Banca de DEFESA: ANDRESSA NORONHA BARBOSA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRESSA NORONHA BARBOSA DA SILVA
DATA: 26/03/2013
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do CCS
TÍTULO:

 

Distribuição da fauna triatomínica e infecção natural pelo Trypanosoma cruzi em diferentes municípios do semiárido do estado do Rio Grande do Norte



PALAVRAS-CHAVES:

Trypanosoma cruzi,doença de chagas, triatomíneos, infecção natural


PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A distribuição da fauna triatomínica e a infecção natural pelo Trypanosoma cruzi foi avaliada visando compreender a dinâmica de transmissão deste parasito na zona rural do estado do Rio Grande do Norte e, a pesquisa do Trypanosoma rangeli também foi investigada. As capturas de triatomíneos nos ambientes, silvestre, peridomiciliar e domiciliar de diferentes municípios das mesorregiões central e oeste desse estado. Os insetos foram identificados e examinados pelo método direto, xenocultura e PCR para a identificação do T. cruzi. Para a detecção do T. rangeli foi realizado o exame direto da hemolinfa e a PCR multiplex de 151 espécimes infectados pelo T. cruzi. Dos 824 insetos capturados, as espécies foram distribuídas em T. brasiliensis (66,4%), T. pseudomaculata (18,2%), Panstrongylus lutzi (12,7%) e Rhodnius nasutus (2,7%), e o T. brasiliensis foi encontrado na maioria dos municípios avaliados. As espécies foram capturadas nos estágios de ninfa e adulto, exceto P. lutzi, exclusivamente no estágio adulto. No ambiente silvestre foram capturadas as espécies T. brasiliensis (57%), P. lutzi (28%) e T. pseudomaculata (15%). No ambiente peridomiciliar foram identificadas T. brasiliensis (74%), T. pseudomaculata (21%) e R. nasutus (5,0%), enquanto no intradomicílio somente o T. brasiliensis. O índice de infecção dos triatomíneos pelo T. cruzi foi 30,4%, o P. lutzi mostrou o índice mais elevado (78,0%), seguida do T. brasiliensis (24,4%), T. pseudomaculata (22,6%) e R. nasutus (4,5%). Os índices de triatomíneos infectados nos ambientes silvestre, peridomiciliar e domiciliar foram 41,8%, 20,1% e 50,0%, respectivamente. O T. rangeli foi detectado apenas pela PCR multiplex em 2,6% (4/151) dos insetos examinados, desses 4,4% (3/67) foram de T. brasiliensis e 1,5% (1/63) de P. lutzi. Os dados mostraram que a positividade do P. lutzi aliada a sua capacidade de invadir o domicílio atraído pela luz, sugere uma provável participação deste inseto no intercâmbio entre os ciclos epidemiológicos de transmissão do T. cruzi. A espécie T. brasiliensis foi a única presente em todos os ambientes, o que reforça sua importância em relação à capacidade de adaptação ao ambiente doméstico, potencial como vetor e manutenção dos ciclos de transmissão silvestre e doméstico no semiárido indicando a necessidade de ações contínuas na vigilância epidemiológica. A ocorrência do T. rangeli em T. brasiliensis e P. lutzi foi registrada pela primeira vez na zona rural deste estado, ampliando a área de ocorrência deste protozoário no nordeste do Brasil.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LILEIA GONÇALVES DIOTAIUTI - Fiocruz - RJ
Presidente - 031.985.294-68 - LÚCIA MARIA DA CUNHA GALVÃO - CNPq
Externo ao Programa - 1752367 - PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
Notícia cadastrada em: 16/03/2013 23:48
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