Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIANA ARAUJO PAULO DE MEDEIROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA ARAUJO PAULO DE MEDEIROS
DATA: 26/06/2012
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 7B5, Faculdade de Farmácia
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÕES GENOTÍPICAS E FENOTÍPICAS DE ISOLADOS CLÍNICOS DE Candida albicans ORIUNDOS DE PACIENTES COM CANDIDÍASE VULVOVAGINAL


PALAVRAS-CHAVES:

C. albicans, Candidíase vulvovaginal


PÁGINAS: 143
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Introdução:C. albicans figura como a mais virulenta espécie do gênero Candida.Frequentemente causa infecções superficiais de pele e mucosas, porém pode causar infecções invasivas, como candidemia. Candidíase vulvovaginal (CVV) é uma das causas mais comuns de vaginite e acomete cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva, sendo a maioria dos casos (80 a 90%) devido à C. albicans. Atributos de virulência em CVV são pouco investigados, bem como a fonte da infecção permanece incerta.Objetivo:Este trabalho tem por finalidadeentender os processos da patogênese e avaliar os fatores de virulência e genótipos de isolados clínicos de C. albicans sequencialmente obtidos de ânus e vagina de pacientes com CVV. Material e métodos: Foram analisados 52 isolados clínicos de C. albicans(30 isolados vaginais e 22 isolados anais). Realizou-se o exame direto das amostras de secreção vaginal e anal e contagem de unidades formadoras de colônia (UFC); as cepas foram identificadas por meio cromogênicoCHROMagarCandida® e por metodologia clássica e caracterizadas fenotipicamente quanto a fatores de virulência, incluindo a capacidade de aderir a células epiteliais bucais humanas (CEBH), a atividade de proteinase e a morfogênese. Para a avaliação da variabilidade genotípica, empregou-se a técnica de genotipagem ABC.Resultados:Verificou-se 100% de concordância entre o exame direto e a cultura. Ao exame direto, observamos a formação de formas filamentosas na maioria dos isolados infectantes vaginais. As amostras de secreção vaginal apresentaram uma contagem de UFC significativamente superior (p=0,01) àquela apresentada pelas amostras de secreção anal.A redução no número de UFC ao longo do tempo associou-se a bom prognóstico. De maneira geral, observamos uma grande variabilidade dos isolados de C. albicans expressarem os diferentes fatores de virulência in vitro. Não se observou diferença estatisticamente significativa quando se comparou os fatores de virulência dos isolados vaginais infectantes com aquelesapresentados pelos isolados anais colonizantes (p>0,05), de uma forma geral. Contudo, no início da infecção, antes do tratamento com drogas antifúngicas, a cepa infectante vaginal tendeu a ser mais aderente e mais proteolítica que a cepa colonizante anal. Observa-se que a redução nos sinais e sintomas de CVV acompanha, na maioria das vezes, redução nos fatores de virulência avaliados. O genótipo A foi o mais prevalente (91,8%), seguido do genótipo C (9,2%) independente do sítio de isolamento (vagina ou ânus). Houve manutenção do genótipo ABC das cepas de C. albicans obtidas sequencialmente da mesma paciente ao longo do tempo e observou-se o mesmo genótipo em isolados vaginais e anais de C. albicans obtidos da mesma paciente em um mesmo momento de coleta. Conclusão:Tanto o exame direto quanto a cultura são importantes no diagnóstico micológico da CVV por C. albicans. Sugere-se que a proliferação da levedura e formação de hifas são importantes no estabelecimento da CVV. O isolado anal colonizante possui tanta capacidade de expressar os atributos de virulência avaliados in vitro (aderência, proteinase e morfogênese) quanto o isolado vaginal que está causando um processo infeccioso. Verifica-se que há uma possível associação entre as manifestações clínicas de CVV e o uso de antifúngicos com os atributos de virulência avaliados. O genótipo A demonstra ser dominante em relação aos demais tanto em isolados vaginais quanto em isolados anais de pacientes com CVV.Sugere-se que, provavelmente, o reservatório anal constitui uma possível fonte da infecção vaginal.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 346388 - EDILSON DIAS DE ARAUJO
Presidente - 1149398 - EVELINE PIPOLO MILAN
Interno - 3313589 - JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
Notícia cadastrada em: 19/06/2012 15:35
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa06-producao.info.ufrn.br.sigaa06-producao