraram capacidade para superar barreiras biológicas, aumentando a eficácia e reduzindo os efeitos colaterais de fármacos e biomoléculas. O objetivo deste estudo foi obter nanopartículas de poli (latico-co glicolico) carregadas positivamente ligadas a um corante fluorescente, para potencial tratamento e monitoramento da eficácia de medicamentos antineoplásicos. Utilizou-se o cloridrato de doxorubicina como molécula modelo para este estudo, utilizou-se polietilenoimina hiperRamificada (PEI) 25 kDa como agente catiônico para funcionalização da superfície. O método de nanoprecipitação foi otimizado para a obtenção de NPs biodegradáveis contendo DOX e com tamanho reduzido. Deste modo, foram testados diferentes tensioativos, tais como o polissorbato 80 e 85, monooleato de sorbitano 80, álcool polivinílico (PVA), e os poloxâmeros 188 e o 407. Diferentes composições de nanopartículas com diferentes sistemas teensoativos bem como, a razão PLGA / PEI foram testados. Para obter NPs fluorescentes, o polímero foi ligado covalentemente ao isotiocianato de fluoresceína (FITC) e foram obtidas nanopartículas utilizando o polímero modificado. As partículas estabilizadas com poloxâmeros 188, utilizando a razão PEI:PLGA razão 1: 5 exibiram distribuição de tamanho uniforme em torno de 60 nm e potencial zeta de +17,1 mV, e biocompatíveis para células vero. A fluorescência também foi comprovada por imagens de microscopia de fluorescência, espectroscopia de infravermelho e citometria de fluxo. Os dados experimentais discutidos nesta abordagem demonstraram a viabilidade de nanopartículas de PLGA biocompatíveis duplamente funcionalizadas para a terapia potencial do cancro e para monitorizar a eficácia do fármaco através de estudos preliminares em linhagens de células tumorais de fígado (HepG2) e de rim (786-0) e células não tumorais de rim (HEK293T).

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  • DEISE LIDIANE DE SOUSA
  • NANOPARTÍCULAS  DE  POLI (ÁCIDO LÁTICO)  FUNCIONALIZADAS  PARA  
    POTENCIAL  USO  NO  TRATAMENTO  DE  CÂNCER 

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 30/11/2016
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  • O câncer é a segunda causa de morte no mundo, superada apenas pelas
    doenças cardiovasculares. A terapia tradicional do câncer apresenta limitações
    devido aos efeitos secundários indesejáveis associados com os fármacos, e
    devido a não especificidade destes para o tecido neoplásico. O metotrexato (MTX) é um antimetábolito utilizado em alguns tipos de câncer e doenças
    autoimunes, o qual apresenta limitações relacionadas a rápida eliminação
    plasmática, e a sua distribuição inespecífica. As nanopartículas poliméricas têm
    sido amplamente estudadas como alternativas para melhorar a eficácia de
    fármacos, superar as limitações de barreiras biológicas, bem como para atingir
    tecidos específicos. O objetivo do presente trabalho foi a preparação e
    otimização de nanopartículas de poli (ácido lático) (PLA) catiônicas e
    fluorescentes através do método de emulsificação com evaporação do
    solvente. Com a finalidade de se obter nanopartículas estáveis e de tamanho
    pequeno, o efeito do tipo e da concentração de diferentes surfactantes, bem
    como das diferentes concentrações de polímero foi avaliado através da técnica
    de espalhamento dinâmico de luz, a qual permitiu avaliar o diâmetro, o
    potencial zeta e a polidispersão das nanopartículas. Após a otimização dos
    parâmetros, nanopartículas na ordem de 260 nm foram obtidas e
    funcionalizadas com polietilenoimina (PEI), tornando a superfície da partícula
    catiônica. Asnanopartículas fluorescentes foram produzidas utilizando o PLA
    ligado covalentemente ao isotiocianato de fluoresceína (FITC), sendo
    posteriormente analisadas por meio de citometria de fluxo, apresentando
    intensa fluorescência. Após a obtenção das nanopartículas funcionalizadas
    fluorescentes e com carga positiva, seguiu-se para a etapa de incorporação do
    fármaco com o metotrexato, a eficiência de encapsulação obtida nessa etapa foi de 83,89%± 3,56. Os estudos preliminares em linhagens de células tumorais
    de rim (786-0) e não tumorais de rim (HEK 293T) demonstraram que as
    nanopartículas de PLA foram capazes de aumentar a eficácia antiproliferativa
    do MTX incorporado nas nanopartículas quando comparado com o fármaco
    puro nas linhagens de células tumorais.

2015
Dissertações
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  • MONIQUE GOMES DANTAS
  • CARACTERIZAÇÃO TÉRMICA E DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO ANALÍTICO PARA DETERMINAÇÃO SIMULTÂNEA DAS GUANILHIDRAZONAS WE005, WE015 E WE016

  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 06/02/2015
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  • Guanilhidrazonas são uma classe de substâncias amplamente estudadas por apresentar grande potencial biológico. A análise de fármacos e medicamentos é ferramenta importante para garantir qualidade, segurança e eficácia aos novos medicamentos. Nesse estudo foram avaliadas as guanilhidrazonas sintéticas WE005 (3,4-dimetoxibenzaldeídoguanilhidrazona), WE015 (benzaldeídoguanilhidrazona) e WE016 (metil-4-formilbenzoatoguanilhidrazona) com o objetivo de caracterizar, desenvolver e validar método analítico utilizando técnicas térmicas (DSC e TG), espectroscópica (FTIR), microscópica (MEV) e cromatográfica (CLUE/DAD). Na caracterização por DSC e TG foram utilizadas as seguintes razões de aquecimento: 2,5; 5,0; 10 e 20 °C/min em atmosfera de nitrogênio (50 mL/min) até 500°C (DSC) e 900°C (TG). A análise na região do infravermelho médio das moléculas foi realizada a temperatura ambiente e na faixa de fusão. Os espectros foram comparados através da correlação de Pearson utilizando o algoritmo ad hoc. O estudo cinético foi feito através do método de Ozawa. O planejamento fatorial investigou a influência do comprimento da coluna, fluxo e proporção de fase móvel sobre o tempo de retenção, fator de cauda, resolução e número de pratos teóricos. As técnicas térmicas foram capazes de caracterizar as moléculas através de suas transições de fase e etapas na curva termogravimétrica, informando ainda sobre a estabilidade térmica, com temperatura inicial de decomposição em torno de 240 °C. O estudo cinético mostrou que todas as moléculas apresentam ordem zero e que a amostra WE016 apresentou maior energia de ativação. Os espectros de infravermelho de acordo com a correlação de Pearson apresentaram mudanças significativas entre a temperatura ambiente e o espectro da faixa de fusão. O planejamento fatorial através dos gráficos de superfície-resposta e Pareto revelou que a variável de maior influência sobre todas as variáveis dependentes foi o comprimento da coluna. O melhor método para a separação das guanilhidrazonas deste estudo foi: coluna C18 (50 mm x 2 mm t.p. 2.2 μm), fase móvel MeOH:H2O:TEA 40:60:0,1, pH 3,5 ajustado com ácido acético; fluxo de 0,2 mL/min, temperatura do forno 30 °C. A concentração final das guanilhidrazonas foi de 30 μg/mL e foram detectadas simultaneamente através do comprimento de onda de 290 nm. Um método rápido foi desenvolvido para separar as guanilhidrazonas WE005, WE015 E WE016 por CLUE/DAD. Planejamento fatorial foi uma ferramenta útil para o desenvolvimento racional do método.

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  • THEMISTOCLES DA SILVA NEGREIROS NETO
  • ALCALOIDES DO GÊNERO CROTALARIA: ISOLAMENTO, ELUCIDAÇÃO ESTRUTURAL, SÍNTESE DE DERIVADOS E POTÊNCIAL BIOLÓGICO

  • Orientador : RAQUEL BRANDT GIORDANI
  • Data: 24/02/2015
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  • As espécies do gênero Crotalaria estão distribuídas de forma abundante em zonas tropicais, principalmente na Argentina e no Brasil, devido a sua alta capacidade de adaptação aos mais variados ambientes. No Rio Grande do Norte são encontradas duas espécies de Crotalaria: Crotalaria retusa e Crotalaria pallida. Este trabalho visa à obtenção de extratos enriquecidos em alcaloides assim como o isolamento e caracterização dos mesmos. A partir destes isolados busca-se aproveitar o núcleo base para síntese de novas moléculas bioativas. Os extratos foram preparados por maceração exaustiva com etanol:água (96:4, v/v) e submetidos à extração ácido-base para obtenção de frações enriquecidas em alcaloides. Foram obtidas frações com rendimento satisfatório, o que permitiu o fracionamento e isolamento de alcaloides pirrolizidínicos, dentre eles a monocrotalina, extraída de C. retusa, que foi utilizada para síntese de derivados, e a pallidina, um novo alcaloide extraído de C. pallida. A monocrotalina deu origem a dois derivados semi-sintéticos: retronecina e azida-retronecina. A atividade frente a T. vaginalis foi avaliada e os resultados apontam para o potencial da monocrotalina em inibir o crescimento do parasito em 80% a 1 mg/ml de forma seletiva, uma vez que não é citotóxico frente a células epiteliais vaginais e não é hemolítico. Por outro lado, o derivado retronecina não apresentou atividade anti-tricomonas enquanto o derivado azida mostrou-se mais ativo que a monocrotalina, matando 85 % dos parasitos a 1 mg/ml. Pallidina apresenta características estruturais importantes que a diferem dos alcaloides pirrolizidínicos previamente isolados. Ainda, esse alcaloide foi avaliado frente à atividade antibiofilme e demonstrou a capacidade de inibir mais de 50 % da formação de biofilme de Staphylococcus epidermidis sem apresentar atividade biocida na concentração de 1mg/mL, características desejáveis uma vez que o mecanismo de ação em fatores de virulência contribuem para a não indução de resistência microbiana. Finalmente, sugere-se os alcaloides pirrolizidínicos como sendo promissores protótipos para novos fármacos, especialmente de uso tópico para evitar a hepatotoxicidade, e também, indica-se as condições edafoclimáticas do Rio Grande do Norte como favoráveis para obtenção de novos esqueletos químicos.

3
  • JULIA MORAIS FERNANDES
  • Kalanchoe brasiliensis CAMBESS E Kalanchoe pinnata (LAMARCK) PERSOON: INVESTIGAÇÃO QUÍMICA E AVALIÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOFÍDICA FRENTE AO VENENO DE Bothrops jararaca

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 25/02/2015
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  • As espécies Kalanchoe brasiliensis Cambess e Kalanchoe pinnata (Lamarck) Persoon (Crassulaceae), conhecidas popularmente como Saião, são usadas indistintamente na medicina tradicional por sua ação anti-inflamatória. Apesar do amplo uso popular não há monografia que especifique os parâmetros de qualidade dessas drogas vegetais. Vale ressaltar ainda que K. pinnata está presente na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse do Sistema Único de Saúde – RENISUS (2009). Além disso, não há na literatura pesquisada estudos que avaliem a atividade antiofídica dessas espécies. Dentro deste contexto, o presente trabalho tem como objetivo isolar e identificar os possíveis marcadores que possam ser utilizados no controle de qualidade dessas espécies e avaliar a atividade anti-inflamatória do extrato das folhas dessas espécies frente a inflamação induzida pelo veneno da serpente Bothrops jararaca. A técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência semi-preparativa foi utilizada para a obtenção de flavonoides glicosilados da fração acetato de etila das folhas de K. brasiliensis e da fração butanólica das folhas de K. pinnata. Foram isolados cinco flavonoides (Kb1 20,8 mg, Kb2 7,2 mg, Kb3 8,7 mg, Kb4 1,2 mg e Kb5 11 mg) de K. brasiliensis. Kb1 foi identificado como patuletina 3-O-α-L-raminopiranosil-7-O-α-L-raminopiranosídeo e Kb5 foi identificado parcialmente como um derivado diglicosilado da patuletina na posição 7. Para K. pinnata, foi isolado o flavonoide majoritário Kp1 (34,8 mg), identificado como quercetina 3-O-α-arabinopiranosil (12) α-ramnopiranosídeo, e o flavonoide Kp2 (7,4 mg) ainda não identificado. Para a análise dos flavonoides foi desenvolvido um método empregando uma coluna C18 Phenomenex (250 x 4,6 mm, 5 μm), com um gradiente de fase móvel de acetonitrila (solvente A) e ácido acético 0,3 % (B), com 7-15 %, de 0-5 min; 15-24 %, de 5-35 min; 24-25 %, de 35-43 min; 25-30 %, de 43-60 min. O fluxo foi mantido constante em 0,7 mL/min e a detecção realizada a 254 e 340 nm com a aquisição de espectros UV na faixa de 190 a 450 nm. Essas análises revelaram que os espectros UV dos picos majoritários dos extratos hidroetanólicos de K. brasiliensis e K. pinnata são derivados de agliconas flavonoídicas diferentes. Os resultados mostraram também que para K. brasiliensis os compostos majoritários são derivados da patuletina, enquanto para K. pinnata, são derivados da quercetina. Em relação aos estudos biológicos antiofídico, ambas as espécies inibiram a enzima fosfolipase do veneno de B. jararaca, revelando que K. pinnata foi mais ativa que K. brasiliensis; além disso, as duas espécies vegetais avaliadas foram capazes de rezudir significativamente a atividade hemorrágica induzida pelo veneno de B. jararaca. No entanto, apenas a espécie K. pinnata, na maior dose, apresentou um efeito antiedematogênico significativo, comparável à dexametasona.

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  • EMERSON MICHELL DA SILVA SIQUEIRA
  • Spondias tuberosa Arr. (UMBU): ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 26/02/2015
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  • Spondias tuberosa Arruda (Anacardiaceae) é uma árvore frutífera conhecida popularmente no Brasil como umbuzeiro, tapereba ou umbu. A planta é nativa e endêmica do Brasil, distribuída por todos estados do nordeste brasileiro. Essa espécie tem grande importância na medicina popular do semi-árido nordestino, onde é utilizada principalmente para tratar condições inflamatórias, problemas digestivos assim como infecções virais e bacterianas. No entanto, apesar da vasta utilização na medicina tradicional, existem poucos estudos farmacológicos e fitoquímicos que dêem embasamento científico a sua utilização popular. Diante disto, este trabalho buscou caracterizar os marcadores químicos e avaliar a atividade anti-inflamatória do extrato das folhas de Spondias tuberosa. O extrato das folhas foi preparado por maceração em etanol:água (70:30, v/v). A avaliação do perfil fitoquímico do extrato foi realizada preliminarmente por Cromatografia em Camada Delgada e em seguida por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Na análise por Cromatografia em Camada Delgada foi observada a presença dos flavonoides rutina e isoquercitrina, o que foi corroborado pela análise por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência que ainda indicou a presença dos ácidos fenólicos, ácido clorogênico e ácido caféico. Adicionalmente, foi desenvolvido e validado um método por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência segundo as normas da RDC 899/2003 da ANVISA e ICH Guidelines 2005, para avaliar o teor dos compostos identificados no extrato. Para avaliação do efeito anti-inflamatório foram utilizados os modelos de peritonite e de edema de pata induzidos por carragenina, administração via intraperitoneal, em camundongos. A avaliação do efeito anti-inflamatório in vivo demonstrou que o extrato das folhas, nas concentrações de 125, 250 e 500 mg/kg, apresentou uma diminuição do influxo de leucócitos para o local da inflamação, do diâmetro do edema e do nível da enzima mieloperoxidase, quando comparado ao fármaco utilizado como controle dexametasona (2 mg/kg, via i.p.). Em suma, em nosso trabalho foi verificado que o extrato hidroetanólico das folhas de Spondias tuberosa apresentou atividade anti-inflamatória importante nos dois modelos ensaiados, o que torna a planta uma potencial espécie para este uso, justificando o seu uso popular. No que se refere à caracterização de marcadores, os compostos fenólicos, ácido clorogênico, ácido caféico, rutina e isoquercitrina, identificados no extrato hidroetanólico das folhas de Spondias tuberosa podem ser utilizados no controle de qualidade da matéria-prima e de extratos obtidos com a espécie.

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  • THACIANE DA CUNHA SOARES
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTICOLINESTERASICO DE ESPECIES DE Passiflora: Passiflora edulis Sims variedade edulis E Passiflora cincinnata

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 27/02/2015
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  •  A família Passifloraceae é composta por cerca de 600 espécies, sendo mais da metade delas de ocorrência nas Américas. No Brasil as espécies de Passiflora são conhecidas como maracujás e têm uso popular amplamente disseminado, sendo a estas atribuídas principalmente propriedades sedativas, antiespasmódicas e ansiolíticas. Dentro do gênero Passiflora, destaca-se a espécie Passiflora edulis Sims variedade Sims, conhecida no Brasil como maracujá-roxo e de ocorrência em vários países da América do Sul e Passiflora cincinnata Mast, nativa do Brasil, com ocorrência principalmente na caatinga e cerrado e conhecida popularmente como maracujá-do-mato ou maracujá-mochila. Para ambas as espécies a literatura é escassa no que se refere a estudos fitoquímicos e farmacológicos. Dentro deste contexto, a proposta deste trabalho foi caracterizar os marcadores químicos para a folhas e pericarpo dos frutos de P. edulis var. edulis e P. cincinnata e avaliar o efeito anticolinesterásico. O extrato das folhas e do pericarpo dos frutos de P. edulis e das folhas de P. cincinnata foi preparado por infusão e então particionado com solventes de polaridade crescente (diclorometano, acetato de etila e n-butanol). As frações obtidas tiveram seu perfil fitoquímico avaliado preliminarmente por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Na análise por CCD e por CLAE foi verificada a presença dos flavonoides do tipo glicosilados, predominantemente derivados da luteolina nas folhas de P. edulis e P. cincinnata, e de núcleo quercetina para o pericarpo da P. edulis. Por meio de colunas cromatográficas, foram isolados os componentes majoritários da fração butanólica das folhas de P. edulis, denominados de PEEF1, PEEF2, e PEEF3 e PEEP1 a partir pericarpo de P. edulis, e PC1 e PC2 a partir das folhas de P. cincinnata. Estes compostos isolados apresentam núcleo básico do tipo luteolina (PEEF1 e PEEF3) e crisina (PEEF2). PC1 foi identificado como orientina e PC2 como e lucenina-1. O teor dos compostos identificados para no extrato das folhas e do pericarpo de P. edulis foram quantificados por meio um método desenvolvido e validado por CLAE segundo a RDC 899/2003 da ANVISA e ICH Guidelines 2005. Quanto à avaliação anticolinesterásica, apresentaram efeitos promissores o extrato bruto e a fração butanólica das folhas de P. edulis (IC 50= 3,64 e 1,20, respectivamente) e de P. cincinnata (IC 50= 3,64 e 1,20, respectivamente), quando comparado ao padrão fisiostigmina.

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  • LUCAS AMARAL MACHADO
  • Desenvolvimento biotecnológico de uma emulsão de uso tópico a base de óleo de rã-touro (Rana catesbeiana Shaw)

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 11/03/2015
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  • O objetivo deste estudo foi realizar a extração óleo de rã-touro óleo de rã-touro e desenvolver uma emulsão adequada para uso tópico do mesmo. Duas amostras de óleo fora obtidas por diferentes métodos, sendo uma por extração a quente e outra utilizando solvente orgânico. As amostras foram fisioquimicamente caracterizadas por técnicas de titulação e seus compostos identificados através de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (GC/EM). O equilíbrio hidrifílico-lipofílico requerido (EHLr) do óleo de rã-touro foi determinado e em seguida um diagrama de fases construído. A estabilidade da emulsão de uso tópico contendo diferentes adjuvantes farmacêuticos foi determinada. A análise de citotoxicidade do óleo de rã-touro in natura e na emulsão de uso tópico foi realizada através do ensaio de MTT, utilizando linhagem de fibroblastos normais (3T3) e de melanoma (B16F10). O rendimento da extração a quente foi de 60,6%. Os principais compostos insaturados encontrados foram o ácido eicosapentaenóico (17,6%) e ácido araquidônico (8,4%). O estudo de EHLr demonstrou a presença de sistemas estáveis com EHL entre 12 e 13,5 e o diagrama de fases revelou a predominância de sistemas caracterizados como emulsão (62%). A emulsão tópica apresentou tamanho de gotícula igual a 390 nm, polidispersão de 0,05, potencial zeta -25 mV e manteve-se estável durante os 90 dias avaliados. O óleo de rã-touro e a emulsão tópica não apresentaram citotoxicidade frente à linhagem de células 3T3. No entanto, estes sistemas inviabilizaram significativamente (p > 0,05) o crescimento das células B16F10. Em conclusão, o óleo de rã-touro apresenta características químicas desejáveis para o desenvolvimento de sistemas terapêuticos de uso farmacêutico e/ou cosmético.

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  • RENATO CESAR DE AZEVEDO RIBEIRO
  • DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOEMULSÕES COSMÉTICAS CONTENDO EXTRATO DE Opuntia ficus-indica (L.) Mill E AVALIAÇÃO IN VIVO DA EFICÁCIA HIDRATANTE

  • Orientador : MARCIO FERRARI
  • Data: 12/03/2015
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  • As nanoemulsões são sistemas emulsionados, caracterizados pelo tamanho de gotícula reduzido (50-500nm), que tem como principais características a estabilidade cinética e a instabilidade termodinâmica. São sistemas promissores na área cosmética devido ao seu tamanho de gotícula que lhes atribui diferentes vantagens quando comparados aos sistemas convencionais, dentre outras, maior área de superfície e melhor permeabilidade. A Opuntia ficus-indica é uma planta cultivada no bioma brasileiro da Caatinga de grande importância socioeconômica para a região. Apresenta em sua composição química carboidratos utilizados pela indústria cosmética como ativos hidratantes. Este estudo teve como objetivos desenvolver, caracterizar e avaliar a estabilidade de nanoemulsões cosméticas aditivadas com extrato vegetal de Opuntia ficus-indica (L.) Mill e avaliar a eficácia hidratante. A obtenção das nanoemulsões, foi realizada utilizando a metodologia de baixa energia. Foram formuladas diferentes nanoemulsões variando as proporções das fases oleosa e aquosa e tensoativos além da adição de goma xantana (0,5% e 1%) e a incorporação do extrato hidroglicólico de Opuntia ficus-indica (L.) Mill nas concentrações de 1 e 3%. As nanoemulsões obtidas foram submetidas aos testes de estabilidade preliminar e acelerada. Como parâmetros avaliativos da estabilidade acelerada foram monitorados o aspecto macroscópico, determinação do valor do pH, do tamanho de gotícula, do potencial zeta e o do índice de polidispersão, durante 60 dias em diferentes temperaturas. As formulações estáveis foram submetidas à avaliação da eficácia hidratante por meio das metodologias de capacitância e perda de água transepidermal durante 5 horas. As amostras estáveis apresentaram aspecto homogêneo, fluido e coloração branca, valores de pH dentro da faixa ideal para aplicação tópica e tamanho de gotículas abaixo de 200nm caracterizando o sistema como nanoemulsão. As nanoemulsões desenvolvidas não foram capazes de diminuir a perda de água transepidermal, no entanto aumentaram o conteúdo hídrico do estrato córneo, destacando-se a nanoemulsão contendo 0,5% de goma xantana e 1% de extrato hidroglicólico. Esse trabalho apresenta nanoemulsões cosméticas hidratantes compostas com matéria-prima vegetal da Caatinga brasileira com potencial na área cosmética.

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  • ANA LUIZA CABRAL DE SÁ LEITÃO OLIVEIRA
  • Utilização do Anti-hipertensivo Telmisartana na avaliação da citotoxicidade e apoptose em células de carcinoma renal

  • Orientador : AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
  • Data: 20/03/2015
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  • Em todo o mundo o câncer é responsável pela morte anual de mais de 8 milhões de pacientes, com estimativas para um aumento de 21,4 milhões de novos casos em 2030. Inserido nesse contexto, o carcinoma de célula renal humano (CCR) é responsável por 3% dos tumores malignos e apresenta como principais fatores de risco o uso do tabaco, a obesidade e a hipertensão. Estudos envolvendo anti-hipertensivos como possíveis agentes terapêuticos no CCR vem sendo realizados, visto que, além de regular a pressão arterial do paciente essas drogas parecem estar envolvidas em mecanismos de morte celular. O presente estudo avaliou o perfil de morte celular em linhagens de células de carcinoma renal (786-0) e células renais humanas não tumorais (HEK-293) quando submetidas ao tratamento com o anti-hipertensivo telmisartana. As células tratadas com esse fármaco foram analisadas quanto à morte celular por apoptose e a expressão das proteínas caspase-3 e Bcl-2 através de técnicas de MTT, citometria de fluxo e imunofluorescência, em diferentes tempos (4 e/ou 24 e 48 horas) e comparadas com a citotoxidade da cisplatina. Diferenças significativas entre os grupos foram determinadas pela análise de variância (p<0,05). Foi observada uma redução da viabilidade celular (p<0,05) na linhagem 786-0 em função da concentração e do tempo de exposição ao fármaco. Nessa linhagem, foram observados efeitos apoptóticos após 24 e 48 horas de tratamento com o fármaco, quando comparados ao controle (p<0,001). Além disso, a linhagem 786-0 apresentou marcação positiva para caspase-3 e uma baixa regulação da expressão de Bcl-2, quando submetida ao fármaco. Em contraste, o tratamento da linhagem HEK-293 com telmisartana não foi associado a apoptose, quando comparado ao controle de 24h (p>0,05), ao contrário do que foi observado com a cisplatina (p<0.05). Tomados em conjunto, esses resultados sugerem que a telmisartana medeia a indução da apoptose por meio da supressão da expressão de Bcl-2, e o envolvimento da caspase-3 em células de CCR e com baixo efeito citotóxico em células normais quando comparado ao quimioterápico cisplatina.

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  • DIANA LUZIA ZUZA ALVES
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    FATORES DE VIRULÊNCIA, RESISTÊNCIA AO ESTRESSE OSMÓTICO E SUSCEPTIBILIDADE ANTIFÚNGICA DE ISOLADOS DE Candida tropicalis ORIUNDOS DE AMBIENTE COSTEIRO DO NORDESTE BRASILEIRO


  • Orientador : GUILHERME MARANHAO CHAVES
  • Data: 26/03/2015
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  • Vários estudos têm sido desenvolvidos com relação aos riscos à saúde associados ao uso recreativo de praias contaminadas com esgotos domésticos. Esses resíduos contêm vários micro-organismos, incluindo Candida tropicalis, agente etiológico tanto de infecções superficiais quanto sistêmicas, além de indicador de contaminação fecal do meio ambiente. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar isolados de C. tropicalis oriundos da areia da Praia de Ponta Negra, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, quanto a expressão de fatores de virulência in vitro, a adaptação ao estresse osmótico e a susceptibilidade às drogas antifúngicas. Foram analisados 62 isolados ambientais de C. tropicalis, observando-se grande variação entre os mesmos para os diversos fatores de virulência avaliados. Em geral, os isolados ambientais foram mais aderentes a CEBH do que a cepa de referência de C. tropicalis ATCC13803, além de serem altamente produtoras de biofilme. Em relação à morfogênese, a maioria dos isolados exibiu fenótipo rugoso em meio Spider (34 isolados, 54,8%). Na avaliação da atividade enzimática, a maioria dos isolados teve maior produção de proteinase do que a cepa de referência de C. tropicalis ATCC13803. Adicionalmente, 35 isolados (56,4%) tiveram alta atividade hemólitica (índice de hemólise > 55). Com relação à resistência de C. tropicalis ao estresse osmótico, 85,4% dos isolados foram resistentes em meio contendo 15% de cloreto de sódio, o que corrobora com a alta capacidade de sobrevivência descrita para essa levedura no ambiente marítimo. Finalmente, no que diz respeito à sensibilidade aos antifúngicos foi observada elevada resistência aos azólicos testados, com ocorrência do fenômeno “Low-high” e de efeito semelhante ao crescimento paradoxal que ocorre para as equinocandinas. As cepas resistentes aos três azólicos testados foram 15 (24,2%).  Para a anfotericina B também ocorreu resistência (14 isolados, 22,6%), ao passo que para as equinocandinas todas as cepas foram sensíveis. Portanto, nossos resultados demonstram que isolados de C. tropicalis oriundos da areia de praia do nordeste brasileiro podem expressar plenamente atributos de virulência e apresentam alta capacidade de persistência no ambiente costeiro, além de serem significativamente resistentes aos antifúngicos mais empregados na prática clínica atual. Isso constitui potencial risco à saúde dos frequentadores desse ambiente, especialmente indivíduos imunocomprometidos e em extremos etários.

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  • ANA CELLY SOUZA DOS SANTOS
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    A INFLUÊNCIA DA PERDA DE PESO NO PERFIL INFLAMATÓRIO DE MULHERES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS.


  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 27/03/2015
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  • A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é con­siderada a endocrinopatia mais comum na fase reprodutiva da mulher, com prevalência que varia entre 15 a 20%. Além das alterações hormonais e reprodutivas, é comum na SOP a presença de fatores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV) como diabetes mellitus, resistência à insulina (RI), obesidade visceral, inflamação crônica de baixo grau e dislipidemia. Devido à elevada frequência da obesidade associada à SOP, a perda de peso  é considerada como o tratamento de primeira linha para a síndrome por melhorar as alterações metabólicas e normalizar os andrógenos séricos, restaurando a função reprodutiva destas pacientes. Objetivos: avaliar os marcadores inflamatórios e a RI em mulheres com SOP e ovulatórias saudáveis com diferentes estados nutricionais e como os parâmetros inflamatórios e hormonais se apresentam após a perda de peso, através da restrição calórica nas portadoras da síndrome. Métodos: O fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α), a interleucina-6 (IL-6) e a proteína c-reativa (PCR) foram avaliados em amostras de soro de 40 mulheres em idade reprodutiva. Na primeira fase do estudo, as voluntárias foram divididas em quatro grupos: Grupo I (não eutróficas com SOP, n=12); Grupo II (não eutróficas sem SOP, n=10), Grupo III (eutróficas com SOP, n=08) e Grupo IV (eutróficas sem SOP, n=10). A categorização dos grupos foi realizada pelo índice de massa corporal (IMC), de acordo com a organização mundial de saúde (OMS) em não eutrófica, mulheres com IMC ≥ 25 (kg/m²) e eutróficas, IMC entre 18,9-24,9 (kg/m²).  A RI foi determinada através do índice HOMA-IR. Na segunda fase do estudo foi realizada uma intervenção nutricional controlada e os parâmetros inflamatórios foram avaliados em 21 mulheres sobrepeso e obesas com SOP, antes e depois da perda de peso. Todas as pacientes receberam uma dieta hipocalórica com redução de 500 kcal/dia do consumo habitual com concentrações padrão de macronutrientes. Resultados: Fase 1: pacientes com SOP apresentaram níveis aumentados da PCR (p<0,01) e HOMA-IR (p<0,01). Quando divididas por IMC, tanto o grupo não eutrófico com SOP (I) quanto eutrófico com SOP(III) apresentou níveis aumentados de PCR (I=2,35±0,55mg/L e III= 2,63±0,65mg/L; p<0,01) e HOMA-IR (I= 2,16±2,54 e III= 1,07±0,55; p<0,01). Não foram encontradas diferenças de TNF-α e IL-6 entre os grupos. Fase 2: Após a perda de peso de 5% do peso inicial ocorreu uma redução em todos os níveis séricos dos componentes do perfil inflamatório avaliados, PCR (154.75 ± 19.33) vs (78.06 ± 9.08), TNF- α (10.89 ± 5.09) vs (6.39 ± 1.41) e IL6 (154.75 ± 19.33) vs (78.06 ± 9.08) (p < 0.00)  em associação com a melhora de alguns parâmetros hormonais avaliados. Conclusão: A SOP contribuiu para o surgimento da inflamação crônica e das alterações no metabolismo da glicose através do aumento da PCR, da insulina e do HOMA-IR, independente do estado nutricional e a perda de peso melhoraram o estado inflamatório e o perfil hormonal das pacientes avaliadas.

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  • JACYRA ANTUNES DOS SANTOS GOMES
  • INIBIÇÃO DOS EFEITOS LOCAIS INDUZIDOS PELAS PEÇONHAS DAS SERPENTES Bothrops erythromelas e Bothrops jararaca PELO EXTRATO AQUOSO DAS FOLHAS DE Jatropha mollissima (Pohl) Bail Natal

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 27/03/2015
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  • Os acidentes ofídicos representam um sério problema em saúde pública nos países tropicais e subtropicais, sendo o gênero Bothrops o maior responsável pelos acidentes no Brasil e em toda a América Latina (correspondendo cerca de 90 % dos casos). Os efeitos locais (dor, edema, hemorragia e necrose tecidual) e sistêmicos (alterações cardiovasculares, choque e distúrbios da coagulação sanguínea) causados pela peçonha das serpentes do gênero Bothrops são devido aos inúmeros componentes protéicos e não-protéicos (carboidratos, lipídios, nucleotídeos, aminas biogênicas e vários íons), que fazem parte da constituição da peçonha. A única forma de terapia cientificamente validada é a soroterapia antiveneno, que, no entanto, não é eficaz com relação aos efeitos locais produzidos e, além disso, pode ocasionar sérias reações de hipersensibilidade aos pacientes. Sendo assim, a busca por novas alternativas à soroterapia se faz importante, e nesse contexto, muitas plantas medicinais vêm se destacando pelo uso popular como antiofídicas. Dentre essas plantas, pode-se citar a espécie Jatropha mollissima (Euphorbiaceae) que apresenta amplo uso popular na medicina tradicional como antiofídica, anti-inflamatória, antimicrobiana e antitérmica. Portanto, esse trabalho tem como objetivo a avaliação do potencial neutralizante dos efeitos locais induzidos pelas peçonhas de Bothrops erythromelas e Bothrops jararaca pelo extrato aquoso das folhas de J. mollissima. O extrato das folhas foi preparado por decocção, fracionado (por meio de partição líquido-líquido) e caracterizado por cromatografia em camada delgada (CCD) e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). A atividade antiofídica do extrato foi avaliada nos modelos de edema de pata, peritonite, hemorragia e miotoxicidade induzidos pelas peçonhas de B. erythromelas e B. jararaca sendo utilizados camundongos Swiss de ambos os sexos. Em todos os modelos o extrato foi avaliado pela via intraperitoneal nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, sendo administrado 30 minutos antes da injeção da peçonha (protocolo de pré-tratamento). Manchas sugestivas da presença dos flavonóides: apigenina, luteolina, orientina, isoorientina, vitexina e vitexina-2-O-ramnosídeo foram detectadas no extrato através da co-CCD. Por meio de CLAE foram identificados os flavonóides isoorientina, orientina, vitexina e isovitexina. Todas as doses testadas do extrato de J. mollissima reduziram o edema de pata induzido pelas peçonhas com intensidade similar à dexametasona. O extrato aquoso das folhas de J. mollissima, em todas as doses avaliadas, inibiu a migração celular induzida por B. erythromelas e B. jararaca promovendo a inibição do recrutamento tanto de células mononucleares quanto das células polimorfonucleares. A hemorragia local induzida pela peçonha de B. jararaca foi inibida significativamente pelo extrato. Ambas as peçonhas foram inibidas pelo extrato na atividade miotóxica. Esses resultados indicam que o extrato aquoso das folhas de J. mollissima apresenta potencial propriedade antiofídica sobretudo com relação ao efeitos locais, o que poderia justificar o uso dessa planta na medicina tradicional e na terapia complementar como antiofídica.

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  • LEANDRO VINÍCIUS FERNANDES DE MORAIS
  • Atividade antimicrobiana e antioxidante de Licania rigida e Turnera ulmifolia.

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 30/03/2015
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  • Licania rigida Benth e a Turnera ulmifolia Linn. var. elegans são espécies de plantas regionais do semiárido empregadas no tratamento de diversas doenças. Objetivos: O intuito desse trabalho foi caracterizar quimicamente os extratos e frações e investigar o potencial antimicrobiano e antioxidante. Metodologia: Para a análise química foram realizadas a quantificação total de compostos fenólicos por espectrofotometria e a caracterização cromatográfica dos extratos e frações. A avaliação da atividade antioxidante foi realizada pela determinação da capacidade de sequestro do radical DPPH. A atividade antimicrobiana foi avaliada pelos ensaios de difusão em ágar, microdiluição em caldo e cinética de morte. Resultados: Os extratos e frações de L. rigida e T. ulmifolia apresentaram elevado conteúdo fenólico, com a presença de flavonoides, dos quais foram determinados como marcadores químicos. Observou-se que os extratos de ambas as espécies agiram como agentes sequestradores no ensaio da atividade antioxidante in vitro. O extrato da L. rigida foi a única ativa contra cepas de S. aureus, S. aureus meticilina resistente, S. epidermidis, e as leveduras, Candida albicans, Candida dubliniensis, Candida tropicalis, Candida parapsilosis, Candida rugosa, Candida krusei eTrichosporon asahii. Conclusão: Com base nesses resultados é possível afirmar que atividade antioxidante e antimicrobiana possivelmente é atribuída a presença de polifenólicos e flavonoides evidenciados nos extratos e frações.

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  • LUANDA BARBARA FERREIRA CANARIO DE SOUZA
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    CAPACIDADE DE ADESÃO E FORMAÇÃO DE BIOFILME DE Candida spp. ISOLADAS DA CAVIDADE ORAL DE PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS NA PRESENÇA DO EXTRATO DE Eugenia uniflora

     

  • Orientador : GUILHERME MARANHAO CHAVES
  • Data: 30/03/2015
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  • A candidíase é uma importante manifestação oral em pacientes transplantados renais. Candida spp. possuem fatores de virulência que contribuem para o processo infeccioso, incluindo a capacidade de aderir a células epiteliais e a formação de biofilme em superfícies bióticas e abióticas. O extrato obtido a partir das folhas de Eugenia uniflora tem demonstrado atividade antifúngica contra Candida spp. Este estudo avaliou a influência do extrato de E. uniflora na adesão às Células Epiteliais Bucais Humanas (CEBH) e formação de biofilme de 43 cepas de Candida spp. isoladas da cavidade oral de pacientes transplantados renais. Para os ensaios de virulência avaliados in vitro, as leveduras foram cultivadas na presença e ausência de 1000 μg/ ml de extrato. Uma proporção de 10:1 células (células Candida spp. x CEBHs) foi incubada durante 1 hora a 37 °C, 200 rpm, fixadas com formalina a 10% e o número de células de Candida aderidas a 150 CEBH foram determinadas em microscópio óptico. Os biofilmes foram formados em microplacas de poliestireno na presença e ausência do extrato. A quantificação foi realizada com coloração por cristal violeta a 570 nm. C. albicans destacou-se como a espécie com maior potencial de adesão ao epitélio bucal, enquanto que C. tropicalis apresentou expressiva formação de biofilme. Detectamos que o extrato de E. uniflora foi capaz de reduzir a adesão ao CEBH tanto para Candida albicans como para as espécies de Candida não-Candida albicans. Por outro lado, apenas 16 cepas de Candida spp. (36%) apresentaram a formação de biofilme reduzida na presença do extrato. No entanto, duas cepas de C. tropicalis altamente produtoras de biofilme tiveram uma redução notória na capacidade de formação de biofilme. Este estudo reforça a ideia de que, além da inibição do crescimento, E. uniflora podem interferir com a expressão de alguns fatores de virulência de Candida spp., e pode ser eventualmente aplicada no futuro como um possível agente antifúngico.

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  • ARTHUR SÉRGIO AVELINO DE MEDEIROS
  • INTERAÇÕES DA TRIANCINOLONA COM CICLODEXTRINAS EM SISTEMAS MULTICOMPONENTES

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 31/03/2015
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  • A associação da triancinolona com ciclodextrinas e co-solventes foi investigada para solubilizar o fármaco e explicar as interações envolvidas. Os diagramas de solubilidade de fases mostraram que o fármaco pode ser solubilizado pelas ciclodextrinas através da formação de um complexo incrivelmente estável, com os melhores resultados obtidos com a aplicação da randomil-metil-beta-ciclodextrina (RMβCD) (aumento de solubilidade de 161 vezes). O fármaco também pode ser solubilizado pelos co-solventes, com incremento de solubilidade de 1,4 e 6,7 vezes (trietanolamina, TEA, e N-metilpirrolidona, NMP, respectivamente). A aplicação simultânea dos dois solubilizantes ainda permitiu um aumento de solubilidade considerável, porém diminuiu a quantidade final solubilizada e a afinidade entre fármaco e ciclodextrinas, o que permitiu uma maior quantidade de fármaco não complexado. Estudos de ressonância magnética 2D-ROESY mostraram interação entre os prótons da triancinolona e os prótons da cavidade das ciclodextrinas, um achado conciso de formação de complexo de inclusão. Os estudos de modelagem molecular mostraram que a triancinolona pode ser incluída na cavidade das ciclodextrinas preferencialmente pela extremidade do anel ‘’A’’, com modificações dinâmicas. As associações ternárias também mostraram um único modo de formação de complexo de inclusão. Os complexos sólidos binários e ternários foram obtidos com sucesso por spray drying. Evidências de formação de complexo em fase sólida foram ainda mostradas através de FTIR e difração de raios-X. A morfologia das partículas dos complexos foi observada como esferas toroidais por MEV. Os estudos de dissolução mostraram que associações binárias e ternárias apresentaram maior velocidade de dissolução em comparação com o fármaco puro. Foi mostrado ainda que complexos ternários com TEA e RMβCD apresentaram uma maior velocidade de dissolução do fármaco que o complexo binário com a RMβCD.

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  • FRANCISCO ALEXANDRINO JÚNIOR
  • DESENVOLVIMENTO DE HIDROGÉIS DE ÁLCOOL POLIVINÍLICO CONTENDO
    ANFOTERICINA B PARA O TRATAMENTO DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
    AMERICANA

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 31/03/2015
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  • A leishmaniose é uma infecção parasitária, emergente e não controlada, que por usa elevada incidencia está presente no programa de doenças tropicais negligenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Adicionalmente, esta é considerada, neste programa, a segunda maior causa de perda de anos de vida útil devido a óbito ou debilidade, chegando em 2004 a quase 2 bilhões de anos de vida útil perdidos em todo o mundo. Anualmente, registra-se 1,3 milhão de casos, dos quais aproximadamente 1 milhão corresponde a sua forma tegumentar (LTA). Apesar desta contundente realidade, atualmente não há uma proposta de tratamento ou medicamento que adeque simultaneamente eficacia terapêutica, boa relação custo-benefício, fácil produção e  eventos adversos negligenciaveis. Com o intúito de elaborar uma abordagem alternativa e inovadora para o tratamento da LTA, esse trabalho propôs o desenvolvimento e a avaliação de uma formulação tópica do tipo curativo polimérico, baseado em um hidrogél de álcool polivinílico contendo anfotericina B (AmB). Após a produção dos hidrogéis foi observado que a AmB incorporada pode estar entre as cadeias poliméricas sob a forma de dispersão molecular. Essa localização alterou o mecanismo de intumescimento, de um transporte limitado pela difusão (caso I) para anômalo, permitindo que o sistema intumesça mais e mais rápido, quando comparado com o mesmo sem o ativo. No entanto, não foi observada a liberação imediata da AmB, sendo esta liberada de forma contínua e seguindo o modelo o cinético de Higuchi. O hidrogél contendo AmB
    demonstrou ter eficiente atividade leishmanicida nas primeiras 24 horas. Além disso, apresentou impermeabilidade a microrganismos, e permeabilidade ao vapor d’água compatível com as necessidades da pele em seu estado lesionado, o que indica uma possível habilidade de prevenir infecções secundárias e manter um ambiente favorável ao processo cicatricial. Estes resultados demonstram que os hidrogéis são sistemas promissores para a liberação controlada de AmB e um potencial tratamento tópico para a LTA.

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  • GABRIELA DINIZ FONSÊCA
  • MICROPARTÍCULAS CONTENDO NANOPARTÍCULAS DE QUITOSANA USANDO SULFATO E GENIPINA PARA LIBERAÇÃO MODIFICADA DA TRIANCINOLONA: OBTENÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E ESTUDO EM CÉLULAS TUMORAIS

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 31/03/2015
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  • A quitosana é um biopolímero amplamente usado em sistemas de liberação devido às suas propriedades biocompatível, biodegradável e mucoadesivo. A co-reticulação da quitosana com sulfato de sódio e genipina para formação de sistemas particulados é capaz de tornar estes mais resistentes ao pH ácido e modificar a cinética de liberação para a via oral. A triancinolona é um glicocorticóide de ampla aplicação terapêutica por suas ações antiinflamatória e imunossupressora. Os sistemas particulados foram preparados por co-reticulação e caracterizadas quanto ao tamanho de partícula, PDI, potencial zeta, grau de reticulação, taxa de encapsulação, morfologia, espectroscopia de infravermelho, análise térmica, cinética de liberação e estudo em células tumorais. Inicialmente foram preparadas nanopartículas com sulfato e sem genipina avaliando parâmetros de razão dos volumes das fases fármaco/polímero, concentração de sulfato de sódio e polissorbato 80, tempo e modo de imersão das fases. O sistema definido para a reticulação com a genipina apresentou 312,20 ± 5,70 nm, PDI 0,342 ± 0,013 e potencial zeta 20,18 ± 2,28 mV. Os ensaios com genipina avaliaram diferentes concentrações (0,5, 1,0 e 2,0 mM) e tempo de reação (3, 6, 12 e 24 h). Na análise do tempo de reticulação com genipina 0,5 mM, os sistemas obtiveram tamanho de 235,1 a 334,4 nm, PDI de 0,321 a 0,392 e potencial zeta de 20,92 a 30,39 mV, com grau de reticulação que variou de 14 a 30 %. As nanopartículas (sem genipina e 6 h e 24 h de reticulação) foram escolhidas para a secagem por spray-drying, formando micropartículas de nanopartículas. As micropartículas apresentaram morfologia esférica no MEV e taxa de encapsulação em média de 75 ± 2,3 % usando metodologia CLAE validada. A caracterização dos sistemas por infravermelho evidenciou as interações entre os componentes da formulação. A análise térmica mostrou que os sistemas com maior grau de reticulação, apresentaram uma maior estabilidade térmica. Na cinética de liberação, o aumento do grau de reticulação foi capaz de diminuir a velocidade de liberação da triancinolona. Nos estudos com células HepG2 e HT-29 os sistemas microparticulados contendo triancinolona e genipina com tempo de reticulação de 24 h apresentaram um potencial para atividade antitumoral nas células de linhagem hepáticas HepG2. Com isso, um novo sistema de liberação a base de quitosana obtido por co-reticulação com sulfato e genipina contendo triancinolona foi obtido com potencial antitumoral hepático.

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  • ANTONNYO PALMIELLY DIOGENES LIMA
  • Estudo da resposta Th17 no transplante renal alogênico: contribuição do eixo
    quimiotático CCR6/CCL20 e dos polimorfismos gênicos em IL17A e IL17RA.

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 24/04/2015
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  • O transplante renal é a melhor forma de tratamento para pacientes com insuficiência renal crônica que perderam a função do rim. Pacientes transplantados renais necessitam de rigoroso esquema imunossupressor para evitar rejeição. Nesse processo células T helper do sistema imunológico exercem papel chave na resposta contra o enxerto, sendo as células Th17 recentemente investigadas por produzirem IL-17, uma potente citocina pró-inflamatória cujo papel na rejeição também vem sendo descrito. Até o momento, sabe-se que o aumento da expressão de células Th17 tem importante associação ao desenvolvimento da rejeição no microambiente renal, no entanto o provável mecanismo ainda não está bem compreendido. Assim, esse estudo teve como objetivo avaliar a resposta Th17 a partir da influência exercida pelo eixo quimiotático CCR6/CCL20 e por variantes genéticas na IL-17 e seu receptor IL- 17RA. Para isso, realizou-se um estudo caso controle envolvendo 148 pacientes transplantados do Hospital Universitário Onofre Lopes/UFRN no qual se avaliou por imunohistoquímica a expressão proteica da IL-17 e das quimiocinas CCR6/CCL20 e por PCR-RFLP as variantes genéticas em IL17A e IL17RA. Nossos resultados demonstraram não haver influência dos polimorfismos gênicos sobre o desfecho do enxerto ou sobre a expressão proteica da IL-17. No geral, as frequências alélicas e genotípicas se aproximaram das distribuições encontradas pelo HapMap para a população mundial. No microambiente do enxerto renal encontramos várias fontes produtoras de IL-17: células epiteliais tubulares, células glomerulares, neutrófilos e células do infiltrado intersticial, por sua vez a expressão do eixo quimiotático CCR6/CCL20 ficou restrita a células do epitélio tubular. A avaliação quantitativa da marcação da IL-17 e das quimiocinas não demonstrou relação com o desfecho do rim transplantado. De fato, houve uma leve correlação linear positiva entre a presença de IL-17 e a expressão do eixo quimiotático CCR6/CCL20 no microambiente do enxerto renal. A presença de outros achados inflamatórios (necrose tubular aguda, glomerulite e arterite) no grupo sem rejeição pode ter contribuído para ausência de diferenças  estatisticamente significativas nas comparações realizadas. Por fim, acreditamos que, aliado aos nossos resultados, estudos posteriores com aumento do “n” amostral e um maior controle sobre as variáveis que envolvem a obtenção do espécime renal, podem determinar com maior clareza a influência exercida pelo eixo quimiotático CCR6/CCL20 e a exercida por polimorfismos genéticos em citocinas, sobre o controle da resposta Th17 nos processos de rejeição ao aloenxerto renal.

