Banca de QUALIFICAÇÃO: ELAINE CRISTINE SOUZA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELAINE CRISTINE SOUZA DA SILVA
DATA : 07/04/2021
HORA: 08:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL CROMATOGRÁFICO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL EFEITO FARMACOLÓGICO DA CACTÁCEA Nopalea cochenillifera


PALAVRAS-CHAVES:

Nopalea cochenillifera. Cactácea. Gastroproteção. Antiinflamatório. Flavonoides. Fitoterápico.


PÁGINAS: 134
RESUMO:

A Nopalea cochenillifera, da família das Cactáceas, é conhecida popularmente como palma “doce” ou “miúda” e é amplamente cultivada na região nordeste do Brasil, portanto, fonte de matéria-prima abundante para o desenvolvimento de fitoterápico. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito gastroprotetor, anti-inflamatório e cicatrizante, além do perfil fitoquímico de um extrato de N. cochenillifera. Para análise do perfil fitoquímico foi realizada Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Cromatografia em Líquida de Alta Eficiência Acoplada à Espectrômetro de Massas (CLAE-EM) e o teor de fenois e flavonoides totais foi avaliado por espectrofotômetro de UV. Para a avaliação da atividade gastroprotetora foi utilizado o modelo experimental de úlcera aguda induzida por etanol e por indometacina, em ratos Wistar. Para o pré-tratamento utilizou-se os extratos da N. cochenillifera nas doses de 50, 100, 200 e 300 mg/kg e a ranitidina (50 mg/kg) como fármaco padrão, por via oral. A atividade anti-inflamatória foi avaliada utilizando o modelo experimental de edema de pata induzido por carragenina em camundongos Swiss. Para o tratamento foram utilizadas as doses de 200, 400 e 600 mg/kg da N. cochenillifera e como fármaco padrão a dexametasona (1 mg/kg), por via oral. A CCD apresentou zonas com coloração amarela após revelação com Reagente Natural A e vanilina, que sugere a presença de flavonoides. O teor de fenóis e flavonoides totais no extrato hidroetanólico de N. cochenillifera foi de 34,9% e 33,03, respectivamente. A CLAEEM foi identificado 06 compostos, o composto predominante foi o ácido cafeico hexosideo. Na avaliação da atividade gastroprotetora o pré-tratamento com o extrato da N. cochenillifera na dose de 100 mg/kg (p<0,001) reduziu significativamente as lesões gástricas quando comparado com o grupo positivo. Em relação ao percentual de inibição das lesões gástricas (I%) observou-se que o pré-tratamento com a ranitidina (50 mg/kg) foi capaz de inibir 70,61% das lesões, enquanto as doses de 50, 100, 200 e 300 mg/kg da N. cochenillifera apresentaram percentual de inibição de 25,4%, 58,53%, 24,5% e 35,89%, respectivamente, tendo sido observado o melhor resultado com a dose de 100 mg/kg. Além da redução das lesões gástricas também observou-se que osextratos da N. cochenillifera e a ranitidina foram capazes de reduzir a atividade da enzima mieloperoxidase (MPO). No modelo de lesão gástrica induzida por indometacina o pré-tratamento com o extrato da N. cochenillifera apresentou resultados significativos nas doses de 100 mg/kg (p< 0,05) e 200 mg/kg (p< 0,01) quando comparado com o controle positivo. A ranitidina no experimento apresentou 82,31% de inibição da úlcera, no entanto, as doses de 50, 100 e 200 mg/kg apresentaram inibiram 35,79%, 48,11%, e 49,90% da lesão, respectivamente, quando comparado ao controle positivo. No estudo histológico nas doses de 50, 200 e 300 mg/kg foram observadas lesões leves a graves da mucosa com infiltração leucocitária da camada submucosa, no entanto, a dose de 100 mg/kg apresentou uma mucosa organizada com poucos danos. No modelo edema de pata observou-se que a dose de 600 mg/kg apresentou um melhor resultado com inibição do edema em 58,00 ± 6,02 (p< 0,01) quando comparada com o grupo controle negativo. Também foi observada redução dos níveis da enzima MPO. Portanto, foram caracterizados 06 compostos por CLAE-MS, observado que o extrato é rico em flavonoides e com isso pode-se sugerir por meio destes estudos preliminares que o extrato da N. cochenillifera apresenta uma potencial atividade gastroprotetora e anti-inflamatória observada em modelos in vivo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2374605 - AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
Externo ao Programa - 2276354 - LEANDRO DE SANTIS FERREIRA
Externa à Instituição - MANOELA TORRES DO RÊGO - UFRN
Notícia cadastrada em: 23/03/2021 08:24
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