Banca de DEFESA: MARIANA GUIMARAES DINIZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: MARIANA GUIMARAES DINIZ

DATA: 25/02/2011

HORA: 09:00

LOCAL: Sala 2 PPgCF

TÍTULO:

IDENTIFICAÇÃO E FATORES DE VIRULÊNCIA DE Candida spp. ISOLADAS DA CAVIDADE BUCAL DE TRANSPLANTADOS RENAIS DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES EM NATAL, RIO GRANDE DO NORTE


PALAVRAS-CHAVES:

Candida, fatores de virulência, candidíase bucal, transplantado renal


PÁGINAS: 97

GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde

ÁREA: Farmácia

RESUMO:

Apesar das leveduras do gênero Candida serem frequentemente comensais humanos, isoladas de diferentes sítios orais, incluindo língua, mucosa jugal, mucosa palatal e região subgengival, existem algumas propriedades ligadas às células de Candida, comumente denominadas fatores de virulência, que lhes conferem a capacidade de produzir doença. Candidíase bucal é uma das principais manifestações orais citadas na literatura em relação aos pacientes transplantados renais. O objetivo deste estudo foi realizar identificação e avaliar os fatores de virulência de leveduras isoladas da cavidade bucal de receptores de transplante renal que são acompanhados no Hospital Universitário Onofre Lopes, na cidade do Natal – RN. Foram utilizadas 70 leveduras do gênero Candida isoladas de 111 receptores de transplante renal. A identificação dos isolados foi realizada através das provas de formação de tubo germinativo, caldo hipertônico, tolerância à temperatura de 42ºC, análise da micromorfologia e perfil bioquímico das leveduras. Observamos elevado índice de isolamento de leveduras na cavidade bucal dos receptores de transplante renal (63,1%), havendo predomínio de C. albicans. Candidíase bucal foi diagnosticada em 14,4% dos transplantados. Avaliou-se o potencial de virulência das leveduras através da formação de biofilme pelo método de aderência a microplaca de poliestireno, redução do XTT, habilidade de aderência a corpos de prova de resina acrílica e a células epiteliais bucais, bem como atividade de proteinase. A maioria dos isolados foi capaz de produzir biofilme pelo método de aderência ao poliestireno, determinada através de leitura em espectrofotômetro. Todos os isolados de Candida spp. permaneceram viáveis durante a formação do biofilme pelo método da redução do XTT. A contagem do número de UFC aderidas ao corpo de prova demonstrou alta capacidade de aderência de C. parapsilosis. Os isolados de C. albicans apresentaram maior mediana de adesão à célula epitelial bucal humana do que os isolados de C. não-C. albicans, contudo essa diferença não foi estatisticamente significativa. C. dubliniensis apresentou baixa capacidade de aderência ao plástico e células epiteliais e formação do biofilme. Observamos atividade proteolítica em todos os isolados pesquisados, inclusive o isolado de C. dubliniensis, e associação estatisticamente significativa entre a produção de proteinase e a presença de candidíase bucal. Estudos relacionados à candidíase bucal em receptores de transplante renal limitam-se à investigação de aspectos clínicos e epidemiológicos, não havendo dados concernentes a fatores de virulência. Ressaltamos a importância da realização de estudos relacionados aos fatores de virulência de leveduras isoladas nessa população, a fim de que se aprofunde o conhecimento dos aspectos microbiológicos da candidíase bucal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1149398 - EVELINE PIPOLO MILAN
Externo ao Programa - 349751 - MARIA TEREZA BARRETO DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - RAIMUNDA SÂMIA NOGUEIRA BRILHANTE - UFC
Notícia cadastrada em: 11/02/2011 11:18
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