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  • EMANUELLY BERNARDES DE OLIVEIRA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO CITOTÓXICO E APOPTÓTICO INDUZIDO PELA AÇÃO DOS VENENOS DO GÊNERO BOTHROPS E TITYUS EM LINHAGENS DE CARCINOMA CERVICAL TRANSFORMADAS POR PAPILOMA VÍRUS HUMANO

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 29/05/2015
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  • Entre as diferentes doenças existentes, o câncer atinge milhões de pessoas em todo o mundo, causando alta morbidade e mortalidade. Entre os tipos mais incidentes de câncer, o câncer cervical é o quarto tipo mais comum em mulheres em todo Brasil. A maioria dos casos de câncer cervical está associada à infecção pelo Papilomasvírus humano (HPV) e aos subtipos 16 e 18 que são os mais prevalentes. A resposta limitada dos tumores malignos à quimioterapia convencional levou ao desenvolvimento de novas estratégias farmacológicas baseadas no conhecimento de novos alvos terapêuticos, os quais se encontram envolvidos na motilidade de células cancerígenas, invasão e formação de metástases. Considerando a diversidade desses nimais peçonhentos na fauna brasileira e, o potencial farmacológico de seu veneno, como também o aumento no interesse na pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos a partir de venenos brutos ou frações, abre-se uma expectativa
    muito atrativa na busca de novos compostos com ação terapêutica no tratamento do câncer.O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito citotoxico dos venenos bruto dos escorpiõesTityus stigmurus (TST) e Tityus serrulatus (TSR), das serpentes Bothrops jararaca (BJ) e Bothrops erythromelas (BE) em linagens de carcinoma cervical SiHa e HeLa, infectadas pelos respectivos HPV 16 e 18. Em relação à viabilidade celular, as serpentes do gênero Bothrops apresentaram no presente estudo uma citotoxicidade superior em ambas às células tumorais quando comparada com o veneno de escorpião e o controle positivo. O veneno do TRS foi mais citotóxico na linhagem Hela, em contrapartida na SiHa as mesmas apresentaram uma citotoxicidade em torno inferior, mesmo quando desafiadas em concentrações superiores. Em relação ao processo de morte celular, o veneno do gênero da serpente Bothrops induziu uma alto percentual de morte celular, sendotempo dependente quando
    comparado com o veneno do escorpião. No geral, estes dados sugerem que os venenos de animais peçonhentos representam uma fonte atrativa em linhagem de câncer cervical. Os venenos de peçonhasdemonstraram uma ação citotóxica e pro-apoptóticas significativas e seletivasnas linhagens estudadas, de maneira dose e tempo-respostadependentes. O presente trabalho sugere, pela primeira vez, um papel antiproliferativo e anti-apoptótico do veneno das serpentes B. jararaca e B. erythromelas, e do escorpião Tityus serrulatus em linhagens de carcinoma cervical

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  • MANOELA TORRES DO RÊGO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO AQUOSO, FRAÇÕES, RUTINA E ÁCIDO CLOROGÊNICO IDENTIFICADOS NOS FRUTOS DA Hancornia speciosa Gomes (APOCYNACEAE)

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 19/06/2015
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  • Hancornia speciosa Gomes (Apocynaceae), conhecida popularmente por ‘mangabeira’, é usada na medicina popular para o tratamento de desordens inflamatórias, hipertensão, dermatites, diabetes, doenças hepáticas e desordens estomacais. No que diz respeito aos frutos da H. speciosa, a etnobotânica indica o uso principalmente para o tratamento de inflamação e tuberculose, entretanto não há relatos de estudos que comprovem sua possível atividade biológica. O estudo tem como objetivo identificar as moléculas bioativas do extrato aquoso dos frutos da H. speciosa Gomes e também investigar a inibição do extrato aquoso, frações e compostos rutina e ácido clorogênico nos processos inflamatórios. O extrato aquoso dos frutos da H. speciosa foi preparado por decocção, posteriormente submetido a um fracionamento por meio de partição líquido-líquido e os metabolitos secundários identificados por Cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a arranjos de diodos (CLAE-DAD) e Cromatografia líquida de arranjo de diodo acoplada ao espectrofotômetro de massa (CL-DAD-EM). As propriedades anti-inflamatórias do extrato aquoso, frações diclorometano (CH2Cl2), acetato de etila (AcOEt) e n-butanol (n-BuOH), bem como a rutina e o ácido clorogênico foram investigadas usando modelos in vivo e in vitro. Testes in vivo compreenderam edema de orelha induzido por xilol, onde foi mensurado a formação do edema; peritonite induzida por carragenina onde foi avaliado os leucócitos totais em 4h e bolsa de ar induzida por zimosam que foi mensurado a contagem total de leucócitos e contagem diferencial em 6, 24 e 48 horas. Os testes in vitro avaliaram os níveis de citocinas IL-1β, IL-6, IL-12 e TNF-α usando ELISA a partir do modelo de peritonite induzido por carragenina. Os resultados demonstraram a presença de rutina e ácido clorogênico no extrato aquoso dos frutos da H. speciosa por CLAE-DAD e CL-DAD-EM. O extrato aquoso e frações, bem como a rutina e ácido clorogênico inibiram significativamente o edema de orelha induzido por xilol e reduziram a migração celular em modelos animais, tanto na peritonite induzida por carragenina como na bolsa de ar induzida por zimosam. Além disso, foi observada a redução dos níveis de expressão de citocinas IL-1β, IL-6, IL-12 e TNF-α. Este é o primeiro estudo que demonstra o efeito anti-inflamatório do extrato aquoso dos frutos da Hancornia speciosa contra diferentes agentes inflamatórios em modelos animais, sugerindo que suas moléculas bioativas, especialmente rutina e ácido clorogênico contribuem, em parte, para o efeito anti-inflamatório do extrato aquoso. Estes resultados suportam a utilização da H. speciosa na medicina popular e revelam que o extrato aquoso apresenta um potencial terapêutico para o desenvolvimento de um fitomedicamento com propriedades anti-inflamatórias.

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  • RENATA RUTCKEVISKI MORO
  • Desenvolvimento de um sistema terapêutico emulsionado para uso oral a base de óleo de rã- touro (Rana catesbeiana Shaw)

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 22/06/2015
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  • Fontes alternativas de óleos naturais estão sendo constantemente avaliadas para atender a demanda por matérias-primas naturais para o desenvolvimento de novos produtos. O objetivo deste trabalho foi estudar a estabilidade oxidativa e térmica do óleo de rã-touro (Rana catesbeiana Shaw), assim como desenvolver uma emulsão baseado em um planejamento experimental com aplicação para via oral. O tecido adiposo da Rana catesbeiana Shaw foi utilizado como fonte para a produção de um óleo natural a partir do método de extração a quente, obtendo rendimento de 60 ± 0,9%. O óleo de rã-touro foi fisicoquimicamente caracterizado e os valores de peróxido, acidez, iodo e saponificação foram respectivamente 1,9 meq O2 / kg; 2,9 KOH / g de óleo; 104,2 g de I / 100 g de óleo e 171,2 mg de KOH / g de óleo. A cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas foi usada para a determinação dos compostos presentes no óleo de rã-touro, apresentando como principais constituintes o ácido oléico (30 %) e o ácido eicosapentaenóico (17,6%), que são ácidos graxos insaturados e poliinsaturados, respectivamente. A estabilidade oxidativa foi determinada na presença e ausência dos antioxidantes butilhidroxianisol (BHA) e butilhidroxitolueno (BHT), a 60 ± 2 °C durante 15 dias e a temperatura ambiente durante 120 dias. Foram avaliados os valores de acidez, peróxido, iodo e saponificação; dienos e trienos conjugados, tempo de indução a oxidação (Rancimat®) e mudanças nos espectros de infravermelho. A taxa de oxidação do óleo de rã-touro foi dependente da temperatura e o óleo apresentou-se mais estavel na presença de BHT. Durante a oxidação do óleo, mudanças significativas no espectro de absorção do ultravioleta visível e infravermelho foram observadas. O óleo apresentou-se estável até 200°C através da determinação da estabilidade térmica utilizando a calorimetria exploratória diferencial e análise termogravimétrica. Um produto farmacêutico emulsionado para uso oral a base do óleo de rã-touro utilizando o planejamento fatorial completo 23 foi desenvolvido, caracterizado e sua estabilidade contendo diferentes adjuvantes farmacêuticos foi avaliada. A emulsão oral apresentou tamanho de gotícula de 410 ± 8,3 nm, potencial zeta - 38,2 mV, condutividade 1913.8 µS/cma e pH 6.4. O uso de adjuvantes foi responsável por melhorar estabilidade termooxidativa do óleo disperso na emulsão por um período superior a três meses. Portanto, a formulação desenvolvida exibiu características tecnológicas promissoras para estabilidade termooxidativa da emulsão contendo o óleo de rã-touro para uso oral.

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  • GRAZIENE LOPES DE SOUZA
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE METODOLOGIA ANALÍTICA PARA ANÁLISE DA FRAÇÃO ACETATO DE ETILA DO EXTRATO DA CASCA DO CAULE DE Anacardium occidentale Linn POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA.

  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 26/06/2015
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  • Anacardium occidentale Linn é uma árvore nativa do Brasil, popularmente conhecida como cajueiro. Estudos mostram que a fração Acetato de Etila (AcOEt) obtida a partir do extrato acetona das cascas do caule de A. occidentale apresenta atividade anti-inflamatória, sugerindo-se os taninos como responsáveis por essa ação. Sendo uma das 71 espécies da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS), é importante que sejam desenvolvidas metodologias analíticas para o estudo dos seus constituintes. Nesse contexto, a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) constitui uma metodologia de importância para a análise de amostras de origem vegetal. Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma metodologia analítica por CLAE para a análise da fração AcOEt do extrato acetona das cascas do caule de A. occidentale. As condições cromatográficas foram estabelecidas utilizando como fase móvel ácido acético a 0,3% e acetonitrila. Como ponto de partida para o desenvolvimento do método cromatográfico, foi utilizado um gradiente exploratório, que permite analisar todas as faixas de polaridade. O gradiente de eluição foi então ajustado até a obtenção de um cromatograma com adequada separação e parâmetros cromatográficos satisfatórios. Para a identificação dos compostos, foi realizada a análise de padrões e, pela observação dos tempos de retenção e espectros de absorção das substâncias, foi possível eleger as que estariam presentes na amostra. Foi possível sugerir a presença de catequina, epicatequina, epigalocatequina e ácido gálico na fração AcOEt de A. occidentale. Para a validação do método, foram realizados os testes de linearidade, precisão, exatidão, robustez, limites de detecção e quantificação. O método foi avaliado como sendo linear, preciso e exato para os compostos estudados. Dentre as condições de análise alteradas para o estudo da robustez, o método não apresentou robustez para a análise do ácido gálico, quando a temperatura da coluna foi de 35ºC, mas as demais condições alteradas não promoveram mudanças estatisticamente significativas para este analito. Conclui-se que o método cromatográfico é adequado para a análise da fração AcOEt do extrato acetona de A. occidentale.

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  • ALAINE MARIA DOS SANTOS SILVA
  • NANOPARTÍCULAS CATIÔNICAS OBTIDAS POR EMULSIFICAÇÃO COM EVAPORAÇÃO DE SOLVENTE PARA LIBERAÇÃO MODIFICADA DE BENZNIDAZOL

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 02/07/2015
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  • O Benznidazol (BZN) é o agente quimioterapêutico mais frequentemente utilizados para o tratamento de pacientes com doença de Chagas. Apesar de seu uso difundido, revela alta toxicidade, baixa eficácia, além da dificuldade de atravessar as barreiras biológicas. O objetivo deste trabalho foi produzir nanopartículas biodegradáveis funcionalizados com ácido siálico e colesterol potencialmente capazes de direcionar o fármaco para células infectadas pelo parasita Trypanosoma cruzi. Uma optimização sistemática foi realizada usando o método de evaporação com emulsificação do solvente. O efeito das variáveis ao obter essas nanopartículas foram avaliados pela medição do tamanho médio de partícula, índice de polidispersidade, medições de potencial zeta, microscopia de força atômica (AFM), infravermelho transformada de Fourier (FTIR-ATR) e eficiência de encapsulação. Entre as variáveis inclui a velocidade de agitação, concentração de polímero, agente tensioativo, tipo de injeção da amostra (seringa, bureta, bomba peristáltica) e do tipo de solvente orgânico utilizado (DCM, DCM:EtOH, DCM:ACE) em diferentes proporções. As nanopartículas apresentaram forma esférica e valores de potencial zeta positivos por volta de +25mV. O DCM / EtOH (50:50 v/v) foi estabelecido para produzir as partículas menores e com boa eficiência de carga da droga, tanto para nanopartículas contendo apenas o BNZ, quanto para as nanopartículas com superfície modificada. Os resultados sugerem a utilização de células de Franz como um método eficiente para avaliar o potencial in vitro das nanopartículas. Todos sistemas apresentaram viáveis nas menores concentrações utilizadas e apresentaram estabilidade durante seis semanas. As variáveis estudadas foram otimizadas com sucesso para selecionar os parâmetros adequados para a formulação de nanopartículas para a incorporação de BNZ.

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  • ANDREA CAROLINE COSTA DE ARRUDA
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DO EXTRATO SECO DE PERICARPO DE Passiflora edulis VARIEDADE flavicarpa DEGENER EM RATOS

  • Orientador : ALINE SCHWARZ
  • Data: 20/07/2015
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  • O pericarpo de Passiflora edulis var. flavicarpa Degener atualmente está sendo investigado para fins medicinais. Não há relatos na literatura sobre sua toxicidade. O objetivo do presente estudo foi investigar a toxicidade sub-crônica em ratos machos e toxicidade em ratos fêmeas prenhes e fetos expostos durante a gestação a um extrato obtido por infusão do pericarpo em água (1:3 m/v; 100o C, 10 min). A composição do extrato foi avaliada por meio de reações químicas e também por cromatografia de camada delgada. Ratos machos adultos (n=8) foram tratados com 300 mg/kg de extrato, por gavagem, durante 30 dias e ratas prenhes (n=7) do dia 0 ao dia 20 de gestação. Os grupos controle de ratos machos (n=8) e ratas fêmeas (n=7) receberam água da torneira (1 ml) pela mesma via e mesmo período de tempo que os respectivos grupos experimentais. Durante o tratamento foram registrados o consumo de água e de ração e o peso corporal. No dia 29 o comportamento sexual dos machos foi analisado e, em seguida, metade dos machos de cada grupo receberam ciclofosfamida (50 mg/kg, i.p.) para avaliação (anti) genotóxica na medula óssea e a outra metade recebeu apenas solução salina 0,9% (1 mL, i.p.). No dia 30, os machos foram anestesiados para coleta de sangue, medula óssea e órgãos (fígado, rins, pâncreas, baço, coração e testículos). No dia 20 de gestação, as ratas prenhes foram anestesiadas e os cornos uterinos foram exteriorizados para avaliação do desempenho reprodutivo. A análise dos fetos foi realizada por exame visceral e esquelético (oito fetos por ninhada). A análise fitoquímica revelou a presença de flavonóides, alcalóides inespecíficos, compostos fenólicos e triterpênicos. A análise estatística revelou ausência de diferenças significativas em todos os parâmetros analisados para machos, para fêmeas e para fetos experimentais em relação aos animais controle. Este estudo sugere que o extrato aquoso obtido de pericarpo de P. edulis var. flavicarpa Degener não foi capaz de promover efeitos tóxicos em ratos nas condições empregadas.

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  • EDNALDO GOMES DO NASCIMENTO
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    ESTUDO DA QUITOSANA COMO EXCIPIENTE EM FORMAS FARMACÊUTICAS DE LIBERAÇÃO IMEDIATA E MODIFICADA CONTENDO CLORIDRATO DE PROPRANOLOL

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 22/07/2015
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  • A quitosana é um copolímero obtido por meio da desacetilação da quitina que vem sendo utilizado como excipiente farmacêutico em formas convencionais e de liberação modificada. A aplicação da quitosana como excipiente em forma farmacêutica sólida de liberação imediata e prolongada contendo cloridrato de propranolol foi estudada e os diferentes parâmetros estabelecidos para modificar o perfil de liberação do fármaco. As variáveis do estudo incluíram o grau de desacetilação e massa molecular do copolímero, bem como o tamanho e forma das partículas obtidas por secagem por atomização em spray dryer, assim como tipo de quitosana misturada com o fármaco. As diferentes amostras foram encapsuladas em cápsula dura de gelatina para avaliar o efeito de dissolução do fármaco. As propriedades físico-químicas das amostras e formas farmacêuticas foram monitoradas pelos ensaios farmacopéicos, e pela técnica de espalhamento de luz dinâmico (DLS), microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raios X (DR-X) e pela espectroscopia de Infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). As formulações contendo as quitosanas com granulometria original do fabricante apresentou um comportamento de liberação imediata, enquanto que as formulações contendo as partículas de quitosana obtidas pela técnica do spray drying modificaram a liberação do fármaco, sugerindo um sistema de liberação prolongada. A presença do fármaco nas partículas produzidas por spray drying ou apenas na mistura também modificou o perfil de liberação e o tamanho da massa molecular mostrou resultados estatísticamente similares. Isso aconteceu provavelmente pela propriedade de intumescimento em meio ácido do copolímero, aprisionando o propranolol. Os resultados demonstraram a versatilidade do copolímero quitosana para aplicação presente, sendo necessário modular o tamanho, forma, massa molecular e cristialinidade para obter um perfil de dissolução desejado.

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  • PHILIPPE DE CASTRO MESQUITA
  • NANOPARTÍCULAS CATIÔNICAS DE POLI (ÁCIDOLÁTICO) PARA LIBERAÇÃO MODIFICADA DE PEPTÍDEOS E PROTEÍNAS DA PEÇONHA DO ESCORPIÃO Tityus serrulatus 

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 24/07/2015
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  • Acidentes notificados envolvendo o envenenamento por escorpiões ainda são frequentes no Brasil, ocasionados principalmente pela espécie Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo. Embora os soros antiescorpiônicos sejam produzidos rotineiramente por diversos laboratórios oficiais, a eficácia de sua utilização depende da rapidez com que se inicia o tratamento e da eficiência na produção de anticorpos pelos animais imunizados. No presente trabalho, o desenvolvimento de nanopartículas poliméricas catiônicas de poli(ácido lático) teve como objetivo a busca de um sistema de liberação modificada para os peptídeos e proteínas presentes na peçonha do escorpião T. serrulatus, capaz de potencializar a produção de anticorpos em soro anti-veneno. As nanopartículas catiônicas foram obtidas por nanoprecipitação, após o estudo do efeito dos parâmetros da técnica sobre as propriedades físico-químicas das partículas, com a otimização de um método de baixa energia. A funcionalização da superfície das nanopartículas com a polietilenoimina hiper-ramificada foi comprovada pela análise de potencial zeta e possibilitou a adsorção por interação eletrostática
    de diferentes tipos de proteínas. A eficiência de incorporação de 40-80 % de albumina de soro
    bovino (BSA) e 100 % de peptídeos da peçonha do escorpião avaliadas por espectrofotometria e eletroforese em gel de poliacrilamida, confirmou o sucesso na escolha dos parâmetros do método de obtenção das nanopartículas, produzidas com tamanho entre 100 a 250 nm. A análise de microscopia de força atômica e estudos in vitro de liberação, mostraram que as nanopartículas esféricas fornecem um perfil sustentado de liberação das proteínas pelo mecanismo de difusão, que potencializou a produção de anticorpos antiveneno em animais imunizados com as nanopartículas contendo a peçonha do escorpião, comprovando o potencial para aplicação in vivo das nanopartículas.

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  • CAROLINE MAPURUNGA AOQUI
  • Desenvolvimento e validação de métodos analíticos para quantificação de
    brometo de propantelina por espectrofotometria UV-Vis e CLAE-PI: aplicação
    em hidrogéis transdérmicos

  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 30/07/2015
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  • O BP age inibindo a motilidade gastrointestinal, diminuindo a secreção de ácido gástrico e inibindo a ação da acetilcolina em terminações nervosas pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático. Portanto, ele tem um papel significativo no tratamento de sialorreia, já que as glândulas salivares são estimulados pela vasopressina, aldosterona e pelo sistema nervoso autônomo. Neste contexto, apropantelina se destaca pelas seguintes propriedades para o manejo da sialorréia: é um composto amônio quartenário – o que dificulta sua absorção pela barreira hematoencefálica, é um anticolinérgico que tem afinidade pelos receptores nas glândulas salivares – sendo mais seletivo que os alcalóides naturais da beladona, boa absorção cutânea e os eventos adversos são dose dependentes. Sua determinação quantitativa em hidrogéis transdérmicos é importante para
    garantir os efeitos terapêuticos desejados. O objetivo desta pesquisa foi desenvolver, validar e comparar métodos espectrofotométricos e cromatográficos na determinação quantitativa da PB em hidrogéis transdérmicos. Neste trabalho, os hidrogéis transdérmicos foram preparados com diferentes matrizes poliméricas. O método espectrofotométrico foi validado utilizando água purificada como solvente em 284 nm. O método CLAE-PI foi validado usando AcclaimTM 120 C18 (150 x 4,6 mm,
    5 um). A fase móvel foi constituída por ACN-Água (55:45 v/v) com 100 mM butanossulfonato de sódio, a um fluxo de 1,0 mL.min-1. A detecção por UV foi efetuada a 284 nm. Todas as análises foram realizadas a 25 °C. As curvas de calibração foram lineares no intervalo de concentração 2,8-28,0 μg.mL-1 com um coeficiente de correlação melhor do que 0,9998, e 1,17-300,0 μg.mL-1 com um coeficiente de correlação de 1. O limite de detecção e quantificação foram de 0,63 μg.mL-1 e 2,11 μg.mL-1 para o método de UV-Vis e 0,12 μg.mL-1 e 0,43 μg.mL-1 para o método CLAE-PI respectivamente. A precisão intracorrida e intercorrida foram expressos como DPR abaixo de 5% para ambos os métodos. A exatidão obtida encontra-se na faixa de 95,51-104,13% para o método de UV-Vis e 82,7-93,4% para o método CLAE-PI. Os métodos de UV-Vis e CLAE-PI foram rápidos, precisos e exatos. Estatisticamente, não houve diferença significativa entre os métodos analíticos propostos neste estudo (p> 0,05).

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  • ANA PAULA FERREIRA COSTA
  • Análise do polimorfismo de inserção/deleção do gene HLA – G na infecção por citomegalovírus em receptores de transplante renal do Nordeste do Brasil

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 31/07/2015
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  • O citomegalovírus (CMV) é um vírus oportunista responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade em pacientes transplantados renais. Os vírus desenvolvem diversas estratégias para escaparem do sistema imune, o mecanismo pelo qual o CMV usa para se evadir da resposta imunológica em pacientes transplantados renais ainda não é conhecido. A estratégia do vírus pode está associada à indução de moléculas imunorreguladoras como o antígeno leucocitário humano G (HLA-G) que facilitaria a regulação negativa das células do sistema imunológico, ajudando o CMV a subverter as defesas do hospedeiro. Transcritos de mRNA do HLA-G incluem o polimorfismo de 14pb (DEL/INS) mais estáveis do que as formas de mRNA completos. Isto influencia a estabilidade da proteína HLA-G e, facilita a infecção por CMV em pacientes transplantados renais. Analisamos o polimorfismo de 14pb do HLA-G em um total de 109 indivíduos submetidos a transplante renal no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). 34,8% (38/109) dos pacientes foram positivos para CMV e 65,2% (71/109) foram CMV negativo. Os resultados positivos para a infecção por CMV mostrou uma frequência genotípica do polimorfismo de 14pb de 71% (-14/+14pb) Deleção/Inserção e 29% (-14/-14pb) Deleção/Deleção (P = 0,02) e a frequência dos alelos foi de 64,5% (-14pb) Deleção e 35,5% (+14pb) Inserção (P = 0,32). Resultados significativos foram encontrados nas frequências genotípicas quando analisado os grupos positivos e negativos para o CMV e os controles saudáveis; estudos clínicos revelam que o polimorfismo de 14pb do HLA-G é um imunossupressor de susceptibilidade genética que está associado com o desenvolvimento da doença, sugerindo que a molécula do HLA-G é possivelmente um fator favorável a patogênese da infecção viral

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  • IZADORA DE SOUZA
  •  

    Desenvolvimento de um método inovador de formação de nanoemulsões para liberação modificada de praziquantel através da diluição de cristais líquidos


  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 31/07/2015
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  • Cristais líquidos (CL) possuem uma arranjo molecular bastante estruturado que combina propriedades dos estados líquido e sólido, bem como o fluxo dos líquidos e a ordenação da estrutura cristalina dos sólidos. Foram testadas técnicas de alta e baixa energias para produzir CL, utilizando oleato de sódio, fosfatidilcolina de soja, óleo de soja, N-metilpirrolidona (NMP) e água. As interações entre NMP e oleato de sódio da formulação foram investigadas. CL fabricados por técnica de alta energia foram caracterizados por microscopia de luz polarizada (MLP), tensão superficial, reologia e tamanho de partícula. MLP exibiu estruturas que sugerem presença de CL lamelares. Nos testes de tensão superficial não foram observadas diferenças relevantes entre as amostras. Na reologia, as amostras apresentaram viscosidade newtoniana limitante nas curvas de fluxo e uma diminuição no grau de estruturação nos testes oscilatórios, quando a concentração de NMP diminuía. Uma nova técnica de baixa energia para obter sistemas lipídicos de liberação de fármacos foi desenvolvida a partir da diluição de CL. CL foram diluídos com água e solução aquosa de NMP 10%, a 25 ° C e 70 °C, em que foram avaliados tamanho de gotícula e incorporação de praziquantel (PRZ). Os sistemas diluídos com água apresentaram menor faixa de tamanho (165,22 – 381,26 nm) e maior faixa de incorporação de PRZ (40,96 – 43,44 mg/mL) quando comparadas com as diluías com a solução de NMP. Não houve contribuição da solução de NMP para a formação de gotículas menores e para a maior incorporação de PRZ. Houve um aumento na solubilidade do PRZ em sistemas diluídos com água, aumentando a fração solúvel de fármaco em até 200 vezes quando comparada à sua solubilidade em água. Testes utilizando Espalhamento de raios-X a baixo ângulo e MLP comprovaram a transição da mesa ase lamelar para sistemas com micelas vermiformes, confirmando o sucesso da nova técnica em obter sistemas lipídicos de liberação de fármacos através da diluição de CL.

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  • SUSANA BARBOSA RIBEIRO
  • Estudo comparativo entre antipsicóticos atípicos no tratamento da esquizofrenia e sua influência na qualidade de vida e efeitos adversos dos pacientes

  • Orientador : AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
  • Data: 31/07/2015
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  • A esquizofrenia é um transtorno mental grave e persistente, o diagnóstico ocorre principalmente na fase da adolescência. O tratamento farmacológico se faz com antipsicóticos típicos e atípicos. Os antipsicóticos atípicos apresentam como vantagem os reduzidos efeitos extrapiramidais, o que os torna promissores no tratamento da esquizofrenia. Por outro lado os atípicos têm apresentando significante alterações metabólicas e hormonais. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos dos antipsicoticos atípicos, olanzapina e risperidona, sobre a qualidade de vida e efeitos adversos nos pacientes esquizofrênicos, para isto foram realizados avaliação da qualidade de vida, com aplicação do EuroQol-5D-3L, exames bioquímicos e hormonais, aferição da pressão arterial e medição de índices antropométrico, além da aplicação de escalas que avaliam efeitos colaterais Kliniske Undersøgelser (UKU) e Simpson-Angus. Os dados foram analisados utilizando-se o teste t de student e teste de qui-quadrado com nível de significância de 5%. Em relação às dimensões de qualidade de vida avaliadas pelo EuroQol, os resultados mostram que o antipsicótico olanzapina causa prejuízos significativos associados aos cuidados pessoais (p< 0,001). Comparando os dois grupos de antipsicóticos o valor médio do QALY foi favorável para o grupo da risperidona (p < 0,032). As variáveis antropométrica, bioquímicas e os escores analisados apresentaram resultados desfavoráveis para os usuários de olanzapina quando comparada a risperidona. Os homens utilizam de forma prevalente este antipsicótico (p < 0,008). As variáveis antropométricas e da pressão arterial apresentaram os seguintes resultados estatísticos: circunferência abdominal (p< 0,01), circunferência do quadril (p < 0,02), peso (p < 0,02) e pressão arterial (p < 0,04). Os resultados das variáveis bioquímicas e hormonais para olanzapina foram: triglicerídeos (p < 0,04), HDL colesterol no sexo masculino (p < 0,02) e cortisol (p < 0,01). Nos usuários de risperidona, o único valor desfavorável foi o da prolactina (p < 0,04). Em relação às escalas de Simpson Angus e UKU, os resultados descritos desfavorecem o grupo tratado com olanzapin: a média dos escores totais da escala Simpson-Angus para olanzapina foi de 0,38, enquando que para risperidona foi de 0,11(p < 0,02). Na escala UKU obteve-se os seguintes resultados desfavoráveis para olanzapina: fadiga (p < 0,02), distonia (p < 0,01) e tremor (p < 0,03). Os efeitos colaterais da escla UKU para risperidona foram ginecomastia (p < 0,01), disfunção ejaculatória (p <0,02) e disfunção erétil (p <0,02). Conclui-se que os usuários de olanzapina apresentaram pior escore de qualidade de vida, maiores riscos metabólicos associados ao sobrepeso e perfil lipídico inadequado, além de maior tendência a manifestações extrapiramidais. Contudo, os usuários de risperidona se mostraram mais propensos a reações adversas decorrentes de alterações hormonais.

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  • CINTHYA SARAIVA DE ASSIS
  • Avaliação dos efeitos tóxicos in vitro e in vivo do extrato hidroetanólico dos frutos de Genipa americana L. (Rubiaceae) em camundongos Swiss

  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 27/10/2015
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  • O uso terapêutico de plantas medicinais tem contribuído desde a antiguidade de forma benéfica para a saúde. No entanto, muitas espécies carecem de evidências científicas que forneçam embasamento para a sua utilização na prática terapêutica. Neste contexto, encontra-se a espécie Genipa americana L. (Rubiaceae), conhecida popularmente como jenipapo e utilizada como antissifilítica, antiulcerosa e anti-hemorrágica, contra hematomas, como tônico, afrodisíaco, etc. Visto que, essa espécie carece de estudos toxicológicos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade in vivo (toxicidade aguda e subcrônica) e in vitro (citotoxicidade) do extrato dos frutos da G. americana. O extrato hidroetanólico dos frutos de G. americana foi preparado por maceração. Foi realizada uma análise fitoquímica preliminar para avaliar a presença de metabólitos secundários no extrato. No estudo da citotoxicidade do extrato (0,1; 1,0; 10; 100 e 1000 μg/100μL) foram utilizadas linhagens de células normais (3T3) e tumorais (786-0, HepG2 e B16), analisados pelo ensaio do MTT. Para a avaliação da toxicidade aguda (dose única de 2000 mg/Kg) e subcrônica (100, 500 e 1000 mg/Kg por 30 dias) foram utilizados camundongos Swiss de ambos os sexos. Ao final dos experimentos, amostras de sangue e órgãos foram coletados para análise. Os dados entre os grupos foram comparados pelo test T ou por ANOVA com pós-teste de Dunnett com nível de significância de 5%. O estudo fitoquímico do extrato indicou principalmente a presença de iridóides. Os ensaios de citotoxicidade apresentaram resultados de até 70% de inibição celular frente à linhagem de B16, na dose de 1000 μg/100μL, e até 29% frente à linhagem 786-0, na dose de 10 μg/100μL. O extrato não promoveu morte nas células 3T3 e HepG2. Durante as avaliações in vivo, não houve mortes de animais. A análise das amostras de sangue revelou que os animais submetidos à avaliação da toxicidade aguda apresentaram leves alterações hepáticas, e que os animais submetidos à avaliação da toxicidade subcrônica apresentaram alterações no peso relativo do rim esquerdo e na concentração plasmática de uréia. Não foram observadas diferenças entre grupos testes e controles na avaliação histopatológica dos órgãos coletados. Apesar das alterações encontradas nos ensaios de toxicidade in vivo, segundo os critérios descritos pelos Guias OECD, sugere-se que o extrato hidroetanólico dos frutos da G. americana seja classificado como de baixa toxicidade. A citotoxicidade do extrato sugere que o
    mesmo possui potencial contra as linhagens de melanoma (B16) e carcinoma renal (786-0).

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  • ANANÍLIA MEDEIROS GOMES DA SILVA
  • miRNAS CIRCULANTES COMO BIOMARCADORES PARA FIBRILAÇÃO ATRIAL AGUDA

  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 15/12/2015
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  • A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum. Pequenos RNAs não codificantes (miRNAs) vêm demonstrando uma atividade regulatória na arritmogênese, atuando em genes alvos que contribuem para o desenvolvimento da FA. Este estudo teve como objetivo avaliar a expressão de miRNAs candidatos em plasma de indivíduos com FA e com FA aguda e suas futuras aplicações como marcadores para o diagnóstico e monitoramento desta doença. Os miR-21, miR-133a, miR-133b, miR-150, miR-328 e miR-499 foram selecionados para serem alvos do estudo através de uma prévia revisão literária. Eles foram isolados do plasma de indivíduos com faixa etária entre 20 e 85 anos com FA (n=17), FA aguda (n=5) e sem FA (n=15). Os resultados foram analisados através da técnica da PCR em tempo real (RT-PCR) através do método miScript SYBR Green PCR. Observamos que os miR-21, miR-133b, miR-328 e miR499 foram diferentemente expressos entre os três grupos (p<0,05). A elevação da expressão desses miRNAs miR-21 (0.6–fold), miR-133b (1.4-fold), miR-328 (2.0-fold) e miR-499 (2.3-fold) foi maior em pacientes com FA aguda quando comparados aos pacientes com FA e os controles. Os miR-133a e miR-150 não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. Nossos dados sugerem que os miR-21, miR-133b, miR-328 e miR-499 podem ser potenciais biomarcadores para FA,bem como para a FA aguda, e para o diagnóstico e acompanhamento da doença. Estes resultados podem contribuir para a compreensão do processo que desencadeia a FA, incentivando o desenvolvimento de novos estudos para avaliar a aplicação destas moléculas como futuros biomarcadores para esta doença.

2014
Dissertações
1
  • THALES RENAN FERREIRA PONTES
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA MAGNÉTICO POLIMÉRICO CONTENDO ANTIMICROBIANOS PARA TRATAMENTO DE INFECÇÕES POR Helicobacter pylori

  • Orientador : ARTUR DA SILVA CARRICO
  • Data: 24/02/2014
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  • A Helicobacter pylori é a principal causa de gastrites, úlceras gastroduodenais e
    câncer gástrico. O esquema terapêutico de primeira escolha para a erradicação
    desse patógeno leva muitas vezes a elevado número de reações adversas, baixa
    adesão do paciente e consequentemente falha na terapêutica. A vetorização
    magnética é uma técnica bastante difundida na literatura que visa minimizar esses
    problemas, através da associação de fármacos a núcleos magnéticos direcionando
    para o local de ação por intermédio de campo magnético externo. O presente
    trabalho relata o estudo da síntese e caracterização de partículas poliméricas
    magnéticas contendo os mais frequentes antimicrobianos (amoxicilina e
    claritromicina) usados no tratamento de infecções por Helicobacter pylori,
    objetivando a produção de um sistema para vetorização magnética por via oral.
    Granulometria baseada no diâmetro de Feret, microscopia eletrônica de varredura e
    transmissão, difratometria de raio-x, isotermas de adsorção/dessorção de nitrogênio
    e magnetometria de amostra vibrante revelaram que as partículas de magnetita,
    produzidas pelo método da coprecipitação, consistem em grande número de
    agregados de cristalitos de tamanhos nanométricos (da ordem de 6 nm) os quais
    formam partículas micrométricas superparamagnéticas de alta susceptibilidade
    magnética, tendo formato irregular com diâmetro médio de 6,8 ± 0,2 μm. Os núcleos
    magnéticos foram revestidos por polímero (Eudragit® S100) em conjunto com
    amoxicilina e claritromicina (forma polimórfica II) sendo obtido micropartículas
    núcleo-camada de formato irregular, pela técnica de secagem por aspersão (spray
    dryer), com um diâmetro médio de 14,2 ± 0,2 μm. A quantidade de magnetita
    presente no sistema pode ser adaptada pelo controle da suspensão inicial usada na
    alimentação do spray dryer. No presente trabalho o conteúdo magnético final foi
    estimado em 2,9 % (p/p). Com base nos resultados obtidos, o sistema magnético
    produzido pode se tornar bastante promissor na erradicação de infecções por
    Helicobacter pylori.

2
  • JULIANA FÉLIX DA SILVA
  • ATIVIDADE ANTIOFÍDICA DO DECOCTO DAS FOLHAS DE Jatropha gossypiifolia L. FRENTE O VENENO DE Bothrops jararaca

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 25/02/2014
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  • Os acidentes ofídicos são um grave problema de saúde pública. Cerca de 90 % dos casos na América Latina são associados a serpentes do gênero Bothrops. Atualmente, a principal forma de tratamento disponível é a soroterapia antiveneno, que apresenta algumas desvantagens, tais como ineficiência quanto a efeitos locais, riscos de reações imunológicas, custo elevado e difícil acesso em algumas regiões. Nesse contexto, a busca por novas alternativas para o tratamento de picadas de serpentes se faz relevante. Jatropha gossypiifolia L., espécie vegetal popularmente conhecida no Brasil como “pinhão-roxo”, é bastante utilizada na medicina popular como antiofídica. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar a atividade antiofídica desta espécie frente às atividades enzimáticas e biológicas do veneno da serpente Bothrops jararaca. O extrato aquoso das folhas foi preparado por decocção. Os estudos de inibição foram realizados in vitro, pré-incubando-se quantidade fixa de veneno com diferentes quantidades do extrato por 60 min a 37ºC, e in vivo, através do tratamento oral ou intraperitoneal dos animais, em diferentes doses, 60 min antes da injeção do veneno. A atividade proteolítica sobre a azocaseína foi eficientemente inibida, o que indica ação inibitória frente metaloproteases (SVMPs) e/ou serinoproteases (SVSPs). O extrato inibiu a atividade fibrinogenolítica, o que também foi confirmado por meio de zimografia, onde foi possível visualizar que o extrato inibe preferencialmente enzimas fibrinogenolíticas de 26 e 28 kDa. As atividades coagulante sobre o fibrinogênio e sobre o plasma foram significativamente inibidas, sugerindo uma ação inibitória sobre enzimas semelhantes à trombina (SVTLEs), bem como sobre toxinas ativadoras de fatores da coagulação. O extrato prolongou o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), o que sugere que o extrato inibe tanto SVTLEs quanto a trombina endógena. A atividade defibrinogenante in vivo foi inibida eficientemente pelo extrato pela via oral, confirmando os resultados anteriores. A hemorragia local também foi inibida significativamente pela via oral, indicando uma ação inibitória frente SVMPs hemorrágicas. A atividade fosfolipásica não foi inibida. Mesmo assim, as atividades edematogênica e miotóxica foram eficientemente inibidas, por via oral e intraperitoneal, o que pode indicar ação inibitória do extrato frente fosfolipases (PLA2) do tipo Lys49 e/ou SVMPs, ou ainda uma ação anti-inflamatória contra os mediadores químicos endógenos. Com relação ao possível mecanismo de ação, observou-se que o extrato não apresenta atividade proteolítica, porém apresenta capacidade de precipitar proteínas. Adicionalmente, o extrato apresentou significativa atividade antioxidante em diferentes modelos, o que pode justificar ao menos parcialmente a atividade antiofídica apresentada. A atividade quelante de metais apresentada pelo extrato pode ser correlacionada à inibição de SVMPs, uma vez que estas são enzimas dependentes de metais. A análise fitoquímica revelou a presença de açúcares, alcaloides, flavonoides, taninos, terpenos e/ou esteroides e proteínas, dos quais os flavonoides podem ser apontados como compostos majoritários, tendo em vista o perfil cromatográfico obtido por cromatografia em camada delgada (CCD). Em conclusão, os resultados demonstram que o decocto das folhas de J. gossypiifolia apresenta potencial atividade antiofídica, inclusive atuando sobre os efeitos locais da picada, sugerindo que esta espécie pode ser utilizada como uma nova fonte de moléculas bioativas contra venenos botrópicos.

3
  • RAFAEL PEREIRA DE ARAUJO NETO
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA MAGNÉTICO NANOPARTICULADO PARA APLICAÇÃO NA TERAPIA POR HIPERTERMIA

  • Orientador : ARTUR DA SILVA CARRICO
  • Data: 26/02/2014
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  • A hipertermia é uma técnica promissora para o tratamento do câncer baseada na maior sensibilidade de células tumorais ao aquecimento do que o tecido normal. Nanopartículas magnéticas têm sido empregadas em tratamentos de hipertermia em razão da capacidade de converter a energia absorvida de um campo magnético alternado em calor principalmente através de perdas por relaxação e histerese. Dentre vários materiais magnéticos, nanopartículas de óxido de ferro têm sido consideradas adequadas para aplicações biomédicas devido à sua biocompatibilidade e facilidade de síntese. Para fins médicos, estas nanopartículas devem apresentar distribuição de tamanho uniforme e revestimento de sua superfície para reduzir a agregação entre as partículas. Este trabalho relata uma metodologia simples e de baixo custo para produzir nanopartículas de magnetita monodispersas revestidas com oleato de sódio para aplicação na terapia por hipertermia. As partículas foram caracterizadas por espalhamento de luz dinâmico, potencial zeta, difração de raios-X, magnetometria de amostra vibrante, microscopia eletrônica de transmissão, espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier e análise termogravimétrica. O comportamento de aquecimento das partículas em um campo magnético alternado de baixa intensidade de 62 kHz e 15,9 kA/m também foi avaliado. Os resultados mostram a produção de nanopartículas de magnetita superparamagnéticas revestidas com oleato de sódio com um diâmetro hidrodinâmico médio de 60,6 ± 4,1 nm, potencial zeta de -32,9 ± 1,6 mV, índice de polidispersidade de 0,128 ± 0,003, diâmetro do núcleo magnético na faixa de 6 a 12 nm e magnetização de saturação de 64 emu/g. Os resultados do experimento de aquecimento sugerem que as nanopartículas de magnetita podem dissipar energia térmica suficiente para promover um tratamento com hipertermia efetivo, atingindo uma elevação de temperatura de 18ºC após oito minutos de exposição ao campo. As nanopartículas sintetizadas pelo processo descrito são promissores sistemas magnéticos a serem empregados na terapia por hipertermia.

4
  • BARBARA CABRAL
  •  

    CARACTERIZAÇÃO DOS MARCADORES QUÍMICOS E AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE Spondias mombin (ANACARDIACEAE)

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 11/03/2014
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  •  S. mombin é uma espécie frutífera que se encontra dispersa em regiões tropicais da América, África e Ásia. No Brasil a espécie pode ser encontrada em vários estados tendo maior prevalência nas regiões norte e nordeste do país. Foram descritos poucos estudos químicos e farmacológicos para a espécie S. mombin e até o momento não foram analisados os marcadores químicos da espécie. Diante desse contexto, este trabalho buscou caracterizar os marcadores químicos para as folhas e frutos de S. mombin e avaliar a atividade anti-inflamatória, antioxidante, antiproliferativa e antimicrobiana. O extrato das folhas (EHfl) secas e dos frutos (EHfr) in natura foram preparados por maceração em meio hidroalcoólico Para a caracterização dos compostos ativos da espécie S. mombin, os extratos hidroetanólicos foram submetidos à partição líquido-líquido com solventes de polaridade crescente n- hexano (Hex), diclorometano (Dcm), acetato de etila (AcOEt) e n-butanol (ButOH). A avaliação do perfil químico das folhas por CCD e CLAE mostrou que a espécie é rica em compostos fenólicos. Na análise por CCD foram identificados a quercetina, ácido elágico e canferol. A análise por CLAE permitiu a identificação e a quantificação de ácido elágico e ácido clorogênico no EHfl. Na análise por CLAE do EHfr foram identificados o ácido clorogênico e a rutina. A metodologia analítica foi validada segundo os parâmetros estabelecidos pela RDC 899/ 2003 e pela ICH. Os resultados da avaliação da atividade antiinflamatória mostraram que o EHfl das folhas, nas doses de 100, 200, 300 e 500 mg/Kg, apresentou efeito de inibição da migração de leucócitos no modelo de peritonite aguda. Todas as frações foram ativas, no entanto, a fração AcOEt na dose de 200 mg/Kg apresentou melhor atividade em relação às outras frações testadas. O EHfl e a fração AcOEt apresentaram importante perfil de inibição bacteriana no teste de difusão em disco, principalmente frente à bactéria S. flexneri. O EHfl e as frações (Dcm, AcOEt, ButOH) das folhas assim como o EHfr apresentaram importante atividade antioxidante nos ensaios de DPPH, sequestro de radicais superóxidos, sequestro de radicais hidroxilas e poder redutor. No que se refere à avaliação da citotoxicidade do EHfl, das respectivas frações e do EHfr frente à cultura de células de fibroblastos 3T3 não foi observada citotoxidade significativa. Os resultados mostraram que o EHfl possui atividade antiinflamatória, antioxidante e antimicrobiana. Verificou-se que o ácido clorogênico e o ácido elágico podem ser usados como marcadores biativos das folhas de S. mombin. O EHfr apresentou atividade antioxidante e foi observada a presença de ácido clorogênico e rutina. Além disso, não foi observada atividade citotóxica para o EHfr e para o EHfl.

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  • DAYANNE LOPES PORTO
  • CONTRIBUIÇÕES SOBRE ESTUDOS TÉRMICOS (TG/DTG, DTA, DSC e DSC-FOTOVISUAL) DA RIFAMPICINA E SEUS PRINCIPAIS PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO



  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 24/03/2014
  • Mostrar Resumo
  • Desde sua síntese a mais de 48 anos a rifampicina vem sendo bastante
    estudada. Há relatos de estudos focando o desenvolvimento de metodologias
    analíticas, novas aplicações farmacêuticas, bem como, desenvolvimento de novas
    formas farmacêuticas. A busca pelo entendimento dascaracterísticas físico-químicas
    das substâncias tem auxiliado no desenvolvimento de novos produtos
    farmacêuticos, com segurança, eficácia e qualidade,fornecendo informações úteis
    sobre síntese e armazenamento. Dentre os produtos de decomposição já
    conhecidos para rifampicina, temos a rifampicina quinona, rifampicina N-óxido e 3-formilrifampicina, para tais, dados térmicos são escassos na literatura. As técnicas
    térmicas vêm sendo utilizadas na área farmacêutica em diversas aplicações, como
    na caracterização de fármacos, determinação do grau de pureza, identificação de
    polimorfismo, estudos de estabilidade, compatibilidade e cinética de degradação.
    Este trabalho tem como objetivo contribuir com o estudo térmico da rifampicina
    através das técnicas térmicas (TG/DTG, DTA, DSC, DSC-Fotovisual)e não térmicas,
    e seus principais produtos de degradação (rifampicina quinona, rifampicina N-óxido
    3-formilrifamicina). A partir de análises DSC, DRX e FTIR foi possível caracterizar a
    rifampicina estudada como polimorfo II. O conjunto de técnicas térmicas e não
    térmicas auxiliaram a verificar que parte da rifamipicina é decomposta durante o
    processo de fusão, em atmosfera de nitrogênio, bem como que, os eventos de fusão
    e recristalização não ocorrem em atmosfera de ar sintético passando a amostra
    diretamente a decomposição. Os produtos de decomposição estudados, quando em
    atmosfera de ar, não apresentaram evento de fusão e, apresentaram vários passos
    de decomposição, com a ocorrência de eventos exotérmicos e endotérmicos. A
    partir de curvas TG dinâmicas, foi possível calcular os parâmetros cinéticos para as
    amostras, através dos métodos de OZAWA, Coats-Redfern, Madsudhanan, Van
    Krevelen e Herwitz-Mertzger, em atmosfera de ar sintético e/ou nitrogênio. Os dados
    cinéticos mostraram boa correlação entre os diferentes modelos empregados. Tanto
    para rifampicina quanto os produtos de degradação estudados, foi caracterizado
    reação de ordem um.

