Banca de QUALIFICAÇÃO: KARLA SIMONE COSTA DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KARLA SIMONE COSTA DE SOUZA
DATA: 31/10/2012
HORA: 14:30
LOCAL: Sala II do DDRH - Departamento de Nutrição
TÍTULO:

ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DOS GENES TGFΒ1, IGF1, IGF1R E LRP5 DA VIA WNT/Β-CATENINA COM O DESENVOLVIMENTO DA OSTEOPENIA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1


PALAVRAS-CHAVES:

Diabetes mellitus, controle glicêmico, osteopenia, crianças, adolescentes e metabolismo ósseo.


PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Os efeitos potenciais do diabetes tipo 1 (DM1) no metabolismo ósseo continuam a ser uma questão controversa, e ainda não existe um consenso sobre os mecanismos que influenciam o surgimento da osteopenia diabética. Entre os mecanismos propostos, tem-se a via da β-catenina. Do mesmo modo, também o controle glicêmico favorece para a instalação da osteopenia. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi investigar a expressão de mRNA em genes envolvidos com a via da β-catenina, TGFB1, IGF1 e IGF1R, levando em consideração o controle glicêmico, para o desenvolvimento da osteopenia em crianças e adolescentes com DM1. Foram estudados 101 indivíduos com DM1 e 106 indivíduos normoglicêmicos (NG) com idade entre 6 e 20 anos. Os indivíduos com DM1 foram avaliados como um grupo total e subdivididos de acordo com o controle glicêmico em DM1C – diabéticos compensados e DM1NC – diabético não-compensado. Para alcançar esses objetivos foram avaliados o controle glicêmico por meio das dosagens de glicose sérica e hemoglobina glicada. A função renal foi avaliada pelas dosagens de ureia e creatinina séricas e a relação albumina/creatinina (RAC) urinária. E o perfil ósseo foi analisado pelas concentrações séricas de cálcio, cálcio ionizado, fósforo, fosfatase alcalina, fosfatase alcalina - fração óssea específica, interligador C-terminal do colágeno tipo I (CTX) e as citocinas inflamatórias TNF-α e MCP-1. Também foi avaliada a expressão dos genes TGFB1, IGF1 e IGF1R pela técnica da PCR em tempo real (Taqman®). A maioria dos indivíduos com DM1 (65,3%) apresentou controle glicêmico insatisfatório (hemoglobina glicada >8%). Observou-se um aumento significativo na ureia sérica e na RAC dos indivíduos com DM1 em relação ao NG. No qual, 9 dos indivíduos com DM1 apresentaram microalbuminúria (RAC> 30 μg/mg). Houve um aumento das concentrações séricas da fosfatase alcalina, CTX, TNF-α e MCP1 e uma diminuição do cálcio ionizado e fosfatase alcalina - fração óssea específica nos indivíduos com DM1 em relação aos NG. Foram observadas diferenças significantes na expressão de TGFB1 (0,000), IGF1 (0,037), IGF1R (0,049) entre NG e DM1. O conjunto dos dados sugere que o controle glicêmico parece ser o fator predominante para o surgimento de alterações na função renal e no perfil ósseo, sendo observado alterações nas expressões de mRNA dos genes estudados, representando fatores de risco para o desenvolvimento precoce da osteopenia diabética, bem como para o comprometimento na função renal.



MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1667882 - BENTO JOAO DA GRACA AZEVEDO ABREU
Presidente - 346847 - MARIA DAS GRACAS ALMEIDA
Externo à Instituição - VALERIA MORGIANA GUALBERTO DUARTE MOREIRA LIMA - UEPB
Notícia cadastrada em: 23/10/2012 11:43
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa02-producao.info.ufrn.br.sigaa02-producao