Banca de DEFESA: LUANA MEIRINHO DECOSIMO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUANA MEIRINHO DECOSIMO
DATA : 21/02/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Link de acesso para videoconferência: https://meet.google.com/hko-ibnv-gcv
TÍTULO:

ALCALOIDES DE Erythrina velutina COMO POSSÍVEIS AGENTES BIOATIVOS PARA TRANSTORNOS COGNITIVOS


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Alzheimer, Erythrina velutina, alcaloides, zebrafish.


PÁGINAS: 88
RESUMO:

A doença de Alzheimer (DA) caracteriza-se por um transtorno neurodegenerativo que causa a perda irreversível de memória, sendo a principal causa de demência na população idosa. A patologia não é plenamente compreendida, mas apresenta como principais causas algumas alterações metabólicas que resultam nos sinais característicos da doença, incluindo a deposição de placas de proteínas beta-amiloide e formação de emaranhados neurofibrilares na região do hipocampo e no córtex cerebral, além de disfunção simpática com redução na atividade colinérgica. Atualmente, o arsenal terapêutico desta doença limita-se a algumas substâncias com ação na inibição da enzima colinesterase que bloqueia os efeitos da redução da acetilcolina, resultando em um efeito neuroprotetor. Esta terapia apenas tem a capacidade de melhorar a qualidade de vida, mas não evita a progressão da doença. Por isso, novas opções de produtos naturais tornam-se interessantes. Devido à grande biodiversidade de plantas medicinais encontradas no Brasil, principalmente no bioma da Caatinga exclusivo do território brasileiro. Uma dessas plantas com potencial bioativo é a Erythrina velutina, que apresenta uso popular terapêutico consagrado e possui em sua composição alcaloides isoquinolínicos que demonstraram atividades psicoativas. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar o potencial biológico in vivo de frações enriquecidas em alcaloides de sementes de E. velutina utilizando como modelo experimental o zebrafish (Danio rerio). As sementes foram trituradas e submetidas à extração hidroetanólica por maceração estática, posteriormente à filtração e secagem do extrato, foi realizada uma extração ácido-base para obtenção da fração enriquecida em alcaloides. Através da cromatografia gasosa foi obtido um cromatograma com dois picos majoritários, ambos os picos foram analisados pela espectrometria de massas onde o pico I com tempo de retenção em 28.293 min corresponde ao alcaloide erisodina e o pico II com tempo de retenção em 31.682 min corresponde ao alcaloide erisovina. Essa amostra foi utilizada nos testes biológicos em zebrafish para avaliação toxicológica em embriões e adultos. A fração tem concentração letal para embriões em 17,40ug/ml, mas não é toxica para adultos. Em adultos, a fração causou resposta de diminuição de comportamento tipo-ansioso. Em testes de memória de curta duração, o tratamento com a fração melhorou o desempenho dos animais, mas não foi observada ação da fração para a memória de longa duração. Ao final deste trabalho observamos que a fração enriquecida em alcaloides apresenta potencial ansiolítico e melhora a resposta mnemônica de curto prazo, mostrando assim potencial bioativo frente a aspectos relacionados à Doença de Alzheimer.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 1644341 - ANA CAROLINA LUCHIARI
Presidente - 1492900 - CICERO FLAVIO SOARES ARAGAO
Externo ao Programa - 811.318.790-15 - FABIANO PERES MENEZES - UFRN
Externa à Instituição - PERCILIA CARDOSO GIAQUINTO - UNESP
Notícia cadastrada em: 03/02/2022 21:02
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