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  • CANDIDA MARIA SOARES DE MENDONCA
  • ESTUDO DE COMPATIBILIDADE E ESTABILIDADE TÉRMICA DO ÁCIDO RETINÓICO E HIDROQUINONA POR TERMOGRAVIMETRIA

  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 25/03/2014
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  • A Termogravimetria (TG) e a Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) são técnicas usadas em estudos farmacêuticos para a caracterização de fármacos, determinação da pureza, compatibilidade de formulações, identificação de polimorfismo, avaliação da estabilidade, decomposição térmica de fármacos e formulações farmacêuticas. A Hidroquinona (HQ) e produtos contendo HQ têm sido largamente utilizados como agentes despigmentantes para o clareamento da pele. Os retinóides, que também exibem propriedades despigmentantes, são compostos que apresentam em sua estrutura o núcleo básico da vitamina A. O ácido retinóico (AR) é um exemplo de despigmentante dessa classe e é muito utilizado em formulação cosméticas. Para auxiliar no desenvolvimento de formulações contendo os ativos AR e HQ o Formulário Nacional da ANVISA (2005 e 2012) propõe formulações com diferentes excipientes como: álcool cetílico, álcool cetoestearílico, parabenos (metil e propil), glicerina, dipropilenoglicol, imidazolidiniluréia, ciclometicona, BHT, estearato de octila, EDTA, oleato de decila, hidroxipropimetilcelulose. Os agentes despigmentantes e excipientes foram analisados por TG e DSC. As curvas dinâmicas foram obtidas através de uma termobalança SHIMADZU, modelo DTG-60, usando cadinho de alumina, em uma razão de aquecimento de 10 ºC min-1 no intervalo de temperatura 25-900 ºC sob a atmosfera de nitrogênio com fluxo de 50 mL min-1. As massas das amostras foram aproximadamente 10 ± 0,05 mg. As curvas DSC foram obtidas usando o calorímetro SHIMADZU, modelo DSC-60, em cadinho de alumínio sob razão de aquecimento de 10 ºC min-1, em uma temperatura de 25-400 ºC. As curvas termogravimétricas e calorimétricas foram analisadas usando o software TASYS da SHIMADZU. Neste estudo não foram encontradas interações entre AR e os seguintes excipientes: MTP, PPB, IMD, ODC, EDTA, CCM, ETO, HPMC. No entanto, foram encontradas interações com os seguintes excipientes: AC, ACT, BHT, GLI e DPG. Para a HQ foram encontradas interações com a IMD e DPG. As interações permanecem mesmo alterando as proporções das misturas, bem como nas ternárias. Desta forma, os estudos realizados com os excipientes do formulário nacional de 2012 da ANVISA mostram que esses novos excipientes não interagem por termogravimetria com os ativos deste estudo.

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  • JOVELINA SAMARA FERREIRA ALVES
  • Estudo químico e biológico de Genipa americana L. (Jenipapo)

  • Orientador : SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
  • Data: 25/03/2014
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  • Genipa americana Linnaeus (Rubiaceae), ocorre amplamente na região
    Nordeste e em outras regiões do Brasil, como também em outros países. Sob o
    ponto de vista medicinal, a espécie é usada pela população para diferentes fins
    como: catártico, antidiarréico, antigonorréico, antiulceroso, analgésico, em
    casos de sífilis, anemia, icterícia, asma, dentre outros. Devido ao reconhecido
    uso popular e a escassez de estudos químicos e farmacológicos, o principal
    objetivo deste estudo foi caracterizar os marcadores e/ou compostos ativos e
    avaliar atividades farmacológicas da espécie. O estudo iniciou-se com a coleta
    de folhas, frutos maduros e verdes nas mediações da Praia de Barreta (Nísia
    Floresta-RN), dos quais as folhas foram submetidas à secagem e moagem.
    Posteriormente, foram preparados os extratos hidroetanólicos (EH) das folhas,
    pericarpo e endocarpo dos frutos e fracionados com solventes orgânicos com
    ordem de polaridade crescente (éter de petróleo, diclorometano, acetato de
    etila, e n-butanol). Para análise qualitativa do extrato das folhas e frutos foram
    utilizadas as técnicas de Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e
    Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Diversos procedimentos
    cromatográficos (Cromatografia Líquida a Vácuo, Cromatografia em Coluna
    Clássica e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Semi-preparativa) foram
    utilizados para o isolamento de compostos químicos. Adicionalmente,
    realizaram-se ensaios de atividade anti-inflamatória do extrato das folhas, no
    modelo de peritonite aguda em camundongos e o ensaio de atividade
    antimicrobiana, pelo método de difusão em disco, com extrato do endocarpo e
    das folhas de G. americana. Foi observado por CCD e CLAE a presença de
    flavonoides e iridoides no extrato das folhas e iridoides nos extratos dos do
    pericarpo e endocarpo dos frutos. A partir do extrato da folha foram isolados e
    caracterizados dois iridoides, denominados tetrahidro-7-(hidroximetil)1-
    metoxiciclo-pentapiran-4-carbaldeído, inédito para a espécie e o GF2,
    provavelmente inédito na literatura, os carboidratos manitol e GF7 e cinco
    flavonoides GF4, GF5, GF6, GF8 e GF9. Os seis últimos compostos estão em
    fase de elucidação estrutural. A partir do extrato do endocarpo foram isolados
    os compostos GE1, GE2, GE3, GE4 e GE5, os quais estão em fase de
    elucidação estrutural. O extrato das folhas e do endocarpo de G. americana
    não apresentaram atividade antimicrobiana promissora. O extrato das folhas
    apresentou atividade anti-inflamatória nas doses 50, 100, 200 e 300 mg/Kg,
    observada por meio da inibição da migração de leucócitos para o local da
    inflamação. Técnicas de elucidação estrutural estão sendo realizadas para
    elucidação de todos os compostos isolados de G. americana. O estudo
    fitoquímico e de atividades farmacolóigicas desenvolvidos com as folhas da
    espécie são resultados inovadores, pois até o momento era registrada a
    presença de irirdoides, monoterpenos, ácidos carboxílicos apenas nos frutos da
    G. americana. Para as folhas da espécie não há relatos na literatura sobre a
    presença de iridóides e flavonoides.

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  • WANESSA AZEVEDO DE BRITO
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE METODO ANALÍTICO
    PARA DETERMINAÇÃO DE WE010, WE014 e WE017



  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 26/03/2014
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  • As guanilhidrazonas sintéticas WE010(3,5-di-tert-butil-4-hidroxibenzaldehydeguanylhydrazone), WE014 (4-Bifenilcarboxialdehydeguanylhydrazone) e WE017
    (3,4-Diclorobenzaldehydeguanylhydrazone) apresentaram alta atividade citotóxica
    em relação a inibição do crescimento de células cancerígenas. Contudo, o avanço
    no desenvolvimento desses candidatos a fármacos necessitam de métodos precisos
    para suas adequadas análises quantitativas e qualitativas. O objetivo desse estudo
    foi desenvolver e validar métodos por CLAE -DAD e CLUE-DAD adequados para a
    determinação simultânea das guanilhidrazonas em estudo. As análises
    cromatográficas por CLAE foram realizadas numa coluna analítica C18 ACE (150
    mm x 4.6 mm), com tamanho de partícula de 5,0 µm. Dentre as condições
    analisadas, os melhores resultados de separação foram obtidos com uma fase
    móvel composta de metanol:água (60:40), em um fluxo de 1,5 mL/min. e um pH de
    3,5 ajustado com ácido acético. O método por CLUE foi desenvolvido a partir de
    técnicas de planejamento fatorial, com o objetivo de se encontrar as melhores
    condições analíticas, que foram obtidas a partir de análise em uma coluna XR-ODS
    (50 mm x 4,6 mm), com tamanho de partícula de 2,2 µm, mantida a 25 ºC. A fase
    móvel foi constituída de metanol:água (65:35) com 0,1% de TEA e pH de 3,5
    ajustado com ácido acético. Os procedimentos foram validados a partir da avaliação
    de parâmetros de especificidade, linearidade, limites de detecção e quantificação,
    precisão exatidão e robustez, obtendo-se resultados dentro do intervalo aceitável.
    Embora o método por CLUE tenha mostrado melhor sensibilidade, robustez e
    minimizado gastos de tempo e solvente, ambos os métodos desenvolvidos foram
    adequadamente aptos para as análises das moléculas de guanilhidrazonas,
    podendo ser utilizados na rotina de laboratórios de controle de qualidade

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  • CLAUDIA CECILIO DAHER
  • DESENVOLVIMENTO DE EMULSÕES O/A CONTENDO EXTRATO GLICÓLICO DE AÇAI E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FOTOPROTETORA

  • Orientador : MARCIO FERRARI
  • Data: 27/03/2014
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  • O uso de protetor solar é uma das medidas de fotoproteção mais utilizada pela população, assim esses produtos devem oferecer proteção de amplo espectro contra as radiações UVA e UVB. Substâncias vegetais têm sido recentemente consideradas um recurso para ser utilizadas em formulações fotoprotetoras devido a sua absorção no espectro UV e propriedades antioxidantes. A Euterpe oleraceae Mart., conhecida popularmente como açaí, contém em sua composição química, compostos polifenólicos como as antocianinas e flavonoides, aos quais é atribuída a propriedade antioxidante. Esta pesquisa teve como objetivos desenvolver e avaliar a estabilidade de emulsões O/A contendo extrato glicólico de açaí e avaliar a eficácia fotoprotetora. A segurança do extrato foi determinada por meio de testes in vitro de citotoxicidade e fototoxicidade. Emulsões contendo extrato glicólico de açaí foram formuladas utilizando diferentes tipos e concentrações de emulsionantes poliméricos (Acrylates/C 10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer e Sodium Polyacrylate). A influência de dois modificadores reológicos (Carbomer e Polyacrylamide (and) C 13-14 Isoparaffin (and) Laureth-7) forma estudados com o objetivo de melhor a estabilidade. A estabilidade física foi avaliada por meio de testes preliminares e acelerados. A análise macroscópica, determinação dos valores de pH e condutividade elétrica e o comportamento reológico foram determinados em diferentes tempos. A determinação do Fator de Proteção Solar (FPS) in vivo foi realizado pelo método COLIPA 2006, e o Fator de Proteção UVA (FPUVA), comprimento de onda crítico e razão FPS/FPUVA, foram realizados de acordo com o método in vitro COLIPA 2011. O extrato em estudo não apresentou-se citotóxico e fototóxico. A emulsão estável contendo 5% de extrato glicólico de açaí e 1,0% de Sodium Polyacrylate apresentou caraterísticas pseudoplática e tixotrópica. A emulsão contendo o extrato de açaí obteve FPS 25,3 e FPUVA 14,97. A adição do extrato glicólico de açaí não proporcionou aumentou siginificante no FPS e o FPUVA. Esta emulsão apresentou 1,69 de razão FPS/FPUVA e comprimento de onda crítico em 378 nm, podendo então ser considerada um fotoprotetor de amplo espectro, com proteção contra UVA e UVB.

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  • GABRIEL AZEVEDO DE BRITO DAMASCENO
  • Desenvolvimento de extratos da Opuntia fícus-indica (L.) Mill e avaliação da sua eficácia hidratante em formulações cosméticas.



  • Orientador : MARCIO FERRARI
  • Data: 28/03/2014
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  • A espécie Opuntia fícus-indica (L.) Mill é uma cactácea pertencente ao ecossistema Caatinga e apresenta em sua composição química flavonoides, ácido galacturônico e açúcares. Foram desenvolvidos diferentes extratos vegetais hidroglicólicos (EHG001 e EHG002) e hidroetanólicos posteriormente liofilizados (EHE001 e EHE002), dentro os quais o EHE002 teve sua composição fitoquímica preliminar investigada por cromatografia em camada delgada e observada a predominância de flavonoides. Foram preparadas diferentes formulações na forma de emulsões com o Sodium Polyacrylate (and) Hydrogenated Polydecene (and) Trideceth-6 (Rapithix® A60) e com o Polyacrylamide (and) C13-14 Isoparaffin (and) Laureth-7 (Sepigel® 305) e em gel com o Sodium Polyacrylate (Rapithix® A100). O estudo de avaliação sensorial foi realizado utilizando a metodologia check-all-thatapply. Não foram verificadas diferenças significativas entre as notas atribuídas às formulações, porém, foi observada preferência pelas formuladas com o 1,5% de Rapithix® A100 e com 3,0% de Sepigel® 305. Essas e a formulação com 3% de Rapithix® A60 foram aditivadas com 1% do extrato hidroglicólico (EHG001) e submetidas aos testes de estabilidades preliminar e acelerada. No estudo de estabilidade acelerada, as amostras foram estocadas em diferentes temperaturas durante 90 dias. As características organolépticas, determinação do valor de pH e comportamento reológico foram avaliados. Ao final do estudo, as emulsões com 3,0% de Sepigel® 305 e 3% de Rapithix® A60 foram consideradas estáveis com características pseudoplásticas e tixotrópicas. A eficácia clínica hidratante das formulações contendo 3,0% de Sepigel® 305 aditivadas com 1 e 3% do EHG001 foi realizada por meio do método da capacitância (Corneometer®) e da avaliação da perda de água transepidermal – TEWL (Tewameter®). Observou-se que a formulação com 3% do EHG001 apresentou eficácia hidratante frente ao veículo e ao solvente extrator após 5 horas e as emulsões contendo 1 e 3% do extrato apresentaram efeito barreira até 4 horas reduzindo a perda de água transepidermal.

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  • EDINARA TARGINO DE MELO
  •  AVALIAÇÃO FUNCIONAL E ESTRUTURAL DE UM NOVO PEPTÍDEO
    ANTIMICROBIANO DO ESCORPIÃO Tityus stigmurus

     

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 31/03/2014
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  • No Brasil, é grande a incidência de animais peçonhentos, onde se destacam os
    escorpiões por sua importância médica, sendo sua peçonha fonte de diversas substâncias
    químicas com atividade biológica e farmacológica ainda não compreendida, incluindo
    diversos peptídeos bioativos. Peptídeos antimicrobianos (PAMs) são componentes do
    sistema imune de procariotos e eucariotos, utilizados na primeira linha de defesa contra
    microorganismos. No presente trabalho, foi caracterizado o primeiro PAM previamente
    identificado por meio do transcriptoma da glândula de veneno do escorpião Tityus
    stigmurus, nomeado Stigmurina. As características da Stigmurina foram investigadas
    por modelação computacional e construção de dendrograma. Testes in vitro foram
    empregados para investigar a atividade antibacteriana, antifúngica, hemolítica e
    citotóxica do veneno bruto e da Stigmurina. Além disso, as características estruturais da
    Stigmurina foram investigadas por dicroísmo circular em água, 2, 2, 2-trifluoethanol
    (TFE) e dodecil sulfato de sódio (SDS), e os modelos refinados por simulações de
    dinâmica molecular. Os resultados mostraram que a sequência selecionada codifica uma
    proteína madura com 17 resíduos de aminoácidos e o dendrograma revela um caso de
    convergência evolutiva. A peçonha bruta não apresentou atividade nos testes
    antimicrobianos. No entanto, a Stigmurina mostrou um amplo espectro de atividade
    antibacteriana, com concentrações inibitórias mínimas (CIMs) entre 31,25 a 250 μg/mL
    para diferentes cepas, enquanto a atividade hemolítica a estas concentrações foi baixa.
    Nos estudos de citotoxicidade, a peçonha bruta foi incapaz de reduzir a viabilidade
    celular em células VERO E6; ao contrário sua toxicidade em células SiHa foi
    significativamente superior correspondendo a uma LD
    50 de 3,6 μg/mL. Já nos testes com a Stigmurina, as concentrações capazes de reduzir a viabilidade celular das células VERO E6 e SiHa em 50% foram de 275,67 μg/mL e 212,54 μg/mL, respectivamente.
    Os espectros de dicroísmo revelaram flexibilidade conformacional, predominando
    estrutura estendida e β–folha, além de notável capacidade de renaturação. Os resultados
    sugerem que a Stigmurina poder ser considerada como um potencial medicamento antiinfeccioso.

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  • KIEV MARTINS
  •  Caracterização molecular do Trypanosoma cruzi isolado de pacientes chagásicos, triatomíneos e reservatórios silvestres procedentes do semiárido do Estado do Rio Grande do Norte


  • Orientador : ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
  • Data: 23/05/2014
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  • Trypanosoma cruzi, o agente etiológico da doença de Chagas, é subdividido em seis unidades de tipagem distintas (DTUs) e a DTU II é a mais comum em indivíduos infectados no Brasil. Este trabalho teve como objetivo a caracterização genética de populações do T. cruzi que circulam em diferentes hospedeiros procedentes de vários municípios do semiárido do Estado do Rio Grande do Norte e verificar a sua associação aos ciclos de transmissão do parasito e as formas clínicas dos pacientes infectados. Os isolados do T. cruzi foram obtidos por hemocultura para seres humanos e xenocultura para mamíferos silvestres e triatomíneos. Estes isolados foram caracterizados molecularmente usando os marcadores genéticos: 24SαrRNA, a subunidade 2 do gene mitocondrial citocromo oxidase (COII), e a região do o espaçador intergênico (SL-IRac). Os pacientes sororreativos para T. cruzi foram examinados e as formas clínicas caracterizadas de acordo com exames especializados. A identidade genética do T. cruzi foi analisada em 16 de pacientes chagásicos com diferentes formas clínicas, dois do Panstrongylus lutzi, um Galea spixii e um Euphractus sexcinctus. As DTUs I e III do T. cruzi foram identificadas respectivamente, em 37,5% (6/16) e 18,7% (3/16) dos pacientes e a DTU II em 43,8% (7/16) deles. A DTU III também foi identificada em P. lutzi, G. spixii e E. sexcinctus. TcI e TcII foram isolados de pacientes com formas clínicas cardíaca, digestiva e indeterminada, enquanto o TcIII foi identificado apenas em pacientes com a forma clínica indeterminada. A ocorrência dessas DTUs revelou notável diversidade filogenética entre os isolados do T. cruzi e o TcIII foi identificado em humanos pela primeira vez no nordeste brasileiro. Esses achados podem representar uma sobreposição dos ciclos de transmissão peridomiciliar e silvestre do parasito e contribuir para a compreensão da dinâmica populacional do T. cruzi e a doença fornecendo suporte aos programas de controle nessa área endêmica.

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  • SHEYLENA FERNANDES AQUINO
  • INFLUÊNCIA DA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
    SOBRE PARÂMETROS BIOQUÍMICOS E NÍVEIS DE IgEs TOTAL
    E ESPECÍFICAS PARA AEROALÉRGENOS EM MULHERES
    OBESAS

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 06/06/2014
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  • Introdução: A Síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em
    mulheres em idade reprodutiva, e além das características clássicas (irregularidade menstrual, anovulação crônica, infertilidade e hiperandrogenismo), está associada a aspectos da síndrome metabólica (SM), como obesidade e resistência à insulina. O grau de obesidade determina níveis diferentes de inflamação, aumentando citocinas participantes de funções metabólicas e endócrinas, além de modular a resposta imunológica. Alterações metabólicas, somada ao desequilíbrio dos hormônios sexuais subjacentes à menstruação irregular vistas na SOP podem desencadear processos alérgicos e a elevação de anticorpos IgE totais e específicos indicam que um processo de sensibilização foi iniciado. Objetivo: Avaliar a influência da SOP sobre parâmetros bioquímicos e níveis de IgEs total e específicas para aeroalérgenos em mulheres obesas. Metodologia: Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foram recrutadas 80 voluntárias com IMC ≥ 30 kg/m 2 e idade entre 18 e 45 anos. Dentre estas, 40 portadoras SOP, segundo os critérios de Rotterdam e 40 não portadoras de SOP (grupo controle). Todas foram analisadas quanto aos parâmetros antropométricos, clínicos, ginecológicos, entrevistadas utilizando-se questionário e submetidas à coleta de sangue para realização de exames laboratoriais de bioquímica clínica: colesterol total, LDLcolesterol, HDL-colesterol, triglicerídeos, glicemia de jejum, uréia, creatinina, aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e imunológicos: IgE total e específicas para Dermatophagoides pteronyssinus, Blomia tropicalis, Dermatophagoides farinae e Dermatophagoides microceras. A análise estatística foi realizada através do software SPSS 15,0 por meio dos testes Qui-Quadrado, Fisher, teste T de Student e Regressão logística binária, com nível de significância (p<0,05). Resultados: Observou-se no grupo das obesas com SOP que 29 (72,5%)apresentaram ciclo menstrual variável e 27 (67,5%) tiveram dificuldade de engravidar. Quanto à relação cintura-quadril, maior média também foi verificada nas obesas com SOP (0,87). Concentrações séricas de HDL (36,9 mg/dL) e de ALT (29,3 U/L) apresentaram-se anormais nas obesas com SOP, com relação estatisticamente significante . Na análise da IgEs total e específica para D. pteronyssinus, resultados elevados também foram predominantes nas obesas com SOP, com concentração sérica de (365,22 UI/mL) e (6,83 KU/L), respectivamente, também estatisticamente significantes. Conclusões: Os resultados enfatizam a importância das análises bioquímicas e dos níveis de IgEs total e específicas no acompanhamento de anormalidades metabólicas da SOP, que podem influenciar na sensibilização alérgica em obesas.

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  • THAMARA RODRIGUES DE MELO
  • ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DOS GENES TLR2, TLR4, MYD88, NFKB,
    MCP1/CCL2 E IL18 COM O DESENVOLVIMENTO DA NEFROPATIA EM
    PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1



  • Orientador : VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
  • Data: 30/06/2014
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  • A inflamação tem sido descrita como fator importante para desenvolvimento de doenças crônicas como o diabetes, e a condição da hiperglicemia seria responsável pela ativação de receptores toll-like (TLRs) e citocinas e consequentemente pela indução da inflamação local e sistêmica. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a associação da expressão de RNAm dos genes TLR2, TLR4, MYD88, NFKB, MCP1/CCL2 e IL18 em células mononucleares do sangue periférico de crianças, adolescentes e adultos jovens com Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) com o estado pró-inflamatório e alteração da função renal nestes pacientes. Foram estudados 49 indivíduos normoglicêmicos (NG) e 49 pacientes com DM1, entre 6 e 20 anos. Os pacientes diabéticos foram analisados em sua totalidade (grupo DM1) e, subdivididos em dois grupos, de acordo com o controle glicêmico: diabéticos compensados (grupo DM1C) e diabéticos não compensados (grupo DM1NC). Avaliou -se a glicemia de jejum, hemoglobina glicada, ureia, creatinina séricas, proteínas totais e frações e relação
    albumina/creatinina (RAC) urinária dos indivíduos estudados. Também foi determinada a expressão do RNAm dos genes TLR2, TLR4, MYD88, NFKB, MCP1/CCL2 e IL18 através da técnica da PCR em tempo real (Taqman®). A maioria dos indivíduos com DM1 (65,3%) apresentou controle glicêmico insatisfatório (hemoglobina glicada >8%). Em relação à função renal, observou-se um aumento significativo nos valores da RAC nos grupos DM1 (p=0,006) e DM1NC(p=0,008) em relação ao NG. No tocante aos marcadores bioquímicos como proteínas totais e frações, houve um aumento das concentrações séricas das proteínas totais no grupo DM1(p=0,044) e das concentrações de globulinas nos grupo DM1(p<0,001), DM1C(p<0,001) e DM1NC(p<0,001) quando comparados ao grupo NG. Nas análises moleculares foram observadas um aumento significativa na expressão do TLR2 (p = 0,003),
    TLR4 (p = 0,006), MYD88 (p = 0,015), NFKB (p = 0,035) para o grupo DM1 em relação ao NG. Também houve aumento significativo em relação ao TLR2(p=0,017) e NFKB(p=0,035) para o grupo DM1NC em relação ao NG. Não foram observadas diferenças significativas na expressão de MCP1/CCL2 e IL18 entre os grupos e subgrupos. Estes resultados sugerem que o controle glicêmico insatisfatório, em conjunto com o estado inflamatório associado à hiperglicemia pode ser mediado pela ativação de TLR2 e TLR4, podendo contribuir para o desenvolvimento de futuras complicações, como a nefropatia diabética.



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  • ALDILANE GONCALVES DA FONSECA
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DO EXTRATO DAS FOLHAS DE
    Kalanchoe brasiliensis (CRASSULACEAE) EM CAMUNDONGOS
    Swiss

  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 25/09/2014
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  • As  espécies  do  gênero  Kalanchoe  (Crassulaceae)  são  bastante  utitlizadas  em
    todo o Brasil, como medicamento  para tratar tosse, furúnculos,  gastrite  e outras
    enfermidades. Nesse cenário destaca-se  K. brasiliensis, conhecida popularmente
    como coirama ou saião. O  objetivo desse estudo foi avaliar a toxidade aguda e
    subcrônica do extrato das folhas de  Kalanchoe brasiliensis, administrado via oral,
    em  camundongos,  para  garantir  seu  uso  seguro  como  planta  medicinal.  Os
    animais  (total  de  88)  foram  divididos  em  grupos  de  12  (6  machos  e  6  fêmeas)
    para avaliação aguda; e grupos de 10 para avaliação subcrônica.Os grupos teste
    foram tratados com doses de 250 m g/Kg, 500 mg/Kg e 1000 mg/Kg, e o grupo
    controle recebeu solução salina 0,9 %. Os animais foram observados por 14 dias
    para  avaliação  aguda  e  30  dias  para  avaliação  subcrônica,  e  nesse  período
    analisou-se o aparecimento de sinais clínicos, alterações no pesoe no consumo
    de  água  e  ração.  Após  o  período  de  observação  foram  realizadas  a  análise
    histopatológica dos órgãos, as concentrações séricas bioquímicas e parâmetros
    hematológicos  para  os  grupos  da  avaliação  subcrônica.  Não  foram  observadas
    diferenças estatisticamente significativas do peso corpóreo entre os grupos, nem
    de  consumo  de  água  e  ração,  também  não  houve  mortes  entre  os  grupos.  As
    análises  histopatológicas  demonstraram  algumas  alterações  compatíveis  com
    baixa  toxicidade  aguda  hepática.  Os  resultados  de  glicemia,  triglicerídeos,  ALT,
    ureia  e  creatinina  mostraram  diferenças  estatisticamente  significativas  entre  o
    grupo  controle  e  os  testes  nas  concentrações  estudadas  (p<0,05),  porém  estas
    diferenças não demonstram mudança relevante no quadro clínico dos animais. Os
    resultados mostraram que o extrato de  K. brasiliensis  apresenta baixa toxicidade
    aguda  nas  doses  utilizadas  e  não  apresenta  toxicidade  quando  administrado
    durante  30  dias.  Isto  destaca  a  importância  desta  espécie  como  futuro  e
    promissor  candidato  a  fitoterápico,  assim  tenham  seus  ensaios  farmacológicos
    concluídos.

2013
Dissertações
1
  • JULIANA FERNANDES DE CARVALHO
  • NANOPARTÍCULAS DE MAGNETITA COM OXACILINA OBTIDA POR MOAGEM DE ALTA ENERGIA PARA APLICAÇÕES BIOMÉDICAS

  • Orientador : ARTUR DA SILVA CARRICO
  • Data: 26/02/2013
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  • A vetorização de fármaco tem sido alvo de exaustivos trabalhos no intuito de desenvolver tratamentos sítio-específicos que minimizem efeitos adversos e tornem mais efetiva a terapia antineoplásica. Entretanto, outras famílias de fármacos, como os antibióticos, com limitações que os elegeriam fortes candidatos à vetorização, tem sido negligenciados. A terapia antimicrobiana é rotina em hospitais, tratamentos comunitários e até mesmo na agricultura e pecuária, contudo a frequente exposição dos micro-organismos à doses sub-letais de antibióticos tem selecionado cepas resistentes ao arsenal terapêuticos atual. Nesse sentido, o uso de novas tecnologias farmacêuticas pode ser uma ferramenta valiosa para garantir altas concentrações de antibiótico no foco das infecções, reduzindo a chance de desenvolvimento de resistência. E dentre as estratégias atuais, os vetores magnéticos aparecem como candidatos promissores para sistemas de entrega de fármaco em inúmeros estudos devido sua conveniência, pois consistem em pequenas partículas magnéticas ligadas ao fármaco de interesse que são moduladas de acordo com a orientação de um ímã externo ao corpo, localizado e retendo o ativo no local de interesse. Nesse trabalho nós propomos o desenvolvimento de um vetor com boas características para aplicações biomédicas de administração intravenosa, e sua complexação à oxacilina para tratamento de infecções por Staphylococcus aures.

2
  • POLYANNE NUNES DE MELO
  •  

    Preparação e caracterização de complexos multicomponentes contendo Ciclodextrinas e Benznidazol


  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 28/02/2013
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  • A doença de Chagas tem como única alternativa para tratamento, no Brasil, o benznidazol (BNZ). Este fármaco possui baixa solubilidade, o que restringe sua velocidade de dissolução. Diante disto, o presente trabalho teve como objetivo o estudo das interações do BNZ em sistemas binários com a beta-ciclodextrina (β-CD) e a hidroxipropil-beta-ciclodextrina (HP-β-CD), com o intuito de aumentar a solubilidade aquosa do fármaco. A influência de sete polímeros hidrofílicos, da trietanolamina (TEA) e da metil-1-pirrolidona-2 (NMP) na solubilidade aquosa aparente do benznidazol, assim como na formação dos complexos de inclusão, também foi investigada. As interações em solução foram previstas e investigadas usando os Diagramas de solubilidade de fases, espectroscopia de ressonancia magnética nuclear de prótons (RMN) e modelagem molecular. Diferentes complexos foram obtidos em fase sólida por secagem por atomização em aparelho de “spray dryer” e a caracterização físico-química destes incluiu a espectrofotometria UV-Vis, a espectroscopia na região do infravermelho, a microscopia eletrônica de varredura, a difração de raios-X e os ensaios de dissolução do fármaco a partir das diferentes amostras. O aumento da solubilidade aquosa aparente do fármaco foi alcançada de forma linear (perfil AL) na presença de ambas as ciclodextrinas em diferentes valores de pH. A presença dos polímeros hidrofílicos e da metil-1-pirrolidona-2 contribui para a estabilização dos complexos formados, enquanto a trietanolamina diminuiu a constante de estabilidade (Kc) dos complexos formados. O modelo do log linear aplicado aos diagramas de solubilidade revelou que a trietanolamina e a metil-1-pirrolidona-2 mostraram uma ação cossolvente (ambos solventes) e complexante (metil-1-pirrolidona-2). Os melhores resultados foram obtidos com os complexos envolvendo a metil-1-pirrolidona-2 e a hidroxipropil-beta-ciclodextrina, com um aumento de solubilidade do fármaco em 27,9 e 9,4 vezes, respectivamente. A eficácia dos complexos foi comprovada pelos ensaios de dissolução, nos quais os complexos ternários e misturas físicas envolvendo a metil-1-pirrolidona-2 e as ciclodextrinas investigadas apresentaram os melhores resultados, demonstrando a possibilidade de uso como um novo insumo farmacêutico, que leve ao aumento da biodisponibilidade do benznidazol.

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  • CRISTHIANO SIBALDO DE ALMEIDA
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DE UM EXTRATO BRUTO DE CIANOBACTÉRIAS CONTENDO MICROCISTINAS SOBRE O DESEMPENHO REPRODUTIVO E A EMBRIOFETOTOXICIDADE DE RATOS

     


  • Orientador : PAULA DA SILVA KUJBIDA
  • Data: 13/03/2013
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  • A presença de florações de cianobactérias em reservatórios destinados ao abastecimento à população pode gerar problemas de saúde pública por muitas espécies serem produtoras de compostos potencialmente tóxicos e estes não serem eliminados nos procedimentos convencionais usados em estações de tratamento de água. Portanto, mesmo que em quantidades inferiores ao limite máximo permitido imposto pelo MS, cianotoxinas podem estar presentes na água potável distribuída à população, criando uma exposição crônica. Poucas são as informações sobre os efeitos em longo prazo da exposição oral às cianotoxinas. Esse trabalho teve como proposta a exposição por via oral (v.o.) de animais a um extrato bruto de cianobactéria contendo cianotoxinas para avaliação do desempenho reprodutivo de ratas prenhes e de sua prole e da fertilidade de ratos machos. A presença de microcistinas (MCs) nas amostras coletadas durante processos de floração em reservatórios de água doce do Rio Grande do Norte, foi analisada por ensaio imunoenzimático e suas variantes foram identificadas e quantificadas por métodos cromatográficos. Foi observado que a administração por v.o. de extrato de cianobactérias contendo MCs (40, 100 ou 250 ng de MCs/Kg/dia) não causa toxicidade sistêmica em ratos adultos, nem efeitos no desempenho reprodutivo de ratos machos e fêmeas tratados. Também não foi observado nenhuma alteração no estudo esquelético na prole de ratas prenhes tratadas com o referido extrato. Como as soluções utilizadas continham MCs em concentração igual ou maior a da dose diária tolerável para MCs, os resultados obtidos sugerem, portanto, que o desenvolvimento desse trabalho contribuiu para melhor avaliação de risco à saúde pública quanto à exposição oral às cianotoxinas, aumentando-se assim a credibilidade no limite máximo permitido (LMP) de MCs em água potável distribuída à população de diversos países que usam o LMP estabelecido pela OMS em sua legislação.

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  • ANA LAURA DE SOUZA ALMEIDA MATOS
  • AVALIAÇÃO DE EFEITOS TOXICOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS DE PANAX GINSENG EM RATOS

  • Orientador : ALINE SCHWARZ
  • Data: 19/03/2013
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  • O Panax ginseng C.A. Meyer (Araliaceae) é uma planta herbácea muito usada na China, Coréia do Sul, Japão e outros países da Ásia no tratamento de várias doenças micro circulatórias, vasculares cerebrais, entre outras. Possui mais de 30 ginsenosídeos, que inibem o receptor NMDA, provocando diferentes efeitos farmacológicos e comportamentais. O objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade geral, no campo aberto, e a ansiedade, no labirinto em cruz elevado, de ratos tratados com P. ginseng. Ratos tratados com ketamina (antagonista do receptor NMDA) e com glicina (co-agonista do receptor NMDA), foram também empregados para melhor entendimento do mecanismo de ação desse fitoterápico. Foram utilizados 66 ratos machos adultos, divididos em seis grupos: um controle positivo (n=12), tratado durante 30 dias com água por gavagem, que recebeu glicina (500mg/kg; v.o.) nos dias 7, 14, 21 e 28 de tratamento, uma hora antes da avaliação comportamental; um controle negativo (n=12), tratado durante 30 dias com água por gavagem, que recebeu ketamina (5mg/kg; i.p.) nos dias 7, 14, 21 e 28 de tratamento, uma hora antes da avaliação comportamental; três grupos experimentais (n=12), que receberam 100, 200 ou 300 mg/kg de P. ginseng, por gavagem, durante 30 dias e um grupo branco (n=6) tratado exclusivamente com água, sendo também administrado 1mL de água por gavagem uma hora antes da avaliação comportamental. O comportamento animal nesses grupos também foi analisado nos dias 7, 14, 21 e 28 de tratamento. No dia 30 de tratamento os animais foram anestesiados para coleta de sangue e retirada de órgãos diversos, que tiveram seus pesos anotados e porções foram coletadas para estudo histopatológico. Não foram observadas alterações no peso e ganho de peso corporal entre os diversos grupos nem nas razões peso órgão/peso corporal calculadas. Nos animais tratados com P. ginseng, ketamina e glicina o consumo de água e de ração e as concentrações séricas de AST revelaram estar aumentadas em comparação com grupo branco. Entretanto, os animais tratados com as três doses de P. ginseng, ketamina e glicina apresentaram níveis reduzidos de creatinina e ureia quando comparados com o grupo branco. Não foram observadas alterações no parâmetro ALT. O estudo histopatológico revelou ausência de alterações na morfologia celular nos diversos tecidos analisados. Não foram encontradas alterações comportamentais no labirinto em cruz elevado e poucas alterações foram observadas nos animais tratados com P. ginseng, glicina e ketamina quando comparados com o grupo branco, no campo aberto. Esses dados sugerem que as doses de P. ginseng empregadas não foram capazes de provocar toxicidade geral em ratos tratados por 30 dias e revela também que o comportamento geral dos ratos tratados com P. ginseng foi pouco diferente daquele observado nos animais tratados com glicina e ketamina. Por fim, o estudo no labirinto em cruz elevado mostrou que o extrato de P. ginseng não apresentou ação ansiogênica nem ansiolítica nas condições experimentais adotadas.

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  • ANDRE LEANDRO SILVA
  • Produção e avaliação de nanoemulsão catiônica como possível vetor não-viral para pIRES2-EGFP

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 19/03/2013
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  • A terapia gênica consiste na transferência de material genético exógeno para células ou tecidos no intuito de corrigir, suplementar ou silenciar um determinado gene. Para que este objetivo seja alcançado, eficientes veículos carreadores devem ser desenvolvidos: virais ou não-virais. Entre esses últimos encontram-se as nanoemulsões catiônicas que vêm sendo extensivamente estudadas nos últimos anos em decorrência dos efeitos adversos relacionados aos vetores virais. O objetivo deste trabalho foi produzir e avaliar um sistema nanoemulsionado como possível veículo não-viral para terapia gênica, capaz de veicular um modelo plasmidial (pIRES2-EGFP). A nanoemulsão foi produzida pelo método de sonicação, após escolha da formulação em um diagrama de fases pseudo-ternário construído a partir de Captex 355®, Tween 80®, Span 80®, estearilamina e água. O sistema foi caracterizado quanto ao tamanho de gotícula, índice de polidispersão, potencial zeta, pH e condutividade. A possibilidade de escalonamento, a estabilidade do sistema e a melhor forma de esterilização também foram avaliadas. Uma vez desenvolvido, o sistema foi testado quanto à capacidade de compactar o modelo plasmidial (pDNA). Eletroforese em gel de agarose foi a metodologia empregada para este fim, onde verificou-se que o poder de compactação aumenta quando a estearilamina é incorporada na fase aquosa, respeitando um período de contato (nanoemulsão/pDNA) de pelo menos 2 horas, em banho de gelo. A nanoemulsão mostrou-se pouco tóxica nas concentrações usuais para ensaios de transfecção em células do tipo MRC-5. Portanto, o processo de produção de um sistema que complexa eficientemente o modelo plasmidial foi obtido. Contudo, estudos de eficiência de transfecção devem ser conduzidos para confirmar o sistema como um carreador não-viral de material genético.

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  • MARCELO VITOR DE PAIVA AMORIM
  • OTIMIZAÇÃO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS ANALÍTICOS PARA A DETERMINAÇÃO SIMULTÂNEA DE TUBERCULOSTÁTICOS (4 EM 1) POR CLAE/DAD E CLUE/DAD

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 21/03/2013
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  • A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos, desde que obedecidos os princípios da moderna quimioterapia. São considerados fármacos de 1ª linha no tratamento à tuberculose: isoniazida, pirazinamida, etambutol e rifampicina. De acordo com USP 33 - NF28 (2010) as análises cromatográficas para 3 dos 4 fármacos (isoniazida, pirazinamida e rifampicina) duram em média 15 minutos e mais 10 minutos para a obtenção do 4° fármaco (etambutol) utilizando outra coluna, com outra mistura de fase móvel, tornando esta aplicação na prática industrial desfavorável. Uma das alternativas é utilizar o CLUE, o qual baseia-se nos mesmos princípios da CLAE, porém utiliza fases estacionárias com partículas menores que 2 μm. Dessa forma, o presente estudo visa desenvolver e validar novos métodos analíticos para determinação simultânea de tuberculostáticos por CLAE/DAD e CLUE/DAD. Para isto, foi realizado um screening analítico, o qual verificou que é necessário um gradiente de sistema de fase móvel A (tampão acetato:metanol 94:6 v/v) e B (tampão acetato:acetonitrila 55:45 v/v). Posteriormente, ao desenvolvimento e otimização do método em CLAE e CLUE com a obtenção dos valores de adequabilidade do sistema dentro dos limites de aceitações vigente para ambos as técnicas, as validações deram-se início. Soluções padrões e soluções testes dos comprimidos foram preparadas e injetadas no CLAE e CLUE, contendo isoniazida, pirazinamida, etambutol e rifampicina nas concentrações de 0,008, 0,043, 0,030 e 0,016 mg.mL-1, respectivamente. A validação dos métodos analíticos foram realizadas para: especificidade / seletividade, intervalos da curva de calibração, linearidade, limite de detecção, limite de quantificação, exatidão, precisão (repetibilidade, precisão intermediária) e robustez. Os métodos apresentaram-se adequados para determinação dos 4 fármacos, onde nenhum fármaco mostrou interferência nos demais. Precisos, devido ao fato de que os métodos demonstraram que mesmo com variação de dias, além da repetibilidade, os valores ficaram dentro da faixa preconizada na legislação vigente. Lineares (R > 0,99), ou seja, os métodos foram capazes de demonstrar que os resultados obtidos eram diretamente proporcionais à concentração do analito na amostra, dentro de um intervalo especificado. Exatos, uma vez que os métodos foram capazes de apresentar valores de coeficiente de variação e porcentagem de recuperação dentro dos limites exigidos (98 a 102%). Os métodos mostraram LD e LQ com níveis baixos demonstrando que os métodos possuem elevada sensibilidade aos quarto fármacos. A robustez foi avaliada frente às alterações de temperatura e fluxo, onde os métodos demonstraram-se robustos apenas nas condições previamente estabelecidas de temperatura e fluxo, alterações bruscas podem acarretar influência nos resultados dos métodos.
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  • MARGARETE MORENO DE ARAUJO
  • PREPARAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS EMULSIONADOS LIPÍDICOS CONTENDO PRAZIQUANTEL

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 21/03/2013
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  • O praziquantel (PRZ) é o fármaco de escolha para tratamento da esquistossomose no Brasil e está disponível comercialmente para administração oral na forma de comprimidos. No entanto, possui baixa solubilidade aquosa o que limita o sucesso terapêutico desta forma farmacêutica e a disponibilização de formas líquidas. Os sistemas emulsionados lipídicos têm grande potencial para aumento da solubilização de fármacos lipofílicos sendo então uma estratégia interessante para tal finalidade. O objetivo do presente estudo foi o desenvolvimento e a caracterização de sistemas líquidos emulsionados lipídicos do tipo óleo em água (O/A), a base de óleo de soja como fase interna estabilizada pelo par de tensoativos (Tween® 80 + Span® 80) para melhorar a fase biofarmacêutica do PRZ. Depois de selecionar o melhor Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo (EHL=11), os parâmetros de preparação das formulações pela técnica de emulsificação foram otimizados. As emulsões foram obtidas com sucesso, as formas líquidas apresentaram comportamento newtoniano e proporcionaram um aumento de solubilidade do PRZ superior a 20 vezes. O estudo de estabilidade acelerada demonstrou a estabilidade das emulsões e o efeito dos cotensoativos investigados. O estudo da dinâmica de interação entre os componentes pelo diagrama pseudoternário de fase demonstrou regiões de obtenção de nanoemulsões, enquanto que o estudo da interação dos componentes e o seu efeito na estrutura dos sistemas e na eficiência de incorporação do fármaco levaram a obtenção de sistemas com uma quantidade de fármaco solúvel ainda maior (cerca de 1,5%), o que demonstra o potencial deste novo insumo para o tratamento principalmente da esquistossomose, o qual resultou em um depósito de patente BR 10 2013 000455 3.

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  • LETICIA STRECK
  • PREPARAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS
    EMULSIONADOS CONTENDO BENZNIDAZOL

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 22/03/2013
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  • O Benznidazol (BNZ) é o único fármaco disponível no Brasil para o tratamento da doença de
    Chagas. Apesar de seu uso clínico consolidado, este fármaco apresenta efeitos secundários
    indesejáveis. A tecnologia farmacêutica proporciona o desenvolvimento de sistemas que
    aumentam a biodisponilidade do fármaco ou aumento da concentração nas células/tecidos
    infectados o que reflete diretamente no aumento da eficiência terapêutica do benznidazol. Assim,
    os sistemas líquidos emulsionados (emulsões, microemulsões e nanoemulsões) representam uma
    alternativa interessante para o aumento da biodisponilidade oral e parenteral do BNZ. O objetivo
    do presente trabalho foi o desenvolvimento e caracterização de sistemas líquidos emulsionados
    biocompatíveis contendo óleo de soja ou triglicerídeo de cadeia média (Miglyol®810) como fase
    interna estabilizados por uma mistura de tensoativos adequada (polissorbato e monooleato de
    sorbitano ou fosfatidilcolina de soja e oleato de sódio) associada ou não a cotensoativos. A
    determinação do equilíbrio hidrófilo-lipófilo (EHL) de emulsões contendo óleo de soja como
    fase interna utilizou os tensoativos monooleato de sorbitano e polissorbato, e do EHL das
    nanoemulsões com Miglyol®810 como fase interna foram utilizados os tensoativos
    fosfatidilcolina de soja e oleato de sódio. A construção do diagrama de fases pseudoternário
    permitiu determinar as proporções dos componentes na formação dos sistemas de interesse em
    ambos os sistemas. A padronização das condições ideais para obtenção dos sistemas
    emulsionados foi avaliada pelo estudo da temperatura de emulsificação e condição de agitação.
    A validação da metodologia seguiu o guia preconizado pela ANVISA e ―ICH‖. Nos sistemas
    estabilizados por monooleato de sorbitano e polissorbato foi escolhido um ponto de formação de
    emulsão (5% tensoativos, 10% óleo de soja e 85% água) para estudo mais detalhado do sistema.
    As emulsões permaneceram estáveis armazenadas a 25 °C e em estresse térmico durante 30 dias.
    As medidas de reologia mostraram comportamento de fluido pseudoplástico da emulsão mesmo
    com a adição de alguns cotensoativos. A utilização de oleato de sódio associado à
    fosfatidilcolina de soja proporcionou a obtenção de uma ampla faixa de sistemas translúcidos,
    tanto líquidos (nanoemulsões - NE) como viscosos (cristal líquido - CL), sendo que foi estudada
    a influência da fase interna e dos tensoativos nas características do sistema com e sem o fármaco.
    As medidas de reologia apresentaram comportamento de fluxo Newtoniano para as NE
    estabilizadas com fosfatidilcolina de soja e oleato de sódio e comportamento pseudoplástico para
    àquelas resistentes a fluidez (CL). O tamanho da gotícula revelou gotículas pequenas formando
    as nanoemulsões, entre 72 - 164 nm, sendo que gotículas maiores (175 - 224 nm) foram
    observadas nos cristais líquidos. A microscopia de luz polarizada mostrou a presença de fase
    cristalina quando adicionado quantidades relativamente altas dos tensoativos fosfatidicolina de
    soja e oleato de sódio. Emulsões e nanoemulsões apresentaram capacidade de veicular o BNZ,
    porém as nanoemulsões foram superiores às emulsões representando assim um futuro promissor
    no tratamento da doença de Chagas, considerando que até o presente não existem formas
    farmacêuticas líquidas de administração o que impossibilita o ajuste da dose.

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  • THEREZA MYLENE DE MOURA PEREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO TÉRMICA (TGA/DTG, DTA, DSC, DSC-fotovisual) DE
    HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS (ESTRIOL E ESTRADIOL)

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 22/03/2013
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  • Hormônios bioidênticos são compostos que têm exatamente a mesma estrutura química e
    molecular dos hormônios endógenos humanos. A análise térmica é um conjunto de
    técnicas que possibilita medir as propriedades físico-químicas de uma substância em
    função da temperatura. As técnicas térmicas vêm sendo utilizadas na área farmacêutica
    em diversas aplicações, como na caracterização de fármacos, determinação do grau de
    pureza, identificação de polimorfismo, estudos de estabilidade e compatibilidade. Este
    trabalho tem como objetivo a caracterização dos hormônios bioidênticos estradiol e estriol
    através das técnicas térmicas TGA/DTG, DTA, DSC, DSC-fotovisual. A partir da análise
    das curvas TG, foi possível calcular os parâmetros cinéticos para as amostras. Os dados
    cinéticos mostraram boa correlação entre os diferentes modelos empregados. Dados das
    curvas DSC e DTA sobre ponto de fusão e pureza são condizentes com a literatura,
    sendo possível correlacionar estes resultados com o DSC-fotovisual. As análises das
    curvas DTA mostraram o evento de fusão como o de melhor linearidade para os dois
    hormônios. Na avaliação dos possíveis produtos de degradação, a análise do
    infravermelho mostra que não houve produtos de degradação no estado sólido.

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  • FABIANA PAIVA GALVÃO
  • CARACTERIZAÇÃO TÉRMICA E CINÉTICA DAS GUANILHIDRAZONAS WE010, WE014 E WE017 POR DSC, DSC-FOTOVISUAL E TG

  • Orientador : ANA PAULA BARRETO GOMES
  • Data: 25/03/2013
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  •  As guanilhidrazonas representam um grupo de compostos que compreendem diferentes classes químicas, contendo grupos amidina (guanil) ligados ao grupo hidrazona. As guanilhidrazonas utilizadas neste apresentam atividade antitumoral comprovada. Este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização térmica e determinação dos parâmetros cinéticos das guanilhidrazonas WE010, WE014, e WE017 por DSC, DSC-Fotovisual e TG. A caracterização térmica das amostras foi obtida num calorímetro Shimadzu, modelo DSC-60, nas razões de aquecimento de 10 ºC/min. até 400 ºC, numa atmosfera de nitrogênio com fluxo de 50 mL/min. A calibração do DSC foi realizada pelo ponto de fusão do padrão índio (156,6 ºC ± 0,3). O estudo de determinação dos parâmetros cinéticos foi realizado na termobalança Shimadzu, modelo DTG-60, que foi calibrada com oxalato de cálcio monohidratado, nas razões de aquecimento de 10, 20, 40, 60 e 80 ºC/min., em atmosfera de nitrogênio. Os modelos utilizados para determinação dos parâmetros cinéticos como Energia de Ativação (Ea), ordem de reação (n) e fator de frequência, foram o modelo de Arrhenius (modelo isotérmico), modelo de Ozawa (modelo não-isotérmico) e os métodos integrais (Coats-Redfern e Madhusudanan) e métodos de aproximação (Van Krevelen e Horowitz-Metzger). Os dados de DSC mostraram-se melhor para detecção do ponto de fusão do que o aparelho de ponto de fusão, visto que este é muito sensível a presença de impurezas, diminuindo assim a temperatura que se inicia o processo. E o DSC se mostrou limitado para as amostras WE014 e WE017, pois, estas decompõem logo depois da fusão, impossibilitando o cálculo da pureza. Do ponto de vista cinético, verificamos que a WE010 e WE017 apresentam cinética de ordem zero tanto pelo método de Ozawa quanto Arrhenius. Porém quando esses dados são tratados pelos modelos CR, MD, HM e VK há uma elevação na ordem de reação acima de 1,5. A WE014 apresenta resultados bem indefinidos uma vez que o modelo de Ozawa não foi capaz de ser determinado e Arrhenius mostrou uma cinética de segunda ordem e os modelos CR, MD, HM e VK variam de 1,39 a 1,75. Neste caso, acreditamos o fato da amostra WE014 apresentar traços da amostra WE010 e WE017 provoca uma decomposição das três moléculas simultaneamente o que prejudica a precisão dos dados obtidos, levando a uma cinética de segunda ordem. Desta forma, a utilização da análise térmica é uma ferramenta importante na caracterização de moléculas com potencial terapêutico, contribuindo para a caracterização e avaliação da sua estabilidade e permitindo assim a obtenção de informações que possam auxiliar em um futuro estudo de pré-formulação.

