Banca de DEFESA: MARIANA ANGELICA OLIVEIRA BITENCOURT

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: MARIANA ANGELICA OLIVEIRA BITENCOURT

DATA: 28/02/2011

HORA: 10:00

LOCAL: Sala 2 PPgCF

TÍTULO:

EFEITO DE EXTRATOS DA ALGA MARINHA Caulerpa mexicana EM
MODELOS DE INFLAMAÇÃO EM MURINOS


PALAVRAS-CHAVES:

Caulerpa mexicana, doença inflamatória.


PÁGINAS: 106

GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde

ÁREA: Farmácia

RESUMO:

Para enfrentar a invasão por um patógeno, nosso organismo recorre a uma
variedade de respostas de defesa, dentre as quais se destaca a reação inflamatória.
Essa reação pode levar a danos ao organismo e em função disso, substâncias que
possam controlar esse processo e evitar danos teciduais e/ou morte do hospedeiro
causada por respostas inflamatórias intensas são alvo de intenso estudo. Sendo
assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a ação anti-inflamatória dos extratos
metanólico e aquoso da Caulerpa mexicana, que é uma alga verde que cresce sobre
rochas ou associada a outras algas, em diferentes modelos de inflamação. No modelo
de peritonite, camundongos Swiss foram tratados pela via intravenosa (iv) com
diferentes doses (2 mg/kg, 0.4mg/kg e 0.2 mg/kg) extrato aquoso ou metanólico de C.
mexicana ou intraperitonealmente (ip) com 0.5 mg/kg dexametasona (DEXA). Após 30
minutos foram inoculados na cavidade peritoneal com 1ml de zimosam (1mg/ml). O
exsudato inflamatório foi colhido 6, 24 e 48 horas após a injeção de zimosam, e foi
observado que o tratamento com os extratos da C. mexicana, similar à DEXA, diminuiu
a migração do número de leucócitos na cavidade peritoneal induzida pelo estímulo
inflamatório. Em modelo de edema de orelha camundongos Swiss foram tratados com
100 μl pela via subcutânea com extrato metanólico ou aquoso de C. mexicana (2
mg/kg e 0.4 mg/kg) ou ip com 0.5 mg/kg de DEXA. Após 30 minutos foram gotejados e
pincelados 40μl de xilol na orelha direita e 15 minutos depois as orelhas foram
seccionadas e pesadas para avaliação do edema. O tratamento com os extratos da C.
mexicana agiu diminuindo o edema de orelha induzido por xilol, dado similar ao
observado com DEXA. No modelo de bolsa de ar no dorso de camundongo, os
animais que foram tratados iv com extratos metanólico e aquoso (2 e 0.4mg/kg) de
Caulerpa mexicana e 30 minutos depois receberam zimosam na bolsa de ar,
apresentaram diminuição do infiltrado celular na cavidade dorsal. Por fim, no modelo
de colite experimental, foram utilizados camundongos BALB/c, sendo essa inflamação
induzida através da administração de dextrana sulfato de sódio (DSS) 3% diluída na
água de beber dos camundongos por 14 dias consecutivos. Os animais foram tratados
com a dose de 2 mg/kg dos extratos aquoso ou metanólico de Caulerpa mexicana em
dias alternados. No 15º dia os animais foram eutanasiados e foi observado que o
tratamento com o extrato metanólico, mas não o aquoso, resultou em diminuição das
lesões da mucosa intestinal e nos níveis de citocinas. Assim, pode-se concluir que os
extratos de C. mexicana foram eficazes no tratamento de processos inflamatórios nos
modelos experimentais testados, apresentando atividade anti-inflamatória.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLAUDIO ROBERTO BEZERRA DOS SANTOS - UFPB
Presidente - 1346635 - JANEUSA TRINDADE DE SOUTO
Interno - 350753 - VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES
Notícia cadastrada em: 11/02/2011 16:09
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