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  • REGINA CARMEN ESPOSITO
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    Avaliação in vitro da eficácia de produtos homeopáticos contendo Mormodica charantia através de bioensaios

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 25/03/2013
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  • Os medicamentos homeopáticos têm sido utilizados por mais de duzentos anos sem verificação dos seus efeitos em ensaios in vivo e in vitro, devido à peculiaridade das preparações homeopáticas, sua alta diluição, cria um desafio para a utilização das técnicas analíticas usuais do controle de qualidade de medicamento. Estudos in vitro têm apresentado respostas positivas quando se avalia o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos que são capazes de atuar em um sistema específico. O presente estudo visa à avaliação da qualidade de produtos homeopáticos contendo Momordica charantia 3 DH 6CH, 12CH, 18CH e 30 CH através de ensaios in vitro. Os produtos homeopáticos foram testados através do teste do MTT para avaliar citotoxicidade em RAW 264.7(macrófago murinho) e em células tumorais HeLa (Adenocarcinoma cervical uterino humano), CHO K1 (Células de ovário de Hamster chinês), PANC-1 (Carcinoma de pâncreas humano) e PC-3 (Adenocarcinoma de próstata humano), quantificação de mediadores da inflamação NO, TNF-α e IL-6 liberados por células RAW 264.7, análise do processo de morte e da alteração do ciclo celular de PC-3 por citometria de fluxo. Os dados demonstraram que os produtos homeopáticos de Momordica charantia não apresentam citotoxicidade para RAW 264.7, aumentam produção dos mediadores da inflamação por RAW 264.7 sinergicamente com LPS, mostram citotoxicidade para PC-3 com alteração no seu ciclo celular inibindo sua proliferação, sendo 30CH a amostra mais potente Foram realizados estudos de correlação visando avaliar os possíveis modelos in vitro aplicáveis ao controle de qualidade de produtos homeopáticos contendo Momordica charantia. Os dados demonstraram que os melhores modelos aplicáveis na avaliação da qualidade são o teste do MTT para avaliar citotoxicidade em RAW 264.7 e PC-3 em 24 horas pra os produtos de Momordica charantia (fr) e dosagem da produção de NO por RAW 264.7 com e sem LPS.

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  • ANDRESSA NORONHA BARBOSA DA SILVA
  •  

    Distribuição da fauna triatomínica e infecção natural pelo Trypanosoma cruzi em diferentes municípios do semiárido do estado do Rio Grande do Norte


  • Data: 26/03/2013
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  • A distribuição da fauna triatomínica e a infecção natural pelo Trypanosoma cruzi foi avaliada visando compreender a dinâmica de transmissão deste parasito na zona rural do estado do Rio Grande do Norte e, a pesquisa do Trypanosoma rangeli também foi investigada. As capturas de triatomíneos nos ambientes, silvestre, peridomiciliar e domiciliar de diferentes municípios das mesorregiões central e oeste desse estado. Os insetos foram identificados e examinados pelo método direto, xenocultura e PCR para a identificação do T. cruzi. Para a detecção do T. rangeli foi realizado o exame direto da hemolinfa e a PCR multiplex de 151 espécimes infectados pelo T. cruzi. Dos 824 insetos capturados, as espécies foram distribuídas em T. brasiliensis (66,4%), T. pseudomaculata (18,2%), Panstrongylus lutzi (12,7%) e Rhodnius nasutus (2,7%), e o T. brasiliensis foi encontrado na maioria dos municípios avaliados. As espécies foram capturadas nos estágios de ninfa e adulto, exceto P. lutzi, exclusivamente no estágio adulto. No ambiente silvestre foram capturadas as espécies T. brasiliensis (57%), P. lutzi (28%) e T. pseudomaculata (15%). No ambiente peridomiciliar foram identificadas T. brasiliensis (74%), T. pseudomaculata (21%) e R. nasutus (5,0%), enquanto no intradomicílio somente o T. brasiliensis. O índice de infecção dos triatomíneos pelo T. cruzi foi 30,4%, o P. lutzi mostrou o índice mais elevado (78,0%), seguida do T. brasiliensis (24,4%), T. pseudomaculata (22,6%) e R. nasutus (4,5%). Os índices de triatomíneos infectados nos ambientes silvestre, peridomiciliar e domiciliar foram 41,8%, 20,1% e 50,0%, respectivamente. O T. rangeli foi detectado apenas pela PCR multiplex em 2,6% (4/151) dos insetos examinados, desses 4,4% (3/67) foram de T. brasiliensis e 1,5% (1/63) de P. lutzi. Os dados mostraram que a positividade do P. lutzi aliada a sua capacidade de invadir o domicílio atraído pela luz, sugere uma provável participação deste inseto no intercâmbio entre os ciclos epidemiológicos de transmissão do T. cruzi. A espécie T. brasiliensis foi a única presente em todos os ambientes, o que reforça sua importância em relação à capacidade de adaptação ao ambiente doméstico, potencial como vetor e manutenção dos ciclos de transmissão silvestre e doméstico no semiárido indicando a necessidade de ações contínuas na vigilância epidemiológica. A ocorrência do T. rangeli em T. brasiliensis e P. lutzi foi registrada pela primeira vez na zona rural deste estado, ampliando a área de ocorrência deste protozoário no nordeste do Brasil.

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  • HEGLAYNE PEREIRA VITAL DA SILVA
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    ESTUDO DOS GENES DO COMPLEXO DO ANTÍGENO LEUCOCITÁRIO HUMANO (HLA) ASSOCIADOS À SUSCEPTIBILIDADE AO DIABETES MELLITUS TIPO 1EM UMA POPULAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE

     

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 27/03/2013
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  • De todos os genes já relacionados com o desenvolvimento do Diabetes mellitus tipo 1 (DM1), a maior contribuição vem da região do genoma onde estão localizados os genes do Antígeno Leucocitário Humano (HLA),sobretudo os genes da classe II do HLA: DR e DQ.Específicas combinações de alelos DRB1, DQA1 e DQB1 constituindo haplótipos,e ainda, a combinação de mais de um haplótipo, constituindogenótipos multilocus, são associados com a susceptibilidade, neutralidade e proteção ao DM1.Dessa forma, o objetivo do estudo foi estudar a associação dos polimorfismos dos genes do complexo HLA classe II com a susceptibilidade ao DM1, em pacientes do Rio Grande do Norte. Foram estudados 92 indivíduos com DM1 e 100 indivíduos normoglicêmicos (NG) com idade entre 6 e 20 anos. O DNA genômico foi obtido a partir do sangue total periférico, colhido com EDTA, utilizado o kit de extração kit Illustra Triple Prep®, GE Healthcare. Para a tipagem do HLA foi utilizado o sistema DNA LABType através de kits One Lambda, que aplica a tecnologia Luminex® ao método de tipagem por PCR-SSO reverso. Os alelos DRB1*03:01, *04:05, *04:01, *04:02, DQA1*03:01g, 05:01g, DQB1*02:01g, *03:02, os haplótipos DRB1*03:01-DQA1*05:01-DQB1*02:01, DRB1*04:05-DQA1*03:01g-DQB1*03:02, DRB1*04:02-DQA1*03:01g-DQB1*03:02, DRB1*04:01-DQA1*03:01g-DQB1*03:02 e o genótipo heterozigoto DR3-DQ2/DR4-DQ8, foram significativamente associados com a chance de desenvolvimento do DM1. Já os alelos DRB1*11:01, *15:03, *15:01, *13:01, DQA1*01:02, *04:01g, *01:03, DQB1*06:02, *03:01g, *06:03, *04:02, os haplótipos DRB1*11:01-DQA1*05:01-DQB1*03:01, DRB1*13:01-DQA1*01:03-DQB1*06:03 e o genótipo DRX-DQX/DRX-DQX, formado por outros haplótipos que não DR3-DQ2 ou DR4-DQ8, foram significativamente associados a proteção ao DM1. Apesar da grande miscigenação racial brasileira, até em nível regional, estes resultados são semelhantes a maioria dos alelos, haplótipos e genótipos de HLA classe II relacionados à susceptibilidade ou proteção ao DM1, extensivamente descritos na literatura para a população caucasiana. Crianças com idade ao diagnóstico inferior a 5 anos de idade apresentaram significativamente maior frequência do genótipo heterozigoto DR3-DQ2/DR4-DQ8, quando comparada às crianças com idade ao diagnóstico superior a 5 anos de idade. Esses resultados demonstram também forte envolvimento do perfil genético da classe II do HLA para esta faixa etária, que estaria relacionada possivelmente com a gravidade e a rápida progressão para o início do DM1. O conhecimento dos genes HLA de classe II pode ser útil em triagens genéticas quer possibilitem a predição do DM1.

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  • MARIANA ARAUJO PAULO DE MEDEIROS
  • ASPECTOS DE PATOGENICIDADE E RELACIONAMENTO GENÉTICO DE ISOLADOS CLÍNICOS VAGINAIS E ANAIS DE Candida albicans ORIUNDOS DE PACIENTES COM CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

  • Orientador : GUILHERME MARANHAO CHAVES
  • Data: 27/03/2013
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  • Introdução: Candidíase vulvovaginal (CVV) é uma das causas mais comuns de vaginite e acomete cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva, sendo a maioria dos casos (80 a 90%) devido à C. albicans, espécie mais virulenta do gênero. Atributos de virulência em CVV são pouco investigados, bem como a fonte da infecção permanece incerta. Objetivo: Este trabalho teve por finalidade avaliar os fatores de virulência e genótipos de isolados clínicos de C. albicans sequencialmente obtidos do ânus e da vagina de pacientes com CVV esporádica e recorrente. Material e métodos: Foram analisados 62 isolados clínicos de C. albicans (36 isolados vaginais e 26 isolados anais). Realizou-se o exame direto das amostras de secreção vaginal e anal e contagem de unidades formadoras de colônia (UFC); as leveduras foram identificadas por meio cromogênico CHROMagar Candida® e por metodologia clássica e caracterizadas fenotipicamente quanto a fatores de virulência, incluindo a capacidade de aderência a CEBH, a atividade de proteinase, a morfogênese e a formação de biofilme. Para a avaliação da variabilidade genotípica, empregou-se a técnica de genotipagem ABC, além da genotipagem por microssatélites e RAPD. Resultados: Verificou-se 100% de concordância entre o exame direto e a cultura de amostras vaginais, observando-se a presença de formas filamentosas na maioria das amostras de secreção vaginal, as quais apresentaram contagem de UFC significativamente superior àquela apresentada pelas amostras de secreção anal. Não se observou diferença estatisticamente significativa quando se comparou os fatores de virulência dos isolados vaginais infectantes com aqueles apresentados pelos isolados anais colonizantes, de uma forma geral; bem como comparando-se os isolados vaginais de C. albicans obtidos de grupos de pacientes com diferentes condições clínicas (CVV esporádica e com CVVR). Observa-se uma tendência à diminuição da capacidade de aderência, morfogênese e formação de biofilme do isolado vaginal infectante ao longo do tempo e sugere-se associação entre a capacidade de expressar os diferentes fatores de virulência estudados e as manifestações clínicas apresentadas pelas pacientes. O genótipo A foi o mais prevalente (93,6%), seguido do genótipo C (6,4%), verificando-se maior variabilidade genética pelas demais técnicas de genotipagem em relação à genotipagem ABC. Houve manutenção do mesmo genótipo ABC e maior prevalência de microevolução das cepas vaginais de C. albicans obtidas sequencialmente, bem como observou-se o mesmo genótipo ABC e alta similaridade genética entre isolados vaginais e anais de C. albicans obtidos simultaneamente da mesma paciente. Conclusão: Tanto o exame direto quanto a cultura são importantes no diagnóstico micológico da CVV por C. albicans. Ressalta-se que a proliferação da levedura e a transição levedura-hifa são importantes no estabelecimento da CVV. A expressão dos fatores de virulência é importante na patogênese de CVV, contudo não parece ser determinante na transição de colonização para infecção nem na instalação de quadro recorrente de CVV. O genótipo A demonstra ser dominante em relação aos demais tanto em isolados vaginais quanto em isolados anais de pacientes com CVV. Verifica-se a ocorrência de microevolução das cepas de C. albicans no ambiente vaginal como cenário mais comum. Sugere-se que o reservatório anal constituiu uma possível fonte da infecção vaginal, na grande maioria dos casos avaliados.

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  • CINTHIA RAQUEL DA COSTA PORTO
  •  

    Estudo das atividades antiinflamatória e antinociceptiva do extrato seco padronizado de Phyllanthus niruri L.


  • Data: 18/04/2013
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  • As atividades antiinflamatória e antinociceptiva foram estudadas para o extrato seco padronizado de Phyllanthus niruri L., (PnSDE) em modelos experimentais de inflamação e dor. A atividade antiinflamatória do PnSDE foi avaliada por meio dos modelos de edema de pata induzido por carragenina, migração leucocitária induzida por tioglicolato  e artrite induzida por zymosan. A atividade antinociceptiva foi avaliada utilizando os testes de Randall e Selitto, retirada da calda e placa quente. Este estudo mostrou que o extrato seco padronizado de Phyllanthus niruri L (PnSDE) apresentou importante atividade antiinflamatória frente aos modelos experimentais de edema de pata, migração leucocitária e artrite induzida por zymosan.Assim, oPnSDE, nas doses utilizadas reduziu de forma significativa a resposta vascular no processo inflamatório induzido por carragenina einibiu a migração leucocitária para o local da inflamação induzida por tioglicolato. Em relação ao modelo de artrite, o PnSDE conseguiu reduzir de maneira significativa os níveis da enzima mieloperoxidase e provocar uma elevação dos níveis de glutationa total. Neste modelo, a análise histopatológica das sinóvias revelou uma significativa redução dos eventos inflamatórios avaliados no tecido inflamado. Na avaliação imunohistoquímica das sinóvias, os resultados sugerem que o extrato pode ter contribuído com a redução da expressão para RANKL, RANK, OPG, COX-2, MMP-2 e MMP-9.Na avaliação da atividade antinociceptiva, os ensaios realizados evidenciaram que o PnSDEexibiu uma marcante atividade antinociceptiva periférica e central. Em conclusão, este estudo sugere que o extrato seco padronizado de Phyllanthus niruri L. possui potentes atividades antiinflamatória e antinociceptiva.Este estudo contribui para uma possível obtenção de uma preparação fitoterápica,utilizando o extrato seco padronizado de Phyllanthus niruri (PnSDE), validando o seu uso para o tratamento da dor e distúrbios inflamatórios.


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  • DAIANE DOS SANTOS SOARES
  • AVALIAÇÃO DA ARGILA ATAPULGITA PARA POTENCIAL USO COMO EXCIPIENTE FARMACÊUTICO EM FORMAS SÓLIDAS

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 22/05/2013
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  • Argilas são materiais naturais, quimicamente inertes, com baixa ou nenhuma toxicidade
    e com potencial para atuar como excipiente. A atapulgita é uma argila com
    característica hidrofílica e grande área superficial. Assim, este trabalho tem por objetivo
    avaliar o uso da atapulgita como excipiente farmacêutico em formas sólidas, utilizando
    a rifampicina e a isoniazida como fármacos-modelo. A atapulgita é proveniente do
    Estado do Piauí, Nordeste, Brasil. A rifampicina é um fármaco de baixa solubilidade
    frequentemente associado à isoniazida para o tratamento da tuberculose. Inicialmente a
    atapulgita foi caracterizada por difração de raios-X (DRX), fluorescência de raios-X
    (FRX), análise granulométrica, microscopia eletrônica de transmissão (MET) e
    varredura (MEV) e determinação da área de superfície específica (BET). As
    propriedades reológicas e tecnológicas da argila foram determinadas e comparadas ao
    talco, estearato de magnésio e Aerosil 200®. Misturas entre os fármacos e a argila (1:1,
    1:2 e 1:1:1), bem como os materiais isolados, foram avaliadas por calorimetria
    exploratória diferencial (DSC), análise termogravimétrica (TG) combinada à análise
    térmica diferencial (DTA) e espectroscopia na região do infravermelho com
    transformada de Fourier (FT- IR). Estudos de dissolução de dispersões sólidas e de
    cápsulas contendo os fármacos e a atapulgita foram realizados e comparados ao
    emprego de talco e estearato de magnésio. Os resultados mostraram que a atapulgita
    apresenta partículas pequenas, com grande área de superfície. Apresentou boas
    características reológicas quando comparada ao demais reguladores de fluxo. Não foi
    evidenciada interação com os fármacos testados. Entre as dispersões, as misturas com
    atapulgita (5%) mostraram maior dissolução dos fármacos em relação a outros
    excipientes . O perfil de dissolução da rifampicina foi superior na formulação de
    cápsula contendo atapulgita em maior concentração, sendo estatisticamente diferente
    nos primeiros minutos. O perfil de dissolução da isoniazida também mostrou-se
    estatisticamente diferente nos primeiros minutos, sendo as formulações com atapulgita
    as que apresentaram maior dissolução do fármaco, porém em ordem decrescente de
    concentração. A argila atapulgita apresenta, portanto, potencial para aplicação como
    excipiente em formas farmacêuticas sólidas.

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  • ÉVERTON DO NASCIMENTO ALENCAR
  • Avaliação da atividade antimicrobiana de sistemas emulsionados contendo óleos naturais para o tratamento de infecções cutâneas

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 10/06/2013
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  • Os óleos naturais vêm chamando atenção da comunidade científica devido a suas atividades farmacológicas e seu caráter renovável. Os óleos de copaíba (Copaifera langsdorffii) e de rã-touro (Rana catesbeiana Shaw) ganham destaque, especialmente devido a ampla utilização na medicina popular como anti-inflamatórios e antimicrobianos. Sistemas emulsionados a base destes óleos podem ser produzidos com a finalidade de melhorar o odor e a palatabilidade dos mesmos, além de potencializar ação e reduzir toxicidade dos seus componentes. O objetivo deste trabalho foi investigar a atividade antimicrobiana de emulsões contendo óleos de copaíba (óleo-resina e óleo essencial) e óleo de rã-touro frente a cepas de micro-organismos causadores de infecções cutâneas. Inicialmente foi realizada a extração de óleo essencial e sua caracterização química por cromatografia gasosa acoplada a espectroscopia de massa. Em seguida, foram produzidas emulsões, ensaios de triagem microbiológica, microdiluição para determinação de concentração inibitória mínima, bioautografia para determinação dos componentes antimicrobianos e avaliação da atividade antibiofilme. Foram utilizadas cepas da American Type Culture Collection (ATCC) e clínicas de Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans, C. parapsilosis, C. glabrata, C. krusei e C. tropicalis. Foi observado que os sistemas emulsionados de óleo-resina de copaíba e óleo essencial de copaíba contribuíram na potencialização da atividade antimicrobiana, especialmente contra cepas do gênero Staphylococcus e Candida resistentes aos azóis. A emulsão de óleo de rã-touro assim como o óleo puro, apresentou menor atividade que as amostras de copaíba, porém exibiu significativa ação antibiofilme, demonstrando que este sistema é um potencial inibidor da adesão de micro-organismos. Deste modo, pode-se inferir que as emulsões a base destes óleos são promissores sistemas para o tratamento de infecções cutâneas fúngicas e bacterianas.

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  • WALICYRANISON PLINIO DA SILVA
  •  CARACTERÍSTICAS GENOTÍPICAS E FENOTÍPICAS DE Candida albicans ISOLADAS DA CAVIDADE BUCAL DE PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS COM ÊNFASE NA AÇÃO DO EXTRATO BRUTO DE Eugenia uniflora EM FATORES DE VIRULÊNCIA

  • Orientador : GUILHERME MARANHAO CHAVES
  • Data: 11/06/2013
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  • Candida albicans é uma levedura diplóide que em certas circunstâncias pode causar infecções da cavidade oral e da orofaringe. A investigação de produtos naturais é obrigatória para a descoberta de novos alvos para o desenvolvimento de drogas antifúngicas. Este estudo objetivou determinar os genótipos de 48 isolados clínicos de C. albicans obtidos da cavidade oral de pacientes transplantados renais de duas distintas regiões geográficas do Brasil. Além disso, foram investigados três fatores de virulência in vitro: atividade de fosfolipase, morfogênese e a capacidade de escapar do ataque de neutrófilos polimorfonucleares. A expressão destes fatores de virulência também foi investigada na presença do extrato bruto de Eugenia uniflora. O genótipo A foi o mais prevalente (30 isolados; 62,5%), seguido do genótipo C (15 isolados; 31,5%) e do genótipo B (3 isolados; 6,25%). Quando a técnica do microssatélite com o primer M13 foi empregada, 80% dos isolados da região Sul foram agrupados no mesmo cluster. Todos os isolados do genótipo C foram agrupados juntos em dois diferentes clusters bem definidos. Isolados do genótipo C foram considerados mais resistentes à ação de PMNs do que os dos genótipos A e B. As cepas isoladas do Sul do Brasil demonstraram maior habilidade em combater a fagocitose por PMNs. Encontrou-se uma alta taxa de isolados do genótipo C da cavidade oral deste grupo de pacientes. O extrato bruto de E. uniflora inibiu a formação de hifa e fagocitose por PMNs, mas não apresentou efeito significativo na atividade de fosfolipase. Este estudo caracterizou isolados clínicos de C. albicans da cavidade oral de pacientes transplantados renais, contribuindo para um melhor entendimento da patogênese e terapêutica alternativa para a candidíase oral.

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  • LIDYANE NEVES MIRANDA
  • Caracterização do perfil Th17 e células T regulatórias em lesões pré-cancerosas e
    carcinoma cervical:
    Contribuição das moléculas IL-17, IL-23, FOXP3 e HLA-G em pacientes acometidas

    por HPV.

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 18/06/2013
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  • O câncer de colo uterino é a segunda malignidade ginecológica mais frequente entre mulheres
    no mundo, responsável por 231.000 mortes anualmente por esta doença. Múltiplos estudos
    epidemiológicos demonstram a existência de fatores de riscos secundários associados ao
    desenvolvimento das lesões cervicais e câncer de colo uterino, entretanto o principal fator
    de risco ainda continua sendo o HPV. No entanto, ainda não está bem estabelecido os
    mecanismos que contribuem para a progressão ao SCC. Posto isto, vários tipos de
    marcadores moleculares têm sido estudados na carcinogênese cervical, apresentando assim um
    papel importante na progressão das lesões cervicais. O objetivo deste estudo visa avaliar e
    elucidar alguns mecanismos relacionados com a patogênese da resposta imune ao HPV,
    estudando a contribuição da expressão protéica das citocinas do perfil Th17 e células T
    regulatórias. Além disso, pretende-se associá-las ao estudo de polimorfismos gênicos de
    moléculas implicadas na patogênese das lesões de colo uterino, como a ins/del de 14pb do
    HLA-g e o polimorfismo do Foxp3(2383 C/T). Quarenta e nove pacientes com cervicite
    crônica, cento e cinco com NIC I, trinta e três com NIC II/III e catorze pacientes com carcinoma
    foram incluídas no nosso estudo. A análise por imunohistoquímica da expressão de IL-17 e IL23
    no microambiente cervical, bem como a quantificação sistemicamente das citocinas próinflamatórias
    como IL-17 e IL-6 no soro das pacientes, realizada por ELISA, permitiram a
    caracterização da resposta Th17. A técnica de PCR foi realizada com a finalidade de detectar o
    HPV, assim como para avaliação dos polimorfismos gênicos do 14pb do HLA-G e FOXP3 2383
    C/T. Resultados estatisticamente significante foram encontrados em relação às variáveis:
    idade, tabagismo, alcoolismo e nível sócio-econômico, quando observamos os
    diferentes grupos estudados. O DNA do HPV foi encontrado em 22% das CCs, 8% das
    NICs I, 63% das NICs II/III e 50% de SCCs. Em relação às citocinas estudadas, foi
    observado que a IL-17, assim como a IL-23 foram mais expressa nos estágios iniciais da
    neoplasia cervical frente ao SCC, sendo observado também um predomínio das
    citocinas avaliadas sistemicamente (IL-17 e IL-6) nos estágios iniciais da lesão cervical.
    Na avaliação do polimorfismo de 14pb do HLA-G podemos evidenciar um resultado
    significativo no grupo NIC I (p= 0,0412), além do que o genótipo I/I está mais frequente
    neste grupo. Foram observados dois valores significativos quando avaliamos a
    frequência alélica e genotípica das pacientes com NICII/III (p=0,0162) e controles
    (p=0,049) do polimorfismo do Foxp3. Mais estudos são necessários para esclarecer os
    aspectos moleculares da relação entre estes biomarcadores e a infecção pelo HPV, com
    potenciais aplicações para o prognóstico do câncer cervical.

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  • YAMARA ARRUDA SILVA DE MENEZES
  • EXTRAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE PROTEÍNAS DA ESPÉCIE Cnidoscolus urens (L.) Arthur

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 04/07/2013
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  • A extração, caracterização química e estrutural de uma grande diversidade de
    compostos derivados de plantas tem sido uma fonte importante de moléculas
    bioativas. Grande diversidade de proteases tem sido isoladas no reino vegetal, com
    inúmeras aplicações farmacológicas/biotecnológicas. Dentre as proteases isoladas
    de plantas, estão as fibrinogenolíticas, com relevante aplicação no tratamento de
    distúrbios na cascata da coagulação, além do potencial uso como ferramenta em
    laboratórios clínicos. Diversas enzimas fibrinogenolítitas tem sido identificadas e
    isoladas de venenos de serpentes, porém são escassos os estudos sobre enzimas
    de plantas com esta aplicação. Neste trabalho, além de avaliar os efeitos do extrato
    protéico de Cnidoscolus urens (L.) Arthur, pertencente à família Euphorbiaceae, na
    cascata de coagulação, também se investiga a presença de atividade antimicrobina
    e caracteriza a atividade proteolítica detectada neste extrato, tendo como objetivo
    determinar sua potencial aplicação farmacológica/biotecnológica. Desse modo,
    extratos protéicos brutos obtidos das folhas de C. urens em tampão Tris-HCl 0,05M,
    NaCl 0,15M, pH 7,5, foram precipitados em diferentes concentrações de acetona, e
    avaliados quanto a presença de atividade proteolítica em azocaseína e fibrinogênio.
    A fração mais ativa (F1.0) nestes testes foi escolhida para realização de avaliação
    de atividade biológica e caracterização bioquímica. As cadeias Aα e Bβ foram
    completamente clivadas na concentração de 0.18 µg/µL de proteína da fração em 4
    minutos. A atividade fibrinogenolítica apresentou inibição total em presença de E-64
    e parcial em presença de EDTA. A fração demonstrou atividade coagulante sobre o
    plasma e reduziu o tempo de tromboplastina parcial ativada, demonstrando atuar
    sobre os fatores da via intrínseca e comum da coagulação, não exercendo efeitos
    sobre o tempo de protrombina. A atividade fibrinolítica sobre o coágulo de plasma foi
    detectado apenas em SDS-PAGE em concentrações elevadas da fração, e não foi
    observada atividade defibrinogenante. Apesar de várias proteases de plantas e
    animais peçonhentos serem classicamente tóxicas, a fracção F1.0 não expressou
    atividade hemorrágica nem hemolítica. A fração F1.0 também não demonstrou
    atividade antimicrobiana. Em avaliação da atividade proteolítica sobre a azocaseína,
    o pH ótimo de reação foi 5.0, e a temperatura ótima igual a 60ºC. A atividade
    enzimática demonstrou ser sensível à presença dos sais testados, com inibição para
    todos os compostos. O tensoativo triton não influenciou a atividade enzimática,
    porém o tween-20 e SDS inibiram tal atividade. Em presença de agentes redutores
    ocorreu aumento da atividade enzimática, característica típica de enzimas
    pertencentes à classe das cisteíno proteases. Diversas bandas protéicas com
    atividade proteolítica foram detectadas em zimograma, na região de elevada massa
    molecular, que foram inibidas por E-64. Neste trabalho, foi revalado que C. urens
    apresenta em sua constituição cisteíno-proteases com atividade fibrinogenolítica e
    procoagulante, que podem ser isoladas, com potencial aplicação em distúrbios
    hemorrágicos, como trombolítico e em laboratório clínico.


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  • WENNA GLEYCE ARAUJO DO NASCIMENTO
  • Estudo de células T γδ em transplante renal alogênico: Contribuição do perfil Th17 e dos polimorfismos gênicos das moléculas Foxp3 e HLA-G.

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 30/07/2013
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  • O transplante renal é a melhor forma de tratamento para pacientes com insuficiência renal
    crônica que perderam a função do rim. Pacientes transplantados renais necessitam de rigoroso
    esquema de tratamento para evitar a rejeição e para isso fazem uso de medicamentos
    imunossupressores por toda sua vida. No processo de rejeição células T helper do sistema
    imunológico exercem papel chave na resposta imune contra o enxerto, sendo as células Th17
    recentemente investigadas, por produzirem IL-17 uma potente citocina pró-inflamatória cujo
    papel na rejeição também vem sendo descrito. Porém, células T γδ da imunidade inata
    também produzem IL-17, elas são consideradas uma importante fonte de produção desta
    citocina, e pouco se sabe sobre essas células no transplante renal. Por outro lado, a influência
    genética de polimorfismos em moléculas imunoregulatórias, como o fator de transcrição
    Foxp3, que regula células Tregs, e o HLA-G uma importante molécula supressora, podem
    exercer alguma influência nos transplantes. Assim, de modo geral, esse estudo teve por
    objetivo avaliar células T γδ em relação à expressão de citocinas do perfil Th17 e investigar a
    frequência dos polimorfismos de único nucleotídeo no gene Foxp3 (SNP -2383 C/T) e de
    inserção/deleção de 14 pares de base no gene HLA-G (14pb Ins/Del) em pacientes
    transplantados renais. Para isso, realizou-se um estudo do tipo transversal analítico com
    pacientes do Hospital Universitário Onofre Lopes/UFRN no qual se avaliou por citometria de
    fluxo o número e fenótipo de células T γδ, a expressão proteica de IL-17, IL-6 e IL-23 por
    ELISA e imunohistoquímica e a frequência dos polimorfismos no gene Foxp3 -2383
    (rs3761549) e de 14pb Ins/Del por reação em cadeia da polimerase (PCR-RFLP). Os nossos
    resultados mostraram que a IL-17 e IL-6 estão significativamente expressas em espécimes de
    enxerto com rejeição (p<0,05). Os níveis séricos destas proteínas, no entanto, não refletiram o
    mesmo comportamento observado no microambiente do enxerto. Não observou-se diferença
    significativa quanto a expressão de IL-23 entre pacientes com e sem rejeição do enxerto renal.
    Em relação à análise dos polimorfismos pacientes e controles tiveram a mesma frequências de
    alelos e genótipos, por outro lado quanto ao polimorfismo do HLA-G houve uma maior
    frequência de heterozigotos para Ins/Del de 14pb no grupo de pacientes.


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  • KARLA SIMONE COSTA DE SOUZA
  • ESTUDO DA INFLUÊNCIA DOS GENES LRP5, TGFB1, IGF1 E IGF1R NO
    METABOLISMO ÓSSEO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 31/07/2013
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  • A osteopatia é uma complicação crônica do diabetes tipo 1 (DM1). Alguns mecanismos
    vêm sendo propostos como principais fatores que desencadeiam alterações no tecido ósseo, dentre
    eles: a idade ao diagnóstico, tempo de doença, a presença de nefropatia e o controle glicêmico
    insatisfatório. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a expressão de RNAm dos
    genes TGFB1, IGF1 e IGF1R e polimorfismos nos genes LRP5, TGFB1 e IGF1 de pacientes com
    DM1, e associá-los com a presença de alterações no metabolismo ósseo. Foram estudados 100
    indivíduos normoglicêmicos (NG) e 101 pacientes com DM1, entre 6 e 20 anos. Os pacientes
    diabéticos foram analisados em sua totalidade (grupo DM1), e subdivididos em dois grupos, de
    acordo com o controle glicêmico: diabéticos compensados (grupo DM1C) e diabéticos não
    compensados (grupo DM1NC). Avaliou-se o controle glicêmico (glicemia de jejum e
    hemoglobina glicada); a função renal (ureia e creatinina séricas, e relação albumina/creatinina -
    RAC urinária); e o metabolismo ósseo (cálcio total e ionizado, fósforo, atividade da fosfatase
    alcalina total – FAL e densidade mineral óssea – DMO) dos indivíduos estudados. Também foi
    determinada a expressão do RNAm dos genes TGFB1, IGF1 e IGF1R e polimorfismos nos genes
    LRP5, TGFB1 e IGF1. A maioria dos indivíduos com DM1 (65,3%) apresentou controle
    glicêmico insatisfatório (hemoglobina glicada >8%). Em relação à função renal, observou-se um
    aumento significativo nas concentrações de ureia sérica nos grupos DM1, DM1C e DM1NC e um
    aumento da RAC no grupo DM1NC em relação ao NG. No tocante aos marcadores bioquímicos
    do metabolismo ósseo houve uma diminuição das concentrações séricas de cálcio total nos grupos
    DM1, DM1C e DM1NC, e das concentrações de cálcio ionizado no grupo DM1 quando
    comparados ao grupo NG. Também, houve um aumento significativo da atividade da FAL no
    grupo DM1 em relação ao NG. A DMO estava significativamente diminuída no grupo DM1
    quando comparado ao NG, sendo observada uma prevalência de 16,7% de indivíduos diabéticos
    tipo 1 com baixa DMO. Na análise molecular, foram observadas diminuições significativas na
    expressão dos genes TGFB1 e IGF1, e aumento significativo da expressão do gene IGF1R para o
    grupo DM1 quando comparados ao NG. As frequências genotípicas e alélicas dos polimorfismos
    estudados foram significativas apenas para o polimorfismo do gene LRP5, demonstrando uma
    associação deste polimorfismo com a susceptibilidade ao DM1. Porém, não foram observadas
    associações entre os polimorfismos e a osteopatia diabética. Estes resultados sugerem que o
    controle glicêmico insatisfatório, em conjunto com a presença de fatores de risco e alterações em
    genes envolvidos intimamente no metabolismo ósseo, interfere na formação deste tecido,
    contribuindo para uma redução da DMO.

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  • JANAINA DA SILVA GOES
  • Estudo de pré-formulação para a obtenção de uma formulação de captopril para uso pediátrico

  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 29/08/2013
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  • Atualmente, os medicamentos utilizados em crianças são adaptados a partir de formas farmacêuticas sólidas desenvolvidas para adultos. O captopril é amplamente adaptado para formulação líquida em hospitais. Sua estabilidade em meio aquoso é reduzida, pois sofre oxidação gerando seu principal metabólito. Com o intuito de garantir a estabilidade do fármaco e dosagem precisa, foi desenvolvido um estudo de pré-formulação para a obtenção de uma formulação de captopril em pó para constituição de uma solução estável de uso pediátrico. A compatibilidade entre o fármaco e os possíveis excipientes foi avaliada através das análises da calorimetria de varredura diferencial (DSC) e o comportamento térmico do captopril através das análises termogravimética (TG), análise térmica diferencial (DTA). Em seguida, foram realizados os ensaios de análise granulométrica e das medidas indiretas de fluxo do captopril e dos excipientes. Também foram obtidas diferentes formulações a partir de planejamento fatorial em que se variou a concentração de EDTA (0,05 e 0,1%), e pH (2,5; 4,0 e 5,5) em água destilada e água mineral, que foram armazenadas a 60°C e analisadas ao longo de doze dias por CLAE para avaliação da estabilidade do captopril. Nas curvas DSC das misturas de captotpril com os conservantes e a sucralose, os eventos térmicos isolados não foram mantidos. Nas demais curvas das misturas binárias os eventos correspondentes de cada componente foram preservados, indicando compatibilidade entre as substâncias. Foi observada uma grande diferença na distribuição e diâmetro médio das partículas e densidade dos agentes tamponantes em comparação às demais substâncias, o que pode ocasionar a segregação da mistura de pós. A partir do estudo da estabilidade das soluções, foi verificado que as variáveis são significativamente interferentes no teor do captopril, sendo o pH o fator mais relevante. As interações entre as variáveis foram significativas, com maior estabilidade observada em pH próximo a 4,0, maior concentração de EDTA e uso de água mineral. Com base nos resultados, pode-se concluir que o desenvolvimento de uma formulação de captopril estável é viável desde que sejam adotadas medidas estratégicas a fim de se evitar a segregação dos pós constituintes da formulação.

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  • MONIQUE CHRISTINE SALGADO GOMES
  • DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA POLIMÉRICO
    MICROPARTICULADO DE XILANA/EUDRAGIT® S-100 PARA
    LIBERAÇÃO CÓLON-ESPECÍFICA DO ÁCIDO ÚSNICO

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 18/10/2013
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  • O ácido úsnico é um metabólito secundário dos liquens, com propriedades
    analgésicas, antiinflamatórias e antitumorais, favoráveis ao tratamento de
    doenças inflamatórias intestinais. No entanto, este fármaco apresenta efeitos
    hepatotóxicos importantes, propondo-se a vetorização cólon-específica através
    da microencapsulação como alternativa para redução deste efeito indesejado.
    Neste trabalho, utilizou-se o Eudragit® S-100, polímero gastrorresistente, e
    xilana, um biopolímero extraído do sabugo do milho com propriedades cólonespecíficas,
    para produção de sistemas microparticulados contendo o ácido
    úsnico. Duas técnicas de produção foram utilizadas: a reticulação interfacial e a
    secagem por aspersão. As microcápsulas reticuladas foram submetidas a
    liofilização, processo que promoveu rompimento das micropartículas,
    sugerindo-se a necessidade do uso de crioprotetores. Por outro lado, o método
    da secagem por aspersão demonstrou maior capacidade de encapsulação,
    confirmada pela espectroscopia na região do infravermelho, e satisfatória
    viabilidade celular. Adicionalmente a difratometria de raios-X demonstrou que a
    secagem por aspersão diminuiu a cristalinidade do ácido úsnico, que poderá
    proporcionar melhores propriedades de dissolução e biodisponibilidade,
    tornando este método mais adequado para a produção do sistema polimérico
    de liberação cólon-específica.

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  • LAURA DA FONSECA FERREIRA
  • Microemulsão de sinvastatina: potencial sistema terapêutico para avaliação de seus efeitos pleiotrópicos

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 29/11/2013
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  • A sinvastatina (SIV) é um agente redutor de colesterol amplamente utilizado na
    prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares. Evidências
    experimentais e clínicas recentes sugerem vários e importantes efeitos benéficos
    das estatinas que podem se estender além dos seus efeitos redutores de colesterol,
    denominados de efeitos pleiotrópicos, que incluem atividade anti-inflamatória,
    anticoagulante e imunomoduladora. No entanto, a baixa solubilidade da SIV em
    água e sua baixa biodisponibilidade (5%) são limitações importantes que
    oportunizam a incorporação deste fármaco em carreadores lipídicos, tais como
    microemulsões (ME). Esta dissertação foi dedicada ao desenvolvimento de um
    sistema microemulsionado O/A contendo SIV, como potencializador de solubilidade
    deste fármaco e como sistema de liberação promissor para aplicação terapêutica no
    que se refere aos efeitos pleiotrópicos. A formulação ideal de ME foi selecionada
    baseado no desenvolvimento prévio de um diagrama de fase pseudo-ternário.
    Posteriormente, a SIV foi incorporada na ME, os sistemas foram caracterizados
    físico-quimicamente e, após a quantificação da SIV por Cromatografia Líquida de
    Alta Eficiência (CLAE), os seus efeitos biológicos in vitro foram avaliados através do
    ensaio de MTT frente a dois modelos celulares. A técnica utilizada para a produção
    de ME foi adequada e suficiente para reduzir a tensão interfacial obtendo-se
    sistemas homogêneos, claros e translúcidos com característica do sistema Winsor
    IV. As ME na ausência (ME branca) e na presença de SIV (SIV-ME) apresentaram
    tamanho de gotícula de aproximadamente 22,1 e 23,7 nm, respectivamente, e um
    baixo índice de polidispersão. A ME foi capaz de incorporar a SIV na concentração
    terapêutica recomendada como evidenciado pela elevada eficiência de
    encapsulação (> 90%) e mostrou, ainda, uma alta interação entre eles, como
    evidenciado pela manutenção das propriedades físicas e químicas do sistema
    lipídico mesmo após a incorporação do fármaco. O estudo de validação para a
    quantificação de SIV em ME por CLAE mostrou que o método foi específico,
    seletivo, exato, preciso e robusto, com linearidade no intervalo de trabalho (2,0-20,0
    μg.mL-1). Os estudos de citotoxicidade revelaram que a SIV em ME na concentração
    de 10 μM induziu a proliferação de fibroblastos normais, células 3T3. No entanto,
    mostrou atividade citotóxica in vitro contra as células HeLa, com razão de inibição
    dose e tempo dependente, e em maior proporção, quando a SIV estava incorporada
    na ME. Portanto, a SIV-ME mostrou potencial como sistema terapêutico promissor
    para a aplicação no que se refere aos efeitos pleiotrópicos das estatinas.

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  • EDILENE GADELHA DE OLIVEIRA
  • MICROPARTÍCULAS DE POLI (ÁCIDO LÁCTICO)/POLOXÂMERO OBTIDAS POR SPRAY DRYING PARA LIBERAÇÃO MODIFICADA DE METOTREXATO

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 20/12/2013
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  • Novos sistemas de liberação de fármacos vêm sendo utilizados para aumentar a eficácia de quimioterápicos devido à possível resistência de células cancerígenas. As micropartículas de poli (ácido láctico) (PLA) constituem uma alternativa para diminuir a toxicidade e prolongar a liberação do metotrexato (MTX). Além disso, o uso de blendas poliméricas PLA-poloxâmeros pode melhorar o perfil de liberação do fármaco devido a mudanças nas interações das partículas com superfícies biológicas. O objetivo do estudo foi desenvolver micropartículas biodegradáveis de MTX produzidas por spray drying e avaliar interações PLA-Pluronic® (PLA-PLU) para modular a liberação do fármaco, utilizando diferentes tipos de Pluronic® (PLUF127 e PLUF68). As variáveis de composição incluíram razões fármaco:polímero (1:10; 1:4,5; 1:3) e polímero:copolímero (25:75, 50:50, 75:25). A reprodutibilidade e a eficácia do método de produção foram confirmadas pela alta eficiência de incorporação dos sistemas (75,0-101,3%). As micropartículas de MTX/PLA apresentaram-se esféricas com superfície aparentemente lisa. Este formato mostrou-se dependente da razão polímero:copolímero nas partículas contendo blendas. A análise térmica e a difração de raios-X sugerem que há dispersão do fármaco por toda a matriz, enquanto que a miscibilidade entre os componentes foi dependente da razão polímero:copolímero. Nenhuma ligação química entre o fármaco e o polímero foi identificada pela análise de FTIR. As micropartículas de PLA contendo MTX apresentaram perfil de liberação prolongada com um prevalente modelo cinético de Korsmeyer-Peppas. O PLU acelerou a taxa de liberação do fármaco devido a sua possível saída da matriz polimérica. Por outro lado, estudos de liberação do fármaco realizados em cultura de células demonstraram que o PLU modula a taxa de MTX liberado a partir de micropartículas contendo blendas. Este efeito foi confirmado pela citotoxicidade dos sistemas estudados, de acordo com a quantidade de fármaco liberado em função do tempo. Portanto, o uso de PLU foi capaz de melhorar o perfil de liberação de micropartículas de PLA contendo MTX, o qual pode ser utilizado como carreador para modular a liberação do fármaco com potencial aplicação in vivo.

2012
Dissertações
1
  • GUSTAVO HENRIQUE DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • ESTUDO DE NOVAS MUTAÇÔES E POLIMORFISMOS NOS GENES TGFα E TCN2 EM PACIENTES COM FENDAS ORAIS

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 26/01/2012
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  • Introdução: As fendas orais são malformações caracterizadas pela formação incompleta das estruturas que separam a cavidade nasal e oral. Sabe-se que vários fatores ambientais e genéticos estão envolvidos em sua etiologia, dentre esses as exposições ambientais maternas tabagismo, etilismo, histórico familiar e os genes candidatos TGFα e TCN2. Causuística e Métodos: Foram arrolados na pesquisa 640 indivíduos, dos quais 145 são pacientes com fendas orais e suas respectivas mães selecionados no Programa de Atendimento ao Paciente Fissurado do Hospital de Pediatria Prof. Heriberto Ferreira Bezerra (HOSPED) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O Grupo Controle selecionado constituiu-se de 175 crianças saudáveis com suas respectivas mães, sem histórico familiar de fendas orais. Todos os indivíduos foram submetidos a coleta de sangue para extração de DNA, dosagens bioquímicas (ALT, AST, Glicose, ácido fólico, B12 e homocisteína) e análises hematológicas. Além de responderem ao questionário com informações socioeconômicas, hábitos de vida (atividade física, etilismo, tabagismo e uso de medicamentos) e histórico familiar, dados que foram analisados estatisticamente. Para a pesquisa de novas variantes, no gene TGFa, foi aplicada a técnica High Resolution Melt Curve (HRM) e para genotipagem de SNP no TCN2 foi usado um ensaio pré desenhado (TaqMan®) empregando técnica de discriminação alélica, ambos pela PCR em Tempo Real Real (ABI Prism 7500 Fast – Real Time. O sequenciamento foi realizado em parceria com o Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH – USP; ABI 3730 DNA Analyser - Applied Biosystems - Foster City, CA, USA) para confirmação das variantes. Resultados e Conclusão: Observarmos que a maioria dos pacientes eram portadores de fenda lábio-palatina (55,8%), seguida da fenda palatina isolada (24,2%) e da fenda labial (20%). Em relação ao sexo, 62% dos pacientes eram do sexo masculino e 48% do sexo feminino e, após subdivisão do tipo de fenda de acordo com o sexo constatou-se uma prevalência do sexo masculino nas fendas do tipo lábio-palatina (69%) e labial (69,2%) e no caso das fendas palatinas isoladas houve uma predominância do gênero feminino (59%). A concentração sérica reduzida de ácido fólico e o etilismo materno foram identificados como fatores de risco associados ao desenvolvimento das fendas orais. Observou-se que a concentração média de ácido fólico sérico no grupo das mães de pacientes fissurados foi significativamente superior (13,8±2,4ng/mL) quando comparada com o grupo das mães dos indivíduos controles (18,8±3,4ng/mL), o que também foi observado para o grupo dos pacientes fissurados em relação quando comparado aos filhos controles, a dosagem de ácido fólico apresentou diferença significante com valores de 15,6±0,6(ng/mL) e 17,9±0,6(ng/mL). Para as dosagens bioquímicas de glicose, AST, ALT e creatinina não foram observadas diferenças estatísticas, assim como não foi observado para os parâmetros hematológicos realizados. O etilismo materno foi identificado como um importante fator de risco na etiologia das fendas orais. Na pesquisa de novas variantes, no gene TGFa, foi aplicada a técnica (HRM) para as regiões intron 5, exon 6 e 3’UTR do referido gene, onde identificamos e caracterizamos cinco polimorfimos: rs11466267 (intron 5); rs2166975 (exon 6); rs3771523, rs1058213, rs538118 (3’UTR) e uma nova mutação na região 3’UTR, todas as variantes foram confirmadas pelo sequenciamento.Outra abordagem envolve a discriminação alélica do polimorfismo G776C (rs1801198) da Transcobalamina II (TCN2). Os resultados obtidos não mostram relevância estatística dos polimorfismos estudados e a etiologia das fendas orais. No entanto, o HRM apresentou-se como uma técnica eficiente, rápida e baixo custo para a pesquisa de novas mutações e genotipagem. O presente possui uma abordagem inédita que envolve a metodologia HRM, TGFa e pacientes com fenda orais. Além disso, também é o primeiro estudo dos genes TGFa e TCN2 em pacientes com fendas orais no Rio Grande do Norte.

2
  • LAYANY CAROLYNY DA SILVA MOURAO
  • OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO BINÁRIOS E TERNÁRIOS DE PRAZIQUANTEL

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 06/02/2012
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  • Ciclodextrinas são polissacarídeos cíclicos com uma cavidade interna hidrofóbica e superfície externa hidrofílica. Em soluções aquosas, são capazes de formar complexos de inclusão com vários fármacos hidrofóbicos, tomando a parte lipofílica das moléculas para dentro da sua cavidade. O presente trabalho tem por objetivo desenvolver e caracterizar complexos de inclusão entre β–ciclodextrina (β–CD) e praziquantel (PZQ), um anti-helmíntico de baixa solubilidade aquosa empregado no tratamento da esquistossomose, na ausência ou presença de hidroxipropilmetilcelulose. Foi feito o desenvolvimento e a validação da metodologia espectrofotométrica UV–vis para doseamento do fármaco nos sistemas obtidos. A técnica de solubilidade de fases foi empregada para investigar as interações entre o PZQ e os excipientes em solução aquosa. Preparações sólidas do tipo PZQ:β–CD e PZQ:β–CD:HPMC foram obtidas por malaxagem e liofilização e caracterizadas por calorimetria exploratória diferencial (DSC), análise termogravimétrica (TG) combinada à análise térmica diferencial (DTA), espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FT- IR), difração de raios–X (DRX) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). O perfil de dissolução dos sistemas também foi determinado. O método desenvolvido e validado para quantificação do praziquantel nos sistemas obtidos demonstrou ser simples, rápido, linear, seletivo, preciso, exato, robusto e reprodutível. Os diagramas de solubilidade evidenciaram um aumento de solubilidade de 4 vezes para os complexos PZQ:β–CD, 5 vezes para os sistemas PZQ:β–CD:HPMC e cerca de 9 vezes para os complexos PZQ:β–CD:HPMC com aquecimento. A caracterização físico–química das preparações reforçou a possibilidade de formação de complexos de inclusão entre as espécies envolvidas. A malaxagem e a liofilização forneceram grau significativo de amorfização dos sistemas e sugerem a formação de complexos de inclusão binários (PZQ:β-CD) e ternários (PZQ:β-CD:HPMC). As preparações binárias e ternárias obtidas por malaxagem e liofilização apresentaram velocidade de dissolução superior quando comparadas à dissolução do PZQ puro, melhorando assim a solubilidade aquosa do fármaco em questão.

3
  • CAROLINA MORAES CABE FONTES
  • Determinação de parâmetros de qualidade para formas farmacêuticas homeopáticas

  • Orientador : CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
  • Data: 10/02/2012
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  • Todo medicamento, quer seja alopático ou homeopático, deve passar por rigoroso controle de qualidade, o qual deve ratificar as suas características ao longo de todo o período de validade. Durante o tempo de preparo e armazenamento, as soluções dos medicamentos estão em contato permanente com os materiais de embalagem que podem liberar substâncias indesejáveis para a solução. Vários fatores podem influenciar a liberação de materiais da embalagem, e planejamento fatorial (FD) é uma ferramenta útil para analisar o fenômeno. O objetivo deste trabalho foi avaliar a cinética de cedência em misturas hidroalcoólicas a 30% e 70%, de materiais utilizados como acessórios para conta-gotas em preparações homeopáticas líquidas, bem como utilizar FD para avaliar os fatores que afetam a liberação desse material, além da avaliação da qualidade dos medicamentos homeopáticos sólidos (glóbulos). Para a preparação das soluções de referência, bulbos de borracha natural foram submetidos à extração exaustiva com duas soluções de etanol (30 e 70%), em banho de ultrassom durante 20 minutos a 25°C e 50°C, em três ciclos sucessivos de 24 horas. Os estudos de cedência foram efetuados num tempo de cinco dias, através de análise espectrofotométrica na região UV com λmáx em 312 nm e 323 nm para as amostras em etanol a 70% e 30%, respectivamente. Foram verificados valores de pH. Foram também realizados dois estudos de FD, onde no primeiro, as três variáveis de nível foram solvente (clorofórmio, etanol e n-hexano), massa de amostra (30, 60 e 90mg), a forma de amostra (grande disco, disco pequeno, a amostra em pó). No segundo estudo, as variáveis de nível solvente foram graduações etanólicas diferentes (EtOH 30%, 70% e P.A.). O percentual de cedência nas soluções foi de 5,5%, 12,4%, 24,2% e 41% do total estimado na solução de referência. Os valores das constantes de velocidade de cedência foram determinados na ordem de 0,0134 dia-1 e 0,0232 dia-1, em valores de absorbância, nas soluções em etanol a 30% e 70%, respectivamente. Esses resultados sugerem que a velocidade de cedência de materiais a partir da borracha é afetada tanto pela natureza do veículo como pela temperatura.

4
  • GABRIEL ARAÚJO DA SILVA
  • Avaliação da composição química, atividade antioxidante, antibacteriana, antinoceptiva, antiinflamatória e toxicidade do extrato metanólico e frações de folhas de Spondias sp. (Anacardiaceae)

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 23/02/2012
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  • Spondias sp. (Anacardiaceae), popularmente conhecida como cajá-umbu, é uma planta endêmica do Nordeste do Brasil, onde as suas folhas são largamente usadas na medicina popular no tratamento de processos inflamatórios, enquanto os seus frutos possuem grande potencial agro-industrial. O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades hepatoprotetora, antioxidante, antibacteriana, antinociceptiva, antiinflamatória, além da toxicidade aguda e 28 doses repetidas, usando um extrato metanólico (EMS), uma fração rica em flavonóides (FRF) e um precipitado obtidos de folhas de de Spondias sp. A atividade antioxidante dos mesmos foi avaliada para determinar a capacidade de sequestro do radical livre DPPH, enquanto que MES e e FRF foram utilizados para avaliar a capacidade hepatoprotetora em lesões induzidas por tetracloreto de carbono (CCl4). Sete grupos (n=5) de ratas Wistar foram usados como se segue: grupo de controle, grupo intoxicado com CCl4- tratado com EMS (500 mg/kg) durante 7 dias, três grupo intoxicado com CCl4 tratados com o FRF (25, 50 e 75 mg/kg) durante 7 dias e o grupo intoxicado com CCl4 tratado com Legalon® (silimarina, fitoterápico de referência). EMS e FRF apresentaram ação protetora contra o dano hepático induzido por CCl4, ao ser observada a redução significativa da atividade enzimática de marcadores séricos (alanina transaminase e aspartato transaminase). Além disto, a redução da peroxidação lipídica, o aumento do conteúdo de glutationa e da atividade enzimática do sistema de defesa de antioxidante (SOD, CAT, GPx), comparáveis aos valores normais, indicaram a capacidade de MES e FRF de restaurar o desequilíbrio oxidativo induzido por CCl4. A análise histological confirmou a hepatoproteção, em comparação às modificações degenerativas no grupo tratado com CCl4. Este efeito hepatoprotetor foi análogo ao mostrado pelo Legalon®. A alta capacidade de antioxidante in vitro do extrato (93.16 ±1.00 %) foi similar à obtida com Carduus marianus e BHT (padrões de referência), fato este que explica os resultados obtidos in vivo. Nenhuma atividade antibacteriana foi detectada, porém, EMS e FRF promoveram o efeito antinociceptivo induzido na segunda fase da injeção intraplantar de formalina, evidenciando a ação antiinflamatória; confirmado pelo modelo de peritonite induzida por carragenina. A avaliação da alodinia mecânica (CFA a 80%)  demonstrou o envolvimento da composição química de Spondias sp. na atividade anti-inflamatória em relação aos processos agudos. A exposição aguda e dose repetida durante 28 dias não produziram mudanças significativas nos parâmetros que avaliaram a toxicidade. Os resultados experimentais, revelaram que extratos de folhas de Spondias sp. possuem um potencial promissor na área farmacêutica e face à sua atoxicidade apresentam eficiência e segurança.

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  • ERIKA ALESSANDRA MELO COSTA
  • Suplementação de óleo de linhaça na inibição da peroxidação lipídica induzida pelo metotrexato: prevenção da mucosite intestinal

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 24/02/2012
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  • A mucosite, decorrente da inflamação intestinal, caracteriza-se clinicamente por sintomas como náuseas, dores abdominais, diarréia e atrofia das vilosidades intestinais. Uma das causas da mucosite é o tratamento quimioterápico do câncer. O metotrexato (MTX) é um fármaco quimioterápico utilizado para tratar linfomas, leucemias, sarcomas, porém pode provocar mucosite nos pacientes que fazem seu uso devido a sua ação análoga do ácido fólico. O MTX ocasiona uma fragilidade no organismo pela inibição da enzima NADPH, provocando um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). O presente estudo teve como objetivo avaliar se o pré-tratamento com óleo de linhaça é capaz de inibir a peroxidação lipídica aumentada na mucosite e avaliar o possível efeito protetor na mucosa intestinal de camundongos. A mucosite foi induzida com MTX na dose de 2,5mg/kg/dia subcutânea nos três últimos dias e a suplementação de óleo de linhaça (0,25mL/dia) foi administrado durante as 4 semanas de experimento. A peroxidação lipídica foi avaliada através da determinação do ácido malonildialdeido (MDA), do 4-hidroxialcano (4-HAE), e a inflamação intestinal pela análise histomorfométrica e patológica do intestino delgado. O Metotrexato induziu o aumento de ERO avaliado pela determinação de MDA e a indução da mucosite foi visualizada através da diminuição no comprimento das vilosidades e encurtamento na profundidade das criptas intestinais com desestruturação da arquitetura normal da mucosa e submucosa, bem como a presença de hiperplasia de células caliciformes e Paneth. O pré-tratamento com óleo de linhaça diminuiu significativamente o MDA e 4-HAE e promoveu a reestruturação das vilosidades e das criptas intestinais do intestino delgado. Conclui-se que o pré-tratamento com óleo de linhaça é capaz de prevenir o efeito indutor do MTX sobre a peroxidação lipídica em fígado de camundongos e na prevenção do comprimento das vilosidades no intestino delgado.

6
  • JAHAMUNNA ABRANTES ANDRADE BARBOSA
  • PREPARAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE COMPLEXOS MULTICOMPONENTES CONTENDO CICLODEXTRINAS COM METOTREXATO

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 24/02/2012
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  • O metotrexato (MTX) é um fármaco amplamente utilizado no tratamento da psoríase, mas o seu uso sistêmico ocasiona efeitos adversos. A administração cutânea do fármaco proporciona o aumento de sua biodisponibilidade na região da pele lesada. Para isso, é fundamental que o fármaco apresente boa solubilidade na forma não ionizada para garantir a permeação cutânea. O presente estudo teve como objetivo a obtenção de complexos de inclusão do MTX com a betaciclodextrina (-CD) e a associação com compostos hidrofílicos como a trietanolamina (TEA) e os polímeros polietilenoglicóis (PEG 1500, 4000 e 10000; Polaxamer 407,hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), polivinilpirrolidona (PVP) e álcool polivinílico (PVA) para a obtenção de complexos ternários. Os estudos de solubilidade foram realizados utilizando os diagramas de solubilidade de fases. A associação da B-CD levou a formação de complexos do tipo linear com estequiometria 1:1M, com uma constante de associação de Kc= 1179,8 M-1 e o aumento na solubilidade aquosa foi de cerca de 15 vezes. Dentre os complexos multicomponentes, os melhores resultados foram obtidos com o uso da TEA e PVP. Os complexos em fase sólida foram obtidos por liofilização. A caracterização físico química inclui a microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raios-X (DRX), infravermelho (IV), calorimetria exploratória diferencial (DSC), Termogavimetria (TG) análise quantitativa do fármaco e os ensaios de dissolução. Os resultados experimentais sugeriram a formação de complexos de inclusão nos quais o fármaco está disperso na forma amorfa. Os ensaios de dissolução comprovaram que tanto o complexo binário -CD:MTX quantos os complexos ternários contendo os polímeros hidrofílicos e a TEA levaram ao considerável aumento da velocidade de dissolução.

7
  • KAROLYNE DOS SANTOS SILVA
  • CONTROLE DE QUALIDADE DE MICROEMULSÕES: GUIA DE CARACTERIZAÇÃO E CONTROLE MICROBIOLÓGICO

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 24/02/2012
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  • A nanotecnologia tem proporcionado perspectivas com inúmeras vantagens frente às
    formulações já existentes. Estas vantagens facilitam o acesso as Ciências
    Farmacêuticas, criando oportunidades na área, gerando estudos de desenvolvimento,
    caracterização e aplicação de sistemas terapêuticos em escala nanométrica. Este
    desenvolvimento é muito importante no sentido de estabelecer alternativas
    terapêuticas mais eficazes, que possibilitem maior segurança e efeitos colaterais
    minimizados. Contudo, não se podem descartar os riscos de possível toxicidade ou
    ainda a incompatibilidade biológica de materiais utilizados nesses nanosistemas. As
    microemulsões (MEs) são formulações isotrópicas, fluidas, termodinamicamente
    estáveis e transparentes, formadas por um sistema composto por fases hidrofílicas e
    lipofílicas, estabilizadas por um conjunto de tensoativos. Com a inexistência de
    regulamentação para o Controle de Qualidade de nanosistemas, surge a necessidade
    de adaptar técnicas que atendam a esses critérios, através de análises laboratoriais,
    englobando os testes necessários durante as etapas de preparação, caracterização,
    estabilidade, liberação e citotoxidade. Com esta visão, o objetivo deste trabalho foi
    reunir informações que direcionem orientações para controle de qualidade de
    nanossistemas, especificamente sistemas microemulsionados, que venha suprir a
    carência de publicações oficiais destinadas à orientação técnico-científica deste tipo
    de sistema. Utilizando métodos de produção e caracterização (aspectos
    macroscópicos, determinações do pH, índice de refração, condutividade, análises de
    tamanho de partícula, potencial zeta, microscopia de luz polarizada e de transmissão
    eletrônica, diluição) sendo ainda realizados ensaios microbiológicos. A partir das
    técnicas escolhidas, foi possível produzir e caracterizar as MEs e classificá-las como
    interessantes formulações para incorporação de fármacos hidrofilicos e lipofilicos,
    realizar estudos estabilidade a fim de garatir uma maior segurança e eficácia da
    formulação e desenvolver e validar uma metodologia analítica para doseamento de
    farmaco, o qual foi escolhido Anfotericina B como farmaco modelo.

8
  • TAISSA MARIA MOURA DE OLIVEIRA
  • ANÁLISE DA FREQUÊNCIA ALÉLICA E DADOS ESTATÍSTICOS DE 15 LOCI STR NA POPULAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 24/02/2012
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  • As populações humanas apresentam um considerável número de loci polimórficos,
    cujo uso e aplicações vão desde a construção de mapas de ligação até estudos de
    evolução das populações, passando pela determinação de paternidade, medicina
    forense e migração. Atualmente, os STRs (Short Tandem Repeats) são
    considerados os marcadores de identificação humana por excelência, título em
    grande parte devido a sua abundância e elevada variabilidade, devido ao fato de
    serem facilmente amplificáveis por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase),
    funcionarem com baixas quantidades de DNA e serem passíveis de automação com
    processos envolvendo detecção por fluorescência. A formação de bancos de dados
    regionais, contendo as frequências alélicas da população de uma microrregião,
    fornece subsídios para aumentar a confiabilidade dos resultados de determinação de
    vínculo genético. Neste trabalho, visa-se a obtenção de um banco de dados das
    frequências alélicas de 15 loci polimórficos moleculares (D8S1179, D21S11,
    D7S820, CSF1PO, D19S433, vWA, TPOX, D18S51, D3S1358, TH01, D13S317,
    D16S539, D2S1338, D5S818 e FGA), em uma população classificada como nascida
    no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil, totalizando 1100 indivíduos não
    aparentados. Para avaliação das frequências, amostras de DNA foram submetidas à
    amplificação por PCR, seguida por eletroforese capilar em sequenciador genético.
    As frequências apuradas no presente estudo foram comparadas com as da
    população brasileira em geral e com as de outros estados do Brasil. Com exceção
    dos loci D21S11, D19S433 e D2S1338, os genótipos encontrados da população do
    RN mostram-se em Equilíbrio de Hardy-Weinberg, e sem grandes diferenças
    significativas entre as frequências encontradas nas populações estudadas. Os loci
    mais informativos foram D2S1338 e D18S51, enquanto que o locus menos
    informativo foi o TPOX.

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  • ALEIDA MARIA DA SILVA LIMA
  • Atividade Imunoestimulante da β- 1,3 Glucana em Candidíase Vulvovaginal Experimental

  • Orientador : VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
  • Data: 27/02/2012
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  • LIMA AMS. Atividade Imunoestimulante da β 1-3, Glucana em Candidíase Vulvovaginal Experimental. Mestrado (Imunologia). Laboratório de Imunologia Clínica da Universidade Federal do Rio grande do Norte, Natal, 2012. A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma doença inflamatória causada por leveduras patogênicas do gênero Candida, que podem apresentar diversas espécies, porém a Candida albicans é a responsável por cerca de 90% das infecções humanas. Estima-se que três quartos de todas as mulheres adultas no mundo serão acometidas por candidíase vulvovaginal, em alguma época de sua vida, sendo muitas vezes recorrente. Por isso a CVV é atualmente um relevante problema na saúde da mulher. As β-glucanas são polissacarídeos constituintes estruturais da parede celular de leveduras, fungos (Saccharomyces cerevisiae), alguns cereais, plantas e algas, que se diferenciam pelo tipo de ligação entre as unidades de glicose da cadeia principal e pelas ramificações que se conectam a essa cadeia, sendo essa estrutura um potente imunoestimulante, pois ao ser reconhecido pelo organismo desencadeia uma série de eventos na resposta imune. Existem diversos relatos que comprovam o efeito imunomodulatório em infecções de origem bacteriana, viral, fúngica e parasitária. Sabendo-se disso, o presente estudo avaliou se a β-glucana apresenta atividade imunomodulatória em camundongos com candidíase vulvovaginal sob influência do estrógeno. Os animais foram inoculados com C. albicans, por via vaginal, sendo a infecção confirmada dois dias após a inoculação. Quando confirmada a infecção, os animais foram tratados, no quarto e sétimo dia após a inoculação, com glucana, por via vaginal e por via intraperitoneal, sendo o grupo controle aqueles animais que receberam cloreto de sódio a 0,9%, por via intraperitoneal. A candidíase vulvovaginal foi avaliada através da contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) e da dosagem da citocina IFN-γ, no lavado vaginal dos camundongos. Os animais tratados com glucana intraperitoneal apresentaram um número menor de UFC, quando comparado com os animais controles, porém as diferenças não foram estatisticamente significantes. Além disso, foi observado que os animais tratados com glucana apresentaram maior quantidade de IFN-γ, quando comparado com o controle, no qual a citocina não foi detectada. Os dados sugerem que a glucana possa ter uma atividade importante na proteção contra a C. albicans.

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  • BEATRIZ PINHEIRO BEZERRA
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE MÉTODO ANALÍTICO PARA DETERMINAÇÃO DE TEOR DE ÁCIDO GÁLICO E CATEQUINA NO FITOTERÁPICO SANATIVO® POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA

  • Data: 27/02/2012
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  • O medicamento fitoterápico Sanativo® é produzido pelo Laboratório Pernambucano desde 1888 com indicações de cicatrizante e hemostático. Trata-se de um extrato fluido composto por Piptadenia colubrina, Schinus terebinthifolius, Cereus peruvianus e Physalis angulata. Dentre as plantas de sua composição, S. terebinthifolius e P. colubrina possuem em comum compostos fenólicos aos quais é atribuída a maior parte de seus efeitos farmacológicos. Os taninos, ácido gálico e catequina foram selecionados como marcadores para controle de qualidade quantitativo. O objetivo do presente trabalho foi o desenvolvimento e validação de método analítico por CLAE/UV/DAD para separação e quantificação simultânea de ácido gálico (ACG) e catequina (CQT) no fitoterápico Sanativo®. O sistema cromatográfico teve como fase estacionária, coluna RP C-18 (5 μm), sob a temperatura de 35 ºC, detecção em 270 e 210 nm. A fase móvel foi composta por ácido trifluoroacético 0,05 % e metanol nas proporções 88:12 (v/v), sob vazão de 1 ml/min. O método analítico desenvolvido apresentou um fator de retenção de 0,30 e 1,36, fator de cauda de 1,8 e 1,63, para ácido gálico e catequina, respectivamente, resolução de 18,2, além de pratos teóricos acima de 2000. O método atendeu os parâmetros de validação exigidos na Resolução RE nº 899, de 29 de maio de 2003, da ANVISA. O coeficiente de correlação da análise de regressão linear para ACG e CQT a partir da solução padrão foi de 0,9958 e 0,9973 e a partir do Sanativo® foi de 0,9973 e 0,9936, a matriz do fitoterápico não interfere no intervalo de 70 a 110%. Os limites de detecção e de quantificação para ACG e CTQ foram de 3,25 e 0,863, e 9,57 e 2,55 μg/mL, respectivamente. Os marcadores, ACG e CTQ, apresentaram reprodutibilidade (coeficientes de variação de 0,94 % e 2,36 %) e recuperação satisfatória (100,02 ± 1,11 % e 101,32 ± 1,36 %). O método ainda se caracterizou seletivo e robusto para quantificação de ACG e CQT no Sanativo® e foi considerado validado.

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  • DALIANA MARIA BERENICE DE O SOUZA
  • AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DAS MOLÉCULAS HLA DE CLASSE I NÃO CLÁSSICAS HLA-G E HLA-E EM AMOSTRAS CLÍNICAS DE PACIENTES ACOMETIDOS COM ÚLCERA E CARCINOMA GÁSTRICO

  • Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
  • Data: 27/02/2012
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  • A expressão do antígeno leucocitário humano G (HLA-G) e do antígeno leucocitário humano E (HLA-E) em processos fisiológicos e patológicos permanece pouco conhecida, acredita-se que essas moléculas desempenham papel fundamental no estabelecimento e manutenção da tolerância imunológica, inibindo as funções das células imunocompetentes. Na literatura internacional, até o momento, não há nenhum estudo publicado correlacionando Helicobacter pylori (H. pylori) com expressão de HLA-G e HLA-E. O presente trabalho tem como objetivo correlacionar à expressão dessas proteínas em biópsias gástricas de pacientes acometidos com H. pylori. Sessenta e quatro espécimes gástricas de pacientes acometidos com H. pylori foram avaliados para expressão de HLA-G e HLA-E. As amostras foram estratificadas de acordo com a presença de carcinoma ou de úlcera gástrica. Como controle foram analisados espécimes gástricas de pacientes sem H. pylori. Para detectar a expressão dessas moléculas, utilizou-se a técnica de imunohistoquímica com os anticorpos monoclonais anti-HLA-G e anti-HLA-E. Outros critérios como análise do infiltrado inflamatório (hematoxilina-eosina) e identificação do H. pylori (Giemsa) foram analisados. As moléculas de HLA-G e HLA-E foram detectadas em grande parte das amostras contendo úlcera e carcinoma gástrico. No grupo controle não foi detectada a presença de HLA-G e HLA-E, indicando que a bactéria H. pylori modula a expressão dessas moléculas no grupo dos pacientes que apresentaram úlcera ou carcinoma gástrico. A presença da bactéria H. pylori parece modular a expressão do HLA-G e do HLA-E, favorecendo assim a evolução da infecção, o que confere diferentes graus de lesão do epitélio gástrico desses pacientes.

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  • KARLA SAMARA ROCHA SOARES
  • APLICAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE QUITOSANA COM POTENCIAL DE ADJUVANTE NA PRODUÇÃO DE SORO CONTRA O VENENO DO ESCORPIÃO Tityus serrulatus

  • Orientador : MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
  • Data: 27/02/2012
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  • No Brasil, diversas espécies de escorpiões são conhecidas por provocar acidentes que podem levar ao óbito, sendo estas pertencentes principalmente ao gênero Tityus. O escorpião Tityus serrulatus é o principal responsável pelos casos de maior gravidade. Soros anti-escorpiônicos são produzidos rotineiramente por diversas instituições, e, apesar da sua eficácia, a ação depende da qualidade e da rapidez com que é iniciado o tratamento. Vários estudos têm sido desenvolvidos na busca de tecnologias adaptadas para encapsular e liberar proteínas nativas e/ou recombinantes capazes de induzir a produção de anticorpos. Neste contexto, a quitosana um copolímero que pode ser obtida a partir da desacetilação parcial da quitina ou em alguns microrganismos e por ser biocompatível e biodegradável tem sido amplamente utilizada para esta finalidade. O presente trabalho teve como objetivo a busca de um sistema de liberação a partir de nanopartículas de quitosana para peptídeos/proteínas do veneno do escorpião T. serrulatus, capaz de proporcionar um novo modelo de imunização em animais, com a finalidade para potencial obtenção de um soro policlonal inédito, anti-veneno de T. serrulatus. As nanopartículas de quitosana foram preparadas por gelificação iônica com tripolifosfato polianiônico (TPP). Após padronizar as concentrações de TPP e de quitosana, foi avaliado a eficiência de incorporação de Albumina Soro Bovina (BSA) e o veneno do escorpião, apresentaram tamanho de partícula compatível com a finalidade pretendida. As partículas apresentaram tamanho adequado em torno de 200nm. A reticulação foi comprovada por espectroscopia de absorção na região do infravermelho (IV). Após verificar a alta eficiência de encapsulação (EE) pelo método do ácido bicinconínico (BCA) de dosagem de proteína e a distribuição do tamanho de partículas, foi comprovado o sucesso da técnica e o potencial para aplicação in vivo das nanopartículas.

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  • YONARA MONIQUE DA COSTA OLIVEIRA
  • Avaliação do status antioxidante, expressão gênica e polimorfismos dos
    genes SOD1, SOD2 e GPx1 em crianças, adolescentes e adultos jovens
    com diabetes tipo 1

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 27/02/2012
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  • Estudos relatam que o mecanismo fisiopatológico das complicações do diabetes está
    associado ao aumento na produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) induzido pela
    hiperglicemia persistente e alterações na capacidade de defesa do sistema antioxidante.
    Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar alterações na capacidade de
    defesa do sistema antioxidante, através da avaliação do status antioxidante, expressão
    gênica e pesquisa de polimorfismos nos genes da GPx1, SOD1 e SOD2 de crianças,
    adolescentes e adultos jovens com DM1. Foram estudados 101 indivíduos com diabetes
    tipo 1 (DM1) e 106 indivíduos normoglicêmicos (NG) com idade entre 6 e 20 anos. Os
    indivíduos com DM1 foram avaliados como um grupo total e subdivididos de acordo com
    o controle glicêmico em DM1NC – diabético não-compensado e DM1C – diabéticos
    compensados. Para avaliar o controle glicêmico e metabólico foram realizadas as dosagens
    de glicose sérica, hemoglobina glicada, triglicerídeos, colesterol total e frações (HDL e
    LDL). A função renal foi avaliada pelas dosagens de ureia e creatinina séricas e a relação
    albumina/creatinina (RAC) urinária. Os parâmetros antioxidantes avaliados foram o
    conteúdo da glutationa reduzida (GSH) em sangue total e a atividade eritrocitária das
    enzimas glutationa peroxidase (GPx) e superóxido dismutase (SOD). Também foi avaliada
    a expressão gênica e a pesquisa dos polimorfismos dos genes GPx1 (rs1050450),
    SOD1(rs17881135) e SOD2 (rs4880) pela técnica da PCR em tempo real (Taqman®). A
    maioria dos indivíduos com DM1 (70,3%) apresentou controle glicêmico insatisfatório
    (hemoglobina glicada >8%). Em relação ao perfil lipídico, indivíduos com DM1
    apresentaram valores significativamente elevados de colesterol total (p<0,001) e LDL
    (p<0,000) em relação ao NG; para os triglicerídeos só o grupo DM1NC apresentou
    aumento significante em relação ao NG. Observou-se um aumento na uréia sérica e na
    RAC dos indivíduos com DM1 em relação ao NG. Nove dos indivíduos com DM1
    apresentaram microalbuminúria (RAC> 30 μg/mg). Houve uma diminuição no conteúdo
    de GSH (p=0,006) e aumento na atividade eritrocitária da GPx (p<0,001) e SOD (p<0,001)
    do grupo DM1 em relação ao NG. Não foi observado diferença significante na expressão
    de GPx1 (p=0,305), SOD1 (0,365) e SOD2 (0,385) entre NG e DM1. As freqüências
    genotípicas e alélicas dos polimorfismos estudados não mostraram diferença
    estatisticamente significante entre os grupos DM1 e NG. Porém o polimorfismo da GPx1
    mostrou influência na atividade eritrocitária da enzima, onde observou-se uma diminuição
    da atividade nos indivíduos com DM1 que possuíam a variante polimórfica T (p=0,012). Já
    para o polimorfismo Ala16Val da SOD2 observou-se uma elevação da RAC para aqueles
    indivíduos diabéticos que possuíam o alelo G (p<0,05). O conjunto dos dados sugere que o
    controle glicêmico parece ser o fator predominante para o surgimento de alterações no
    perfil lipídico, função renal e no sistema antioxidante, porém as presenças dos
    polimorfismos estudados possam em parte, contribuir para o aparecimento de
    complicações.

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  • KARINA MENDES MELCHUNA
  • Ação da β-1,3 glucana no sistema imune de camundongos com sepse por Candida albicans

  • Orientador : VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
  • Data: 28/02/2012
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  •  A frequência de candidíase invasiva causada por hifas tem aumentado nas unidades de terapia intensiva e apesar dos importantes avanços no desenvolvimento de agentes antifúngicos, a sepse por Candida ssp. tem uma inaceitável atribuição a mortalidade de 40-50% de pessoas. Existe a necessidade de se identificar novos agentes terapêutico que auxiliem no tratamento e prevenção dessa infecção. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar se a β-1,3 glucana particulada, um modificador da resposta biológica, extraído da levedura Saccharomices cerevisiae, exerce ação no sistema imunológico de camundongos BALB/c, com infecção disseminada por C. albicans. Foi avaliado a sobrevivência dos animais, quantificado unidades formadoras de colônia, dosado a citocina TNF e uréia sanguínea e realizado análise histopatológica dos rins. Os resultados mostraram que os animais infectados e tratados com glucana apresentaram uma maior sobrevida, uma menor quantidade de unidades formadoras de colônias nos rins e valores de uréia semelhantes aos dos animais não infectados. Assim, podemos concluir que a glucana foi eficaz em estimular o sistema imune dos camundongos na defesa contra infecção disseminada por C.albicans.

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  • MAGDA RHAYANNY ASSUNCAO FERREIRA
  • TRIAGEM ANTIFÚNGICA DE EXTRATOS OBTIDOS DE ESPÉCIES VEGETAIS DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Data: 28/02/2012
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  • O aumento na incidência de infecções por fungos, devido à resistência às drogas ou ao número de pacientes com alterações imunológicas, tais como AIDS, quimioterapia ou transplante de órgãos; tem feito a investigação de novas drogas antifúngicas necessária. As espécies da região Nordeste do Brasil podem se tornar uma importante fonte de moléculas naturais inovadoras. Para avaliar a atividade antifúngica de 10 plantas medicinais da região Nordeste do Brasil, tradicionalmente usadas como anti-infecciosos, 30 extratos brutos (EB) foram submetidos à teste in vitro contra quatro cepas padrão de Candida spp. Os EBs mais promissores dessas plantas foram avaliados frente a leveduras da cavidade bucal de pacientes transplantados renais e através de um fracionamento biomonitorado. Extratos das folhas de E. uniflora, cascas do caule de L. ferrea, e folhas de P. guajava mostraram atividade significativa contra as leveduras avaliadas, com valores MIC entre 15,62 e 62,5 μg/ml. E. uniflora também mostrou propriedades fungicida contra todas as leveduras, principalmente contra C. dubliniensis. Em pacientes com sistema imunológico comprometido, como os transplantados, a candidíase bucal manifesta-se principalmente devido à terapia imunossupressora, e a resistência aos antifúngicos convencionais. O EB de E. uniflora apresentou intervalo de valores CIM entre 1,95-1000 μg/ml, e menores valores de MIC50 e MIC90 foram observados contra C. não albicans. Devido ao melhor desempenho, o EB de E. uniflora foi eleito para realização do fracionamento biomonitorado. Assim, foi possível obter frações enriquecidas, as quais apresentaram boa capacidade inibitória, na faixa entre 0,48 a 500 μg/ml, frente às cepas ATCC de Candida spp. Também foi possível realizar experimentos para verificar a produção de biofilme de duas cepas de C. dubliniensis e ação dos extratos e frações sobre o mesmo. Com isso, observou-se um comportamento diferente entre a levedura ATCC e o isolado clínico. Além disso, extrato bruto, frações e subfrações de E. uniflora inibiram as células planctônicas impedindo de se agragarem ao biofilme. A caracterização química preliminar das frações obtidas revelou a presença de polifenóis (principalmente, flavonóides e taninos). Por fim, os resultados permitiram afirmar que entre as espécies vegetais estudadas, E. uniflora apresentou comportamento bastante promissor no que diz respeito a ação antifúngica, sendo necessário a continuação do estudo de purificação e elucidação estrutural dos compostos presentes, a fim de verificar se a ação antifúngica encontrada poderá ser atribuída a um composto específico ou depende de algum mecanismo sinérgico da mistura de polifenóis.

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  • KATARINA MELO CHAVES
  • Olanzapina versus risperidona. Uma comparação dos resultados clínicos e qualidade de vida na esquizofrenia

  • Data: 29/02/2012
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  • A esquizofrenia constitui o mais comum dos transtornos psiquiátricos graves, apresentando diferentes manifestações clínicas. A crescente entrada dos antipsicóticos da segunda geração, principalmente da olanzapina e risperidona, para o tratamento da esquizofrenia no Estado do Rio Grande do Norte/ Brasil, indicada para os pacientes portadores de esquizofrenia refratária ou para pacientes com efeitos adversos graves, suscitou uma investigação dos desfechos clínicos e qualidade de vida relacionada ao uso dos antipsicóticos atípicos. O estudo foi realizado com pacientes ambulatoriais do Hospital Dr. João Machado, Natal,RN,  Brasil. No primeiro estudo, comparou-se os resultados clínicos e econômicos associados ao uso olanzapina e a risperidona para o tratamento da esquizofrenia, com  286 pacientes,  com a risperidona mostrando uma importante redução de custos. Os indivíduos que fizeram uso da risperidona apresentaram uma maior freqüência de reinternações (5,69 + 14,4) do que pacientes que utilizaram a olanzapina (4,52 + 6,0 vezes) (p <0,48). Os efeitos adversos observados foram: ganho de peso (35,4% e 26,6% para olanzapina e risperidona, respectivamente), aumento do apetite (15,1% para olanzapina) e insônia (8,6% e 10,5% para olanzapina e risperidona, respectivamente). O segundo estudo, comparou os desfechos clínicos entre os diferentes antipsicóticos atípicos. Foram estudados 334 pacientes. O antipsicótico prescrito com maior freqüência foi a olanzapina (53,2%). A maior parte dos indivíduos foi do sexo masculino (57,1%), solteiros (74,2%), e com ensino fundamental (72,3%). Os usuários de quetiapina e ziprasidona,fizeram uso de outro antipsicóticos atípico anteriormente (p<0,001). O efeito adverso mais comum para olanzapina foi ganho de peso (104 pacientes) e aumento de apetite (43 pacientes). Para a risperidona, foi ganho de peso (38 pacientes), insônia (15 pacientes) e ansiedade (15 pacientes). O terceiro estudo teve como objetivo comparar a Qualidade de Vida (QLS-BR) e os efeitos adversos (UKU) dos pacientes diagnosticados com esquizofrenia tratados com o antipsicóticos atípicos olanzapina ou risperidona. Foram utilizados n=115 pacientes. Ambos os farmacos causaram um prejuízo na qualidade de vida dos pacientes. A risperidona demonstrou efeitos adversos: psíquicos, neurológicos, autonômicos e sintomas relacionados à hiperprolactinemia. O quarto estudo, verificou as alterações antropométricas e bioquímicas para usuários dos antipsicóticos de segunda geração: olanzapina e risperidona, com n=32 pacientes, sendo 16 usuários de olanzapina e 16 de risperidona. Os resultados mostraram que para os homens, os níveis de colesterol total foram significativamente maiores para usuários da olanzapina (p=0,0043). Em relação ao grupo masculino da olanzapina, o peso teve relação direta com os níveis de triglicerídeos (r= 0,75, p= 0,0058). No grupo feminino da risperidona, o peso está diretamente correlacionado com a glicemia de jejum (r= 0,80, p= 0,0159). Na correlação entre circunferência abdominal e glicose de jejum foi obtido resultado significativo no grupo das mulheres em uso de risperidona (r= 0,77, p= 0,0240). Neste estudo as alterações antropométricas e bioquímicas encontradas para os homens, foram os níveis de colesterol total aumentados entre aqueles usuários de olanzapina e uma relação positiva entre ganho de peso com o aumento dos níveis de triglicerídeos. Para as mulheres em uso da risperidona, o peso e a circunferência abdominal está positivamente relacionado com hiperglicemia de jejum. Conclui-se que existe a necessidade de um acompanhamento e avaliação longitudinal dos pacientes usuários de antipsicóticos com finalidade de descrição e avaliação tanto dos efeitos adversos, quanto da qualidade de vida.

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  • SARALY DOS SANTOS SOUZA
  • FARMACÊUTICOS E SUAS ATIVIDADES EM FARMÁCIAS COMUNITÁRIAS: uma análise de perfil

  • Orientador : MARIA CLEIDE RIBEIRO DANTAS DE CARVALHO
  • Data: 29/02/2012
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  • O objetivo do presente estudo foi conhecer com mais profundidade o farmacêutico responsável técnico por farmácias comunitárias da cidade de Natal/RN, caracterizando elementos pessoais, percepção do seu papel e da atenção farmacêutica realizada, níveis de satisfação profissional, tipo de serviços prestados e qualidade destes em âmbito humano e estrutural. Para tanto, foi aplicado um questionário contendo perguntas abertas e fechadas, durante o período de setembro de 2010 a setembro de 2011. As respostas foram convertidas em dados analisados estatisticamente. Os resultados mostraram que os pontos positivos e negativos em relação ao perfil do farmacêutico e suas atividades nas farmácias comunitárias de Natal/RN não são muitos diferentes em relação a outras capitais do país. Os aspectos mais relevantes foram: em 51% dos estabelecimentos visitados o farmacêutico estava ausente; 46% não possuem pós-graduação, dos que a fazem ou a concluíram, 33% são na área das Análises Clínicas; 56% trabalham 08h/dia e 64% afirmam que esta carga horária influencia no seu desempenho; 83% recebem como salário, o piso farmacêutico referente ao estado do Rio Grande do Norte; 44% estão insatisfeitos quanto ao salário, sendo esta a maior dificuldade citada; 78% afirmam serem sempre procurados pelos usuários sendo a receptividade destes considerada boa (52%). As atividades de maior satisfação são aquelas ligadas à atenção farmacêutica e as de menor, as administrativas. Quanto às atitudes e percepções, o escore mais negativo foi para a pergunta ‘se o farmacêutico se sente trabalhando em equipe com o médico’, em que 59% responderam ‘nunca’. 49% relataram estarem “aptos” a tirarem as dúvidas dos usuários; 39% encontram-se ‘insatisfeitos’ em relação à estrutura da farmácia para o exercício da atenção farmacêutica. São necessárias ações sobre os entraves ao exercício da profissão farmacêutica focando na solução e minimização dos pontos negativos e estímulo aos positivos. A união e mobilização da classe e das entidades relacionadas são imprescindíveis para que isto ocorra.

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  • TAYNE ANDERSON CORTEZ DANTAS
  • A PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS VOLTADOS À CLÍNICA OBSTÉTRICA E/OU GINECOLÓGICA E SUA INFLUÊNCIA SOBRE A PRESCRIÇÃO

  • Orientador : MARIA CLEIDE RIBEIRO DANTAS DE CARVALHO
  • Data: 30/03/2012
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  • INTRODUÇÃO: A propaganda de medicamentos estimula a automedicação e o uso irracional de medicamentos, principalmente quando passa a interferir na prescrição médica. A monitoração da propaganda, assim como a observação da sua influência sobre os profissionais de saúde, torna-se necessária frente a esse eminente problema de saúde pública. OBJETIVO: Analisar propagandas de medicamentos dirigidas a médicos ginecologistas e/ou obstetras frente à legislação vigente assim como sua influência sobre a prescrição. METODOLOGIA: A amostra foi composta por propagandas de medicamentos divulgadas aos médicos ginecologistas e/ou obstetras e foi analisada de acordo com a RDC96/2008. Para a avaliação da influência da propaganda sobre a prescrição, foi aplicado um questionário aos médicos ginecologistas e/ou obstetras e avaliadas prescrições de uma maternidade pública. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Das propagandas analisadas, 48% cumpriram na íntegra a legislação vigente e 52% das propagandas analisadas obedecem a RDC nº 96/2008 na maioria dos itens avaliados. Os médicos entrevistados mantêm a prática de receber a visita de propagandista, inclusive no serviço público, recebem brindes oferecidos pela indústria e acreditam que a propaganda de medicamentos tenta influenciar a prescrição. Muitos utilizam o material fornecido pelo propagandista como fonte para sua prescrição, embora tenham uma visão crítica perante o mesmo. A utilização de nome comercial/marca na prescrição é uma prática comum entre os médicos entrevistados, inclusive no serviço público, o que sugere uma influência da propaganda de medicamentos sobre a prescrição.

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  • ANNE CAROLINE DE OLIVEIRA COSTA
  • CARACTERIZAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DE MARCADORES QUÍMICOS DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DAS FOLHAS DE Kalanchoe brasiliensis Cambess

  • Data: 05/06/2012
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  • Kalanchoe brasiliensis Cambess (Crassulaceae), conhecida popularmente como saião, coirama branca e folha grossa, é originária do Brasil e comumente encontrada de São Paulo até a Bahia, principalmente na zona litorânea. Em relação aos estudos de avaliação de atividades biológicas, a grande maioria são estudos pré-clínicos que avaliaram o efeito anti-inflamatório de extratos obtidos a partir folhas e/ou partes áreas de K. brasiliensis. Quanto à constituição química, há relatos principalmente da presença de flavonoides nas folhas da espécie.. Embora seja uma espécie utilizada amplamente na medicina tradicional no Brasil, não há monografia que especifique os parâmetros de qualidade da droga vegetal. Dentro deste contexto, o presente trabalho tem como objetivo caracterizar e a quantificar os marcadores químicos do extrato hidroetanólico (EH) das folhas de K. brasiliensis, que possam ser utilizados no controle de qualidade de derivados obtidos a partir dessa espécie. A metodologia do estudo foi dividida em duas partes: i. Estudo fitoquímico: fracionamento, isolamento e caracterização de marcador(es) químico(s) do extrato hidroetanólico das folhas de K. brasiliensis; ii.Desenvolvimento e validação de metodologia analítica por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) para quantificar (o)s marcador(es) químico(s) do EH. i. O EH 50% foi obtido pelo método de turboextração. Em seguida foi submetido a uma partição líquido-líquido, obtendo-se as frações diclorometano, n-butanol e acetato de etila (FAcOEt). A fração acetato de etila foi selecionada para dar continuidade ao fracionamento, por apresentar um perfil químico rico em flavonoides. A FAcOEt foi submetida a colunas cromatográficas, utilizando diferentes sistemas, para obtenção do composto Kb1. ii. Para a análise quantitativa, o EH foi analisado por CLAE, utilizando diferentes métodos. Após selecionado o método mais adequado, que apresentou picos simétricos e resolução satisfatória, foi realizada a validação segundo parâmetros da RE No 899/2003. Como resultados, foi obtido a partir da fração acetato de etila o composto Kb1 (2,7mg). Até o momento, foi caracterizado o núcleo básico flavonoídico por análise por UV utilizando reagentes de deslocamento. O composto Kb1 foi identificado como um flavonol, com hidroxilas em 3’, 4’ (anel B) e 5 e 7 livres (anel A), além de uma hidroxila substituída em C3. Como foi utilizado CLAE acoplada a um detector de arranjo de diodos, foi possível observar que o espectro UV dos picos majoritários do EH de K. brasiliensis apresentam espectros de UV similares. De acordo com pesquisa na literatura, já foi descrita a presença de derivados glicosilados da patuletina nas folhas dessa espécie. Portanto, sugere-se que Kb1 seja um derivado glicosilado na posição C-3 da patuletina. Quanto ao desenvolvimento analítico por CLAE, o sistema utilizado é constituído de fase A: água:ácido fórmico (99,7:0,3, v/v) e fase B: metanol:ácido fórmico (99,7:0,3, v/v) em eluição gradiente de 40%B - 58%B em 50 minutos, coluna cromatográfica (Hichrom) C18 (250x4,0mm, 5μm), fluxo 0,8 mL/min, detecção em UV 370 nm, temperatura 25oC. Por meio de co-injeção do padrão + extrato foi observado que Kb1 trata-se de um dos compostos majoritários, com tempo de retenção de 12,47 minutos e apresentou um teor de 15,3% no EH de K. brasiliensis O método apresentou-se linear, preciso, exato e reprodutível. De acordo com os resultados obtidos, foi observado que Kb1 pode ser utilizado como marcador químico do EH das folhas de K. brasiliensis, para auxiliar no controle de qualidade da droga vegetal e derivados obtidos a partir da espécie.

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  • CLELIO DIOGO SOARES
  • ESTUDO DA EXPRESSÃO DOS GENES DO METABOLISMO DO ÁCIDO FÓLICO E ASSOCIAÇÃO COM O DESENVOLVIMENTO DE FENDAS ORAIS

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 30/08/2012
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  • Introdução: Há evidencias consideráveis sugerindo que genes relacionados ao metabolismo do folato possuem um papel importante na etiologia das fendas orofaciais. A expressão de genes que possam estar ligados às fendas orais requer a presença de apropriadas causas ambientais em combinação com fatores genéticos que culminam com a falha na fusão dos processos faciais. Objetivo: Avaliar a associação da diferença de expressão gênica, como também a presença de polimorfismos dos genes da via de metabolismo do acido fólico - MTHFR, MTR, RFC1, MTRR, com a ocorrência das fendas orais. Metodologia: Foram estudados 50 filhos casos e suas respectivas mães, e 50 indivíduos controles e suas respectivas mães. Inicialmente foram realizadas as análises bioquímicas (Glicose, ALT, AST, Creatinina, Folato, Vitamina B12, Homocisteína), hematológicas (hemoglobina, hematócrito, contagem de hemácias, os índices hematológicos, VCM, HCM e CHCM) e estudo de suas características clínicas. Para a realização do estudo de expressão gênica foi extraído o RNA total a partir das células do sangue periférico, o qual foi quantificado e analisado quanto a sua pureza e integridade e encaminhado para a obtenção do cDNA a ser utilizado para o estudo de expressão utilizando ensaios pré-desenhados. Finalmente foi avaliada a influência de determinados genótipos (MTRR A66G; MTHFR C677T; MTHFR A1298C; MTR A2756G; RFC1 A80G) sobre a expressão de RNAm dos respectivos genes estudados. A análise estatística dos dados foi realizada considerando o nível de significância de 95% (P<0,050) Resultados: Foi evidenciada a presença do consumo de álcool como fator de risco significativo presente para as mães caso (P=0,001). Em relação as dosagens bioquímicas não foram observadas diferenças significativas entre os pacientes e respectivos controles os quais apresentaram valores de AST, ALT e creatinina dentro dos valores de referência. A dosagem de ácido fólico apresentou-se reduzida significativamente para o grupo dos filhos caso (P=0,010) e para suas mães (P=0,001). Na análise hematólogica não foram observadas alterações em nenhum dos parâmetros avaliados como hemoglobina, hematócrito, contagem de hemácias, os índices hematológicos, VCM, HCM e CHCM dentre os grupos avaliados. A avaliação da expressão gênica para o grupo das mães caso mostrou uma redução significativa na expressão do RNAm em todos os genes avaliados: para o gene da metionina sintase (MTR, p=0,008), da metionina sintase redutase (MTRR, p=0,015), do RFC1 (P=0,004) e da MTHFR (P=0,017) comparados com o grupo de mães controle. No grupo de filhos fissurados, houve uma redução significativa na expressão do RNAm para os genes da metionina sintase (MTR, p=0,010) e da metionina sintase redutase (MTRR, p=0,034). Para a análise da influencia dos genótipos na expressão observou-se que o genótipo recessivo (CC) para o polimorfismo A1298C do gene MTHFR poderia estar associada a uma redução da expressão de seu RNAm. Conclusão: O uso do álcool foi relatado como fator de risco significante para as mães dos filhos caso. Filhos caso e suas mães possuem redução da concentração de folato. Há uma redução significativa da expressão de RNAm das enzimas MTHFR, MTR e MTRR e do RFC1 para as mães caso e das enzimas MTR e MTRR PARA os seus filhos com fendas orais, associada a redução de ácido fólico e uso de álcool pelas mães, sugere que esses indivíduos apresentam a influencia de fatores genéticos e de fatores ambientais no surgimento de malformações congênitas como as fendas orais.

2011
Dissertações
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  • IRIS UCELLA DE MEDEIROS
  • IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ATIVOS PRESENTES NO EXTRATO ETANÓLICO DO Cereus jamacaru E AVALIAÇÃO EM RATOS DOS POSSÍVEIS EFEITOS TÓXICOS E/OU COMPORTAMENTAIS DA EXPOSIÇÃO PROLONGADA.

  • Orientador : ALINE SCHWARZ
  • Data: 18/02/2011
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  • O cacto Cereus jamacaru Mill. (Cactaceae) é uma espécie típica da vegetação da caatinga. Segundo a literatura, um estudo identificou em seu lenho os alcalóides tiramina e 2-hidroxifeniletilamina. Sabe-se que esses compostos ativos podem atuar no sistema nervoso central, mimetizando a ação da dopamina. Como essa espécie vegetal é bastante utilizada na medicina popular, e não há na literatura científica nenhuma informação sobre os seus efeitos em espécies animais, maiores estudos são relevantes e necessários. Assim, no presente trabalho, considerando a presença desses alcalóides feniletilamínicos, foram investigados os efeitos tóxicos e/ou comportamentais de um extrato etanólico obtido do lenho de C. jamacaru nas doses de 14 g/kg/dia e 28 g/kg/dia, em ratos. Os animais foram tratados durante trinta dias, por gavagem, quando então foram submetidos a testes para avaliação da atividade geral (campo aberto), aprendizado e memória (labirinto em cruz elevado modificado), estereotipia induzida pelo femproporex e catatonia induzida pelo haloperidol. Além disso, os parâmetros de toxicidade - ganho de peso, consumo de ração e ingestão hídrica - foram analisados. Os resultados mostraram reduzido consumo de ração e ingestão hídrica pelos ratos machos experimentais, com conseqüente diminuição do ganho de peso; maior consumo de ração e ingestão hídrica pelas ratas fêmeas experimentais, sem alterações no ganho de peso. No campo aberto, tanto os machos como as fêmeas experimentais, apresentaram atividade geral diminuída em relação ao grupo controle. No labirinto em cruz elevado modificado observou-se uma tendência (dados não significantes estatisticamente) de melhor memória e/ou aprendizado nos grupos experimentais de machos e fêmeas em relação aos animais controle. No teste da catatonia, os machos experimentais do grupo que receberam 14 g/kg/dia foram mais resistentes à ação do haloperidol, mostrando-se menos catatônicos que os demais grupos. Nenhuma alteração foi observada nas fêmeas experimentais. Não foi observada alteração alguma no comportamento estereotipado dos animais experimentais machos e fêmeas. Estes resultados parciais sugerem que a exposição de ratos ao extrato etanólico de C. jamacaru produz efeitos tóxicos e afeta os parâmetros comportamentais avaliados de maneiras diferentes nos ratos machos e fêmeas. Possível proteção estrogênica e/ou diferenças na ação de enzimas biotransformadoras podem explicar tais resultados.

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  • PAULA CRISTINA SILVEIRA DIAS
  • Avaliação do status de zinco e da expressão gênica de metalotioneínas em
    pacientes com aterosclerose tratados com rosuvastatina

  • Orientador : LUCIA DE FATIMA CAMPOS PEDROSA
  • Data: 22/02/2011
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  • O estudo teve como objetivo avaliar o status de zinco por meio da ingestão dietética, zinco no
    plasma e nos eritrócitos e a expressão gênica das metalotioneínas em pacientes com
    aterosclerose em uso de rosuvastatina. A pesquisa envolveu 27 pacientes adultos e idosos de
    ambos os sexos com aterosclerose que foram tratados com rosuvastatina (10mg/dia) durante 4
    meses. Foi realizada a dosagem do perfil lipídico, glicemia, AST e ALT, proteína C reativa
    ultrasensível (PCRus), zinco plasmático e eritrocitário e expressão gênica das metalotioneínas
    1 e 2. Realizou-se a avaliação do índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal
    (CA), além da análise do consumo alimentar dos pacientes. A maioria dos pacientes avaliados
    apresentou sobrepeso, tanto antes como após o tratamento, sem diferença significativa entre
    os tempos do estudo. Identificou-se que a CA foi reduzida significativamente no grupo
    (p<0,05) após a intervenção. A maioria dos pacientes tinha ingestão abaixo da recomendação
    de calorias e fibras e acima do recomendado de proteínas. As gorduras mono e poliinsaturadas
    foram adequadas para a maioria dos pacientes, no entanto, a gordura saturada e colesterol
    foram consumidos em excesso por grande parte dos indivíduos. O consumo de zinco foi
    inadequado, constatando-se 100% de inadequação no sexo masculino e 84% no feminino.
    Após o tratamento com a rosuvastatina houve redução significativa do colesterol total (CT) e
    LDL-c (p<0,01) e não foram observadas alterações no HDL-c e triacilglicérides. Foi
    verificada também a redução da glicemia (p<0,05) e da PCRus (p<0,01). As análises não
    demonstraram diferenças significativas nas concentrações de zinco no plasma nem nos
    eritrócitos antes e após o tratamento com rosuvastatina. Houve, após o tratamento, redução
    do gene MT1F (p<0,05) sem, no entanto, ocorrer alteração significativa do gene MT2A. O
    tratamento com rosuvastatina foi efetivo na redução do CT e LDL-c, bem como promoveu a
    redução do marcador inflamatório PCRus. O zinco no plasma e nos eritrócitos não foi alterado
    pelo uso da medicamento e houve uma redução do gene MT1F, possivelmente em função da
    redução da inflamação. A maioria dos pacientes apresentou consumo inadequado de zinco e
    esta inadequação não teve relação com os parâmetros do mineral no plasma ou nos eritrócitos
    nem com a expressão gênica das metalotioneínas

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  • LEONARDO MEDEIROS DE QUADROS BARBOSA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO ÓLEO DE RÃ-TOURO (Rana catesbeiana)

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 24/02/2011
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  • O óleo de rã-touro (Rana catesbeiana) é conhecido popularmente por suas várias
    atividades farmacológicas, dentre elas, anti-inflamatória. Entretanto, não existem
    estudos realizados in vivo para confirmar essas atividades, sendo o óleo utilizado
    apenas empiricamente. O objetivo desse estudo foi avaliar a possível atividade
    anti-inflamatória do óleo in vivo. Foram utilizados 25 ratos da espécie Rattus
    novergicus var. Wistar, machos, adultos, pesando entre 200 e 250 g, divididos em
    5 grupos (n=5). Cada animal ficou em jejum por 2 horas, então recebeu por
    gavagem solução de acordo com o grupo: o controle negativo recebeu 2 mL de
    solução salina, o controle positivo recebeu solução de indometacina 10 mg/kg e
    os experimentais receberam óleo de rã nas concentrações de 50 mg/kg, 100
    mg/kg e 200 mg/kg. Após uma hora, foi induzida a inflamação, pela injeção
    intraplantar de 1 mL de suspensão de carragenina 1% na pata anterior direita de
    todos os animais de todos os grupos, sendo o controle realizado pela injeção de 1
    mL de solução salina na pata esquerda. O diâmetro de cada pata foi medido,
    utilizando um paquímetro, no momento da injeção, e 1h, 2h, 3h e 4h após a
    mesma. Na quarta hora, o animal foi sacrificado e amostras de ambas as patas,
    além de fígado e baço foram retiradas para analise histopatológica. Os resultados
    mostraram que as três concentrações de óleo de rã diminuíram o edema, quando
    comparados ao controle negativo (p<0,05), mas que a diferença entre eles e o
    controle com indometacina e entre eles mesmos não foi significativa (P<0,05), o
    que leva a concluir que as três doses inibiram na mesma intensidade que a
    indometacina. O resultado do histopatológico confirmou os resultados estatísticos,
    através de achados apenas nas patas inflamadas do grupo controle. Todavia, não
    foram encontradas alterações no fígado e baço, uma vez que a inflamação
    induzida foi apenas aguda.

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  • MARIANA GUIMARAES DINIZ
  • IDENTIFICAÇÃO E FATORES DE VIRULÊNCIA DE Candida spp. ISOLADAS DA CAVIDADE BUCAL DE TRANSPLANTADOS RENAIS DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES EM NATAL, RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : EVELINE PIPOLO MILAN
  • Data: 25/02/2011
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  • Apesar das leveduras do gênero Candida serem frequentemente comensais humanos, isoladas de diferentes sítios orais, incluindo língua, mucosa jugal, mucosa palatal e região subgengival, existem algumas propriedades ligadas às células de Candida, comumente denominadas fatores de virulência, que lhes conferem a capacidade de produzir doença. Candidíase bucal é uma das principais manifestações orais citadas na literatura em relação aos pacientes transplantados renais. O objetivo deste estudo foi realizar identificação e avaliar os fatores de virulência de leveduras isoladas da cavidade bucal de receptores de transplante renal que são acompanhados no Hospital Universitário Onofre Lopes, na cidade do Natal – RN. Foram utilizadas 70 leveduras do gênero Candida isoladas de 111 receptores de transplante renal. A identificação dos isolados foi realizada através das provas de formação de tubo germinativo, caldo hipertônico, tolerância à temperatura de 42ºC, análise da micromorfologia e perfil bioquímico das leveduras. Observamos elevado índice de isolamento de leveduras na cavidade bucal dos receptores de transplante renal (63,1%), havendo predomínio de C. albicans. Candidíase bucal foi diagnosticada em 14,4% dos transplantados. Avaliou-se o potencial de virulência das leveduras através da formação de biofilme pelo método de aderência a microplaca de poliestireno, redução do XTT, habilidade de aderência a corpos de prova de resina acrílica e a células epiteliais bucais, bem como atividade de proteinase. A maioria dos isolados foi capaz de produzir biofilme pelo método de aderência ao poliestireno, determinada através de leitura em espectrofotômetro. Todos os isolados de Candida spp. permaneceram viáveis durante a formação do biofilme pelo método da redução do XTT. A contagem do número de UFC aderidas ao corpo de prova demonstrou alta capacidade de aderência de C. parapsilosis. Os isolados de C. albicans apresentaram maior mediana de adesão à célula epitelial bucal humana do que os isolados de C. não-C. albicans, contudo essa diferença não foi estatisticamente significativa. C. dubliniensis apresentou baixa capacidade de aderência ao plástico e células epiteliais e formação do biofilme. Observamos atividade proteolítica em todos os isolados pesquisados, inclusive o isolado de C. dubliniensis, e associação estatisticamente significativa entre a produção de proteinase e a presença de candidíase bucal. Estudos relacionados à candidíase bucal em receptores de transplante renal limitam-se à investigação de aspectos clínicos e epidemiológicos, não havendo dados concernentes a fatores de virulência. Ressaltamos a importância da realização de estudos relacionados aos fatores de virulência de leveduras isoladas nessa população, a fim de que se aprofunde o conhecimento dos aspectos microbiológicos da candidíase bucal.

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  • MELINA GADELHA CARVALHO
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM NOVO MÉTODO PARA ANÁLISE DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM PRODUTOS CONTENDO Schinus terebinthifolius Raddi (ANACARDIACEAE) POR CLAE/DAD

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 25/02/2011
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  • Schinus terebinthifolius Raddi, uma planta medicinal conhecida no Brasil como
    “Aroeira da Praia”, possui propriedades antimicrobiana, antiinflamatória, antiulcerogênica,
    febrífugo, analgésico e depurativo e no tratamento de doenças do sistema urogenital. Essa
    planta encontra-se atualmente incluída na Relação Nacional de Plantas Medicinais de
    Interesse ao Sistema Único de Saúde (Renisus). O objetivo deste trabalho foi desenvolver e
    validar um método multicomponente por CLAE/DAD para o doseamento de produtos
    contendo Aroeira da Praia, contribuindo, dessa forma, para o controle de qualidade de
    produtos derivados da planta.
    A triagem fitoquímica dos metabólitos secundários foi desenvolvida a partir do
    material vegetal, do extrato bruto e de frações obtidas após procedimento de partição. Foram
    realizadas reações químicas qualitativas baseadas em técnicas colorimétricas e de
    precipitação, além das técnicas de CCD e co-CCD. O desenvolvimento do método através de
    CLAE para os marcadores selecionados se deu através da utilização de duas colunas C18,
    uma convencional e outra monolítica. Para a coluna C18 monolítica, foram avaliados
    primeiramente 2 sistemas gradientes distintos a um fluxo de 2 mL/min enquanto que para a
    coluna convencional foram testados 4 sistemas gradientes e fluxo de 1 mL/min. Para ambas as
    colunas, utilizou-se fase móvel contendo Ácido Acético 2% (A): Acetonitrila: Água: Ácido
    Acético (50:48:2) (B). O método foi validado conforme a resolução 899, de 2003 da ANVISA
    e aplicado em amostras do extrato hidroalcoólico bruto, gel ginecológico industrializado e
    manipulado e sabonete líquido obtido em farmácia de manipulação.
    A análise fitoquímica indicou a presença de taninos condensados e hidrolisados. A
    presença de catequina, ácido gálico e ácido ursólico em algumas frações do extrato foi
    confirmada por co-CCD.
    O método desenvolvido se mostrou exato e preciso. A pureza de pico e o índice de
    similaridade apresentaram valores superiores a 0,99. As curvas de calibração obtidas foram
    lineares nos intervalos estudados e apresentaram coeficiente de correlação entre 0,9931 e
    0,9974. Portanto, pode ser considerado adequado para a quantificação simultânea de ácido
    gálico, catequina, ácido clorogênico, epicatequina, rutina e luteolina em produtos fitoterápicos
    e intermediários que contenham tais compostos, especialmente aqueles derivados de Aroeira
    da Praia.

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  • GUSTAVO HENRIQUE DE MEDEIROS ALCOFORADO
  • PREVALÊNCIA DE TALASSEMIA ALFA+ (DELEÇÃO -α3.7) NA
    POPULAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : TEREZA MARIA DANTAS DE MEDEIROS
  • Data: 28/02/2011
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  • A talassemia alfa, doença monogênica mais freqüente no mundo, é caracterizada por
    deleções envolvendo um dos genes (talassemia a+) ou ambos os genes (talassemia a0)
    de alfa globina localizados no cluster a no cromossomo 16 (16p13.3). A alteração
    presente na maioria dos casos de talassemia a+ é a deleção de um fragmento de 3.7 kb
    de DNA (deleção -a3.7) com freqüências muito elevadas na região do Mediterrâneo e na
    África. No Brasil, estudos já realizados mostram que a deleção -a3.7 é a mais freqüente e
    é encontrada principalmente em indivíduos de origem africana. O presente estudo teve
    como objetivo principal determinar a prevalência da talassemia alfa+ (deleção -a3.7) na
    população do estado do Rio Grande do Norte. Foram obtidas amostras de sangue de 715
    indivíduos de ambos os sexos, com idade compreendida entre 18 e 59 anos, não
    aparentados e naturais do estado do Rio Grande do Norte. Os dados hematológicos
    foram obtidos em contador automático de células (Micros 60, ABX Diagnostics). A
    confirmação do perfil hemoglobínico e a quantificação das hemoglobinas A2 e Fetal foi
    realizada por cromatografia líquida de alta performance (HPLC). O DNA foi isolado de
    leucócitos do sangue periférico utilizando-se o kit Illustra blood genomicPrep Mini Spin
    (GE Healthcare) e a investigação da talassemia alfa (deleção -3.7) foi realizada por
    PCR. Dos 715 indivíduos investigados, 80 (11,2%) apresentaram talassemia alfa+, sendo
    79 (11,1 %) heterozigotos (-a3.7/aa) e 1 (0,1%) homozigoto da deleção (-a3.7/-a3.7).
    Considerando a etnia, verificou-se que os indivíduos negros apresentaram maior
    prevalência de talassemia alfa (12,5%), seguido pelos pardos (12,3%) e brancos (9,6%).
    A comparação dos índices hematológicos entre os indivíduos com genótipo normal e
    heterozigoto da talassemia alfa+ (deleção -3.7) mostrou diferença estaticamente
    significante no número de hemácias (p<0,001), VCM (p<0,001), HCM (p<0,001) e A2
    (p=0,007), além da dosagem de hemoglobina (p=0,003) para o sexo feminino. O estudo
    corresponde a um dos primeiros trabalhos a investigar a talassemia alfa+ (deleção -a3.7)
    na população geral do estado do Rio Grande do Norte e os resultados obtidos
    evidenciam a importância da investigação desta condição a fim de elucidar a etiologia
    da microcitose e/ou hipocromia.

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  • MARIANA ANGELICA OLIVEIRA BITENCOURT
  • EFEITO DE EXTRATOS DA ALGA MARINHA Caulerpa mexicana EM
    MODELOS DE INFLAMAÇÃO EM MURINOS

  • Orientador : JANEUSA TRINDADE DE SOUTO
  • Data: 28/02/2011
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  • Para enfrentar a invasão por um patógeno, nosso organismo recorre a uma
    variedade de respostas de defesa, dentre as quais se destaca a reação inflamatória.
    Essa reação pode levar a danos ao organismo e em função disso, substâncias que
    possam controlar esse processo e evitar danos teciduais e/ou morte do hospedeiro
    causada por respostas inflamatórias intensas são alvo de intenso estudo. Sendo
    assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a ação anti-inflamatória dos extratos
    metanólico e aquoso da Caulerpa mexicana, que é uma alga verde que cresce sobre
    rochas ou associada a outras algas, em diferentes modelos de inflamação. No modelo
    de peritonite, camundongos Swiss foram tratados pela via intravenosa (iv) com
    diferentes doses (2 mg/kg, 0.4mg/kg e 0.2 mg/kg) extrato aquoso ou metanólico de C.
    mexicana ou intraperitonealmente (ip) com 0.5 mg/kg dexametasona (DEXA). Após 30
    minutos foram inoculados na cavidade peritoneal com 1ml de zimosam (1mg/ml). O
    exsudato inflamatório foi colhido 6, 24 e 48 horas após a injeção de zimosam, e foi
    observado que o tratamento com os extratos da C. mexicana, similar à DEXA, diminuiu
    a migração do número de leucócitos na cavidade peritoneal induzida pelo estímulo
    inflamatório. Em modelo de edema de orelha camundongos Swiss foram tratados com
    100 μl pela via subcutânea com extrato metanólico ou aquoso de C. mexicana (2
    mg/kg e 0.4 mg/kg) ou ip com 0.5 mg/kg de DEXA. Após 30 minutos foram gotejados e
    pincelados 40μl de xilol na orelha direita e 15 minutos depois as orelhas foram
    seccionadas e pesadas para avaliação do edema. O tratamento com os extratos da C.
    mexicana agiu diminuindo o edema de orelha induzido por xilol, dado similar ao
    observado com DEXA. No modelo de bolsa de ar no dorso de camundongo, os
    animais que foram tratados iv com extratos metanólico e aquoso (2 e 0.4mg/kg) de
    Caulerpa mexicana e 30 minutos depois receberam zimosam na bolsa de ar,
    apresentaram diminuição do infiltrado celular na cavidade dorsal. Por fim, no modelo
    de colite experimental, foram utilizados camundongos BALB/c, sendo essa inflamação
    induzida através da administração de dextrana sulfato de sódio (DSS) 3% diluída na
    água de beber dos camundongos por 14 dias consecutivos. Os animais foram tratados
    com a dose de 2 mg/kg dos extratos aquoso ou metanólico de Caulerpa mexicana em
    dias alternados. No 15º dia os animais foram eutanasiados e foi observado que o
    tratamento com o extrato metanólico, mas não o aquoso, resultou em diminuição das
    lesões da mucosa intestinal e nos níveis de citocinas. Assim, pode-se concluir que os
    extratos de C. mexicana foram eficazes no tratamento de processos inflamatórios nos
    modelos experimentais testados, apresentando atividade anti-inflamatória.

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  • RAUL HERNANDES BORTOLIN
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DE UMA SUPLEMENTAÇÃO COM MINERAIS E ANTIOXIDANTES NA OSTEOPENIA DIABÉTICA EM MODELO ANIMAL TRATADOS COM INSULINA ATRAVÉS DA ANÁLISE DE MARCADORES BIOQUÍMICOS, HISTOMORFOMÉTRICOS E MOLECULARES


  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 28/02/2011
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  • O DM esta relacionada a diversas complicações, entre elas a osteopenia/osteoporose. O
    objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de suplementação com minerais e antioxidantes na
    dieta associado ao tratamento com insulina, sobre o metabolismo ósseo em modelo de
    osteopenia diabética por um período de 60 dias. Foram utilizados ratos Wistar machos
    divididos em 4 grupos: Grupo C - Controle (n=5), Grupo D - Diabéticos experimentais por
    STZ (n=6), Grupo DI – Diabéticos experimentais por STZ tratado com insulina (n=6) e Grupo
    DSI - Diabéticos experimentais por STZ suplementados com 2,5 vezes de cálcio e fósforo,
    20X de vitamina E e 500mg/Kg de dieta de zinco, e tratados com insulina (n=7). Foram
    avaliados parâmetros bioquímicos como a atividade séricas da fosfatase alcalina total (ALP),
    concentrações séricas de cálcio total, cálcio ionizável, fósforo e glicose, bem como análise
    histomorfométrica através da espessura trabecular óssea, volume ósseo e distancia
    trabecular e parâmetros moleculares através da análise da expressão gênica do mRNA dos
    genes RANK/RANKL/OPG. Foram considerados diabéticos os animais que apresentara
    glicemia  250 mg/dl. Os animais diabéticos apresentaram um estado de hiperglicemia
    associado ao quadro de poliúria, polidpsia, polifagia e a perda de peso corporal. Observouse
    uma aumento nas concentrações séricas de cálcio total nos grupos D, DI e DSI quando
    comprado com o grupo C (p=0,0393; p<0,0001 e p<0,0001 respectivamente), bem como um
    aumento na concentração sérica do íon nos grupos DI e DSI quando comparado com o
    grupo D (p=0,0017 e p=0,0063 respectivamente). Paras as concentrações séricas de cálcio
    ionizável observou-se uma diminuição da concentração sérica de Ca ionizável nos grupos D,
    DI e DSI quando comparado com o grupo C (p<0,032, p<0,0001 e p>0,0001
    respectivamente). O fósforo sérico não apresentou diferenças significativas. A atividade da
    enzima ALP total mostrou-se aumentada no grupo D, DI e DSI comparado com o grupo C
    (p=0,0083, p=0,0015, p=0,0265 respectivamente). A distancia trabecular mostrou-se
    aumentada para o grupo D comparado ao controle (p<0,001) e diminuída nos grupos DI e
    DSI comparado ao D (p<0,001). A espessura trabecular óssea apresentou-se diminuída no
    grupo D (p=0,0065) comparado ao controle e aumentada nos grupos DI e DSI comparado
    ao D (p=0,0065; p=0,0088 respectivamente). O volume ósseo apresentou valores
    diminuídos no grupo D comparado aos grupos DI e DSI (p=0,0006; p=0,0264
    respectivamente). A expressão do mRNA do gene RANK apresentou uma diminuição na
    expressão nos grupos D, DI e DSI quando comparado com o grupo C (p=0,0122, p<0,0001
    e p<0,0001 respectivamente), e uma diminuição da expressão nos grupos DI e DSI em
    relação ao grupo D (p<0,0001). Para o mRNA do gene RANKL não observa-se diferenças
    significativas entre os grupos. A expressão do mRNA do gene OPG mostrou uma diminuição
    no grupo D, DI e DSI quando comparado com o grupo C (p=0,0495, p<0,0001 e p<0,0001
    respectivamente). O aumento da distância trabecular e a redução do volume e espessura
    trabecular óssea apresentado pelo grupo diabético sugerem a possibilidade de perda de
    massa óssea associada com o estado hiperglicêmico e o aumento da espessura e volume
    trabecular óssea associado a redução da distancia trabecular, bem como redução na
    expressão dos genes RANK e OPG e aumento da relação RANKL/OPG dos grupos tratados
    com insulina, sugerem um efeito anabólico da insulina, no qual reflete em uma redução de
    perda de massa óssea.

     

     

9
  • JOSE BENILSON MARTINS MACEDO
  • Capacidade antioxidante in vitro e avaliação da toxicidade aguda in vivo de extratos de folhas de Licania rigida Benth., Licania tomentosa (Benth.) Fritsch e Couepia impressa Prance (Chrysobalanaceae)

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 31/05/2011
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  • Licania rigida Benth. L. tomentosa (Benth.) Fritsch, e Couepia impressa Prance (família Chrysobalanaceae) são plantas utilizadas pela medicina popular do Nordeste do Brasil, sob a forma de extratos e infusões para o tratamento de diversas doenças, como inflamações e diabetes. O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade antioxidante dos extratos aquoso, etanólico e hidroetanólico das folhas dessas espécies, utilizando vários sistemas de ensaio in vitro (poder redutor, capacidade de sequestro do radical DPPH, o sistema β-caroteno/ácido linoleico e a inibição da peroxidação lipídica em homogenato de cérebro de ratos, utilizando as substâncias reativas do ácido tiobarbitúrico (SRAT)). Ainda, a toxicidade oral aguda dos extratos aquosos foi avaliada in vivo. Os resultados revelaram extratos com alto poder redutor, capacidade de sequestro do radical DPPH e de proteção no sitema β-caroteno/ácido linoleico, bem como a capacidade de impedir a formação de SRAT em homogenato de cérebro de rato, de maneira concentração-dependente. Além disso, todos os extratos apresentaram um elevado teor de compostos fenólicos, em especial os extratos etanólicos de L. rigida e C.impressa (149,68 ± 0,27 e 96,26 ± 1,24 equivalentes de catequina mg/g de extrato, respectivamente). Todos os extratos etanólicos apresentaram um alto teor de flavonoides (96,71 ± 1,32, 38,97 ± 0,52 e 34,92 ± 2,6 equivalentes de quercetina mg/g de extrato para L. rigida, L tomentosa e C. impressa). Os resultados indicaram que todos os extratos possuem uma significativa atividade antioxidante nos sistemas oxidativo in vitro, maior do que Carduus marianus (o antioxidante de referência). No entanto, o extrato hidroetanólico de C. impressa apresentou os melhores resultados. O conteúdo em fenólicos e flavonoides pode ser responsável por essa capacidade antioxidante. Quanto à toxicidade oral aguda in vivo do extrato aquoso, nenhum efeito tóxico foi observado em relação às avaliações fisiológica, bioquímica e de parâmetros hematológicos. Com base em seu potencial antioxidante, esses extratos podem encontrar aplicação na prevenção de doenças relacionadas aos radicais livres.

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  • ERICA AIRES GIL
  • INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES CITOGENÉTICAS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 01/07/2011
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  • As leucemias são grupos heterogêneos de neoplasias hematológicas, que resultam da
    transformação total ou parcial das células blásticas. A Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é a
    neoplasia mais comum na infância, principalmente na população masculina Caucasiana
    menor de 14 anos. Vários critérios podem ser adotados para classificar LLA, dentre eles a
    morfologia celular, a citoquímica, a imunofenotipagem e o estudo citogenético. A
    citogenética permite uma análise mais detalhada o que possibilita detectar as alterações
    cromossômicas das células leucêmicas. Estas alterações irão determinar o diagnóstico, a
    classificação, a caracterização de diferentes estágios, a avaliação da remissão e o prognóstico
    dessas neoplasias. Foram avaliados neste estudo 30 pacientes com idade variando de quatro
    meses a dezessete anos, de ambos os sexos e de várias etnias. A faixa etária predominante
    neste estudo foi de pacientes entre um e dez anos (67%), de etnia caucasiana (50%) e sexo
    masculino (57%). De acordo com a imunofenotipagem 93% dos pacientes apresentaram LLA
    de linhagem B precoce e 7% de linhagem T. Considerando a população total, os achados
    clínicos mais freqüentes foram linfoadenopatia (37%), hepatomegalia (77%) e
    esplenomegalia (70%), podendo, um paciente apresentar mais de um desses quadros clínicos.
    Em relação ao hemograma, a maioria dos pacientes apresentou hemoglobina abaixo de 10
    g/dl (73%), contagem de leucócitos inferior a 10.000/μL (60%) e contagem de plaquetas
    abaixo de 150.000/μL (83%). As anormalidades cromossômicas foram observadas em 64%,
    dessas a hiperdiploidia foi à alteração numérica mais comum (67%), seguida pela
    hipodiploidia com 33%. Todos esses dados corroboram com os relatos da literatura.
    Adicionalmente, foram observadas alterações estruturais e/ou numéricas complexas ainda
    não descritas na literatura, as quais indicaram prognóstico desfavorável. Conclui-se que a
    partir deste trabalho foi possível demonstrar a importância do estudo citogenético no
    diagnóstico e na identificação de fatores prognósticos nos pacientes pediátricos com LLA do
    Rio Grande do Norte. Os resultados obtidos neste estudo são de extrema importância e
    ressaltam que pesquisas desta natureza devem ser realizadas com maior freqüência em nosso
    Estado.

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  • HENRIQUE RODRIGUES MARCELINO
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE MICROPARTÍCULAS À BASE DE XILANA

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 07/11/2011
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  • A xilana é um biopolímero presente na parede celular de vegetais,especialmente cereais, como o milho. Devido a sua estrutura química, este polímero não é deradado na região superior do trato gastrointestinal e tal habilidade tem sido explorada por indústrias alimentícias para a produção de estimuladores da motilidade gastrointestinal. Contudo, esta habilidade também pode ser utilizada para a produção de sistemas de liberação colônicos à base de xilana, uma vez que há degradação deste polímero nesta região. O objetido deste trabalho foi obter e caracterizar micropartículas à base de xilana obtidas através da reticulação interfacial polimérica e secas através da liofilização. As micropartículas foram caracterizadas quanto ao tamanho de partícula utilizando espalhamento de luz, microscopia eletrônica de varredua (MEV), difratometria de raio-x (DRX), infravermelho com transformada de Fourier (FT-IR) e análise térmica (TGA e DSC). A análise por MEV demonstrou estruturas frágeis com forma oblonga ou esférica, mas também diversas estruturas disformes devido a liofilização. o DRX e o FT-IR demonstraram as micropartículas à base de xilana como uma estruturara que apresenta zonas de cristalinidade devido a presença das ligações entre a  xilana e o agente reticulante. As análises térmicas demonstraram que o material formado possui características diferentes e se comporta como um material homogêneo. A utilização das micropartículas à base de xilana na indústria farmacêutica é dependente da otimização da técnica empregada neste trabalho.

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  • ALICE RODRIGUES DE OLIVEIRA ARARUNA
  • MICROPARTÍCULAS DE ÁCIDO POLI LÁTICO-CO-GLICÓLICO OBTIDAS POR “SPRAY DRYING” PARA A LIBERAÇÃO PROLONGADA DE METOTREXATO

  • Orientador : ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 19/12/2011
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  • O metotrexato (MTX) é um fármaco utilizado na quimioterapia de alguns tipos
    de câncer, doenças autoimunes e uveítes não inflamatórias resistentes aos corticosteróides. No entanto, sua rápida eliminação plasmática limita o sucesso terapêutico, levando à necessidade de altas doses para manutenção da concentração efetiva no tecido alvo, ocasionando o potencial surgimento de reações adversas. O objetivo principal desse estudo foi obter um sistema microparticulado biodegradável à base de ácido poli-lático co-glicólico (PLGA) por “spray drying” para liberação prolongada do MTX. Para isso, quantidades
    distintas de MTX e PLGA foram dissolvidas em sistema solvente adequado para obter soluções com diferentes proporções de fármaco em relação ao polímero (10, 20, 30 e 50% m/m). A caracterização físico-química incluiu análise quantitativa do fármaco incorporado na matriz polimérica por espectrofotometria UV-VIS em 303nm previamente validada, microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectrofotometria de infravermelho (IV), análises térmicas e difração de raios-X (DRX). O perfil de liberação in vitro do fármaco nas micropartículas foi realizado em tampão fosfato (0.05 M KH2PO4)
    em banho termostatizado 37 °C ± 0.2 °C. Os dados obtidos do estudo de liberação in vitro foram submetidos a diferentes modelos cinéticos de liberação. As micropartículas de PLGA contendo o MTX apresentaram a forma esférica, uniforme, com superfície aparentemente lisa. O nível de eficiência de encapsulação foi superior a 80%. A espectroscopia na região do infravermelho demonstrou que não ocorreu ligação química entre os componentes dos sistemas, indicando forte interação entre o MTX e PLGA devido a provável ocorrência de pontes de hidrogênio. Análise térmica e DRX demonstraram que
    XII
    o MTX está distribuído homogeneamente na matriz polimérica com a prevalência do estado amorfo ou em dispersão molecular. O estudo de liberação in vitro confirmou o perfil de liberação prolongada para as diferentes micropartículas. O mecanismo de liberação envolvido foi por difusão não Fickiana, ao qual foi determinado a partir do modelo cinético de Kormeyer-
    Peppars. Os resultados experimentais demonstraram o sucesso na obtenção das micropartículas de PLGA contendo o MTX por “spray drying” e seu potencial como sistema de liberação prolongada do fármaco.

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  • ROSILENE RODRIGUES SANTIAGO
  • DESENVOLVIMENTO DE BASE EMULSIONADA PARA VEICULAÇÃO DE ÓXIDO DE ZINCO COMO ALTERNATIVA AO TRATAMENTO DE DERMATITE DE FRALDAS

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 20/12/2011
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  • A dermatite de fraldas, também conhecida como assadura, trata-se de uma
    inflamação da pele recoberta pela fralda, afetando 50% das crianças. O tratamento
    envolve geralmente o aumento da freqüência na trocas de fraldas, uso de fraldas
    descartáveis super-absorventes e aplicação tópica de agentes, tais como pomadas
    ou cremes de barreira como os que utilizam óxido de zinco (ZnO). O objetivo deste
    trabalho foi o desenvolvimento e a caracterização de emulsões com óleo de gergelim
    como fase lipofílica, adicionadas de ZnO. Os sistemas dispersos obtidos durante a
    construção de diagramas pseudoternário de fases foram classificados de acordo
    com seus aspectos físico-químicos e, destes, sete formulações de emulsão creme
    foram selecionadas para estudo. O ZnO foi incorporado nestas formulações, e
    obteve-se um total de quatorze formulações. A estabilidade das formulações foi
    analisada de acordo com a análise macroscópica, estabilidade sob armazenagem,
    centrifugação, ciclo gelo/degelo, pH, condutividade, análise granulométrica,
    comportamento reológico e viscosidade. Apos os ensaios de centrifugação, apenas
    três formulações permaneceram estáveis (F1, F8 e F10). Destas, duas contém ZnO
    (F8 e F10), indicando que sua presença aumenta a estabilidade da formulação. Os
    primeiros sinais de instabilidade, segundo análise visual foram observados após
    quatro semanas. As formulações apresentaram pequeno tamanho de gotículas
    (entre 0,549 ± 0,000 a 121,985 ± 0,997 μm). No entanto, houve variação no tamanho
    médio de acordo com a composição de cada formulação. A presença do ZnO
    aumentou pH, fazendo com que as formulações passassem de ácidas para neutras.
    No teste de condutividade, à exceção da F10 que apresentou valor igual a 42,57 ±
    7,43 μS/cm, a presença do ZnO aumentou o seu valor em todas as formulações
    (entre 47,33 ± 8,87 e 84,72 ± 11,35 μS/cm). Os reogramas de todas as formulações
    demonstraram comportamento do tipo pseudo-plástico e as formulações
    apresentaram um valor de viscosidade (entre 0,041 ± 0,007 e 167,000 ± 1,002 Pas),
    prevendo uma boa aplicação tópica. Após a realização dos estudos de estabilidade,
    melhores resultados foram obtidos para a formulação F10 em todos os testes.

2010
Dissertações
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  • FRANCISCO PAULO FREIRE NETO
  • ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO COM ÁCIDO LIPOICO SOBRE O METABOLISMO ÓSSEO E PERFIL ANTIOXIDANTE DE MULHERES NA PERIMENOPAUSA COM ALTERAÇÕES NO PERFIL LIPÍDICO

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 22/02/2010
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  • O osso é um tecido dinâmico que está em constante processo de remodelação em resposta ao estresse mecânico e mudanças hormonais. O presente trabalho teve por objetivo entender a relação entre as alterações bioquímicas, oxidativas e moleculares, as quais as mulheres em transição menopausal estão submetidas, e como o uso de uma terapia alternativa com ácido lipoico (AL) poderia influenciar essas alterações. O estudo do tipo duplo-cego, foi realizado com mulheres em perimenopausa submetidas à um tratamento de 3 meses com 600 mg de AL, comparadas com um outro grupo que recebeu placebo durante o mesmo período. O presente trabalho mostrou que as mulheres apresentaram uma circunferência de cintura e um índice de massa corporal acima dos valores preconizados pela OMS (CC ≥ 80 cm; IMC > 25kg/m2). Além disso, essas mulheres apresentaram aumento nas concentrações de colesterol total e triglicerídeos, além de valores de LDL próximos do limítrofe (Colesterol Total > 200mg/dL; Triglicerídeos > 150mg/dL; LDL >130mg/dL). Essas alterações não sofreram influência do tratamento com AL. Não foram encontradas alterações no perfil hepático (ALT, AST e GGT) e renal (Uréia, Creatinina, Proteínas Totais e Albumina) das pacientes após o tratamento com ácido lipoico, bem como no perfil mineral (Cálcio Total, Cálcio Ionizado, Fósforo e Magnésio) e ósseo (Osteocalcina, Fosfatase Alcalina Total e Fosfatase Ácida Tartarato Resistente). Os resultados do perfil oxidativo mostrou que o tratamento com AL diminuiu a atividade da enzimática da GPx

     (p < 0,01), enquanto para os parâmetros SRAT’s, GSH e SOD não houve diferenças. Com relação a SOD, esta enzima apesentou-se elevada no grupo placebo após os 3 meses de estudo (p<0,05). A expressão do mRNA do RANKL mostrou-se diminuída após o tratamento com AL (p < 0,05), com uma elevação na expressão do mRNA do RANK (p<0,001), enquanto a expressão dos genes IL-6 e TNF-ɑ não apresentou alteração. Podemos concluir que as mulheres em estágio de perimenopausa, inicial de deficiência estrogênica, apresentam alteração no perfil lipídico e composição corporal, e que essas alterações poderiam estar induzindo alterações no perfil oxidativo e do metabolismo ósseo. Entretanto, o tratamento com AL se mostrou eficaz para o perfil oxidativo, bem como ósseo já que marcadores precoces como a atividade da GPx e a expressão do mRNA do RANKL, respectivamente, foram reduzidos associada a não alteração na atividade da SOD. Estes resultados sugerem o efeito benéfico e protetor do AL, indicando-o como uma alternativa para tratamento auxiliar nas complicações associadas à deficiência estrogênica.

2
  • JOAO FELIPE BEZERRA
  • ESTUDO DE POLIMORFISMOS EM GENES RELACIONADOS
    AO METABOLISMO DO ÁCIDO FÓLICO E SUA ASSOCIAÇÃO
    COM O DESENVOLVIMENTO DE FENDAS ORAIS NÃO-SINDRÔMICAS

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 23/02/2010
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  • Introdução: As fendas orais são malformações caracterizadas pela formação
    incompleta das estruturas que separam a cavidade nasal e oral. Sabe-se que vários
    fatores ambientais e genéticos estão envolvidos no seu desenvolvimento, dentre esses,
    polimorfismos associados ao metabolismo do ácido fólico têm sido alvo de estudos.
    Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi levantar dados epidemiológicos da
    ocorrência de fendas orais do Estado do RN e estudar a freqüência dos polimorfismos
    C677T e o A1298C do gene da Metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR), A2756G
    da Metionina Sintase (MTR), A66G da Metionina Sintase Redutase (MTRR) e A80G
    do Transportador de folato reduzido (RFC1) em pacientes portadores de fendas orais
    não-sindrômicas, buscando associá-los ao desenvolvimento das mesmas. Casuística e
    Métodos: Foram avaliados 140 portadores de fendas orais não-sindrômicas e suas mães
    e 51 indivíduos controles com suas mães. Foi realizado um inquérito familiar para
    obtenção de informações e também a coleta de sangue para extração do DNA dos
    pacientes e de suas mães para identificação dos genótipos de ambos através de PCRRFLP
    além da realização das dosagens de glicose, AST, ALT e creatinina séricos,
    dosagens de ácido fólico e vitamina B12 séricos e homocisteína plasmática, e a
    realização de hemograma. Resultados: A maioria dos pacientes são portadores de fenda
    lábio-palatina (55,8%), seguida da fenda palatina isolada (24,2%) e da fenda labial
    (20%). Em relação ao sexo, 62% dos pacientes são do sexo masculino e 48% do sexo
    feminino e, após subdivisão do tipo de fenda de acordo com o sexo constatou-se uma
    prevalência do sexo masculino nas fendas do tipo lábio-palatina (69%) e labial (69,2%)
    e no caso das fendas palatinas isoladas houve uma predominância do sexo feminino
    (59%). Observou-se que a concentração média de ácido fólico sérico no grupo das mães
    de pacientes fissurados foi significativamente menor (p<0,0001) (13,8±2,4ng/mL)
    quando comparada com o grupo das mães dos indivíduos controles (18,8±3,4ng/mL), o
    que também foi observado para o grupo dos pacientes fissurados quando comparado aos
    filhos controles (p=0,0109), sendo que a dosagem de ácido fólico apresentou diferença
    significante com valores de 15,6±0,6(ng/mL) e 17,9±0,6(ng/mL). Para as dosagens
    bioquímicas de glicose, AST, ALT e creatinina não foram observadas diferenças
    estatísticas, assim como não foi observado para os parâmetros hematológicos. A
    avaliação da freqüência do polimorfismo C677T não foi observada diferença
    estatisticamente significante, mas para o polimorfismo A1298C foi observada diferença
    significativa (p=0,0462) quando somado o genótipo heterozigoto e o homozigoto
    mutado, sendo que as mães dos pacientes fissurados apresentaram 46,4%, enquanto que
    as mães dos indivíduos controles tiveram 29,4%. No caso dos pacientes fissurados essa
    diferença não foi significativa. Para os genes MTRR e RFC1forma feitas apenas as
    padronizações. Conclusão: O perfil epidemiológico obtido dos pacientes com fenda
    oral no RN é coincidente ao relatado na literatura para diferentes estados do Brasil. Para
    os demais resultados, ate o presente
    indicam a redução na concentração de ácido fólico para as mães dos pacientes
    fissurados, bem como para os filhos, e o polimorfismo A1298C da MTHFR, os quais
    suportam o envolvimento da via de metabolização do ácido fólico na etiologia das
    fendas orais.

3
  • MARIA CLEIDE DE ARAUJO LOPES
  • EMPREGO DA CITOMETRIA DE FLUXO NA AVALIAÇÃO DO PERFIL
    IMUNOFENOTÍPICO DE PORTADORES DE LEUCEMIA LINFOCÍTICA
    CRÔNICA DE CÉLULAS B

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 24/02/2010
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  • As doenças linfoproliferativas crônicas (DLPC) são desordens do sistema linfóide,
    caracterizadas pela proliferação anormal de linfócitos maduros de natureza neoplásica,
    envolvendo principalmente linfócitos B, podendo também acometer linfócitos T e células
    natural killer. Dentre as doenças linfoproliferativas crônicas de células B (DLPC-B) a
    leucemia linfocítica crônica de células B (LLC-B) é a forma mais comum das leucemias
    observada na população adulta, aumentando com a idade em indivíduos de ambos os
    sexos, havendo um predomínio do sexo masculino e maior freqüência nas pessoas de
    cor branca, sendo uma leucemia que cursa com linfocitose persistente acima de 5.000/
    mm3, às custas de linfócitos B CD5 positivos de evolução lenta , podendo acometer a
    medula óssea. O objetivo desse trabalho foi caracterizar imunologicamente 80 portadores
    de LLC-B através da imunofenotipagem por citometria de fluxo empregando um painel de
    anticorpos monoclonais constituído por: CD19, CD45, HLADR, CD20, CD5, CD22, CD38,
    CD3, CD25, FMC-7, CD7, CD4, CD10, CD8, CD2, CD14, CD138, CD16-56, CD103 e
    ZAP-70 além de anticorpos contra cadeias pesada das imunoglobulinas (anti-IgH), anti
    cadeia pesada delta da imunoglobulina (Anti-IgD), anti cadeia pesada mü (Anti-IgM), anti
    cadeia leve kappa e lambda das imunoglobulinas. Os resultados apresentados mostraram
    um perfil de células caracterizadas pelo fenótipo: CD19+/CD22+/CD20+/FMC-7-/HLADR+
    com expressão aberrante do antígeno TCD5, fraca expressão de IgM e IgD e predomínio
    de expressão de cadeia leve kappa, na maioria dos casos. Por se tratar de uma doença
    que cursa com linfocitose, que muitas vezes pode ser confundida com um processo
    reacional ou outras DLPC-B, a imunofenotipagem tornou-se fundamental na diferenciação
    entre um processo neoplásico (monoclonal) e um processo reacional, que é de natureza
    policlonal. Estes achados, embora preliminares, mostram a importância do estudo de
    imunofenotipagem por citometria de fluxo na melhor caracterização dessas doenças em
    indivíduos portadores de linfocitose.

4
  • ROBERTO CHAVES DE VASCONCELOS
  • AVALIAÇÃO DOS MARCADORES CELULARES POR CITOMETRIA DE FLUXO NOS PORTADORES DE LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA ATENDIDOS NO HEMOCENTRO DO RIO GRANDE DO NORTE - HEMONORTE

  • Orientador : GERALDO BARROSO CAVALCANTI JUNIOR
  • Data: 24/02/2010
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  • A Leucemia Mielóide Aguda (LMA) é uma doença maligna em que os mieloblastos
    expandem-se, acumulam-se e suprimem a atividade hematopoética normal,
    constituindo um grande desafio diagnóstico. Com o advento da imunofenotipagem
    por citometria de fluxo, o diagnóstico dessas neoplasias se tornaram mais fiéis,
    facilitando o tratamento e o acompanhamento dos pacientes. Foram objetivos deste
    estudo: diagnosticar e classificar as LMA com base na imunofenotipagem por
    citometria de fluxo, com um painel de AcMo específico para leucemias agudas;
    estabelecer a frequência de LMA nas amostras de pacientes com leucemias agudas
    encaminhadas ao Departamento de Hematologia do Hemocentro do Rio Grande do
    Norte – HEMONORTE; estabelecer padrões de expressão antigênica para os
    diversos subtipos de leucemias agudas e a sua correlação com os casos recém
    diagnosticados, refratários ao tratamento e recorrência da doença; padronização dos
    métodos de detecção e marcação de antígenos de superfície e intracitoplasmático
    por citometria de fluxo; e observar a freqüência de leucemias agudas com fenótipos
    aberrantes raros. Durante o estudo, foram diagnosticados 351 leucemias agudas,
    sendo 179 (51%) classificadas como LMA e 172 (49%) como LLA, as quais foram
    excluídas do presente trabalho. Das 179 LMA, 92 (51,4%) eram do sexo feminino e
    87 (48,6%) do sexo masculino, com faixa etária variando de 3 a 95 anos de idade,
    com maior incidência em indivíduos na faixa etária de 41 a 65 anos. A
    esplenomegalia foi o achado clínico mais presente, perfazendo um total de 147
    casos (82,1%), seguida da hepatomegalia presente em 132 casos (73,7%). Os
    fenômenos hemorragicos foram observado em 55 casos ( 30,7%). A linfoadenopatia
    por sua vez foi constatada em 20 dos 179 casos (11,2%). Para classificação dos
    subtipos de LMA foi utilizado um painel amplo de anticorpos monoclonais, obtendo
    os seguintes resultados: LMA M0, 02(1.1%) LMA M1, 40 (22.3) LMA M2, 60 (33.5)
    LMA M3, 22 (12.3%) LMA M4, 10 (5. 6) LMA M5, 13 (7.3%) LMA M6 06 (3.4%) e
    LMA M7 01 (0.6%). Foram observados alguns casos com expressão aberrante de
    alguns antígenos tais como CD7,CD4,CD19,CD3,CD5 e TdT, O CD 7 esteve
    presente em 30(16,8%) , o CD4 em 5(2,8%), o CD 3 em 5(2,8%) ,o CD19 em
    3(1,7%) , o CD5 em 3(1,7%) e o TDT esteve em 7(3,9%) casos de LMA
    diagnosticados.O CD8 e o CD79a esteve presente em apenas um 1 caso.

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  • ZAMA MESSALA LUNA DA SILVEIRA FEMINA
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR E LABORATORIAL DA TALASSEMIA BETA E DA INTERAÇÃO HEMOGLOBINA S/TALASSEMIA BETA

  • Orientador : TEREZA MARIA DANTAS DE MEDEIROS
  • Data: 25/02/2010
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  • A talassemia beta ocorre devido à diminuição (β+, β++, βsilent) ou ausência (β0) de síntese de cadeias beta de globina e é decorrente de vários mecanismos que provocam o defeito genético. A herança da talassemia beta é caracterizada pela existência de indivíduos heterozigotos, heterozigoto compostos, homozigotos e portadores de interação entre o alelo talassêmico beta e outras talassemias e/ou variantes de hemoglobina. O objetivo principal deste estudo foi realizar a caracterização molecular e laboratorial em indivíduos heterozigotos e homozigotos da talassemia beta e em portadores da interação hemoglobina S/talassemia beta. Foram incluídos 48 indivíduos (35 heterozigotos, 4 homozigotos e 9 com interação HbS/talassemia beta) atendidos no Laboratório Integrado de Análises Clínicas (UFRN) e no Ambulatório de Hematologia do Hemocentro Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte – Natal/RN). As amostras de sangue periférico de cada paciente foram submetidas aos seguintes exames laboratoriais: eritrograma, eletroforese de hemoglobina em pH alcalino, dosagem das hemoglobinas A2 e Fetal, e ferritina sérica. O DNA foi extraído utilizando-se o kit blood genomicPrep Mini Spin e a caracterização molecular foi realizada através da técnica PCR/RFLP mediante digestão com enzimas de restrição específicas para as mutações IVS-1 nt 1, IVS-1 nt 6 e códon 39. Dentre os 35 heterozigotos, 37,1% apresentaram a mutação IVS-1 nt 6, 42,9% a IVS-1 nt 1 e 20% eram portadores de outras mutações não identificadas com a técnica utilizada. Os quatro pacientes homozigotos apresentaram a mutação IVS-1 nt 6, enquanto 66,7% dos indivíduos com interação HbS/talassemia beta tinham a mutação IVS-1 nt 1. A códon 39 não foi detectada em nenhum dos pacientes investigados. Dentre os alelos talassêmicos encontrados, 40,4% eram IVS-1 nt 1, 40,4% eram IVS-1 nt 6 e 19,2% não foram identificados. Em relação aos dados laboratoriais, os heterozigotos apresentaram microcitose e hipocromia evidenciada pelo VCM variando de 57 a 75fL, e o HCM, entre 15,9 a 23,6 pg. A hemoglobina A2 variou de 3,7 a 7,2%. Os homozigotos também apresentaram VCM e HCM reduzidos e HbA2 elevada. Ao comparar os dados laboratoriais entre os indivíduos heterozigotos para as mutações IVS-1 nt 1 e IVS-1 nt 6 observou-se que os heterozigotos da mutação IVS1-1 apresentaram valores médios de VCM e HCM significativamente menores (p = 0,023 e 0,007, respectivamente) e hemoglobina A2 significativamente mais elevados (p < 0,001) quando comparados aos heterozigotos da mutação IVS-1 nt 6. A técnica de PCR/RFLP se mostrou útil para a identificação da presença ou ausência das mutações IVS-1 nt 6, IVS-1 nt 1 e β0 códon 39 na maioria dos pacientes investigados na pesquisa. O presente estudo é o primeiro trabalho realizado no estado do Rio Grande do Norte para identificação das mutações da talassemia beta, e constitui importante contribuição para o conhecimento do perfil molecular da talassemia beta em nosso país.

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  • EDILENE PEREIRA LAVOR
  • ESTUDO DE PRÉ-FORMULAÇÃO PARA DOSE FIXA COMBINADA DOS TUBERCULOSTÁTICOS – RIFAMPICINA, ISONIAZIDA, PIRAZINAMIDA E ETAMBUTOL (4 EM 1)

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 26/02/2010
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  • De acordo com o quadro mundial da tuberculose, o Brasil ocupa o 15° lugar em número de casos novos, assim o Ministério da Saúde definiu a doença como prioridade entre as Políticas Governamentais de Saúde. Desde então se intensificaram os estudos relacionados ao tratamento e prevenção desta doença. As formulações em dose fixa combinada (DFC) são reconhecidas como benéficas e apoiadas pela OMS, mas apresentam problemas de instabilidade e queda na biodisponibilidade da rifampicina. O Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos da UFRN - NUPLAM, laboratório oficial, tem interesse em disponibilizar estas formulações, uma vez que já produz rifampicina e isoniazida em cápsulas, e, pirazinamida em comprimidos. O objetivo principal desse trabalho foi realizar estudo de pré-formulação com os fármacos que integram o esquema 1 para o tratamento da tuberculose: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol e excipientes farmacêuticos (lactose, celulose, estearato de magnésio e talco), visando o desenvolvimento de um produto em dose fixa combinada (150 mg de rifampicina + 75 mg de isoniazida + 400 mg de pirazinamida + 250 mg de etambutol). Os estudos consistiram na determinação do tamanho e distribuição das partículas (diâmetro de Ferret) e forma por microscopia óptica, além das propriedades reológicas e tecnológicas (densidades aparente e de compactação, Fator de Hausner, Índice de Carr, ângulo de repouso e velocidade de escoamento) e das interações entre os fármacos e entre esses e os excipientes por análise térmica (DSC, DTA, TG/DTG). Os resultados mostraram que à exceção da isoniazida, os demais fármacos apresentaram propriedades reológicas pobres, determinadas pelas características físicas das partículas: tamanho reduzido e forma de agulhas da rifampicina; forma retangular da pirazinamida e etambutol, além da baixa densidade deste último. A mistura dos quatro ativos também apresentou fluxo pobre, especialmente a preparação contendo a quantidade de fármacos preconizada para a formulação de produtos em dose fixa combinada, uma vez que nessa mistura, a isoniazida, que possui o melhor fluxo, foi adicionada a uma concentração menor. A adição de celulose microcristalina, estearato de magnésio e talco às misturas dos fármacos, melhorou as propriedades de fluxo. Nas análises por DSC foram encontradas prováveis interações entre as substâncias ativas, reforçando a hipótese de catálise por etambutol e pirazinamida para a reação entre rifampicina e isoniazida que resulta no produto de degradação 3-(isonicotinoilhidrazinometil)rifamicina. Nas curvas de DSC das misturas contendo lactose Supertab® foi evidenciada a ocorrência de incompatibilidade entre os fármacos e o excipiente. As curvas de DSC das misturas contendo celulose MC101®, estearato de magnésio e talco não apresentaram alterações em relação ao perfil dos fármacos. As curvas de TG/DTG apresentaram perfis termogravimétricos em relação ao observado para os fármacos isoladamente, com início da decomposição térmica abaixo da temperatura de fusão dos fármacos isoladamente, dando suporte as evidências de incompatibilidades encontradas nas curvas de DSC e DTA.

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  • LILIAN GRACE DA SILVA SOLON
  • BIODISPONIBILIDADE RELATIVA DE SUSPENSÕES ORAIS DE
    NAPROXENO SÓDICO OBTIDAS DE FARMÁCIAS DE
    MANIPULAÇÃO ADMINISTRADAS EM RATOS WISTAR

  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • Data: 26/02/2010
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  • Medicamentos vendidos nas farmácias de manipulação têm sido notificados pela
    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) quanto à resposta terapêutica
    reduzida ou por toxicidade. O presente trabalho objetivou realizar ensaios de controle
    de qualidade e comparar os perfis farmacocinéticos entre suspensões de naproxeno
    sódico industrializada e obtidas de diferentes farmácias de manipulação, na mesma
    dosagem (25 mg/mL), visando avaliar a qualidade dos produtos magistrais. Para isso,
    a metodologia para determinação do teor de naproxeno foi validada e foram
    realizados testes físicos e físico-químicos de controle de qualidade. As suspensões
    aprovadas nestes ensaios participaram do estudo farmacocinético em ratos. O
    método proposto para o doseamento, mostrou precisão, exatidão, linearidade (R2
    0,9998) e especificidade. Realizou-se estudo comparativo de suspensões
    manipuladas por seis diferentes farmácias denominadas de A, B, C, D, E e F, e da
    suspensão referência denominada “R”. Os produtos C e E foram reprovados no teste
    de descrição das características físicas e organolépticas. Quanto aos valores de pH
    encontrados, três suspensões apresentaram resultados fora das especificações (C, E
    e F) e quanto ao teor, as suspensões B, C e E apresentaram valores abaixo e a
    suspensão F apresentou valor acima do especificado. Apenas os produtos R, A e D
    apresentaram resultados satisfatórios nos testes a que foram submetidos, sendo,
    portanto, aprovados para o ensaio em animais. Na segunda etapa do estudo, foi
    realizada a validação da metodologia bioanalítica para determinação de naproxeno
    em plasma de ratos, a qual apresentou especificidade, linearidade (R2 0,9987),
    precisão, exatidão, adequada recuperação e estabilidade. As condições
    cromatográficas utilizadas tanto para a metologia analítica quanto para a metodologia
    bioanalítica foram as seguintes: fluxo 1,2 mL/min; fase móvel tampão fosfato de sódio
    pH 4.0 e acetonitrila (50:50, v/v); coluna C18 e comprimento de onda em 280 nm. O
    índice de confiança de 90% para as razões de Cmax e ASCt esteve dentro do intervalo
    de 80 – 125% proposto pelo FDA para apenas uma suspensão. Esta, obtida da
    farmácia de manipulação A, foi considerada bioequivalente para a taxa de absorção
    nas condições propostas por este estudo. Os valores encontrados indicam a
    necessidade de uma maior fiscalização e controle na manipulação destes produtos
    de forma a garantir a segurança do paciente e da farmácia.

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  • CYNTHIA HATSUE KITAYAMA CABRAL
  • DETERMINAÇÃO DE HAPLÓTIPOS DO GENE βs EM PACIENTES PORTADORES DE ANEMIA FALCIFORME

  • Orientador : TEREZA MARIA DANTAS DE MEDEIROS
  • Data: 11/05/2010
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  • Os haplótipos do gene βS representam padrões de polimorfismos do DNA ao longo do
    cromossomo 11 de indivíduos portadores do gene βs. A análise dos haplótipos, além de servir
    como uma fonte importante para estudos antropológicos a cerca da origem étnica de uma
    população, colabora para uma melhor compreensão da variação de gravidade clínica da
    anemia falciforme. O presente estudo teve como objetivo determinar os haplótipos do gene βS
    em um grupo de pacientes portadores de anemia falciforme atendidos no Ambulatório de
    Hematologia do Hemocentro Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte) - Natal/RN e no Centro de
    Oncologia e Hematologia de Mossoró/RN. Foram obtidas amostras sangüíneas de 53
    pacientes não aparentados (27 do sexo masculino e 26 do sexo feminino), com idade variando
    entre 3 meses e 61 anos (média de idade: 16,9 ± 12,1 anos). As análises laboratoriais
    consistiram em: eritrograma, contagem de reticulócitos, eletroforese de hemoglobina em pH
    alcalino, dosagem de hemoglobinas A2 e Fetal, teste de solubilidade e análise molecular para
    determinção dos haplótipos βS. O DNA foi extraído através do kit illustra blood genomicPrep
    Mini Spin e a determinação dos haplótipos do gene βS foi realizada por PCR-RFLP, utilizando
    as endonucleases de restrição Xmn I, Hind III, Hinc II e Hinf I para análise de 6 sítios
    polimórficos do cluster β. Os resultados observados mostraram, em relação ao número de
    cromossomos, o predomínio do haplótipo CAR (75,5%), frente aos haplótipos Benin (11,3%),
    e Camarões (6,6%). Os haplótipos atípicos tiveram freqüência de 6,6%. Com relação aos
    genótipos, mais da metade dos pacientes (58,5%) foram identificados como portadores do
    genótipo CAR/CAR. O segundo mais freqüente foi o CAR/BEN (16,9%), seguido de
    CAR/CAM (13,2%) e BEN/BEN (1,9%). Os pacientes com haplótipo atípico em um ou nos
    dois cromossomos representaram 9,5% (CAR/Atp, BEN/Atp e Atp/Atp). Não houve diferença
    estatisticamente significativa das médias dos parâmetros laboratoriais entre os diferentes
    grupos de genótipos comparados. O presente trabalho é o primeiro estudo relacionado aos
    haplótipos βS realizado no estado do Rio Grande do Norte e o encontro de uma maior
    freqüência do haplótipo Camarões, em relação a outros estados do Brasil, sugere a existência
    de uma peculiaridade da origem africana no estado.

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  • DIANA QUITÉRIA CABRAL FERREIRA
  • AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO SELÊNIO E
    DA EXPRESSÃO GÊNICA DE SELENOPROTEÍNAS EM PACIENTES
    COM ATEROSCLEROSE TRATADOS COM ESTATINAS

  • Orientador : LUCIA DE FATIMA CAMPOS PEDROSA
  • Data: 24/05/2010
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  • Este trabalho tem como objetivo verificar os efeitos do uso da rosuvastatina em pacientes com
    aterosclerose, em relação aos parâmetros sanguíneos de selênio e selenoproteínas, bem como
    observar possíveis alterações na expressão gênica de selenoproteínas nesses pacientes. A
    amostra foi constituída de 27 pacientes adultos e idosos com o diagnóstico clínico de doença
    arterial coronariana submetidos à angioplastia, atendidos no Natal Hospital Center, Natal, RN.
    Os pacientes foram tratados com 10mg/dia de rosuvastatina durante 4 meses. Variáveis
    antropométricas, como Índice de Massa Corporal (IMC) e Circunferência Abdominal (CA),
    foram medidas antes e após o tratamento, bem como o perfil lipídico, glicemia e enzimas
    hepáticas (AST e ALT). A dieta dos pacientes também foi analisada utilizando o Recordatório
    alimentar de 24 horas. Foram analisadas as concentrações do selênio no plasma e nos
    eritrócitos, e também a atividade da enzima Glutationa Peroxidase e a expressão gênica por
    PCR em Tempo Real das selenoproteínas GPx1, SelP1 e SelN1. Os pacientes apresentaram
    idade média de 61,0±9,4 anos, sendo 59,3% homens e 40,7% mulheres. Após os quatro meses
    de tratamento observou-se redução significativa da CA e, de acordo com o IMC, a maior parte
    foi estava com sobrepeso. A ingestão dos macronutrientes, colesterol, ácidos graxos
    polinsaturados, monoinsaturados e saturados foi adequada, porém a de energia e fibras estava
    abaixo das recomendações. Com relação a ingestão de selênio foi observada uma alta
    prevalência de inadequação. Como esperado, após o tratamento com a rosuvastatina, houve
    redução significativa do colesterol total e LDL, bem como da glicemia, o que não foi
    observado para o HDL. As concentrações de selênio no plasma e eritrócitos não apresentaram
    alterações, se mantendo dentro dos pontos de corte estabelecidos. Foi observado um aumento
    significante na atividade enzimática da GPx e na expressão de mRNA do GPX1 e SEPN1,
    mas não para o gene SEPP1. Dessa forma, foi verificado que o tratamento com a
    rosuvastatina não diminuiu a expressão das selenoproteínas. Mais estudos são necessários
    para esclarecer os efeitos da rosuvastatina sobre a expressão gênica de selenoproteínas em
    pacientes com aterosclerose.

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  • MANUELA BERNARDO CAMARA BARBOSA
  • AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DA ASSOCIAÇÃO DE ISONIAZIDA E RIFAMPICINA

  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 30/06/2010
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  • A tuberculose é uma das enfermidades mais antigas e conhecidas do mundo. O principal tratamento para esta doença é realizado com as formulações em dose fixa combinada, associando os principais fármacos. O presente trabalho tem como objetivo determinar a qualidade e realizar a primeira avaliação de estabilidade de cápsulas de isoniazida e rifampicina de formulações nacionais, com relação ao estado físico, propriedades químicas e dissolução após armazenamento em condições aceleradas (40°C de temperatura e 75% de umidade relativa) e em condições de longa duração (30°C de temperatura e 75% de umidade relativa). Foram utilizados métodos USP, previamente validados, baseados na espectrofotometria visível para a dissolução da rifampicina e a cromatografia líquida de alto desempenho para o teor de rifampicina e isoniazida e dissolução desta. Quatro formulações foram submetidas a seis meses de estudo de estabilidade acelerado e doze meses de estudo de estabilidade de longa duração. Os fármacos foram submetidos a condições de estresse, realizando hidrólises em diferentes valores de pH e temperaturas. Todas as formulações testadas obtiveram resultados satisfatórios em relação aos testes farmacopéicos. Nos estudos de degradação forçada, ocorreram produtos resultantes das condições impostas aos fármacos. Porém, uma análise mais criteriosa, através de métodos instrumentais mais sensíveis e específicos se faz necessária para separar e quantificar estes produtos de degradação. As formulações nacionais testadas são de boa qualidade e um monitoramento do surgimento dos produtos de degradação se faz necessário ao longo do estudo de estabilidade.

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  • VIVIAN VOLLET DE MORAIS
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE COMPRIMIDOS DE HIDROXIPROPILMETILCELULOSE PARA A LIBERAÇÃO PROLONGADA DE TRIANCINOLONA

  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • Data: 30/08/2010
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  • Comprimidos são formas farmacêuticas sólidas obtidas por compressão, e na maioria das vezes com a adição de adjuvantes tecnológicos adequados. Sistemas de liberação prolongada para a administração oral de fármacos são produzidos principalmente na forma de matrizes. A hidroxipropilmetilcelulose (HPMC) é muito utilizada como adjuvante para produção de comprimidos e é um dos mais populares agentes formadores de matriz para sistemas de liberação modificada. A liberação do fármaco a partir de comprimidos matriciais à base de polímeros hidrofílicos é condicionada por alguns mecanismos cinéticos. E para a interpretação desses fenômenos convém utilizar modelos matemáticos que permitem inferir e compreender os mecanismos de transporte que ocorrem durante o processo de cedência. A triancinolona é um derivado da hidrocortisona amplamente utilizada como antiinflamatório na prática medica, porém apresenta baixa solubilidade. A utilização de sistemas matriciais constituídos por polímeros se torna uma opção interessante, sendo uma das estratégias mais empregadas quando do desenvolvimento de uma formulação oral de liberação prolongada, devido às vantagens inerentes a estes sistemas como: versatilidade, eficácia, baixo custo e produção que recorre a equipamentos e técnicas convencionais. Esse trabalho objetivou o desenvolvimento de uma matriz hidrofílica a base de HPMC para liberação prolongada de triancinolona e adicionalmente a influência dos componentes da formulação sobre o perfil de dissolução do fármaco foi estudada através de modelos matemáticos. Foram obtidas quatro formulações a base de celulose microcristalina, estearato de magnésio e HPMC em diferentes concentrações (30, 40, 50 e 60%). Foram realizados testes de controle de qualidade e todos foram aprovados. No teste de intumescimento as formulações com dureza de 7,5 Kgf apresentaram maior rendimento de intumescimento e estas foram selecionadas para incorporar a triancinolona. Foram produzidos quatro lotes com triancinolona na concentração de 10mg. Os comprimidos foram aprovados nos testes de controle de qualidade. Foi realizado o doseamento da triancinolona de acordo com as especificações da USP 30º para comprimidos e foi determinado o seu teor médio que foi de 94,77 %. De acordo com os resultados observados no teste de dissolução, o comportamento de liberação pareceu ser independente das concentrações de HPMC utilizadas e a similaridade dos sistemas foi observada através da aplicação dos diversos métodos aplicados (modelos dependentes e independentes). Adicionalmente foi desenvolvido um método de doseamento para a triancinolona por espectrofotometria de acordo com os padrões da RDC 899, mostrando ser apropriado para o fim que se destina.

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  • ISNARA POLLYANNA DE SOUZA
  • DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS CRÍTICOS, ATRAVÉS DA VALIDAÇÃO,
    DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE CÁPSULAS DE
    ISONIAZIDA + RIFAMPICINA

  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 31/08/2010
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  • Após ter sido considerada sob controle, a tuberculose ressurgiu na década
    de 1990 como uma das principais doenças infecciosas letais. É uma doença
    causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta mais comumente os
    pulmões. A divisão nacional de pneumologia sanitária, através do Programa
    Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), preconiza o tratamento das formas
    ativas de tuberculose, feito sempre com esquema tríplice (rifampicina, isoniazida e
    pirazinamida) na fase inicial, (dois meses), seguida de mais quatro meses com
    rifampicina e isoniazida. Para evitar que o bacilo se torne resistente a um desses
    fármacos, recomenda-se o uso dos medicamentos de forma associada. No
    presente trabalho são determinados os parâmetros críticos que podem afetar a
    qualidade final do produto (cápsula de isoniazida + rifampicina produzida pelo
    NUPLAM) através da validação do seu processo de fabricação. A validação
    assegura que o medicamento atende às especificações técnicas e que o processo
    de fabricação é reprodutível e confiável. Após o processo de validação as etapas
    de mistura e encapsulamento foram consideradas críticas devido à rifampicina
    possuir tamanho de partícula inferior ao da isoniazida e apresentar polimorfos.
    Com a padronização do tempo de mistura, o acréscimo de excipientes na
    formulação e a caracterização das matérias-primas dos princípios ativos foi
    possível validar o processo de fabricação de cápsulas de isoniazida + rifampicina,
    assegurando a obtenção de um produto reprodutível e confiável.

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  • LIVIA LOPES MATOS
  • Desenvolvimento e validação de metodologia analítica para doseamento de flavonóides na solução extrativa hidroalcoólica obtida a partir de folhas de Kalanchoe brasiliensis Camb. (Crassulaceae)

  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • Data: 31/08/2010
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  • Kalanchoe brasiliensis Camb. (Crassulaceae), conhecida popularmente como coirama, tem sido empregada no tratamento de úlcera gástrica, feridas, processos inflamatórios. Contra estas afecções, a folha é a parte mais utilizada por seu suco conter vários polissacarídeos, flavonóides, ácido ascórbico e outras substâncias. Os flavonóides foram escolhidos como marcadores químicos neste processo devido as suas propriedades químicas e farmacológicas. O presente estudo teve como objetivo o desenvolvimento e validação de uma metodologia analítica para o controle de qualidade tanto da matéria-prima vegetal como de produtos acabados, elaborados a partir de soluções extrativas de K. brasiliensis. Deste modo, um método baseado na complexação de flavonóides com cloreto de alumínio foi desenvolvido e otimizado para a solução extrativa. As condições eleitas por determinarem uma maior resposta para a produção da solução extrativa foram a concentração do etanol 50% e a proporção droga: solvente de 1:1. A influência do tempo de reação e da concentração de AlCl3 sobre a resposta do método foi estudada a condição ótima para realização do doseamento dos flavonóides de K. brasiliensis foi 5% de AlCl3 após 15 minutos de complexação. O método mostrou atender aos requisitos de Boas Práticas em laboratórios exigido pela legislação brasileira em vigor, RE n° 899 de 29 de maio de 2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apresentando linearidade r2=0,9988 e precisão=3,712 ± 0,0242. A robustez não foi afetada por pequenas mudanças nas concentrações de AlCl3 e comprimento de onda.

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  • MIRELY DE FREITAS PAIVA
  • PROCESSO DE DESIDRATAÇÃO DA ALGA Gracilaria birdiae
    BENEFICIADA EM LABORATÓRIO E ARTESANALMENTE: ANÁLISE
    DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E COMPOSIÇÃO CENTESIMAL

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 26/11/2010
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  • O presente estudo tem como finalidade analisar de forma comparativa o
    procedimento de desidratação de Gracilaria birdiae beneficiada laboratorialmente e
    artesanalmente, cultivada no litoral norte do Rio Grande do Norte. A coleta das
    amostras foi realizada na praia do Rio do Fogo em março de 2009. Das amostras
    coletadas seguiram-se dois processamentos, no primeiro o material coletado foi
    mantido em estufa de ar circulante a 50ºC, por 24 horas sendo obtida a amostra
    laboratorial. No segundo a amostra artesanal foi desidratação ao sol por um período
    de três dias. A extração consistiu em soluções etanólica, hidroetanólica e aquosa,
    resultando em extrato etanólico, hidroetanólico e aquoso. De acordo com os
    resultados o extrato eatnólico foi fracionamento obtendo as frações hexano,
    diclorometano e acetato de etila. As distintas formas de processamento da Gracilaria
    birdiae promoveram a obtenção de amostras com tonalidades distintas. Quanto ao
    teor de sólidos solúveis a amostra laboratorial apresentou superioridade. A
    composição centesimal de ambas as amostras caracterizaram-se por apresentar um
    considerável teor de carboidratos, com maior percentual de resíduo mineral e
    proteínas, respectivamente, na amostra laboratorial e artesanal. As duas amostras
    apresentaram um baixo conteúdo de lipídeos e um perfil lipídico caracterizado por
    uma maior proporção de ácidos graxos monoinsaturados, com ausência de
    poliinsaturados na amostra artesanal. A triagem fitoquímica evidenciou a presença
    de flavonóides, taninos, saponinas e alcalóides na amostra laboratorial,
    apresentando uma maior diversidade de compostos bioativos. Por meio da
    cromatografia em camada delgada foi possível identificar os fitoesteróis β-sitosterol e
    stigmasterol em ambas as amostras, além de sugerir a presença do β-caroteno e da
    clorofila α na amostra laboratorial. Os teores de compostos fenólicos totais e
    carotenóides totais foram mais expressivos no extrato etanólico da amostra
    laboratorial. A letalidade in vitro, demonstrou que os extratos etanólicos da amostra
    laboratorial e artesanal a partir de 500 e 125 μg/mL, respectivamente, foram
    altamente letais. Na avaliação da capacidade antioxidante pelo sistema β-
    caroteno/ácido linoléico e pelo método de sequestro do radical livre DPPH•, o extrato
    etanólico proveniente do processo laboratorial apresentou atividade
    significativamente maior que os demais extratos, sendo no primeiro e segundo
    método, respectivamente, inferior e equivalente ao antioxidante sintético BHT. O
    extrato etanólico proveniente do processo artesanal não demonstrou habilidade na
    desativação de radicais livres, mas apresentou atividade na inibição da peroxidação
    lipídica, porém com valores significativamente inferiores a amostra laboratorial.
    Conclui-se que o processo de desidratação em laboratório é a técnica mais eficiente,
    por supostamente promover a manutenção dos compostos químicos presentes na
    alga marinha, proporcionando propriedades benéficas como a capacidade
    antioxidante. Ressalta-se que esta propriedade pode ser explorada com o intuito de
    agregar valor comercial ao produto final, o que promoverá a expansão da produção
    desta alga na comunidade do Rio do Fogo.

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  • GEORGE HARISSON FELINTO SAMPAIO
  • Caracterização molecular de amostras do Trypanosoma cruzi isoladas de indivíduos e
    triatomíneos naturalmente infectados no Seridó potiguar


  • Data: 03/12/2010
  • Mostrar Resumo
  • A infecção pelo Trypanosoma cruzi foi avaliada em 390 indivíduos residentes em
    diferentes comunidades rurais do município de Caicó, Estado do Rio Grande do Norte
    (RN). De 28 comunidades investigadas a soroprevalência da infecção pelo T. cruzi foi
    2,8% em indivíduos de oito comunidades rurais. As características epidemiológicas
    dos indivíduos demonstraram que, a idade variou de 22 a 64 anos, sendo
    significativamente mais elevada a partir de 31 anos (90,9%); são predominantemente
    do gênero feminino; relataram que nunca doaram sangue, mas tiveram contato direto
    com triatomíneos; e um baixo grau de escolaridade. Nos indivíduos com sorologia
    reativa e nas diferentes espécies de triatomíneos capturadas no peri e intra
    domicílio foram realizados os métodos de hemocultura e xenocultura para tentar
    isolar o parasito, e determinar à variabilidade genética das amostras. Em 27
    amostras isoladas foi utilizada a técnica do RAPD como marcador genético e três
    iniciadores aleatórios (M13-40, ?gt11-F e L15996). Os isolados do T. cruzi se
    mostraram bem correlacionados, com 73,7% de bandas compartilhadas, quando a análise
    foi realizada considerando a média obtida com os três iniciadores. Com este marcador
    foi possível separar as populações do parasito em três grupos distintos. O primeiro
    grupo composto por isolados obtidos de triatomíneos e humanos oriundos de quatro
    municípios distintos (Caicó, Caraúbas, Serra Negra do Norte e Governador Dix-Sept
    Rosado); o segundo agrupou os demais isolados obtidos de triatomíneos de duas
    espécies diferentes (T. brasiliensis e P. lutzi) capturadas em Caraúbas e Serra
    Negra do Norte. O terceiro grupo reuniu as amostras isoladas apenas de seres humanos
    oriundos dos municípios de Angicos e Caicó. No entanto, não foram encontrados perfis
    genéticos definidos que pudesse sugerir qualquer tipo de associação entre a origem
    geográfica e os hospedeiros do qual o parasito foi o isolado. Esses achados
    demonstraram uma elevada soroprevalência da infecção pelo T. cruzi no município de
    Caicó, quando comparada àquelas relatadas nos inquéritos sorológicos nacionais,
    entretanto, não foram detectados casos de infecção recente. Os perfis moleculares
    obtidos com os 27 isolados do T. cruzi e analisados por RAPD demonstraram a presença
    de populações do T. cruzi correspondentes a três grupos genéticos do parasito (TcI,
    TcII e TcIII) circulando entre hospedeiros vertebrados e invertebrados de diferentes
    municípios de mesorregiões distintas do Estado do RN.
2009
Dissertações
1
  • ELIA BRUNA DE FREITAS VIEIRA
  • Preparação de microesferas de quitosana carreadoras de ampicilina e avaliação da estabilidade.
  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 23/01/2009
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  • Quitosana, o derivado N-desacetilado da quitina, possui propriedades mucoadesivas de grande interesse para sistemas de liberação de fármacos. Aliado a este fator, a ampicilina é utilizada neste estudo por ser um antibiótico de amplo espectro e de relativa estabilidade em meio ácido. Sabendo-se que para o combate ao H. pylori o tempo de residência do ativo no estômago deve ser mais prolongado, sugerimos neste trabalho uma possível alternativa ao tratamento da gastrite crônica. O objetivo deste foi preparar microesferas de quitosana e avaliar a estabilidade da ampicilina utilizando UV-Visível (estudos preliminares) e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), o qual foi desenvolvido para quantificar remanescente de ampicilina e monitorar o aparecimento de seu principal produto de degradação. Ampicilina 0,5% foi dissolvida em ácido acético 2% (sol. P) e os diferentes excipientes que são utilizados na preparação das microesferas foram adicionados: lauril sulfato de sódio (LSS) e quitosana (sol. 1); polissorbato 80 (sol. 2); LSS (sol. 3); polissorbato 80 com quitosana (sol. 4); quitosana (sol. 5). Os componentes foram misturados e sonicados; todas as soluções foram divididas em: expostas à temperatura ambiente e conservadas em geladeira; analisadas durante 40 dias quanto à cor e odor, pH e varredura em espectrofotômetro UV, sendo o comprimento de onda máximo da ampicilina em 230 nm. Para o estudo em CLAE, foram preparadas formulações padrão, e foi variada a proporção fármaco: polímero em 1:1; 1:2 e 2:1. submetendo-as às condições estufa, ambiente e geladeira durante 48 horas, 12 e 40 dias, respectivamente. Os resultados relacionados ao estudo preliminar de estabilidade mostraram que as soluções que foram expostas à temperatura ambiente apresentaram produtos de degradação (em aproximadamente 330 nm) antes do 10º dia de análise, enquanto as que foram conservadas em geladeira passaram a apresentar picos de degradação a partir do 20º dia de análise. A absorbância dos picos aumentou com o passar dos dias, conforme o pico característico do fármaco diminuía. Quanto às características organolépticas, as soluções expostas às condições ambientais tiveram mudanças de coloração e alteração no odor mais rapidamente que as soluções em geladeira. A degradação se caracteriza pela mudança de coloração das soluções, o aparecimento de forte odor e a presença de picos por volta de 330 nm. O método CLAE se mostrou eficiente para monitoramento da ampicilina e seu produto de degradação. As preparações submetidas à estufa (50 ºC) apresentaram cinética de degradação de ordem zero, enquanto que as preparações ambiente e geladeira apresentaram cinética de 1ª ordem, ou seja, concentração-dependente, provavelmente pela aceleração da degradação não permitir uma analise apurada das reações ocorridas. A temperatura é o fator mais importante na degradação do fármaco, já que as soluções conservadas em geladeira apresentaram picos indicativos de produtos de degradação mais tardiamente do que as que foram expostas à temperatura ambiente. Quando em maior quantidade, a quitosana promove maior estabilidade às soluções de ampicilina, devido à maior microencapsulação do fármaco. É necessária a secagem imediata das micropartículas, já que a ampicilina sofre hidrólise em meio ácido, degradando-se.
2
  • ACARILIA EDUARDO DA SILVA
  • MICROPARTÍCULAS POLIMÉRICAS À BASE DE XILANA E EUDRAGIT® S-100 CONTENDO MESALAZINA VISANDO À LIBERAÇÃO CÓLON-ESPECÍFICA.

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 10/03/2009
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  • Sistemas cólon-específicos têm atraído o interesse da indústria farmacêutica devido à possibilidade de tratarem enfermidades, como as doenças inflamatórias intestinais (DII), que compreendem um problema de saúde pública em muitos países. Apesar de ser considerada uma molécula bastante eficiente para o tratamento das DII, a mesalazina (5-ASA) é rapidamente absorvida no trato gastrintestinal superior e sua absorção sistêmica leva à incidência de sérios efeitos adversos. Este trabalho teve como objetivos produzir um sistema polimérico microparticulado à base de xilana e Eudragit® S-100 (ES100) para liberação cólon-específica de 5-ASA e avaliar a interação entre os polímeros constituintes do sistema, além de aprofundar a caracterização físico-química e tecnológica da xilana. A xilana foi extraída a partir de sabugos de milho e caracterizada quanto ao rendimento, granulometria, cristalinidade, propriedades reológicas e comportamento térmico. Em seguida, 10 formulações contendo 5-ASA foram preparadas em diferentes proporções de xilana e ES100 através da secagem por aspersão das soluções poliméricas com NaOH 0,6N ou tampão-fosfato pH 7,4, como solvente. Além disso, 3 formulações constituídas de microcápsulas de xilana produzidas por reticulação polimérica interfacial foram revestidas por ES100 através de secagem por aspersão em diferentes proporções poliméricas e empregando-se NaOH 0,6N ou tampão-fosfato pH 7,4, como solvente. As micropartículas foram avaliadas quanto ao rendimento, morfologia, granulometria, homogeneidade, aspecto visual, cristalinidade e comportamento térmico. A interação polimérica foi investigada através da espectroscopia na região do infravermelho e de análises térmicas. A xilana extraída apresentou-se como um pó muito fino, com tamanho médio inferior a 40μm, e com coloração opaca levemente amarelada. A avaliação das propriedades reológicas da xilana permitiram a caracterização desse polímero, em seu estado original de pó, como um material de baixa densidade, fluxo restrito e bastante coesivo. Foram obtidas micropartículas esféricas e sem presença de agregados, com estrutura amorfa, em sua maior parte, e bastate estáveis a temperaturas elevadas. Além disso, confirmou-se que a interação entre xilana e ES100 ocorre apenas por agregação física.

3
  • NAIRA JOSELE NEVES DE BRITO
  • Avaliação “in vitro” e “in vivo” da Atividade Antioxidante de Folhas do Extrato Hidroetanólico de Turnera ulmifolia Linn. var. elegans (Turneraceae)

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 26/03/2009
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  • Atualmente existe um crescente interesse no estudo dos antioxidantes, classe de substâncias que protegem os sistemas biológicos dos efeitos deletérios das espécies reativas de oxigênio (ERO) e de nitrogênio (ERN). Muitos desses antioxidantes são moléculas de origem vegetal que contribuem para a prevenção e para o tratamento de doenças nas quais o estresse oxidativo está envolvido. Na medicina popular, plantas com comprovada atividade anti-inflamatória, apresentam diversas atividades farmacológicas, dentre elas, a antioxidante. Turnera ulmifolia Linn. var. elegans (Turneraceae), uma planta medicinal, largamente utilizada pela população, apresentou atividade antioxidante quando avaliada in vitro e in vivo, utilizando-se o extrato hidroetanólico (10 %) obtidos das folhas de Turnera ulmifolia Linn. var. elegans (EHETU). A capacidade antioxidante in vitro de EHTU foi avaliada através do seqüestro do radical 1,1-difenil-2-picril-hydrazyl (DPPH•). O resultado apresentou um marcado potencial antioxidante ao seqüestrar 86,57%±0,14 do radical DPPH•, comparável ao obtido com as substâncias de referência. No ensaio in vivo, empregando-se modelo experimental murino (48 ratas Wistar), injúria hepática foi induzida com CCl4 (2,5 mL/kg i.p. dose única) e o dano oxidativo hepático foi avaliado através da atividade das transaminases (ALT e AST) e pelo exame histopatológico, enquanto que as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (SRAT), conteúdo de glutationa reduzida (GSH) e atividade das enzimas catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx) foram os parâmetros pró-antioxidante avaliados. Os animais foram divididos em seis grupos (n=8) [G1 = controle (1,25 mL/kg i.p. de veículo); G2 = CCl4 (2,5 mL/kg i.p.); G3 = CCl4 + extrato 7 dias (500 mg/kg p.o.); G4 = CCl4 + Legalon® 7 dias (50 mg/kg p.o.), G5 = CCl4 + extrato 21 dias (500 mg/kg p.o.) e G6 = CCl4 + Legalon® 21 dias (50 mg/kg p.o.)]. O pós-tratamento com o extrato provocou um decréscimo na atividade da ALT e AST (p<0,001) e de SRAT (plasma, p<0,001 e fígado, p<0,001), aumentando o conteúdo da GSH (sangue, p<0,001 e em fígado, p<0,001), bem como a atividade das enzimas antioxidantes, [CAT eritrocitária (p<0,05) e hepática (p<0,01); SOD eritrocitária (p<0,001) e hepática (p<0,001); GPx eritrocitária (p<0,001) e hepática (p<0,001)]. A análise histopatológica mostrou uma redução do dano hepático causado pelo CCl4. Os resultados obtidos com o extrato foram análogos aqueles do tratamento com Legalon®, padrão antioxidante, utilizado in vivo. Com base nesses dados, conclui-se que o extrato de folhas de T. ulmifolia apresenta capacidade hepatoprotetora diante do quadro de estresse oxidativo induzido pelo CCl4. Efeitos estes, que, provavelmente, estão associados à atividade antioxidante detectada, atribuídas às substâncias fenólicas presentes no extrato, que devem agir como seqüestradores de radicais livres, bloqueando as reações em cadeias.

4
  • CHRISTIANE MEDEIROS BEZERRA
  • DIAGNÓSTICO MOLECULAR DA TALASSEMIA ALFA+ (DELEÇÃO -3.7) EM INDIVÍDUOS COM MICROCITOSE E/OU HIPOCROMIA ATENDIDOS NO HEMOCENTRO DALTON BARBOSA CUNHA EM NATAL, RIO GRANDE DO NORTE.
  • Orientador : ROSELY DE VASCONCELLOS MEISSNER
  • Data: 27/03/2009
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  • A talassemia alfa, uma das doenças monogênicas mais comuns no mundo, resulta de um desequilíbrio na síntese das cadeias alfa da hemoglobina devido, principalmente, à deleção de um ou ambos os genes da globina alfa, sendo a deleção -3.7 a mais freqüente. A talassemia alfa, juntamente com a deficiência de ferro e a talassemia beta, representa uma importante causa de microcitose e hipocromia. Com o objetivo de diagnosticar e verificar a prevalência da talassemia alfa (-3.7) em indivíduos com microcitose e/ou hipocromia (VCM  82 fL e HCM  27 pg, respectivamente) foram estudados 319 pacientes atendidos no Ambulatório de Hematologia do Hemocentro Dalton Barbosa Cunha, Natal, RN. Todas as amostras de sangue periférico foram submetidas aos seguintes exames laboratoriais: eritrograma, realizado em contador automático de células, eletroforese de hemoglobina em pH alcalino, dosagem das hemoglobinas A2 e Fetal e concentração de ferritina sérica determinada através de ensaio imunométrico quimioluminescente. O DNA foi extraído utilizando o kit illustra Blood GenomicPrep Mini Spin e a seguir submetido à PCR para investigação da deleção -3.7. Dos 319 pacientes, 105 (32,9%) apresentaram talassemia alfa, sendo 93 (29,1%) heterozigotos (-3.7/) e 12 (3,8%) homozigotos (-3.7/-3.7). Em relação ao grupo étnico, os negros foram os que apresentaram a maior prevalência da doença (45,7%), seguidos pelos pardos (32,3%) e brancos (29,1%). A associação da talassemia alfa com outras hemoglobinopatias foi observada em 12,3% dos indivíduos com a deleção -3.7, sendo 7,6% associada ao traço falciforme, 1,9% à doença falciforme e 2,8% à talassemia beta, mostrando a coexistência dessas doenças da hemoglobina na população estudada. Dos 105 pacientes diagnosticados com talassemia alfa, 9 (8,6%) tinham deficiência de ferro associada. A comparação dos índices hematimétricos VCM e HCM entre os três grupos de pacientes classificados por genótipo alfa (-3.7) (normal, heterozigoto e homozigoto) revelou diferença estatisticamente significante entre os três grupos para ambos os parâmetros (p < 0,05, teste de Tukey). Porém, apesar das diferenças observadas, a sobreposição dos valores individuais não permite a distinção entre os diferentes genótipos alfa baseada nestes parâmetros. Nossos dados demonstram a presença da deleção -3.7 em nossa população e corroboram a importância do diagnóstico molecular da talassemia alfa a fim de evitar investigações laboratoriais desnecessárias para elucidação da etiologia da microcitose e/ou hipocromia e garantir que o paciente não receberá tratamento inapropriado com ferro. Os resultados mostram também que o diagnóstico prévio de deficiência de ferro ou talassemia beta, não excluiu a presença da talassemia alfa. Palavras-
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  • TATIANA XAVIER DA COSTA
  • AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS DE ESTRESSE OXIDATIVO NO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 27/03/2009
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  • OBJETIVO: Analisar os parâmetros de estresse oxidativo no Lúpus Eritematoso Sistêmico. PACIENTES E MÉTODOS:Foram realizadas as determinações do conteúdo de glutationa reduzida no sangue total, da atividade da superóxido dismutase, da glutationa peroxidase e da catalase nos eritrócitos e da concentração de Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico no plasma de 19 pacientes do sexo feminino com LES sem atividade de doença (Mex-SLEDAI < 2), com média de idade de 32 ± 11 anos, através de métodos espectrofotométricos e comparada a um grupo de 30 indivíduos sadios nas mesmas condições. As pacientes com LES apresentaram tempo de doença em torno de 5 ± 3 anos. Os dados estatísticos foram analisados através do teste tstudent considerando um nível de significância de P<0,05. RESULTADOS: Foi verificado que a concentração de Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico foi significantemente mais elevada e a atividade da catalase foi significantemente diminuída nos pacientes com LES em comparação ao controle. Não houve diferença significativa nos outros parâmetros. CONCLUSÃO: O aumento da peroxidação lipídica e a diminuição da atividade da catalase sugerem que o estresse oxidativo tem um papel na patogênese da doença no LES, mesmo em pacientes sem doença ativa.
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  • VALDJANE SALDANHA
  • FERRITINA: intervalos de referência para adultos no Estado do Rio Grande do Norte
  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 27/03/2009
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  • A ferritina é uma proteína composta por cadeias leves e pesadas ligadas não- covalentemente e que acomoda, em seu núcleo, milhares de átomos de ferro. Além disso, esta proteína representa os estoques de ferro no organismo e caracteriza-se como marcador de fase aguda e preditor de doenças como anemia por deficiência de ferro, hemocromatose hereditária, entre outras. Diante da variabilidade de valores de referência e métodos analíticos disponíveis atualmente, a presente pesquisa objetivou propor intervalos de referência com 95% de confiança para adultos do Estado do Rio Grande do Norte, após determinação da concentração média de ferritina sérica para ambos os sexos, correlacionando-as também com a idade. Foram analisadas 385 amostras de sangue, coletadas após 12-14 horas de jejum por venopunção, de indivíduos residentes no Estado, sendo 169 homens e 216 mulheres entre 18-59 anos, os quais responderam a um questionário relacionado a aspectos sócio-econômicos, alimentares, histórico de doenças anteriores e queixas atuais. A coleta teve caráter itinerante, tendo sido emitidos a cada participante os resultados de eritrograma, glicose em jejum, alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, γ- glutamil transferase, ureia, creatinina, contagem de leucócitos e plaquetas, além de proteína C reativa de modo que, após seleção dos indivíduos aparentemente saudáveis, foi feita a dosagem de ferritina sérica. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se os softwares SPSS Windows versão 11.0, Epi Info 3.3.2 e Graf pad instant (versão 3.02), sendo que a amostra populacional foi aleatória simples (população finita) para a qual foi feito o teste de correlação linear e diagrama de dispersão. Após a seleção dos indivíduos e determinação da ferritina sérica, os outliers mais discrepantes foram desconsiderados, obtendo-se um valor médio para os indivíduos do sexo masculino de 167,18 ng/dL e, para os indivíduos do sexo feminino de 81,55 ng/dL. Analisando os valores obtidos, temos que 25% dos homens apresentaram valores < 90,30 ng/dL; 50% ≤ 156,25 ng/dL e 75% ≤ 229,00 ng/dL. No grupo das mulheres, 25% apresentam valores < 38,80 ng/dL; 50% ≤ 65,00 ng/dL e 75% ≤119,00 ng/dL. Por meio do coeficiente de correlação, r = 0,23, e p = 0,003, é possível confirmar a existência de correlação linear positiva entre idade e ferritina sérica dos indivíduos do sexo masculino, assim como o coeficiente de correlação r = 0,16 e p = 0,025 confirma a existência de correlação linear positiva entre a ferritina sérica e a idade das mulheres. Diante das análises realizadas e corroborando com métodos específicos para proposição de valores de referência, concluímos que o valor médio encontrado para homens é superior ao valor médio encontrado para mulheres, elevando-se com a idade para os indivíduos de ambos os sexos. Além disso, os intervalos de referência determinados com 95% de confiança, foram de 74 ng/dL ≤ μ ≤ 89 ng/dL e de 152 ng/dL ≤ μ ≤ 183 ng/dL, para os indivíduos dos sexos feminino e masculino, respectivamente.
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  • MARCELA ABBOTT GALVAO URURAHY
  • ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DOS RECEPTORES TOLL-LIKE 2 E 4 COM O ESTADO PRÓ-INFLAMATÓRIO DO DIABETES TIPO 1 E SUA CORRELAÇÃO COM A NEFROPATIA DIABÉTICA

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 30/03/2009
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  • A inflamação tem sido apontada como um fator etiológico chave no desenvolvimento de doenças crônicas como o diabetes, e a condição da hiperglicemia seria a responsável pela ativação dos receptores toll-like (TLRs), TLR2 e TLR4, e, conseqüentemente, pela indução da inflamação local e sistêmica. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo de avaliar o estado pró-inflamatório do DM1 através da expressão gênica de TLRs 2 e 4 e das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α, e correlacionar com o desenvolvimento da nefropatia diabética. Foram estudados 76 pacientes diabéticos tipo 1 e 100 indivíduos normoglicêmicos – NG, na faixa etária de 6 a 20 anos. Os indivíduos diabéticos foram avaliados como um grupo total – DM1, e subdivididos em função do controle glicêmico (diabéticos compensados – DM1C, e não-compensados – DM1NC) e em função do tempo de diagnóstico (diabéticos com menos de 5 anos de diagnóstico – DM1< 5anos, e a partir de 5 anos de diagnóstico – DM1≥5 anos). Para a avaliação do controle metabólico foi determinada a concentração de glicose e a hemoglobina glicada; para avaliar a função renal foram as concentrações séricas de uréia, creatinina, albumina, proteína total e a relação albumina/creatinina (RAC) urinária; e para função hepática a atividade sérica de AST e ALT. O estado pró-inflamatório foi avaliado a partir da expressão do mRNA dos TLRs 2 e 4, e das citocinas IL-1β, IL-6 e TNF-α. Com exceção do grupo DM1C (18,4%), os pacientes DM1NC (81,6%) apresentaram um controle glicêmico insatisfatório, com valores de mediana para glicose (225,5mg/dL) e hemoglobina glicada (11,2%) significativamente superiores ao grupo NG (glicose: 76,5mg/dL e hemoglobina glicada: 6,9%). Foram obtidos valores aumentados para a uréia sérica (20%) e RAC urinária (20,8%); e diminuídos para albumina (5,7%) e proteína total (13,6%) nos indivíduos diabéticos; e associados a um controle glicêmico insatisfatório (DM1NC – aumento de 20% para uréia e 49% para RAC; e diminuição de 8,6% para albumina e 12,1% para proteína total) e a um maior tempo de diagnóstico (DM1≥5anos – aumento de 20% para uréia e 20,8% para RAC; e diminuição de 14,3% para albumina e 13,6% para proteína total). No tocante à avaliação do estado pró-inflamatório, as expressões de mRNA se apresentaram elevadas para TLR2 (0,4X), IL-1β (0,5X), IL-6 (0,4X) e TNF-α (0,15X) nos indivíduos diabéticos em relação aos NG, sendo principalmente associadas aos grupos DM1NC (controle glicêmico insatisfatório – TLR2: 0,9X, IL-1β: 0,5X de aumento) e DM1≥5 anos (maior tempo de diagnóstico – TLR2: 0,8X, IL-1β: 0,4X de aumento). O conjunto de resultados suporta a existência de um quadro inflamatório mediado pelo aumento da expressão do TLR2 e das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α, e a hipótese do envolvimento da inflamação na instalação da nefropatia diabética.

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  • MARCELA ABBOTT GALVAO URURAHY
  • ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DOS RECEPTORES TOLL-LIKE 2 E 4 COM O ESTADO PRÓ-INFLAMATÓRIO DO DIABETES TIPO 1 E SUA CORRELAÇÃO COM A NEFROPATIA DIABÉTICA
  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 30/03/2009
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  • A inflamação tem sido apontada como um fator etiológico chave no desenvolvimento de doenças crônicas como o diabetes, e a condição da hiperglicemia seria a responsável pela ativação dos receptores toll-like (TLRs), TLR2 e TLR4, e, conseqüentemente, pela indução da inflamação local e sistêmica. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo de avaliar o estado pró-inflamatório do DM1 através da expressão gênica de TLRs 2 e 4 e das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α, e correlacionar com o desenvolvimento da nefropatia diabética. Foram estudados 76 pacientes diabéticos tipo 1 e 100 indivíduos normoglicêmicos – NG, na faixa etária de 6 a 20 anos. Os indivíduos diabéticos foram avaliados como um grupo total – DM1, e subdivididos em função do controle glicêmico (diabéticos compensados – DM1C, e não-compensados – DM1NC) e em função do tempo de diagnóstico (diabéticos com menos de 5 anos de diagnóstico – DM1< 5anos, e a partir de 5 anos de diagnóstico – DM1≥5 anos). Para a avaliação do controle metabólico foi determinada a concentração de glicose e a hemoglobina glicada; para avaliar a função renal foram as concentrações séricas de uréia, creatinina, albumina, proteína total e a relação albumina/creatinina (RAC) urinária; e para função hepática a atividade sérica de AST e ALT. O estado pró-inflamatório foi avaliado a partir da expressão do mRNA dos TLRs 2 e 4, e das citocinas IL-1β, IL-6 e TNF-α. Com exceção do grupo DM1C (18,4%), os pacientes DM1NC (81,6%) apresentaram um controle glicêmico insatisfatório, com valores de mediana para glicose (225,5mg/dL) e hemoglobina glicada (11,2%) significativamente superiores ao grupo NG (glicose: 76,5mg/dL e hemoglobina glicada: 6,9%). Foram obtidos valores aumentados para a uréia sérica (20%) e RAC urinária (20,8%); e diminuídos para albumina (5,7%) e proteína total (13,6%) nos indivíduos diabéticos; e associados a um controle glicêmico insatisfatório (DM1NC – aumento de 20% para uréia e 49% para RAC; e diminuição de 8,6% para albumina e 12,1% para proteína total) e a um maior tempo de diagnóstico (DM1≥5anos – aumento de 20% para uréia e 20,8% para RAC; e diminuição de 14,3% para albumina e 13,6% para proteína total). No tocante à avaliação do estado pró-inflamatório, as expressões de mRNA se apresentaram elevadas para TLR2 (0,4X), IL-1β (0,5X), IL-6 (0,4X) e TNF-α (0,15X) nos indivíduos diabéticos em relação aos NG, sendo principalmente associadas aos grupos DM1NC (controle glicêmico insatisfatório – TLR2: 0,9X, IL-1β: 0,5X de aumento) e DM1≥5 anos (maior tempo de diagnóstico – TLR2: 0,8X, IL-1β: 0,4X de aumento). O conjunto de resultados suporta a existência de um quadro inflamatório mediado pelo aumento da expressão do TLR2 e das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α, e a hipótese do envolvimento da inflamação na instalação da nefropatia diabética.
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  • MARCEL DA SILVA FERREIRA
  • OTIMIZAÇÃO DE SOLUÇÃO EXTRATIVA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DE PRODUTO SECO POR ASPERSÃO DE Psidium guajava L.
  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • Data: 31/03/2009
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  • O aumento do consumo de fitoterápicos por parte da população gerou uma necessidade maior de estudos dos processos de produção desse tipo de medicamentos por parte da comunidade científica. Substituições na droga, adulterações e alterações na técnica de produção são situações comuns no comércio de produtos farmacêuticos de origem vegetal, levando órgãos governamentais de controle farmacêutico ao redor a adotarem práticas analíticas variadas para os fitomedicamentos. No entanto, fatores agronômicos e tecnológicos causam variações em características da matéria-prima e de constituição química da droga, problemática a ser solucionada pelos pesquisadores da área. O presente trabalho visa obter um produto seco por aspersão a partir de solução extrativa obtida de folhas de Psidium guajava L. baseado em referências bibliográficas que ressaltam as vantagens da forma farmacêutica intermediária. Também busca a validação de metodologias úteis para o controle de qualidade tanto da matéria prima como dos seus derivados. Utilizando-se de oito variações do Produto Seco por Aspersão (com Eudragit®, Aerosil ® e Avicel PH101 ® como adjuvantes de secagem), o estudo propõe modelos analíticos utilizando técnicas comumente utilizadas para fitomedicamentos e suas formas intermediárias. Como resultado, obteve-se um produto seco por aspersão viável, gerado a partir de uma solução extrativa padronizada. Dentre os adjuvantes estudados, a combinação Aerosil ® com Eudragit ® mostrou os valores de rendimento, reologia, umidade residual e teor de taninos que mais se adequavam às exigências da Farmacopéia Brasileira.
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  • ULISVALDO BRUNNO DE OLIVEIRA MACEDO
  • INFLUÊNCIA DO HIPOESTROGENISMO POR OOFORECTOMIA NA ADAPTAÇÃO ANTIOXIDANTE EM RATAS WISTAR EXERCITADAS REGULARMENTE

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 31/03/2009
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  • A pós-menopausa é um período do ciclo de vida da mulher que se caracteriza pela
    depleção dos estrogênios e, por conseqüência, o aumento da incidência de doenças
    cardiovasculares, neurodegenerativas, atrofia urogenital, osteoporose, fogachos e
    desconforto sexual. O estrógeno é um hormônio com ação antioxidante comprovada
    e sua depleção está relacionada à instalação de estresse oxidativo gerando danos a
    diversas biomoléculas importantes. O exercício físico regular vem sendo apontada
    como um fator de diminuição das complicações da pós-menopausa além de
    melhorar a defesa antioxidante diminuindo os danos oxidativos e conseqüente
    melhorando a qualidade de vida nesta parcela da população. O presente trabalho
    tem por objetivo avaliar a influência do hipoestrogenismo na adaptação antioxidante
    decorrente do exercício físico regular, mediante determinação das concentrações de
    Glutationa reduzida (GSH), Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (SRAT) e
    atividade das enzimas antioxidantes, Glutationa Peroxidase (GPx), Superóxido
    Dismutase (SOD) e Catalase (CAT) em sangue, cérebro e fígado de ratas. Para se
    alcançar esse objetivo foram utilizadas 50 ratas Wistar, pesando entre 180-250 g, as
    quais foram divididas em dois grupos, controle - GC (25) e ooforectomizados - GO
    (25). Cada um dos grupos foi subdividido em cinco subgrupos: Não-treinado – NT
    (5), Não-treinado Exercício Agudo - NTEA (5), Exercitados regularmente 30 dias E30
    (5), Exercitados regularmente 60 dias E60 (5) e Exercitados regularmente 90 dias
    E90 (5) dias. Cada um dos três subgrupos exercitados regularmente foi submetido a
    exercício agudo na véspera e no dia de sacrifício para coleta das amostras
    biológicas sangue, fígado e cérebro e posterior determinação das concentrações das
    SRAT, determinação do conteúdo de GSH e atividade das enzimas antioxidantes
    GPx, SOD e CAT. A avaliação dos resultados indicaram que os animais sedentários
    exercitados agudamente apresentaram estresse oxidativo e que a atividade física
    regular levou a adaptação antioxidante. No grupo ooforectomizado a adaptação
    antioxidante, vista nos animais controle apresentou-se prejudicada. Diferentemente
    dos resultados em sangue e fígado, no cérebro foi verificado uma proteção contra
    danos oxidativos decorrentes do exercício físico e que o hipoestrogenismo acarretou
    perda desse potencial antioxidante natural. Portanto, o hipoestrogenismo interfere
    negativamente na adaptação antioxidante decorrente do exercício físico regular.

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  • ALMARIA MARIZ BATISTA
  • AVALIAÇÃO DA PUBLICIDADE DE MEDICAMENTOS VEICULADA NAS PRINCIPAIS EMISSORAS DE RÁDIO DE NATAL – RN
  • Orientador : MARIA CLEIDE RIBEIRO DANTAS DE CARVALHO
  • Data: 02/07/2009
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  • A propaganda de medicamentos é um dos principais recursos de marketing utilizados pela indústria farmacêutica a fim de persuadir as pessoas a comprarem esses produtos ainda que não tenham real necessidade de consumi-los. Este trabalho objetivou avaliar propagandas de medicamentos veiculadas em emissoras de rádio, em Natal/RN, no período de outubro de 2007 a setembro de 2008. Foram captadas 228 peças publicitárias, das quais, 21 eram diferentes entre si e correspondiam a 15 medicamentos. Os resultados demonstraram que 73,3% dos medicamentos foram anunciados em emissoras AM e 26,7% em FM. A maioria dos medicamentos era constituída por analgésicos (26%), seguindo-se os antiácidos, vitaminas e fitoterápicos (13% cada). A análise legal demonstrou que todas as propagandas cometeram algum tipo de infração. A omissão do número de registro ocorreu em todas as propagandas, seguindo-se a quase totalidade (95,2%) da ausência das contra-indicações e da DCB/DCI (76,2%). Em 42,9% das propagandas observou-se a relação do uso do medicamento ao desempenho físico/intelectual/emocional/sexual e/ou beleza e em 33,3% houve abusiva exploração das enfermidades. A advertência obrigatória foi omitida em 28,6%, e o oferecimento de bonificação financeira ocorreu em 9,5% dos casos. A análise de conteúdo revelou que a maioria dos elementos de convencimento/persuasão observados eram indicativos de apelo ao consumo (34,2%). O estudo aponta para a necessidade do tema propaganda de medicamentos ser tratado em contexto mais amplo, ou seja, discutido como questão de saúde pública. Embora se considere que a responsabilidade pela regulamentação e fiscalização da propaganda seja do Estado, esta deve ser compartilhada com agências de publicidade, indústria farmacêutica e meios de comunicação. Além disso, é imprescindível informar e conscientizar a população para que esta reivindique seus direitos diante de situações enganosas.
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  • CAMILA REGALADO GALVAO
  • ESTUDO DOS FATORES ASSOCIADOS À INFECÇÃO CHAGÁSICA EM ÁREA ENDÊMICA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : ANA CLAUDIA GALVAO FREIRE GOUVEIA
  • Data: 30/07/2009
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  • A doença de Chagas humana é uma doença infecciosa e parasitária que tem como agente etiológico o Trypanosoma cruzi, um parasita protozoário que pode ser transmitido aos humanos pelas fezes dos triatomíneos (“barbeiros”) no ato do hematofagismo. Ao perceber a relação existente entre fatores associados à infecção chagásica e os riscos de transmissão do Trypanosoma cruzi, este trabalho teve como objetivo fazer uma correlação entre os resultados da sorologia, obtidos por técnicas imunológicas diferentes, utilizadas para o diagnóstico da doença de Chagas e os fatores de risco aos quais a população do município de Apodi-RN encontra-se exposta, por ser considerada uma área endêmica. O estudo do tipo Caso-Controle foi realizado com 199 indivíduos, aos quais, inicialmente foi aplicado um questionário abordando parâmetros epidemiológicos e fatores de risco que favorecem a disseminação da doença. Em seguida, foi dado o diagnóstico imunológico por sorologia pelas técnicas de Hemaglutinação Indireta, ELISA e Imunofluorescência Indireta. A partir do diagnóstico, os indivíduos foram divididos em grupo caso (presença de infecção) e grupo controle (ausência de infecção). Em relação à caracterização descritiva da amostra, foi encontrada uma maior freqüência de indivíduos do sexo feminino (59,3%), entre 36 – 50 anos (36,7%), com baixo grau de escolaridade (91%) e renda mensal de até 1 salário mínimo (67,8%). A sorologia, feita por três técnicas de princípios diferentes, apresentou uma reatividade de 38,9% por Hemaglutinação Indireta, 39,7% por ELISA e 38,7% por Imunofluorescência Indireta. Quanto ao resultado da sorologia, 71 das amostras estudadas apresentou reatividade em 2 ou mais técnicas utilizadas. Sobre algumas variáveis de risco, foi encontrada uma relação significativa entre indivíduos que tinham sido picados pelo barbeiro e apresentavam sorologia positiva para doença de Chagas (93,3%). Outras variáveis de risco revelaram indivíduos que apresentaram sorologia positiva e que tinham animal doméstico (80,3%), moravam em casas mal conservadas (97,2%) e próximo à mata ou floresta (84,5%). Um melhor entendimento da dinâmica de transmissão do Trypanosoma cruzi e os fatores de risco que contribuem para o seu aparecimento em uma determinada região são necessários para o desenvolvimento de efetivas estratégias de controle da doença de Chagas nessas áreas.

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  • MILENA THAISA FIGUEIREDO DE ARAUJO
  • ALEITAMENTO E INFECÇÕES POR PARASITAS INTESTINAIS EM GESTANTES ADOLESCENTES E SEUS FILHOS
  • Orientador : VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
  • Data: 31/07/2009
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  • A amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida constitui prática indispensável para a saúde e o desenvolvimento da criança. Estudos mostram existir no leite humano anticorpos protetores contra enteroparasitas e uma relação entre a ausência do aleitamento ou desmame e infecções parasitárias. Estudo de coorte prospectivo envolvendo 34 gestantes adolescentes atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco/RN e seus filhos. Neste trabalho estudamos a influência do aleitamento materno nas parasitoses intestinais em filhos de mães adolescentes, para tanto, a infecção parasitária foi investigada pelo exame parasitológico usando o método de Blagg e cols. e os fatores ambientais, utilizando questionário. A idade média das mães estudadas foi de 16,2 anos. Destas 76,4% estavam infectadas. As espécies de parasitas mais prevalentes nas mães foram Entamoeba histolytica (76,9%), Endolimax nana (76,9%), Entamoeba coli (34,6%), Giardia lamblia (19,2%), Ascaris lumbricoides (11,5%). A freqüência de parasitas entre as crianças estudadas foi de 61,7%: Endolimax nana (45%), Entamoeba coli (45%), Giardia lamblia (40%), Entamoeba histolytica (35%), Ascaris lumbricoides (5%), Ancylostomo duodenalis (5%). O tempo médio de amamentação exclusiva foi de 2,2 meses. Observou-se associação entre um maior tempo de amamentação exclusiva e um maior tempo para a detecção de parasitas nas fezes. Não foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre o tempo de amamentação, como também a presença de parasitas e as condições sócio-econômicas da população estudada.
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  • LUZIA LEIROS DE SENA FERNANDES RIBEIRO DANTAS
  • DETERMINAÇÃO DOS INTERVALOS DE REFERÊNCIA PARA LIPÍDEOS, LIPOPROTEÍNAS E APOLIPOPROTEÍNAS EM ADULTOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 31/08/2009
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  • O perfil lipídico é definido pelas determinações laboratoriais dos triglicerídeos, do colesterol total (CT) e das frações do colesterol (HDL-C e LDL-C). Atualmente, as concentrações séricas do não-HDL-C e das apolipoproteínas A-I e B, assim como as razões CT/HDL-C, LDL-C/HDL-C e Apo A/Apo A-I, têm sido descritos como melhores preditores de doenças cardiovasculares. Os intervalos de referência são ferramentas frequentemente utilizadas no auxílio da avaliação do estado de saúde das pessoas. Hoje, estudos nacionais ainda utilizam intervalos de referência do perfil lipídico procedentes de outros países, desconsiderando diferenças entre as populações. Contudo, este trabalho objetivou estabelecer intervalos de referência para lipídeos, lipoproteínas e apolipoproteínas em adultos no estado do Rio Grande do Norte (RN). Após uma criteriosa seleção para compor o grupo de referência de indivíduos sadios, foram utilizadas 379 amostras de sangue coletadas por venopunção após jejum de 12 a 14 horas, sendo 96 de homens e 283 de mulheres, ambos com idade entre 18 a 59 anos. Informações sobre o estilo de vida e os hábitos alimentares dos participantes foram obtidas através de um questionário e a avaliação da glicemia e das funções renal e hepática foi realizada por testes laboratoriais. Os resultados do perfil lipídico foram analisados quanto ao sexo, idade e mesorregião do RN, sempre adotando um nível de significância de 5% (p  0,05). Os limites de referência, inferior e superior, foram identificados através do percentil 2,5 e do percentil 97,5, respectivamente, e intervalos de confiança de 90% foram calculados para cada um desses limites. Dentre os determinantes do perfil lipídico estudados, foi observada pouca diferença significativa quanto ao sexo, mas, quanto a idade, os grupos de menor e maior faixa etária foram os que mais diferiram. Quando agrupadas por região, as médias dos valores da mesorregião Oeste foram as mais diferentes significativamente. Poucos trabalhos foram úteis para comparar os intervalos de referência determinados neste estudo. Assim, se faz necessário a realização de estudos semelhantes a este em outras regiões do país e do mundo, visto a grande importância clínica dos intervalos de referência.
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  • SAMARA FONTES DE LIMA GOMES
  • Medidas antropométricas e avaliação do perfil lipídico de indivíduos obesos e com sobrepeso residentes no Estado do RN
  • Orientador : TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
  • Data: 31/08/2009
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  • O sobrepeso e a obesidade são definidos como o acúmulo de gordura anormal ou excessivo que possa causar danos a saúde, aumentando expressivamente o risco de desenvolvimento de numerosas patologias, além de estar associada a diminuição da expectativa de vida. O objetivo do presente trabalho é avaliar as medidas antropométricas e o perfil lipídico de indivíduos adultos obesos e com sobrepeso residentes no Estado do RN. A metodologia adotada foi a análise de parâmetros bioquímicos determinados no soro dos indivíduos e uma avaliação física que constou de medições de pressão arterial e dados antropométricos. Os voluntários da pesquisa ainda responderam a um questionário sobre dados pessoais, sociais e clínicos. Foram coletadas 1741 amostras, das quais 432 (24,8%) eram de obesos. Destes, 280 foram selecionados para participar da pesquisa, entre eles 118 (42,1%) homens e 162 mulheres (57,9%). Dos 1309 indivíduos restantes, 731 (55,8%) apresentaram sobrepeso. Dentre eles, 179 (24,5%) foram analisados nesta pesquisa sendo 56,4% do sexo feminino. Dos 578 indivíduos eutróficos remanescentes, 143 foram selecionados como controles da pesquisa. Em meio aos obesos, sobrepesos e eutróficos, havia, respectivamente, 10% vs 5% vs 5,6% de diabéticos, 92,1% vs 85,5% vs 68,7% de dislipidêmicos e 38,6% vs 22,3% vs 15,6% de hipertensos. O grau de obesidade apresentado pelos participantes foi variado, com a maioria (72,8%) se encaixando em obesos grau I, 22,9% (64) em grau II e apenas 4,3% (12) em grau III. As médias antropométricas dos participantes indicaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos eutrófico, sobrepeso e obeso quanto ao IMC, CC, RCQ e %GC, e entre os sexos quanto a CC, RCQ e %GC. Assim como as médias dos parâmetros bioquímicos séricos que avaliam o perfil lipídico indicaram diferenças significativas entre os grupos eutrófico, sobrepeso e obeso, salvo exceção do HDL entre os sobrepesos e obesos. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05).
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  • FÁTIMA DUARTE FREIRE
  • OBTENÇÃO DE SISTEMAS MULTIPARTICULADOS DE ISONIAZIDA REVESTIDOS COM POLÍMERO DE LIBERAÇÃO ENTÉRICA
  • Orientador : FERNANDA NERVO RAFFIN
  • Data: 21/09/2009
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  • Conhecida há milhares de anos, a tuberculose é a principal causa de mortalidade por uma única doença infecciosa e é uma das doenças que mais mortes tem causado em todo o mundo. Os principais fatores que implicaram esta situação são: falta de adesão dos pacientes aos esquemas terapêuticos disponíveis, com duração de seis a nove meses; o aparecimento de cepas de TB multiresistentes (MDR-TB), que são definidas pela resistência aos fármacos isoniazida e rifampicina, e a co-infecção com o vírus HIV, em que a TB é a principal causa de morte entre os pacientes HIV-positivos. A isoniazida e a rifampicina possuem o maior poder bactericida frente ao M. tuberculosis, sendo por isso unanimidade no tratamento anti-TB em todo o mundo sendo utilizadas ao longo de todo o tratamento. A rifampicina em condições ácidas do estômago degrada-se rapidamente, principalmente na presença da isoniazida. Sendo a rifampicina instável no fluido gástrico, a quantidade de fármaco disponível para absorção diminui, bem como a sua biodisponibilidade. Este problema da variação da biodisponibilidade da rifampicina em associação com a isoniazida tem sido mostrado como fator contribuinte para a resistência crescente aos fármacos tuberculostáticos. A rifampicina é bem absorvida no estômago devido à sua alta solubilidade entre pH 1 e 2 e a absorção gástrica da isoniazida é considerada pobre, sendo então, majoritariamente intestinal. O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de sistemas multiparticulados (granulados e péletes) de isoniazida gastrorresistentes objetivando evitar contato com da rifampicina com a isoniazida e conseqüente possível degradação no meio ácido estomacal bem como modular a liberação da isoniazida no intestino. Os granulados de isoniazida foram obtidos por via úmida utilizando solução alcoólica e solução aquosa de PVP K-30 como agente agregante/aglutinante, nas proporções 5, 8 e 10%. Os péletes foram produzidos pela técnica de extrusão-esfreronização utilizando isoniazida e Celulose MC 101 (na proporção 85:15). Os granulados produzidos não atenderam aos requisitos necessários ao revestimento (friabilidade alta), sendo os péletes revestidos com uma solução orgânica de Acrycoat L 100® em um leito fluidizado. Diferentes percentuais de revestimento foram aplicados aos péletes os quais tiveram seus comportamentos avaliados in vitro por dissolução em meio ácido e básico, simulando o comportamento dos meios gástrico e entérico, respectivamente. A dissolução da rifampicina em presença da isoniazida em pélete não revestido e pélete revestido foi avaliada também. Os resultados aqui reportados indicam a viabilidade do revestimento entérico da isoniazida para minimizar o contato desta com a rifampicina. O polímero Acrycoat L 100® mostrou-se eficiente para o recobrimento com a função de gastrorresistência podendo resolver o problema da baixa biodisponibilidade da rifampicina assim como ajudar a diminuir a dosagem.
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  • IURY EINSTEIN GOMES DE FARIAS
  • DESENVOLVIMENTO DE EMULSÕES CONTENDO ÓLEOS VEGETAIS PARA USO COSMÉTICO

  • Orientador : ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
  • Data: 28/09/2009
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  • Os ésteres de ácidos graxos e os derivados tocoferólicos são de grande interesse econômico em muitas indústrias. O óleo do girassol, devido a sua constituição rica nesses compostos é uma fonte muito interessante de matéria-prima para o emprego em vários setores como biocombustíveis, lubrificantes, biosurfactantes, dispersantes, indústrias de alimentos, medicamentos e cosméticos. Um sistema emulsionado estável a partir deste óleo pode ser largamente empregado na terapêutica, pois é de fácil aceitação pelo paciente, por serem formas farmacêuticas que permitem melhor administração de um medicamento. As características da composição química, rica em ácidos graxos insaturados e derivados tocoferólicos, do óleo de girassol, fazem dos sistemas emulsionados contendo este óleo uma proposta promissora para formulações de uso farmacêutico e cosmético com ações antioxidante e fotoprotetora. O objetivo geral deste trabalho foi aplicar os fundamentos de HLB para determinar o HLB crítico do óleo de girassol e, a partir disso, poder avaliar a mistura ideal dos constituintes desse sistema através do estudo dos diagramas ternários para a determinação da proporção de constituintes que gerará a emulsão mais estável.

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  • SARAH DANTAS VIANA MEDEIROS
  • IMUNOTERAPIA DE ÚLCERAS VENOSAS COM β-(1→3) GLUCANA INSOLÚVEL

  • Orientador : VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
  • Data: 28/09/2009
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  • As úlceras venosas são lesões crônicas, recidivantes, de difícil cicatrização, que apresentam elevada morbidade, comprometendo significativamente a qualidade de vida de seu portador. Mesmo com o arsenal terapêutico disponível, o tratamento destas feridas é um desafio, principalmente em função de sua fisiopatologia que modifica a progressão natural do processo de cicatrização. A β-(1→3) glucana insolúvel, um modificador da resposta biológica, tem demonstrado acelerar a cicatrização de feridas, por sua ação em ativar células da resposta imunológica e promover a proliferação de fibroblastos e síntese de colágeno. O presente trabalho teve como objetivo estudar a ação da β-(1→3) glucana insolúvel, por via tópica, na cicatrização de úlceras venosas e possíveis efeitos colaterais relacionados ao seu uso. Antes do início da terapia e no trigésimo dia do seguimento terapêutico, foram efetuadas biópsias das úlceras para avaliação da resposta inflamatória, angiogênese, proliferação fibroblástica e produção de colágeno através das colorações por hematoxilina-eosina, tricrômico de Masson e “picrosirius red”. Além disso, a avaliação de possíveis efeitos colaterais mediante a realização de hemograma, VSH e dosagens bioquímicas. Os resultados demonstraram aumento da resposta inflamatória e da proliferação fibroblástica, sugerindo que o tratamento com a glucana tende a promover alterações no processo de cicatrização. Não foram observadas alterações nas avaliações laboratoriais que indicassem efeito colateral com o uso da glucana. Os dados obtidos revelam que a glucana poderá vir a ser uma nova opção terapêutica no tratamento desse tipo de úlcera.

2008
Dissertações
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  • GINA MICHELLE MACEDO DA CUNHA
  • ALTERAÇÕES NAS CONCENTRAÇÕES DAS SRAT, CONTEÚDO DE GSH E ATIVIDADE DA CAT EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE AGUDA
  • Data: 30/01/2008
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  • A esquistossomose é uma doença milenar causada pelo helminto Schistosoma mansoni e constitui um problema de saúde pública no Brasil. A lesão granulomatosa, típica da doença, está associada com o aumento do dano oxidativo através da geração de radicais livres. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de alterações nos parâmetros oxidante/ antioxidante que fazem parte do sistema de defesa do organismo, e observar se os mesmos provocariam estresse oxidativo em indivíduos com esquistossomose. Além disso, correlacionando com alguns parâmetros bioquímicos e hematológicos. Foram selecionados dois grupos de estudo, constituídos de indivíduos de ambos os sexos, com faixa etária compreendida entre 16 e 30 anos. Um grupo controle, formado por indivíduos sem esquistossomose (n=30) e um grupo teste, formado por indivíduos com esquistossomose (n=30). A avaliação da peroxidação lipídica no plasma foi realizada por meio da determinação do malondialdeído e a defesa antioxidante pela dosagem da glutationa reduzida e determinação da atividade da catalase. Em relação aos parâmetros que avaliam o estresse oxidativo, os resultados demonstraram uma diminuição do conteúdo de glutationa reduzida e nenhuma alteração na atividade da catalase, com um aumento nos valores de malondialdeído. Portanto, os dados encontrados sugerem a ocorrência do estresse oxidativo nos indivíduos com esquistossomose. Dos parâmetros que avaliam a função hepática, apenas os níveis de aspartato amino transferase mostraram-se elevados, enquanto ocorreu uma diminuição da bilirrubina. Não houve uma alteração significativa no perfil lipídico (p<0.5), entretanto com relação à função renal dos pacientes, houve uma diminuição da creatinina. A avaliação hematológica, realizada através do hemograma completo e a dosagem da hemoglobina, mostra eosinofilia nos indivíduos do grupo teste, que pode estar relacionada com a presença do parasita. As alterações apresentadas sugerem a participação do estresse oxidativo na fisiopatologia da referida doença.
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  • MELINA BEZERRA LOUREIRO
  • AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE OSTEOPATIA DECORRENTE DO DIABETES TIPO 1 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 22/09/2008
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  • Diabetes mellitus (DM) a osteoporose são doenças crônicas com grandes consequências socioeconômicas, sobretudo devido à complicações tardias e consequente desabilidades. Os efeitos potenciais do DM no metabolismo ósseo continua a ser uma questão controversa, e ainda não existe um consenso no que diz respeito às implicações clínicas da osteopenia diabética e os mecanismos da sua ocorrência. Entretanto, a contribuição de fatores específicos, tais como a duração da doença e o grau de controle metabólico tem sido muito discutidos. O objetivo do presente estudo foi identificar precocemente a osteopatia diabética em crianças e adolescentes com DM 1 atendidos no Hospital de Pediatria da UFRN através de marcadores bioquímicos do metabolismo mineral e ósseo, marcadores da função renal e da medida da densidade mineral óssea (DXA; Z-score L1-L4) . O estudo foi constituído por uma amostra de 74 pacientes diabéticos tipo 1 (DM1) de ambos os sexos, com faixa etária entre 6 a 20 anos. O grupo normoglicêmico (NG) foi constituído por 97 indivíduos saudáveis, de ambos os sexos, os quais apresentaram a mesma faixa etária do DM1, além de compreenderem a mesma classe socioeconômica. Estes indivíduos eram alunos de escolas da rede pública de ensino da cidade de Natal-RN, convidados aleatoriamente a participar do nosso estudo. Tanto o grupo DM1 quanto o NG foram divididos em quatro subgrupos, de acordo com a Classificação de Tanner, T1, T2, T3, T4, para viabilizar uma avaliação comparativa. Os indivíduos diabéticos apresentaram um controle glicêmico insatisfatório, com valores de glicemia e HbA1C significativamente superiores aos obtidos para os NG. O grupo DM1 T4 apresentou valores aumentados de proteínas totais, albumina, uréia e microalbuminúria, sugerindo assim um início de comprometimento renal, visto que os valores elevados de microalbuminúria são preditores de lesão glomerular em pacientes DM1. A atividade da fosfatase alcalina total mostrou-se acima dos VR nos grupos DM1 e NG por estes estarem numa faixa etária de desenvolvimento estatural. Observa-se uma diminuição da concentração de osteocalcina para os grupos DM1 T1, T2 e T3 quando comparados aos respectivos NG (s), sugerindo que esta diminuição estaria associada a diminuição do número e/ou da diferenciação dos osteoblastos no seu estágio final de maturação, contribuindo consequentemente para a redução da formação óssea. Não foram observadas alterações na atividade da TRAP. As concentrações séricas de cálcio total e ionizado, fósforo e magnésio estavam compreendidos dentro dos VR, mas os grupos diabéticos apresentaram hipozincemia e hiperzincúria. A DMO (Z-score L1-L4; DXA) esteve sempre dentro dos VR para os grupos estudados, entretanto os grupos DM1 apresentaram sempre valores abaixo do seu respectivo NG, alcaçando uma diferença significativa para DM1 T4. O conjunto de resultados obtidos indicam que o baixo controle glicêmico e o tempo de doença representaram fatores de risco importantes para o desenvolvimento precoce da osteopenia diabética, bem como para o comprometimento renal e sinais de retinopatia.

3
  • EDNA DE FARIAS SANTIAGO
  • Alcoolemia em vítimas fatais de acidentes de trânsito empregando cromatografia em fase gasosa - Head space.
  • Orientador : MARIA DE FATIMA VITORIA DE MOURA
  • Data: 23/09/2008
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  • O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido legalmente e, às vezes, incentivado pela sociedade. Estudos mostram o álcool como a droga de maior consumo entre os jovens e na sociedade de forma geral, provavelmente devido à sua disponibilidade e fácil acesso. O uso abusivo provoca problemas de saúde pública, estando ele estreitamente relacionado com a violência, problemas sócio-econômicos e com o elevado número de acidentes automobilísticos. O trânsito é um dos principais setores afetados pelos efeitos do álcool, observando-se alta incidência nos estudos realizados, sendo que aproximadamente metade dos acidentes automobilísticos ocorre após o consumo de bebida alcoólica, estando a grande maioria dos casos relacionados com altas concentrações de álcool na circulação sanguínea. A importância da embriagues nos acidentes de trânsito é fato notório em toda parte do mundo, inclusive no Brasil, onde estudos demonstraram uma alta relação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito. Este trabalho determinou a alcoolemia em vítimas fatais de acidente de trânsito no Estado do Rio Grande do Norte e estabeleceu o perfil desta população comparando com aqueles encontrados no Brasil e em outros países. Foram utilizadas amostras de sangue adicionadas de etanol para realização da padronização das condições cromatográficas e dos procedimentos de análise, sendo empregado na determinação da alcoolemia em amostras de sangue de 277 vítimas de acidente de trânsito, coletadas no Instituto Técnico Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (ITEP) no ano de 2007. O nível de alcoolemia determinado nestas amostras foi correlacionado com o sexo, idade e estado civil da vítima e com a localização, dia da semana e mês em que os acidentes ocorreram, fazendo-se uma análise estatística e traçando um perfil das vítimas de acidente de trânsito no estado do Rio Grande do Norte. Os parâmetros de padronização estudados asseguraram a qualidade do método analítico e, conseqüentemente, a obtenção de resultados laboratoriais confiáveis. Sendo determinado as melhores temperaturas para injetor (150ºC), detector (250ºC) e coluna (50ºC), com um fluxo de gás na coluna de 2mL/min. e tempo de análise de 12 minutos. O método foi linear no intervalo de 0,01 a 3,2 g/L (r2 = 0,9989), com recuperação média de 100,2% e precisão com coeficiente de variação menor que 15%. As análises realizadas em vítimas fatais de acidente de trânsito, detectaram etanol no sangue em 66,43% das vítimas e destas, 82,61% apresentaram concentração ≥ 0,6 g/L; 87,73% das vítimas eram do sexo masculino, enquanto que 12,27% do sexo feminino. A faixa etária jovem (15-35 anos) foi a mais envolvida (52,35%) sendo a maioria solteira (55,60%). Os acidentes aconteceram em torno do final de semana, principalmente na segunda-feira (27%) e constatou-se que a prevalência de acidentes oscilou entre os diferentes meses do ano, observando-se que fevereiro e abril foram os meses que apresentaram um maior número de acidentes, 14,44% e 10,47% respectivamente e que dezembro foi o mês que apresentou o menor número de acidentes (5,42%), não sendo observado diferença estatística de alcoolemia entre os meses do ano. Também não foi observado diferença estatisticamente significativa entre as faixas concentração encontradas nos homens e nas mulheres. O método padronizado demonstrou-se eficiente, atendendo satisfatoriamente aos objetivos deste trabalho; e os níveis elevados de alcoolemia encontrados nas vítimas fatais de acidente de trânsito são coincidentes com vários estudos da literatura, sendo o perfil da vítima também compatível, apresentando-se em sua maioria adultos jovens, do sexo masculino e solteiros.
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  • TERESA CRISTINA EPIFÂNIO DIÓGENES REGO
  • Estudo da Estabilidade do Etanol em amostras de sangue
  • Orientador : MARIA DE FATIMA VITORIA DE MOURA
  • Data: 23/09/2008
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  • O etanol é a droga psicoativa mais utilizada de forma abusiva em todo o mundo, isso faz dele uma das principais substâncias requisitadas em exames toxicológicos na atualidade. O desenvolvimento de um método analítico, a adaptação ou implementação de um método conhecido, envolve um processo de validação que estima sua eficiência na rotina do laboratório e a credibilidade do método. A estabilidade é definida como a capacidade da amostra do material manter o valor inicial de uma medida quantitativa por um período definido dentro de limites específicos quando armazenados sob condições definidas. Tendo em vista que as possibilidades técnicas de realização de uma prova pericial estão sujeitas à qualidade das amostras, dos processos de coleta e de armazenagem até a análise, propôs-se o estudo da estabilidade do etanol em amostras de sangue como parte dos critérios de validação, avaliando as variáveis tempo e temperatura de armazenamento, bem como a presença de conservante, como os fatores envolvidos na estabilidade do etanol em sangue armazenado, segundo trabalhos publicados e, com isso verificar se as condições de conservação e armazenamento utilizadas neste estudo mantêm a qualidade da amostra e preservam a quantidade inicialmente presente do analito. Foram coletadas amostras de sangue de 10 voluntários para realização dos testes de validação do método e do estudo da estabilidade do etanol. Para a validação, parte das amostras foi adicionada de concentrações conhecidas de etanol. No estudo da estabilidade, a outra parte do pool de sangue foi colocada em dois recipientes: um contendo o conservante fluoreto de sódio 1% e o anticoagulante heparina e no outro somente heparina, foi adicionado etanol na concentração de 0,6 g/L, fracionado em quatro frascos, sendo dois armazenados a 4ºC (geladeira) e dois a -20ºC (freezer). As análises foram realizadas no mesmo dia (tempo zero) e após 1, 3, 7, 14, 30 e 60 dias de armazenamento. A avaliação considerou a diferença dos resultados durante o armazenamento em relação ao tempo zero. Foi utilizada a técnica de head space associada à cromatografia em fase gasosa com detector de ionização de chama e coluna capilar com fase estacionária de polietilenoglicol. As melhores condições cromatográficas de análise obtidas foram: temperatura de 50ºC (coluna), 150ºC (injetor) e 250ºC (detector), com tempo de retenção para o etanol de 9,107 ± 0,0259 e para o t-butanol (padrão interno) de 8,170 ± 0,0809 minutos, sendo o etanol separado adequadamente do acetaldeído, acetona, metanol e isopropanol, que são potenciais interferentes na determinação do etanol. A técnica mostrou linearidade no intervalo de concentração de 0,01 e 3,2 g/L (y = 0,8051x + 0,6196; r2 = 0,9989). A curva de calibração apresentou a seguinte equação da reta: y = 0,7542x + 0,6545, com um coeficiente de correlação linear igual a 0,9961, a recuperação média foi de 100,2%, os coeficientes de variação da precisão intraensaio e interensaio apresentaram valores de no máximo 7,3%, o limite de detecção e quantificação foi de 0,01 g/L e apresentou coeficiente de variação dentro do permitido. O método analítico validado no presente trabalho demonstrou ser rápido, prático e eficiente, atendendo satisfatoriamente aos objetivos do trabalho. O estudo da estabilidade demonstrou diferença menor que 20% na resposta obtida nas condições de armazenamento e período estipulados, comparada com a resposta obtida no tempo zero e, ao nível de significância de 5%, nenhuma diferença estatística na concentração de etanol foi observada entre as análises. Contribuindo dessa forma com os laboratórios de toxicologia, seja na área Forense, social ou clínica, para que possam ter maior confiabilidade em suas análises.
2007
Dissertações
1
  • ELAINE CRISTINA DA SILVA FERREIRA RABELO
  • OSTEOPONIA DIABÉTICA E PÓS-MENOPAUSA: EFIETO ANABÓLICO DO ZINCO NA RECUPERAÇÃO DO VOLUME ÓSSEO TRABECULAR
  • Orientador : ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
  • Data: 30/04/2007
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  • Diabetes Mellitus está associado com alterações do metabolismo ósseo (osteopenia e/ou osteoporose). Identificar agentes anabólicos que promovam o ganho de massa óssea é de fundamental importância. Assim, o presente trabalho tem por objetivo avaliar o efeito anabólico do zinco sobre o tecido ósseo em modelo de osteopenia diabética e pós-menopausa. O diabete foi induzido pela administração de STZ (45 mg/Kg de peso corpóreo) e a pós-menopausa pela ooforectomia bilateral. Ratas Wistar adultas (n= 65) foram divididas em 5 grupos: grupo controle (n= 15), grupo ooforectomizado sem (n=15) e com zinco suplementar (n=10), grupo diabético e ooforectomizado sem (n=15) e com zinco suplementar (n=10). O período de estudo foi de até 90 dias. A condição diabética foi evidenciada pela hiperglicemia e pelo quadro metabólico característico de poliúria, polifagia, polidpsia e glicosúria. As análises histomorfométricas mostraram que a suplementação com zinco promoveu um aumento da espessura e diminuiu a distância trabecular óssea significativamente nos grupos diabéticos para valores próximos aos dos controles e que o volume ósseo aumentou significativamente, tanto na deficiência de estrogênio como nos animais com diabetes ao longo do estudo. A análise de correlação entre parâmetros histomorfométricos e glicemia evidenciaram que quanto maior o tempo de hiperglicemia maior a ação com um ganho significativo da massa óssea. Os grupos diabéticos apresentaram hiperzincúria, fosfatúria e caciúria. A suplementação com zinco promoveu um aumento na concentração dos íons cálcio e fósforo sérico para o grupo diabético em 90 dias. A ooforectomia não promoveu alteração nas concentrações séricas e urinárias dos minerais Ca, P, Zn. A atividade da fosfatase alcalina sérica total aumentou somente para os grupos diabéticos, independente da suplementação. Já a fosfatase ácida tartarato-resistente, o magnésio e o zinco sérico não alteraram para os grupos estudados. apenas os grupos diabéticos apresentaram dentro dos valores de referência. O conjunto de resultados obtidos suportam que zinco poderá ser utilizado na prevenção e tratamento da osteopenia diabética e pós-menopausa.
2
  • ANA LOURDES RODRIGUES DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONSERVANTE EM FORMULAÇÃO COM EXTRATO ALCÓOLICO DE Schinus terebinthifolius Raddi - ANACARDIACEAE
  • Orientador : TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
  • Data: 29/10/2007
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  • A Schinus terebinthifolius Raddi, conhecida populamente como aroeira da praia, é utilizada na medicina tradicional para o tratamento de lesões e úlceras de pele e mucosas, problemas enfrentados pela indústria de fitoterápicos com relação à qualidade das matérias-primas de origem vegetal é a contaminação microbiana. Este trabalho objetivou avaliar a ação antimicrobiana do extrato hidroalcóolico de aroeira, além de testar a eficácia do sistema conservante em formulação de hidrogel à base desse extrato. Os extratos foram obtidos por maceração na proporção de 1:10 de planta/solvente com álcool a 40%. os métodos microbiológicos utilizados foram o de contagem de microrganismos em placa por "por plate" e o da pesquisa de patógenos, analisando em triplicata cada uma das amostras. A atividade antimicrobiana dos extratos de aroeira foi avaliada através do método de difusão em ágar, empregando as cepas de S. aures, P. aeruginosa, E. coli, B. subtilis, C.albicans, C. tropicalis, C. krusei, C. guilliermondii, T. rubrum, M. gypseum, A. flavus e A. niger. A fórmula com aroeira foi avaliada pelo teste do desafio. Este método consistiu em contaminar artificialmente a amostra com inóculos separados de A. niger, C. albicans, E. coli, P. aeruginosa e S. aures e determinar os sobreviventes pelo método de contagem por "pour plate", durante os tempos 0, 24h, 48h, 7 dias, 14 dias, 21 dias e 28 dias. Quanto aos resultados, verificou-se que o extrato de aroeira na concentração de 13,5 mg/mL apresentou atividade antimicrobiana para as cepas de E. coli, B. subtilis, P. aeruginosa, S. aureus, produzindo halos de inibição, em média com 13 mm de diâmetro. No entanto não apresentou nenhuma atividade antifúgica. Quanto ao teste do desafio, verificou-se que a formulação com gel de aroeira associada aos conservantes metil e propilparabeno apresentou-se eficaz frente às cepas de A. niger, C. albicans, E. coli, P. aeruginosa e S. aures. Conforme o critério A da Farmacopéia Européia, adotado neste trabalho, verificou-se que esse produto mostrou-se eficaz para o teste do desafio durante o período dos 28 dias. No entanto, é interessante ampliar esse estudo, a fim de realizar a estabilidade acelerada e o teste de prateleira, para estabelecer a validade dessa formulação.
3
  • LUCIANA VILAR DE SALES ROCHA
  • PROJETO PREVENIR: UMA PESQUISA ACERCA DAS MUDANÇAS NO PERFIL DAS INFECÇÕES POR DST/AIDS, COM A PERSPECTIVA DE DETECTAR PONTOS VULNERÁVEIS DA PREVENÇÃO
  • Data: 20/11/2007
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  • O Rio Grande do Norte está entre os Estados brasileiros onde o turismo e a violência sexual mais crescem no País, ocupando o 4º lugar em 2004. associado a este fato, vem a problemática da contaminação das mulheres por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). estudos no Brasil têm apresentado um aumento considerável das DST, desencadeado pela falta de proteção adequada nas relações sexuais. Em decorrência da vulnerabilidade biológica, psicossocial, além de falhas ou inconstância no uso de preservativos associadas às elevadas taxas de atividade sexual com diferentes parceiros, as DST constituem o principal risco de saúde. Muitas dificuldades são encontradas para o enfrentamento deste problema. Neste contexto, este projeto teve como objetivo avaliar a vulnerabilidade desta população de mulheres sexualmente ativasno bairro de Ponta Negra, Natal-RN, às infecções por DST, como: cândida sp., varginoses bacterianas, trichomonas vaginalis e Chamydia sp., advindas com a explosão do mercado de sexo, mostrando um panorama estatístico atual. Por meio de anamnese das paciemtes foi possível detectar pontos vulneráveis na prevenção, onde o estudo mostrou que a maior parte das mulheres apresentou um ou dois comportamemtos de riscos, sendo os mais comuns: número elevados de parceiros (65% com mais de quarto) e o não uso de preservativos (38,7% utilizam as vezes e 75% não utilizaram na primera relação). Já confirmados pelo exame preventivo citopatológico estes dados foram reforçados pela alta incidência de agentes causadores de DST (38,4%). Desta forma, fica claro que a sexualidade tem que ser pensada no contexto das profundas transformações econômicas e sócio-culturais pelas quais passam as sociedades e, principalmente, das que dizem respeito ao exercício da sexualidade e ao mercado do sexo. Com a mudança do perfil das infecções, novas demandas são colocadas em relação aos fatores de risco. portanto, pode-se concluir que os pontos vulneráveis da prevenção detectados como mais importantes foram a deficiência na autopercepção e a falta de conscientização da existência do risco entre as mulheres estudadas.
2006
Dissertações
1
  • JOSE QUEIROZ FILHO
  •  

    CÉLULAS DA RESPOSTA IMUNE EM MULHERES PORTADORAS DE CANDIDÍASE VULVOVAGINAL


  • Orientador : VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
  • Data: 26/04/2006
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  • A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma das infecções mais comuns na prática clínica de um ginecologista, e o controle dessa patologia é realizado por vários mecanismos de defesa, onde a resposta imune celular parece ser fundamental. Com a finalidade de investigar a resposta imune celular em mulheres com e sem CVV, foram avaliadas células do sangue periférico da mucosa vaginal,  concentrações de IgE sérica total e específica para Candida albicans de 60 mulheres sendo 40 com CVV e 20 como grupo controle,  na faixa etária de 10 aos 60 anos atendidas no serviço de ginecologia do complexo de saúde HAPVIDA em Natal (RN) no período de janeiro a março de 2006. As coletas de sangue periférico foram realizadas por punção venosa e a contagem celular de cada paciente foi realizada por automação e contagem manual em esfregaços sanguineos corados por Giemsa. A quantificação de linfócitos  TCD4+ e TCD8+  foi realizada por citometria de fluxo e os esfregaços vaginais foram preparados com raspado da parede vaginal lateral, as lâminas foram fixadas imediatamente em álcool absoluto e coradas posteriormente com hematoxilina-eosina, foram analisados 10 campos microscópicos por lâminas em objetivas 10X e  40X. As concentrações de IgE total sérica e específica para Candida albicans foram obtidas por quimiluminescência e fluoroimunoensaio. No sangue periférico e no raspado vaginal estudou se as células tipo neutrófilos, linfócitos, eosinófilos e monócitos . A análise estatística foi feita utilizando se o teste exato de Fisher e teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e o teste de correlação de Spermann. No grupo de mulheres com CVV a análise celular no sangue periférico houve predominância de eosinófilos (média: 302,60) sendo esse achado significativo com p=0,037 em relação ao grupo controle. O estudo das células nos raspados vaginais demonstrou diferenças significativas para neutrófilos (média: 230.70) e linfócitos (média: 11,50) com significância de P=0,0001. Com relação a quantificação de linfócitos TCD4+ e TCD8+ não houve significado estatístico. As concentrações de IgE total sérica e específica não apresentaram significado estatístico e para ambos grupos os resultados encontrados foram semelhantes nas diferentes metodologias aplicadas. Ao correlacionar as concentrações de IgE total sérica (média=308,83) com eosinófilos no sangue periférico de mulheres com CVV apresentou um índice de correlação de 0,25 considerado baixo.

2003
Dissertações
1
  • ALANNA DE SOUSA RODRIGUES
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTRESSE OXIDATIVO E A OSTEOPENIA DIABÉTICA: EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM CÁLCIO, FÓSFORO E VITAMINA E


  • Orientador : MARIA DAS GRACAS ALMEIDA THORNTON
  • Data: 29/08/2003
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  • Embora o aumento na concentração de Espécies Reativas de Oxigênio (Eros), devido ao diabetes mellitus, pode alterar o metabolismo normal do osso, acarretando assim a osteopenia. Uma suplementação com cálcio, fósforo e vitamina E pode ter ação benéfica e prevenir as complicações associadas ao estado diabético. Foram utilizados ratos Wistar machos (n=125), peso corporal 250-350g, sendo divididos em três grupos: grupo 1- controles (n=45) grupo 2- diabéticos experimentais (n=45), e grupo 3 - diabéticos suplementados (n=35) em cálcio, fósforo e vitamina E. O diabetes experimental foi induzido por estreptozotocina (STZ) (45 mg/Kg) e sacrificados em períodos de 1 e 5 dias após a indução e 5, 30, 60 e 90 dias após a instalação do diabetes mellitus. Animais com glicemia ≤ 250 mg/dL foram considerados diabéticos. Realizaram-se análises de Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (SRAT) e Glutationa (GSH) em sangue e cérebro, medidas histomorfométricas dos fêmures esquerdos, além de dosagens bioquímicas de fosfatase alcalina, fosfatase ácida, fosfato, magnésio, cálcio ionizável, cálcio total, creatinina e albumina em amostras de soro e glicose, fosfato, magnésio, creatinina e clearence de creatinina em amostras de urina dos animais. As SRAT no plasma e cérebro, apresentaram-se significativamente elevadas no grupo 2 em relação ao grupo 1, e diminuída para o grupo 3, no período de 90 dias. O conteúdo de GSH em cérebro, no período de 90 dias, diminuiu no grupo 2 e aumentou no grupo 3, enquanto em sangue não foram observadas alterações. Os resultados histomorfométricos mostraram uma perda em média de 50% de osso trabecular avaliadas pela distância entre as trabéculas, espessura das trabéculas e volume ósseo trabecular, nos animais diabéticos experimentais em relação aos controles e, com a suplementação, essa perda diminuiu significativamente alcançando valores próximos aos encontrados no grupo controle. A atividade da fosfatase alcalina apresentou valores superiores para os grupos 2 e 3 em relação ao grupo 1 e a fosfatase ácida aumentou significativamente nos grupos 2 e 3, em relação aos controles, no período de 90 dias. As concentrações séricas de fosfato, magnésio, cálcio ionizável, cálcio total e creatinina, não apresentaram alterações uma vez que os resultados estão dentro dos valores de intervalos de referência. A albumina sérica mostrou-se diminuídas para o grupo 2 e 3. A análise da urina mostrou glicosúria significativa para os grupos 2 e 3 em relação ao grupo 1. Em relação a fosfatúria observou-se um aumento significativo principalmente para o grupo 3 e em relação ao clearence de creatinina não foram observadas diferenças significativamente para o grupo 2 e 3. Os resultados observados sugerem que a suplementação de cálcio, fósforo e vitamina E diminuiu as alterações oxidativas causadas pelo diabetes, além de ter exercido ação benéfica sobre o metabolismo ósseo, diminuindo a perda óssea que ocorre durante esta síndrome.

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